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Militantes do PSB e fiscal do TRE entram em confronto durante carreata em João Pessoa

carreataA carreata promovida pela coligação ‘Trabalho de Verdade’, que tem a professora Cida Ramos (PSB), como candidata a prefeita de João Pessoa terminou em confusão no final da tarde desse domingo (28), na orla da Capital.

De acordo com informações, o tumulto se deu entre militantes do PSB e um funcionário do TRE, que estava fiscalizando a propaganda eleitoral de rua e tentou inspecionar um carro, no qual estava o governador Ricardo Coutinho (PSB).

Em vídeo, que circula nas redes sociais é possível ver os militantes cercando o fiscal, quando começa a confusão.

Após muita discussão, um militante chuta o equipamento que está nas mãos do fiscal, que parece ser um celular, e os dois entraram em luta corporal.

Veja vídeo:

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Militantes LGBT divulgam carta aberta e pedem mais rigor contra a homofobia na Paraíba

Jornal Correio da Paraíba
Jornal Correio da Paraíba

Militantes da causa LGBT divulgaram nessa sexta-feira (29) uma carta aberta pedido mais empenho das forças de segurança da Paraíba no combate a homofobia. O documento foi confeccionado depois de uma reportagem do Portal Correio que mostrou a existência de grupo de extermínio de gays no Brejo do estado. Dois suspeitos foram presos. Só este ano, sete homossexuais foram assassinados na Paraíba.

A carta assinada por quatro entidades que lidam com a causa da população LGBT na Paraíba pede mais compromisso do Governo do Estado nas investigações, elucidações e prisões de pessoas que praticaram crimes contra homossexuais. O documento usou um trecho da declaração do delegado Walber Virgolino, na reportagem do Portal Correio, para denunciar as mortes e outras violências sofridas pelos LGBTs. “Não vamos admitir que em pleno século 21 a homofobia fique latente. Essa prática aqui no Brejo da Paraíba é inaceitável e seremos rigorosos para punir os culpados pelas mortes”, disse o delegado.

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Veja carta:

Carta divulgada pelo movimento LGBT pede combate a homofobia Foto: Carta divulgada pelo movimento LGBT pede combate a homofobia
Créditos: Divulgação

Nessa quarta-feira (26), uma operação da Polícia Civil do estado, que contou com ajuda de policiais militares, prendeu dois homens suspeitos de integrar um grupo de extermínio de homossexuais no Brejo do estado. A prisão aconteceu na cidade de Sertãozinho, a 120 km de João Pessoa. Investigação da PC aponta que três gays foram mortos pelo grupo este ano na região.

“Com a prisão dos dois, aprofundamos as investigações e chegaremos a outros envolvidos no grupo. Já determinei empenho dos policiais para colocar atrás das grades esses criminosos que matam as pessoas pela orientação sexual delas. Tenho amigos gays e não vou medir esforço para prender esses bandidos e puni-los com o rigor da lei. Todos são iguais perante a lei. Aqui no Brejo, a Polícia Civil não vai aceitar a expansão da homofobia nem deixar que a aversão faça vitimas pessoas inocentes e do bem”, avisou o delegado Walber Virgolino, que é titular da Polícia Civil no Brejo paraibano.

Números negativos x medo de denunciar

No Brasil, em 2014, dados do Grupo Gay da Bahia informam que foram registradas 326 mortes em decorrência da LGBTfobia, um aumento de 4% em relação a 2013. Isso significa que, a cada 27 horas, uma pessoa foi assassinada no país por discriminação de identidade de gênero e/ou de orientação sexual.

Segundo dados da Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana do Governo do Estado, entre 2011 e agosto de 2015, 211 homossexuais foram mortos com requintes de crueldade na Paraíba. Entre janeiro e agosto deste ano, sete já foram assassinados na Paraíba.

Para Fernanda Benvenutty, que preside a Associação das Travestis da Paraíba (Astrapa), é necessária a expansão do Centro Estadual de Referência de Enfrentamento à Homofobia na Paraíba (CEDH), visando uma prestação dos serviços à comunidade LGBT no interior do estado. “O centro só tem em João Pessoa. É importante uma interiorização dos atendimentos para que os homossexuais de cidades distantes da Capital tenham acesso ao trabalho importante do CEDH. Isso ajudaria mais combater a homofobia”, disse.

Benvenutty afirma que o movimento busca trabalhar a vulnerabilidade social das pessoas inseridas no grupo e é atuante no acompanhamento dos casos registrados, cobrando a elucidação e celeridade nas investigações. Ela falou ainda que a maior dificuldade para solucionar os crimes é falta de testemunhas ou denúncia.

“Quando ocorre algum tipo de crime, principalmente homicídios, a própria família tem medo de denúncia por medo, por vergonha da orientação sexual da vítima e isso acaba acarretando na impunidade desses crimes. Em casos de agressões físicas e psicológicas, os homossexuais ainda têm medo de denunciar os algozes e por isso não fazem o registro. Esses números são importantes principalmente para que os órgãos públicos tenham o controle e possam tomar providências para conter a homofobia”, comentou Fernanda Benvenutty.

 

 

portalcorreio

Menina de 9 anos fica grávida após ser estuprada por militantes do Estado Islâmico

Uma menina de apenas 9 anos de idade está grávida depois de ter sido sequestrada e estuprada por militantes do Estado Islâmico. A criança é membro da comunidade religiosa Yazidis e foi libertada na última quarta-feira, juntamente com outras 39 crianças. Ao todo, 216 reféns foram liberados. Todos eles permaneceram por mais de oito meses em cativeiro.

Os libertados fazem parte de um grupo de 40 mil pessoas que foram capturadas nos últimos tempos pelo Estado Islâmico. De acordo com o jornal Mirror, milhares de meninas e mulheres foram estupradas, torturadas, forçadas ao casamento e escravizadas pelos militantes.

 

Estado dos libertados inspira cuidados. Mulheres foram estupradas e escravizadas em cativeiro. Ao todo, 200 Yazidis foram liberados pelo Estado Islâmico Estado dos libertados inspira cuidados. Mulheres foram estupradas e escravizadas em cativeiro. Ao todo, 200 Yazidis foram liberados pelo Estado Islâmico Foto: STRINGER/IRAQ / REUTERS

No caso da menina de 9 anos, o voluntário Yousif Daoud afirma em entrevista para o Toronto Star que a criança corre risco de morte se der à luz. “Essa menina é tão jovem, tão pequena, que ela morrerá se tiver o filho. Mesmo com cesariana, é muito perigoso. O abuso que ela sofreu a deixou mentalmente e fisicamente traumatizada”, disse Yousif.

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Em 2014, membros da comunidade Yazidi fugiram a pé para a Síria por causa dos militantes do Estado Islâmico Em 2014, membros da comunidade Yazidi fugiram a pé para a Síria por causa dos militantes do Estado Islâmico Foto: AHMAD AL-RUBAYE / AFP

Assim como ela, diversas moças retornaram grávidas. A maioria apresenta problemas de saúde e sinais de abuso e negligência. Líderes comunitários yazidis receberam os libertados. Uma ambulância prestou os primeiros socorros. Os Yazidis são um povo antigo, que seguem a sua própria religião derivada do islamismo, cristianismo e zoroastrismo.

Atualmente, os militantes do Estado Islâmico são alvo de ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos e sofrem uma ofensiva terrestre das forças do governo iraquiano.

 

Extra online

Ala que não apoia Couto para presidência do PT/PB detalha encontrão com militantes

PTLançado no último mês de maio em Campina Grande, o Coletivo Protagonismo Petista, braço municipal do agrupamento estadual de mesmo nome e que faz parte da tendência nacional Construindo Um Novo Brasil, realizará sua assembleia dos seu filiados já no próximo sábado, 27 no período da tarde. Em nível estadual essa tendência se une ao grupamento que apoia o pré-candidato à Presidência Estadual pelo PT, Charlinton Machado.

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Chalinton que conta com o apoio do prefeito da capital Luciano Cartaxo, do atual presidente Rodrigo Soares e várias outras alas esteve presente no lançamento desta ala em Campina.

Dentre os convidados a participarem da assembleia, estão as lideranças estaduais a exemplo do ex Presidente do PT na Paraíba e atual Secretario de Saúde de João Pessoa, Adalberto Fulgêncio, do pré-candidato a Presidência Estadual pelo PT, Charlinton Machado, do atual Secretário de Transparência Pública da Capital, Eder Dantas, além de outros dirigentes estaduais da Legenda a exemplo de do membro da executiva estadual petista, Francisco Manuel Neno, de Bayeux e de Danúbia Kelly, que faz parte da Coordenação do Protagonismo Petista na Paraíba.

Segundo um dos coordenadores do movimento em Campina Grande, o Jornalista e advogado Gustavo Pontinelle a ideia do Protagonismo Petista na cidade é criar um fórum permanente de debates acerca da participação dos cidadãos na vida partidária, assim como fortalecer a divulgação das ações desenvolvidas pela Presidenta Dilma, os avanços e desafios existentes.

Gustavo informou que a formação do Coletivo vem fortalecer o papel dos militantes na vida partidária e aproximar ainda mais os mesmos dos debates que vão decidir os rumos do Partido no pleito de 2014, tendo como valores precípuos o Protagonismo, a horizontalidade e a construção de políticas públicas eficientes e que melhorem a vida dos cidadãos.

Segundo o Professor Hermano Nepomuceno que também faz parte da Coordenação do Protagonismo no município, o agrupamento surge para fortalecer o PT em Campina Grande, preparando o Partido para os embates vindouros, buscando o fortalecimento das relações com os Partidos da base aliada e combatendo o risco do retrocesso nas políticas públicas conquistadas no Brasil a partir dos Governos do ex-Presidente Lula e da Presidenta Dilma.

Charlinton Machado, Presidenciável Petista e um dos Coordenadores do agrupamento na Paraíba, por sua vez, afirmou que o Protagonismo Petista de Campina Grande surge como agrupamento que tem a finalidade de promover o dialogo e intensificar a condição democrática.

A assembleia será realizada, acontecerá na sede da UCES, na Rua Padre Ibiapina, 144 – Centro, tendo inicio previsto para as 03h da tarde. Estão sendo aguardados no evento os filiados do PT ligados ao Protagonismo Petista, assim como simpatizantes do Partido e aliados.

PBAgora

Marinho Mendes: militantes dos direitos humanos na PB não mentem, o governo sim senhor!

 

promotor-Marinho-MendesLamentável atraso de algumas pessoas que atuam na mídia, tem fornecido indiscutível desserviço à causa dos Direitos Humanos no Estado da Paraíba, uma vez que, enquanto Roberto Caldas, juiz brasileiro da Corte Interamericana de Direitos humanos e Paulo Vannuchi, eleito para compor a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, sonham na disseminação do conhecimento acerca da matéria, inclusive trazendo ao conhecimento dos brasileiros os diretos inscritos na Convenção Americana dos Direitos Humanos e no Pacto de São José da Costa Rica, para que todos tenham ciência dos seus direitos individuais, civis e sociais, mediante a instrumentalização e utilização desses militantes como multiplicadores, para que as desigualdades sociais sejam denunciadas, debatidas, encaminhadas e resolvidas, infelizmente, os meios de comunicação no Estado, salvo honrosas, raras e corajosas exceções, teimam em tentar desacreditar, desmoralizar, desqualificar esses valentes guerreiros de uma causa difícil, que é a defesa dos sem nada, dos que não possuem o devido acato ás suas dignidades de seres humanos, os quais, infelizmente, de forma equivocada, preconceituosa, sem nenhum conhecimento da causa, abrem seus vozeirões exclamando, que “direitos humanos são direitos de bandidos”.

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Tem deles que agridem os militantes de direitos humanos por pura ignorância, por irresponsabilidade de proprietários de meios de comunicação, que de olho apenas no lucro ganancioso, sacodem microfones nas mãos desses homenzinhos sem conhecimento, para darem espetáculos tristes de violação aos mais básicos direitos do ser humano e expor a Paraíba ao ridículo, e muitos deles, por serem originários da massa famélica e excluída, são os piores opressores, inquisidores, acusadores debochados e julgadores impiedosos daqueles que tiverem a desdita de caírem em frente ás suas câmeras e dos seus inqualificáveis microfones.

Não mentimos, quando verberamos que nos ergástulos públicos paraibanos existem torturas, isto é verdade incontroversa, mas o que é mentira mesmo e isto pessoas submissas, muitas delas com cargos de confiança e outras pagas pela SECOM não dizem e não dirão jamais, é que as apurações governamentais  são engodos, falácias, ou como dizem os mais novos “ENROLECHAN”, já que as comissões escaladas para “apurar” as denúncias não possuem independência, são submissas, e o pior de tudo, algumas delas presididas por pessoas que de forma despudoradas assumem a defesa dos suspeitos, dos investigados e do próprio governo e dos secretários das pastas, de forma que indagamos: quem mente, quem tem coragem de levar a público as sevícias ou quem se utiliza de servidores sem independência, sem liberdade, sem autonomia para investigar e dizer que nada aconteceu, quem mente?

Existe uma Secretaria de Comunicações – SECOM, poderosa, com orçamento milionário para cooptar os meios de comunicação e não deixarem que eles vazem uma só vírgula dos movimentos dos direitos humanos , para que não forneçam nem um milésimo de segundo em suas grades de programação, ou seja, a SECOM asfixiou os movimentos, a mídia só publica o que interessa e promove o governo, aliás, o chefe do governo aí posto, então quem mente senhoras, quem mente senhores?

Afora dois ou três colunistas, corajosos, destemidos, audaciosos, que ecoam as verdades que esse povo diz ser mentira, inveja, parcialidade, o grosso de toda a mídia encontra-se amordaçada e servindo de instrumento para tentar desmoralizar essas mulheres e esses homens valentes, que entregam as suas vidas todos os dias a esta causa, sem ganhar nada, na defesa dos direitos humanos, na defesa do direito de expressão, do direito à moradia, à segurança, à saúde, à educação, à segurança, da mobilidade, do fim da tortura nas enxovias, que não mentem, mas o governo que usa de toda a parafernália midiática mente sim senhor e o pior, transforma servidores de boa índole em infelizes capachos defensores de uma causa abjeta e vergonhosa.

De forma que não acreditamos em nenhuma apuração levada a termo pelo Estado e nem nos interessa mais suas apurações, pois já sabemos: NÃO VAI DAR EM NADA MESMO e quando dar (o caso da comissão que apurou as prisões dos conselheiros) são devidamente engavetadas, então quem mente mesmo senhor? Não queremos e nem toleramos mais seus fingimentos, ou melhor, fingir que apura, fingir que faz segurança, fingir que respeita os direitos Humanos, quando alguém graduado de Brasília baixa por essas bandas e avisamos, vamos à COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS.

 

 

Marinho Mendes – promotor de justiça

Militantes prometem luto, faixas e barulho contra reunião que pode definir expulsão de Bira do PSB

A assessoria de Bira disse nesta quarta-feira (26) que o vereador só vai se pronunciar a cerca da leitura e votação do parecer no qual será discutido o processo de sua expulsão do PSB logo após a reunião da Comissão de Ética do Partido que será hoje ás 18 horas na Sede do PSB.

Ainda segundo a assessoria, um grupo de militantes que apóiam a permanência de Bira no partido vão reunir em frente à Sede do PSB vestido de preto e com faixas para protestarem contra a expulsão do vereador. De acordo com a assessoria, os militantes não estão contentes com a posição do partido.

Logo depois da votação, o caso poderá ser encaminhando para ser apreciado no Diretório Municipal do PSB. O vereador alega que vem sendo perseguido desde o momento em que ele resolveu apoiar a pré-candidatura do prefeito Luciano Agra e que o partido tenta de toda maneira impedir a sua reeleição.

Tarcísio Timóteo

Militantes de Juazeirinho se enfrentam em praça pública

Militantes e aliados de candidaturas a prefeito de Juazeirinho se enfrentam em praça pública e tumulto só para com intervenção da polícia

Mais uma confusão entre militantes de partidos adversários ocorre na Paraíba. Desta vez, foi no Seridó Ocidental, em Juazeirinho. As duas forças políticas da cidade são as famílias Matias que representa o PRB e Marinheiro que encabeça o PTB.

Os militantes das duas agremiações resolveram fazer adesivagem, no final da tarde dessa terça-feira (18), na rua José Ferreira Ramos. Em dado momento, as “tribos” dos candidatos Bevilacqua Matias (PRB) e Fred Marinheiro resolveram se digladiarem.

Segundo informações preliminares dos populares presentes a discussão, houve muita ameaça e por pouco os militantes não foram às tapas em praça pública. Os ânimos estavam pra lá de acirrados e foi preciso a intervenção da força policial para conter o tumulto.

Um dos militantes, conhecido por “leto” afirmou que tentou passar com seu veículo  num dos pontos onde estavam os simpatizantes do ex-prefeito de Juazeirinho, Fred Marinheiro, mas teria sido impedido de prosseguir viagem.

Ainda houve quebra-quebra de carros e, conforme informações de testemunhas, o embate se deu porque o ex-prefeito de Juazeirinho e candidato a reeleição, teve suas contas reprovadas pela Câmara Municipal e pelo Tribunal de Contas do Estado.

Provavelmente, o candidato Fred Marinheiro não poderá concorrer as eleições deste ano, o que estaria deixando seus militantes e aliados nervosos, segundo informações de leto.

Simone Duarte

PB Agora

Militantes deixam projeto do PSB e entregam manifesto a Cartaxo e Bandeira

Saída de filiados da legenda confirma previsão anunciada pelo prefeito de JP, Luciano Agra

A profecia do prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, registrada pelo portal MaisPB, foi cumprida no final da tarde dessa quarta-feira (29), quando 78 pessoas, entre militantes e dirigentes, estiveram no Comitê Central da Coligação “Unidos por João pessoa” para entrega de um manifesto ao candidato a prefeito Luciano Cartaxo (PT) e o vice Nonato Bandeira (PPS). O documento foi elaborado pelos membros da secretaria do Movimento Popular Socialista do PSB municipal.

“Não podemos abaixar a cabeça para a intolerância interna. O partido tomou as decisões sem consultar as bases e impôs uma candidatura inventada pela cúpula”, justificou o presidente dos movimentos populares do PSB, Luiz Costa.

Luciano Cartaxo agradeceu a manifestação de apoio e concordou que qualquer decisão dentro de um partido tem que nascer e crescer nas bases. “Nossa candidatura e nossa aliança foram discutidas com as bases. O partido que perde o debate interno e a liberdade de opinião entra em uma crise sem fim”, avaliou.

Para ele, o apoio desses militantes do PSB é importante para a caminhada até o dia da eleição. “Ficamos muito satisfeitos e honrados e esperamos continuar crescendo nas ruas e nas alianças para sairmos todos vitoriosos no dia 7 de outubro”, disse.

Leia o manifesto na íntegra:

MANIFESTO DO MOVIMENTO POPULAR SOCIALISTA

O Movimento Popular Socialista atuou de forma marcantes nas conquistas eleitorais de companheiros e companheiras para o executivo e parlamento municipal e tem contribuído de forma efetiva na consolidação da política comunitária desenvolvida por entidades sérias de nossa cidade, contribuindo para o fortalecimento de lideranças locais e em especial por associações de moradores e outras entidades congêneres. Além disso, os militantes dos movimentos populares têm potencialidade de desempenha rimportante papel na construção do senso critico dos cidadãos pelo víeis socialista. 

Na impossibilidade de termos como natural e legítima a candidatura a Prefeito de João Pessoa: Luciano Agra, resultado das praticas autoritárias, descriteriosas e arrogantes, definidas pela direçã omunicipal e estadual do PSB e após amplo processo e análise da presente conjuntura politica, escuta atenciosa a dezenas de militantes e intensos debates, resolvemos apoiar de modo irreversível e transparente a candidatura deLuciano Cartaxo e Nonato Bandeira.

– As razões que nos impulsionam conscientemente a tomar tal decisão são as seguintes:

– Discordância ampla das deliberações autoritárias estabelecidas nos últimos meses pela direção municipal e estadual do PSB, que inviabilizaram completamente a reeleição do Prefeito Luciano Agra.

– Desrespeito da direção municipal do PSB local aos que integram o Movimento Popular Socialista.

– Ausência de democracia interna em toda a estrutura do PSB local.

– Crença verdadeira no projeto politico do PT/PPS para o sequenciamento da presente gestão municipal e por extensão no continuo desenvolvimento das politicas públicas que transformaram a vida de milhares de pessoas em nossa cidade, conferindo-lhes maior e melhor qualidade de vida.

– Reconhecimento público das trajetórias politicas de Luciano Cartaxo e Nonato Bandeira importantes e honrados lideres que já demonstraram nas praticas seus inúmeros compromissos e responsabilidades com a cidade de João Pessoa e sua gente. Ambos estão aptos, em todos os aspectos a serem gestores, capazes de promover qualitativamente todas as mudanças que ainda restam ser feitas para assegurar cidadania plena a todas e todos os munícipes.

– Pugnamos, defendemos e estamos determinados a cooperar pelo aprofundamento da Democracia Participativa, Defesa dos Direitos Humanos, Reforma Urbana Democrática, que atenda a população em geral aqui residente.Estamos confiantes e entendemos que Luciano Cartaxo e Nonato Bandeira, darão uma extraordinária e modernizadora contribuição ao desenvolvimento econômico, politico e social de João Pessoa.

“A liberdade, que é uma conquista, e não uma doação exige permanente busca, Busca permanente que só existe no ato responsável dequem faz. Ninguém tem liberdade para ser livre: pelo contrario, luta por ela precisamente por que não tem. Ninguém liberta ninguém, ninguém se libertas ozinho, as pessoas se libertam em comunhão.

MaisPB, com assessoria
Focando a Notícia

MST luta para desapropriação de área onde militares incineravam militantes

“O local foi aprovado. O forno da usina era enorme. Ideal para transformar em cinzas qualquer vestígio humano. A usina passou, em contrapartida, a receber benefícios dos militares pelos bons serviços prestados. Era um período de dificuldade econômica e os usineiros da região estavam pendurados em dívidas. Mas o pessoal da Cambahyba, não. Eles tinham acesso fácil a financiamentos e outros benefícios que o Estado poderia prestar.” (Cláudio Guerra, ex-delegado do DOPS)

“A título de sugestão, optando pela retirada forçada, deve-se agir sem aviso prévio, compartimentada, mais cedo possível, despejando-se imediatamente, com o mínimo de diálogo, todos aqueles que estiverem nas construções, bem como os seus pertences, prendendo se necessário e na seqüência, destruir as casas.”
(Adriano Dias Teixeira Amorim do Vale – Delegado Federal – Dezembro de 2005)

Em 1997, a área no município de Campos dos Goytacazes (RJ) onde se localiza a ex-usina de Cambahyba, desativada em 1993 por ter ido à falência, composta por sete fazendas que totalizam 3500 hectares, foi considerada improdutiva. Mas o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), até hoje não foi capaz de realizar as desapropriações em toda a área, pois os proprietários entraram com recursos por meio do Judiciário que inviabilizaram a realização dos procedimentos administrativos desapropriatórios.

Para Fernando Moura, da coordenação do MST, “essa morosidade revela o poder dos fazendeiros. Vale lembrar que as áreas têm dívidas grandes com a União, totalizando 190 milhões de reais, além do fato de ter sido encontrado trabalhadores em condições análogas à escravidão na região”. Das sete áreas, apenas uma foi destinada à Reforma Agrária, pelo princípio de adjudicação, que consiste no pagamento da dívida por meio de transferência da propriedade. A área, de 550 hectares, deu origem ao assentamento Oziel Alves. As outras seis fazendas foram inclusas, em 2003,  em um plano do governo de reestruturação produtiva das áreas: até hoje, a dívida dessas fazendas permanece e as terras continuam improdutivas.

Violência interminável

Um fato até então desconhecido sobre a usina de Cambahyba chocou a sociedade brasileira. A usina foi palco, no período da Ditadura Militar, de um crime bárbaro. O ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), Cláudio Guerra, conta no livro Memórias de uma Guerra Suja que a usina de Cambahyba foi usada pelos militares para incinerar corpos de militantes de esquerda que haviam sido mortos devido às torturas praticadas pelo regime em órgãos como o próprio DOPS. Guerra conta que ele mesmo incinerou dez corpos, dentre os quais estavam os de David Capistrano, João Massena Mello, José Roman e Luiz Ignácio Maranhão Filho, dirigentes históricos do Partido Comunista Brasileiro (PCB).

“Militantes incinerados em usina de açúcar”

“Em determinado momento da guerra contra os adversários do regime passamos a discutir o que fazer com os corpos dos eliminados na luta clandestina. Estávamos no final de 1973. Precisávamos ter um plano. Embora a imprensa estivesse sob censura, havia resistência interna e no exterior contra os atos clandestinos, a tortura e as mortes”, relata Guerra.

A solução encontrada foi utilizar os fornos da usina e queimar os corpos, de forma a não deixar vestígios. A usina, à época, era propriedade do ex-vice-governador do estado do Rio, Heli Ribeiro, que topou o acordo, pois ele “faria o que fosse preciso para evitar que o comunismo tomasse o poder no Brasil”. Além disso, o regime militar oferecia armas a Heli para que ele combatesse os sem terra da região.

Passados décadas desse trágico episódio, a violência na região de Cambahyba continua. Em 2006, o acampamento Oziel Alves, que abrigava 150 famílias sem terra há mais de seis anos, foi destruído em uma operação pelas polícias militar e federal, com aval da Justiça do Estado e acompanhados do dono usina, Cristóvão Lisandro.

Não houve diálogo nem negociação com a população, que além de habitar a área, produzia hortifrutigranjeiros e gado de leite: as pessoas foram retiradas à força de seus lares, sem poder salvar seus pertences. As estradas próximas ao acampamento foram trancadas, o que impediu que a imprensa pudesse cobrir os fatos quando a operação começou – ela só teve acesso ao acampamento cinco horas após o início da operação policial -, e os policiais entraram nas casas sem apresentar ordem judicial, destruindo pertences dos moradores.

Os Sem Terra que tentaram negociar foram presos, agredidos física e moralmente, e só saíram da delegacia após assinarem declaração de que portavam “armas brancas”, que eram na verdade as ferramentas de trabalho dos produtores. Após a revista nas casas pelos policiais, elas foram derrubadas por máquinas, deixando os moradores sem qualquer amparo.

Desapropriação

Francisco conta que, desde outubro do ano passado, o processo da desapropriação da área, que se arrasta há mais de treze anos, está na 2ª Vara de Justiça Federal de Campos, com o juiz José Carlos Zebelum. Ele, após análise do processo concluso, decidirá se o Incra continua o processo de desapropriação das seis fazendas restantes. O MST pretende pressionar para que a decisão seja favorável à Reforma Agrária. Segundo Francisco, após saber do passado trágico da usina, diz que “a violência da Ditadura e do latifúndio tem uma relação grande. Agora, a luta se intensifica, para tornar esta terra produtiva com a Reforma Agrária e denunciar a postura de um Judiciário que favorece os proprietários”.

Por José Coutinho Júnior
Da Página do MST

Crimes da Ditadura: ex-delegado revela que militares incineraram corpos de militantes

Apesar disso, o nome de Cláudio Guerra nunca esteve em listas de entidades de defesa dos direitos humanos. Mas com o lançamento do livro “Memórias de uma guerra suja”, que acaba de ser editado, esse ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) entrará para a história como um dos principais terroristas de direita que já existiu no País.

Mais do que esse novo personagem, o depoimento recolhido pelos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, ao longo dos últimos dois anos, traz revelações bombásticas sobre alguns dos acontecimentos mais marcantes das décadas de 70 e 80.

Revelações sobre o próprio caso do Riocentro; o assassinato do jornalista Alexandre Von Baumgarten, em 1982; a morte do delegado Fleury; a aproximação entre o crime organizado e setores militares na luta para manter a repressão; e dos nomes de alguns dos financiadores privados das ações do terrorismo de Estado que se estabeleceu naquele período.

O ex-delegado dá os nomes dos comandantes da operação, “os mesmos de sempre”:

A reportagem do iG teve acesso ao livro, editado pela Topbooks. O relato de Cláudio Guerra é impressionante. Tão detalhado e objetivo que tem tudo para se tornar um dos roteiros de trabalho da Comissão da verdade, criada para apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar (1964-1988).

Cláudio Guerra conta ainda como incinerou os corpos de dez presos políticos numa usina de açúcar do norte estado do Rio de Janeiro. Corpos que nunca mais serão encontrados – conforme ele testemunha – de militantes de esquerda que foram torturados barbaramente.

“Em determinado momento da guerra contra os adversários do regime passamos a discutir o que fazer com os corpos dos eliminados na luta clandestina. Estávamos no final de 1973. Precisávamos ter um plano. Embora a imprensa estivesse sob censura, havia resistência interna e no exterior contra os atos clandestinos, a tortura e as mortes.”

Os dez presos incinerados

– João Batista e Joaquim Pires Cerveira, presos na Argentina pela equipe do delegado Fleury;

– Ana Rosa Kucinsk e Wilson Silva, “a mulher apresentava marcas de mordidas pelo corpo, talvez por ter sido violentada sexualmente, e o jovem não tinha as unhas da mão direita”;

– David Capistrano (“lhe haviam arrancado a mão direita”) , João Massena Mello, José Roman e Luiz Ignácio Maranhão Filho, dirigentes históricos do PCB;

– Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira e Eduardo Collier Filho, militantes da Ação Popular Marxista Leninista (APML).

O delegado lembrou do ex-vice-governador do Rio de Janeiro Heli Ribeiro, proprietário da usina de açúcar Cambahyba, localizada no município de Campos, a quem ele fornecia armas regularmente para combater os sem-terra da região. Heli Ribeiro, segundo conta, “faria o que fosse preciso para evitar que o comunismo tomasse o poder no Brasil”.

Cláudio Guerra revelou a amizade com o dono da usina para seus superiores: o coronel da cavalaria do Exército Freddie Perdigão Pereira, que trabalhava para o Serviço Nacional de Informações (SNI), e o comandante da Marinha Antônio Vieira, que atuava no Centro de Informações da Marinha (Cenimar).

Afirma que levou, então, os dois comandantes até a fazenda:

“O local foi aprovado. O forno da usina era enorme. Ideal para transformar em cinzas qualquer vestígio humano.”

“A usina passou, em contrapartida, a receber benefícios dos militares pelos bons serviços prestados. Era um período de dificuldade econômica e os usineiros da região estavam pendurados em dívidas. Mas o pessoal da Cambahyba, não. Eles tinham acesso fácil a financiamentos e outros benefícios que o Estado poderia prestar.”

Fleury

Guerra revela ainda que o delegado Sérgio Paranhos Fleury — titular da Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo e  símbolo da linha-dura do regime militar — foi assassinado por ordem de um grupo de militares e de policiais rebelados contra o processo de abertura política iniciado pelo ex-presidente Ernesto Geisel.

Ele afirma ter sido o autor da ideia de fazer a morte de Fleury  parecer um acidente. Acabou sendo enviado para liquidar o colega. Mas, por problemas operacionais, a execução teria ficado para um grupo de militares do Cenimar, o Centro de Informações da Marinha.

O delegado confessa ter sido um dos principais encarregados pelo regime militar de matar adversários da ditadura entre os anos 70 e 80.

Ele conta ter executado pessoalmente militantes de esquerda como Nestor Veras, do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB), após uma sessão de tortura da qual afirma não ter participado:

“(Veras) tinha sido muito torturado e estava agonizando. Eu lhe dei o tiro de misericórdia, na verdade dois, um no peito e outro na cabeça. Estava preso na Delegacia de Furtos em Belo Horizonte. Após tirá-lo de lá, o levamos para uma mata e demos os tiros. Foi enterrado por nós.”

Além do assassinato de Veras, Guerra conta como matou, a mando de seus superiores, outros militantes contra o regime, como: Ronaldo Mouth Queiroz (estudante universitário e membro da Aliança Libertadora Nacional – ALN); Emanuel Bezerra Santos, Manoel Lisboa de Moura e Manoel Aleixo da Silva (os três, do Partido Comunista Revolucionário – PCR).

Queima de arquivo

“O delegado Fleury tinha de morrer. Foi uma decisão unânime de nossa comunidade, em São Paulo, numa votação feita em local público, o restaurante Baby Beef”, afirma Cláudio Guerra. Além dele, segundo conta, estavam sentados à mesa e participaram da votação o coronel do Exército Ênio Pimentel da Silveira (conhecido como “Doutor Ney”); o coronel-aviador Juarez de Deus Gomes da Silva (Divisão de Segurança e Informações do Ministério da Justiça); o delegado da Polícia Civil de São Paulo Aparecido Laertes Calandra; o coronel de Exército Freddie Perdigão (Serviço Nacional de Informações); o comandante Antônio Vieira (Cenimar); e o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (comandante do Departamento de Operações de Informações do 2º Exército – DOI-Codi), que abriu a reunião.

“Fleury tinha se tornado um homem rico desviando dinheiro dos empresários que pagavam para sustentar as ações clandestinas do regime militar. Não obedecia mais a ninguém, agindo por conta própria. E exorbitava. (…) Nessa época, o hábito de cheirar cocaína também já fazia parte de sua vida. Cansei de ver.”

Guerra conta que chegou a fazer campana para a execução, mas o colega andava sempre cercado de muita gente. “Dias depois os planos mudaram, porque Fleury comprou uma lancha. Informaram-me que a minha ideia do acidente seria mantida, mas agora envolvendo essa sua nova aquisição – um ‘acidente’ com o barco facilitaria muito o planejamento.”

A história oficial é, de fato, que o delegado paulista morreu acidentalmente em Ilhabela, ao tombar da lancha. Mas Guerra afirma que Fleury na verdade foi dopado e levou uma pedrada na cabeça antes de cair no mar.

Por Tales Faria, do iG Brasília