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Milagre acontece e Campinense avança na Série D do Brasileiro

O milagre aconteceu. O Campinense entrou em campo neste domingo precisando vencer o Atlético-PE e torcer por uma combinação de resultados, para avançar na Série D do Brasileiro. Em campo, a Raposa bateu o time pernambucano por 2 a 0 e terminou como um dos melhores segundos colocados.

 

Os gols do raposeiros foram marcados por Reinando Alagoano, ambos no segundo tempo. Com o resultado, o Campinense terminou com oito pontos, entrando como o 15º melhor segundo colocado, superando Desportiva e Inter de Lages.

Na fase de mata-mata, o time rubro-negro vai enfrentar o Juazeirense da Bahia. O primeiro  jogo acontece no Amigão.

Veja o Vídeo

Video: Divulgação / WhatsApp⁠⁠⁠⁠

Ficha Técnica

Campinense: Gledson, Osvaldir, Joécio, Rafael Jensen e Sávio; Negretti, Maranhão, Sillas (Tarcisio) e Diego Barboza (Felipe Ramon); Reinaldo Alagoano e Muller Fernandes (Janeudo). Técnico – Ailton Silva. Técnico – Ailton Silva
Atlético-PE: Evandrizio, Kris, Dudu (Walter), Diego e Silva; Gledson, Tarcísio, Alan (Moacir) e Émerson; Cesinha (Belisco) e Júnior. Técnico – Gabriel Lisboa
Gols – Reinaldo Alagoano, aos 30min e 45min do 2º T
Árbitro: Antônio José Lopes Trindade (PI)
Assistentes – Kilden Tadeu e José Maria de Lucena Netto (PB)
Cartão amarelo – Negretti, Maranhão (C) e Silva (A)
Cartão vermelho – Diego (A)

Paraibaonline

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Bariátrica não é milagre: cirurgia requer cuidados antes e depois

andremarquesO que o apresentador André Marques, o diretor Boninho e o ator Leandro Hassum têm em comum? Todos apostaram na redução de estômago para ajudar a conquistar corpo dos sonhos, assim como muitos brasileiros no ano passado. Tanto que os números da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) mostram que esse tipo de cirurgia cresceu 6,25% em relação a 2014.

No entanto, e apesar dos vários casos de sucesso, o procedimento pode dar problemas. Filho de Estevam e Sônia Hernandes, fundadores da igreja Renascer, Felipe Daniel Hernandes morreu na última quarta-feira (14) após ficar cinco anos em coma vegetativo. Em 2005, ele passou por uma cirurgia bariátrica e emagreceu mais de 40 quilos, segundo informações publicadas pela imprensa na época. Contudo, meses depois, teve fortes dores abdominais e precisou ser operado para remover um pedaço obstruído do intestino. Uma das suturas se rompeu, causando hemorragia interna e uma forte infecção, que o levou ao quadro com o qual permaneceu até o dia de sua morte.

Reprodução/Instagram/@leandrohassum
Leandro Hassum perdeu 63kg depois de uma cirurgia bariatrica no final de 2014imagem: Reprodução/Instagram/@leandrohassum

Caetano Marchesini, presidente eleito da SBCBM, nega que este seja um procedimento perigoso. “Atualmente, a bariátrica é reconhecida como a forma mais eficaz de tratar obesidade mórbida. Ela também possui os mesmos riscos que qualquer outro tipo de cirurgia e pode ter complicações – como sangramento ou trombose. Ou seja, problemas não necessariamente relacionados a esta técnica”, explica o médico.

Segundo o profissional, o paciente precisa compreender que esta é uma decisão para a vida inteira e representa a cura para uma doença, a obesidade. Por isso mesmo, passa longe de ser um tratamento estético ou uma solução mágica.

Os cuidados pré e pós-cirúrgicos incluem apoio nutricional, psicológico e até psiquiátrico — caso seja necessário — além de um acompanhamento multidisciplinar permanente e anual para que a pessoa permaneça saudável e bem longe dos antigos hábitos.

Outra dica que pode parecer óbvia, mas que é extremamente importante: você deve escolher um profissional especializado no assunto. Atualmente, segundo Marchesini, o Brasil possui a segunda maior sociedade metabólica e bariátrica no mundo. “Vale a pena procurar informações sobre o médico em órgãos reconhecidos pela categoria e ainda utilizar a internet para ir atrás de mais informações. Atitudes assim diminuem a chance de você acabar em mãos erradas”, orienta.

Suporte especializado

Para a vice-presidente da Comissão de Especialidades Associadas da SBCBM (COESAS), Andrea Levy, que também é psicóloga clínica e bariátrica, algo fundamental para o sucesso do procedimento é o bom preparo. “Esta é uma cirurgia eletiva (o paciente marca o procedimento), não emergencial e com efeitos para o resto da vida. A pessoa precisa estar com a saúde clínica e mental em ordem”, explica. Por isso, além do diagnóstico clínico, é importante fazer um acompanhamento psicológico bem detalhado antes da operação. “Se descobrirmos uma depressão ou ansiedade, por exemplo, melhor adiar um pouco e tratar o problema”.

A questão nutricional é um ponto-chave no acompanhamento do paciente, pois alguns quadros de desnutrição podem ser confundidos com depressão, algo possível de ser descoberto durante as consultas de rotina. “E, se a pessoa estiver desnutrida, ainda aumenta a chance de se tornar compulsiva”, destaca.

Andrea ainda conta que não é algo comum, mas existe o risco da pessoa trocar o vício da comida por outro — se tiver alguma predisposição. “A absorção do álcool fica mais rápida depois da cirurgia, o que pode gerar um comportamento abusivo em quem já fazia uso antes. Mas quero ressaltar que não é o que acontece na maioria dos casos, e sim algo em torno de 2% a mais da população que já tem problemas com a bebida”, diz.

Uol

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Alvinegro fanático com 96 tattoos para o Botafogo pede milagre contra degola

fogo-fanaticoA fé e o futebol andam lado a lado nos momentos decisivos. Tanto nos dias de glória quanto nos de salvação. À espera de um milagre que livre seu Botafogo do rebaixamento no Brasileiro, o militar reformado Delneri Martins Viana, de 69 anos, que afirma ser o alvinegro mais apaixonado pelo clube, faz sua prece. E o primeiro pedido precisa ser atendido o mais rapidamente possível, na forma de uma vitória sobre a Chapecoense, neste domingo, às 19h30m, na Arena Condá.

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— A situação se tornou muito complicada, mas sou alvinegro e fico na torcida. Agora, o que resta é se apegar à fé — disse Delneri durante uma visita à paróquia de São Lourenço, em Bangu, na última sexta-feira.

Delneri na Igreja de São Lourenço, em Bangu
Delneri na Igreja de São Lourenço, em Bangu Foto: Urbano Erbiste / Agência O Globo

A paixão do torcedor pelo Botafogo está estampada no seu corpo: são 96 tatuagens. Ídolos de dias inesquecíveis, como Garrincha, Jairzinho e Nilton Santos, estão retratados nos desenhos que começaram a ser feitos há 14 anos. Do time atual, ninguém, é claro, foi homenageado. Para alguns jogadores, inclusive, sobram críticas.

— O Jobson não poderia ter perdido aquele pênalti contra o Figueirense. E o Carlos Alberto vacilou contra o Fluminense (quando perdeu chance clara). Esses dois estão fora para mim — dispara o torcedor.

Porém, os atletas não são os únicos alvos. Seu Delneri não poupou o presidente Maurício Assumpção.

— Nunca vi uma administração tão ruim. Ele não poderia ter dispensado aqueles quatro jogadores (Emerson Sheik, Edilson, Bolivar e Julio César) . Eles formavam a base do time — diz.

Delneri tatuou pelo corpo a sua paixão pelo Botafogo
Delneri tatuou pelo corpo a sua paixão pelo Botafogo Foto: Urbano Erbiste / Agência O Globo

O semblante agitado só desaparece quando Delneri lembra da sua paixão pelo Glorioso, que diz ter nascido ainda na infância, quando vivia no Rio Grande Sul. Além das tatuagens, o torcedor pinta as unhas de preto e branco e só usa roupas com o escudo do clube. Mesmo com o alto risco de queda, afirma:

— Mesmo se essa tragédia se concretizar, nunca deixarei de ser Botafogo. Está na pele e no coração.

Enquanto ainda houver chance, Delneri e outros milhões de torcedores não deixarão a fé alvinegra se calar.

Delneri só usa roupas com o escudo do Botafogo

Extra

Rivaldo anuncia aposentadoria e chora: carreira foi milagre

rivaldoAcumulando as funções de presidente e jogador do Mogi Mirim, o pentacampeão Rivaldo anunciou neste sábado o fim de sua carreira.

O meio-campista postou uma mensagem nas redes sociais na qual agradece ao apoio recebido ao longo dos 24 anos de carreira.

Com a imagem, o agora ex-jogador divulgou uma foto com os olhos inchados ao chorar no anúncio aos jogadores do Mogi Mirim e escreveu um longo texto.

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Com lágrimas nos olhos hoje gostaria de primeiramente agradecer a Deus, minha família e a todos pelo apoio, pelo carinho que recebi durante esses 24 anos como jogador. Hoje venho comunicar a todos os torcedores do mundo que minha história como jogador chegou ao fim. Somente tenho que agradecer pela linda carreira que construí durante esses anos. Foram muitos os obstáculos, os desafios, renúncias, saudades, decepções, porém foram muito maiores as alegrias, as conquistas, crescimentos, mudanças.

Algumas vezes ensinando outras aprendendo, mas nunca perdi meu foco, sempre com dedicação, determinação e direção de Deus. Nesta longa jornada, muitas pessoas passaram pela minha vida, alguns por um período, outros amigos que permanecem até hoje. Construí minha carreira em cima de um milagre, saindo de Paulista, sem nenhum recurso financeiro, sem empresário, incentivos apenas familiar, desacreditado por médicos e técnicos, vi um sonho distante se tornar realidade. Com persistência, dedicação e principalmente com a mão de Deus, cheguei a ser reconhecido como melhor jogador do mundo, pentacampeão mundial, entre muitos outros títulos importantes na história do futebol.

Entre troféus, medalhas, premiações e títulos , em uma terra onde tudo se consome, deixo aqui uma história, talvez um exemplo, mas com certeza um testemunho de que vale a pena crer e lutar. ” Todo atleta que está treinando aguenta exercícios duros porque quer receber uma coroa de folhas de louro, uma coroa que, aliás, não dura muito. Mas nós queremos receber uma coroa que dura para sempre”. 1 Corintios 9:25

Do Santa Cruz ao pentacampeonato

O agora ex-meia tem 41 anos e deu adeus aos gramados após dois jogos em 2014 pelo Mogi Mirim. Revelado pelo Santa Cruz em 1990, o defendeu chegou ao próprio Mogi em 1992. Comandado por Oswaldo Alvarez, o time daquele ano contava com o trio Rivaldo, Valber e Leto, chegando ao terceiro lugar do Campeonato Paulista com o chamado “Carrossel Caipira”.

Depois de uma passagem discreta pelo Corinthians entre 1993 e 1994, Rivaldo reforçou o arquirrival Palmeiras, alcançando o título brasileiro de 1994 – justamente diante dos corintianos – e o paulista de 1996. Deixou o Parque Antártica para atuar no futebol espanhol, ajudando o La Coruña a alcançar o terceiro lugar no Campeonato Espanhol 1996/1997.

Torcedores de todo o mundo celebram Rivaldo: “lenda e gênio”

No final daquela temporada, trocou o clube galego pelo Barcelona, no qual alcançou suas maiores glórias na carreira. Até deixar o Camp Nou em 2002, foram dois títulos do Campeonato Espanhol (1997/1998 e 1998/1999), uma Copa do Rei (1998) e uma Supercopa da Europa (1997). Protagonista do gigante catalão, o pernambucano foi escolhido pela Fifa o melhor jogador do mundo no ano de 1999.

Foi em 2002, seu último ano de Barcelona, que Rivaldo conquistou seu principal título na carreira: a Copa do Mundo. Camisa 10 da Seleção Brasileira, ele foi um dos destaques do time comandado por Luiz Felipe Scolari. Quatro anos antes, o meia havia sido vice-campeão mundial, na Copa do Mundo vencida pela França em casa.

Ao deixar o Barcelona em 2002, Rivaldo iniciou uma trajetória por diversos clubes, sem o mesmo protagonismo: Milan (2002 a 2004), Cruzeiro (2004), Olympiakos (2004 a 2007), AEK Atenas (2007 a 2008), Bunyodkor-UZB (2008 a 2010), São Paulo (2011), Kabuscorp-ANG (2012) e São Caetano (2013). Em 2014, atendendo a um apelo antigo da torcida, voltou ao Mogi para disputar o Campeonato Paulista. Ali, enfim, pendurou as chuteiras.

Terra

‘É um milagre estar viva’, diz menina estuprada e esfaqueada no Amapá

Menina mostra marcas das facadas levadas pelo corpo (Foto: Abinoan Santiago/G1)
Menina mostra marcas das facadas levadas pelo corpo (Foto: Abinoan Santiago/G1)

Uma jovem de 13 anos, moradora do bairro Pacoval, na Zona Norte de Macapá, diz que ainda tenta esquecer o que viveu na madrugada de 7 de fevereiro de 2014. Nesse dia, ela foi estuprada por quatro homens e esfaqueada ao menos 16 vezes, em uma área de ponte no bairro onde mora. Os homens chegaram a introduzir um cabo de vassoura na genitália da vítima, arrastando-a até o quintal de uma casa. Se fingindo de morta, a jovem conta que esperou alguns minutos até conseguir chamar a atenção de um morador e pedir socorro.

Eu ainda choro quando lembro do que aconteceu”
Menina vítima de estupro e esfaqueamento

Depois de ficar internada por duas semanas no Hospital de Emergências (HE) da capital, a adolescente voltou para casa e acredita que ‘foi um milagre’ a própria sobrevivência. “Eu ainda choro quando lembro do que aconteceu, e penso que foi um milagre não ter morrido com tudo isso. Agora, eu só quero esquecer”, resumiu a menina, ainda muito abalada com o caso.

De acordo com a Polícia Civil, dos quatro suspeitos de terem cometido o crime – entre eles um menor de idade – três estão detidos e um segue foragido. Os adultos devem ser responsabilizados por estupro e tentativa de homicídio, e o adolescente vai responder por ato infracional.

O quarteto teria estuprado e esfaqueado a menina por 16 vezes, conforme apontou o inquérito policial, que já foi encaminhado ao Ministério Público do Estado do Amapá (MP/AP). Um cabo de vassoura ainda foi deixado pelos homens na genitália da garota, provocando uma lesão no útero dela. A menina teve que fazer no mesmo dia do crime uma cirurgia reparadora na região lesionada.

Os momentos de terror em que jovem passou não saem da memória dela, algo que a deixa emocionada quando relembra do que aconteceu.

Adolescente passou por cirurgia para reparar lesões causadas no crime (Foto: Abinoan Santiago/G1)
Adolescente passou por cirurgia para reparar
lesões causadas no crime
(Foto: Abinoan Santiago/G1)

“Eu lembro deles me dando facadas, e depois me arrastando para trás de uma casa. Eles só pararam quando eu me fingi de morta. Nesse momento, todos fugiram e eu consegui pedir ajuda ao dono do local onde me largaram”, relatou a adolescente.

A menina contou que nunca havia visto nenhum dos quatro suspeitos. Ela os conheceu somente na noite do crime, quando aceitou o convite de duas amigas para ir a uma casa no mesmo bairro, onde aconteceria uma festa. Na ocasião, a vítima se recusou a ingerir bebida alcoólica, o que teria provocado a raiva dos suspeitos.

“Me forçaram a beber, mas eu não quis. Acho que foi por causa disso que eles fizeram essas ‘coisas’ comigo”, falou a jovem.

Jovem mostra os ferimentos causados pelas facadas (Foto: Abinoan Santiago/G1)J
ovem mostra os ferimentos causados pelas
facadas (Foto: Abinoan Santiago/G1)

Mudança
Depois de sair do hospital, onde passou a metade de fevereiro internada, a menina, que era caracterizada pelos familiares como uma moça alegre, admite que a rotina mudou após o episódio. ‘Pega-pega’ e ‘esconde-esconde’, brincadeiras preferidas da adolescente, deixaram de fazer parte dos fins de tarde no bairro onde mora. Atualmente, ela passa a maior parte do tempo em frente à TV.

“Eu gostava de brincar de várias coisas na ponte. Hoje, eu não brinco mais por causa do que aconteceu comigo. Perdi a vontade de quase tudo”, lamentou.

“O jeito dela mudou muito. Ela acordava as 5h da manhã sempre com vontade de ir à escola, algo que não vemos agora. Hoje, tem vontade de ir, mas tem vergonha de sair na rua”, contou frustrada a avó, a dona de casa Antônia de Souza, de 47 anos.

Vítima mora em uma área de ponte no bairro Pacoval, Zona Norte de Macapá (Foto: Abinoan Santiago/G1)Vítima mora em uma área de ponte no bairro Pacoval, Zona Norte de Macapá (Foto: Abinoan Santiago/G1)

Os desejos da menina violentada também mudaram. A motivação para estudar e brincar deu lugar à vontade de ver todos os envolvidos presos. “Quero Justiça e sonho ver todos esses homens presos para sempre. Tenho medo, e não perdoo nenhum. Se eu encontrar com eles só vou chorar”, disse.

“Agora, eu peço que as autoridades nos ajudem a fazer Justiça. Não temos condições de contratar advogado, mas acreditamos que eles serão todos condenados por essa maldade que não tem perdão”, completou a avó.

Suspeito de violentar adolescente negou envolvimento com a vítima (Foto: John Pacheco/G1)
Um dos suspeitos de violentar a adolescente foi
preso (Foto: John Pacheco/G1)

Crime
Segundo a polícia, a menina foi estuprada e esfaqueada por quatro homens, em uma área de ponte do bairro Pacoval, Zona Norte de Macapá. Três suspeitos, entre eles um menor, foram presos pela Polícia Militar um dia após o crime. O outro segue foragido.

“Ela foi estuprada por todos, que em seguida, a esfaquearam por pura perversidade, não havia motivo algum para a violência”, ressaltou o militar Lourival Júnior, que prendeu os suspeitos.

A menina permaneceu internada por duas semanas no Hospital de Emergências de Macapá após passar por cirurgia reparadora do útero, que sofreu lesão por causa do cabo de vassoura.

 

 
Abinoan Santiago

Fla bate o Lanús, flerta com milagre, mas vê Emelec ganhar e levar a vaga

O que parecia sonho distante chegou a ficar perto de se tornar realidade na noite desta quinta-feira. O Flamengo, que precisava vencer seu jogo e torcer por um empate no Paraguai, esteve a poucos minutos de atingir seu objetivo, mas não se classificou às oitavas de final da Taça Libertadores. No Engenhão, o Rubro-Negro bateu o Lanús por 3 a 0, gols de Welinton, Deivid e Luiz Antonio. Ronaldinho Gaúcho teve em alguns momentos uma atuação que fez lembrar sua melhor fase na carreira. Em Assunção, porém, Olimpia e Emelec empatavam por 1 a 1 até os 42 minutos do segundo tempo. Os equatorianos fizeram o segundo gol, levaram o empate, aos 46 (resultado que classificava o Flamengo), mas conseguiram o gol da vitória por 3 a 2 aos 47 e ficaram com a vaga.

Àquela altura, o jogo do Fla já havia acabado. Os jogadores aguardavam em campo. Léo Moura, com um fone de ouvido, ouvia a transmissão de TV do canal Fox Sports. A tristeza do lateral e dos flamenguistas foi transmitida ao vivo. Love chorou.

Com o resultado, o time carioca terminou sua participação no Grupo 2 na terceira colocação, com oito pontos, dois a menos que o líder Lanús e um a menos que o Emelec. O Olimpia também somou oito pontos, porém perdeu para os rubro-negros no saldo de gols e ficou na lanterna do grupo.

O Flamengo entrou em campo em ritmo lento, e foi o Lanús que comandou as ações nos minutos iniciais. A primeira boa chegada rubro-negra se deu aos nove minutos, quando Ronaldinho deu bom passe para Love no lado esquerdo da área. O atacante bateu para fora, rente à trave direita do goleiro Marchesín.

O Lanús, que uma vez mais atuou sem Camoranesi, machucado (no jogo de ida, na Argentina, o campeão mundial pela Itália também fora vetado) seguiu com domínio territorial, mas acabou por levar o primeiro gol numa jogada de bola parada. Aos 17, Bottinelli bateu escanteio, e Welinton apareceu no segundo pau para escorar de cabeça. Foi o terceiro gol do zagueiro com a camisa do Flamengo, o primeiro no ano.

Diego Luis Braghieri do Lanús e Vagner Love do Flamengo (Foto: AP) Vagner Love tenta levar o Flamengo ao ataque diante do Lanús, no Engenhão (Foto: AP)

Sonho possível

Com o gol, o Flamengo se animou e passou a criar mais, porém não deixou de sofrer com contra-ataques. Ronaldinho alternou bons e maus momentos. Tentou algumas jogadas de efeito e acertou umas, errou outras. Após cobrar uma falta na barreira, ouviu a torcida pedir Bottinelli numa segunda oportunidade. Ele mesmo cobrou, outra vez na barreira, mas dessa vez a bola sobrou para Love, que quase marcou o segundo.

Na defesa, o Flamengo voltou a dar sustos. Aos 27 do primeiro tempo, o Lanús entrou tabelando na área rubro-negra e a bola chegou a Valeri, que soltou uma bomba. Felipe mandou a escanteio. Na cobrança do tiro de canto, Regueiro apareceu livre na área, mas cabeceou para fora.

Ainda antes do intervalo, o Flamengo conseguiu ampliar sua vantagem. Aos 41, Ronaldinho fez bela jogada pelo meio e deu passe açucarado para Deivid. O atacante recolheu no lado direito da área e bateu rasteiro. A bola desviou levemente na zaga antes de tomar o caminho da rede.

No fim do primeiro tempo no Engenhão, tudo dava certo para o Flamengo. O time vencia por 2 a 0, e Olimpia e Emelec empatavam em Assunção. Entretanto, pouco antes do fim da etapa inicial no Paraguai, o Olimpia abriu o placar.

R10 à moda antiga

No segundo tempo, o Flamengo tinha a missão de conservar sua vitória e torcer para que o Emelec buscasse o empate em Assunção. E o Rubro-Negro só precisou de cinco minutos para conseguir o esperado conforto no placar. Luiz Antonio deu um chapéu antes do meio do campo e iniciou um contra-ataque. A bola chegou a Deivid, que passou até Ronaldinho. O craque então fez lembrar o jogador que encantou o mundo na última década. Deixou dois marcadores para trás com dribles plásticos e cruzou na medida para Luiz Antonio, que pegou de primeira e fez 3 a 0.

Com boa vantagem, o Flamengo viu o Lanús subir de produção. O time argentino, tocando bem a bola, conseguiu se colocar mais à frente e passou a rondar mais a área rubro-negra. Aos 9, Willians, machucado, deu lugar a Muralha.

O centroavante Pavone, um dos principais destaques do Lanús, incomodou o Flamengo com alguns chutes. Num deles, Felipe defendeu. Em outro, a bola saiu por cima do gol.

Jogo louco no Paraguai

Aos 23 minutos, a torcida explodiu no Engenhão. O Emelec empatou o jogo. Era tudo o que o Flamengo precisava. Joel, à beira do campo, comemorou efusivamente.

Daí em diante, o panorama seguiu com o Flamengo tentando tocar a bola e criar chances, e o Lanús mais presente, porém sem muito ímpeto para buscar uma reação. Classificado, o time argentino tentou diminuir a desvantagem, mas não criou grandes chances.

As atenções, de fato, estavam em Assunção. Olimpia e Emelec lutaram em busca da vitória que daria a classificação. Nos minutos finais, o jogo ficou sensacional. Três gols a partir dos 42 minutos. Melhor para o Emelec, que venceu por 3 a 2 e tirou a vaga das mãos do Flamengo com o gol decisivo aos 47 do segundo tempo.

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