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‘Não vejo melhora’, diz mãe de bebê com microcefalia dois anos após surto no NE

Com quase dois anos de idade, o paraibano Shayde Henrique vive uma rotina movimentada ao lado da mãe Janine dos Santos, de 25 anos. O menino nasceu em João Pessoa com um perímetro cefálico de 28 cm, em pleno surto de microcefalia que atingiu o Nordeste em 2015. A microcefalia é diagnosticada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor do que 32 cm. Porém, mesmo em meio a tantos tratamentos, consultas e exames, a mãe não percebe evolução no desenvolvimento da criança e luta por algum progresso. O decreto de emergência em saúde pública do Governo Federal completa dois anos neste sábado (11).

“Não vou dizer a você que eu vejo melhora, eu não vejo. O pessoal já veio falar que ele tá evoluindo. Mas, no meu olhar de mãe, eu não vejo não”, disse Janine.

Henrique, como é chamado pela mãe, ainda não consegue ficar em pé, sentar, falar e mal tem forças para segurar o pescoço. Ele precisa usar órteses nas pernas para dar mais força e usa óculos para melhorar a visão.

Janine descobriu que teria um filho com microcefalia cerca de uma semana antes do parto; Shayde nasceu com perímetro cefálico de 28cm (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Janine descobriu que teria um filho com microcefalia cerca de uma semana antes do parto; Shayde nasceu com perímetro cefálico de 28cm (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Em 11 de novembro de 2015, o Governo Federal declarou estado de emergência em saúde pública por causa da situação na região. Foi aproximadamente nessa data também que Janine descobriu que teria um filho com microcefalia, cerca de uma semana antes do parto.

“Foi um susto. Mas a gente tinha esperança de nascer saudável. A ficha só cai quando a gente realmente vê. E, pra a gente, era como se só ele fosse nascer [com microcefalia]. Porque a gente não sabia ainda dessa bomba do zika”, lembrou.

Além de lidar com a pouca evolução no desenvolvimento no filho, Janine tem que se dedicar a ele com pouca ajuda. O pai não quis assumir a criança ao saber da deficiência. O governo dá um benefício de um salário mínimo por mês, que não cobre nem as necessidades básicas do mês – com alimentação, fraldas e transporte.

A jovem estima que os gastos fixos básicos com o filho são de R$ 1.300 por mês, sem contar despesas com órteses, exames que o Sistema Único de Saúde não cobre e outros gastos oscilantes.

“Não é suficiente [o benefício]. Uma criança especial, a gente sabe que gasta bastante. Henrique toma um leite especial, porque ele tem sobrepeso, que custa R$ 60 a lata. E a lata não dá nem pra uma semana direito. Fora medicação, transporte”, contou.

Shayde faz terapia ocupacional, entre outras terapias, para ajudar no desenvolvimento (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Shayde faz terapia ocupacional, entre outras terapias, para ajudar no desenvolvimento (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Janine conseguiu terminar os estudos e chegou a trabalhar como cuidadora de idosos. Mas agora, sem tempo para trabalhar e estudar, ela depende da ajuda de dois irmãos – com quem ela mora – e de uma rede de mães de crianças com microcefalia em João Pessoa que criaram uma associação.

“A gente tem um grupo, troca experiências, desabafa um pouco. A maioria precisa de ajuda, porque muitas têm baixa renda, não tem benefício. Então uma ajuda a outra. Se precisa de leite, a gente tira do filho da gente pra ajudar”, explicou Janine.

A Associação Mães de Anjos da Paraíba (AMAP) reúne 52 mães de crianças com microcefalia em João Pessoa.

Mãe e filho têm rotina movimentada, entre fisioterapia, fonoterapia, terapia ocupacional, estimulação visual, entre outras atividades (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Mãe e filho têm rotina movimentada, entre fisioterapia, fonoterapia, terapia ocupacional, estimulação visual, entre outras atividades (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Rotina movimentada

Desde que nasceu, Henrique faz terapias para auxiliar no desenvolvimento. Por isso, o dia-a-dia de Janine é intenso há dois anos. Na terça-feira, ele tem sessões de fisioterapia e fonoaudiologia. Na quarta à tarde e na sexta-feira nos dois turnos, tem mais fisioterapia. A quinta-feira é dia de estimulação visual e terapia ocupacional.

Apesar de tanto estímulo, os médicos ainda não tem uma perspectiva de como vai ser o desenvolvimento de Henrique, já que esse “novo” tipo de microcefalia, causada pelo vírus da zika, ainda está sendo estudado. “É só esperar e ver como vai ser daqui pra frente. Não dá pra saber se ele vai andar”, comentou a mãe.

Janine tem esperança que o filho vai andar e falar no futuro (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Janine tem esperança que o filho vai andar e falar no futuro (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Mesmo com pouco conhecimento do que vai acontecer no futuro, Janine permanece firme, dedicando sua vida ao filho, motivada pela esperança de alguma evolução.

“É pensar que um dia eu quero ver meu filho ao menos sentar. Se ele pudesse ao menos falar, me dizer o que ele sente, já seria muito bom”, afirmou.

G1

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Famílias de pacientes com microcefalia vão ganhar ‘bolsa’ de R$ 500 e casa em Campina Grande

(Foto: Josusmar Barbosa/ Jornal da Paraíba)

A Câmara Municipal de Campina Grande aprovou nesta terça-feira (3) um projeto de lei que institui um programa de benefício de prestação continuada a integrantes de famílias que cuidam de pessoas com microcefalia. A “bolsa” de R$ 500 por mês será dada apenas aos que moram na cidade e que tenham uma renda per capta de um salário mínimo (R$ 937,00).

Inicialmente vão ser beneficiadas 27 famílias, que também vão ganhar casas no conjunto habitacional Aluízio Campos, do programa Minha Casa Minha Vida, no bairro do Ligeiro. O idealizador da lei foi o prefeito Romero Rodrigues.

De acordo com o projeto, a renda familiar mensal deverá ser declarada pelo requerente ou representante legal, sujeitando-se aos demais procedimentos previstos no regulamento para o deferimento do pedido, que será publicado em até 120 dias após a publicação da lei.

G1

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Paraíba notifica 201 novos casos suspeitos de microcefalia em 2017, diz Ministério da Saúde

A Paraíba notificou 201 novos casos suspeitos de bebês com microcefalia e outras alterações ligadas à zika este ano, mas apenas um deles foi confirmado. Os dados são referentes ao período entre janeiro e o dia 24 de maio, de acordo com relatório divulgado nesta quarta (5) pelo Ministério da Saúde.

Os casos foram registrados em 63 cidades paraibanas. Segundo o relatório do Ministério, 191 dos casos ainda estão sendo investigados, cinco das notificações já foram descartadas e outras três foram excluídas ou inativadas. Apenas um feto foi notificado e monitorado com suspeita de alterações ligadas ao vírus, mas já excluído. Uma morte suspeita de ligação com o vírus segue sendo investigada e uma segunda, que tinha sido notificada, foi excluída.

G1

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Ministério da Saúde declara fim da emergência em saúde pública por zika e microcefalia

Mosquito Aedes aegypti é responsável pela transmissão de dengue, zika e chikungunya (Foto: Felipe Dana/Arquivo/AP Photo)

Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (11), o fim da emergência nacional em saúde pública por zika e microcefalia no Brasil. O governo tinha declarado a situação de emergência em novembro de 2015, quando foi notado um aumento incomum dos casos de microcefalia no Nordeste. A malformação foi, posteriormente, relacionada à infecção pelo vírus da zika.

Segundo a pasta, o fim da emergência ocorre devido à queda no número de casos de zika e microcefalia no país. Do início do ano até 15 de abril, foram registrados 7.911 casos de zika no país, o que representa uma redução de 95,4% em relação a 2016. Na mesma época do ano passado, havia 170.535 casos da doença.

Em 2017, foram confirmados 230 novos casos de microcefalia e 2.837 casos suspeitos continuam sob investigação. Ao todo, desde o início da emergência em saúde, em novembro de 2015, o Ministério da Saúde recebeu 13.490 notificações de casos suspeitos de microcefalia, dos quais 2.653 foram confirmados.

No primeiro ano da emergência – desde o início da emergência até o fim de 2016 – o país teve 2.205 casos confirmados de bebês afetados, de um total de mais de 10 mil notificações de suspeitas. Além disso, 259 mortes de fetos e recém-nascidos tiveram a confirmação de relação com o vírus nesse período.

De acordo com o governo, o Brasil “não preenche mais os requisitos exigidos para manter o estado de emergência”, que são: impacto do evento sobre a saúde pública; se é incomum ou inesperado e se há risco de propagação internacional.

Redução de casos de arboviroses

Nos primeiros meses de 2017, até o dia 15 de abril, o Brasil registrou 113.381 casos suspeitos de dengue, 43.010 de chikungunya e 7.911 de zika. Somadas, as três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti tiveram uma redução de 88,9% no número de casos em comparação ao mesmo período de 2016. Os dados são de boletim epidemiológico elaborado pelo Ministério da Saúde.

 G1

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Balanço inclui Solânea entre as cidades paraibanas com morte por microcefalia

solaneaA Paraíba tem 943 casos suspeitos de microcefalia em 144 municípios, registrados desde agosto de 2015. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (2) pela Secretaria de Estado da Saúde, com dados até 25 de fevereiro deste ano. Desses, 193 foram confirmados e relacionados ao vírus da zika, em 72 municípios. Ainda de acordo com o governo, 29 pessoas com microcefalia morreram, sendo 20 dos casos relacionados à zika.

Outros 560 casos suspeitos de microcefalia foram descartados para infecção congênita, ou seja, aquela que é transmitida de mãe para filho durante a gestação, e 186 casos ainda estão em observação. Ainda há quatro registros em investigação.

As 20 mortes registradas por conta da microcefalia causada pela zika foram registradas em 17 cidades da Paraíba, nove casos de morte por microcefalia não tinham a ver com o vírus.

Mortes por microcefalia congênita
A maior incidência de mortes foi em Santa Rita, com três casos, seguido de Sapé com duas mortes. Houve um registro de morte em cada uma das seguintes cidades: Campina Grande, João Pessoa, Conde, Juazeirinho, Nova Olinda, Olivedos, Parari, Piancó, São Bento, São João do Rio do Peixe, São José de Sabugi, São Miguel de Taipu, Solânea, Soledade e Sossego.

G1 PB

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Zika no 1º trimestre da gestação aumenta risco de microcefalia, diz pesquisa na PB

microcefaliaA microcefalia atinge mais os bebês de mulheres que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação. Essa foi a conclusão do estudo realizado na Paraíba por representantes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Governo dos Estados Unidos (CDC), da Saúde do Estado e do Ministério da Saúde sobre a relação entre o vírus Zika e a microcefalia.

Os dados foram discutidos durante encontro dos representantes com o governador Ricardo Coutinho, nesta terça-feira (17).

A pesquisa na Paraíba contou com cerca de oito equipes de campo que realizaram um monitoramento de mais de 600 mães e bebês de 0 a 7 meses. Ao todo foram 164 casos notificados de microcefalia e 448 casos-controles envolvidos neste estudo.

A pesquisa foi feita por meio de coleta de dados, entrevistas e realização de exames em crianças com microcefalia, além de bebês saudáveis e suas respectivas mães.

A pesquisa também confirmou que a microcefalia atinge mais os bebês de mulheres que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação. Além disso, o estudo não encontrou nenhuma associação da microcefalia com a renda familiar, raça, nível de escolaridade, uso de medicamentos ou idade da mãe.

“Acredito que é preciso criar uma rede de proteção voltada para estas crianças, se possível com a parceria do Governo Federal, realizando políticas públicas de saúde específicas para estes meninos e meninas. Ainda ficam muitas dúvidas e questionamentos sobre a microcefalia, mas demos um grande passo. A Paraíba continua aberta a continuidade das parcerias com o Ministério da Saúde e com o CDC. Agradeço a oportunidade de termos contribuído com esta pesquisa e também o empenho de todos os envolvidos”, afirmou o governador.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde da Paraíba, entre 1º de agosto de 2015 e 31 de dezembro de 2016, a Paraíba registrou 933 casos de microcefalia, sendo 194 casos confirmados, 559 descartados e 180 em investigação.

portalcorreio

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43 casos de microcefalia apresentam evidência de infecção pelo vírus zika, diz CDC

microcefaliaO governador Ricardo Coutinho se reuniu, nesta terça-feira (17), no Palácio da Redenção, com representantes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Governo dos Estados Unidos (CDC), para apresentar os resultados da pesquisa de caso-controle sobre microcefalia iniciada em fevereiro de 2016, com mães e bebês de 52 municípios da Paraíba. O estudo confirmou 43 casos de microcefalia que apresentam evidência de infecção congênita pelo vírus zika em 22 municípios da Paraíba e que a microcefalia atinge mais os bebês de mulheres que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação.

A pesquisa intitulada “Casos de microcefalia possivelmente associados à infecção por arbovírus no Brasil: Um estudo de caso-controle” foi realizada em parceria entre o Governo do Estado, o Ministério da Saúde e o CDC. A secretária da Saúde, Cláudia Veras, ressaltou que esta etapa da pesquisa trouxe resultados importantes e terá continuidade com outras ações que visam o melhor acompanhamento das crianças com microcefalia.

Além da secretária da Saúde, Cláudia Veras, também estiveram presentes na reunião o cônsul dos Estados Unidos em Recife, Richard Reiter, a representante da Embaixada dos Estados Unidos, Amy Dubois, o representante do Ministério da Saúde, Márcio Garcia, a coordenadora da Rede de Cardiologia Pediátrica da Paraíba, Sandra Mattos, e outras autoridades na área da saúde.

Na ocasião, Ricardo Coutinho destacou a importância da pesquisa e frisou que os resultados devem ser utilizados como base para a continuidade do acompanhamento das crianças com microcefalia no Estado. “Fomos pioneiros nas pesquisas em relação à microcefalia, dando as condições adequadas para que este estudo fosse realizado no nosso Estado. Acredito que é preciso criar uma rede de proteção voltada para estas crianças, se possível com a parceria do Governo Federal, realizando políticas públicas de saúde específicas para estes meninos e meninas. Ainda ficam muitas dúvidas e questionamentos sobre a microcefalia, mas demos um grande passo. A Paraíba continua aberta a continuidade das parcerias com o Ministério da Saúde e com o CDC. Agradeço a oportunidade de termos contribuído com esta pesquisa e também o empenho de todos os envolvidos”, pontuou o governador.

A pesquisa – O estudo na Paraíba contou com cerca de oito equipes de campo que realizaram um monitoramento de mais de 600 mães e bebês de 0 a 7 meses. Ao todo foram 164 casos notificados de microcefalia e 448 casos-controles envolvidos neste estudo. A pesquisa foi feita por meio de coleta de dados, entrevistas e realização de exames em crianças com microcefalia, além de bebês saudáveis e suas respectivas mães.

De acordo com a pediatra e epidemiologista do CDC, Erin Staples, o resultado geral do estudo demonstra a confirmação de 43 casos de microcefalia que apresentam evidência de infecção congênita pelo vírus zika, em 22 municípios da Paraíba. A pesquisa também confirmou que a microcefalia atinge mais os bebês de mulheres que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação. Além disso, o estudo não encontrou nenhuma associação da microcefalia com a renda familiar, raça, nível de escolaridade, uso de medicamentos ou idade da mãe.

“Este é um momento importante, porque mostra o resultado de uma pesquisa toda conduzida aqui na Paraíba e que contou com várias parcerias. Vamos dar prosseguimento pensando em como oferecer uma melhor assistência às crianças com microcefalia. Faremos reuniões com os gestores de saúde dos municípios onde há presença da microcefalia para mostrarmos os resultados do estudo e também levarmos ao conhecimento das famílias envolvidas na pesquisa. Posteriormente daremos continuidade ao trabalho de acompanhamento das crianças”, frisou Claudia Veras.

“Este é um trabalho de grande relevância, já que busca entender a relação da microcefalia com a zika e como podemos investir no atendimento mais apropriado para estas crianças. Foi uma pesquisa muito bem feita aqui na Paraíba e por isso parabenizo a todos e agradeço ao Governo do Estado por dar todas as condições para que este trabalho fosse realizado em parceria com o CDC”, disse o Cônsul dos Estados Unidos em Recife, Richard Reiter.

Microcefalia na Paraíba – De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, 933 casos foram notificados na Paraíba, no período 01/08/2015 a 31/12/2016, sendo 194 casos confirmados, 559 descartados e 180 em investigação.

Secom

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CG deverá ser a 1ª cidade brasileira a ter centro de referência para crianças com microcefalia

microcefaliaReportagem da Revista Época, de circulação nacional, indicou que Campina Grande deve ser a primeira cidade brasileira a ter um centro de referência para crianças com microcefalia. Segundo a repórter Bárbara Lobato, o assunto foi discutido em reunião sobre o Programa Criança Feliz, com a presença do ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra.

Leia a reportagem na íntegra:

O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, conduziu, nesta quarta-feira (4), reunião sobre o Programa Criança Feliz com foco no atendimento às crianças com microcefalia. Inaugurações de centros integrados de referência para vítimas de microcefalia estão nos planos. O mais provável é que a primeira unidade seja criada em Campina Grande, na Paraíba, local em que vários bebês foram afetados pelo vírus da zika. O centro deverá prestar atendimento continuado para a estimulação precoce das crianças com lesão neurológica grave.

Assessoria

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Energisa troca geladeiras de 120 famílias de bebês com microcefalia em novembro

energisaUma parceria entre Energisa, por meio do projeto Nossa Energia, e o Instituto Professor Joaquim Amorim Neto (Ipesq), está beneficiando famílias carentes que têm filhos com microcefalia com desconto na conta de luz, troca de lâmpadas e geladeiras e inclusão da família na Tarifa Social de Energia Elétrica.

De acordo com Renato Deladea, gerente de Qualidade e Projetos da Energisa, serão 120 famílias atendidas em 65 cidades paraibanas. “Fizemos o levantamento junto com o Ipesq e a Secretaria de Saúde do Estado para saber onde estavam essas famílias e quantas pessoas iríamos atender”, explica.

A equipe da Energisa já visitou 62 municípios para avaliar a situação das geladeiras, das lâmpadas e o cadastro dessas famílias no Benefício de Prestação Continua (BPC) que concede desconto na conta de luz. “Estamos indo de casa em casa para avaliar a necessidade de trocar o eletrodoméstico e as lâmpadas por modelos mais eficientes que promovam menos consumo para essas famílias”, pontua Renato.

Segundo o gerente os eletrodomésticos serão entregues entre os dias 16 e 28 deste mês. “Isso trará um grande alívio, já que a maior parte dessas famílias é de baixa renda e quanto menor for seu consumo de energia melhor para elas”, complementa.

Convênio
Presidido pela médica e pesquisadora, Adriana Melo, o Ipesq se tornou referência no estudo e tratamento da microcefalia e mudou o enfoque das pesquisas científicas sobre a anomalia em todo o mundo.

Além da pesquisa, o instituto oferece tratamento especializado a mães e bebês, incluindo fisioterapia e apoio psicológico. Por entender que esse trabalho é único e fundamental para o futuro da sociedade, a Energisa firmou convênio com o instituto para arrecadar doações, via conta de energia elétrica por qualquer cidadão.

O Ipesq é um centro de pesquisa sem fins lucrativos que estuda a prevenção e o tratamento da microcefalia.

MaisPB

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PB é o 3º estado com maior número de registro de microcefalia no país

(Foto: Nacho Doce/File Photo/Reuters)
(Foto: Nacho Doce/File Photo/Reuters)

A Paraíba é o 3º estado brasileiro com maior número de casos de microcefalia no país. Levantamento feito até o dia 8 deste mês pelo Ministério da Saúde aponta para a ocorrência de 181 vítimas no período.

Sozinha, a Paraíba tem mais casos do que as regiões Norte e Centro-Oeste, que juntas totalizam 172 ocorrências.

O estado de Pernambuco lidera o ranking com 389 casos, seguidos da Bahia, com 319.

Neste mesmo período, 486 mortes são suspeitas e podem ter ligação com a infecção por zika e a microcefalia. Dentre esses registros, 170 óbitos tiveram confirmação de que foram causados pela malformação e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 96 foram descartados.

Além dos casos comprovados de microcefalia, 3.055 casos ainda são investigados pelos estados e pelo Ministério. Desde o início dos registros, 9.814 casos foram notificados – destes, 4.726 foram descartados. Apenas 381 pacientes com confirmação de microcefalia tiveram a comprovação por critério laboratorial específico para a existência do vírus da zika.

Mesmo com o baixo número de registros de confirmação para o vírus nos casos da malformação, o Ministério “ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. A pasta considera que houve infecção pelo zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia”.

Vírus se espalha
O vírus da zika se espalhou ao redor do mundo. Nesta segunda-feira (10), a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que ele provavelmente irá se propagar pela Ásia. A informação foi divulgada após centenas de casos serem notificados em Cingapura e dois bebês tailandeses terem nascido com microcefalia.

O vírus, transmitido principalmente por mosquitos, foi detectado em 70 países, incluindo pelo menos 19 países da região Ásia-Pacífico, de acordo com o diretor da OMS para a segurança sanitária e emergências, Li Ailan.

A diretora da OMS, Margaret Chan, disse que os líderes da região expressaram preocupações sobre o surto, acrescentando que os especialistas ainda estavam batalhando para encontrar formas de combater o flagelo. “Infelizmente, os cientistas ainda não têm respostas para muitas questões críticas”, disse Chan.

Nos Estados Unidos, uma nova área de transmissão local foi encontrada emMiami. Na Flórida, estado mais afetado pela infecção do zika, foram reportados até esta semana 1.021 casos de zika, incluindo 155 infecções não relacionadas a viagens e 106 infecções em grávidas este ano.


Casos confirmados por estado e região
Alagoas – 84
Bahia – 319
Ceará  – 149
Maranhão – 157
Paraíba – 181
Pernambuco – 389
Piauí – 99
Rio Grande do Norte – 140
Sergipe – 124
Nordeste – 1.642
Espírito Santo – 31
Minas Gerais – 8
Rio de Janeiro – 130
São Paulo – 31
Sudeste – 200
Acre – 2
Amapá – 9
Amazonas – 18
Pará – 1
Rondônia – 7
Roraima – 10
Tocantins – 18
Norte – 65
Distrito Federal – 9
Goiás – 29
Mato Grosso – 48
Mato Grosso do Sul – 21
Centro-Oeste – 107
Paraná – 4
Santa Catarina – 4
Rio Grande do Sul – 11
Sul – 19

MaisPB com G1

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