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Eliza Samudio está enterrada perto de aeroporto em MG, diz primo de Bruno

Jorge Rosa Sales, primo do goleiro Bruno, durante entrevista ao "Fantástico, da TV Globo, em 2013
Jorge Rosa Sales, primo do goleiro Bruno, durante entrevista ao “Fantástico, da TV Globo, em 2013

Jorge Rosa Sales, 21, primo do goleiro Bruno Fernandes, que foi condenado a 22 anos de prisão pela morte da sua ex-amante Eliza Samudio, disse que o corpo da mulher foi enterrado nas proximidades do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, situado na cidade de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte. O crime ocorreu em 2010 e o corpo da modelo nunca foi localizado.

“Ela foi assassinada e enrolada em um lençol e colocada dentro de um saco plástico preto e enterrada em um buraco bem fundo escavado com trator em uma chácarazinha perto do aeroporto de Belo Horizonte”, referindo-se ao aeroporto de Confins.

A declaração foi dada em entrevista veiculada nesta quinta-feira (24) ao programa Haroldo de Andrade, da Rádio Tupi, do Rio de Janeiro.

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Sales, que era menor de idade na época do crime, foi condenado e cumpriu medida socioeducativa em Minas Gerais por ter sido considerado culpado no sumiço de Eliza. Ele foi solto em setembro de 2012.

Segundo Sales, o corpo foi levado ao local dentro de uma EcoEsport e ele teria ajudado a jogar terra na cova. “Eu sei chegar ao local. Eu sei ir certo porque observo bastante”, disse.

Segundo ele, o local exato onde o corpo está enterrado tem como referência um coqueiro.

“Tem um pé de coqueiro, só tem esse coqueiro lá dentro. É um pé de coqueiro grande. Mesmo se não tiver esse pé, eu sei onde está”, afirmou. “Assim que você entra nesse sitiozinho, [a cova] é no meio desse terreno”, afirmou.

 

Rayder Bragon

Trabalhadoras morrem após explosão em fábrica de fogos em MG

explosao-Quatro trabalhadoras morreram e pelo menos três pessoas ficaram feridas após explosão de uma fábrica de fogos de artifício na manhã desta terça-feira (15), no Bairro Bela Vista, em Santo Antônio do Monte (MG). As informações são da Polícia Militar (PM) e do presidente do Sindicato das Indústrias de Explosivos no Estado de Minas Gerais (Sindiemg), Antônio Camargos. O vídeo ao lado mostra a fábrica em chamas. As imagens foram enviadas por um internauta, que não deseja ser identificado. O G1 entrou em contato por telefone com a fábrica, que informou que não vai se pronunciar até ter mais detalhes sobre o acidente.

Há informações de que pelo menos três pessoas se feriram. Entre elas, está um jovem de 20 anos que também trabalha no local. Ele sofreu queimaduras nas costas, foi encaminhado para o pronto-atendimento da cidade e não corre risco de morte. Duas grávidas também foram socorridas e liberadas. Elas moram perto da fábrica e passaram mal com o ocorrido.

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“O jovem ferido relatou que viu as chamas e, nesse momento, saiu do pavilhão de fabricação de bombas batons. Ele também contou que as outras quatro mulheres que morreram tentaram sair, mas não conseguiram”, informou o tenente do Corpo de Bombeiros de Divinópolis, Wanderson de Souza Araújo.

Explosão fabrica fogos de artificio Santo Antonio do Monte 4 (Foto: Grupo de Relacionamentos da Polícia Militar / Divulgação)
Área foi isolada (Foto: Grupo de Relacionamentos
da Polícia Militar/Divulgação)

O delegado responsável pelo caso, Lucélio Silva, contou que a fábrica conta com muitos galpões e que a explosão ocorreu em um deles. Os corpos estão entre os escombros, e a área foi isolada para o trabalho da perícia. Um inquérito foi instaurado, e o laudo deve ficar pronto em 30 dias.

A entrada da fábrica é na zona urbana da cidade, mas os pavilhões onde são feitos os fogos ficam mais afastados, em uma área rural. De acordo com a PM, o Exército foi acionado para verificar junto à Policia Civil as causas da explosão. O Corpo de Bombeiros também esteve no local.

Por telefone, o gerente do Sindiemg, Américo Libério da Silva, informou que as vítimas trabalhavam na parte de fabricação de bomba batom. “O supervisor técnico e engenheiro químico do sindicato, José Expedito do Amaral Junior, foi para o local para prestar suporte necessário, já que a fábrica é credenciada ao Sindiemg”, disse Silva.

O gerente afirmou ainda que essa é a primeira explosão na fábrica e que, anteriormente, já havia ocorrido um acidente causado por um raio, mas não houve feridos.

A Defesa Civil de Santo Antônio do Monte foi acionada e analisa se casas e comércios nas proximidades foram abalados com a explosão.

O frentista Jerry Adriano Silva, que trabalha em um posto de combustíveis a cerca de 800 metros da fábrica, contou que ficou em pânico. “Eu estava trabalhando e nunca senti algo tão forte. A terra tremeu, vidros de janelas quebraram. Essa foi a pior sensação que já senti. A população está com receio de a explosão ter atingido estruturas das casas próximas”, revelou.

Explosão Fabrica fogos de artificio Santo Antonio do Monte (Foto: G1/G1)Quatro mulheres morreram nesta manhã; fumaça foi registrada após a explosão (Foto: Arquivo pessoal)

Bárbara Almeida

Atlético-MG e Grêmio não saem do zero, e Fluminense agradece

Era a primeira vez que Victor enfrentava o Grêmio, clube que defendeu por quatro anos, mas isso tornou-se secundário. E o encontro entre Ronaldinho Gaúcho e Vanderlei Luxemburgo, o segundo depois dos problemas de relacionamento no Flamengo, já não era mais assunto. O duelo no Independência, na noite deste domingo, tinha como protagonistas o Atlético-MG e o Tricolor de Porto Alegre, clubes na briga pelo título do Campeonato Brasileiro, mas quem ficou satisfeito ao fim da 26ª rodada foi o Fluminense. O empate sem gols em Belo Horizonte deixou mineiros e gaúchos mais distantes do líder.

O Atlético-MG ainda tem um jogo a cumprir – contra o Flamengo, jogo adiado da 14ª rodada -, mas perdeu a gordura acumulada após excepcional campanha no primeiro turno: com 52 pontos, está a quatro da equipe carioca. Terceiro colocado, o Grêmio chegou a 49.

O Galo volta a campo na quarta-feira para fazer o jogo pendente contra o Rubro-Negro, às 22h (de Brasília), no Engenhão. Pela 27ª rodada, vai a São Paulo enfrentar a Portuguesa, sábado, às 18h30m, no Canindé. O Tricolor gaúcho, por sua vez, recebe o Santos no Olímpico, domingo, às 18h30m.

Travessão impede gols em ótimo primeiro tempo

O jogo começou a mil por hora. Com a vitória do Fluminense contra o Náutico, no sábado, os dois times tinham de partir para o ataque, e fizeram exatamente isso nos primeiros minutos de jogo. Mesmo fora de casa e muito pressionado pela torcida atleticana, presente em ótimo número no Independência, o Grêmio não se intimidou e adotou postura ofensiva, com boa troca de passes do meio para frente.

Apoiados pelos torcedores, os jogadores alvinegros também partiram para cima e criaram chances, primeiro num chutaço de longe de Leandro Donizete, que Marcelo Grohe salvou do jeito que deu, e depois em ótima jogada de Ronaldinho Gaúcho, mal concluída por Guilherme. O panorama tornou a partida ótima, jogada em alta velocidade e com qualidade.

Leonardo Silva em lance de Atlético-MG x Grêmio (Foto: Bruno Cantini / Flickr do Atlético-MG)Leonardo Silva e Anderson Pico disputam bola pelo alto (Foto: Bruno Cantini / Flickr do Atlético-MG)

O gol quase saiu quando Leonardo Silva deu lançamento para Guilherme na direita, aos 24, e o jogador rolou para trás para encontrar Carlos César. O lateral entrou em diagonal e soltou a boomba, mas a bola parou no travessão. Àquela altura, o Grêmio assustava nas cobranças de falta, sempre com Elano, e foi assim que veio o troco.

Após infantilidade de Leonardo Silva, que meteu a mão na bola pela direita da área defensiva e recebeu amarelo, o camisa 7 gremista cobrou direto para o gol, quando muitos esperavam o cruzamento. Surpreendido, Victor pulou, não achou nada e só torceu. Para sorte dele e do Galo, a bola bateu no travessão. Na sobra, Souza mandou para fora e desperdiçou chance clara de gol para o Grêmio.

Grêmio melhora, mas placar não sai do zero

O segundo tempo também começou a todo vapor. Zé Roberto e Kleber trocaram passes, e foi Ronaldinho Gaúcho quem apareceu na área defensiva para cortar de cabeça o cruzamento. A resposta não demorou. Em ótima enfiada de bola de Leonardo, Bernard chegou batendo pressionado e abafado por Marcelo Grohe, que evitou a abertura do placar.

O que mudou da etapa inicial para os primeiros minutos da final foi que o Grêmio conseguiu ficar mais com a bola no pé. Nos primeiros 45 minutos, o Galo teve 63% de posse de bola, contra apenas 37% do rival. Com o placar inalterado, Cuca resolveu fazer a primeira mexida do jogo aos 14 minutos. Pouco acionado na etapa final, Guilherme deu lugar a Neto Berola, que tinha a missão de dar mais velocidade ao ataque alvinegro, menos efetivo até então do que no primeiro tempo.

Mas quem chegou com perigo foi o Grêmio, após vacilo de Richarlyson. Pressionado pela marcação, ele acabou deixando a bola de graça para Pará. Já na área, Victor saiu para fechar o ângulo, e o lateral rolou para Marcelo Moreno. Com o gol escancarado, o atacante chutou mal, e a bola saiu à direita da meta atleticana. Chance incrível perdida pelos gaúchos e bronca geral dos atleticanos no volante.

Vendo o Grêmio superior, Cuca mexeu mais uma vez. Desta vez ele sacou Carlos César para a entrada de Serginho, que chegou a ser cogitado para ser titular. Do lado gaúcho, Luxemburgo não esboçava menção de mexer no time, superior ao rival pelo menos no que diz respeito à presença no campo de ataque. Logo depois, o técnico atleticano fez a última alteração, colocando o ex-gremista Escudero na vaga de Leonardo, que apesar de pouco acionado, teve papel tático importante na equipe.

Com todas as mexidas do Atlético-MG feitas, foi a vez de Luxa alterar a sua equipe e o sistema de jogo. De uma só vez tirou Zé Roberto e Elano para as entradas de Marquinhos e Léo Gago. O jogo de xadrez continuou, e Luxa também fez a última modificação, colocando André Lima na vaga de Kleber. Assim que percebeu que seria substituído, o Gladiador se atirou no gramado e causou a revolta dos torcedores atleticanos. Pela simulação, foi advertido com cartão amarelo.

Mas apesar da luta dos jogadores, das mexidas dos técnicos e da disposição em campo, o placar acabou inalterado. Ruim para os dois, ótimo para o Fluminense, que abre quatro pontos de frente na liderança. Nos acréscimos, Cuca ainda arrumou tempo para ser expulso, por reclamar de forma acintosa com o árbitro.

Globoesporte.com

Com desfalques importantes, Bahia e Atlético-MG duelam em Salvador

Bahia e Atlético-MG fazem nesta quarta-feira, em Pituaçu, o confronto dos remendados. Com desfalques importantes, as duas equipes se enfrentam pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro em meio a estreias, improvisações e muita expectativa de que ausências como as de Gabriel, Ronaldinho Gaúcho e Réver não prejudiquem o espetáculo.

Do lado do Bahia, o lateral Jussandro é desfalque certo. O jogador recebeu o terceiro cartão amarelo no triunfo sobre o São Paulo, no último final de semana, e está suspenso. No lugar do ala, o técnico Jorginho deve utilizar o recém-contratado Romário, que chegou ao clube na segunda-feira e pode ter a chance de estrear pelo Tricolor.

Além de Jussandro, o técnico Jorginho tem outro problema para armar o time tricolor. O meia Gabriel sentiu dores na coxa no treino que encerrou a preparação para o duelo contra o Galo e virou dúvida para a partida. A suspeita é de que o jogador sofreu um estiramento muscular.

Apesar dos desfalques, Jorginho tem a vantagem de viver um bom momento no Brasileirão. Sob comando do treinador, o Bahia encerrou o jejum de 77 dias sem triunfos em casa e se afastou um pouco da zona de rebaixamento. O discurso do time, no entanto, continua o de atenção máxima. Tudo para tentar a terceira vitória seguida na Série A, feito que o Tricolor não alcança desde 2001.

O Atlético-MG, por sua vez, tem quase meio time de desfalques, quatro deles confirmados. Na zaga, Réver está à disposição da Seleção Brasileira. Junior Cesar está suspenso. Ronaldinho Gaúcho, que vem sendo o maestro do time, mas que foi parado pela eficiente marcação do Corinthians no último final de semana, também tomou o terceiro amarelo. No ataque, Jô teve um estiramento muscular confirmado, sem previsão de volta. Danilinho, com dores na coxa, é dúvida.

Além disso, o Galo vive o momento de maior instabilidade no Brasileirão. Com três jogos sem vencer (dois empates e uma derrota), os comandados de Cuca esperam que a reação se dê diante o Bahia, apesar da promessa do Pituaçu lotado. Mesmo com o jejum de vitórias, o Galo se mantém na ponta da competição, com 44 pontos, mesma pontuação do Fluminense. Os mineiros, porém, têm uma vitória a mais, além de um jogo a menos.

A partida terá início às 19h30m (horário de Brasilia) e será transmitida pelo canal PFC, através do sistema pay-per-view. O GLOBOESPORTE.COM também acompanha o duelo em tempo real, com vídeos exclusivos, a partir das 19h.

header as escalações 2

Bahia: com pouco mais de uma semana no Bahia, o técnico Jorginho começa a dar uma nova cara ao time tricolor. Para enfrentar o Galo, o treinador não poderá contar com o lateral Jussandro, que está suspenso. Recém-contratado, Romário deve ser a opção para a equipe titular. No meio, Gabriel é dúvida. O jogador reclamou de dores na coxa direita no treino da última terça-feira e tem participação incerta no duelo com o Atlético-MG. O Bahia deve ser escalado com Marcelo Lomba; Neto, Titi, Danny Morais e Romário; Fahel, Hélder, Diones e Gabriel (Lulinha); Zé Roberto e Souza.

Atlético-MG:  mesmo com vários desfalques, Cuca não deverá surpreender na hora da escalação. Na zaga, entra Rafael Marques no lugar de Réver. Pelo lado esquerdo, Richarlyson substitui Junior César. Na vaga de R49, entra Guilherme. Confirmada a ausência de Danilinho, Serginho e Escudero são as opções. No ataque, Leonardo entra na vaga de Jô. O provável Galo: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Rafael Marques e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizete, Danilinho (Escudero ou Serginho), Guilherme e Bernard; Leonardo.

quem esta fora (Foto: arte esporte)

Bahia: o lateral Jussandro e o meia-atacante Jones Carioca estão suspensos. Machucado, Ávine continua vetado pelo departamento médico. Outro desfalque é Coelho, que voltou a treinar, mas ainda não está à disposição do técnico Jorginho.

Atlético-MG: Réver, Junior Cesar e Ronaldinho Gaúcho, suspensos. O primeiro ainda está com a Seleção Brasileira. Jô está lesionado.

header pendurados (Foto: ArteEsporte)


Bahia:
Gabriel, Kleberson e Souza

Atlético-MG: Junior Cesar, Leandro Donizete, Leonardo Silva, Rafael Marques e Richarlyson

header o árbitro (Foto: ArteEsporte)

Pablo dos Santos Alves (ES) apita a partida, auxiliado por Fabiano da Silva Ramires (ES) e Rogério Pablos Zanardo (SP). Pablo Alves arbitrou cinco jogos no Brasileirão, marcou 179 faltas (média de 35,8 por jogo), aplicou 29 amarelos (média de 5,8 por jogo), um vermelho (média de 0,2 por jogo) e nenhum pênalti. O campeonato tem média de 4,9 amarelos, 0,28 vermelho, 36,5 faltas e 0,23 pênalti. O árbitro apitou um jogo de cada equipe na Série A deste ano: Bahia 0 x 0 Corinthians, pela 13ª rodada, Atlético-MG 1 x 0 Coritiba, pela 15ª rodada.

header fique de olho 2
Bahia:
O goleiro Marcelo Lomba é um dos grandes destaques do Bahia na Série A. Com defesas importantes, o jogador se tornou ídolo da torcida e garantiu pontos importantes para o time tricolor na competição.

Atlético-MG: Leonardo. Esta será a primeira oportunidade que o jogador, recém-contratado junto ao Coritiba, terá de atuar como titular desde o início de uma partida. Resta ver como ele atuará em um esquema tão bem encaixado como o de Cuca, principalmente com os desfalques do meio, setor que ajuda o titular Jô na função do ataque.

header o que eles disseram

Gabriel, meia do Bahia: “Nossa responsabilidade não diminui por conta dos desfalques do Atlético-MG. Quem entrar no lugar deles vai tentar dar conta do recado. Além disso, eles têm um grupo muito forte. Vai ser um jogo duro”.

Cuca, técnico do Atlético-MG: “Um jogo que temos muitas baixas, algumas por suspensão, e o Jô machucado, quatro jogadores fora. E provavelmente o quinto. O Danilinho está acusando uma dor. Então, é o que sempre falei: é se fazer força de grupo, porque é um campeonato difícil. O Bahia tem um bom time. Venceu o Santos lá, 3 a 1, o São Paulo aqui”.

header números e curiosidades

* O Bahia não vence o Atlético-MG desde 2002, quando bateu o Galo na Fonte Nova pelo placar de 5 a 3.

* Neste ano, Atlético-MG e Bahia se enfrentaram no Independência, em Minas Gerais, pela 3ª rodada da Série A. A partida terminou com o placar de 1 a 1, único empate do Galo em casa no primeiro turno do Brasileirão.

* O Atlético-MG ganhou a fama de visitante indigesto na Série A. Das 10 partidas longe de casa, o Galo obteve cinco triunfos, três empates e duas derrotas, aproveitamento de 60%.

* O Bahia tem o terceiro pior ataque da Série A com apenas 19 gols marcados, média inferior a um tento por partida. O desempenho ofensivo do Tricolor só é superior ao do Sport (16 gols) e Palmeiras (18 gols).

*Já o Atlético-MG possui o melhor ataque do Campeonato Brasileiro. Foram 35 gols marcados em 20 partidas, média de 1,75 por jogo.

header último confronto v2

  Bahia e Atlético-MG se enfrentaram pela última vez no dia 6 de junho deste ano, em partida disputada no estádio Independência, em Minas Gerais, pela 3ª rodada da Série A. O duelo terminou com o placar de 1 a 1, gols de Jô para o Galo e Fahel para o Tricolor. O time mineiro foi escalado com Giovanni; Marcos Rocha, Réver, Rafael Marques e Junior César; Pierre, Bernard (Mancini), Richarlyson e Escudero (Juninho); Danilinho (Paulo Henrique) e Jô. Já o Bahia entrou em campo com Omar; Fabinho, Danny Morais, Titi e Ávine; Diones, Fahel, Zé Roberto (Lulinha) e Gabriel; Diego (Junior) e Jones (Ciro).

Globoesporte.com

Terras-raras fazem Araxá (MG) ser cobiçada por mineradoras

O município de Araxá (MG), com 94,7 mil habitantes, virou o queridinho de gigantes do setor de mineração do Brasil, como Vale e CBMM, e da canadense Mbac, que começaram a ver possibilidades de novos lucros na cidade.

O motivo vem da China, que concentra 97% da produção de terras-raras do mundo e, em 2010, passou a restringir suas vendas.

Terras-raras são elementos químicos essenciais na fabricação de eletrônicos de alta tecnologia, como tablets, smartphones e telas de LCD.

Edson Silva/Folhapress
Jazida da Vale em Tapira, cidade da região de Araxá
Jazida da Vale em Tapira, cidade da região de Araxá, que atrai gigantes do setor de mineração

Os minerais existem em Araxá e agora são foco de investimentos, afirmou o especialista em recursos minerais Romualdo Paes de Andrade, geólogo do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), do Ministério de Minas e Energia.

Embora as reservas de Araxá ainda não tenham sido oficialmente medidas, a atividade é promissora, diz Andrade, pois o nióbio e o fosfato, de onde são extraídas, são abundantes na região.

A mineração já é o principal motor da economia local, que movimenta R$ 3 bilhões ao ano só da iniciativa privada, conforme a prefeitura.

O PIB araxaense em 2009 (último medido) foi de R$ 1,98 bilhão, 258,6% superior ao de uma década atrás, quando era de R$ 552 milhões.

A extração do nióbio, metal que dá mais resistência ao aço, é um dos destaques da economia local. As maiores reservas mundiais estão em Araxá e são exploradas pela CBMM, com cerca de 65 mil toneladas por ano (90% da produção global).

DIFERENCIAL DO NIÓBIO

A companhia afirma que encontrou a solução para obter as terras-raras do nióbio.

Em uma fábrica-piloto com capacidade para 1.200 toneladas/ano, produz concentrados de terras-raras e pode elevar a produção para 3.000 toneladas “sem grande esforço”, afirmou em nota.

É pouco diante das 120 mil toneladas/ano de produção mundial. Mas já seria um salto consideradas as 239 toneladas produzidas pelo Brasil em 2011, segundo o DNPM.

A companhia confirma que o diferencial, em Araxá, é a possibilidade de obter as terras-raras dos resíduos.

A empresa investiu R$ 50 milhões na nova tecnologia. Outros R$ 12,5 milhões foram do governo de Minas, que tem participação de 25% nos lucros da CBMM.

A Vale não dá detalhes dos estudos para a extração das terras-raras, que se encontram em suas minas de fosfato em Araxá e na vizinha Tapira, de 4.200 habitantes.

Já a Mbac, segundo a Prefeitura de Araxá, vai investir R$ 280 milhões numa unidade. À Folha a empresa não revelou valores, mas confirmou que prepara a construção de uma planta-piloto em Araxá e que estudos feitos por ela mostram que as terras-raras são viáveis no município.

BENEFÍCIOS A LONGO PRAZO

Embora gigantes da mineração já vislumbrem possibilidades de ampliar seus lucros com a atividade em Araxá, alguns setores da cidade ainda são cautelosos sobre as terras-raras.

A situação lembra, em parte, a desconfiança que rodeava o pré-sal, antes de serem confirmadas sua existência e viabilidade.

O presidente da Acia (Associação Comercial, Industrial, de Turismo, Serviços e Agronegócios de Araxá), Marcio Antonio Farid, reconhece a importância da mineração para o desenvolvimento do município, mas diz que os benefícios à cidade ainda devem demorar.

Para ele, o clima de otimismo está no fato de as mineradoras já estarem trabalhando na cidade. “Mas, no caso das terras-raras, acho que os benefícios devem aparecer mais a longo prazo, e não tão imediatamente.”

O corretor de imóveis Danilo de Souza afirma que o setor imobiliário já se beneficia da atividade mineradora.

“[As mineradoras] geram uma massa salarial expressiva, o que é bom para o setor imobiliário”, disse.

Souza disse acreditar, porém, que é preciso esperar se consolidar o plano de novas empresas na cidade.

O PIB per capita em Araxá, conforme medição do IBGE, é de R$ 21,3 mil. Já é mais do que em BH -R$ 18,1 mil.

CENTRO INTERNACIONAL DE PESQUISA

A importância das terras-raras também já foi percebida pelo poder público.

O governo diz estimular novos projetos e incluiu o tema no Plano Nacional de Mineração, que trata de questões estratégicas do setor.

Para o subsecretário de Política Mineral e Energética do Estado de Minas, Paulo Sérgio Machado Ribeiro, a exploração dos minerais de Araxá ajudará o país a reduzir as importações da China.

Hoje, o Brasil enfrenta dificuldades, por exemplo, para comprar o lantânio, que é um elemento utilizado nos catalisadores para refino de petróleo da Petrobras.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, as empresas que detêm o direito de explorar ambientes geológicos favoráveis -como ocorre em Araxá- são estimuladas a desenvolver pesquisas ou a extração mineral propriamente dita, de acordo com a pasta.

O Serviço Geológico do Brasil, empresa pública vinculada ao ministério, iniciou levantamento em todo território nacional para identificar as áreas potenciais para a ocorrência de terras-raras.
Além de Araxá, sabe-se que em Catalão (GO) também existem jazidas importantes.

Por enquanto, segundo o DNPM, foram oficialmente dimensionadas apenas reservas nas regiões de Poços de Caldas e Vale do Sapucaí, ambas em Minas, e no norte do Estado do Rio de Janeiro, mas nesses lugares o volume de terras-raras é bem pequeno.

A Prefeitura de Araxá iniciou uma série de tratativas para atrair instituições internacionais de pesquisa.

Foram programados R$ 40 milhões na construção de um parque tecnológico para incubadoras de empresas e universidades estrangeiras.

Protocolos de intenção chegaram a ser assinados, segundo Alex Ribeiro, assessor especial para assuntos internacionais da prefeitura. O projeto, no entanto, só será continuado após as eleições de outubro.

Folha.com

Atlético-MG bate o Vasco e se distancia na liderança do Brasileiro

Atlético-MG e Vasco entraram no gramado do Independência neste domingo como líder e vice, respectivamente, separados por apenas um ponto. Agora, a distância é de quatro e pode aumentar, já que os mineiros têm um jogo a menos na tabela por conta do adiamento do confronto com o Flamengo. A vitória por 1 a 0 veio com gol de Jô e ótima atuação de Ronaldinho Gaúcho no segundo tempo. Foi a primeira derrota do Vasco fora de casa no Brasileiro. E, para piorar a vida dos cruz-maltinos, o Fluminense, que enfrenta o Palmeiras neste domingo, pode assumir a segunda colocação se vencer o Palmeiras no Engenhão.

Não bastasse a possibilidade de perda de posições na tabela, Fernando Prass viu extinta a chance de bater a marca de Acácio, que ficou nove jogos sem sofrer gols pelo Vasco – o atual goleiro completaria oito jogos neste domingo se não tivesse sido vencido por Jô. O recorde no Brasileiro é do Palmeiras, que ficou dez partidas sem ser vazado em 1973. Na próxima rodada, o Vasco pegará o Coritiba, quinta-feira, em São Januário, enquanto o Atlético-MG vai encarar o Atlético-GO no Serra Dourada, na quarta.

O volante Nílton reconheceu a superioridade do rival:

– Infelizmente, sabíamos que encontraríamos uma equipe de excelente qualidade. Conseguiram impor um ritmo forte e não apresentamos o futebol que queríamos. O Atlético foi superior e mereceu a vitória.

Leonardo Silva, por sua vez, destacou o profissionalismo da equipe.

– Essa liderança representa a união do grupo. Quando a gente entra em campo, tem de esquecer tudo. Entrou aqui é uma guerra e a gente tem conseguido vencer as batalhas.

Jô, Atlético-MG x Vasco (Foto: Lucas Catta Prêta)Jô tirou a camisa ao marcar o gol da vitória atleticana e recebeu cartão amarelo (Foto: Lucas Catta Prêta)


Separados por apenas um ponto na tabela antes do apito incial, líder e vice entraram em campo respaldados por sólidos retrospectos. O time da casa, até então, vencera seis partidas e empatara uma atuando em seu território. A equipe da Colina, por sua vez, sustentava a invencibilidade fora do Rio, com três empates e quatro vitórias longe de São Januário.

Confusão no Galo não influencia desempenho

Os mineiros, porém, viveram momentos de tensão antes do confronto, o que explica a declaração de Leonardo Silva. O presidente do clube, Alexandre Kalil, foi à concentração na sexta-feira cobrar o elenco e se desentendeu com a estrela da companhia, Ronaldinho Gaúcho. Chegou a ser especulado que o camisa 49 estaria fora da partida por ordem do mandatário, mas a escalação do Atlético-MG foi confirmada com força máxima. E o craque acabou sendo decisivo, com a jogada para o gol de Jô. O técnico Cuca minimizou o episódio na concentração.

– É um jogo do primeiro contra o segundo, então de caráter decisivo em uma competição por pontos corridos. O time está mobilizado, focado, vocês vão ver a resposta dentro do campo – afirmou.

E a resposta não tardou. O jogo começou quente no Independência, com o líder partindo com tudo. Antes do primeiro minuto, Fernando Prass foi obrigado a sair de soco do gol e, na sequência, em lance semelhante, a bola chegou à área pelo alto, em lançamento partindo quase da linha central, pelo lado esquerdo. Jô tentou da marca do pênalti, mas Dedé bloqueou. Na sobra, Guilherme completou para fora. O Vasco, contudo, suportou bem a pressão inicial mas a preocupação aumentou pouco depois, quando Eder Luís teve de deixar o gramado de maca, sentindo as costas. William Barbio iniciou o aquecimento, mas o titular acabou retornando ao campo.

O Atlético-MG seguiu dominando as ações, com bom toque de bola que obrigava a organizada defesa cruzmaltina – que àquela altura estava há sete jogos sem ser vazada – a se deslocar mais do que o habitual e, portanto, ceder espaços. No ataque, os cariocas não conseguiam a mesma consistência. Além de uma cobrança de escanteio de Juninho Pernambucano, que por pouco não terminou em gol de Douglas, o time pouco produziu do meio para frente nos primeiros 15 minutos.

Os mineiros tiveram mais uma grande chance aos 17. Marcos Rocha deu para Bernard, que achou Jô live na entrada da área. A finalização, contudo, foi sem direção. No lance seguinte, Bernard escapou sozinho e caiu diante de Auremir. Torcida, jogador e o técnico Cuca reclamaram muito, mas o juiz mandou seguir. O treinador chegou a ser advertido pela arbitragem e, nos minutos seguintes, se sentou no banco, deixando um de seus auxiliares passar as instruções à equipe.

Vasco tenta explorar o contra-ataque

Sem volume de jogo, o Vasco aguardava para partir em contra-ataques com Eder Luis pela direita ou Carlos Alberto pela esquerda, mas a zaga do Atlético-MG se mostrava atenta e levava a melhor. Aos 31, os cruz-maltinos tiveram a melhor chance. Carlos Alberto recebeu na ponta esquerda, limpou dois marcadores e bateu para o gol. Réver bloqueou o chute com o corpo, os vascaínos pediram toque de mão, mas a arbitragem ignorou e mandou seguir.

Aos 39 minutos, em cobrança de escanteio, Leonardo Silva cabeceou sozinho para grande defesa de Prass. Na sobra, Jô empurrou para a rede, mas estava impedido. Por pouco, não foi encerrada a invencibilidade do goleiro vascaíno. Ainda houve tempo, já nos acréscimos, para Guilherme achar Bernard sozinho na área, mas a zaga chegou em cima e conseguiu o corte providencial.

Para o segundo tempo, o Galo voltou inalterado, mas o Vasco mexeu no ataque. Cristóvão Borges sacou Eder Luis, inoperante na etapa inicial, e colocou Tenório para atuar ao lado de Alecsandro. E, logo no primeiro minuto, o equatoriano passou em velocidade por Réver na esquerda e cruzou rasteiro para Alecsandro, que, pressionado, não conseguiu concluir. Um minuto depois, foi a vez de Guilherme avançar livre pela direita e finalizar para fora, com Bernard sozinho na pequena área reclamando de braços abertos.

Ronaldinho gaucho, atlético-mg e Vasco (Foto: Flickr / Atlético-mg)Discreto no primeiro tempo, Ronaldinho Gaúcho foi decisivo na vitória do Atlético-MG (Foto: Flickr / Atlético-mg)


Ronaldinho Gaúcho, até então discreto, aparece para decidir

Aos 8 minutos, Ronaldinho, que participava da distribuição do jogo mas longe de ser decisivo, deu passe de craque para Bernard que cruzou para desvio de Fernando Prass. No rebote, Marcos Rocha pegou mal na bola. O time mineiro seguiu dominando as ações, com bom toque de bola, mas ainda pecando nas finalizações. Foram diversos lances em que boas tabelas dos atleticanos terminavam em falha sutil no último passe, permitindo a recuperação da defesa rival. Aos 15, Bernard teve nova chance ao receber grande bola de Guilherme, mas a conclusão novamente foi ruim. Cuca então tirou Guilherme para a entrada de Escudero, sua primeira modificação na equipe. Pouco depois, Cristóvão tirou Carlos Alberto para a entrada de Fellipe Bastos.

Aos 20 minutos, Prass fez por merecer a invencibilidade, em nova defesa difícil em cobrança de falta de Ronaldinho Gaúcho. Aos 24, porém, a invencibilidade caiu. Ronaldinho driblou o marcador e cruzou. Prass desviou parcialmente, mas Jô, de cabeça, enfim conseguiu empurrar para a rede: 1 a 0. Minutos depois, Tenório, que entrara no intervalo, sentiu uma contusão e teve de ser substituído por William Barbio. E, aos 28, Prass seria novamente exigido por Ronaldinho, em nova cobrança venenosa de falta. Aos 35, Juninho Pernambucano tentou também incomodar Victor, mas mandou para fora.

O Atlético-MG seguiu dominando a partida até os minutos finais com os vascaínos limitados a algumas tentativas de contra-ataque enquanto a torcida rival reverenciava Ronaldinho Gaúcho. Com 12 vitórias em 15 jogos, o Galo é líder cada vez mais isolado no Campeonato Brasileiro.

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Superior, Vasco vence o São Paulo e segue na cola do líder Atlético-MG

Por enquanto, a troca de técnico não fez diferença no São Paulo. Emerson Leão saiu, Ney Franco foi contratado e o time segue sem organização tática e se distanciando dos líderes do Campeonato Brasileiro. Bom para o Vasco, que foi ao estádio do Morumbi na noite desta quarta-feira, atuou como se estivesse em São Januário tamanho o domínio que impôs, e acabou com o 100% de aproveitamento do Tricolor em casa na competição. No fim, a vitória por 1 a 0 fez jus ao melhor time, mas não refletiu o que as duas equipes apresentaram.

Comandado por Juninho, que ditou o ritmo do meio-campo, o time de Cristóvão Borges mostrou que é forte candidato ao título brasileiro. Com o triunfo, o sétimo em dez partidas disputadas, o time assumiu a vice-liderança, com 23 pontos, dois a menos que o líder Atlético-MG.

Já o São Paulo, que estacionou nos 16 pontos, entrou em campo diante de seu torcedor sonhando com uma vaga no G-4 e terminou a rodada na sétima colocação.

Os dois times voltarão a campo no próximo final de semana. O Vasco receberá a visita do Santos em São Januário, às 18h30m. Um dia depois, o São Paulo buscará a reabilitação no Campeonato Brasileiro no domingo, contra o Figueirense, em Florianópolis, às 16h.

Denis, Juninho, São Paulo x Vasco (Foto: Idário Café / Vipcomm)Vascaíno Juninho dá trabalho para o goleiro Denis, do São Paulo (Foto: Idário Café / Vipcomm)

Com Juninho calibrado, Vasco sobra em campo

O primeiro tempo começou com o São Paulo melhor e terminou com o Vasco absoluto em campo. No Tricolor, Ney Franco surpreendeu ao escalar o garoto João Schmidt, cria das categorias de base, na vaga de Casemiro. Com isso, o losango usado sem sucesso no clássico contra o Palmeiras deu lugar a um quadrado no meio-campo. Já o Vasco, que entrou em campo com seis desfalques, sofreu para encaixar sua marcação nos primeiros dez minutos.

Nesse período, o Tricolor teve duas boas chances para abrir o marcador. Na primeira, Prass defendeu chute de Luis Fabiano. Na segunda, Cícero acertou o travessão. Foi tudo que o time de Ney Franco produziu na etapa inicial. Após os 15 minutos, o Vasco se encontrou em campo e tomou conta da partida. O gol perdido por Diego Souza deu amostra do que seria o restante do jogo. Inteligentemente, Cristóvão Borges colocou William Barbio nas costas de Cortez, pelo lado esquerdo, e Diego Souza, na direita, na lacuna que era deixada por Douglas. Isso desmontou a marcação tricolor.

O problema era que seu meio-campo não existia. Nilton tomou conta de Jadson na etapa inicial. Cícero, após o chute perigoso no início, não acrescentou mais nada ao time, enquanto que o garoto João Schmidt claramente sentiu sua estreia. Do lado contrário, o Vasco tocava a bola tranquilamente em campo, valorizava ao máximo a posse de bola e isso enervava ainda mais a equipe da casa.

A situação se complicou ainda mais para o São Paulo aos 28 minutos, quando os donos da casa perderam Osvaldo, machucado. O jovem Rafinha entrou no lugar do atacante e também pouco acrescentou ao setor ofensivo tricolor.

Até o apito para o intervalo de Leandro Vuaden, pode-se dizer que o Tricolor teve muita sorte em sair do gramado com a igualdade no marcador. Em duas faltas, Juninho Pernambucano levou Denis ao desespero. Na primeira, o goleiro fez bela defesa. Na segunda, a bola foi no travessão. O veterano da Colina, que completava seu jogo de número 350, ainda levou perigo em chute de fora da área, novamente defendida pelo goleiro são-paulino.

Luis Fabiano São Paulo x Vasco (Foto: Idário Café / VIPCOMM)Luis Fabiano disputa jogada com o zagueiro Dedé (Foto: Idário Café / VIPCOMM)

Visitantes abrem o placar e tricolores protestam

Com os laterais perdidos na marcação e um meio-campo que vacilou em muitos momentos, Ney Franco resolveu mexer no esquema tático no intervalo, saindo do 4-4-2 para o 3-5-2, com a entrada de João Filipe na vaga de João Schmidt. Porém, o time mal teve tempo para se acostumar com a alteração. No primeiro ataque, o Vasco abriu o placar. Fagner recebeu de William Barbio nas costas de Cortez, invadiu a área e bateu de pé direito. Denis falhou e a bola entrou: Vasco 1 a 0, com absoluta justiça.

Em desvantagem, o São Paulo se perdeu em campo. Ney Franco ainda tentou uma nova cartada, com Ademilson na vaga de Cícero. Porém, as coisas ficaram ainda mais complicadas aos 12, quando Rodrigo Caio, que já tinha cartão amarelo, colocou a mão na bola e foi corretamente expulso. Com a vantagem numérica também, Cristóvão Borges sacou o volante Wendel, que fez boa estreia, e colocou o meia Carlos Alberto para dar ainda mais força ao ataque.

Aos 23, a torcida presente ao estádio do Morumbi perdeu a paciência de vez e passou a atacar o presidente Juvenal Juvêncio.

– O Juvenal, vai se f…, o meu São Paulo não precisa de você!!

Depois, sobrou para os jogadores:

– Vergonha, vergonha, time sem vergonha!!

Em campo, a equipe lutava, mas pecava pela falta de qualidade. Jadson não criava nada. A única chance surgiu aos 28, quando Luis Fabiano recebeu sua única assistência na partida e tocou na saída de Fernando Prass, à direita da meta vascaína. No mais, a bola ficou o tempo todo nos pés dos visitantes. E o Vasco ainda perdeu várias chances de marcar. João Filipe evitou um gol de Alecsandro e Denis ainda fez mais três defesas em chutes de Juninho Pernambucano e Carlos Alberto.

No fim, vaias e mais vaias no Morumbi para um time que, se não sofrer uma profunda reviravolta, já pode começar a pensar em 2013. Já o lado cruz-maltino dorme na vice-liderança e sonhando com o título do Brasileirão.

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Em virada incrível, Atlético-MG faz 4 a 3 no Figueirense e dispara na ponta

A torcida do Figueirense compareceu ao estádio Orlando Scarpelli para prestigiar a estreia da maior estrela do elenco catarinense: o uruguaio Loco Abreu. Os torcedores até que viram uma boa atuação do atacante enquanto ele esteve em campo, até os 18 minutos da etapa final, quando foi substituído, e os catarinenses venciam por 3 a 1. Porém, logo depois, acabaram presenciando uma vitória épica do Atlético-MG por 4 a 3, a sétima da equipe mineira no Campeonato Brasileiro. Com mais uma grande atuação, em 11 minutos o Galo fez três gols e virou o jogo. Os gols foram marcados por Anderson Conceição, Júlio César e Ronny, para o Figueira, e por Ronaldinho Gaúcho, de pênalti, Leonardo Silva, Bernard e Guilherme, para o Galo.

Ronaldinho, Figueirense x Atlético-MG (Foto: Cristiano Andujar / Agência Estado)Ronaldinho comemora o seu gol na vitória sobre o Figueirense (Foto: Cristiano Andujar / Agência Estado)

R49, a propósito, além de marcar o segundo gol com a camisa do clube mineiro, o segundo em cobrança de pênalti, fez bons lançamentos e contribuiu positivamente para o Atlético-MG. Porém, quem realmente brilhou foi o atacante Guilherme, que retornou ao time, depois de longo período de recuperação de uma contusão. O jogador entrou no intervalo da partida, quando o Galo perdia por 2 a 1, e foi muito importante para o resultado. O gol deu novo ânimo ao atleta, que, aos poucos, deverá voltar ao time titular.

Com o resultado, o Atlético-MG se mantém na liderança do Brasileirão, com 22 pontos, independentemente dos outros resultados deste domingo. Já o Figueirense, com outra derrota, segue na 16º lugar, com oito pontos.

Na próxima rodada, o Atlético-MG enfrentará o Internacional, nesta quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), no estádio Independência, em Belo Horizonte. O Figueirense, por sua vez, visitará o Atlético-GO, nesta quinta-feira, às 21h, no Serra Dourada, em Goiânia.

Primeiro tempo movimentado

Leonardo Silva e Loco abreu, Figueirense x Atlético-MG (Foto: Rubens Flores / Agência Estado)Leonardo Silva marca Loco Abreu, na estreia do uruguaio no Figueirense
(Foto: Rubens Flores / Agência Estado)

Já no aquecimento, o uruguaio Loco Abreu empolgou a torcida do Figueira, que, mesmo com o frio em Florianópolis, marcou presença no Orlando Scarpelli para ver a estreia do atacante. Após o Hino Nacional, Loco e R49 deram um grande abraço e conversaram alguns minutos. Os olhos de todos estavam sobre a dupla de craques, tanto que muitos se surpreenderam quando Marcos Rocha acertou o travessão de Wilson, logo no início do jogo.

O Galo começou melhor, sem dar espaços para que o Figueirense chegasse ao ataque. Loco Abreu deu o primeiro toque na bola somente aos dez minutos, quando o Atlético-MG saiu errado para o ataque. Mas, na segunda participação, o uruguaio saiu cara a cara com Victor e tocou por cobertura, mas encobriu o goleiro e o gol alvinegro.

Mas Marcos Rocha, que já havia protagonizado o primeiro lance de perigo da partida, foi derrubado na área por Doriva, que chegou atrasado no lance. E aí foi a vez de R49 aparecer. Ele cobrou com categoria o pênalti, abriu o placar e levou a pequena torcida do Galo ao delírio.

Mas, no fim do primeiro tempo, o Figueirense chegou ao empate. Foi de cabeça, mas não foi de Loco Abreu. Anderson Conceição recebeu de Fred e só teve o trabalho de testar para o gol. A bola ainda tocou no travessão antes de entrar.

Empolgada, a torcida do Figueirense voltou a comemorar aos 45 minutos. Era a virada do time de Santa Catarina. Ela veio dos pés de Loco Abreu, que deu bela assistência, de primeira, a Júlio César, que driblou Victor e decretou a vitória parcial.

Que virada!

O técnico Cuca resolveu mudar o Galo e promoveu a estreia do atacante Guilherme no Brasileiro. O jogador se recuperou de uma lesão muscular na panturrilha esquerda e entrou na vaga de Danilinho. Serginho, mais veloz, substituiu o volante Leandro Donizete.

Mas as mudanças não surtiram efeito imediato. E Cuca teve que ver o terceiro gol do Figueirense. Ronny, aos 14 minutos, acertou chute rasteiro. A bola desviou em Leonardo Silva e enganou o goleiro Victor. Alívio no Orlando Scarpelli, que virou palco de festa após a vantagem de dois gols.

Durante todo o Brasileiro, o Galo havia levado três gols e, em 60 minutos, igualou a marca diante do Figueirense. Enquanto Cuca esbravejava com a equipe, Loco Abreu era substituído, após sentir câimbras. O uruguaio foi ovacionado pela torcida. Aloísio entrou em campo.

Mas quem marcou foi o Galo. Leonardo Silva, de cabeça, após assistência de R49, diminuiu o placar e colocou fogo no jogo, aos 19 minutos. Na sequência, ele mesmo errou bisonhamente na frente de Aloísio, mas o atacante do Figueirense chutou torto e perdeu grande chance.

E a experiência de R49 falou mais alto para o Galo. O craque sofreu falta no meio-campo e cobrou rapidamente. Marcos Rocha achou Jô na esquerda, que cruzou na cabeça de Bernard para deixar tudo igual, aos 25 minutos.

Mas o personagem do jogo estava escondido e apareceu depois de mais de dois meses sem jogar. Guilherme saiu do banco para lançar Serginho na ponta direita e receber livre para empurrar para o gol e colocar o Galo de novo na frente. O Atlético-MG, aos 30 minutos, fez o quarto gol: 4 a 3, selando a sensacional virada que mantém o Galo no topo da tabela.

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Ronaldinho estreia, Atlético-MG bate Palmeiras e dorme líder do Brasileiro

Para o Palmeiras, era o último ensaio antes da primeira semifinal da Copa do Brasil, na quarta-feira, contra o Grêmio. Para o Atlético-MG, além da estreia de Ronaldinho, existia a certeza de que uma vitória valeria a liderança provisória do Campeonato Brasileiro. No jogo realizado na fria noite deste sábado, no estádio do Pacaembu, o R49 buscou jogo, se movimentou, acertou passes, mas não foi brilhante. Não precisou. O Galo, bem superior ao Verdão, venceu com justiça por 1 a 0, foi aos dez pontos na tabela de classificação e mostrou que pode ir longe neste ano.

Com mais um tropeço, o terceiro consecutivo, o Verdão segue na zona de rebaixamento, com apenas um ponto conquistado. Caso a Portuguesa vença o Atlético-GO neste domingo, o time de Palestra Itália terminará a rodada em último.

Pelo Nacional, a equipe paulista buscará a reabilitação no próximo domingo, contra o Vasco, novamente no estádio do Pacaembu. O Galo voltará a campo no mesmo dia, contra o São Paulo, no Morumbi.

Galo melhor

Os dois times entraram em campo com a mesma formação tática: 4-3-2-1. No Palmeiras, foram três alterações em relação à derrota para o Sport, na última quarta-feira, em Recife: Felipe entrou na vaga de Maikon Leite, Daniel Carvalho ficou com o lugar de Valdivia, liberado para viajar ao Chile após sofrer um sequestro-relâmpago, e Thiago Heleno, afastado por sete meses com lesão, voltou e ficou com o posto de Leandro Amaro. No Galo, com a estreia de Ronaldinho Gaúcho, o técnico Cuca apostou na movimentação constante do trio formado pelo recém-chegado, Danilinho e Bernard, com Jô funcionando como referência à frente.

O Palmeiras esteve ligeiramente melhor nos primeiros 15 minutos, principalmente porque matinha a posse de bola. Daniel Carvalho e Felipe se movimentavam bastante e buscavam se aproximar de Barcos a todo o instante. No Galo, Ronaldinho, que, em vez de jogar na esquerda, como no Flamengo, atuou mais centralizado, era marcado individualmente por Márcio Araújo. Aos 17, no único ataque perigoso do Verdão, Luan exigiu boa defesa de Giovanni em chute de fora da área.

Ronaldinho Gaúcho na partida do Atlético-MG contra o Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Ronaldinho Gaúcho foi muito vigiado pelo meio-campo do Verdão (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Com o passar do tempo, o jogo mudou de lado. O Galo passou a ter o controle e, com jogadores mais talentosos e experientes, valorizava a posse de bola. Ronaldinho levava vantagem sobre marcação e, aos 21, o time visitante só não abriu o marcador porque Bernard perdeu gol incrível, cara a cara com Bruno, após passe de Danilinho e falha de Cicinho. Nesse lance, Bruno e Henrique se desentenderam e tiveram de ser separados pelos companheiros.

A torcida palmeirense não via reação e, perto dos 30, começou a reclamar. Seus meias não eram mais notados em campo e deixavam Barcos isolado na frente. Até o apito do intervalo, a equipe não esboçou qualquer reação.

Jô marca, Atlético-MG domina e vence

O Galo voltou ainda melhor para o segundo tempo e empurrou o Palmeiras para trás. Aos três minutos, Bernard se livrou como quis de Cicinho e cruzou na cabeça de Jô, que testou longe do alcance de Bruno: 1 a 0. O Pacaembu se transformou em um caldeirão. O Palmeiras, desorganizadamente, avançou seu meio-campo, mas seguia sem criar nada por absoluta falta de competência. O técnico Luiz Felipe Scolari tentou renovar o gás da equipe, com as entradas de Maikon Leite no lugar de Felipe e de Mazinho na vaga de Luan. Não adiantou. O time só chegou com perigo em duas faltas cobradas por Marcos Assunção, bem defendidas por Giovanni.

Jô e Ronaldinho comemoram gol do Atlético-MG contra o Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Jô e Ronaldinho comemoram o gol do Galo no segundo tempo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

O Galo, ao contrário, ficou com o jogo em suas mãos. Ronaldinho passou a ter liberdade para jogar, principalmente depois que Márcio Araújo, seu perseguidor, levou cartão amarelo. O gaúcho acertou lançamentos, prendeu a bola e iniciou os contra-ataques. Em um deles, aos 15, Jô marcou, mas a arbitragem anulou, considerando que ele cometeu falta em Henrique. Aos 23, Bruno fez brilhante defesa em cabeça de Jô e evitou o segundo gol da equipe mineira. Seis minutos depois, a arbitragem errou. Em cobrança de falta de Ronaldinho Gaúcho, Rafael Marques marcou, mas o tento foi anulado, sob alegação de impedimento, que não aconteceu.

O tempo passava e o Verdão não dava o menor sinal de que algo poderia mudar. Felipão fez sua terceira mudança, sacando Cicinho e improvisando o volante João Vítor na lateral direita. No Galo, Cuca tirou Marcos Rocha, que havia tomado o cartão amarelo e colocou Serginho. O Galo seguiu soberano em campo e só não aumentou sua vantagem porque diminuiu seu ritmo de jogo nos minutos finais. O Verdão, sem organização nenhuma, até criou chances para empatar, mas apenas na base da bola parada. Aos 39 e 41 minutos, Marcos Assunção cobrou duas faltas e carimbou o travessão em ambas.

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Sob forte chuva no ABC Paulista, São Caetano e América-MG ficam no 1 a 1

O América-MG perdeu os 100% de aproveitamento no Campeonato Brasileiro da Série B, mas manteve a liderança e a invencibilidade. O time foi ao ABC Paulista e empatou com o São Caetano em 1 a 1, no estádio Anacleto Campanella, num jogo disputado sob muita chuva e num gramado pesado.

A partida foi bastante equilibrada e com poucas chances claras de gol. O gol americano foi marcado pelo veterano Fábio Júnior, aos 20 minutos do segundo tempo. O empate do São Caetano saiu aos 49, com Nei Paraíba. O resultado fez com que o Coelho chegasse aos 13 pontos. O Azulão segue em posição intermediária, com sete, no sexto lugar.

Os dois times voltam a campo na sexta-feira, dia 15, às 21h (de Brasília), pela sexta rodada. O São Caetano recebe o América-RN, e o América-MG vai a Florianópolis, onde enfrenta o Avaí, na Ressacada.

Fábio Junior na partida do América-Mg contra o São Caetano (Foto: Ale Vianna / Ag. Estado)Fábio Júnior marcou o gol solitário do América-MG (Foto: Ale Vianna / Ag. Estado)

Chuva e correria

A partida começou bem movimentada e quente, contrastando com o frio e a chuva insistente que caía sobre São Caetano do Sul. O time da casa fazia da bola parada a sua principal arma, nos minutos iniciais, explorando a altura da dupla de zaga Gabriel e Wagner, que se mandava para a área do América-MG a cada lance. Enquanto isso, os visitantes tocavam bem a bola, tentando sair em velocidade para surpreender o Azulão nos contra-ataques.

Os dois times chegavam na frente com a mesma frequência, mas as jogadas do América-MG eram mais incisivas. O Coelho perdeu boas chances com Bruno Meneghel e Fábio Júnior. O São Caetano tinha boa posse de bola, mas não conseguia penetrar na área adversária. O lateral Samuel Santos tinha boa presença no ataque, sendo o principal destaque do Azulão.

O estado do gramado deixou o jogo muito pesado, e as jogadas de choque no meio-campo passaram a ser mais comuns. Com isso, as bolas aéreas se tornaram ainda mais importantes na partida. A melhor chance do Azulão no primeiro tempo surgiu assim. Diego cruzou da esquerda, Leandrão subiu e cabeceou na trave direita do goleiro Neneca, que ficou assistindo ao lance.

A qualidade da partida caiu muito nos minutos finais do primeiro tempo, muito em parte da forte chuva, e o 0 a 0 não saiu do placar antes do intervalo, mesmo com a subida de produção do time paulista.

Empate chorado, no minuto final da partida

O São Caetano voltou mais incisivo para o segundo tempo, sufocando o América-MG no campo defensivo e pressionando o time mineiro em busca da abertura do placar. A pressão do Azulão era tanta que o goleiro Neneca passou a ser o destaque da partida. A postura agressiva do time paulista, no entanto, deu ao Coelho a possibilidade de contragolpear, o que permitiu a Fábio Júnior perder uma chance clara de gol, de frente com o goleiro Luiz, aos 12 minutos.

O veterano atacante, porém, não perdoou na segunda chance que teve e tirou o primeiro zero do placar, aos 20 minutos. Após bate-rebate na área do São Caetano, a bola sobrou para Fábio Júnior, que ajeitou e bateu no canto, sem chances de defesa para Luiz. Ao Azulão não restava alternativa diferente de mandar-se para o ataque, na busca pelo gol de empate.

E foi exatamente o que o São Caetano fez. Mas a estrela do goleiro Neneca continuou brilhando, tanto por fazer pelo menos três grandes defesas, como por contar com a sorte em lances em que a trave o salvou. O São Caetano teve brios e lutou muito até o fim, e depois de tanta persistência conseguiu o empate. Após cobrança de falta na entrada da área, a bola sobrou para Nei Paraíba, aos 49 minutos, empatar o jogo.

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