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Corpo de grávida de seis meses que estava desaparecida é encontrado enterrado, na Paraíba

A mulher grávida de seis meses, que estava desaparecida desde a última sexta-feira (14), foi encontrada morta na zona rural do município de Alhandra, no Litoral Sul da Paraíba, nesta quarta-feira (19). Segundo informações da Polícia Civil, o corpo de Janaína Felinto, de 29 anos, estava enterrado em um local raso e foi encontrado por um familiar que fazia buscas pela jovem.

Não foi possível identificar o que causou a morte de Janaína. O corpo dela foi encaminhado para o Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de João Pessoa.

A irmã de Janaína, Aline Felinto, contou que viu a irmã pela última vez na quinta-feira (13), mas o irmão a deixou em casa, entre 19h30 e 19h45, quando saiu para trabalhar na sexta-feira. “Ela ficou sozinha em casa entre 19h30 e 19h45, foi a última vez que ela foi vista. Quando ele estava indo para o trabalho, ele encontrou com minha mãe no caminho. Quando ela chegou em casa, ela (Janaína) já não estava mais lá”, relata Aline.

Conforme a delegada Iumara Bezerra, que investiga o caso, pessoas próximas a Janaína estão sendo ouvidas para que uma linha de investigação seja criada sobre o desaparecimento dela. O caso continuará sendo investigado pela equipe do Núcleo de Homicídios da cidade.

Mulher está desaparecida desde a última sexta-feira (14), em Mata Redonda, na Paraíba — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Mulher está desaparecida desde a última sexta-feira (14), em Mata Redonda, na Paraíba — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

 

G1

 

 

PB registra 165 casos de estupro em 9 meses: ‘violência tem relação com machismo’, diz delegada

De janeiro a setembro de 2019, 165 casos de estupro e estupro de vulnerável foram registrados na Paraíba. os dados são da Delegacia Geral de Polícia Civil e mostram que o mês de maio foi o mais violento em relação a esses crimes. Para a delegada adjunta da mulher, Renata Matias, essa situação de violência contra a mulher está arraigada em preconceitos e no machismo. “Ela bebeu”, “ela mereceu”, “ela permitiu”, “ela pediu”: essas são frases, Renata lembra, que ainda são comuns e muito fortes, mas que precisam ser combatidas.

De acordo com os dados, depois do mês de maio, os meses de janeiro, julho e setembro foram os mais violentos em relação a casos de estupro, com 22 casos em janeiro e julho, cada, e 20 em setembro.

“A gente faz um trabalho de conscientização, de enfrentamento a todo tipo de violência contra a mulher. Vem surtindo efeito, mas não é tão rápido. Infelizmente, a gente sabe que essa é uma cultura que vem de muito tempo”, enfatiza Renata Matias.

Medidas e procedimentos formais

É importante sempre denunciar. No entanto, em casos de estupro, a profilaxia é urgente. O Instituto Cândida Vargas (ICVIO) é um local de referência para uma oferta de assistência especializadas para mulheres que sofreram violência sexual e/ou doméstica. A vítima tem assistência médica com enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos, além de um trabalho em parceria com a polícia, o conselho tutelar e outros órgãos.

Ao todo, 128 mulheres vítimas de violência sexual foram atendidas no Instituto de janeiro a outubro de 2019. Nesse mesmo período, 11 mulheres realizaram o aborto legal, previsto no Código Penal.

Mesmo atuando em parceria com outros órgãos de defesa, o atendimento no Instituto para as vítimas de violência acontece também por demanda espontânea. Basta que a vítima procure diretamente a unidade hospitalar.

No local, a paciente deve receber a classificação de risco vermelha e será encaminhada ao atendimento imediato e reservado, onde todo o processo acontece de forma sigilosa.

O atendimento em casos de violência sexual deve acontecer em até 72 horas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde (MS). Toda assistência prestada seguem um protocolo instituído pelo Ministério. No entanto, se a vítima buscar o serviço após as 72 horas, ela também será atendida da mesma forma, mudando apenas os protocolos de atendimento a serem realizados.

 — Foto: Editoria de Arte/G1

— Foto: Editoria de Arte/G1

“No ICVIO acolhemos essa mulher com toda discrição e cuidado que o momento requer. É importante que ela chegue ao serviço em até 72 horas, pois nesse tempo conseguimos realizar as profilaxias tanto para ISTs quanto a anticoncepção de emergência, medida essencial para se evitar a gravidez em consequência de estupro, que realizamos com o consentimento da vítima”, explica a enfermeira do serviço, Vanessa Montenegro.

Caso a vítima seja criança, será atendida no Instituto desde que tenha tido a menarca (primeira menstruação). Se não tiver havido a menarca, a criança ou adolescente será atendida no Hospital Infantil Arlinda Marques. Já em casos da vítima ser do sexo masculino, o atendimento será realizado no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena.

‘Precisamos trabalhar o amor próprio’

Em casos de estupro, fazer a denúncia já é um passo imenso. É uma maneira de entender que a vítima não teve culpa sobre o que aconteceu. Depois disso, procurar apoio psicológico é fundamental para recuperar os danos que são causados à saúde mental da vítima.

De acordo com a psicóloga Renata Toscano, primeiro é preciso saber se a mulher fez ou não a denúncia. Se ela chega no consultório relatando o fato e informando que procurou o serviço por esse motivo, o trabalho se executa mais facilmente.

Mulheres têm dificuldades de revelarem o estupro — Foto: Dani Fechine/G1

Mulheres têm dificuldades de revelarem o estupro — Foto: Dani Fechine/G1

No entanto, muitas vezes, as mulheres que não denunciam chegam aos consultórios relatando apenas sintomas, como insônia, isolamento, choro, e o caso pode acabar sendo confundido com a depressão, sem que a mulher revele o importante caso que pode ter provocado tudo isso.

“É preciso entender o motivo por não fazer a denúncia, para poder trabalhar com essa motivação. Depois disso, tentamos identificar os danos sociais, emocionais e profissionais que aquilo causou, porque geralmente quando ela sofre o estupro, ela se isola e perde a confiança nas pessoas”, explica a psicóloga.

Ela lembra que a própria sociedade cria estereótipos em cima da vítima, dificultando ainda mais o acesso e a busca da mulher pelo acompanhamento psicólogo, porque a culpabiliza por um crime que não cometeu.

“Se ela se isola, se está deprimida, se está triste, diminui a confiança, se culpa pelo estupro, então precisamos trabalhar o amor próprio, a auto-confiança, o encorajamento, e mostrar que a culpa não foi dela”, revela Renata Toscano.

É importante e urgente que, mesmo que a mulher tenha procurado o atendimento psicológico sem denunciar, seja feito um trabalho de conscientização sobre a importância de denunciar para combater o crime.

G1

 

Bebê de 11 meses morre engasgada em Campina Grande

Um bebê de 11 meses morreu engasgada, nesta terça-feira (7), na cidade de Campina Grande, na Paraíba. De acordo com familiares, a mãe teria amamentado a menina, colocado-a para arrotar e logo em seguida para dormir.

A mãe então foi até a frente da casa para fechar o portão, quando ouviu um barulho feito pela filha. Ao chegar no quarto a bebê já estava sem ar.

Ainda de acordo com o avô da bebê, os vizinhos ajudaram a socorrer a criança para o Hospital Dom Pedro I, porém a menina não resistiu e foi a óbito.

A mãe da bebê foi internada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e continua em observação. O corpo da criança foi enterrado na manhã desta quarta-feira (8).

 

clickpb

 

 

Bebês ficam sem vacina pentavalente há mais de dois meses na PB

A falta de vacina pentavalente nos postos de Saúde da Paraíba completa dois meses em janeiro. A imunização garante a proteção de bebês contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenza tipo b, responsável por infecções no nariz, meninge e na garganta. Com a falta dos postos de saúde, mães denunciaram ao Portal ClickPB que chegam a pagar em uma única dose o valor de R$ 400 reais em farmácias especializadas.

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina pentavalente é a combinação de cinco vacinas individuais em uma.  As crianças devem tomar três doses da vacina: aos 2, aos 4 e aos 6 meses de vida.

Em nota do órgão enviada ao Portal ClickPB, não existe previsão de retomada do repasse das vacinas, o motivo alegado são complicações com os fornecedores, já que elas são importadas e quando é transportada para os estados, precisa de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas que o último lote não teria sido autorizado por causa de irregularidades, havendo o retorno dos produtos.

Mais de 88 mil vacinas são destinadas ao estado da Paraíba. A última remessa da pasta foi feita em outubro, com o envio 885 mil doses para todo o país e 14 mil para a Paraíba.

Desde 2012, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, oferta a vacina pentavalente na rotina do Calendário Nacional de Vacinação.

 

clickpb

 

 

Bebê de 9 meses morre após levar choque elétrico dentro de casa em Caiçara, na Paraíba

Um bebê de apenas nove meses morreu eletrocutado na manhã desta sexta-feira (6), no município de Caiçara, na Paraíba. O fato aconteceu por volta das 06h10, na rua Epitácio Pessoa, mais conhecida como Rua da Lagoa.

Adryel Diniz Alves sofreu uma descarga elétrica quando puxou uma extensão ligada a uma tomada da residência. A mãe da criança, Viviane Diniz Alves, disse o que aconteceu.

“Eu estava deitada no quarto quando ele saiu se arrastando da cama e a tomada estava em cima da cadeira quando ele pegou e agarrou a tomada. Foi na hora que ele caiu de choque. Quando tirou ele da tomada já estava mole nos meus braços. Eu tentei respiração boca a boca pra ver se ele retornava mas, não retornou”, relatos da mãe.

Viviane disse ainda que acionou o Samu, mas pela demorara resolveu levar o filho para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. A enfermeira Sofia, relatou que a criança deu entrada na unidade em situação de parada cardiorrespiratória.

“Quando a criança chegou o pessoal do atendimento percebeu que ela não tinha pulso. Ela já chegou com respiração anormal. O Samu foi acionado e iniciamos o atendimento com o suporte avançado de vida. A criança foi intubada, foram feitas todas as medicações. Fizemos um atendimento que durou uma hora e meia, mas sem sucesso”, relatos da enfermeira.

Segundo informações, a criança seria encaminhada para o Núcleo de Medicina e Odonto-Legal (Numol) de Guarabira para a realização do exame cadavérico.

A cidade está enlutada diante da fatalidade.

Fonte: blogdopedrojunior

 

 

João sobre Lula Livre: “Demorou quase 20 meses para que justiça fosse feita”

Pelas redes sociais o governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB) comemorou a soltura do ex-presidente Lula Livre (PT), realizada na tarde desta sexta-feira (08) após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu a prisão de condenados em 2ª instância.

Na publicação, ele afirma que a justiça “tardou mas chegou”.

“Demorou quase 20 meses para que a justiça fosse feita. Tardou mas chegou”, disse o governador João Azevêdo na publicação.

PB Agora

 

 

Grávida de seis meses é esfaqueada, na PB; suspeito é o ex-namorado

Uma mulher grávida de seis meses foi esfaqueada na madrugada desta quinta-feira (31), no bairro de Cruz das Armas, em João Pessoa. De acordo com relato dela à polícia, o suspeito é o ex-namorado dela.

A mulher, de 24 anos, foi ferida por volta das 2h. Os golpes de faca atingiram a perna, o pescoço e as costas da vítima. Ela foi socorrida para a UPA de Cruz das Armas e, em seguida, encaminhada para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, onde deu entrada por volta das 3h.

Ela relatou à polícia que o ex-namorado teria a esfaqueado e fugido em uma moto logo depois. De acordo com informações do Hospital de Trauma, o bebê está bem e não houve complicações na gravidez. O estado de saúde da mulher é considerado estável. Até as 7h50 não havia informações sobre a prisão do suspeito e qual seria a motivação das facadas.

G1

 

Padre que largou a batina para se casar se separa em menos de 2 meses

O casamento do ex-padre Everson Danilo Vasconcelos não durou sequer dois meses. As especulações de que o casamento já chegou ao fim foram confirmadas à editoria do Portal25horas por pessoas próximas ao casal.

Natural de Alagoa Grande, o religioso, que era vigário da paróquia da Santíssima Trindade, se apaixonou por uma moça de Guarabira e resolveu largar a batina para realizar o sonho de viver um grande amor.

Everson e a jovem Anália trocaram alianças diante do juiz, no fórum da comarca de Guarabira, no começo de julho passado e não chegaram a se casar na igreja.

O bispo da diocese de Guarabira, dom Aldemiro Sena dos Santos, acolheu oficialmente no dia 10 de junho o pedido de demissão definitiva do estado clerical encaminhado livremente pelo padre Everson Danilo Vasconcelos Santos. O padre estava atuando na paróquia da Santíssima Trindade, em Guarabira.

O então padre Everson assim escreveu ao bispo:

“O motivo pelo qual ocorreu minha saída da Paróquia da Santíssima Trindade, foi devido ao cansaço pastoral que já vinha sendo sentido pela comunidade, pois já era do conhecimento de todos da Paróquia esta realidade; além disso, após uma caminhada de quase dois anos me vi na necessidade de reavaliar minha vocação. Feita a devida reflexão, vi que o ministério ordenado não estava compatível comigo. Portanto, pensando no bem da Igreja e buscando ser coerente, estarei me ausentando definitivamente do exercício do ministério ordenado. Espero contar com a compreensão e caridade pastoral de todos. Rezemos uns pelos outros e pela paz. A todos, que o Senhor nos proteja e nos guarde.” (Pe. Everson).

Embora não tenha informado a verdadeira razão do abandono da batina, dias depois a imprensa noticiou que Everson largou a missão de religioso para se casar.

A reportagem tentou ouvir os dois para saber o que levou ao desgaste do relacionamento e consequente desfecho, com o fim do casamento meteórico, mas não obteve êxito.

 

portal25horas

 

 

Saúde orienta vacinar todas as crianças de 6 a 11 meses com dose ‘zero’ na PB

Começa, nesta sexta-feira (23), a vacinação contra o Sarampo para crianças de 6 a 11 meses em toda a Paraíba. A Tríplice Viral faz parte do calendário permanente de vacinação, protege contra Sarampo, Rubéola e Caxumba e está disponível em todas as Unidades de Saúde para a população de 1 a 49 anos. A “Dose Zero” é uma estratégia imediata para barrar a transmissão do vírus do Sarampo que foi reintroduzido no país em 2019.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, até 10 de agosto, 11 estados apresentam transmissão ativa de casos de Sarampo, representando mais de 1600 casos confirmados. O estado de São Paulo é o mais atingido. O secretário de Estado da Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, explica que “até o momento, a Paraíba não apresentou casos confirmados da doença porém, com a proximidade de Pernambuco, estado que já confirmou quatro casos e investiga um óbito por Sarampo, é preciso estar atento e atualizarmos as cadernetas de vacinação. A vacina é a única forma de prevenção da doença que é altamente contagiosa”, esclarece.

O secretário afirma que a Paraíba ainda não recebeu as doses extras encaminhadas pelo Ministério da Saúde, de toda forma, “Os municípios estão abastecidos da vacina tríplice viral”. Em 2019, só o município de João Pessoa recebeu sete vezes mais do quantitativo de doses necessárias para garantir a cobertura vacinal de crianças de 12 e 15 meses. A terceira gerência, região de Campina Grande, durante o ano de 2019, recebeu mais que dobro de vacinas necessárias para a cobertura da população.

A coordenadora Estadual de Imunizações, Isiane Queiroga, explica que “para garantir uma homogeneidade satisfatória seria necessário ter, pelo menos, 70% dos municípios com cobertura de 95%. A Paraíba atingiu 51%, ou seja, dos 223 municípios, 115 atingiram a meta de vacinar 95% das crianças de um ano contra Sarampo, Rubéola e Caxumba”.

Em comunicado enviado aos municípios, a Secretaria Estadual de Saúde orientou sobre as ações estratégicas que devem ser cumpridas para prevenir o sarampo: Intensificação da vacinação em pessoas de 12 meses até 49 anos de acordo com situação vacinal; vacinar todas as crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias com dose “ zero”; ação de bloqueio vacinal até 72 horas após a identificação de caso suspeito.

O comunicado também orienta que todos os municípios, inclusive os que apresentam boas coberturas vacinais, devem fazer a busca ativa das crianças menores de cinco anos para verificar se as carteiras de vacinação estão atualizadas, e pedir caderneta dos profissionais de saúde para análise da situação vacinal. “É importante que as pessoas guardem suas cadernetas de vacinação para saber se já foram vacinadas. Quem já tomou a tríplice viral não precisa tomar novamente, já está imunizado”, alertou Isiane.

Nos centros com grandes fluxos de turistas, como João Pessoa e Campina Grande, a SES orienta que as secretarias municipais de Saúde façam orientação prévia com os profissionais que atuam em portos, aeroportos, rodoviárias, e rede hoteleira para avaliar a caderneta e se necessário for atualizar esquema com a Tríplice Viral.

Assessoria

 

 

Três meses após bloqueio do MEC, instituições federais de ensino na PB preveem colapso financeiro

Três meses após o bloqueio de aproximadamente R$ 90 milhões do orçamento por parte do Ministério da Educação (MEC), as instituições federais de ensino da Paraíba fazem previsão de colapso orçamentário a partir de outubro deste ano caso não haja um desbloqueio. Reitores e pró-reitores de UFPB, UFCG e IFPB explicam que os recursos disponíveis no orçamento após bloqueio de 30% só garantem cumprimento de contratos e custeio de despesas até setembro.

O bloqueio dos recursos foi definido pelo MEC no dia 30 de abril deste ano. Na Paraíba, o valor bloqueado pelo governo federal para suas universidades e institutos chegou em R$ 91 milhões, sendo R$ 44 milhões para o UFPB, R$ 27 milhões para UFCG e R$ 20 milhões no IFPB. A previsão em cada uma dessas instituições de ensino superior é de que o contingenciamento só permita arcar com os custos do funcionamento até setembro.

O vice-reitor e secretário de planejamento da UFCG, Camilo Farias, comentou que a recomendação feita pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) é de que as universidades federais sigam honrando com os contratos firmados até setembro, que é o prazo em que acaba o orçamento contingenciado pelo governo federal.

“Em outras universidades, em outros estados, já temos conhecimento de demissão de funcionários terceirizados ou de problemas para arcar com a despesa de energia elétrica. Na UFCG não estamos enfrentando esse tipo de problema ainda. Seguimos a orientação da Andifes e esperemos que o valores sejam desbloqueados pelo governo”, comentou.

Confira o balanço feito por cada uma das universidades e instituto federais na Paraíba após três meses de contingenciamento do MEC no orçamento das instituições.

UFPB

A reitora Margareth Diniz afirmou que o orçamento da UFPB segue contingenciado. A instituição recebeu até julho apenas 48% do crédito orçamentário. A universidade sofreu o maior bloqueio de verbas entre as instituições federais na Paraíba. Foram suprimidos R$ 44 milhões do orçamento, correspondentes aos 30% contingenciados pelo MEC.

Ainda de acordo com a reitora, a UFPB tem trabalhado para que, caso não haja liberação do restante do dinheiro previsto no orçamento em outubro, que a unidade de ensino superior esteja preparada para liberação do dinheiro bloqueado ao final do ano.

“Se o descontingenciamento só acontecer ao final do ano, se ele chegar só no final do ano todo de uma vez, a gente precisa dar andamento o mais rápido possível para normalizar a situação dos meses anteriores”, explicou.

UFCG

O vice-reitor e secretário de planejamento da UFCG, Camilo Farias, segue a mesma linha da UFPB. Segundo ele, o orçamento da UFCG garante o cumprimento de todas as despesas previstas até o mês de setembro. A partir de outubro, caso não haja desbloqueio, vai haver um colapso no funcionamento da instituição.

O orçamento da UFCG era de cerca de R$ 90 milhões, após o bloquei dos 30%, cerca de R$ 27 milhões foram suprimidos da instituição. Para recursos discricionário, a UFCG passou a contar com aproximadamente R$ 63 milhões, um montante disponível para arcar com todos os contratos firmados para 2019. Do volume de despesas da UFCG, cerca de R$ 42 milhões é apenas para pagamento de funcionários terceirizados, algo em torno de 47% do orçamento total de R$ 90 milhões.

“O bloqueio foi dia 30 de abril, já tínhamos quatro meses completos de gastos no orçamento. São 30% em cima de 8 meses e não em cima de um ano. Tínhamos 90 milhões e passamos para 63 milhões de reais. Para entendermos a dimensão, nessa situação, são R$ 63 milhões em um orçamento que R$ 42 milhões são apenas para os terceirizados”, comentou.

A UFCG segue trabalhando, assim como a UFPB, para reduzir os custos de manutenção da instituição, na esperança de que os valores sejam desbloqueados pelo governo federal. Muito embora, de acordo com Camilo Farias, apesar de toda economia, a redução de gastos ainda não garante a cobertura dos demais compromissos financeiros da universidade que estão sob risco com o bloqueio.

“Fizemos R$ 400 mil de economia em água, da mesma forma, a partir de projetos da própria universidade, uma redução no uso da energia elétrica. Atualmente, 100% dos nossos processos administrativos são eletrônicos. Mas isso tudo não é suficiente”, conclui o vice-reitor.

IFPB

No caso do IFPB, de acordo com o pró-reitor de administração e finanças do IFPB, Pablo Andrey, a instituição entrou no segundo semestre com apenas 53% do orçamento total previsto. A verba foi utilizada para para o pagamento de energia, água, serviços terceirizados bolsas e etc. Outros 20% do orçamento de investimento, que é para a aquisição de equipamentos. O IFPB sofreu um bloqueio na ordem de R$ 21 milhões.

“Considerando o contingenciamento realizado de 40% no custeio, só nos restaria receber mais 7% (recebemos 53% até agora e 40% estão bloqueados) até o final do ano. Destes 53% do orçamento de custeio recebido, já o executamos quase na totalidade. Isto é normal, pois estamos mais ou menos no meio no ano, e está proporcional ao orçamento. Todavia, a instituição está funcionando com austeridade e sem perder a sua qualidade, marca essa do IFPB”, explicou.

Assim como UFPB e UFCG, com o orçamento disponível, o instituto só teria funcionamento até o mês de setembro, quando os contratos começam a ser renovados. “O reitor viajou nesta terça-feira (30) à Brasília para a reunião com todos os reitores da rede federal de educação profissional para discutir e reivindicar o desbloqueio do orçamento”, relatou.

 Foto: Michele Mendes / TV Globo

G1