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Padre que largou a batina para se casar se separa em menos de 2 meses

O casamento do ex-padre Everson Danilo Vasconcelos não durou sequer dois meses. As especulações de que o casamento já chegou ao fim foram confirmadas à editoria do Portal25horas por pessoas próximas ao casal.

Natural de Alagoa Grande, o religioso, que era vigário da paróquia da Santíssima Trindade, se apaixonou por uma moça de Guarabira e resolveu largar a batina para realizar o sonho de viver um grande amor.

Everson e a jovem Anália trocaram alianças diante do juiz, no fórum da comarca de Guarabira, no começo de julho passado e não chegaram a se casar na igreja.

O bispo da diocese de Guarabira, dom Aldemiro Sena dos Santos, acolheu oficialmente no dia 10 de junho o pedido de demissão definitiva do estado clerical encaminhado livremente pelo padre Everson Danilo Vasconcelos Santos. O padre estava atuando na paróquia da Santíssima Trindade, em Guarabira.

O então padre Everson assim escreveu ao bispo:

“O motivo pelo qual ocorreu minha saída da Paróquia da Santíssima Trindade, foi devido ao cansaço pastoral que já vinha sendo sentido pela comunidade, pois já era do conhecimento de todos da Paróquia esta realidade; além disso, após uma caminhada de quase dois anos me vi na necessidade de reavaliar minha vocação. Feita a devida reflexão, vi que o ministério ordenado não estava compatível comigo. Portanto, pensando no bem da Igreja e buscando ser coerente, estarei me ausentando definitivamente do exercício do ministério ordenado. Espero contar com a compreensão e caridade pastoral de todos. Rezemos uns pelos outros e pela paz. A todos, que o Senhor nos proteja e nos guarde.” (Pe. Everson).

Embora não tenha informado a verdadeira razão do abandono da batina, dias depois a imprensa noticiou que Everson largou a missão de religioso para se casar.

A reportagem tentou ouvir os dois para saber o que levou ao desgaste do relacionamento e consequente desfecho, com o fim do casamento meteórico, mas não obteve êxito.

 

portal25horas

 

 

Saúde orienta vacinar todas as crianças de 6 a 11 meses com dose ‘zero’ na PB

Começa, nesta sexta-feira (23), a vacinação contra o Sarampo para crianças de 6 a 11 meses em toda a Paraíba. A Tríplice Viral faz parte do calendário permanente de vacinação, protege contra Sarampo, Rubéola e Caxumba e está disponível em todas as Unidades de Saúde para a população de 1 a 49 anos. A “Dose Zero” é uma estratégia imediata para barrar a transmissão do vírus do Sarampo que foi reintroduzido no país em 2019.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, até 10 de agosto, 11 estados apresentam transmissão ativa de casos de Sarampo, representando mais de 1600 casos confirmados. O estado de São Paulo é o mais atingido. O secretário de Estado da Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, explica que “até o momento, a Paraíba não apresentou casos confirmados da doença porém, com a proximidade de Pernambuco, estado que já confirmou quatro casos e investiga um óbito por Sarampo, é preciso estar atento e atualizarmos as cadernetas de vacinação. A vacina é a única forma de prevenção da doença que é altamente contagiosa”, esclarece.

O secretário afirma que a Paraíba ainda não recebeu as doses extras encaminhadas pelo Ministério da Saúde, de toda forma, “Os municípios estão abastecidos da vacina tríplice viral”. Em 2019, só o município de João Pessoa recebeu sete vezes mais do quantitativo de doses necessárias para garantir a cobertura vacinal de crianças de 12 e 15 meses. A terceira gerência, região de Campina Grande, durante o ano de 2019, recebeu mais que dobro de vacinas necessárias para a cobertura da população.

A coordenadora Estadual de Imunizações, Isiane Queiroga, explica que “para garantir uma homogeneidade satisfatória seria necessário ter, pelo menos, 70% dos municípios com cobertura de 95%. A Paraíba atingiu 51%, ou seja, dos 223 municípios, 115 atingiram a meta de vacinar 95% das crianças de um ano contra Sarampo, Rubéola e Caxumba”.

Em comunicado enviado aos municípios, a Secretaria Estadual de Saúde orientou sobre as ações estratégicas que devem ser cumpridas para prevenir o sarampo: Intensificação da vacinação em pessoas de 12 meses até 49 anos de acordo com situação vacinal; vacinar todas as crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias com dose “ zero”; ação de bloqueio vacinal até 72 horas após a identificação de caso suspeito.

O comunicado também orienta que todos os municípios, inclusive os que apresentam boas coberturas vacinais, devem fazer a busca ativa das crianças menores de cinco anos para verificar se as carteiras de vacinação estão atualizadas, e pedir caderneta dos profissionais de saúde para análise da situação vacinal. “É importante que as pessoas guardem suas cadernetas de vacinação para saber se já foram vacinadas. Quem já tomou a tríplice viral não precisa tomar novamente, já está imunizado”, alertou Isiane.

Nos centros com grandes fluxos de turistas, como João Pessoa e Campina Grande, a SES orienta que as secretarias municipais de Saúde façam orientação prévia com os profissionais que atuam em portos, aeroportos, rodoviárias, e rede hoteleira para avaliar a caderneta e se necessário for atualizar esquema com a Tríplice Viral.

Assessoria

 

 

Três meses após bloqueio do MEC, instituições federais de ensino na PB preveem colapso financeiro

Três meses após o bloqueio de aproximadamente R$ 90 milhões do orçamento por parte do Ministério da Educação (MEC), as instituições federais de ensino da Paraíba fazem previsão de colapso orçamentário a partir de outubro deste ano caso não haja um desbloqueio. Reitores e pró-reitores de UFPB, UFCG e IFPB explicam que os recursos disponíveis no orçamento após bloqueio de 30% só garantem cumprimento de contratos e custeio de despesas até setembro.

O bloqueio dos recursos foi definido pelo MEC no dia 30 de abril deste ano. Na Paraíba, o valor bloqueado pelo governo federal para suas universidades e institutos chegou em R$ 91 milhões, sendo R$ 44 milhões para o UFPB, R$ 27 milhões para UFCG e R$ 20 milhões no IFPB. A previsão em cada uma dessas instituições de ensino superior é de que o contingenciamento só permita arcar com os custos do funcionamento até setembro.

O vice-reitor e secretário de planejamento da UFCG, Camilo Farias, comentou que a recomendação feita pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) é de que as universidades federais sigam honrando com os contratos firmados até setembro, que é o prazo em que acaba o orçamento contingenciado pelo governo federal.

“Em outras universidades, em outros estados, já temos conhecimento de demissão de funcionários terceirizados ou de problemas para arcar com a despesa de energia elétrica. Na UFCG não estamos enfrentando esse tipo de problema ainda. Seguimos a orientação da Andifes e esperemos que o valores sejam desbloqueados pelo governo”, comentou.

Confira o balanço feito por cada uma das universidades e instituto federais na Paraíba após três meses de contingenciamento do MEC no orçamento das instituições.

UFPB

A reitora Margareth Diniz afirmou que o orçamento da UFPB segue contingenciado. A instituição recebeu até julho apenas 48% do crédito orçamentário. A universidade sofreu o maior bloqueio de verbas entre as instituições federais na Paraíba. Foram suprimidos R$ 44 milhões do orçamento, correspondentes aos 30% contingenciados pelo MEC.

Ainda de acordo com a reitora, a UFPB tem trabalhado para que, caso não haja liberação do restante do dinheiro previsto no orçamento em outubro, que a unidade de ensino superior esteja preparada para liberação do dinheiro bloqueado ao final do ano.

“Se o descontingenciamento só acontecer ao final do ano, se ele chegar só no final do ano todo de uma vez, a gente precisa dar andamento o mais rápido possível para normalizar a situação dos meses anteriores”, explicou.

UFCG

O vice-reitor e secretário de planejamento da UFCG, Camilo Farias, segue a mesma linha da UFPB. Segundo ele, o orçamento da UFCG garante o cumprimento de todas as despesas previstas até o mês de setembro. A partir de outubro, caso não haja desbloqueio, vai haver um colapso no funcionamento da instituição.

O orçamento da UFCG era de cerca de R$ 90 milhões, após o bloquei dos 30%, cerca de R$ 27 milhões foram suprimidos da instituição. Para recursos discricionário, a UFCG passou a contar com aproximadamente R$ 63 milhões, um montante disponível para arcar com todos os contratos firmados para 2019. Do volume de despesas da UFCG, cerca de R$ 42 milhões é apenas para pagamento de funcionários terceirizados, algo em torno de 47% do orçamento total de R$ 90 milhões.

“O bloqueio foi dia 30 de abril, já tínhamos quatro meses completos de gastos no orçamento. São 30% em cima de 8 meses e não em cima de um ano. Tínhamos 90 milhões e passamos para 63 milhões de reais. Para entendermos a dimensão, nessa situação, são R$ 63 milhões em um orçamento que R$ 42 milhões são apenas para os terceirizados”, comentou.

A UFCG segue trabalhando, assim como a UFPB, para reduzir os custos de manutenção da instituição, na esperança de que os valores sejam desbloqueados pelo governo federal. Muito embora, de acordo com Camilo Farias, apesar de toda economia, a redução de gastos ainda não garante a cobertura dos demais compromissos financeiros da universidade que estão sob risco com o bloqueio.

“Fizemos R$ 400 mil de economia em água, da mesma forma, a partir de projetos da própria universidade, uma redução no uso da energia elétrica. Atualmente, 100% dos nossos processos administrativos são eletrônicos. Mas isso tudo não é suficiente”, conclui o vice-reitor.

IFPB

No caso do IFPB, de acordo com o pró-reitor de administração e finanças do IFPB, Pablo Andrey, a instituição entrou no segundo semestre com apenas 53% do orçamento total previsto. A verba foi utilizada para para o pagamento de energia, água, serviços terceirizados bolsas e etc. Outros 20% do orçamento de investimento, que é para a aquisição de equipamentos. O IFPB sofreu um bloqueio na ordem de R$ 21 milhões.

“Considerando o contingenciamento realizado de 40% no custeio, só nos restaria receber mais 7% (recebemos 53% até agora e 40% estão bloqueados) até o final do ano. Destes 53% do orçamento de custeio recebido, já o executamos quase na totalidade. Isto é normal, pois estamos mais ou menos no meio no ano, e está proporcional ao orçamento. Todavia, a instituição está funcionando com austeridade e sem perder a sua qualidade, marca essa do IFPB”, explicou.

Assim como UFPB e UFCG, com o orçamento disponível, o instituto só teria funcionamento até o mês de setembro, quando os contratos começam a ser renovados. “O reitor viajou nesta terça-feira (30) à Brasília para a reunião com todos os reitores da rede federal de educação profissional para discutir e reivindicar o desbloqueio do orçamento”, relatou.

 Foto: Michele Mendes / TV Globo

G1

 

João Azevêdo faz balanço de ações nos seis meses de governo

O governador João Azevêdo fez um balanço, nesta segunda-feira (1º), no programa semanal ‘Fala, governador’, transmitido em cadeia estadual pela Rádio Tabajara, das principais ações promovidas, nos primeiros seis meses de governo, nas áreas de segurança pública, mobilidade urbana, funcionalismo público e cultura.

De acordo com o chefe do Executivo estadual, a gestão teve a oportunidade de realizar uma série de ações no período, apesar das dificuldades que o país atravessa. “Nós trabalhamos para que esse Estado se mantenha firme e forte, honrando seus compromissos com pagamento em dia de funcionários e de fornecedores, fazendo com que as políticas públicas continuem avançando e tudo isso é resultado da busca incansável de todo o time que compõe a administração”, ressaltou.

Segurança – O gestor destacou a redução nos índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), inclusive no período junino; a entrega da Unidade de Polícia Solidária (UPS) do Colinas do Sul; o lançamento dos Centros Integrados de Comando e Controle (CICC) em João Pessoa, Campina Grande e Patos; as licitações para as construções do Batalhão Ambiental e da 3ª Delegacia Distrital, no Bairro dos Estados; a criação do Batalhão Motorizado ; a aquisição de novos equipamentos, armamentos e viaturas;  o investimento de R$ 12 milhões em reformas de unidades prisionais; a autorização do concurso para a Fundac; além das promoções de policiais civis e militares e bombeiros e o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos agentes penitenciários.

“A segurança está funcionando na Paraíba por conta de ações que são feitas para dar suporte ao funcionamento de toda a estrutura, para que ela funcione a contento. O resultado se vê a partir de investimentos como esses e eu tenho certeza de que a Paraíba vai continuar recebendo esse olhar atento da nossa parte para a segurança”, disse.

Mobilidade urbana – João Azevêdo ressaltou as entregas de pavimentações de ruas em João Pessoa, das travessias urbanas de São João do Rio do Peixe, Areia de Baraúnas, Pitimbu e Monteiro; do acesso à Escola Técnica de Itaporanga; e do calçamento na estrada vicinal: Capinada/Mundo Novo/Boi Manso, bem como a realização das obras da PB 082 (Pilar/Itabaiana); PB-087 (travessia urbana de Pilões); PB-085 (travessia urbana de Sertãozinho); PB-034 (BR-101/Alhandra/Caaporã); e do início das obras das vias que ligarão diversas áreas entre Mangabeira/Valentina/Perimetral Sul; Geisel/Colinas do Sul/Perimetral Sul e Altiplano/Jardim Cidade Universitária, representando um investimento de quase R$ 10 milhões. “Nós temos mais de R$ 67 milhões de obras em licitação, como a PB-383, a PB-200 e a PB-087, que ligará Pilões a Serraria; nós estamos reduzindo distâncias”, comentou.

Desenvolvimento Econômico – O governador celebrou o sucesso da 30ª edição do Salão do Artesanato, que se encerrou neste domingo (30) com a venda de cerca de 40 mil produtos, o que resultou em R$ 1,34 milhão de movimentação financeira. Além disso, a Feira conseguiu arrecadar mais de oito toneladas de alimentos que serão entregues para a Arquidiocese de Campina Grande para distribuição a comunidades carentes da Região. “Nós estamos fortalecendo esse segmento que, além de divulgar o seu trabalho, apresenta a cultura e a história de um povo”, falou.

Ainda no campo do Desenvolvimento Econômico, ele elencou o lançamento do edital para a construção de cinco resorts nas imediações do Centro de Convenções, a instalação do Centro de Distribuição do grupo Colgato-Palmolive no Estado e os investimentos no Porto de Cabedelo e no programa Empreender.

Funcionalismo público – O reajuste do salário mínimo, o pagamento do piso do magistério e das premiações a policiais militares, civis e agentes penitenciários, o lançamento do sexto Edital de Convocação de credores para celebração de acordos diretos de precatórios referentes ao ano de 2013 também foram destacados pelo governador como políticas destinadas à valorização do servidor público.

Cultura – O governador relatou as obras de reforma do Teatro Santa Catarina, em Cabedelo, do Museu Cidade e a construção do Procon Estadual, em João Pessoa, e a construção do Memorial Abelardo Da Hora, no Espaço Cultural. “É cuidando de todos os setores que vamos continuar fazendo com que a Paraíba se orgulhe cada vez mais de si mesma, nós estamos fazendo com que o povo saiba que tem um governo preocupado em fazer com que o nosso Estado cresça; esse é o nosso compromisso com cada cidadão”, finalizou.

Secom\PB

 

 

Apenas 3 de 24 estados têm Previdência no azul nos primeiros 4 meses de 2019

A Previdência da maioria dos estados brasileiros seguiu no vermelho nos primeiros meses de 2019. Segundo um levantamento feito pelo G1, de janeiro a abril, apenas Amapá, Rondônia e Tocantins registraram saldo positivo no seu sistema próprio de aposentadoria e pensões, responsável pelo pagamento dos servidores.

Os números levam em conta os resultados divulgados no Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do governo de cada estado, referentes ao segundo bimestre de 2019. Os estados são obrigados a divulgar esses balanços mas, até esta segunda-feira (10), os dados do segundo bimestre do Distrito Federal, Piauí e Roraima não estavam disponíveis. O G1 entrou em contato com os governos dos três estados, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Somados os resultados dos 24 estados, o rombo nas contas das previdências estaduais soma mais de R$ 20,7 bilhões – um crescimento de 15% na comparação com o mesmo período de 2018.

Segundo um relatório do Instituto Fiscal Independente (IFI), o déficit das previdências estaduais em 2060 deve ser 4 vezes maior que o de 2013 se não for feita nenhuma reforma. “Esse déficit aumentaria 3,8% ao ano, em média, em termos reais até 2050 ou 5,3% e 4,3% até 2030 e 2040, respectivamente”, diz o relatório.

A reforma da Previdência apresentada pelo governo está em tramitação no Congresso desde fevereiro. O relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), disse neste domingo (9) que deve apresentar relatório sobre a proposta à comissão que analisa o tema na próxima quinta-feira (13). Um dos pontos que ainda está em discussão é a manutenção ou retirada dos servidores de estados e municípios da reforma.

Regimes diferentes

O levantamento do G1 considera a soma dos planos financeiro e previdenciário dos estados – regimes diferentes de Previdência, sendo que alguns estados possuem apenas um deles e outros, os dois.

A diferença é que o sistema financeiro funciona como o regime tradicional de repartição – ou seja, a contribuição dos trabalhadores que estão na ativa é usada para pagar os benefícios daqueles que já se aposentaram.

Enquanto isso, o plano previdenciário “separa” a contribuição dos servidores que começaram a trabalhar depois da criação da nova regra, em um sistema semelhante ao sistema de capitalização. Isso quer dizer que as contribuições dessas pessoas não deve ser colocada no mesmo montante que as dos mais antigos – ou seja, a contribuição dos trabalhadores mais jovens não entra no sistema que paga os já aposentados. Alguns estados adotaram o sistema nos últimos anos.

“Para ter uma visão melhor do que é o déficit nos estados, tem que somar um com o outro”, afirma Rodrigo Orair, diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado.

O especialista em Previdência Carlos Heitor Campani, professor do Coppead/UFRJ, concorda que a soma é uma boa forma de avaliar a situação previdenciária dos estados de uma maneira geral. E, sobre a separação de alguns em dois sistemas, ele explica que “isso aconteceu de uns tempos para cá mediante uma regulamentação do governo federal para que os estados tivessem acesso ao plano de recuperação fiscal”.

Campani comenta ainda que cada estado tem sua própria regulamentação, mas que, via de regra, os recursos arrecadados no plano previdenciário (ou seja, em que as contribuições dos novos trabalhadores não pagam aposentadorias dos já inativos) não podem ser usados pelo governo para pagar despesas como folha de pagamento. No entanto, a legislação permite que os valores sejam utilizados em investimentos em infraestrutura, por exemplo – desde que não se comprometa a garantia de pagamento de aposentadoria anos depois.

Orair acrescenta que não há uma uniformidade para a organização do funcionamento dos regimes de previdência nos estados e na apresentação dos resultados sobre receitas e despesas. “Tem várias situações. Alguns fizeram a segregação de massas, alguns instituíam planos previdenciários e voltaram atrás e fundiram os dois fundos, outros não regulamentaram. Não há uma uniformidade”, diz.

Autor de um relatório do IFI sobre as projeções para as previdências estaduais, Josué Pellegrini diz que a utilização de dois sistemas por alguns estados ou municípios não é o centro da questão previdenciária. “Tenho minhas dúvidas se isso é algo realmente relevante. Os estados acabam voltando atrás. Não é uma previdência complementar – o que, isso sim, seria uma mudança significativa. É só uma segregação de massas. Pega-se os servidores mais novos e começa a tratá-los separadamente”, diz o especialista.

Situação preocupante

Para especialistas ouvidos pelo G1, os números refletem um quadro delicado que atingem não apenas os estados, mas também os municípios.

“O que aconteceu com os estados e capitais é um fenômeno muito importante que vai acontecer em outros municípios”, diz José Roberto Savoia, professor da FEA/USP. “Em 2012, 2013, a arrecadação vinha num ritmo crescente. Quando ela começou a se reduzir, as despesas com funcionalismo e aposentadorias aumentaram. Primeiro porque a idade média do servidor público é elevada, de 45 anos. Há boa parte se aposentando todos os anos. E as contratações não aconteceram no mesmo ritmo que as aposentadorias”, explica.

“Nós vimos Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, estados que são grandes, que têm bastante pungência econômica, mas que começaram a ter dificuldades, atrasando salários, atrasando pagamentos. A perspectiva é de que esses estados que estão com dificuldades, e mesmo aqueles que ainda não chegaram a esse nível, podem chegar a uma situação de inadimplência nos próximos anos”, diz Savoia.

Matheus Delbon, professor dos cursos de pós-graduação e extensão em gestão pública da FAAP Ribeirão Preto, classifica a situação das contas previdenciárias dos estados como “desesperadora”. “O rombo só tende a aumentar, já que é uma máquina grande que vai começar a aumentar, e com salários altos se comparados aos da iniciativa privada. Tem ainda a expectativa de vida maior. Ou seja, nenhuma conjuntura natural vai melhorar esse déficit.”

Outro aspecto apontado pelo especialista como preocupante é que “houve um aumento alto dos salários do servidor na última década, e isso vai impactar (as contas previdenciárias) nos próximos anos”.

G1

 

 

Paraíba tem oito casos de malária confirmados em menos de três meses, em 2019

Mais dois casos de malária foram confirmados pelo Hospital Universitário Lauro Wanderley (HU), em João Pessoa, nesta segunda-feira (3). Um homem de 25 anos e uma mulher de 53 anos, ambos moradores do Conde, Região Metropolitana de João Pessoa, deram entrada na unidade de saúde no último sábado (1º). Já são oito casos da doença confirmados em menos de três meses, em 2019. O primeiro caso foi registrado no dia 29 de março de 2019.

De acordo com a assessoria de imprensa do HU em João Pessoa, o homem de 25 anos chegou até a unidade de saúde no sábado e, após exames, a doença foi confirmada. No entanto, ele não precisou de internação e está sendo tratado no município do Conde.

No mesmo dia, a mulher de 53 anos também chegou até o hospital com os sintomas da malária. O caso foi confirmado e ela permanece em tratamento no HU. O estado de saúde é considerado estável.

Outros quatro casos confirmados

O sexto caso de paciente com malária na Paraíba foi confirmado no dia 27 de maio pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). A paciente é moradora de João Pessoa, mas tinha constância em ir para o município do Conde, área de risco potencial da doença. Após apresentar sintomas compatíveis com os da doença, somado ao histórico de idas ao Conde, a paciente foi submetida ao teste rápido que confirmou a presença do vírus. Ela permanece internado no Hospital Universitário da capital, com estado de saúde estável.

O quinto caso de malária foi confirmado no município do Conde, Litoral Sul da Paraíba, no dia 20 de maio. De acordo com a secretária de saúde da cidade, Renata Martins, uma mulher de 27 anos deu entrada no pronto atendimento com os sintomas semelhantes.

A confirmação do quarto caso foi identificada em um idoso, de 60 anos, que mora no bairro Village Jacumã, no Conde. Após o diagnóstico, o tratamento foi iniciado no município, mas devido a outras doenças, ele foi transferido para o Hospital Universitário (HU) Lauro Wanderley, da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa. Ele recebeu alta no dia 8 de maio.

O terceiro caso foi identificado em uma mulher, de 40 anos, moradora do bairro de Jacumã, no Conde. Ela deu entrada no HU no dia 11 de abril, quando a confirmação de malária foi feita por meio de um teste rápido, e recebeu alta no dia 22 do mesmo mês.

Já o segundo caso foi diagnosticado em um homem, de 53 anos, que deu entrada inicialmente no Hospital de Ortotrauma de Mangabeira e, depois, foi transferido para o HU no dia 5 de abril, quando exames confirmaram a suspeita. Ele mora no município de Tavares, mas trabalha no Conde, segundo a Secretaria de Estado da Saúde e a Secretaria de Saúde do Conte. Ele recebeu alta médica no dia 12 de abril.

O primeiro caso da doença no estado, este ano, foi constatado em uma mulher, de 35 anos, moradora do município do Conde, na Região Metropolitana da capital paraibana. Ela foi internada no mesmo hospital no dia 29 de março e, após passar por tratamento, recebeu alta no dia 9 de abril.

G1

 

Pais de bebê de nove meses estuprada na Paraíba são presos

Foram presos na tarde desta quinta-feira (30), os pais da criança de 9 meses  que morreu após ser estuprada, em Soledade, no Cariri paraibano. Eles foram presos no município de São José do Sabugi.

Segundo informações policiais, eles foram  levados para a delegacia de Polícia Civil de Soledade para que o delegado responsável tome as providências cabíveis.

A criança morreu após ter convulsões e ser levada para o Hospital de Soledade. Exames cadavéricos apontaram que ela foi estuprada antes de morrer.

 

Portal WSCOM

 

 

Bebê de 9 meses que morreu em hospital da PB foi estuprada, confirma laudo

A criança de 9 meses que morreu no hospital de Soledade, no Agreste da Paraíba, foi estuprada. A informação foi confirmada no início da tarde desta quinta-feira (30) pelo Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Campina Grande, após exame de corpo de delito.

Conforme o Numol, os resultados dos exames apontam que a criança foi estuprada recentemente. Mas a causa da morte ainda não foi confirmada. No corpo da criança foram encontrados vestígios do estupro e o material será encaminhado para análise laboratorial, para tentar identificar o suspeito.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Durval Barros, o crime chocou a todos. “Depois deste laudo, não tenha dúvidas de que a polícia vai investigar isso até o fim. Um caso desses, de tamanha crueldade, precisa ser investigado e concluído o mais rápido possível”, afirmou.

Criança morreu ao dar entrada em hospital

A criança de 9 meses morreu na noite da quarta-feira (29), após ser levada para o Hospital de Soledade. Conforme um Boletim de Ocorrência registrado por um Policial Militar na Delegacia de Polícia Civil de Esperança, o PM estava de serviço na cidade quando foi acionado pela Guarda Municipal ao hospital.

Ao chegar no local, o médico que atendeu a criança disse que precisava fazer uma denúncia. De acordo com o boletim, o médico relatou ao policial que a criança deu entrada na unidade de saúde com com 40 graus de febre e morreu após uma uma crise convulsiva. Após a morte, o médico analisou o corpo do bebê e percebeu lesões na criança que indicam estupro.

Segundo relato da mãe da criança ao médico, a filha tinha paralisia cerebral e ela havia levado a criança para realizar um exame em Campina Grande. Na volta para São José do Sabugi, onde mora, ela parou para jantar em um restaurante de Soledade, foi quando a criança teve convulsões e foi levada para o hospital da cidade pela mãe.

G1

 

Venda de veículos sobe 12% nos primeiros quatro meses de 2019

A venda de veículos automotores registrou alta de 12,2% nos primeiros quatro meses do ano em comparação a igual período do ano anterior. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgados hoje (2), 1.244.151 unidades foram licenciadas de janeiro a abril de 2019, ante 1.108.897 unidades comercializadas no mesmo período do ano passado.

As vendas levam em conta automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas. No mês de abril foram emplacados 339.424 veículos, 11,1% acima do volume registrado no mês de março de 2019, quando 305.524 unidades foram licenciadas. Na comparação com abril de 2018, mês que registrou 311.160 unidades emplacadas, a alta é de 9,08%.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, o desempenho positivo em abril está relacionado a dois dias úteis a mais, com relação ao mês de março, mas também a uma gradual elevação nos índices de confiança do consumidor.  “O mercado, como um todo, manteve o ritmo de recuperação. A média diária de vendas cresceu 0,5%”, disse.

Nos segmentos de automóveis e comerciais leves, o resultado do quadrimestre registrou 801.330 unidades emplacadas, representando crescimento de 8,71% em relação a igual período do ano passado, quando foram licenciadas 737.135 unidades. Em abril, esses dois segmentos somaram 221.321 unidades emplacadas, contra 199.528 em março, registrando alta de 10,92%. Na comparação com as 209.940 unidades de abril de 2018, a evolução foi 5,42%.

Agencia Brasil 

 

 

Preço do diesel atinge maior valor nas bombas em 4 meses

O preço do diesel S10, usado para o transporte rodoviário, é o mais alto desde meados de dezembro. Nas últimas semanas, o litro está custando mais de R$ 3,63, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Na tentativa de evitar mais um reajuste para cima, nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro interveio para que a Petrobras segurasse o preço e apresentasse justificativas.

A decisão gerou polêmica e fez com que as ações da Petrobras na bolsa despencassem e fechassem a semana com queda superior a 8%.

Na visão de Bolsonaro, o reajuste nas refinarias proposto pela Petrobras, de 5,7%, estava acima da inflação nos últimos 12 meses, que é de 4,58%. O preço do diesel não sofre alteração desde 22 de março.

A Petrobras se limitou apenas a dizer que “há  margem para espaçar mais alguns dias o reajuste no diesel”.

No entanto, a petrolífera não tem como base a inflação para reajustar os preços dos produtos, mas sim o preço do barril de petróleo no mercado internacional e a cotação do dólar, moeda em que é negociado.

“Esse movimento de pegar o telefone e ligar para o presidente da Petrobras é o pior caminho”, disse à agência Reuters o professor e pesquisador do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Edmar de Almeida.

O preço do barril de petróleo tipo Brent saltou de US$ 59 para US$ 70 nos últimos quatro meses. Já o dólar comercial saiu do patamar de R$ 3,70 para R$ 3,85.

No ano passado, a Petrobras adotou uma política de revisão praticamente diária dos preços da gasolina e do diesel, o que gerou volatilidade no valor encontrado nas bombas e motivou uma paralisação de caminhoneiros em todo o país que durou quase dez dias.

O então presidente Michel Temer criou um programa de subvenção do preço do diesel entre junho e dezembro, mas o governo Bolsonaro não deu continuidade. A companhia decidiu espaçar os reajustes.

Curiosamente, o movimento do preço médio do diesel nos Estados Unidos foi similar ao brasileiro. Em 17 de dezembro, o galão (3,78 litros) estava custando US$ 3,12.

O menor preço registrado desde então foi US$ 2,95; mas na semana passada chegou a US$ 3,09, o maior valor desde dezembro, segundo dados da Administração de Informação de Energia, ligada ao Departamento de Energia dos Estados Unidos.

A política de preços nos EUA é a mesma que serviu de modelo quando Michel Temer decidiu, em 2016, que o governo não iria mais intervir nos preços dos combustíveis.

A política de preços da ex-presidente Dilma Rousseff havia causado prejuízos bilionários à Petrobras, justamente por segurar repasses quando o valor do barril do petróleo estava em alta.

O presidente da Plural, associação que reúne as principais distribuidoras de combustíveis do país, Leonardo Gadotti, destacou em entrevista à Reuters que o mercado “estava comemorando o fato de a Petrobras ter uma política de preços moderna, com alinhamento de preços” e que agora teme a ausência de investimentos.

“Traz insegurança para esse mercado, traz insegurança para investidor”.

 

R7