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Bandidos arrombam escola pública e levam computadores, TVs, botijões de gás e merenda dos alunos

Os suspeitos ainda conseguiram levar televisores usados durante as aulas e ventiladores novos que seriam instalados nas salas de aula (Foto: Reprodução)

Bandidos arrombaram uma escola pública no bairro Centenário, em Campina Grande, neste sábado (10). De acordo com a direção do colégio, os bandidos ainda chegaram a consumir refeições da escola antes de fugir.

A diretoria da escola percebeu o roubo assim que chegou nas dependências do local, ainda no sábado pela manhã.

A diretora da escola contou que os assaltantes quebraram os cadeados de todas as salas, reviraram tudo e roubaram vários equipamentos, entre eles dezessete computadores que ficavam em um laboratório para uso das crianças.

Os suspeitos ainda conseguiram levar televisores usados durante as aulas e ventiladores novos que seriam instalados nas salas de aula. Na copa da escola, os ladrões ainda levaram alimentos para fazer a merenda dos 232 estudantes, botijões de gás e, antes de irem embora, fizeram um lanche. A diretora da escola informou que não há vigilância no local.

G1

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Crise hídrica deixa alunos sem água para beber e sem merenda

lagoa secaA crise hídrica no Semiárido paraibano tem mudado a rotina não só nas residências e indústrias, mas também já começa a afetar serviços básicos essenciais, e um deles é a educação. Tendo que se adaptar a severos racionamentos ou até em colapso, muitas vezes a água armazenada nos reservatórios das escolas é insuficiente para o consumo durante os dias de escassez, o que vem prejudicando a normalidade das aulas em alguns locais. Dispensa de alunos, mudança do horário de tarefas diárias, falta de merenda escolar e uso de baldes nos banheiros são alguns dos problemas enfrentados.

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Esse é o caso da cidade de Lagoa Seca, no Agreste paraibano. O município só tem abastecimento de água a cada 15 dias por 48 horas. E mesmo com todo o esforço em abastecer as cisternas nas escolas públicas, a demanda é grande e a água chega a faltar para os serviços mais básicos, como o preparo da merenda. Com isso, os alunos têm que ser liberados mais cedo e o ensino fica prejudicado, informou Rozineide Demétrio, diretora da Escola Municipal Antônio Demétrio Cassiano, localizada na zona rural da cidade.

“Os problemas enfrentados aqui são muitos e de longas datas. A situação é precária e a demanda é grande, tem atividades que precisam de muita água, as crianças não podem ficar sem a merenda. Por causa disso, várias vezes já tivemos que liberar os alunos mais cedo, na metade do horário normal”, relatou a diretora. A escola tem 54 alunos matriculados.

No município de Montadas, que está em colapso desde 2013, quando o açude Emídio secou, a situação é ainda mais complicada. Como os carros-pipa também são destinados ao abastecimento da população, frequentemente falta água nas escolas. “Aqui já chegou a passar 10 dias sem chegar água, inclusive orientamos as crianças a trazerem garrafinhas cheias de casa, porque a situação é complicada”, relatou Adilma Oliveira, funcionária da Escola Municipal Erasmo Souza.

Na cidade de Queimadas também já chegou a faltar água em algumas escolas por conta do racionamento, e para se adaptar a essa nova realidade, as unidades passaram a adotar medidas de redução do consumo, como diminuir o volume das descargas e reutilizar a água. As ações foram orientadas pela Secretaria Municipal de Educação. “Estamos em uma luta constante por conta da falta de água, mas nossa orientação é não suspender as aulas, até porque temos uma carga horária a cumprir. O município estabeleceu um programa de distribuição de água através de carros-pipa e todas as 63 escolas possuem reservatório”, informou o secretário de Educação do município, José Francisco de Sousa.

Conforme a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação do Estado, como os racionamentos e falta de água se estendem por toda a Paraíba, é comum que as escolas encontrem dificuldades em algumas tarefas. Mas, nesse caso, os gestores devem entrar em contato com as Regionais de Educação para solicitar o abastecimento através de carros-pipa.

 

Andréia Xavier/JP

Câmara aprova merenda especial para alunos com restrições alimentares

Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Luis Macedo / Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18), em caráter conclusivo, proposta que obriga as escolas públicas a oferecerem merenda especial para alunos com restrições alimentares. O texto aprovado foi um substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 6483/06, do ex-deputado Celso Russomanno.

A matéria seguirá agora para sanção presidencial, exceto se houver recurso para que as alterações feitas pelos senadores sejam examinadas pelo Plenário da Câmara.

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A relatora na CCJ, deputada Sandra Rosado (PSB-RN), defendeu a aprovação do substitutivo. Segundo ela, o Senado aprimorou o projeto ao incluir entre os beneficiados todos os estudantes com restrições alimentares. A proposta original, aprovada na Câmara em 2009, previa merenda especial apenas para alunos diabéticos, hipertensos ou com anemia.

Conforme o texto agora aprovado, o cardápio deverá ser realizado com indicação médica e acompanhamento de nutricionista, seguindo as características alimentares regionais como prevê o Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Íntegra da proposta:

Câmara dos Deputados

Compra de produtos da agricultura familiar para merenda movimenta R$ 360 milhões

merendaA compra de produtos da agricultura familiar para serem usados na merenda escolar movimentou pelo menos R$ 360 milhões em 2012, de acordo com dados preliminares do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) publicados este mês.

Ao todo, pelo menos 80% dos municípios brasileiros adquiriram produtos da agricultura familiar para uso na alimentação escolar. Metade deles atingiu a meta prevista na Lei 11947, de 2009, que determina que pelo menos 30% do montante repassado aos municípios pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para compra de merenda seja direcionado para pequenos produtores.

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“É um montante que ainda tem que crescer bastante, mas por ser uma fase inicial de implantação da lei consideramos que houve uma evolução significativa. É um volume grande de recursos que passa a circular nos municípios”, avalia o coordenador de Comercialização da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA, Pedro Bavaresco.

Os estados que mais compram merenda da agricultura familiar são Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Paraná e Sergipe, segundo os dados do ministério. De acordo com Bavaresco, eles saem na frente devido à maior organização dos agricultores, que conseguem mais estrutura para abastecer os municípios e para pressionar as prefeituras a cumprir a lei.

Pela legislação, o FNDE repassa anualmente aos estados e municípios recursos para compra de alimentos para as escolas da rede pública de acordo com o número de matrículas, levantado pelo Censo Escolar do ano anterior. As secretarias estaduais e municipais de Educação devem utilizar pelo menos 30% desse montante em produtos da agricultura familiar, por meio de chamadas públicas, sem necessidade de licitação.

O agricultor interessado deve encaminhar um projeto de venda, comunicando o interesse em fornecer o alimento e explicitando a periodicidade e a logística. A prioridade deve ser para fornecedores do próprio município, assentados de reforma agrária, comunidades quilombolas e indígenas.

“O recurso ia do governo federal para o município, que fazia uma licitação e não necessariamente ganhava alguém da região. Antes, esse dinheiro só passava pelo município e saía. Agora, boa parte dele passa a circular no mercado local, o que e contribui para a sua dinamização”, avalia o coordenador.

“Esse recurso que os agricultores recebem será usado, por sua vez, também para compra no mercado local. Ele vai circular no município, gerando inclusive mais impostos”, continuou. “Além do que, esses produtos tendem a ser mais saudáveis, por serem in natura, sem grandes processamentos e sem conservantes.”

Gargalos

Pela apuração do Ministério do Desenvolvimento Agrário, alguns entraves impediram que o fornecimento dos pequenos produtores fosse ainda maior. A seca que castigou a região Nordeste foi um deles, que “reduziu muito a oferta de produtos”, segundo Bavaresco. “Houve também mudança de gestores municipais em 2013 e supomos que isso influencie, pois a operacionalização fica prejudicada até eles tomarem pé da situação.”

A principal dificuldade, porém, é jurídica. Em muitos municípios, os responsáveis pela aquisição dos alimentos tomam como base a Lei 8666, de 1993, que rege a compras públicas por licitações. “Apesar das duas leis terem a mesma hierarquia, alguns municípios entendem que comprar por licitação permite qualquer empresa participar. Em geral os agricultores familiares não têm know-how para esse tipo de concorrência”, explica.

A diretora do Departamento de Alimentação Escolar da prefeitura de São Paulo, Erika Fischer, concorda. “No final das contas, a interpretação jurídica tende a ser conversadora e apostar mais na economicidade gerada pela lei 8666. Ela não admite que eu pague mais caro, mas a intenção da Lei 11947 é justamente permitir que eu pague mais.”

Para superar a resistência, o Ministério do Desenvolvimento Agrário decidiu, na última segunda-feira, que realizará uma série de reuniões com gestores municipais em 2014 para esclarecer a diferença entre as leis. Além disso, o órgão tem exigido que instituições contratadas para prestar assistência técnica nos municípios orientem os gestores sobre como implantar a lei.

“Temos ainda um trabalho mais especifico com cooperativas, que iniciamos neste ano. Acompanhamos 400 organizações em 13 estados para qualificá-las a atender todas as exigências legais e sanitárias para comercializar produtos para alimentação escolar. Em 2014 serão mais dois estados”, contou Bavaresco.

O município de São Paulo segue o mesmo caminho. Em 5 de novembro foi realizada uma grande reunião com cooperativas do estado de São Paulo, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Tribunal de Contas do Município e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para debater as dificuldades enfrentadas pelos agricultores.

“Nossa ideia é construir em conjunto. O tribunal tem se mostrado bastante receptivo a pelo menos a interpretar uma possibilidade diferente do que está acostumado. Há uma vontade de conversar que não havia”, conta Érika.

Os desafios da grande cidade

Depois de dois anos sem cumprir a legislação, o município de São Paulo realizou em 2013 as primeiras entregas de produtos provenientes de agricultura familiar. Ao todo, foi realizada uma compra de suco de laranja e três compras de arroz, uma delas fechada em 2012, ainda na gestão de Gilberto Kassab (PSD), e entregue neste ano.

A rede municipal de São Paulo conta com 936.432 alunos. Metade deles realiza cinco refeições na escola por dia. “Você imagina o perfil dos meus fornecedores: são grandes empresas, editais e regras complicadas e uma série de laudos para testar qualidade. Tudo é medido em toneladas, até o orégano. Comprar da agricultura familiar pressupõe que esses agricultores vão estar devidamente organizados e maduros para oferecer nesse contexto”, diz Érika.

Em 2013, o valor que deveria ser destinado para os pequenos produtores pela prefeitura de São Paulo era de R$ 27 milhões. Apenas R$ 6 milhões foram usados para esta finalidade. “Uma das dificuldades é identificar quem são os fornecedores capazes de atuar em um mercado tão complexo. A lei disse que eu tenho que privilegiar as famílias da região, os assentados da reforma agrária e quilombolas, mas praticamente não temos esse perfil na cidade São Paulo”, explica Érika.

A prefeitura iniciou então um mapeamento de cooperativas no entorno do município, com apoio de organizações não governamentais e do MDA, para identificar quais tinham estrutura para abastecer a rede. A partir daí foram realizadas as compras. A última, de 930 toneladas de arroz branco integral, foi fechada em outubro, proveniente da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados na Região de Porto Alegre (Cootap).

Ela vai beneficiar 1.400 famílias ligadas à cooperativa. Delas 522 trabalham diretamente com o cultivo de arroz orgânico. “São todos assentados da reforma agrária, com propriedade de no máximo 10 hectares. Muito pequenininhas”, conta um dos coordenadores da Cootap, Nelson Krupiski. “Foi uma da vendas mais consideráveis do período em função do volume e da estratégia de comercialização.”

A cooperativa já vende produtos para a merenda escolar para 19 prefeituras de São Paulo e mais 30 do Rio Grande do Sul. Ela tem estrutura para produção, processamento e comercialização da produção.

“Nosso principal produto é o arroz. Mas também produzimos leite e leite em pó, feijão e hortaliças. São mil famílias com hortas, comercializando com feiras, mercados e prefeituras”, diz Krupiski. “Com esse esforço coletivo, os resultados são muito positivos, principalmente se compararmos a realidade do assentamento hoje com a de dois anos atrás.”

Para 2014

No ano que vem, a prefeitura de São Paulo planeja ampliar as aquisições da cidade, tentando atingir pelo menos 15% dos 30% previstos na lei. O orçamento encaminhado pelo FNDE para compra na agricultura familiar será de pelo menos R$ 30 milhões em 2014.

Uma das estratégias para atingir a meta é uma parceria fechada com os 400 agricultores familiares da Cooperativa Agricultura Orgânica de Parelheiros (Cooperapas), para que a partir de março eles abasteçam com hortaliças nove escolas da região da Capela do Socorro.

Os agricultores vão realizar as entregas durante todo ano, duas vezes por semana, mesma periodicidade dos outros fornecedores. “Quando o grande produtor estiver entregando tomate, beterraba e banana, vai chegar também um caminhãozinho da zona sul, entregando alface, rúcula…”, planeja Érika. “É um projeto ousado. Resolvemos fechar essa parceira porque são produtos da cidade de São Paulo e porque o potencial pedagógico dessa medida é imenso. Podemos levar a criança para a horta e convidar o produtor para ir a escola.”

Outra estratégia é aumentar o portfólio de produtos paulistas na merenda, incluindo novos alimentos no cardápio. “Serão barras de doce de banana, farinha de mandioca e mandioca descascada, que são produzidas próximas a cidade. Eu já sei onde elas estão. Agora vai depender da chamada pública”, diz Érika. “Vou fazer ainda uma visita aos quilombos do Vale do Ribeira para estudar e entender o que eles estão produzindo lá, porque queremos realizar uma compra de banana no começo do ano e este é um dos produtos da região.”

RBA

Entrevista – Campanha ‘Segunda sem Carne’ e livro ‘Merenda Vegetariana propõem uma vida mais saudável

merenda vegetarianaFazendo parte da campanha Segunda Sem Carne (SSC), em execução desde 2009, o livro Merenda Vegetariana, produzido pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), traz mais de 100 receitas saudáveis com base em legumes e vegetais, incentivando as pessoas a descobrirem novos sabores. Apesar de o lançamento presencial ocorrer apenas em junho, em São Paulo (SP), durante a Virada Sustentável, a obra já está disponível pela web. Para saber mais sobre a campanha e as dicas que o livro traz para uma alimentação mais saudável, a ADITAL conversou com a jornalista Raquel Ribeiro, editora da obra e coordenadora do departamento de publicações da SVB.

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Confira:

Adital – Além das receitas vegetarianas, quais outras formas de conscientização sobre os malefícios do consumo de carne e benefícios dos vegetais o livro “Merenda Vegetariana” traz?

Raquel Ribeiro – Em todos os textos de apoio procuramos valorizar os vegetais; desde o cuidado no preparo (sugerindo, por exemplo, cozinhar al dente e usar temperos sem medo) até as informações sobre os alimentos. Ressaltamos a importância do consumo de folhas verdes para garantir ferro e cálcio; assim como lembramos que a dupla arroz-com-feijão proporciona nossa dose diária de proteínas. Buscamos dar um enfoque positivo ao livro, evitando falar em “malefícios da carne” – apesar de seu consumo de fato aumentar o risco de doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e outras doenças. Preferimos chamar a atenção para o consumo excessivo de um quarteto perigoso: sal, açúcar, gordura e farinha branca, pois no uso destes as merendeiras costumam “pesar a mão”. Mesmo entre os vegetais usados nas receitas, mostramos que há diferenças em termos nutricionais. No capítulo “para abrir o apetite” dissemos que, por exemplo, que a batata não é tão nutritiva como o inhame ou a mandioca. E muitas vezes pode ser substituída por esses alimentos.

Adital – O livro “Merenda Vegetariana” vai servir de subsídio para expandir a campanha Segunda Sem Carne (SSC). De que forma isso vai acontecer?

Raquel Ribeiro – As cidades ou municípios que adotam a campanha SSC determinam – em princípio – que, toda segunda-feira, as refeições oferecidas pelo serviço público não devem conter ingredientes de origem animal. Se você simplesmente tira a carne do cardápio, a pessoa fica com a sensação de que vai comer menos e que essa proteína vai fazer falta. Em termos proteicos isso é um mito, pois a dieta do brasileiro contém bem mais proteína do que o organismo absorve – e esse excesso acaba virando em gordura. Para não dar a impressão de que a campanha tira algo do prato, enfatizamos o slogan “descubra novos sabores”. Ou seja, em vez da carne, pode ser servido um nugget de inhame, uma tapioca recheada de couve-flor, um estrogonofe de legumes ou um bolinho de lentilha. É ai que entra o livro de receitas. Toda secretaria ou instituição que tiver interesse em adotar a campanha e quiser servir refeições vegetarianas pode adquirir o livro.

Adital – O foco é somente as escolas?

Raquel Ribeiro – O principal foco, sim, já que a linguagem visual e as atividades são destinadas a esse público, mas nada impede que creches, universidades, hospitais, casas de detenção e qualquer outra instituição usem as receitas — ou simplesmente pais que querem ensinar hábitos alimentares saudáveis a seus filhos. Vale lembrar que os 102 pratos levam ingredientes simples, baratos e fáceis de encontrar.

Adital – O hábito de comer carnes vermelhas e brancas e derivados animais está profundamente enraizado na população brasileira, que é muito ampla e diversa. Como mudar esse hábito?

Raquel Ribeiro – Hábitos vão mudando com a evolução da sociedade. Antes, o brasileiro pouco usava cinto de segurança: a adoção da multa, somada a campanhas educativas mostrando que o uso do cinto evita mortes, levaram, aos poucos, as pessoas a usá-lo. Hoje qualquer criança entra no carro e, instintivamente, coloca o cinto. Acho que, passando a informação com sabedoria, mostramos que o hábito de comer carne traz vários impactos negativos para a saúde da pessoa, para os animais e para o meio ambiente. Em termos práticos, a campanha tem sido eficaz: tem gente que se sente mais leve após um dia sem carne – e se dá conta que isso foi bom; tem gente que, após conhecer a campanha, passa a contabilizar a “pegada da carne”; ou seja, o impacto ambiental da sua produção e comercialização; e tem gente que, ao se informar sobre o sofrimento que a indústria da carne (e do leite) provoca aos animais, passa a ver o bife com outros olhos. Enfim, penso que a campanha é mais um passo no longo processo de conscientização da humanidade.

Adital – A adoção de uma alimentação vegetariana requer a aquisição de alimentos diferentes ou de difícil acesso e preços elevados?

Raquel Ribeiro – Em principio, não, já que o maior gasto do vegetariano costuma ser na feira. Nossa dieta inclui maior quantidade de legumes, frutas e cereais (como, aliás, preconiza o Guia Alimentar do Ministério da Saúde), que são os mesmos ingredientes que o não-vegetariano compra. Como não gastamos com a compra de carne, leite e queijos, podemos nos dar ao luxo de consumir castanhas, cogumelos, palmito, alcachofra… Agora, alguns ingredientes, como o tofu e os leites vegetais são, de fato, mais difíceis de encontrar. Por isso explicamos no livro como prepará-los em casa.

Adital – O lançamento do livro será na Virada Sustentável, em junho, em São Paulo. Como as pessoas poderão adquiri-lo e a partir de quando estará disponível para venda?

Vamos aproveitar o gancho da Virada, mas o lançamento na web já foi feito. E as encomendas podem ser feitas pelo e-mail loja@svb.org,br.

Adital – Há quanto tempo existe a campanha Segunda Sem Carne e onde ela tem sido mais difundida?

Raquel Ribeiro – Em 2009, a Segunda Sem Carne foi lançada no Brasil pela Sociedade Vegetariana Brasileira, em parceria com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente de São Paulo. Sampa foi a segunda cidade no mundo a apoiar uma campanha do tipo Um Dia Sem Carne. Desde então, outras cidades e estados aderiram, como Niterói (RJ), Curitiba (PR), Osasco (SP) e Rio de Janeiro (RJ), além do estado de São Paulo e do Distrito Federal.Em Porto Alegre, Florianópolis, Belo Horizonte, Mogi das Cruzes e outras, a negociação está em andamento.

Adital – Como avaliam o desenvolvimento e os avanços da campanha?

Raquel Ribeiro – Campanhas do tipo “Um Dia sem Carne” têm sua origem nos Estados Unidos, onde o movimento vegetarianismo é forte; mas a ideia somente conquistou a mídia internacional quando Ghent, cidade belga, criou a campanha Quinta sem Carne, em maio de 2009. Desde então, as escolas públicas servem almoços vegetarianos e trabalhadores municipais têm um mapa dos restaurantes vegetarianos da cidade. Dicas de receitas também foram enviadas aos mais de 1500 restaurantes da cidade e a prefeitura promove aulas de culinária ao público em geral. Esse exemplo belga nos inspira – e nos anima! – a divulgar a campanha e conquistar adeptos em todas as esferas. Estamos muito otimistas!

 

 

Adital

Professores denunciam problema na merenda escolar em Mari (PB); MP pode ser acionado

 

merendaProfessores da rede municipal de ensino da cidade de Mari, na zona da mata paraibana, estão procurando os meios de comunicação e o Sindicato de Servidores Públicos do município para denunciarem possíveis irregularidades que estariam ocorrendo no tocante à merenda escolar.
As denúncias são de falta de merenda adequada em algumas escolas do município e até mesmo a ausência de merenda nessas escolas. As informações são de que docentes e pais de alunos estão se organizando para formalizarem denúncia ao Ministério Público que, provocado, deverá apurar os fatos e, em caso de confirmação poderá complicar a situação do Prefeito Marcos Martins.

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Através de programa na rádio local, a Professora de nome Madalena, afirmou que em determinada escola a merenda tem sido sempre leite com biscoito e, de forma indignada, provocou a classe docente para que fiscalizem os atos da Prefeitura, manifestem as denúncias e façam protestos ao tipo de merenda escolar que está sendo servido às crianças de Mari.

O caso é mais uma das polêmicas que envolvem a atual gestão municipal.

Da redação do Mari Fuxico

Confira vídeo sobre a produção dos assentados para a merenda escolar

Confira o vídeo que mostra a produção e comercialização dos alimentos produzidos pelos assentados de Itapeva, interior de São Paulo, por meio da Cooperativa dos Assentados e Pequenos Agricultores da Região de Itapeva (Coapri).

Os assentados da Reforma Agrária contribuem na alimentação escolar das crianças da região oferecendo leite, iogurte, feijão, frutas, verduras e legumas.


MST

Licitação da merenda escolar no Colégio da Polícia Militar


Foi realizada na sexta-feira (11maio2012), às 09h00min, a reunião para habilitação dos fornecedores que irão concorrer a Licitação para aquisição dos gêneros alimentícios destinados a merenda escolar da EEEFM Dr Fernando Moura Cunha Lima – Colégio da Polícia Militar, onde estiveram presentes a Comissão Permanente de Licitação, composta pelo Capitão Ednaldo Cordeiro da Silva (Presidente), 2º Sgt Josélia Alves de França (Membro), CB Anderson Pereira Leite (Membro) e representantes das empresas concorrentes: PANDEL PANIFICADORA LTDA, PADARIA PONTES LTDA, MERCADINHO UNIÃO LTDA, SANTA CLARA COMÉRCIO VAREJISTA LTDA, NATURAL SABOR, MAYHARA SOUZA MEDEIROS LINS – ME, ADRIANA SILVA RODRIGUES – ME e JOSÉ LUCENA DA SILVA – ME.

Passada a fase de habilitação, constatada que as empresas,  PANDEL PANIFICADORA LTDA, PADARIA PONTES LTDA, SANTA CLARA COMÉRCIO VAREJISTA LTDA, NATURAL SABOR e JOSÉ LUCENA DA SILVA – ME, apresentaram a documentação em conformidade com  edital previsto no Convite nº 001\20012 expedido por aquela comissão, tornando-as assim HABILITADAS.
Dando continuidade o presidente abriu os envelopes de proposta de preços que naquele momento foi verificado e  rubricado por todos os presentes, determinou que ficasse marcado para o dia 15 de maio do corrente ano o resultado final da referida licitação.
Tendo todos concordado, o Sr Presidente, às 11h30min, deu por encerrada a presente reunião.

 

 

 

Por Elmer Melz
Focando a Notícia