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Conheça os efeitos das mentiras no relacionamento

A falta de honestidade destrói os vínculos

Não importa o tamanho, pequenas omissões ou grandes mentiras quebram a confiança existente entre um casal. Se o parceiro não tem a capacidade de ser honesto, o relacionamento enfrentará inúmeras dificuldades. Uma vez dita, a mentira tende a se multiplicar e a desconfiança tomará conta da relação. Quem consegue viver assim? Sempre duvidando das palavras e atitudes daquele que deveria ser, antes de tudo, transparente e verdadeiro?

Alguns comportamentos merecem atenção especial. Se persistirem, é melhor repensar a relação. Observe melhor um parceiro que minimiza as suas interações com outras pessoas. A traição pode não estar acontecendo, mas, se não há nada de mal no companheirismo afetuoso com uma colega de trabalho, por que esconder? Quando você deixa de comentar aquele encontro casual no happy hour – e um dia ele acabará sendo fatalmente revelado – já estará suscitando a desconfiança. O melhor, sempre, é contar tudo de uma vez, com a naturalidade que a situação merece. O mesmo tratamento deve ser atribuído ao seu passado amoroso. Não há necessidade de entrar em detalhes, mas falar sobre ele, compartilhar experiências que foram importantes e que deixaram marcas agregam mais intimidade e segurança à relação. Deixar que o parceiro fique imaginando ou superestimando o que um “ex” representou é alimentar uma angústia desnecessária. Se o relacionamento anterior não tiver sido superado, se não for página virada, será sempre uma sombra para o atual. Nada pior do que ter que conviver com fantasmas desconhecidos. Que tal conversar a respeito de sentimentos que ainda perturbam? É impossível manter uma relação saudável com alguém que não consegue ser honesto com os próprios sentimentos. Pior, é uma demonstração de ausência de respeito pelo parceiro. Às vezes, pode parecer difícil se expor, mas tentar até conseguir ainda é o melhor caminho.

Outro ponto de conflito, ele, sempre ele, o dinheiro. É um dos principais motivos que levam às separações. Mentir a respeito do salário, sobre o valor daquela compra por impulso, sobre dívidas ou investimentos secretos, é discussão garantida. Um casal que pretenda ter uma relação que resista às adversidades precisa aprender a conversar com franqueza a respeito das questões financeiras. A sinceridade também vale para o sexo. A comunicação deve ser aberta, sem preconceitos a respeito de desejos e prazeres. Uma vida sexual saudável e estimulante, sem mentiras, é capaz de manter a atração sempre viva e, sabemos, contribui para a estabilidade da relação.

Ao entrarmos em um relacionamento, levamos na bagagem as nossas expectativas, que nem sempre estão claras para o outro parceiro. É um tipo de omissão, às vezes inconsciente, para preservar um amor que parece promissor. Precisamos entender e admitir que cada relação será diferente daquela vivida anteriormente e que as aspirações também são diversas. A comunicação e a transparência são a solução para prevenir e resolver diversos problemas nos relacionamentos. Elas deveriam ser a base de qualquer relação. Não seria melhor conhecer desde o início os verdadeiros propósitos da outra parte envolvida? Quero (ou não) casar, quero (ou não) ter filhos, quero somente uma aventura, estou (ou não) disponível para um compromisso sério? Tudo seria tão mais fácil, sem necessidade de mentiras ou omissões. Optar pela verdade e pela clareza de sentimentos é estar comprometido com a relação, com o outro. É um exercício que vale a pena, garanto!

Sobre Jennifer Lobo: filha de empresários brasileiros, nascida nos EUA, graduada pela Auburn University, Alabama, com especialização em Comunicação e mestrado em Relações Públicas. Certificada pelo Matchmaking Institute, empreendedora, é fundadora e CEO da plataforma de relacionamentos MeuPatrocinio.comParceira de Anna Bey na implementação da Escola da Elite no Brasil. Autora do livro “Como Con$eguir um Homem Rico”, escrito em conjunto com Regina Vaz, terapeuta de casais.

 

 

Onze mentiras que os homens inventam no primeiro encontro

casalMentiras brancas podem ainda ser condenáveis, na teoria. Na prática, elas ajudam o homem a atravessar momentos decisivos, portanto delicados, de suas vidas amorosas. Sim, para o melhor ou pior, com moderação e em ocasiões extremas, um cara consegue contornar a situação e manter relacionamentos com várias mulheres ao mesmo tempo usando o seu mesmo papo furado. Obviamente, desde que você saiba de antemão quais são as onze conversas fiadas que, de acordo com a revista Cosmopolitan, os caras mais contam pra te seduzir. Descubra a seguir e vire o jogo logo de cara:

1. “Tenho comido pratos saudáveis ultimamente, mas acho que hoje vou no cheese burguer com bacon.”
É a maneira que encontramos de pedir um lanche sem que você pense que comemos porcaria o tempo todo. Embora seja algo que podemos ou não fazer, estatisticamente falando, a maior probabilidade é de que comemos m****.


2. “Nunca vim aqui antes.”
Ah, tá bom! Exceto por sua última descoberta no Tinder, que o cara trouxe exatamente para o mesmo lugar.

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3. “Só tomei dois drinques.”
Aqui, no restaurante. Mas ele virou mais três em casa, pra relaxar ‘um pouco’ e entrar no clima.

4. “Você precisa assistir Star Wars…tipo, agora.”
Tudo bem, você precisa assistir Star Wars, porém essa não é a questão. Ele simplesmente está querendo que você vá até a casa dele para assistir o título. É uma jogada.

5. “Não estou com frio.”
Claro que está. Todo mundo sente frio, mas neste caso, ele só está querendo bancar o durão quando te oferece o casaco, cardigã, moletom ou qualquer outra peça que a sua paquera use.

6. “Eu estava na academia hoje, e…”
Talvez. Honestamente, há 50% de chances de isso ser verdade; no entanto, uma coisa é certa: o cara definitivamente quer ter certeza de que você sabe que ele malha.


7. “Minha família inteira é gente boa.”
Todos, absolutamente todo mundo tem uma ovelha negra na família.

8. “Minha última namorada séria foi há cerca de um ano.”
Provavelmente foi semana passada.

9. “Não, eu posso ficar com a conta.”
Ele quer dividir. Secretamente, de coração, todo homem quer que você divida a conta.


10. “O trabalho está ótimo.”
Ninguém sóbrio e consciente vai falar de trabalho no primeiro encontro. O mané está vacilando.

11. “A gente chegou a essa conclusão juntos.”
Nenhum fim de relacionamento é mútuo. Em qualquer um deles, alguém tomou a iniciativa de trazer o assunto à tona. Mas o primeiro encontro não é o momento apropriado para comentar sobre o fato de que ele perseguiu sua ex por seis meses, ou que o rapaz ainda tem uma cicatriz de quando ela o apunhalou pelas costas. Portanto…

 

YAHOO

As dez mentiras que homens e mulheres mais contam sobre sexo

ANTONIOGUILLEM/ISTOCK
ANTONIOGUILLEM/ISTOCK

Quem nunca contou uma mentirinha inocente na cama? Sejam pequenas ou grandes, tanto homens quanto mulheres já soltaram alguma frase que não era exatamente real durante o sexo, e nem sempre isso é ruim para o relacionamento. Conheça as mais comuns e seus motivos, e saiba o quais são bem vindas na hora “H”.

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“VOCÊ FOI A MELHOR TRANSA DA MINHA VIDA”

Pode até ser que a frase seja verdadeira, mas muitas vezes casais acabam dizendo mesmo que não corresponda exatamente à realidade. “Essa PODE SER UMA BOA MENTIRA PARA MANTER A RELAÇÃO NUM ESTADO DE AUTOESTIMA ótima e deixar o ego do parceiro elevado. Não se corre o risco de ser desmentido, então apenas deixa o parceiro atual mais orgulhoso, e esse é o motivo pelo qual muitas pessoas a contam”, explica a sexóloga SÔNIA EUSTÁQUIA.

“FAÇO SEXO TODOS OS DIAS, OU COM FREQUÊNCIA”

Essa é uma mentirinha típica dos homens quando eles tentam conquistar uma parceira em potencial, afinal, quem não deseja ser visto como uma boa opção sexual? “Homens gostam de dizer que tem uma frequência diária ou muito maior do que realmente têm, essa é a mentira mais comum entre eles. Geralmente É CONTADA PARA VALORIZAR A IMAGEM DELES PERANTE A PARCEIRA, É UM INVESTIMENTO NA EROTIZAÇÃO DA SUA IMAGEM”, revela a sexóloga VÂNIA MACEDO, da Sensorella. Portanto, se você quer fisgar o gato, nada de dizer que não acredita.

“SEMPRE TENHO ORGASMOS COM VOCÊ”

Fingir orgasmo é algo muito comum entre as mulheres, mas se você anda fazendo isso é melhor tomar cuidado. “Fingir o orgasmo pode trazer privilégios por algum tempo, mas depois passa para incoerência. Se você fala que tem, mas não tem, isso pode gerar uma falta de interesse na relação sexual por não sentir prazer com o par e até PERDER A CHANCE DE REALMENTE TER UM ORGASMO”, alerta Sônia.


Foto: Dmitriy Shironosov/iStock

“SEMPRE SATISFIZ TODAS AS MINHAS PARCEIRAS”

Ele se gaba sobre como todas as suas parceiras anteriores eram satisfeitas sexualmente? Calma, o problema não é você, já que isso costuma ser mentira, de acordo com Vânia: “Eles sempre dizem que saber como fazer e satisfazer todas as mulheres que caíram em suas mãos, no entanto, isso é mentira porque cada mulher é diferente. Mas É UMA MENTIRA SEM GRANDES DANOS, PORQUE COM O TEMPO ISSO VAI SE QUEBRANDO NATURALMENTE e o casal acaba dizendo como prefere o sexo, é apenas uma necessidade de autoafirmação e o desejo de te impressionar”.

“NINGUÉM FAZ ISSO COMO VOCÊ”

Uma mentirinha inocente e clássica tanto para os homens quanto para as mulheres, dizer que o par é o melhor em algo na cama mesmo não sendo não é necessariamente ruim. “Se a pessoa acreditar ELA VAI SE SENTIR BEM E ATÉ TER MAIS IMPULSO, SERVE COMO UM ESTÍMULO MAIOR PARA ELA ACREDITAR EM SI MESMA e tentar coisas novas, até se aprimorar”, conta Sônia.

“SOU ABERTO SEXUALMENTE, TOPO TUDO”

Ele se mostra uma pessoa moderna sexualmente? Acredite, na maior parte das vezes isso não é totalmente real. “ELES FALAM MUITO ISSO PARA MOSTRAREM QUE SÃO INTERESSANTES E PARA DAR PARA A PARCEIRA A SEGURANÇA DE QUE ESSE SERÁ UM RELACIONAMENTO DIFERENTE, com variedade. Mas não é assim, todo mundo tem restrições com algo e com o tempo vocês vão conversando sobre o que cada um aceita ou não”, garante Vânia.


Foto: Carey Hope/iStock

“ISSO ESTÁ ÓTIMO”

Pode nem estar tão bom assim, mas praticamente todas as pessoas já elogiaram algo que o parceiro está fazendo na cama. “Fingir que está gostando mais do que realmente está é muito comum entre as mulheres, já os homens costumam falar mais como querem determinada coisa. O SEXO FEMININO TEM MUITO MEDO DA REJEIÇÃO”, diz Vânia.

NÚMERO DE PARCEIROS

Algumas pessoas mentem para mais, outras para menos, e ambos os casos podem ser perigosos. “Não aconselho mentir, mas omitir, porque quando você tem uma relação é ali que vai e dali para frente. Isso deve inclusive ser combinado entre os parceiros para não existir uma comparação. Nesse caso, MENTIRA TEM PERNAS CURTAS E VOCÊ PODE CAIR EM CONTRADIÇÃO LÁ NA FRENTE e arrumar uma briga”, adverte Sônia.

TAMANHO PERFEITO

“É muito normal que as mulheres elogiem o tamanho ou o formato do pênis do parceiro, mesmo que isso não seja verdade. E pode ser bom, porque coloca o par em um pedestal eVALORIZA SUA AUTOESTIMA, geralmente é o que eles precisam para terminar muito bem a noite e se sentirem muito bem com eles mesmos. É uma mentirinha saudável e que faz bem para o homem”, garante Vânia.

“ADORO FAZER ISSO”

Você já disse que adora fazer algo na cama, mas na realidade não é tão fã assim? Então ligue o sinal amarelo, pois pode trazer problemas: “Mulheres fazem isso com coisas como o sexo oral, mas ESSA É UMA MENTIRA MUITO PERIGOSA PORQUE VOCÊ VAI TER QUE DAR CONTINUIDADE A ESSA ATIVIDADE, ele vai pedir muito porque acha que você adora. Pode dizer como se sente confortável ou não”.

 

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Quebrando estereótipos: conheça as 10 ‘mentiras’ mais contadas sobre os indígenas

Lilian Brandt, antropóloga e colaboradora da Articulação Xingu Araguaia (AXA) fez um levantamento importante para se entender os estereótipos que ainda envolvem a imagens dos indígenas no Brasil. Ela denomina de “As 10 mentiras mais contadas sobre os indígenas”. Segundo a especialista, as afirmações listadas foram extraídas da vida real. “Algumas nas ruas do interior do Brasil, outras nas cidades grandes, outras em discursos de políticos. Percepções diversas, vindas de pessoas com histórias diferentes, mas com um direcionamento em comum: a disseminação do discurso anti-indígena”.

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A “mentira” nº 1 é que quase não existe mais índio, daqui alguns anos não existirá mais nenhum. “Se as pessoas não sabem muito sobre os indígenas na atualidade, sabem menos ainda sobre o passado destes povos. Mesmo os pesquisadores não encontram um consenso, e os números variam muito conforme os critérios utilizados”, esclarece Lilian. A antropóloga e demógrafa Marta Maria Azevedo estima que, na época da chegada dos europeus, a população indígena no Brasil era de 3 milhões de pessoas. Eram mais de 1 mil povos diferentes, que durante séculos foram exterminados pelos conquistadores, seja por suas armas de fogo, seja pelas doenças que trouxeram. De acordo com antropóloga, em 1957 havia no Brasil apenas 70 mil indígenas. No entanto, o crescimento dessa população é observado a partir da década de 1980.

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Em 1991, quando o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] passou a coletar dados sobre a população indígena brasileira, eles somavam 294 mil pessoas. Em 2000, o Censo revelou um crescimento da população indígena muito acima da expectativa, passando para 734 mil pessoas. Em 2010, a população indígena continuou crescendo, e o Censo mostrou que mais de 817 mil brasileiros se autodeclararam indígenas, representando 0,47% da população brasileira. Eles estão distribuídos em 305 etnias e falam 274 línguas.

“Mentira” nº 2: os índios estão perdendo sua cultura. Para Lilian, esta afirmação resume uma série de outras ideias muito difundidas: “índio que usa celular não é mais índio”, e suas variáveis televisão, computador, calça jeans, tênis, rede de pesca, barco a motor, caminhonete, trator e etc. “De modo geral, cultura é o conjunto de manifestações que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a língua, a moral, os costumes, os comportamentos e todos os hábitos e aptidões adquiridos por pessoas que fazem parte de uma sociedade específica”. Portanto, nesse sentido, a incorporação de elementos de outra cultura é também uma estratégia de resistência. O uso de equipamentos de pesca dos “brancos”, por exemplo, pode ser um modo de resistência cultural, num entendimento de que pescar é mais importante para a identidade indígena do que se manter preso a técnicas tradicionais e não chegar com o peixe em casa.

A “Mentira” nº 3 é que estão inventando índios, agora, todo mundo pode ser índio. A antropóloga diz que, se a pessoa se reconhece como indígena e se identifica com um grupo de pessoas que também se reconhecem como indígenas e a consideram indígena, então ela é. Não existe nenhum reconhecimento da Funai [Fundação Nacional do Índio], nenhum julgamento de um não-indígena e nenhum critério imposto pela sociedade que possa ser maior do que o seu sentimento e o sentimento da coletividade a qual ela pertença.

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Outra “mentira” importante, a nº 4:o Brasil é um país miscigenado, aqui não tem racismo. Lilian afirma que racismo, assim como machismo, é algo sutil. Às vezes ele aparece escancarado, quando um sujeito chama um negro de “macaco”, quando uma mulher é estuprada, quando se constata um salário menor para mulheres e negros do que para homens brancos para fazerem exatamente o mesmo trabalho. Esse racismo escancarado é muitas vezes (mas nem sempre) condenado pela sociedade. Mas nem tudo é preto no branco, racismo ou não-racismo. Há infinitas combinações de cores, há infinitas formas de demonstrar e de esconder o racismo e ainda assim julgar-se superior. “Com indígenas é pior, porque a diferença não está só na cor da pele, no tipo de cabelo e na classe social. Além de tudo isso, a diferença é cultural e muitas vezes até linguística. Os indígenas são os brasileiros mais ímpares e diferentes que compartilham o mesmo território que nós”, destaca.

A “mentira” nº 5 é que os índios têm muitos privilégios. “Se estivéssemos aqui falando de privilégios como desfrutar de uma vida em meio à natureza, estaria tudo bem. Mas não, infelizmente este discurso vem acompanhado da crença de que “índio recebe um salário do governo a partir do momento que nasce”. Na visão da antropóloga, pior do que ter tantas pessoas acreditando nisso, é a surpresa que expressam quando descobrem que não. “Não? Mas então, do que vivem?”. “Parece impossível acreditar que trabalham e que batalham pelo seu sustento. Ao contrário do que tantos brasileiros acreditam, não existe muita vantagem em ser indígena hoje em dia. Existe sim, muita coragem”.

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A “mentira” nº 6 é que os índios são tutelados, por isso índio não vai preso e não pode comprar bebida alcoólica. Em seguida, a “mentira” nº 7 é que tem muita terra para pouco índio. Em 1978, o Estatuto do Índio ordenou ao Estado brasileiro a demarcação de todas as terras indígenas até dezembro de 1978. Depois de 10 anos, a Constituição brasileira reconheceu aos índios os “direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens” (Art. 231), e estabeleceu o prazo de cinco anos para a demarcação de todas as Terras Indígenas. No entanto, até hoje, o Estado se recusa a cumprir sua obrigação e a cada dia crescem mais os interesses econômicos sobre estas terras tradicionais. Não bastasse isso, muitas Terras Indígenas são cada vez mais diretamente ou indiretamente afetadas por grandes empreendimentos, monoculturas com uso abusivo de agrotóxicos, mineradoras etc.

Outra “mentira”, a nº 8, é que os índios são preguiçosos e não gostam de trabalhar. Depois, a “mentira” nº 9 é a sociedade é mais avançada, não temos nada para aprender com os índios. E, finalizando o levantamento, a “mentira” nº 10 é que os índios atrasam o desenvolvimento do país.

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Lilian afirma que o principal aspecto a ser considerado é que os grandes donos do poder econômico (os setores bancário, armamentista, minerário, farmacêutico, da construção civil, do agronegócio etc.) possuem interesse em divulgar uma imagem negativa dos indígenas. As grandes corporações tomaram conta da política e querem, a qualquer custo, convencer a nação de que “é preciso crescer e os índios atrasam o desenvolvimento do país”. “Na lógica deles é mais importante plantar soja para a China do que preservar as nascentes brasileiras”, enfatiza.

Veja o arquivo completo elaborado pela antropóloga Lilian Brandt.

Adital

58% dos empregadores já flagraram mentiras em currículos

Thinkstock/Getty Images
Thinkstock/Getty Images

Você mente no seu currículo achando que nunca vai ser pego? Pois saiba que os empregadores são mais espertos do que você imagina e é bem provável que algum deles já tenha descoberto o seu “equívoco”. De acordo com uma pesquisa norte-americana divulgada nesta quinta-feira (7) pelo site especializado em RH, CareerBuilder, 58% dos empregadores já descobriram mentiras em um currículo. Um terço destes diz que a incidência de mentiras aumentou após o início da crise de 2008.

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A pesquisa, realizada com 2.188 gerentes e profissionais de RH, mostra que 51% dos entrevistados dispensariam o candidato automaticamente se descobrissem uma mentira em seu currículo, enquanto 40% diz que dependeria da mentira. Somente 7% afirmou que ignorariam a mentira caso o tivessem gostado do candidato.

“Confiança é muito importante nas relações profissionais, e ao mentir no seu currículo, você quebra essa confiança logo no começo. Se você quer melhorar o currículo, é melhor focar em dar exemplos tangíveis da sua experiência profissional. Seu currículo não necessariamente tem que ter o encaixe perfeito com uma organização, mas precisa ser relevante e preciso”, comenta Rosemary Haefner, vice-presidente de Recursos Humanos da Career Builder.

A pesquisa também apurou quais são as mentiras mais comuns, os setores do mercado de trabalho em que os profissionais mais mentem no currículo e também as mentiras mais bizarras já encontradas por recrutadores. Veja abaixo:

As mentiras mais comuns:

1. “Enfeitar” o conjunto de habilidades: 57%
2. “Enfeitar” o conjunto de responsabilidades: 55%
3. Duração dos empregos anteriores: 42%
4. Cargo: 34%
5. Diploma de graduação: 33%
6. Companhias para as quais trabalhou antes: 26%
7. Menções honrosas/prêmios: 18%

 

Os setores com mais mentirosos

1º – Serviços Financeiros: 73% dos recrutadores já descobriram uma mentira nos currículos de profissionais desta área
2º – Lazer e Hospitalidade: 71%
3º – Tecnologia da Informação: 63%
4º – Saúde: 63%
5º – Varejo: 59%

 

iG

Mentiras propagadas pelo pensamento econômico dominante

Vicenç NavarroPermita-me, senhor leitor, que eu converse com você como se estivéssemos tomando um café, explicando-lhe algumas das maiores mentiras apresentadas diariamente no noticiário econômico. Você deveria ter consciência de que grande parte dos argumentos mostrados pelos maiores meios de informação e persuasão econômicos do país para justificar as políticas públicas ora implementadas são posturas claramente ideológicas, que não se sustentam com base na evidência científica existente. Vou citar algumas das mais importantes, mostrando que os dados contradizem aquilo que se diz. E também tentarei explicar por que continuam repetindo essas mentiras, apesar de a evidência científica questioná-los, e com que finalidade elas são apresentadas diariamente a você e ao público.

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Comecemos por uma das mentiras mais importantes, que é a afirmação de que os cortes de gastos nos serviços públicos do Estado de bem-estar social – tais como saúde, educação, serviços domésticos, habitação social e outros (que estão prejudicando enormemente o bem-estar social e a qualidade de vida das classes populares) – são necessários para que o déficit público não aumente. E você se perguntará: “E por que é tão ruim que o déficit público cresça?”. E os reprodutores do senso comum lhe responderão que o motivo de se reduzir o déficit público é que o crescimento desse déficit determina o crescimento da dívida pública, que é o que o Estado tem que pagar (predominantemente aos bancos, que têm uma quantia em torno de mais da metade da dívida pública na Espanha) por ter pedido emprestado dinheiro dos bancos para cobrir o rombo criado pelo déficit público.
Reforça-se, assim, que a dívida pública (considerada um peso para as gerações futuras, que terão de pagá-la) não pode continuar crescendo, devendo-se, para isso, reduzi-la diminuindo o déficit público. Isso quer dizer, para eles, cortar, cortar e cortar o Estado de bem-estar até o ponto de acabar com ele, que é o que está acontecendo na Espanha.

Os argumentos utilizados para justificar os cortes não são críveis.

O problema com esta postura é que os dados (que o senso comum oculta ou ignora) mostram exatamente o contrário. Os cortes são enormes (nunca foram tão grades durante a época democrática) e, ainda assim, a dívida pública continua crescendo e crescendo. Veja o que está acontecendo na Espanha, por exemplo, com a saúde pública, um dos serviços públicos mais importantes e mais demandados pela população. O gasto público com saúde enquanto parte do PIB se reduziu em torno de 3,5% no período 2009-2011 (quando deveria ter crescido 7,7% durante esse mesmo período para chegar ao gasto médio dos países de desenvolvimento econômico semelhante ao nosso), e o déficit público diminuiu, passando de 11,1% do PIB em 2009 para 10,6% em 2012. A dívida pública não baixou, mas continuou aumentando, passando de 36% do PIB em 2007 para 86% em 2012. Na verdade, a causa do aumento da dívida pública se deve, em parte, à diminuição dos gasto público.

Como isso pode acontecer?, você se perguntará. A resposta é fácil de enxergar. A diminuição do gasto público implica a redução da demanda pública e, com isso, a diminuição do crescimento e da atividade econômica, fazendo com o que o Estado receba menos recursos através de impostos e taxas. Ao receber menos impostos, o Estado de se endivida mais, e a dívida pública continua crescendo. Desnecessário afirmar que o maior ou menor impacto que estimula o gasto público depende do tipo de gasto. Mas os cortes são nos serviços públicos do Estado de bem-estar, que são os que criam mais emprego e que estão entre os que mais estimulam a economia. Permita-me repetir essa explicação devido à sua enorme importância.

Quando o Estado (tanto central como autônomo e local) aumenta o gasto público, aumenta a demanda de produtos e serviços, e com isso, o estímulo econômico. Quando reduz, diminui a demanda e o crescimento econômico, fazendo com que o Estado receba menos fundos. É aquilo que, na terminologia macroeconômica, se conhece como o efeito multiplicador do gasto público. O investimento e o gasto público facilitam a atividade da economia, o que é negado pelos economistas neoliberais (que se promovem, em sua grande maioria, pelos maiores meios de informação e persuasão do país), apesar da enorme evidência atestada pela literatura científica (veja meu livro Neoliberalismo y Estado del Bienestar, editora Ariel Económica, 1997. Em português, Neoliberalismo e Estado de bem-estar).

Outra farsa: gastamos mais do que temos

O mesmo senso comum está dizendo também que a crise se deve ao fato de termos gastado demais, acima de nossas possibilidades. Daí a necessidade de apertar os cintos (que quer dizer cortar, cortar e cortar o gasto público). Via de regra, essa postura é acompanhada da afirmação de que o Estado tem que se comportar como as famílias, ou seja, “em nenhum momento pode gastar mais do que recebe”. O presidente Rajoy e a Sra. Merkel repetiram essa frase milhares de vezes.

Essa frase tem um componente de hipocrisia e outro de mentira. Deixe-me explicar o porquê de cada um deles. Eu não sei como você, leitor, comprou seu carro. Mas eu, como a grande maioria dos espanhóis, comprou o carro a prazo, quer dizer, usando crédito. Todas as famílias se endividaram, e assim funciona o orçamento familiar. Pagamos nossas dívidas conforme entram os recursos que, para a maior parte dos espanhóis, vem do trabalho. E daí surge o problema atual. Não é que as pessoas gastaram além de suas possibilidades, mas foram suas rendas e suas condições de trabalho que pioraram mais e mais, sem que a população fosse responsável por isso. Na verdade, os responsáveis por isso acontecer são os mesmos que estão dizendo que é preciso cortar os serviços públicos do Estado de Bem-estar e também diminuir os salários. E agora têm a ousadia (para colocar de maneira amável) de dizer que você e eu somos os culpados porque gastamos mais e mais. Eu não sei você, mas eu garanto que a maioria das famílias não comprou e não acumulou produtos como loucos. Pelo contrário.

A mesma hipocrisia existe no argumento de que o Estado gastou muito. Veja você, leitor, que o Estado espanhol gastou muito – não muito mais –, mas muito menos do que outros países de nível de desenvolvimento econômico semelhante. Antes da crise, o gasto público representava somente 39% do PIB, enquanto a média da UE-15 era de 46% do PIB. Na época, o Estado deveria ter despendido, no mínimo, 66 bilhões de euros a mais no gasto público social para ter gastado o correspondente ao seu nível de riqueza. Não é certo que as famílias ou o Estado tenham gastado mais do que deveriam. Apesar disso, continuarão afirmando que a culpa é da maioria da população, que gastou muito e agora tem que apertar os cintos.

Você também provavelmente escutou que esses sacrifícios (os cortes) precisam ser feitos “para salvar o euro”.

Novamente, esta ladainha de que “estes cortes são necessários para salvar o euro” se reproduz. Contudo, ao contrário daquilo que se anuncia constantemente, o euro nunca esteve em perigo. Não há sequer uma mínima possibilidade de alguns países periféricos (os PIGS, Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha) da zona do euro serem expulsos da moeda. Na verdade, um dos problemas entre os muitos que estes países têm é que o euro está excessivamente forte e saudável. Sua cotação esteve sempre acima do dólar e seu poder dificulta a economia dos países periféricos da zona do euro. E outro problema é que o capital financeiro alemão lhes emprestou, com grandes lucros, 700 bilhões de euros, e agora quer que os países periféricos os devolvam. Se algum deles deixar o euro, o sistema bancário alemão pode entrar em colapso. O setor bancário (cuja influência é enorme) não quer nem ouvir falar da saída dos países devedores da zona do euro. Eu lhes garanto que é a última coisa que eles querem.

Essa observação a favor da permanência no euro é certamente óbvia, e não um argumento. Na verdade, acredito que os países PIGS deveriam ameaçar sair do euro. Mas é absurdo o argumento que se utiliza de que a Espanha deve, ainda mais, reduzir o tempo de visita ao médico para salvar o euro (que é o código para dizer, “salvar os bancos alemães e lhes devolver o dinheiro que emprestaram obtendo lucros enormes”). São essas as falácias constantemente expostas. Eu lhes garanto que são apresentadas sem que sejam comprovadas por nenhuma evidencia. Isso é claro.

A causa dos cortes 

E você se perguntará: Por que então fazem esses cortes? A resposta é fácil de encontrar, ainda que raramente seja vista nos grandes meios de comunicação. É o que se costumava chamar de “luta de classes”, mas agora a mídia não utiliza essa expressão por considerá-la “antiquada”, “ideológica”, “demagógica” ou qualquer adjetivo que usam para mostrar a rejeição e desejo de marginalização daqueles que veem a realidade de acordo com um critério diferente, e inclusive oposto, ao daqueles que definem o senso comum do país.

Mas, por mais que queiram ocultar, essa luta existe. É a luta de uma minoria (os proprietários e gestores do capital, quer dizer, da propriedade que gera rendas) contra a maioria da população (que obtém suas rendas a partir de seu trabalho). É aquilo que meu amigo Noam Chomsky chama de guerra de classes – conforme expõe em sua introdução ao livro Hay alternativas. Propuestas para crear empleo y bienestar social en España, de Juan Torres, Alberto Garzón e eu (Em português, Há alternativas. Propostas para criar emprego e bem-estar social na Espanha).
Desnecessário dizer que essa luta de classes variou de acordou com o período em que se vive. Esta que está acontecendo agora é diferente daquela da época de nossos pais e avós. Na verdade, agora está inclusive mais ampla, pois não é somente das minorias que controlam e administram o capital contra a classe trabalhadora (que continua existindo), mas inclui também grandes setores das classes médias, formando as chamadas classes populares, conjuntamente com a classe trabalhadora. Essa minoria é fortemente poderosa e controla a maioria dos meios de comunicação, e tem também grande influência sobre a classe política. E esse grupo minoritário deseja que os salários diminuam, que a classe trabalhadora fique aterrorizada (daí a função do desemprego) e que perca os direitos trabalhistas e sociais. E está reduzindo os serviços públicos como parte dessa estratégia para enfraquecer tais direitos. A privatização dos serviços públicos, consequência dos cortes, também é um fator importante por permitir a entrada do grande capital (e muito particularmente do capital financeiro e bancários, e das seguradoras) nesses setores, aumentando seus lucros. Você deve ter lido como, na Espanha, as companhias privadas de seguro de saúde estão se expandindo como nunca haviam conseguido antes.

E muitas das empresas financeiras de alto risco (quer dizer, altamente especulativas) estão atualmente controlando grandes instituições de saúde do país graças às políticas privatizantes e aos cortes feitos pelos governos, que justificam essa medida com toda a farsa (e acredite que não há outra forma de dizer) de que precisam fazer isso para reduzir o déficit público e a dívida pública.

 

Carta maior

4 mentiras sobre o relacionamento

casal-na-camaAlguém, algum dia, nos fez crer que transar no primeiro encontro é a senha para enterrar as chances de conquistar um pretendente que acabou de conhecer. Ou que os rapazes fogem de garotas cheias de atitude. Só que o mundo mudou e os homens de hoje não são como os do passado – nem as mulheres, aliás. Catalogar as pessoas pelo comportamento, a roupa ou a bebida que pedem na balada é certeza de frustração. Assim como classificar as atitudes masculinas e femininas como certas ou erradas e se fechar para surpresas na hora da conquista. É hora de rever nossos conceitos sobre o que queremos de um parceiro e o que achamos que eles esperam da gente. E de ser feliz!

1. O MITO – Você tem que ser difícil para ele se apaixonar

A VERDADE – Um pouco de insegurança e curiosidade no momento da conquista é o combustível para o interesse do pretendente. Mas exagerar no joguinho amoroso em vez de mostrar o que você deseja pode colocá-la em desvantagem. “No início de um romance, o homem pode interpretar a recusa como desinteresse, afinal, o casal ainda não se conhece bem”, fala Ailton Amélio da Silva, psicólogo e professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). “Agindo assim – deixando de ligar e de aceitar os convites só para se fazer de difícil -, a mulher quebra uma das regras mais importantes da conquista, que é alimentar a expectativa do outro. Basta o homem desconfiar que pode levar uma fora para desistir”, completa. Além do mais, um cara inteligente percebe quando você está fazendo teatro em vez de agir com naturalidade. “Não há nada de errado com a mulher que toma a iniciativa. Mas faça isso com sutileza, dando um passo de cada vez e permitindo que o outro também tenha espaço para se expressar. Esse equilíbrio é que deixa a relação gostosa”, explica Margareth dos Reis, psicóloga e terapeuta de casais do Instituto H. Ellis, em São Paulo.

O QUE ELES DIZEM – “Se a mulher é alegre, espontânea e parceira, o fato de ela estar disponível para sair logo de cara ou até de tomar a iniciativa fica em segundo plano. Não é se fazendo de difícil que ela vai atiçar a nossa vontade. Pelo contrário: isso pode até nos desestimular e fazer que com que a gente vá atrás de outras oportunidades.” Ruslan Stuchi, 27 anos, advogado

2. O MITO – Garotas que tomam a iniciativa não são levadas a sério

A VERDADE – É matemático: as mulheres que sabem se insinuar e são diretas na abordagem têm mais chance de conhecer parceiros e engatar um namoro. No entanto, tudo depende de como você faz isso, é claro. “O segredo é que a garota deixe o homem participar da conquista também”, conta Ailton Amélio. Ele dá um exemplo: quando você diz que quer muito assistir àquela estreia no cinema, mas que suas amigas já foram, está deixando a coisa no ar até que o rapaz ofereça companhia. “Ele fica com a impressão de que foi ele quem deu o primeiro passo, mas foi você que tomou a iniciativa sem ele perceber”, fala o psicólogo. Outra abordagem sutil para demonstrar que está interessada no mocinho está ao alcance do olhar: mire fixamente no seu alvo por três segundos, o suficiente para dar o seu recado sem dizer uma palavra. Esforço mínimo com efeito e atitude máximos.

O QUE ELES DIZEM – “Ser convidado para sair assim, na lata, não é a melhor abordagem, mas todo homem gosta de receber uma cantada inteligente. Se a mulher se aproxima e, depois de um pouco de conversa, arrisca o xaveco, também pode causar impacto positivo. Fazendo isso, ela mostra que quer conhecer o cara. Não tem nada de errado nisso.” Pablo Assolini, 34 anos, empresário

3. O MITO – Eles separam as mulheres em dois grupos: para se divertir e para casar

A VERDADE – A tendência para rotular um novo parceiro como “para ser levado a sério” ou “só para curtir” se aplica a homens e mulheres, afinal, no início apenas fazemos uma ideia de quem ele é. A questão é que, à medida que o envolvimento avança, tudo pode mudar. “O casal pode descobrir afinidades que vão sustentar uma relação. O comportamento no dia a dia vai substituir as ideias pré-concebidas sobre cada parceiro e permitir que se crie uma imagem mais real de quem o outro é”, fala Margareth dos Reis. Ou seja, uma transa casual pode, sim, se transformar em uma história de amor, por que não? Tudo depende de você dá continuidade ao affair. Os especialistas avisam: embora seja típico dos homens evitar mulheres capazes de deixá-los completamente inseguros, a ideia de que eles preferem as certinhas ou as submissas nunca foi tão sem fundamento. “Eles não querem as extremamente comportadas, que fazem de tudo para agradar. Preferem as autênticas, ativas, que conversam de igual para igual e os ajudam a expandir seus horizontes”, garante Ailton Amélio. Em outras palavras: eles buscam uma para curtir e para casar.

O QUE ELES DIZEM – “A ideia de que queremos uma mulher ‘para casar’ e que ela tem que viver para cuidar do lar e da família é falsa. Queremos uma companheira, mas alguém que também seja divertida, que curta junto e que faça valer suas vontades. O homem até pode ter uma ideia pré-concebida sobre a garota, mas vai descobrir com o tempo se o que sente é verdadeiro.” Rafael Toth, 24 anos, publicitário

4. O MITO – Homens têm medo de mulheres bem resolvidas

A VERDADE – A ideia de que eles se sentem ofuscados pelo sucesso da companheira não condiz com o comportamento de boa parte dos caras modernos – bem, pelo menos daqueles com quem a gente está a fim de se relacionar. Afinal, eles também querem um par de bem com a própria vida: que tenha um emprego bacana, uma família e amigos legais e autoconfiança em dia para fazer o que tem vontade no sexo. “As pesquisas mostram que o homem de hoje admira a mulher que se gosta e corre atrás dos seus sonhos. Eles descobriram que é muito mais difícil manter uma relação saudável com uma mulher que não está satisfeita consigo mesma profissional e pessoalmente”, fala Ailton Amélio. Mas vá com calma quando o dinheiro entrar na jogada. “Quando você ganha melhor ou ocupa um cargo mais importante do que o seu companheiro, é importante que os dois se esforcem para não entrar em uma disputa dentro do relacionamento”, avisa a consultora de relacionamentos Regina Vaz, de São Paulo. “Se não se enxergarem como parceiros, a relação não resistirá.”

O QUE ELES DIZEM – “A mulher que está de bem consigo mesma fica mais bonita, interessante e pronta para trazer coisas novas para a relação. Não importa se ela ganha melhor ou manda mais no trabalho. Se o casal sabe aproveitar junto os benefícios que a posição dela proporciona, ótimo. Fora que, como não é do tipo que fica em um namoro se não está feliz, desafia o homem a estimulá-la sempre.” Carlos Klein, 32 anos, personal trainer

Boa Forma – Grupo Abril

Segundo estudos, desviar o olhar nem sempre é sinal de mentiras

Durante muito tempo, psicólogos acreditaram que desviar o olhar é sinal de mentira. Essa ideia era (e ainda é) aplicada em diversas situações, desde entrevistas de emprego até briga de casal. Mas após submeter 82 voluntários a experimentos, pesquisadores das universidades de Hertfordshire e de Edimburgo, ambas no Reino Unido, e da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, concluíram que não há evidências concretas que possam comprovar estatisticamente que uma pessoa desvia o olhar quando está mentindo. O estudo foi publicado na edição desta semana no periódico científico Plos One.

A relação entre os movimentos oculares e o discurso foi difundida pela programação neurolinguística (PNL), conjunto de técnicas psicológicas criadas na década de 1970 com o objetivo de “entender melhor como o ser humano, age, pensa e se comunica”, segundo seus divulgadores. Para a PNL, os movimentos oculares dizem o que a pessoa está pensando. Por exemplo, se o desvio do olhar é para o canto superior direito, significa a tentativa de visualizar algo imaginado. Se for para o canto superior esquerdo, é a busca de uma memória, ou seja, uma experiência já vivida.

Segundo os pesquisadores, embora a PNL não considere os pensamentos imaginados como sinônimos de mentira, essa ideia se generalizou e muitos praticantes de PNL usam esse conceito para detectar mentiras.

Verdade ou mentira

Para testar essa ideia, os pesquisadores realizaram três experimentos: analisaram a quantidade de olhares desviados, os ângulos de desvio e a duração desse olhar oblíquo (como a PNL não estipula o quanto dura um olhar mentiroso, eles analisaram olhares longos e curtos). A ideia inicial era justamente encontrar mentirosos olhando para os lados. Mas isso não aconteceu.

Os pesquisadores colocaram os voluntários em três situações diferentes para detectar variações estatísticas na detecção da mentira. Primeiro, selecionaram 32 pessoas e pediram para parte delas mentir em uma situação específica. As respostas foram gravadas e analisadas.

Depois, com outro grupo de 50 voluntários, “treinaram” parte deles em PNL, contando sobre os movimentos oculares e seus supostos significados. Depois, mostraram os vídeos do primeiro grupo e pediram para que eles apontassem quando um voluntário mentia ou não. O objetivo era saber se quem aplica a PNL acerta quando o outro mente. O índice de acertos foi irrisório.

Em um terceiro teste, os participantes de ambos os grupos assistiram a vídeos em que familiares procuravam por parentes desaparecidos. Em metade dos casos havia evidências de que a pessoa estava mentindo. O objetivo era saber como a PNL seria aplicada e como a mentira seria detectada. Novamente, o índice de acertos foi baixo.

Resultados

De acordo com os pesquisadores, esse é o primeiro trabalho a testar experimentalmente os conceitos da PNL e os três estudos não dão suporte à noção de padrões que relacionem o movimento dos olhos e a mentira. Segundo eles, o resultado negativo está de acordo com pesquisas anteriores que analisaram os movimentos faciais (incluindo detecção de movimento ocular) e se mostraram ineficientes pra detectar a mudança de comportamento.

O próximo passo, dizem os pesquisadores, será analisar por que esses conceitos – apesar de falhos – foram tão difundidos.

Revista Exame

Em nota, Lula afirma estar “indignado” com mentiras na revistaVeja

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nega ter pressionado o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, a adiar o julgamento do mensalão para 2013, segundo publicou a revista Veja no último final de semana. “Meu sentimento é de indignação”, afirmou o líder petista, por meio de nota divulgada pelo Instituto Lula no início da noite da segunda-feira (28).


Confira a íntegra da nota divulgada pelo Instituto Lula:

Sobre a reportagem da revista Veja publicada nesse final de semana, que apresenta uma versão atribuída ao ministro do STF, Gilmar Mendes, sobre um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 26 de abril, no escritório e na presença do ex-ministro Nelson Jobim, informamos o seguinte:

1. No dia 26 de abril, o ex-presidente Lula visitou o ex-ministro Nelson Jobim em seu escritório, onde também se encontrava o ministro Gilmar Mendes. A reunião existiu, mas a versão da Veja sobre o teor da conversa é inverídica. “Meu sentimento é de indignação”, disse o ex-presidente, sobre a reportagem.

2. Luiz Inácio Lula da Silva jamais interferiu ou tentou interferir nas decisões do Supremo ou da Procuradoria Geral da República em relação à ação penal do chamado Mensalão, ou a qualquer outro assunto da alçada do Judiciário ou do Ministério Público, nos oito anos em que foi presidente da República.

3. “O procurador Antonio Fernando de Souza apresentou a denúncia do chamado Mensalão ao STF e depois disso foi reconduzido ao cargo. Eu indiquei oito ministros do Supremo e nenhum deles pode registrar qualquer pressão ou injunção minha em favor de quem quer que seja”, afirmou Lula.

4. A autonomia e independência do Judiciário e do Ministério Público sempre foram rigorosamente respeitadas nos seus dois mandatos. O comportamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o mesmo, agora que não ocupa nenhum cargo público.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Instituto Lula
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