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Taxa de desemprego no interior é menor que na Grande João Pessoa

Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou uma realidade inédita do mercado de trabalho no país. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) revelou que as cidades do interior têm menor taxa de desemprego se comparadas à capital e região metropolitana. A Paraíba seguiu a tendência nacional.

O estudo considera como interior do Estado todos os municípios, exceto a capital e a região metropolitana, quando existir. Na Paraíba, a região metropolitana de João Pessoa corresponde por, além da capital, Bayeux, Cabedelo, Conde, Cruz do Espírito Santo, Lucena, Rio Tinto, Santa Rita, Alhandra, Pitimbu, Caaporã e Pedras de Fogo.

Na Paraíba, a taxa de desocupação no interior é de 10,8%, contra 11,7% na região metropolitana. Como referência, a média nacional é de 12,7%. Do outro lado, a taxa de ocupação nos municípios interioranos da Paraíba chega a 64%, enquanto que na região metropolitana é de apenas 36%.

Contudo, uma menor taxa de desocupação no interior do Brasil não significa melhores condições de trabalho. A PNAD Contínua aponta que, mesmo com índices melhores, os trabalhadores do interior ainda trabalham na informalidade, além de terem uma renda salarial mensal menor.

No Brasil, a taxa de informalidade é de 36,6%, subindo para 62,4% nos interiores. A nível local, a informalidade atinge 37,2% na região metropolitana de João Pessoa, enquanto que no interior do estado, 57,8% trabalham na informalidade. O estudo considera como informalidade aqueles que trabalham sem carteira assinada, sem CNPJ, sem contribuição para a previdência oficial ou sem remuneração (trabalhos familiares).

O rendimento médio também chamou a atenção da pesquisa. Na Paraíba, o trabalhador da capital ou região metropolitana chega a ganhar o dobro daquele que trabalha no interior do Estado. Enquanto que, em João Pessoa, a renda média mensal é de R$ 3.007 e na região metropolitana é de R$ 2.451, os trabalhadores do interior recebem em média apenas R$ 1.195. O rendimento médio brasileiro é de R$ 2.291.

Bruno Marinho – MaisPB

 

 

30 quilos de drogas são apreendidos com menor, em Campina Grande

A Polícia Militar apreendeu mais de 30 quilos de drogas e diversos materiais utilizados para o tráfico, com uma adolescente de apenas 16 anos de idade. Os entorpecentes estavam em uma casa, no bairro das Três Irmãs, na cidade de Campina Grande, e foram apreendidos nesse sábado (11).

Policiais da Rotam e da Força Tática do 2º Batalhão receberam uma denúncia de que havia uma criança chorando em uma casa no bairro e, durante as diligências, encontraram a residência e uma adolescente de 16 anos de idade, mãe da criança. “Constatamos que embora o menino de três anos de idade estivesse chorando, estava bem e sem sinais aparentes de agressão ou maus tratos, mas sentimos um forte cheiro de substância semelhante à maconha, o que levantou nossa suspeita”, explicou o sargento J. Silva, da Rotam.

Nas buscas pelo local, e para a surpresa dos policiais, foram encontrados três sacos grandes e dois tabletes de maconha em um cômodo da casa.  A PM continuou o trabalho e também localizou uma prensa hidráulica, quatro balanças de precisão, e farto material utilizado para fracionamento e distribuição da droga, como tesoura, faca, fita adesiva e pequenas sacolas de plástico. O conselho tutelar e a mãe da adolescente foram informados e acompanharam a garota durante sua condução à Central de Polícia, no bairro do Catolé.

Foram apreendidos aproximadamente 30 quilos de maconha. A suspeita é que os entorpecentes iriam abastecer as bocas de fumo da região, e a PM continua as buscas por outros suspeitos que podem estar envolvidos com as drogas apreendidas.

 

PB Agora

 

 

 

Cheques devolvidos atingem o menor nível desde setembro de 2014

Foto: Agência Brasil

O número de cheques devolvidos (segunda apresentação por falta de fundos), como proporção do total de cheques movimentados, atingiu 1,83% em junho, registrando redução significativa em relação a junho de 2016 (-0,28 ponto percentual).

Com isso, o percentual atinge o menor nível desde setembro de 2014, quando foi de 1,80%. Os dados foram divulgados hoje (31), em São Paulo, pela Boa Vista Serviços, empresa de informações de crédito.

Na comparação mensal, o percentual de cheques devolvidos sobre movimentados também obteve queda (em maio, o nível foi de 2,11% frente a abril), sendo o resultado decorrente da diminuição de 20,5% dos cheques devolvidos e retração de 8,2% para os cheques movimentados.

180 Graus 

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Empregos na crise oferecem renda menor e sem proteção

empregoPara conseguir um emprego hoje no Brasil, em geral é preciso ter menos de 24 anos de idade, aceitar ganhar menos e se conformar com um regime de trabalho frágil, sem a proteção oferecida por vagas que têm carteira assinada.

Análise feita pela Folha em estatísticas do Ministério do Trabalho mostra que os contratados com carteira assinada estão recebendo, em média, 21% menos do que os demitidos da mesma ocupação.

Essa desvantagem também foi observada em anos anteriores, mas a diferença atual é o dobro da verificada nos anos dourados do mercado de trabalho no início da década, quando a taxa de desemprego despencou e a economia brasileira gerava milhões de empregos por ano.

As novas vagas, segundo as estatísticas do IBGE, estão predominantemente no mercado informal, sem carteira de trabalho assinada. No mercado formal, conforme os registros do Ministério do Trabalho, as contratações só superam as demissões entre trabalhadores com até 24 anos.

A retração da atividade, que abateu a economia em meados de 2014, começou a pesar no mercado de trabalho em 2015, quando 1,5 milhão de vagas com carteira assinada foram destruídas. O prolongamento da recessão, no ano passado, abateu mais 1,3 milhão de empregos.

Isso afetou a remuneração oferecida aos que conseguem trabalho. “Quando o mercado está bombando, aumenta a disputa pelos melhores trabalhadores, e as pessoas saem de seus empregos para ganhar mais. Hoje, se uma pessoa é demitida ganhando R$ 1.000, fica feliz da vida em conseguir uma vaga por R$ 800”, afirma Hélio Zylberztajn, professor da USP e coordenador do Salariômetro, da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica).

Em 2013, antes de o país mergulhar na atual recessão, quase metade das 2.465 ocupações monitoradas pelo Ministério do Trabalho geraram postos de trabalho. No ano passado, foi verificada criação de vagas em um quinto das 2.497 ocupações analisadas.

SOBRANDO GENTE

Mas o achatamento salarial atingiu até as que geraram empregos. Entre as 30 ocupações que mais criaram vagas em 2016, quem foi contratado recebeu em média 4,5% menos do que os trabalhadores demitidos. Para operadores de telemarketing, por exemplo, a diferença chegou a 12%.

“Estamos vivendo o oposto do que aconteceu lá atrás, quando as empresas tinham que contratar até pessoas que não tinham qualificação adequada. Agora está sobrando gente”, afirma Zylberztajn.

O cenário revelado pelos números foi encontrado pela analista de recursos humanos Ceciliana Gomes de Andrade, 29, na sua busca por trabalho. Mesmo com formação superior, ela não conseguiu mais do que bicos de garçonete desde que ficou desempregada, há oito meses.

“O piso de um assistente de recursos humanos é R$ 1.200, mas estou fazendo entrevistas para operadora de telemarketing, que paga de R$ 880 a R$ 917”, diz. “Nem isso estou conseguindo”.

Andrade conta que, à medida que as vagas se escassearam, os empregadores aumentaram as exigências. “Querem contratar o melhor dos melhores candidatos pagando menos”, explica. “No meu caso, exigem experiência, e não trabalho com telemarketing desde 2009, quando entrei na faculdade e consegui um emprego melhor.”

O marido dela também perdeu o emprego que tinha registrado na carteira. Trabalhava como chapeiro numa padaria e agora faz bico para um restaurante popular, tentando atrair clientes nas ruas.

Folha de São Paulo

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Menor é detido e diz que matou aluno em escola por guerra entre facções, em João Pessoa

Menor morto dentro da escola
Menor morto dentro da escola

Um adolescente de 16 anos foi detido nessa segunda-feira (19) suspeito de matar um menor de 13 anos dentro de uma escola estadual no bairro de Mangabeira, em João Pessoa, na segunda (12). O suspeito confessou o crime e disse que matou por causa da guerra entre facções. Esse é o segundo envolvido detido pela morte do aluno.

De acordo com o delegado de Menor infrator de João Pessoa, Gustavo Carleto, o adolescente foi apreendido no mesmo bairro onde o crime aconteceu e era aluno da escola. Ele confessou a autoria do assassinato e narrou como tudo aconteceu.

“O menor bastante frio disse que matou por causa da guerra entre bairros. A vítima insultava, daí ele se armou com uma faca e praticou o crime. Antes de matar, deu um soco no rosto do estudante que ao cair desmaiado foi atingido com uma facada no peito. A cabeça dele foi pisoteada”, disse o delegado.

O menor apreendido foi apresentado ao juizado de menor e foi encaminhado para o Centro Educacional do Adolescente (CEA) de João pessoa. O outro suspeito envolvido continua detido.

portalcorreio

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Detido menor suspeito de matar estudante a tesourada e paulada em escola de JP

delagaciaFoi detido na noite desta quinta-feira (15) um adolescente suspeito de assassinar um estudante de 13 anos a tesourada e paulada dentro da Escola Jacy Costa, na tarde da última segunda-feira (12), no bairro de Mangabeira, na Zona Sul de João Pessoa. Segundo a Polícia Civil, a apreensão ocorreu no mesmo bairro onde o crime aconteceu, nas proximidades da casa do rapaz apontado como autor do crime.

O suspeito, de 16 anos, foi encaminhado para a Delegacia da Infância e da Juventude. Até o fechamento desta matéria, ele ainda não havia prestado depoimento e a polícia ainda iria decidir para onde ele seria encaminhado.

Policiais que registraram a apreensão informaram que o suspeito não estudava na escola onde o assassinato ocorreu. Ele não alegou quais teriam sido as motivações para o crime.

portalcorreio

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Idosa tenta esfaquear assaltante, mas é morta por menor em SP, diz polícia

sireneUma idosa de 78 anos foi morta ao tentar esfaquear um assaltante para evitar um assalto dentro de sua própria residência no bairro Santa Terezinha, em Serra Azul (SP), na tarde de domingo (11). De acordo com o delegado da cidade, Alexandre Dahur, o corpo da mulher foi encontrado na tarde desta terça-feira (13). A vítima morreu sufocada. Ela foi encontrada com as mãos e os pés amarrados, e com um saco na cabeça.

Segundo Dahur, a vítima foi encontrada por volta das 14h após uma mulher que vendia marmita para ela perceber que a idosa não estava mais comprando comida. “Ela foi fazer uma visita, chamou e a senhora não atendeu. Ela acionou um parente dela, que é policial militar, e ele entrou na casa, onde encontrou a vítima”, afirma.

A idosa foi achada com as mãos e pés amarrados, e com um saco na cabeça. Quando o policial chegou à residência da vítima, na Rua Almirante Barroso, moradores disseram a ele que um adolescente seria o possível suspeito do crime.

“Na verdade, na hora que a PM chegou ao local, populares começaram a informar que ele [adolescente] teria sido visto pelas redondezas. Ele já é conhecido na cidade como uma pessoa que comete crime patrimonial nas residências e estaria vendendo um botijão de gás nos dias que sucederam a ocorrência”, disse.

De acordo com o delegado, por volta das 16h, o jovem foi encontrado na residência da irmã dele, em uma rua sem nome, no bairro Cohab.

“O menor confessou e deu detalhes que só quem esteve no local poderia saber. O adolescente foi para furtar, segundo ele, e a idosa teria percebido sua presença dentro da casa. O suspeito ficou escondido dentro de um banheiro e segundo ele, a vítima teria saído com uma faca nas mãos, momento em que ele teria derrubado e amarrado a senhora. Como ela começou a gritar o menor colocou o saco na cabeça dela”, conta.

A Polícia Civil informou que o adolescente roubou R$ 30 e um botijão de gás, que foi vendido no domingo. Segundo Dahur, o adolescente foi apreendido e levado para o Núcleo de Atendimento Integrado (NAI). Ele já havia sido detido anteriormente por furtos e tráfico de drogas.

 

G1

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Comissão do Senado aprova salário menor para parlamentares

dinheiroA Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (29) a redução do subsídio mensal dos membros do Congresso Nacional de R$ 33.763,00 para R$ 26.723,13, uma redução de 20,8%. O texto acolhido é um substitutivo da senadora Regina Sousa (PT-PI) ao Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 367/2015, da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Apresentado em 2015, o projeto, na versão original, corta o subsídio dos parlamentares em 10% e mantém o valor congelado enquanto vigore qualquer impedimento à concessão de reajustes aos servidores públicos.

A relatora Regina Sousa optou, no entanto, por apresentar um substitutivo fixando o valor do subsídio em R$ 26.723,13 por prazo indeterminado.

– Quando votamos medidas de cortes de gastos para toda a sociedade, precisamos ter a coragem para sairmos da nossa zona de conforto e para não ficarmos encastelados nos nossos privilégios – argumentou a relatora.

A aprovação do projeto, segundo Regina Sousa, terá repercussão em todas as Casas Legislativas do país, porque o subsídio dos membros do Congresso Nacional é referência para a fixação da remuneração dos deputados estaduais e distritais e dos vereadores.

O projeto terá de ser votado pelo Plenário do Senado e, para se converter em norma, precisará ser aprovado também pela Câmara dos Deputados.

Senado

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Projeto defende divulgação de imagem de menor infrator; Procuradoria critica

plenario-da-camara-federalUm Projeto de Lei em tramitação no Congresso Nacional quer alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente para permitir a divulgação da imagem de menores de 18 anos a quem se atribua ato infracional. Conforme divulgado pela Câmara dos Deputados, o texto, de autoria do parlamentar Marcos Rogério (PDT-RO) aguarda parecer do relator na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

Recentemente, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, encaminhou ao Congresso Nacional nota técnica dizendo que a proposta viola diretrizes constitucionais, assim como tratados e convenções firmados pelo Brasil na área – tais como a Convenção sobre os Direitos da Criança, as Diretrizes das Nações Unidas para a Prevenção da Delinquência Juvenil e as Regras Mínimas das Nações Unidas para a Administração da Justiça Juvenil (Regras de Beijin).

“A exposição pública de crianças e adolescentes que cometeram atos infracionais contraria claramente o art. 227 da Constituição, porque desconhece a sua peculiar condição, colocando-os no mesmo plano dos adultos. Além disso, estigmatiza-os em definitivo, inviabilizando, em larga medida, o completo e maduro desenvolvimento de sua personalidade, colocando por terra o princípio da absoluta prioridade definido para esse grupo populacional”, destaca o texto.

A nota técnica diz que o princípio da prioridade absoluta está pautado na compreensão contemporânea das singularidades da infância e da adolescência – com ênfase nos planos social, psicológico e biológico, que demonstram a importância definitiva dessas fases da vida humana na construção da personalidade.

“De acordo com a Convenção sobre os Direitos da Criança, subscrita internamente por meio do Decreto Nº 99.710/90 e dotada de status supralegal, o Estado deve reconhecer, frente à criança ou ao adolescente acusado ou declarado culpado por infração penal, o direito à promoção e ao estímulo do seu sentido de dignidade e de valor, assegurando-se, entre outras garantias, o respeito pleno à vida privada do infrator durante todas as fases do processo”.

No documento, a Procuradoria ressalta que é dever de todos zelar pela dignidade da criança e do adolescente e protegê-los de ameaças ou violações aos seus direitos. O texto reitera que o referido projeto de lei – seja na forma do seu texto original, seja na forma do substitutivo aprovado na Comissão de Ciência e Tecnologia – contraria os pressupostos da doutrina da proteção integral, “comprometendo a concretização de uma sociedade livre, justa e solidária, objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, tal qual previsto no art. 3º da Constituição Federal”.

portalcorreio

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Menor depõe e delegacia começa apurar denúncia contra Célio Alves

celioA delegada Desirée Cristina Rodrigues Vasconcelos, revelou, nesta quinta-feira (27), que a ex-namorada do ex-secretário-executivo da Comunicação Institucional da Paraíba, Célio Alves, uma adolescente de 16 anos, prestou depoimento na Delegacia da Mulher Norte, localizada na avenida Pedro II, de João Pessoa (PB), nesta quarta-feira (26).

Em contato com a reportagem do Portal MaisPB, a delegada disse que não poderia dar detalhes do depoimento, pois o inquérito é sigiloso. “O que posso dizer é que a investigação começou e estamos tratando como qualquer outro. Estamos arregimentando provas e testemunhas para depois apresentá-las ao Ministério Público e à Justiça”, disse.

Secretário nega agressões e vê armação

Nas redes sociais, o radialista Célio Alves se pronunciou negando as acusações. Ele se disse vítima de uma “trama sórdida que se articulou para denegrir minha imagem e obter vantagens políticas e/ou financeiras”.

Célio informou ter sido agredido pela companheira e a responsabilizou pela destruição dos móveis de seu apartamento. O secretário postou imagens de hematomas pelo corpo e garantiu que em nenhum momento revidou as agressões.

Ele também publicou cópias de boletim de ocorrência, registrado seis dias depois do conflito, precisamente na última terça-feira (18).

Confira a postagem do secretário nas redes sociais

Uso este espaço para tratar de algo eminentemente pessoal, e só agora, pois não o fiz antes para preservar as pessoas envolvidas e por entender que questões de ordem pessoal não devem ser levadas a público. Mas, diante da trama sórdida que se articulou para denegrir minha imagem e obter vantagens políticas e/ou financeiras, não me resta outra opção que não seja a de trazer a verdade ao conhecimento de todos.

No último dia 12, no interior do meu apartamento, ao terminar um relacionamento amoroso de quase 10 meses de duração, fui surpreendido pela reação furiosa e descontrolada da jovem Kawanny Holmes, até então gente de expressão angelical.

Presenciei ela tentando destruir o interior do imóvel, atirando o que encontrava pela frente. Como se não bastasse, partiu para agredir-me fisicamente, como provam os hematomas que podem ser observados nas fotografias que consegui produzir.

Em nenhum momento, eu revidei qualquer das agressões, me limitando a pedir a ela que se acalmasse. Como não fui atendido, liguei pra sua avó (Mércia Holmes), que por estar em Itatuba, onde reside, orientou-me a chamar uma parente de nome Sandra para que esta acalmasse e levasse consigo a jovem furiosa. Assim eu procedi.

Ao chegar, Sandra ficou impossibilitada de entrar no apartamento, pois as chaves haviam sumido. A jovem Kawanny, de pronto, declarou ter jogado as chaves de cima do 4º andar. Eu, então, autorizei a Sandra que chamasse alguém pra arrombar a porta, bem como autorizei que acionasse a Polícia.

À essa altura dos fatos, a jovem descontrolada tentou se jogar do prédio. Foram cerca de 10 tentativas. Nenhuma delas se consumou graças à minha intervenção, que a segurei contra a sua vontade. Os vídeos que produzi (por estalo divino tive a ideia de gravar) provam isso. Em algumas das tentativas de suicídio, a moça já havia colocado parte do corpo do lado de fora da varanda do 4º andar.

Em meio à turbulência, eu consegui chamar, por telefone, Dona Raimunda, pessoa que trabalha como doméstica em meu apartamento, e um chaveiro. Ela possuía uma cópia da chave. Ele faria uma na hora ou arrombaria. Antes que chegassem, a Polícia Militar chegou.

As chaves já não funcionavam mais, devido ao fato de a fechadura ter sido danificada com as tentativas de arrombamento. Após isso, a jovem Kawanny, vendo que as chaves já não serviam, foi buscar duas que, ao contrário do que disse (jogado fora), escondeu num móvel.

Aos policiais, eu disse, por mais de uma vez, que arrobassem a porta. Eles preferiram aguardar uma furadeira que o chaveiro foi buscar. Com ela, finalmente, conseguiram entrar no imóvel.

Com a entrada de todos, à Polícia eu relatei os fatos. Às autoridades, então, colheram dados pessoais dos presentes. Na presença dos PMs, tanto Sandra (prima) quanto Kawanny nada disseram. Uma acusação sequer fizeram contra mim.

Depois disso, todos foram embora.

Na noite da mesma quarta-feira, eu recebi mensagem da jovem Kawanny, via whatsapp, fazendo juras de amor e pedindo perdão pelo comportamento e pelas agressões. O print dessa mensagem eu compartilhei com sua avó, sua mãe e seu pai. Ainda juntarei na apuração policial e em eventual processo judicial.

Na madrugada da mesma quarta, enviei os vídeos do ocorrido para avó da jovem, relatando os fatos. A reação dela foi favorável a mim. Eu sugeri, inclusive, que tratasse a jovem com um psiquiatra, pois claramente ela teve um surto, um acesso de fúria, coisa que nunca ocorrera.

Ao pai dela (Klinton Holmes) eu também enviei o conteúdo. Dele, recebi apoio, por compreender o ocorrido.

Para minha surpresa, fui informado por amigos que estavam recebendo informação de Kawanny e de sua avó, acusando-me de agressão, acompanhada de um recorte descontextualizado do vídeo que eu mesmo produzi.

Elas ainda teriam remetido o conteúdo e as acusações a adversários políticos meus, como Raniery Paulino e Zenóbio Toscano. Como se não bastasse, também mantiveram contato com a jornalista Pâmela Bório.

É de se perguntar:

Eu teria chamado uma prima da jovem, bem como sua avó, à minha residência, se estivesse a agredí-la?

Eu teria chamado a Polícia ao meu imóvel se estivesse a agredir a jovem?

Eu teria chamado minha funcionária pra abrir a porta se estivesse a agredir a jovem?

Eu teria chamado o chaveiro pra abrir a porta se estivesse agredindo a jovem?

Eu teria autorizado que arrombassem a porta se estivesse agredindo a jovem?

Por que, na presença da polícia, a jovem e sua prima não me acusaram?

Por que não foram a uma delegacia de polícia denunciar, diferentemente de mim, que registrei tudo na delegacia (conforme provo nesta postagem)?

Por que a jovem enviou-me longa mensagem pedindo-me perdão e confessando as agressões contra mim?

Por que a avó dela posicionou-se em meu favor?

Por que o pai dela também ficou do meu lado, o lado da verdade?

Está claro que alguém mudou de posição e busca obter vantagens políticas, pois preferiu juntar-se a adversários políticos meus ao invés de recorrer às autoridades competentes para apurar os fatos. Quem foi à polícia fui eu.

Sou pobre e venci na vida dizendo a verdade, mesmo tendo que enfrentar o ódio de alguns. Nunca os temi e não será agora que haverei de temer. Vou até o fim na elucidação de tudo, e, ao final, processarei meus caluniadores, sejam quantos forem. Não permitirei que achaquem contra a minha honra. Como também não cederei a chantagens. De mim não arrancarão um centavo, nem me verão de joelhos perante a mentira.

Confio em Deus, nas autoridades e no tempo.

Exoneração

Após denúncias de suposta agressão à ex-namorada, Célio Alves divulgou nota a imprensa, na manhã da última sexta-feira (21), comunicando o afastamento do cargo. Sua exoneração foi publicada ontem no Diário Oficial.

Na nota, Célio trata a denúncia como trama arquitetada para lhe prejudicar. “Em razão da escancarada exploração política da trama arquitetada contra mim, e para ter o tempo dedicado à cobrança da rigorosa apuração de tudo, comuniquei ao governador Ricardo Coutinho, na manhã desta sexta (21), minha irrevogável decisão de me afastar do cargo”, diz a nota.

Após a polêmica, Célio Alves entrou em contato com o Portal MaisPB, e disse que “em nenhum momento, nem a menor, nem os familiares dela, procuraram a polícia para denunciá-lo”. Ele acrescentou que a única queixa registrada até agora foi feita por ele, conforme boletim de ocorrência registrado última terça-feira (18).

O ex-secretário lembra que no dia do episódio solicitou pessoalmente a presença da Polícia Militar no seu apartamento.Ele também “estranha os familiares da adolescente não terem acionado à Polícia e terem buscado contato com a adversários políticos, dele e do governo”.

Confira a nota na integra abaixo:

NOTA

Em razão da escancarada exploração política da trama arquitetada contra mim, e para ter o tempo dedicado à cobrança da rigorosa apuração de tudo, a partir do próprio registro policial que fiz no último dia 18/10, comuniquei ao governador Ricardo Coutinho, na manhã desta sexta (21), minha irrevogável decisão de me afastar do cargo de secretário-executivo da Comunicação Institucional da Paraíba, que até então ocupei com afinco e probidade.

Agradeço ao governador Ricardo pela confiança que o fez nomear-me para o referido cargo, mas agora vou seguir a defender em outros espaços o projeto político que tem transformado a Paraíba para melhor.

É hora de lutar pelo prevalecimento da verdade, preservando meu nome e buscando reparação cível e criminal, na Justiça, contra os que a trama engendraram e os que a propagam.

“Viver é lutar.
A vida é combate
Que aos fracos abate
Que aos fortes, os bravos,
Só pode exaltar”

Célio Alves

MaisPB

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