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Vacina contra quatro tipos de meningite é ofertada em todas as cidades da Paraíba

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) disponibilizou doses da vacina ACWY, que protege crianças e adolescentes entre 11 e 12 anos de quatro tipos de meningite, para todos os 223 municípios da Paraíba. A doença provoca inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser causada por vírus ou por bactéria.

A SES chama a atenção de pais e responsáveis para que coloquem em dia a caderneta de vacinação dos filhos.

“Com a pandemia muitos pais estão deixando de levar as crianças aos postos por medo do coronavírus, mas é importante lembrar que há outras doenças preveníveis que ainda estão circulando. É muito importante que os adolescentes de 11 e 12 anos tomem a dose da ACWY”, destacou a técnica do núcleo de imunização, Milena Vitorino.

A rede pública também oferece a vacina contra o sorotipo C, que é indicada para bebês em três doses, aplicadas aos 3 e 5 meses e com reforço aos 12 meses.

A vacina ACWY pode ser administrada no mesmo momento em que outras vacinas do calendário nacional de vacinação do adolescente.

G1

 

Meningite matou 11 em 2019 e tem sete casos suspeitos em 2020

Depois de uma criança de oito anos morrer vítima de meningite em Cajazeiras, de acordo com o laudo clínico do Hospital Universitário Júlio Moreira (HUJM), onde estava internada, a Saúde do Estado reacende a necessidade de alerta aos cuidados necessários para que a doença não se prolifere. Em 2019, o número de casos notificados por meningite no estado foi de 127, com 38 confirmações, sendo 11 mortes.

Neste ano, pelo menos oito casos foram registrados: um foi descartado e os outros sete são investigados pela Secretaria de Saúde da Paraíba (SES), dentre eles o de Cajazeiras. Um novo caso suspeito na cidade foi identificado nesta sexta-feira (21), em uma menina de oito anos, do município de São José de Piranhas, no Sertão. Ela foi diagnosticada pelo hospital com meningite pneumocócica, mas a Secretaria de Saúde do Estado ainda considera o caso como “suspeito”. Ela está internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Infantil de Patos, para onde foi transferida.

Segundo a SES, outro tipo de investigação é feita para confirmar a doença, diferentemente do laudo médico hospitalar. Cerca de 60 dias são necessários para a Vigilância de Saúde confirmar ou não um caso, por isso as duas situações identificadas em Cajazeiras, confirmadas pelo hospital, ainda são tratadas como “suspeitas” pela Pasta.

Ao Portal Correio, o infectologista Fernando Chagas informou que, por terem o sistema imunológico ainda em formação, as crianças se tornam mais suscetíveis ao adoecimento, fazendo necessário que eles sejam prioritariamente imunizadas. Os idosos também preocupam, pois têm o sistema imunológico mais baixo.

No Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica. Os casos são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais. A ocorrência das meningites bacterianas é mais comum no outono-inverno e das virais na primavera-verão.

O que é meningite

As meninges são as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e ocorre meningite quando há uma inflamação desse revestimento, causada por bactérias, vírus, alergias a medicamentos, câncer ou outros agentes.

Segundo Fernando Chagas, entre os agentes infecciosos, as meningites bacterianas e as virais são as mais importantes do ponto de vista da saúde pública e também as que causam mais preocupação, devido à magnitude, com capacidade de causar surtos e, no caso da meningite bacteriana, devido à maior gravidade.

Sintomas

É necessário ter atenção em relação aos sintomas, pois o retardo no início do tratamento implica em uma taxa de letalidade maior. Em situações epidêmicas, a meningite pode atingir pessoas de qualquer faixa etária, principalmente as não vacinadas.

Altos graus de febre, vômitos, dores na cabeça e no pescoço são alguns dos sintomas de uma pessoa que está com doença meningocócica (DM) pode apresentar. Mal-estar, rigidez na região da nuca e manchas roxas na pele são outros indicativos, de acordo com o infectologista.

Transmissão

Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão da meningite bacteriana ocorre, geralmente, de pessoa a pessoa, por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções das vias aéreas superiores (do nariz e da garganta). Já na meningite viral a transmissão é fecal-oral.

• Meningite Bacteriana

Geralmente, as bactérias que causam meningite bacteriana se espalham de uma pessoa para outra por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta. Já outras bactérias podem se espalhar por meio dos alimentos, como é o caso da Listeria monocytogenes e da Escherichia coli.

É importante saber que algumas pessoas podem transportar essas bactérias dentro ou sobre seus corpos sem estarem doentes. Essas pessoas são chamadas de “portadoras”. A maioria dessas pessoas não adoece, mas ainda assim pode espalhar as bactérias para outras pessoas.

• Meningite Viral

As meningites virais podem ser transmitidas de diversas maneiras a depender do vírus causador da doença.

No caso dos Enterovírus, a contaminação é fecal-oral, e os vírus podem ser adquiridos por contato próximo (tocar ou apertar as mãos) com uma pessoa infectada; tocar em objetos ou superfícies que contenham o vírus e depois tocar nos olhos, nariz ou boca antes de lavar as mãos, trocar fraldas de uma pessoa infectada, depois tocar nos olhos, nariz ou boca antes de lavar as mãos, beber água ou comer alimentos crus que contenham o vírus.

Já os Arbovírus são transmitidos por meio de picada de mosquitos contaminados.

• Meningite causada por fungos

A meningite fúngica não é transmitida de pessoa para pessoa. Geralmente os fungos são adquiridos por meio da inalação dos esporos (pequenos pedaços de fungos) que entram nos pulmões e podem chegar até as meninges (membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal).

Alguns fungos encontram-se em solos ou ambientes contaminados com excrementos de pássaros ou morcegos.

Já um outro fungo, chamado Candida, que também pode causar meningite, geralmente é adquirido em ambiente hospitalar.

• Meningite causada por parasitas

Os parasitas que causam meningite não são transmitidos de uma pessoa para outra, e normalmente infectam animais e não pessoas. As pessoas são infectadas pela ingestão de produtos ou alimentos contaminados que tenha a forma ou a fase infecciosa do parasita.

Diagnóstico

Os principais exames para o esclarecimento diagnóstico de casos suspeitos de meningite são: exame quimiocitológico do líquor; bacterioscopia direta (líquor); cultura (líquor, sangue, petéquias ou fezes); contra-imuneletroforese cruzada – CIE (líquor e soro); aglutinação pelo látex (líquor e soro).

O aspecto do líquor, embora não considerado um exame, funciona como um indicativo. O líquor normal é límpido e incolor, como “água de rocha”. Nos processos infecciosos, ocorre o aumento de elementos figurados (células), causando turvação, cuja intensidade varia de acordo com a quantidade e o tipo desses elementos.

Tratamento

Devido à gravidade do quadro clínico, os casos suspeitos de meningite sempre são internados nos hospitais, por isso, ao se suspeitar de um caso, é urgente a procura por um pronto-socorro hospitalar para avaliação médica.

Para tratamento das meningites bacterianas, faz-se uso de antibioticoterapia em ambiente hospitalar, com drogas de escolha e dosagens terapêuticas prescritas pelos médicos assistentes do caso.

Para as meningites virais, na maioria dos casos, não se faz tratamento com medicamentos antivirais. Em geral as pessoas são internadas e monitoradas quanto a sinais de maior gravidade, e se recuperam espontaneamente.

Porém alguns vírus como herpesvírus e influenza podem vir a provocar meningite com necessidade de uso de antiviral específico. A devida conduta sempre é determinada pela equipe médica que acompanha o caso.

Nas meningites fúngicas o tratamento é mais longo, com altas e prolongadas dosagens de medicação antifúngica, escolhida de acordo com o fungo identificado no organismo do paciente. A resposta ao tratamento também é dependente da imunidade da pessoa, e pacientes com história de HIV/AIDS, diabetes, câncer e outras doenças imunodepressoras são tratados com maior rigor e cuidado pela equipe médica.

Nas meningites por parasitas, tanto o medicamento contra a infecção como as medicações para alívio dos sintomas são administrados por equipe médica em paciente internado. Nestes casos, os sintomas como dor de cabeça e febre são bem fortes, e assim a medicação de alívio dos sintomas se faz tão importante quanto o tratamento contra o parasita.

Prevenção

A meningite é uma síndrome que pode ser causada por diferentes agentes infecciosos. Para alguns destes, existem medidas de prevenção primária, tais como vacinas e quimioprofilaxia.

As vacinas estão disponíveis para prevenção das principais causas de meningite bacteriana. As que constam no calendário de vacinação da criança do Programa Nacional de Imunização são:

– Vacina meningocócica conjugada sorogrupo C: protege contra a Doença Meningocócica causada pelo sorogrupo C;

– Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada): protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite;

– Pentavalente: protege contra as doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae sorotipo b, como meningite, e também contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B;

– BCG: protege contra as formas graves da tuberculose.

Outras formas de prevenção incluem: evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e limpos.

 

 

portalcorreio

 

 

Criança morre vítima de meningite no Sertão da Paraíba

Uma criança de oito anos morreu vítima de meningite, em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, nessa quarta-feira (19). Ela era do município de Cachoeira dos Índios e deu entrada no Hospital Universitário Júlio Moreira (HUJM) no último dia 13. Devido ao avanço da doença, não foi possível reverter o quadro.

A superintendente do hospital, Mônica Paulino, disse que a criança foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e os pais dela relataram que a menina tomava medicação para infecção no ouvido.

Segundo a médica, a criança chegou à unidade de saúde em estado muito grave e com sinais sugestivos de meningite. Um exame foi feito e constatou a meningite meningocócica. A partir disso, foi feito o tratamento para esse tipo da doença e ela recebeu os cuidados de estabilização.

A menina foi mantida na unidade hospitalar recebendo cuidados paliativos e terapia de antibióticos para reduzir os riscos de transmissão. Depois, foi realizado exame de eletroencefalograma e foi diagnosticada a morte encefálica.

Os parentes e a equipe que tiveram contato com a criança já fizeram exame para saber se foram contagiados e receberam medicação preventiva. Não há suspeita de outros casos na região.

Meningite

De acordo com o Ministério da Saúde, a meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A meningite pode ser causada por vírus ou por bactéria, que é mais grave.

O risco de contrair meningite é maior entre crianças menores de cinco anos, principalmente até um ano, no entanto pode acontecer em qualquer idade. A principal forma de prevenir a meningite é por meio da vacinação.

No Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica. Casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais. A ocorrência das meningites bacterianas é mais comum no outono-inverno e das virais na primavera-verão.

Segundo o Ministério da Saúde, todas as faixas etárias podem ser acometidas pela doença, porém o maior risco de adoecimento está entre as crianças menores de 05 (cinco) anos, especialmente as menores de um ano de idade. Na doença causada pela bactéria Neisseria meningitidis, além das crianças, os adolescentes e adultos jovens têm o risco de adoecimento aumentado em surtos.

Na meningite pneumocócica (causada pelo Streptococcus pneumoniae) idosos e indivíduos portadores de quadros crônicos ou de doenças imunossupressoras também apresentam maior risco de adoecimento. O sexo masculino também é o mais acometido pela doença.

Conforme o Ministério da Saúde, a meningite tem cura. No entanto, é necessário assistência médica na vigência dos sintomas. A depender do agente causador da doença, em alguns casos, podem ocorrer sequelas como: surdez, crises de epilepsia, danos cerebrais, amputação de membros, dificuldades de aprendizagem além de problemas comportamentais.

 

portalcorreio

 

 

Prefeito paraibano nega surto de meningite e dispara: ‘criação da imprensa terrorista’

Após a morte misteriosa de três crianças em um período de 20 dias em Alagoa Nova, no Brejo paraibano, o prefeito da cidade Aquino Leite (PSDB)  negou na manhã desta quinta-feira (4) que os óbitos sejam devido a um surto de meningite, o laudo médico do Hospital de Trauma de Campina Grande aponta infecção como a causa das mortes. O gestor criticou a imprensa, acusando que fazer “terrorismo” com o caso.

“Ninguém tem que preocupar, eu entendo naturalmente a preocupação das famílias e moram no nosso município, que se assustam, principalmente com essas notícias divulgadas de forma terrorista, de que estão tendo casos de meningite. Como a secretaria já afirmou, mais uma vez, não há nenhum surto de meningite em Alagoa Nova”, declarou Leite em entrevista ao programa Paraíba Verdade, da Rádio Arapuan FM.

A 3ª Gerência Regional de Saúde também se pronunciou negando os casos, através da gerente Joelma Grace. “Com relação aos casos de Alagoa Nova, eu gostaria de esclarecer com esses óbitos não foram causados por meningite foram causados por outras enfermidades que não tem a ver com quadro de meningite”, explicou.

Eles reforçaram, no entanto, a importância dos pais em manter a carteira de vacinação dos filhos em dia.

Blog do Márcio Rangel 
Joab Freire

 

 

Meningite assusta pais de crianças pequenas e pode ser confundida com gripe

mae-e-filhaSão muitos os quadros de meningite, já que essa é uma doença que pode ser causada por diferentes agentes –dentre os quais, vírus e bactérias–, que apresentam variados sintomas e níveis de gravidade. Buscar informações sobre o mal é importante para não negligenciar um quadro bacteriano nem se desesperar diante de uma meningite viral, que geralmente é a sua forma mais branda.

O Brasil é um dos países que considera meningite uma doença endêmica –casos são esperados durante todo o ano–, porém quadros virais são mais comuns no verão e bacterianos, no inverno, podendo ocorrer surtos.

Confira nove perguntas e respostas sobre a doença.

1 – O que é meningite?

É um termo amplo usado para fazer referência à inflamação das meninges (as três membranas que envolvem e protegem o encéfalo, no cérebro, e a medula espinhal) e outras partes do sistema nervoso central. Essa inflamação pode surgir a partir de uma ampla variedade de doenças infecciosas ou não. Quando tem origem infecciosa, a inflamação acomete o corpo quando um microrganismo –como uma bactéria ou um vírus– ataca as meninges.

2 – Quais os tipos da doença?

A meningite pode ser viral, mais comum em crianças. Ela pode ser causada por alguns vírus principais: enterovírus, arbovírus, vírus do sarampo e da caxumba, adenovírus e vírus herpes simples. Também existem as meningites bacterianas, cujos agentes mais comuns são as bactérias meningococos, pneumococos e hemófilos, transmitidas pelas vias respiratórias ou associadas a quadros infecciosos de ouvido, por exemplo.

Há também casos mais raros de meningites provocadas por fungos ou pelo bacilo de Koch, o mesmo que causa a tuberculose.

3 – Que exame é feito para confirmar o diagnóstico de meningite?

É necessário fazer a coleta de líquido cefaloraquidiano (líquor), retirado preferencialmente por meio de punção na região lombar da coluna, e de sangue, para identificar com precisão o que está causando os problemas apresentados pelo doente.

4 – É preciso isolar o doente do convívio com as demais pessoas da casa?

Sim, pois o contágio pode ocorrer quando o doente tosse, espirra, beija ou toca com as mãos sujas outras pessoas e usa objetos que serão manipulados por quem está ao redor. Por isso, as crianças não devem ir à escola, e a direção precisa ser notificada imediatamente após o diagnóstico médico ser confirmado, para que notifique os órgãos de saúde públicos competentes sobre o caso. Isso serve para as autoridades avaliarem se é necessária a realização da quimioprofilaxia (espécie de dedetização com substâncias para evitar a propagação da doença) no colégio. A notificação é obrigatória para todo e qualquer caso de meningite.

5 – Existem maneiras de prevenção?

Sim. Caprichar na higiene pessoal e manter a carteira de vacinação em dia são dois dos cuidados mais importantes. Outros: não secar as mãos em toalhas úmidas –dando preferência sempre que possível às descartáveis–, higienizar muito bem legumes, frutas e verduras antes do consumo e manter utensílios de uso individual para cada pessoa da casa (como toalhas de rosto e de banho), principalmente no caso de crianças.

6 – Todos os tipos de meningite são gravíssimos?

Não. As pessoas normalmente se recuperam de uma meningite viral dentro de uma a duas semanas, sem problemas a longo prazo. Claro que isso depende muito da saúde do paciente (pessoas com sistema imunológico comprometido inspiram mais cuidados). A exceção são bebês com menos de três meses, especialmente nos casos causados pelos vírus herpes simples –esse cenário é grave.

Já a meningite causada por bactérias é agressiva e considerada emergência médica, pede ação rápida, pois pode levar o doente à morte em horas.

7 – Como são tratados os quadros de meningite? Todos necessitam de internação?

No caso da meningite viral, uma vez que os médicos tenham certeza do diagnóstico, em geral, a internação acontece por cautela, para acompanhamento médico mais próximo, hidratação e maior conforto do doente. É comum serem prescritos antitérmicos e analgésicos, que aliviam os sintomas, tal como é praxe no tratamento de outros males provocados por vírus. Para quadros bacterianos, a internação é fundamental, dado à gravidade do caso e porque é necessário ministrar antibióticos diretamente na veia do paciente.

8 – Quais os sintomas típicos da doença?

Nas meningites causadas por vírus, pode parecer que a pessoa está com gripe, em função dos sintomas mais leves. O doente apresenta febre, dor de cabeça, rigidez da nuca, falta de apetite e irritação.

Já quando a meningite é causada por bactérias, o caso é mais grave e o quadro do doente, mais delicado. Rapidamente, ele apresenta febre alta, mal-estar, vomita, tem dores fortes de cabeça e no pescoço e sente dificuldade para encostar o queixo no peito. Manchas roxas podem aparecer espalhadas pelo corpo, e a pessoa ter o nível de consciência alterado, um sinal de que a infecção está se espalhando pelo sangue. Em bebês, um sinal da doença é a elevação da moleira.

9 – Existe vacina para a meningite?

Sim, mas apenas para a forma bacteriana da doença. São elas:

Vacina Meningocócica C Conjugada

Disponível no sistema público de saúde, onde é aplicada em crianças de dois meses a menores de cinco anos.

São três doses: uma aos três meses, uma aos cinco e uma aos 12 meses (podendo ser aplicada até os quatro anos).

Além dessas doses, a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) recomenda um reforço entre cinco e seis anos e outro aos 11 anos. Quem segue a recomendação tem de fazê-la em clínicas particulares, arcando com os custos.

A partir de 2017, crianças e adolescentes de nove a 13 anos também vão receber uma dose da vacina meningocócica C na rede pública de saúde.

Vacina Meningocócica Conjugada Quadrivalente (ACWY)

Disponível somente na rede privada de saúde. A dose custa R$ 367 (o preço pode variar dependendo da clínica escolhida).

A primeira dose deve ser dada aos três meses de idade, com mais duas doses no primeiro ano de vida. A criança deve receber uma dose de reforço com um ano, uma com cinco anos e a última com 11.

Para adolescentes que nunca foram imunizados, são recomendadas duas doses, com intervalo de cinco anos entre elas.

Vacina Meningocócica B

Disponível somente na rede privada de saúde. A dose custa R$ 680 (o preço pode variar dependendo da clínica escolhida).

A SBP recomenda o uso rotineiro de quatro doses dessa vacina, uma aos três meses, uma aos cinco, uma aos sete e a última dose entre 12 e 15 meses.

No caso de crianças maiores e adolescentes não vacinados na infância, o ideal é que a vacina seja dada em duas doses, com intervalo de um ou dois meses entre elas.

Vacina Haemophilus Influenzae Tipo B

Disponível na rede pública de saúde, integra a vacina pentavalente.

Em clínicas particulares, faz parte das vacinas pentavalente e hexavalente e também pode ser encontrada em sua forma isolada.

É recomendada em três doses, aos dois, quatro e seis meses de idade. A SBP recomenda uma quarta dose entre 12 e 18 meses.

Crianças com mais de cinco anos e adolescentes não vacinados devem tomar duas doses, com intervalo de dois meses entre elas.

Consultoria: Marco Aurélio Sáfadi, presidente do Departamento Científico de Infectologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), Glaucia Varkulja, infectologista do Hospital Santa Catarina, em São Paulo, e Victor Nudelman, pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein, também na capital paulista.

Uol

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Anvisa suspende venda e uso de lotes da vacina contra meningite

 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária  (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (16) a  suspensão, em todo o país, da distribuição,  comercialização e do uso de 12 lotes da vacina  Meningitec® (vacina meningocócica C  conjugada), apresentação de 10 microgramas  (mcg), suspensão injetável, cartucho com  seringa de vidro preenchida com substância  incolor, de 0,5 mililitro (ml).

De acordo com a agência, a vacina é indicada na imunização ativa de crianças com mais de 3 meses, adolescentes e adultos para a prevenção de doença invasiva causada por Neisseria meningitidis do grupo C.

Segundo a Anvisa, a Wyeth Indústria Farmacêutica Ltda, empresa fabricante dos produtos, comunicou o recolhimento voluntário dos lotes após a constatação de unidades com partículas visíveis laranja-marrom avermelhadas móveis e imóveis de óxido de ferro no interior das seringas.

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“De acordo com as investigações, o desvio é resultado de desgaste no equipamento de envase, que liberou óxido no ferro no interior das unidades. A empresa também realizou uma avaliação de risco à saúde que indicou que o potencial risco para os pacientes é considerado baixo”, informou a fabricante.

A Anvisa acrescentou que, por se tratar de um grande número de lotes, haverá desabastecimento do produto no país, mas que há alternativas disponíveis no mercado brasileiro.

Confira abaixo o número dos lotes e as datas de fabricação e validade.

Agência Brasil

Secretaria de Saúde confirma 12º caso de meningite na Paraíba

hospitalMais um caso de meningite bacteriana foi confirmado na Paraíba. Segundo um levantamento da Secretaria Estadual de Saúde, este já é o 12º caso confirmado da doença em 2014 e o quarto caso na região de Campina Grande. Outros dois casos foram notificados como sendo da doença, mas foram descartados.

O registro mais recente foi feito no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande na segunda-feira (10). Um menino de um ano e 11 meses foi internado na unidade hospitalar após ser transferido do Hospital da Criança da cidade com suspeita da doença. A criança, que mora com a família em um sítio na zona rural da cidade de Boqueirão, no Cariri paraibano, apresentou os sintomas no sábado (8), quando a mãe do garoto desconfiou da doença.

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“Na noite do sábado ele começou a apresentar febre alta e vômito. Passou a noite toda com muita febre e os remédios não funcionavam. Também notei que ele estava muito sonolento e com a nuca enrijecida”, disse a mãe do menino, Vandercleide Oliveira, em entrevista à TV Paraíba. Ao chegar no Hospital de Emergência e Trauma, o garoto passou por vários exames e os resultados levaram ao diagnóstico de meningite causada por bactéria.

O menino está internado no isolamento da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do hospital. De acordo com o pediatra Eduardo Lira, o quadro de saúde da criança é estável. “A evolução está sendo satisfatória, o garoto respira espontâneamente e está consciente, se alimentando normalmente”, disse Eduardo. O médico disse também que que as chances de cura sem sequelas são altas, uma vez que o menino começou o tratamento rapidamente.

Outros casos
No sábado (8), um menino de seis anos morreu de meningite bacteriana em João Pessoa, após dar entrada no Hospital João Paulo II com queixas de sinusite e otite. Ele chegou a sofrer quatro paradas cardíacas e convulsões e não pôde ser transferido para o Hospital Universitário, referência no tratamento da doença.

Na quinta-feira (6), a empresária paraibana Diana Almeida, de 68 anos, morreu na Jamaica com suspeita de meningite, após três paradas cardíacas. Ela morava em Campina Grande e estava em um cruzeiro pela América Central, México e Estados Unidos quando teve um mal estar no sábado (1º). Ela desembarcou do navio e foi atendida em um posto médico e encaminhado para um hospital, onde os médicos detectaram uma infecção grave.

 

 

Do G1 PB

População teme possível surto de meningite em cidade do Sertão da Paraíba

A população de Pombal, no Sertão da Paraíba, está temendo um possível surto de meningite no município. Inclusive, um motorista que trabalhava no Hospital Regional da cidade morreu com suspeitas da doença.

Imagem Ilustrativa: Internet

Nas redes sociais Twitter e Facebook, moradores alertaram que as pessoas estão com medo até de sair de casa para não contrair a meningite bacteriana.

O funcionário do hospital, conhecido por Nerinho, de 47 anos, teria tido um contato no final do mês passado, com um jovem de 22 anos, que morava em São Bentinho, que também morreu com suspeita da doença, mas que foi negada a infecção por laudo médico.

Em contato com o Portal Correio, o assessor de comunicação da Prefeitura de Pombal, Claudionor Dantas, disse que os casos estão acontecendo com frequência, mas que a população não precisa ficar assustada.

Já a secretária de saúde do município, Rosilene Freitas, não foi encontrada até o momento para falar sobre o assunto.

Secretaria de Saúde do Estado

O Secretário de Saúde da Paraíba, Waldson de Sousa, disse que ainda é cedo para afirmar que o motorista tenha contraído a doença, pois é necessário um laudo do laboratório médico.

“A partir do exame, a vigilância confirma ou não cada caso. Isso vale para qualquer doença. Então a gente não tem anunciado antes do exame laboratorial”, declarou o secretário.

A doença

A meningite bacteriana é uma inflamação das meninges, (películas que envolvem o cérebro), causada por bactérias, que pode levar à morte em poucas horas, sendo por isso necessário atenção médica urgente quando essa doença é diagnosticada.

Os sintomas da meningite bacteriana são febre, dor de cabeça intensa, rigidez nucal, enjôo, vômito e recusa alimentar.

Felipe Silveira, do Portal Correio