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Mendes diz que Lei da Ficha Limpa parece ter sido ‘feita por bêbados’

gilmar-mendesO ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta quarta-feira (17) a Lei da Ficha Limpa, aprovada em 2010, que ampliou as hipóteses em que um político torna-se inelegível, ou seja, impedido de disputar eleições e assumir um mandato.
Durante julgamento sobre a inegibilidade de prefeitos que tiveram as contas de governo ou gestão desaprovadas, Mendes, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse que a lei parece ter sido feita por “bêbados”.

 

“Esta lei foi mal tão feita, que eu já disse no plenário… Sem querer ofender ninguém, mas já ofendendo, ou reconhecendo pelo menos, que parece que [a lei] foi feita por bêbados. É uma lei mal feita, nós sabemos disso. No caso específico, ninguém sabe se é contas de gestão ou contas [de governo]… No fundo, é rejeição de contas. E é uma lei tão casuística, queria pegar quem tivesse renunciado”, afirmou o ministro.

Na sessão, o plenário do STF discutia se um prefeito que teve as contas desaprovadas somente por um tribunal de contas (órgão auxiliar do Legislativo) poderia se tornar inelegível.
Gilmar Mendes criticava a própria redação da lei, que determinou a inegibilidade de candidatos que tiveram contas rejeitadas “pelo órgão competente”, sem especificar qual seria esse órgão: se a câmara municipal ou um tribunal de contas.
Ainda na semana passada, por maioria, os ministros decidiram que a desaprovação por um tribunal de contas não basta para tirar um prefeito da disputa — seria necessário também uma rejeição por ao menos 2/3 da câmara dos vereadores.
Na sessão desta quarta, os ministros voltaram a analisar o tema para fixar uma tese (uma regra geral para aplicação pelas demais instâncias da Justiça). O ministro Luiz Fux chegou a sugerir que o novo entendimento da Corte valesse só para 2018, o que foi rejeitado pelos demais.
Os ministros também discutiram o que aconteceria se, após a rejeição das contas por um tribunal de contas, a câmara dos vereadores não analisasse as contas.
Chegou-se à conclusão que a omissão pelo Legislativo não inviabiliza a candidatura, mas também não impede que os parlamentares venham a ser responsabilizados por descumprir tal dever e o que prefeito fique isento de ações por improbidade ou criminais em caso de má gestão dos recursos públicos.

G1

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Gilmar Mendes autoriza continuação de inquérito sobre Aécio Neves

aecio_nevesO ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (2) o prosseguimento da investigação contra o senador Aécio Neves, presidente do PSDB, e a coleta de provas no inquérito sobre o suposto envolvimento em corrupção em Furnas.

Em nota, Aécio disse que é papel do Ministério Público investigar citações e acusações e que ao final, provará sua inocência (veja a íntegra da nota ao final desta reportagem).

Há três semanas, Gilmar Mendes, que é o relator do caso no STF, suspendeu a investigação e pediu que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reavaliasse se queria manter os pedidos diante de uma documentação apresentada por Aécio Neves.

Para o ministro, a petição do parlamentar poderia demonstrar que a retomada das investigações ocorreu sem que houvesse novas provas, o que contraria o entendimento do Supremo.

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O procurador-geral, no entanto, manteve o pedido original que fez ao STF e pediu o prosseguimento da investigação, baseado na delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral. Janot também pediu o desarquivamento da citação feita pelo doleiro Alberto Youssef sobre o parlamentar.

Segundo o pedido de investigação de Janot, Youssef disse que Aécio “dividia” uma diretoria de Furnas com o PP, e que ouviu isso do ex-deputado José Janene, já falecido. De acordo com o pedido, o doleiro afirmou ainda que ouviu que o senador do PSDB recebia valores mensais, por meio de sua irmã, por uma das empresas contratadas por Furnas. Delcídio confirmou as informações em dua delação premiada.

Investigação
Ao opinar pelo prosseguimento da investigação, o procurador destacou que a decisão de investigar é do procurador e o Judiciário não pode usurpar uma competência do Ministério Público. Segundo o procurador, a suspensão das diligências por parte de Gilmar Mendes pode ser considerada uma “incontornável violação ao princípio acusatório”.

Na decisão que autorizou o prosseguimento do inquérito, Gilmar Mendes disse que a investigação não é “uma propriedade do Ministério Público e da polícia, imune à interferência judicial”. E disse que o juiz tem o dever de arquivar inquéritos que sejam incabíveis.

O ministro destacou que a interferência, ao suspender as diligências, “teve escopo bastante limitado”.

“O despacho não decidiu sobre o prosseguimento das investigações. Limitou-se a dar a oportunidade ao Ministério Público de se manifestar sobre questões que se afiguraram relevantes – versão do investigado e cabimento do desarquivamento das investigações. Para tanto, suspendeu o cumprimento de diligências já deferidas. […] Relembro que as diligências deferidas não se destinavam à colheita de provas urgentes. Pelo contrário. Os fatos investigados teriam ocorrido há mais de dez anos”, disse o ministro.

Para Gilmar Mendes, a suspensão “não teve o impacto a ele atribuído pelo procurador-geral da República”.

O ministro afirma, porém, que há razões para a investigação porque o desarquivamento das citações de Youssef ocorreu em razão da delação premiada de Delcídio do Amaral. “Foram trazidos elementos de corroboração oriundos de outras investigações que podem reforçar a suspeita em apuração. Logo, cabível a retomada das investigações”, afirmou.

Nota
Veja a nota enviada pelo senador Aécio Neves:

Acabo de ser informado de que foi autorizada a abertura de uma investigação para apurar as citações feitas a meu nome pelo ex-senador Delcídio do Amaral.

É claro que ninguém gosta de ser injustamente acusado, como é o caso, mas eu tenho serenidade para compreender que esse é o papel do Ministério Público, investigar as citações e acusações que ali chegam, e o da Justiça, de dar prosseguimento a essas investigações.

Tenho a absoluta convicção de que, ao final, ficará provado mais uma vez a minha inocência, como já aconteceu no passado, o que levou, inclusive, ao arquivamento dessas mesmas acusações.

Eu estou convencido, de que depois de tudo isso, não apenas desse caso em especial, mas do que vem acontecendo com o Brasil, nós teremos um país diferente, onde os culpados sejam punidos e punidos exemplarmente, e aqueles que são inocentes terão a sua inocência reconhecida, para que possam continuar o seu trabalho em favor do Brasil.

 

 

G1

MP entra com recurso contra Gilmar Mendes como relator de contas de Dilma

gilmarO Ministério Público Eleitoral entrou com recurso nesta segunda-feira (17) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a decisão da corte de redistribuir a prestação de contas da campanha de Dilma Rousseff para o ministro Gilmar Mendes.

O pedido trata também da relatoria de Mendes nas contas da direção nacional do PT e do comitê financeiro para a presidente da República.

Cabe ao TSE analisar o agravo regimental, assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral Eugênio Aragão.

O processo, que estava com o ministro Henrique Neves, cujo mandato expirou na quinta-feira (13), foi redistribuído na sexta-feira (14) e caiu com Mendes.

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O vice-procurador cita regimento interno do TSE para justificar a sua decisão. Segundo o artigo 16 , em caso de vacância de uma cadeira de ministro, seus processos devem ser redistribuídos para outro da mesma “classe” -no caso de Neves, teria de ser um jurista.

Mendes, que integra o tribunal como oriundo do STF (Supremo Tribunal Federal), não poderia, segundo essa regra, ser relator do caso.

“O Ministério Público Eleitoral requer que seja reconsiderada a decisão impugnada, a fim de que se proceda à redistribuição do processo, com o seu encaminhamento ao ministro substituto da classe a que pertencia o relator original”, diz trecho do documento.

Folha Online

Em tempos de Marcha pela Família, atriz Bete Mendes relembra tortura: ‘a pior perversidade da raça humana’

“Não dá para ter raiva de quem me torturou. A gente é tão humilhado, seviciado, vilipendiado que o que se quer é sobreviver e bem”, diz Bete Mendes
“Não dá para ter raiva de quem me torturou. A gente é tão humilhado, seviciado, vilipendiado que o que se quer é sobreviver e bem”, diz Bete Mendes

Presa e torturada em 1970, a atriz Bete Mendes encontrou o coronel Brilhante Ustra numa viagem ao Uruguai em 1985. Ela era deputada federal, e ele atuava na embaixada em Montevidéu. Na volta, ela denunciou Ustra ao presidente Sarney. Aos 64, a atriz diz não temer retrocessos, mas pede atenção aos movimentos contra a democracia. Em depoimento publicado domingo, no diário paulistano Folha de S.Paulo, a atriz afirma que superou o trauma com tratamento psicológico e se afirma socialista.

Leia abaixo as declarações de Bete Mendes.

Fui presa duas vezes. Na primeira, não fui torturada fisicamente. Na segunda, foi total. Fui torturada [em 1970] e denunciei [o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra]. Isso me marcou profundamente. Não desejo isso para ninguém – nem por meus inimigos. A tortura física é a pior perversidade da raça humana; a psicológica, idem.

Não dá para ter raiva (de quem me torturou). A gente é tão humilhado, seviciado, vilipendiado que o que se quer é sobreviver e bem. Estou muito feliz, sobrevivi e bem. E não quero mais falar desse assunto.

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Superei isso com tratamento psicológico e com trabalho. Agradeço à família, à classe artística, aos amigos que foram meu alicerce.

Carlos Zara me convidou para fazer a novela “O Meu Pé de Laranja Lima”, e isso me salvou. Continuei o trabalho artístico, fui fundadora do PT, fui deputada federal duas vezes e secretária da Cultura de São Paulo.

Comecei a fazer teatro e cantar com seis anos de idade. Com oito já participava de manifestações de alunos. Era do grêmio do colégio, depois fui para o diretório da faculdade. Em bibliotecas públicas ou pegando livros emprestados lia tudo: Rousseau, Marx, Mao, Lênin, Gorki, Aristóteles. Depois, adotei o codinome de Rosa em homenagem a Rosa Luxemburgo.

Var Palmares

Na adolescência escrevi textos de peças de teatro. Quando fui presa, eles levaram esses textos. Achavam que eles eram prova de crime, que depunham contra mim. Nunca mais os recuperei. Era coisa tão pouca, boba, pessoal.

Quando fecharam as portas à democracia, me senti usurpada, revoltada, aprisionada. Achei que a única saída era entrar numa organização revolucionária contra a ditadura militar. Entrei na VAR-Palmares. Fizemos aquela opção. Foi certa, errada? É difícil julgar hoje.

A minha visão era a revolução socialista: tirar poder dos militares, dos opressores, do capitalismo selvagem. Deixar a gente governar para o bem de todos, com todos participando.

Eu tinha 18, 19 anos e achava que podia fazer tudo. Não tinha consciência do risco imenso que estava correndo. Era atriz de uma novela que explodia no Brasil, “Beto Rockfeller”, estudava ciências sociais na Universidade de São Paulo e participava de uma organização clandestina revolucionária. Aí deu zebra.

O medo era a pior coisa que a gente sentia na época. Historicamente tem que se reconhecer que nós entramos numa ditadura muito mais pesada do que foi dito no passado. Isso vai sendo desdito atualmente pela Comissão da Verdade.

Hoje não tenho medo de retrocesso, mas é preciso prestar atenção em manifestações como de movimentos nazistas em vários países e no Brasil. Por exemplo? O coronel Brilhante Ustra faz parte desse movimento. Ele tem um site. Há jovens fazendo movimento nazista.

Democracia

É um receio. É preciso ser cauteloso em relação a movimentos que podem ser prejudiciais ao avanço democrático. Mas impedir jamais, porque a gente legitima a manifestação de todos, de opiniões diversas. É preciso cuidar da democracia para que esses movimentos não cresçam.

Sou política como qualquer cidadão. Sou cidadã, atriz, socialista. O socialismo se constrói todo dia. Não temos o modelo socialista do passado, mas a gente constrói um novo. Quero continuar trabalhando como atriz e viajar mais. Poder viver essa democracia até morrer. Sonho político? Que o trabalho escravo acabe no Brasil.

Problema de audição? Tenho. É que eu fui torturada. (Fica com os olhos marejados).

 

Pragmatismo Político

 

Suplicy: Mendes julgar sem base na razão não é bom para o STF

 

AGÊNCIA BRASIL E AGÊNCIA SENADO
AGÊNCIA BRASIL E AGÊNCIA SENADO

“Como juiz da causa que condenou os acusados (na Ação Penal 470), caberia a V.Exa. maior reserva”, retrucou, neste sábado, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), em mais um lance da discussão travada com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador, em mensagem enviada de Teerã, reprovou as intervenções do magistrado ao desqualificar ações de solidariedade às lideranças petistas condenadas no processo, e que vêm alcançando com sobras as quantias necessárias para saldar as multas impostas pelo STF.

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No meio da semana, o ministro havia dito que Delúbio Soares deveria usar sua “competência arrecadatória” para ajudar na recuperação de “R$ 100 milhões” que, segundo Mendes, foram subtraídos dos cofres públicos pelos condenados.

Em seu texto, Suplicy afirma que os questionamentos irônicos de Mendes põem em xeque sua isenção no curso do processo: “Quando V. Exa. questiona, sem qualquer prova material, a regularidade das doações a José Genoino, Delúbio Soares, José Dirceu e João Paulo Cunha, passa-me o sentimento de que não julgou com base exclusivamente na razão. Isso não é bom para o papel que o Supremo desempenha na Organização dos Poderes da República”.

Em outras palavras, o  senador faz coro à opinião de juristas como Celso Antonio Bandeira de Mello e Ricardo Levandowsky, este também integrante do STF, que em diferentes ocasiões afirmaram que cabe a um magistrado manifestar-se nos autos.

Suplicy lembra ainda em seu documento que a postura de Gilmar Mendes pode vir a comprometer sua credibilidade no posto de presidente do Tribunal Superior Eleitoral, que acaba de assumir. E como observa Bandeira de Mello, no portal Brasil 247: “Gilmar não apenas fala, mas age como um político”.

Em seu site, o portal GGN, o jornalista Luis Nassif vai além na crítica: “A preocupação maior de Gilmar Mendes não vale R$ 100 milhões – o suposto desvio de recursos públicos pelo PT –, mas R$ 10,5 milhões. Trata-se da quantia exorbitante paga pelo Tribunal de Justiça da Bahia ao IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), para cursos para juízes e funcionários”. Mendes é sócio do instituto.

“Como se recorda, o TJBA já estava na mira do Conselho Nacional de Justiça por irregularidades variadas. Pouco antes da primeira inspeção que constatou as irregularidades, contratou o IDP, de propriedade de um ministro do STF, ex-presidente do STF e do CNJ.” Para Nassif, as recentes intervenções de Mendes, atacando o PT, teriam a finalidade de criar uma “blindagem” para o caso de vir a se defender de uma possível ação do CNJ.

Mais doações

Depois das bem-sucedidas campanhas organizadas por familiares e amigos de José Genoino e Delúbio Soares, que beneficiaram também João Paulo Soares, as doações pelo site Eu apoio Zé Dirceu já haviam superado a casa dos R$ 301 mil ontem (14) à noite. De acordo boletim divulgado pela campanha, foram recebidos e conferidos 1.335 comprovantes de doações. O site foi criado na quarta-feira (12) e a multa imposta a José Dirceu é de R$ 971.128,92. A campanha será encerrada assim que o valor for alcançado, para que não haja excedentes.

 

 

Redação RBA

Doações “sabotam” penas do mensalão, diz Gilmar Mendes

gilmarEm carta enviada ao senador petista Eduardo Suplicy (SP), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), faz duras críticas às campanhas criadas na internet para arrecadar doações para o pagamento das multas de filiados do PT condenados no processo do mensalão. Segundo o magistrado, essas iniciativas “sabotam e ridicularizam” o cumprimento das penas.

 

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No texto, a que o Blog teve acesso com exclusividade, Gilmar Mendes afirma que a “falta de transparência” na arrecadação desses valores torna ainda mais “questionáveis” os sites lançados por simpatizantes de José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino.
No dia 4 de fevereiro, durante ato em defesa do ex-deputado João Paulo Cunha, Suplicy revelou a jornalistas ter feito doações a Genoino e Delúbio, mas não mencionou os valores. Na ocasião, o senador do PT disse que gostaria de ouvir explicações de Gilmar Mendes sobre os motivos de o magistrado ter levantado suspeitas sobre as doações.
Na mesma semana, Suplicy enviou uma carta a Gilmar Mendes na qual afirmou que as doações foram legais e que o ministro não poderia colocá-las sob suspeita.
Na resposta enviada a Suplicy, o magistrado da Suprema Corte ressalta que não é contrário “à solidariedade a apenados”. Ele, no entanto, reclama que os organizadores das campanhas dos petistas condenados na ação penal usaram sites hospedados no exterior para dificultar a fiscalização por parte das autoridades brasileiras.
“A falta de transparência na arrecadação desses valores torna ainda mais questionável procedimento que, mediando o pagamento de multa punitiva fixada em sentença de processo criminal, em última análise sabota e ridiculariza o cumprimento da pena – que a Constituição estabelece como individual e intransferível – pelo próprio apenado, fazendo aumentar a sensação de impunidade que tanto prejudica a paz social no país”, escreveu Gilmar Mendes na carta.

midiacon

 

Gilmar Mendes levanta suspeita de lavagem de dinheiro em doações

Levado ao STF pelo tucano FHC, Mendes pode sair candidato em Mato Grosso pelo PSDB (Foto: Moacyr Lopes Júnior/Folhapress)
Levado ao STF pelo tucano FHC, Mendes pode sair candidato em Mato Grosso pelo PSDB (Foto: Moacyr Lopes Júnior/Folhapress)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, disse nesta terça-feira (4) que o Ministério Público precisa investigar as doações recebidas por petistas condenados no processo do mensalão para o pagamento de multas impostas no julgamento. De acordo com ele, pode estar havendo lavagem de dinheiro no sistema de arrecadação.

“Agora, dado positivo, essa dinheirama, será que esse dinheiro que está voltando é de fato de militantes? Ou estão distribuindo dinheiro para fazer esse tipo de doação? Será que não há um processo de lavagem de dinheiro aqui? São coisas que nós precisamos examinar”, disse pouco antes de ingressar numa das turmas de julgamento do STF.

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Condenados por corrupção no julgamento do mensalão, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro da sigla Delúbio Soares criaram páginas na internet para receber doações e conseguiram arrecadar cerca de R$ 1,7 milhão para quitar as multas que, somadas, chegaram a cerca de R$ 1,1 milhão.

O restante deverá ser doado para o ex-ministro José Dirceu, que terá de pagar multa de R$ 971 mil, também relativa à sua condenação por corrupção no mensalão.

Mendes disse que “há algo muito estranho” no sistema de arrecadação e alegou que os condenados estão fazendo “festa” com a multa. Algo que, para ele, deveria ser discutido pela sociedade.

“Há algo de grave nisso. E precisa ser investigado. E essa gente, eles não são criminosos políticos, não é gente que lutava por um ideal e está sendo condenado por isso. São políticos presos por corrupção (…) são coisas que precisam ser refletidas. A sociedade precisa discutir isso”, disse.

Após levantar suspeitas sobre as doações, Mendes também disse que algumas peças deveriam ser unidas para se tentar desvendar o quadro pós julgamento do mensalão. Ele destacou o episódio do emprego oferecido a Dirceu por um hotel de Brasília cuja empresa tinha sede no Panamá.

“Se a gente olha, coleta de dinheiro, esse tipo de manifestação, serviço num hotel que pertence a alguém no Panamá por R$ 20 mil, se a gente soma tudo isso há algo mais no ar do que avião de carreira. Está estranhíssimo (…) Ele era também dono do hotel? Era empregado e empregador? Veja quanta coisa está sendo colocada”.

FINANCIAMENTO

Mendes também levantou suspeitas sobre crimes que podem ser cometidos no período eleitoral caso seja proibido o financiamento de campanha por empresas privadas. De acordo com ele, associações e organizações sindicais poderiam distribuir seus recursos através do CPF de filiados.

“Isso mostra também bem o risco desse chamado modelo de doação individual. Imaginem os senhores, com organizações sindicais, associações, distribuindo dinheiro por CPF”, pontuou.

Folha de São Paulo

 

Confira opinão do promotor Marinho Mendes sobre casamento homoafetivo

PORQUE SOU A FAVOR DO CASAMENTO HOMOAFETIVO

 

                                               marinhoSenhoras e senhores, sou e sempre defendi o casamento homoafetivo, ou seja, a união entre duas pessoas do mesmo sexo e o faço, declinando os motivos pelos quais louvo a medida que já um tanto quanto tarde, autoriza os cartórios brasileiros efetivarem o processo matrimonial, assim como, recomenda aos juízes de direito da nossa nação, celebrarem, consumarem o ato solene, jurídico e perfeito, como sendo:

Aqueles que invocam a Bíblia, desconhecem que ela deve ser lida de forma contextual, histórica, em cada momento dos acontecimentos da narrativa e segundo os costumes do povo daquela época. Ignoram também que Deus nunca escreveu a Bíblia, ela começou a ser escrita no Reinado de Salomão, o qual, de forma tardia mas inteligente, sentiu a necessidade de escrever a história do seu povo, uma vez que Israel era o País mais atrasado da região e não tinha uma história escrita, e determinou que esta fosse efetivada, relatando e anotando todos os pormenores  do seu povo, a exemplo dos ditados (livro dos provérbios), os hinos cantados nas festas da páscoa (salmos), a corte do homem à mulher amada (cântico dos cânticos) os recenseamentos (números), a nova lei (deuteronômios), o retorno dos israelitas exilados no Egito (êxodo), de forma, que naqueles tempos, é óbvio que um povo agudamente machista, e não todo o povo, apenas em os levitas, entendesse que o homossexual fosse uma pessoa menor, contudo, Deus nunca fez isto, ele ama a todos, já que não é vingativo, discriminador e muito menos preconceituoso;

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Aos que defendem a Constituição Federal e as leis ordinárias (Código Civil), justifico que as leis são construções da sociedade e elas na maioria das vezes veem de forma refratária, já que a dialética, a dinâmica de uma sociedade sempre em mudanças, requer que algo já consolidado, aceito, tido como existente e imodificável numa sociedade, seja consolidado por uma norma gerada em processo legislativo próprio e mais, os princípios gerais do direito, valem mais do que leis e atentais para os princípios social, humanitário, da igualdade, da proporcionalidade, da equidade, da razoabilidade que regem o nosso ordenamento jurídico, de forma que quem se amarra em leis que urgem mudanças em detrimento dos avanços do povo, dos grupos, da comuna e da Urbe et Orbe (cidade e mundo), ficou perdido em algum lugar remoto do tempo e com seus prejulgamentos disformes, rançosos e arcaicos, não podem impedir que o outro seja feliz, independentemente do culto que professe ou da opção sexual adotada ou será que vocês não entenderam ainda, que “os lírios não nascem das leis”;

O instituto do casamento de papel passado, é resultado de um estado de dominação e de sujeição, onde a superestrutura (realeza, sacerdotes e funcionários públicos) da pólis (cidade pequena cercada de muros altos), precisava sugar da infraestrutura (o povo, que vivia fora da pólis), meios econômicos para atender as orgias e comilanças palacianas, chegando ao clímax que até para casar o súdito necessitava de autorização e teria que pagar, senão como os clérigos defensores dos senhores feudais opressores e proprietários da gente, iriam se esbaldar na comilança e nas boas moradias? Senão com a cobrança dos “sacramentos sagrados”, dentre eles o casamento?

Você amigo, já pensou o absurdo de se comprar um papel dizendo que ali é o atestado do seu casamento? Você já refletiu que os cartórios em todas as cidades deste Brasil  caíram nas mãos dos filhos da nobreza, dos descendentes dos que habitavam a pólis? Poxa (queria dizer algo mais pesado), imagine: Você amar alguém e ter que pagar para que tal amor seja legitimado? E você, em nome da sua ignorância, enriquece pessoas que descendestes do feudo e do latifúndio desalmado vende papel? E aí puritano míope, vaidoso, perverso para com o outro, de verdade, já pensou nisto?

E ainda, defendo a adoção plena por parte desses casais, com concessão de licença maternidade e paternidade, para que possam dispensar o melhor aos novos membros da família, e aos que perguntam quem é a mãe e o pai, respondo: na construção de um ser humano o que vale é o amor, a doação, o devotamento ao outro, pois até o instinto de mãe é discutível, já que se tal instinto existisse, nunca uma mãe abandonaria um filho no lixo, o mataria no momento do parto e o colocaria para traficar, roubar e matar.

Ora senhores, se você acredita em algo superior a você, que essa entidade superior leve o nome de Deus ou outra denominação, faça o que ela manda: aceite, acolha o outro como o outro é. Respeite as diferenças, a diversidade é algo  divino, imagine se todos fôssemos iguais, a beleza da vida e do mundo reside justamente aí, na dissemelhança. Veja em cada um, um ser humano e o valorize pelo seu caráter, pelo que produz em prol do outro e da humanidade e se você é um cristão como eu, siga a frase de Jesus: “Estranhar as diferenças, é abrir-se para os preconceitos”.

 

 

Marinho Mendes – promotor de justiça

Promotor Marinho Mendes chama desembargador de “fora da lei irresponsável”

marinhoEm meio a denúncias de favorecimento a marginais do Rio de Janeiro através de liminar expedida pelo desembargador Ciro Darlan, que teria mandado soltar condenados pela Justiça do Rio, o promotor Marinho Mendes Machado disse em sua conta no facebook que o magistrado envergonha o judiciário brasileiro e cobrou atitude do Conselho Nacional de Justiça

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Leia a íntegra da postagem

 

“Pessoas como o Desembargador Siro Darlan são indignos de integrarem o Judiciário Brasileiro. Um fora da lei irresponsável. Vc é uma vergonha para nós que sonhamos com um ideal. O ideal de que um dia haverá justiça. Esperamos que o CNJ afaste esse apologista do crime e de criminosos. Creio que se tivessem invadido a casa dele ou da mãe dessa excelência, ele não daria nenhuma liminar. Liminar, palavra feia em nosso sistema, quantas já beneficiaram foras da lei e foram doadas com desdém e falta de pudor por alguém que de forma ignominiosa veste, mancha, suja e envergonha a toga.. FALE CNJJJJJJJJJJ”.

 

 

portal25horas

Promotor Marinho Mendes destaca operação do MP de fiscalização a motos “cinquentinhas” em Bayeux

 

Foto: Ariofox / Bayeux em Foco
Foto: Ariofox / Bayeux em Foco

Na noite do sábado (23) o Ministério Público em Bayeux, através do promotor de Justiça Marinho Mendes, iniciou uma operação de fiscalização as motos “cinquentinhas”. Numa ação conjunta com polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Conselho Tutelar e outros órgãos cerca de 60 motos foram apreendidas ontem na Praça 6 de junho.

Os órgãos de segurança vão intensificar as operações policiais para retirar das ruas os motociclos de 50 cilindradas que não estiverem de acordo com a nova regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

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“Nosso objetivo é moralizar a utilização dessas motocicletas cinquentinhas por parte de menores. O povo de Bayeux pede essa fiscalização”, comentou o promotor em entrevista ao Bayeux em Foco.

Acompanhe a entrevista.

Bayeux em Foco