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TSE aprova registros de Ciro, Meirelles, Alvaro Dias e João Goulart nas eleições 2018

Por unanimidade, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou na noite desta terça-feira, 28, os pedidos de registro de candidatura ao Palácio do Planalto de Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (MDB), Alvaro Dias (Podemos) e João Goulart Filho (PPL) nas eleições 2018.

Ao todo, já foram aprovados os registros de nove candidatos ao Planalto.

Na semana passada, o TSE aprovou os pedidos de registro de candidatura de cinco presidenciáveis: Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (PSOL), Cabo Daciolo (Patriota), João Amoêdo (Novo) e Vera Lúcia Pereira da Silva Salgado (PSTU).

Na próxima quinta-feira, 30, se encerra o prazo para a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato, enviar a sua defesa ao TSE. A expectativa dentro do órgão é a de que o registro de Lula seja julgado no próximo dia 6.

Estadão

Meirelles anuncia renúncia do ministério da Fazenda para viabilizar candidatura à Presidência

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, decidiu renunciar ao cargo para se filiar ao MDB e tentar viabilizar sua candidatura para o Palácio do Planalto. Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, o ministro bateu o martelo em conversa com o presidente Michel Temer na última sexta-feira (23).

Meirelles vai migrar para o partido de Temer mesmo sem a garantia de que será o nome da sigla ao Planalto. Na conversa com o presidente, de acordo com aliados, o ministro disse saber que não tem a preferência dentro do MDB para a candidatura, mas que quer tentar se viabilizar até a decisão final do inquilino do Palácio do Jaburu, em junho.

Caso a candidatura não decole, Meirelles também cogita fazer parte da chapa encabeçada por Temer como candidato a vice. Quem ecoa a tese de uma chapa puro sangue no MDB admite que hoje não há outro nome que queira compor com Temer e sua baixíssima popularidade, de 6%. Em entrevista à revista “IstoÉ”, neste fim de semana, o presidente reforçou sua disposição de concorrer em outubro para, segundo ele, defender o legado de seu governo.

Meirelles ainda indicou como possíveis nomes para sua sucessão os secretários da pasta Mansueto Almeida (Acompanhamento Fiscal) e Eduardo Guardia (Secretaria-Executiva). Guardia tem mais simpatia da equipe econômica e é o favorito para o cargo.

ClickPB

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Lula sugere Meirelles na Fazenda e Barbosa no Planejamento

lulaO ex-presidente Lula sugeriu à presidente Dilma Rousseff colocar o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles no Ministério Fazenda e o ex-secretário-executivo dessa pasta Nelson Barbosa no Planejamento. Essa seria, na visão de Lula, a dupla mais importante na equipe econômica. O Banco Central ficaria sob o comando de Alexandre Tombini, com algumas trocas de diretores.

A presidente disse ontem que só vai anunciar o nome do novo ministro após a reunião do G-20, na segunda quinzena de novembro. Ela está pesando os prós e contras.

Para a Fazenda, as opções afunilaram. Os principais nomes, hoje, são Henrique Meirelles e Nelson Barbosa. O ex-presidente Lula gosta dos dois. Dilma gosta menos de Meirelles. Mas, diante da gravidade de algumas respostas que precisam ser dadas na economia, ela passou a ter menos resistências a ele. Pode ainda haver uma surpresa com o surgimento de um nome novo? É possível, mas não é provável.

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A escolha não é fácil, porque o novo ministro da Fazenda vai dar a cara do segundo mandato. Com Meirelles, Dilma teria menos influência sobre a política econômica do que com Nelson Barbosa. É preciso levar em conta que a presidente Dilma fez um primeiro mandato em que ela foi a ministra da Fazenda, a presidente do Banco Central, a comandante das Minas e Energia.

Indicar Meirelles significa deixar de ser ministra da Fazenda, pelo menos. Ele passaria a ser o fiador da política econômica. Seria um ministro praticamente indemissível. Com Nelson Barbosa, Dilma manteria alguma influência sobre a política econômica, apesar de ele ter deixado o governo por discordar de decisões que tiveram aval da presidente.

Haverá mudança com qualquer um dos dois, mas existiriam diferenças. Do ponto de vista das expectativas, a escolha de Meirelles seria um sinal muito positivo para os agentes econômicos. Um plano fiscal que estabelecesse, por exemplo, um superávit primário de 1% em 2015, de 1,5% em 2016 e de 2% em 2017 e 2018 teria muito mais chance de ser aceito se fosse apresentado por Meirelles.

O ministro Mercadante disse ontem que o corte de gastos em 2015 não pode ser duro demais, para não gerar recessão e manter o renda e o emprego das pessoas. É o ajuste econômico gradual que Dilma deseja. A escolha de Meirelles poderia sustentar uma política fiscal na qual o tamanho do superávit primário ficaria condicionado à taxa de crescimento. Cresceu menos, menor superávit. Cresceu mais, maior superávit.

Portanto, a escolha de Dilma vai definir o segundo mandato. Uma opção que ajude a resolver mais rapidamente os problemas na economia pode liberar força para a presidente gastar mais energia com os problemas políticos. Há um sentimento de rebelião no PMDB da Câmara e do Senado. A oposição está com a faca nos dentes. Será difícil montar uma articulação política com um Congresso mais conservador. Nesse contexto, cresce a importância da escolha de Meirelles ou de Barbosa.

Blog Kennedy Alencar