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Eliana, grávida e internada há 20 dias: “lágrimas de medo”

Grávida pela segunda vez, Eliana está passando por momentos difíceis. Na tarde deste domingo (04), a apresentadora substituída por Patricia Abravanel em seu programa na TV usou seu Instagram para fazer um desabafo. Ela contou que está internada há 20 dias e que escolheu cuidar de sua gestação.

Eliana, grávida e internada há 20 dias, faz desabafo na rede social: 'Desafio imenso', disse ela na tarde deste domingo, 04 de junho de 2017
Eliana, grávida e internada há 20 dias, faz desabafo na rede social: ‘Desafio imenso’, disse ela na tarde deste domingo, 04 de junho de 2017

Foto: AGNews / PurePeople

” Estou há 20 dias internada, mas hoje será diferente pra mim. Quase 30 anos de carreira e nunca parei com minhas atividades. Que desafio imenso este de agora. Não é como nas férias quando deixo meus programas gravados com antecedência, trabalho em dobro pra descansar depois. Ou na licença-maternidade, que a gente se afasta algum tempo, mas tem a vida imensamente preenchida de mil tarefas e um amor que invade cada célula. Nada foi planejado”.

MOMENTO DE VALORIZAR CADA SEMANA

Em outro momento, a loira que armou um esquema para notícia da gravidez não vazar garantiu que estará de volta em breve. ” Foi a vida dizendo: ‘Para e escolhe o que é mais importante pra você AGORA'”. Eu escolhi cuidar de uma vida. Logo estarei de volta para minha trajetória profissional que começou aos 14 anos de idade, mas agora cada minuto das 24 horas do meu dia são dedicados para a Manu que ainda está na minha barriga e ao Arthur. Em breve, se Deus quiser, estarei novamente com a família SBT. Porém este é o momento de valorizar cada semana de desenvolvimento da minha filha, de esperar com fé que tudo corra bem, de viver o tempo em seu tempo.Um aprendizado árduo, mas valioso. A vida é aprender”.

‘PRECISO SALVAR MINHA FILHA’

Aos três meses de gestação, Eliana teve que se submeter a uma cirurgia por conta do risco de perder sua filha. Pouco tempo depois, a artista achou melhor se afastar do trabalho. “Preciso salvar minha filha de um parto muito prematuro. Tive um descolamento da placenta. Sei que não depende só da minha vontade e do meu esforço, mas farei o impossível para trazer o meu fruto da melhor maneira que Deus permitir. Enquanto escrevo aqui na cama, sem poder levantar para nada, nada mesmo, lágrimas de dúvidas e medo escorrem pelo meu rosto. Mas tenho fé que em breve trarei boas notícias”.

(Por Carmen Lúcia )

Terra

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Medo e violência nas ruas do Recife. Bandidos roubam R$ 60 milhões

Na madrugada de hoje, um assalto à transportadora de valores Brinks, na Avenida Recife, zona oeste do Recife, levou pânico à capital pernambucana.

A investida teve início por volta das 2h, em uma loja de conveniência de um posto de combustíveis, de onde a quadrilha teve acesso ao prédio da empresa de segurança.

Moradores da área acordaram apavorados com o som de diversos disparos de armamento pesado e explosões.

Muitos deles chegaram a ver os suspeitos, encapuzados, e acreditam na participação de cerca de 30 homens na investida.

Foto: Reprodução/ Facebook

Por volta das 2h30, a Polícia Militar chegou ao local e houve troca de tiros com os integrantes da quadrilha. Três PMs ficaram feridos, conforme as informações da versão eletrônica do Diário de Pernambuco.

Apesar do confronto, ninguém foi preso até o momento.

De acordo com informações extraoficiais, os bandidos conseguiram acessar o cofre da empresa e levar uma grande quantia em dinheiro. Fala-se em cerca de R$ 60 milhões.

Os policiais militares que entraram em confronto com os suspeitos acreditam que o grupo é formado por criminosos de outros estados, por terem ouvido sotaques do Sul e Sudeste do país.

Durante a ação criminosa, a quadrilha fez um cerco de 360 graus. Para dificultar a perseguição, os bandidos espalharam grampos e queimaram veículos, entre eles um caminhão, bloqueando cinco áreas entre as avenidas Recife, Sul e na Ponte do Jiquiá.

*fonte: dpnet

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Com medo da violência, 56,2% dos recifenses não pretendem brincar o carnaval

carnavalApesar de ser um dos mais populares do país, o Carnaval de Pernambuco deve sofrer uma baixa no quantitativo de foliões este ano. É o que aponta um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisas Uninassau, encomendado pelo LeiaJá em parceria com o Jornal do Commércio, divulgado neste sábado (18). A uma semana do início oficial da festa, segundo a amostra, 56,2% dos recifenses não pretendem participar da folia de momo. Deles, 44,4% temem a violência no período carnavalesco.

Os que vão brincar o carnaval somam 38,7%. Entretanto, 65,9% destes também têm medo de atos de violência e da falta de segurança nos polos carnavalescos. Já 34,1% não temem a nada. A recente ameaça da Polícia Militar de fazer uma paralisação durante o Carnaval é um dos fatores que agravou o clima de insegurança na capital pernambucana.

Segundo 63,1% dos entrevistados, a polícia não está preparada para dar segurança aos foliões este ano. Para 38,5% deles, o fato se dá por conta do efetivo reduzido; 16,8% acreditam que falta capacitação dos PMs e 15,8% destacaram o alto índice de violência. Já 4,1% disseram que o motivo é a má remuneração da categoria; 3,8% pontuaram as más condições de trabalho e 3,1% a ausência do poder público.

Foliões preferem brincar no bairro do Recife

Na fatia dos 38,7%, 18,8% vão usufruir a festa no bairro do Recife, onde está localizado o palco principal das atividades na capital pernambucana. Outros 12,5% vão aproveitar os festejos nas ladeiras de Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR); 2,4% nos polos descentralizados; 2,4% em Bezerros, no Agreste de Pernambuco e 1,5% vão apenas para o Galo da Madrugada, bloco que desfila tradicionalmente aos sábados de Zé Pereira.

Já quanto aos ritmos que embalam a festa, o preferido pelos entrevistados é o frevo (44,9%), seguido pelo axé (9,9%); maracatu (9,2%); samba (6,6%); brega (4,1%); reggae, rock, pagode ou todos os ritmos aparecem com 1,3% de preferência cada. Dos entrevistados, 39,2% devem ir de ônibus; 28,6% de Uber; 12,1% de carro próprio ou carona; 4,8% de ônibus e metrô e 2,9% de táxi.

Investimentos no Carnaval

O Instituto de Pesquisas Uninassau, que foi a campo durante os dias 14 e 15 de fevereiro, também questionou aos entrevistados sobre quanto eles pretendem gastar no período. A maior parcela (43,5%) preferiu não estimar, mas 14,8% disseram que até R$ 100,00; 17,7% acima de R$ 100,00 até R$ 200,00 e 18,8% acima de R$ 200,00 até R$ 500,00.

Quanto os investimentos do poder público para patrocinar o Carnaval, 49,9% afirmaram que os órgãos devem investir na festa, mas não muito dinheiro e 37,3% pontuaram que não deveria ter verbas públicas para custear o evento. Em contrapartida, 10,6% disseram que os governos devem sim aplicar muito dinheiro para a folia.

 

leiaja

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Tatiele Polyana posa nua e reclama: ‘Caras têm medo de chegar em mim’

 (Foto: Marcos Serra Lima / Paparazzo)
(Foto: Marcos Serra Lima / Paparazzo)

Tatiele Polyana tem mais de 420 mil seguidores no Instagram e também faz sucesso com seus vídeos no Snapchat, um de seus aplicativos favoritos. Com tanta exposição, é claro que a ex-BBB também recebe muitas mensagens de fãs, algumas bem abusadinhas. “Tem de tudo, dos engraçadinhos que me mandam muitos nudes até os fofos, que me pedem em casamento.  Mas também há aqueles mais chatos, que fazem comentários pesados. Esses eu nem respondo, bloqueio logo”, diz ela, que ficou nua em um ensaio para o Paparazzo– o segundo desde que ganhou fama ao participar do “Big Borther Brasil” em 2014.

Os internautas mais ousados pedem até para Tatiele enviar nudes. Se ela já mandou fotos mais íntimas para alguém? “Já mandei foto de calcinha e sutiã, mas tem que ter muito cuidado com essas coisas, ?”.

Se na internet os homens são mais descarados, no dia a dia as coisas não fluem tão bem assim para a ex-BBB. E ela reclama: “Os caras têm medo de chegar em mim, ficam inseguros.”

As mulheres, por outro lado, não se inibem na hora de cantar Tatiele. “Escreveram no meu Instagram que se um dia fosse namorar com mulher, que era para eu avisar. Dou gargalhada, entro na brincadeira, mas deixo claro que não é a minha praia. Gosto mesmo é de homem”.

Tatiele Polyana posa para o Paparazzo (Foto: Roberto Teixeira / Paparazzo)Tatiele Polyana durante seu ensaio para o Paparazzo (Foto: Roberto Teixeira / Paparazzo)

EGO

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Além de mantê-lo vivo, respirar ajuda a reconhecer medo e melhora memória

memoriaPela primeira vez, cientistas descobriram que respirar tem outra função além de trazer oxigênio para o corpo. Um estudo publicado no Journal of Neuroscienceafirma que o ritmo da respiração cria atividade elétrica no cérebro humano e potencializa a memória e os julgamentos emocionais.

Quando o assunto é recordar, a respiração se mostra importante durante a inalação. Segundo a pesquisa, somos mais propensos a nos lembrar de um objeto, por exemplo, se nós tivermos olhado para ele enquanto inspirávamos, e não quando expirávamos. Mas este efeito desaparece se a respiração for feita pela boca.

Os cientistas usaram 60 voluntários para testar a memória – ligada ao hipocampo do cérebro. Os participantes olhavam rapidamente para a imagem de um objeto na tela de um computador, e, mais tarde, os pesquisadores pediam para eles relatassem tudo que lembravam sobre a foto.

Após o teste, foi possível concluir que os que viram a imagem enquanto inspiravam tinha mais recordações do que aqueles que observaram a fotografia enquanto expiravam.

Os pesquisadores também avaliaram as relações entre atividade cerebral e respiração em sete pacientes com epilepsia que tinham cirurgias no cérebro programadas. Uma semana antes das operações, um médico implantou eletrodos no cérebro dos pacientes para identificar a origem das convulsões.

O método permitiu que os cientistas recebessem centenas de informações vindas diretamente dos cérebros. Assim, foram registrados sinais elétricos que mostraram a atividade cerebral mudando de acordo com a respiração.

As mudanças foram captadas em áreas do cérebro onde as emoções, a memória e os cheiros são processados, sugerindo também que as funções desempenhadas por essas áreas cerebrais (hipocampo e amígdala, responsáveis respectivamente pela memória e pelo processamento do medo) sejam diretamente afetadas pela respiração.

Respiração ajuda a detectar o medo?

iStock

No mesmo estudo, feito na Northwestern Medicine, os 60 voluntários foram testados para ver se a respiração os ajudava a identificar o medo, já que a parte do cérebro chamada amígdala está fortemente ligada ao processamento das emoções relacionadas ao medo.

Os indivíduos viam fotos de rostos com expressões de medo ou surpresa e tinham que indicar o mais rápido possível qual emoção cada face tinha.

Quando os voluntários olhavam as fotos durante a inalação, eles reconheciam caras assustadas mais rápido do que quando expiravam. Isso não acontecia com os rostos que expressavam surpresa. E ambos efeitos diminuíam quando a mesma tarefa era executada enquanto respiravam pela boca.

“Há uma diferença dramática na atividade cerebral na amígdala e hipocampo durante a inalação em comparação com a expiração”, disse uma das autoras do estudo, Christina Zelano. “Quando você respira, descobrimos que você está estimulando os neurônios dessas áreas e ativando o reconhecimento do medo e a memória”.

Agora quando você precisar lembrar algo ou estiver em uma situação de perigo, inspire fundo para respiração te ajudar.

Uol

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Medo: após negociações, bandidos soltam reféns e se entregam em JP

assaltoA Polícia Militar conseguiu liberar os funcionários e clientes que estavam sendo feitos de reféns, em uma loja da Claro, localizada na avenida Epitácio Pessoa, que foi assaltada na manhã desta quinta-feira (08).

Dois homens armados estavam fazendo pelo menos três pessoas de reféns, entre elas dois funcionários e um cliente.

Após ter se entregado, um dos bandidos, que disse ser do bairro Valentina de Figueiredo, afirmou que realizou o assalto pois estava necessitando.

Os bandidos já haviam conseguido encher uma sacola com produtos da loja. A ação foi coordenada pelo capitão Alisson, da Polícia Militar.

MaisPB

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Ameaçadas, nove mil mulheres vivem à sombra do medo na Paraíba

violencia-contra-a-mulherA medida que deveria proteger mulheres vítimas de violência existe, mas na prática não afasta o medo que elas têm de passar novamente por um episódio desse tipo. Atualmente na Paraíba cerca de nove mil mulheres têm medidas protetivas contra os ex-companheiros e agressores amparadas pela Lei Maria da Penha, sendo mais de três mil em João Pessoa e 149 na cidade de Campina Grande. Os números são dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e indicam casos em que agressores não podem se aproximar das vítimas e mulheres sob pena de serem presos.

Segundo o juiz de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Campina Grande, Alberto Quaresma, as medidas protetivas são concedidas quando ocorre constatação da prática da conduta que caracterize violência contra a mulher no âmbito domiciliar ou familiar. É uma forma de resguardo e proteção da pessoa, uma garantia da segurança física da vítima para evitar novas ocorrências violentas. No entanto, mesmo com essa determinação, os casos voltam a acontecer através de ameaças e outras ações, o que causa medo e insegurança nas vítimas.

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Para auxiliar na proteção de mulheres que sofrem violência e que estão sob medida protetiva foi lançado na manhã de ontem, em Campina Grande, um dispositivo semelhante a um celular para acionar a polícia em caso de perigo iminente. Sem a função de discagem, o aparelho aciona remotamente o Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop) da Polícia Militar. O equipamento já foi entregue a cerca de 70 mulheres de João Pessoa desde o ano passado e é avaliado positivamente.

Conforme a coordenadora estadual do Centro 8 de Março, Irene Marinheiro, o instrumento aumenta a sensação de segurança das mulheres. “Ajuda muito pois transmite segurança para a mulher em saber que ela está sendo acompanhada e não está sozinha. O que acontece é que a Justiça determina as medidas protetivas, mas os acusados acabam não cumprindo. Essa é mais uma medida para garantir que o agressor não se aproxime. Em João Pessoa tem dado certo e a expectativa é que seja ampliado para o Sertão”.

A importância do dispositivo também é destacada pela coordenadora de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de João Pessoa, juíza Rita de Cássia Martins Andrade. “Muitas vidas já foram salvas na cidade depois da utilização do dispositivo. Sentimos que esse monitoramento garante maior cumprimento das medidas pelo autor de violência. Diria que o homem fica mais contido, intimida a violência masculina”, disse a magistrada.

Para a secretária de Estado da Mulher da Diversidade Humana, Gilberta Soares, o aplicativo tem dando certo e será expandido. “As mulheres se sentem mais protegidas e sentem mais segurança também. Sabemos que em vários casos, mulheres assassinadas ou espancadas estavam em medidas protetivas, então com esse equipamento isso poderá ser diminuído”, reafirmou.

De acordo com o Centro 8 de Março, só este ano, entre janeiro e agosto, foram registrados 47 homicídios contra mulheres no Estado, além de 20 tentativas de homicídios e oito espancamentos. Nos dados sobre violência sexual, ONG registrou 40 estupros e oito casos de abusos.

S.O.S. Mulher

COMO FUNCIONA

O dispositivo do programa S.O.S. Mulher funciona com três opções: o verde, para sinalizar que tudo está em paz; o vermelho, para ser acionado na iminência da agressão; e o amarelo, nas hipóteses de essa mulher vir que a pessoa está próxima. Em geral, é oferecido à mulher durante 180 dias, podendo renovar o tempo. Ele pode ser oferecido pela Justiça ou mesmo pela Delegacia da Mulher.

Mulher aciona o botão verde – está tudo bem;

Mulher aciona o botão amarelo – (quando ela recebe ameaças) – o Ciop é avisado e localiza a mulher através do GPS, ligando de volta para ela e/ou enviando a viatura mais próxima para a sua localização;

Mulher aciona o botão vermelho – (quando ela avista o possível agressor) – o Ciop detecta a localização e envia imediatamente a viatura de polícia mais próxima.

Fonte: Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social

 

62% da população tem medo da PM, diz pesquisa

pmOs moradores das cidades brasileiras têm medo de morrer assassinados. É o que constata pesquisa divulgada hoje (31) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostrando que essa é uma preocupação de 81% da população com mais de 16 anos.

Sem FIES estudantes estão com medo de ter de trancar a faculdade

universitario-apreensivoDesde o dia 23 de fevereiro, quando abriram as inscrições para o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), a estudante cearense Alice Mello, 19, dorme tarde e acorda cedo tentando concluir sua inscrição no programa.

“Às 5h da manhã, antes de ir para a faculdade, tento me inscrever. Na faculdade, uso o wi-fi e também no trabalho passo o dia atualizando o site”, conta.

Ela esbarra na etapa 3, quando aparece o código M321 e o aviso: “Limite de vagas para esse Campus/IES esgotado”. “Entrei em contato com a faculdade e me informaram para continuar tentando, pois havia vagas”, disse.

Ela guarda dois boletos no valor de R$1.158 já enviados pela universidade referentes à mensalidade do curso de engenharia de produção, iniciado em fevereiro.

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Para se inscrever no Fies, o aluno deve estar matriculado na instituição de ensino onde pretende conseguir o financiamento.

“O Fies era a minha esperança. Se até o vencimento da segunda mensalidade [9 de abril] não der certo, vou trocar o banco da faculdade pelo banco do cursinho preparatório”, lamenta.

O caso dela é parecido com o de milhares de estudantes em todo o Brasil. O grupo “Fies 2015” no Facebook reúne mais de 12.000 usuários, muitos usam a página para reclamar do erro “M321”.

Maratona

A maranhense Bruna Cutrim, 22, de São Luiz, que cursa medicina em período integral na Uniceuma, afirma que chegou a ficar oito horas seguidas tentando fazer o contrato do Fies pela internet, em um domingo.

“Se não conseguir o Fies, não vou ter outra opção a não ser desistir”, diz a estudante que também já recebeu dois boletos, no valor de R$6.690, cada.

A reportagem constatou, pouco mais de meia noite desta quarta-feira (10), que a página de inscrição do Fies não estava mais disponível.

Os estudantes reclamam da falta de informações claras sobre o problema por parte do MEC.

“Se eu soubesse que teria que disputar o financiamento, eu nem teria entrado”, reclama o estudante Pedro Victor, de Fortaleza, que já cursava o terceiro semestre de matemática na Universidade Estadual do Ceará, e entrou para o curso de engenharia civil, para o qual tenta o financiamento das parcelas de R$1.277,55.

Sheryda Nogueira, 24, também da capital cearense, corre risco de desistir da faculdade, após cursar dois semestres de psicologia. Ela afirma que ter enfrentado problemas para renovar o financiamento do curso e acredita que o problema seja o reajuste da mensalidade.

“Quando ingressei, no início de 2014, foi bastante fácil e sem burocracia, mas neste ano teve aumento nos valores e no número de disciplinas, por isso está tão difícil”, diz.

Novas regras

O sistema do Fies estava fechado para novos contratos desde o final do ano passado, quando o MEC mudou as regras do financiamento. As novas portarias alteraram o fluxo de pagamentos do programa às instituições e definiram um mínimo de 450 pontos no Enem para novos contratos. Também ficou definido, que cursos com reajustes na mensalidade acima de 6,4% não teriam financiamento autorizado.

O MEC definiu ainda que cursos com nota 5 (indicador máximo de qualidade) continuam com “atendimento pleno”, enquanto aqueles com nota 3 ou 4 estão sujeitos a “alguns aspectos regionais”. No início deste mês, o FNDE afirmou que o Fies 2015 estaria priorizando o atendimento para as regiões que historicamente tiveram menor atendimento.

À reportagem, o MEC nega que os problemas enfrentados pelos estudantes tenham relação com as novas regras e informou, por meio de nota, que tem trabalhado em conjunto com o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), órgão vinculado ao Ministério, para garantir estabilidade ao Sistema Informatizado do Fies (SisFies), tanto para aditamentos de contratos quanto para novas inscrições.

“Pedimos paciência aos estudantes e que tentem acessar o sistema em horários alternativos”, diz a nota. “É importante esclarecer que as requisições, atualmente, são liberadas por instituição de ensino e por curso, em ordem cronológica, ressalvados os critérios de qualidade, distribuição regional e disponibilidade de recursos”, diz o MEC.

No início deste mês, instituições privadas divulgaram nota, assinada por quatro instituições, com críticas ao MEC, sob o argumento de que faltam “respostas objetivas sobre critérios, prazos e justificativas para as mudanças”.

Na última semana, dirigentes e associações do setor afirmaram que o MEC atrasou pagamento a faculdades privadas com alunos no Fies. A queixa é de que o último pagamento, previsto para fevereiro, não foi feito. O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), informou à reportagem que os pagamentos referentes ao Fies foram regularizados nesta terça-feira (10).

As inscrições para o Fies vão até 30 de abril.

Uol

Violência deixa carteiros com medo de trabalhar

carteiros“Dois adolescentes em uma motocicleta cinquentinha se aproximaram, muito agressivos, e colocaram o veículo por cima de mim e com uma arma me ameaçaram e levaram meu celular. Por pouco não aconteceu o pior. É revoltante”. A declaração é de um carteiro que preferiu manter a identidade em sigilo por temer represálias. A experiência desse profissional já foi vivida por outros da mesma categoria na Paraíba. O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios na Paraíba (Sintect-PB) denuncia as violências contra os carteiros.

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Para preservar a verdadeira identidade do carteiro que foi vítima de assalto, usaremos o nome fictício ‘João’. Ele, que trabalha em João Pessoa, lembrou com revolta o dia em que viu a morte passar à sua frente. “Eu estava entregando as correspondências próximo à avenida Minas Gerais, no bairro dos Estados, quando percebi a moto se aproximando com os suspeitos e arma em punho, mas eu não tinha o que fazer, nem para onde correr”, relatou o crime ocorrido em novembro passado.

“A gente fica à mercê da violência, se sente impotente diante dessa realidade. Na hora só pensei na família e em minha esposa, que poderia ficar desamparada, dependendo do que poderia acontecer comigo. Deus me livrou do pior, mas fiquei com trauma e sempre que estou em uma rua sem movimento e ouço o barulho de uma moto, tudo me volta à memória, como se fosse um filme ruim”, completou.
Outro carteiro, ‘José’ (nome fictício), também já viu a morte à sua frente nas ruas da capital. Era uma manhã de dezembro do ano passado, quando ele pegou a mochila, cheia de correspondências, na unidade operacional que está lotado e saiu para fazer as entregas, como um dia normal. Não sabia José que sua rotina seria quebrada por dois moradores de uma casa, que se queixaram da demora da entrega.

“Já havia deixado algumas correspondências, mas quando ia colocar a entrega em uma certa casa, dois homens, moradores da casa, saíram do imóvel falando alto e me xingando. Temi o pior e não esbocei reação alguma. Apenas entreguei as correspondências e saí andando para continuar meu trabalho, foi quando senti um tapa nas costas, seguidos da pergunta: ‘Ei, mané. Está tirando a gente de otário? Estou falando com você!’, pensei que ali seria o meu fim”, detalhou.
José disse que só pedia a Deus para sair dali vivo, para não deixar os três filhos sem pai. “Eu simplesmente me virei, pedi desculpa e falei que precisava fazer o restante das entregas. Os dois homens, me agrediram verbalmente, de todo tipo de nome, e ainda me empurraram, mas em pouco tempo, consegui sair. Não tive condições de continuar meu trabalho e voltei para unidade muito nervoso”, ressaltou.

Os dois carteiros, João e José, são só exemplos dos profissionais que correm risco diariamente durante a execução do trabalho. Muitos já tiveram objetos pessoais roubados, como celular, carteira e joias, outros tiveram o carro da entrega dos Correios levado por bandidos, mas ameaças, inclusive de morte, não estão fora da lista de violências cometidas contra os carteiros na Paraíba. Para a categoria, o investimento em segurança pública deve ser realizado, para evitar ocorrências desse tipo, já que as situações acontecem em diversos bairros de João Pessoa.

Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios na Paraíba (Sintect-PB), Husman Tavares, além dos assaltos aos bens pessoais dos carteiros, estes também são vítimas de crimes contra o patrimônio dos usuários dos serviços, devido às entregas de mercadorias de valor, como celular, tablet, notebook, entre outros eletrônicos, cada vez mais frequentes.

Husman contou que os crimes não têm local nem horários para acontecer e que todos os profissionais da categoria estão sujeitos a serem vítimas dos criminosos por conta da insegurança, mas ele ressalta que a contratação de uma empresa especializada em segurança vai de encontro ao que o sindicato defende. “A violência está aí, mas se sugeríssemos a contratação de uma empresa de segurança para fazer uma escolta dos carteiros quando houvesse entregas, estaríamos apoiando a terceirização dos serviços e nós somos contra isso. Enquanto não se toma providências a respeito, as mercadorias e os carros de entrega são roubados e os carteiros vitimados pela criminalidade”, frisou.

De acordo com o presidente do Sintect-PB, o atraso de entregas também tem sido motivo para os carteiros sofrerem algum tipo de violência. “Já tivemos um caso de um carteiro que precisou ser transferido para outra Região do Estado porque recebeu ameaça de morte. O cidadão cobrava a entrega da correspondência e por estar em direto contato com a população, o carteiro acaba sofrendo todo tipo de reclamação e nele é descontado toda revolta dos usuários dos Correios, quando na verdade, o problema está mais em cima, na falta de efetivo”, observou.
O Sintect-PB não tem contabilizado o número de ocorrências contra carteiros e carros de entrega, mas garante que os casos são cada vez mais frequentes.

 

jornaldaparaiba