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Araruna e Cacimba de Dentro recebem médicos cubanos do programa Mais Médicos

cubanosTrinta e quatro profissionais do Programa Mais Médicos chegaram ao Aeroporto Castro Pinto, em Bayeux, nessa quinta-feira (15). Eles vieram no avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e foram recepcionados por representantes da Secretaria de Estado da Saúde, por meio da coordenadora da Comissão Estadual do Programa, Rosiani Videres, além dos gestores de saúde dos municípios onde trabalharão nas Unidades de Saúde da Família (USF) durante três anos.

“Estes médicos estão vindo para repor os profissionais que retornaram a Cuba, após terem trabalhado nos municípios paraibanos, durante três anos, tempo previsto no contrato”, explicou Rosiani.

A médica Eliete Sanchez vai trabalhar em Araruna. “Estou muito feliz com a possibilidade de sair do meu país para ajudar pessoas de outros lugares e vou fazer isso oferecendo o meu melhor”, falou.

O secretário de Saúde de Mogeiro, Jammes Araújo, foi recepcionar outra profissional que vai trabalhar no seu município. Disse que a experiência com os médicos cubanos significa um divisor de águas na Atenção Básica.

“Eles têm um atendimento diferenciado por entenderem mais de Atenção Básica. Com isso, criam vínculo com a comunidade e oferecem um atendimento humanizado. No pré-natal, por exemplo, fazem questão de participar junto aos enfermeiros. O resultado é que, mesmo falando línguas diferentes, a comunicação ocorre de forma bastante afetiva e o que é melhor, influencia a conduta do médico brasileiro”, observou.

Os municípios que receberam os 34 médicos são: Água Branca, Aguiar, Alagoinha, Araruna, Aroeiras, Assunção, Baraúna, Boa Ventura, Cacimba de Dentro, Carrapateira, Congo, Cubati, Frei Martinho, Igaracy, Juru, Mogeiro, Monteiro, Nova Olinda, Olho D’Água, Pedra Lavrada, Piancó, Picuí, Pirpirituba, Poço Dantas, Pombal, Santa Cecília, Santana de Mangueira, São Bento, São José de Princesa, São Sebastião de Umbuzeiro, Seridó, Sossego, Taperoá e Umbuzeiro.

Secom PB

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Médicos dizem que Neto, da Chape, poderá voltar a jogar, conta pai

netoO pai do zagueiro Neto postou uma mensagem de otimismo a seus amigos na madrugada desta sexta-feira (02). Segundo ele, o jogador passou por uma cirurgia na perna e os médicos disseram que ele poderá até voltar a jogar futebol.

“Venho informar com muita satisfação e felicidade que meu filho está cada vez melhor”, escreveu Helam Marinho Zampier no Facebook. “Acaba de fazer cirurgia na perna e médicos afirmam que voltará ao futebol. Agradeço as orações e continuemos com elas pois ainda precisamos de confirmações e alta para poder vê-lo de perto. E tenho que dominar minha ansiedade que é muita.”

Trata-se de uma evolução na situação do zagueiro, um dos seis sobreviventes do acidente com a delegação da Chapecoense. Neto já tinha passado por cirurgias para drenar o sangue e ajudar a expandir os pulmões. A última atualização de seu estado de saúde dava conta de uma melhora na condição respiratória.

Além dele, o jornalista Rafael Henzel, da rádio Oeste Capital de Chapecó, já tinha apresentado melhora nas últimas 12 horas. Apesar do estado de ambos ainda inspirar cuidados, eles estavam estáveis.

Também permanecem internados o goleiro Jackson Follmann e o lateral Alan Ruschell.
Uol

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PB terá 13 vagas para profissionais do ‘Mais Médicos’ em novo edital do governo

maismedicosO Ministério da Saúde lança, nesta sexta-feira (11), edital para contratação de brasileiros no programa Mais Médicos. Na Paraíba, serão ofertadas 13 vagas, a serem distribuídas nos municípios de Alagoinha, Aroeiras, Baía da Traição, Belém, Bonito de Santa Fé, Itapororoca, Juazeirinho, Mamanguape, Picuí, Santana dos Garrotes e Sumé.

As inscrições serão realizadas entre 20 de novembro e 23 de dezembro, e as vagas que não forem preenchidas por médicos brasileiros com atuação no país serão ofertadas aos brasileiros formados em qualquer país. Uma novidade deste edital é que o médico terá 15 dias para permutar sua vaga com outro profissional selecionado. Com isso, os candidatos terão mais uma chance de o médico garantir atuação onde deseja entre as cinco opções que podem fazer. A cada três meses, um edital trará novas vagas.

Nesse primeiro edital, as oportunidades estão, em sua maioria, localizadas em capitais, regiões metropolitanas e em municípios com mais de 250 mil habitantes, considerados com alto poder de atração para os médicos brasileiros. Das 1.004 vagas abertas em todo Brasil, cerca de 40% estão localizadas no Nordeste (404). O Sudeste é segunda região com maior oferta – 331 vagas, 33% do total. Já as regiões Centro-Oeste, Norte e Sul, ofertam respectivamente, 75, 79 e 115 oportunidades.

A meta do governo federal é chegar a 4 mil substituições de médicos cooperados por brasileiros em três anos, reduzindo de 11,4 mil para 7,4 mil participantes cubanos. Para isso, o Ministério da Saúde quer atrair os brasileiros ofertando vagas em locais que estão entre as opões mais escolhidas por esses candidatos nas últimas seleções e que, atualmente, são ocupadas por cubanos do 1° e 2° ciclos do Programa.

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Aplicativo é criado para denunciar ausência de médicos nos PSFs

aplicativoA convocação dos Ministérios Públicos Federal e Estadual da Paraíba para que a população denuncie os médicos que não estiverem cumprindo à risca o horário de expediente nos Postos de Saúde da Família (PSFs) ganhará, em breve, um forte aliado. Um aplicativo para celular será criado para facilitar o contato dos cidadãos com os órgãos fiscalizadores e, assim, agilizar as denúncias que porventura forem formalizadas. MPF e MPPB querem a instalação de pontos eletrônicos nesses locais de trabalho para monitorar o horário dos profissionais. O Sindicato dos Médicos não contesta a medida, mas entende que há outros problemas mais urgentes a serem solucionados.

A ideia do aplicativo, de acordo com o procurador Regional dos Direitos do Cidadão José Godoy Bezerra de Sousa, é fazer com que o cidadão encontre mais facilidade para denunciar a ausência de médicos nos PSFs de suas comunidades. “Ainda não temos uma data de quando será feito. Está sendo trabalhado. Nós estamos utilizando a estrutura do Ministério Público Estadual, que tem um trabalho belíssimo nessa área através do Gaeco e da sua área de informática. E a nossa idéia é de fazer uma parceria nesse sentido. É algo que está sendo pensando e planejado”, revelou o procurador.

José Godoy reafirmou que a preocupação dos órgãos fiscalizadores é manter o funcionamento na área da Atenção Básica de Saúde. “Nós temos que entender que a Atenção Básica é a base da saúde. Ela é a base para não termos hospitais super lotados e ela é a porta de entrada para os demais níveis de saúde como os hospitais, os exames e tudo mais. Então a busca para que ela funcione cada vez melhor é uma busca para uma saúde melhor. Sem ela funcionar adequadamente dificilmente teremos uma saúde de qualidade”, explicou.

Sindicato quer debater outros temas

O secretário geral do Sindicato dos Médicos da Paraíba, Tarcísio Campos, informou que o órgão solicitou uma reunião com o MPF para debater a recomendação sobre a implantação do ponto eletrônico nos PSFs.  A categoria, segundo ele, não contesta o ponto mas quer debater outros problemas considerados urgentes, como por exemplo, o atraso nos salários de alguns profissionais.

“Em Santa Rita, os médicos estão sem receber os salários há dois meses. Em Bayeux, o atraso é constante e as prefeituras não estão pagando o Pmac (pagamento por desempenho). Então temos que debater todos esses assuntos”, declarou.

Tarcísio Campos afirmou que a categoria não tem nada contra o cumprimento da carga horária de 40 horas semanais desde que os profissionais possam se aposentar com o valor recebido enquanto estão na ativa. Ele também questionou o porquê da exigência da carga horária  e monitoramento apenas para as classe médica.

“É dever de todos os servidores públicos dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e que ocupam todos os cargos cumprirem sua carga horária. Já que está tendo essa cobrança para com os médicos que se estenda para os demais servidores públicos de todas as esferas”, sugeriu Tarcísio Campos .

Médicos não cumprem carga horária

Tarcísio Campos reconheceu que os médicos dos PSFs do interior do Estado, principalmente, não cumprem a carga horária de 40 horas semanais.  “Para que isso aconteça é preciso que os prefeitos façam concurso público e paguem um salário que seja incorporado na aposentadoria”, finalizou.

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Salários do Mais Médicos serão de R$ 11,5 mil a partir de janeiro de 2017

maismedicosPortaria do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação publicada nesta segunda (26) no Diário Oficial da União reajusta de R$ 10.570 para R$ 11.520 o salário de profissionais do Programa Mais Médicos. O novo valor mensal da chamada bolsa-formação já considera a contribuição previdenciária e passa a valer a partir de janeiro de 2017.

“O valor da bolsa-formação será revisto anualmente, tendo como referência o mês de junho do exercício financeiro em curso, mediante indexação pelo incremento da inflação no Brasil nos 12 meses anteriores à data de cálculo da revisão, com efeitos financeiros a partir de janeiro do ano subsequente”, informou a publicação.

Programa

O Mais Médicos foi criado pelo governo federal com o objetivo de melhorar o atendimento a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de levar mais médicos para regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais, a iniciativa prevê mais investimentos para construção, reforma e ampliação de unidades básicas de saúde, além da criação de novas vagas de graduação e residência médica para qualificar a formação desses.

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Homens evitam médicos para não serem vistos como ‘fracos’, diz pesquisadora americana

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, provocou uma polêmica nesta semana ao afirmar que homens vão menos ao médico do que as mulheres porque trabalham mais.

Crenças sociais influenciam nas visitas dos homens ao médico, diz pesquisadora

Crenças sociais influenciam nas visitas dos homens ao médico, diz pesquisadora

Foto: Thinkstock

Sua declaração parece não ter fundamento na realidade. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que mulheres trabalham em média cinco horas a mais que os homens na semana, uma vez que costumam acumular a vida profissional com mais tarefas domésticas.

Pesquisas realizadas nos Estados Unidos – país onde homens também se consultam menos do que as mulheres – indicam que outro elemento está por trás dessa disparidade: o fator cultural que associa ao sexo masculino características como “bravura” e “autossuficiência”.

Educados para se mostrarem fortes, homens evitam o atendimento médico justamente por receio de serem vistos como fracos, disse à BBC Brasil uma das autoras desses estudos, Mary Himmelstein, pesquisadora da Universidade de Connecticut.

Em uma de suas pesquisas, ela questionou 491 pessoas, de ambos os sexos, sobre o quanto concordavam ou não com frases sobre o papel social de homens e mulheres, a importância da bravura e autossuficiência e a confiabilidade de médicos.

Além disso, os entrevistados também deram informações pessoais sobre com que frequência iam ao médico e quanto tempo costumavam demorar para ir se consultar quando se sentiam mal.

Cruzando esses dados, Himmelstein e a coautora do estudo Diana Sanchez concluíram que, quanto mais os entrevistados se identificavam com valores associados culturalmente à masculinidade (bravura e autossuficiência), mais eles tendiam a minimizar problemas de saúde e a evitar consultas médicas.

Mary Himmelstein pesquisou por que homens evitam ir ao médico
Mary Himmelstein pesquisou por que homens evitam ir ao médico

Foto: Divulgação

“Crenças tradicionais sobre os papéis sociais (de cada gênero) contribuem para a forma como nossa cultura constrói a masculinidade – isto é, as mensagens que recebemos sobre como os homens são, como deveriam ser e como devem agir”, explicou Himmelstein, em entrevista por email.

“No caso dos homens, essas crenças contribuem para a ideia de que, para ser um ‘bom homem’, é preciso ser duro, corajoso e absolutamente autossuficiente. O problema dessas crenças é que criam barreiras para pedir ajuda, mesmo em face de doenças e lesões”, acrescentou a pesquisadora.

Mulheres e bravura

A pesquisa mostrou ainda que mulheres que se identificavam com valores de bravura e autossuficiência também iam menos ao médico. No entanto, um número menor delas se associava a essas características.

Executivos com grande carga de trabalho procuram mais ajuda, diz pesquisadora
Executivos com grande carga de trabalho procuram mais ajuda, diz pesquisadora

Foto: Thinkstock

“A principal diferença é os homens têm um roteiro cultural dizendo que eles TÊM que agir dessa forma para que possam ser considerados homens. As mulheres não têm essa mesma pressão social para serem corajosas, resistentes, e autossuficientes”, observou.

“As mulheres são mais propensas a ir ao médico do que os homens e fazem mais perguntas quando estão lá. Potencialmente, grande parte da explicação para essas diferenças está relacionada com as mensagens culturais sobre masculinidade”, disse ainda.

A pesquisadora destacou também que, mesmo quando desconsideradas as consultas diretamente relacionadas ao gênero feminino, como visitas ao ginecologista e acompanhamento pré-natal, as estatísticas mostram que as mulheres vão ao médico com mais frequência que homens.

Questionada sobre haver evidência científica de que pessoas que trabalham mais se consultam com menos frequência, Himmelstein disse desconhecer informações nesse sentido.

Na realidade, a pesquisadora apontou que executivos com grande carga de trabalho, por exemplo, costumam frequentar mais médicos do que a média – com exceção daqueles que pontuam na pesquisa altos índices de “masculinidade”.

“Pessoas em altos cargos de gerência, que trabalham horas excessivas (ou seja, mais de 40 a 50 horas por semana) são mais propensas a visitar o médico, por isso não se pode argumentar que são as horas de trabalho que impedem as consultas”, afirmou.

“Eu diria que a masculinidade tem um peso grande no hábito dos homens de evitar e adiar consultas médicas.”Guia lançado pelo Ministério da Saúde na quinta-feira

Guia lançado pelo Ministério da Saúde na quinta-feira

Foto: Elza Fiúza/ Agência Brasil

E esse fator tem outras consequências para a saúde deles, nota a pesquisadora. Estudos indicam que os valores associados à masculinidade também levam os homens a serem menos francos sobre os sintomas que estão sentindo, assim como contribuem para uma comunicação menor de lesões em atletas do sexo masculino.

“A masculinidade também está associada com a frequência menor de cuidados com a saúde, como ir ao dentista, usar protetor solar, comer frutas e vegetais e realizar autoexames de mama e testículo (para identificar câncer)”, exemplificou a pesquisadora.

Pedido de desculpas

A declaração polêmica de Ricardo Barros foi dada na quinta-feira, durante o lançamento de duas cartilhas do ministério com objetivo de ampliar o atendimento aos homens na rede de saúde.

“Eu acredito que é uma questão de hábito. Os homens trabalham mais, são os provedores da maioria das famílias e não acham tempo para a saúde preventiva. Isso precisa ser modificado. Nós queremos capturá-los para fazer os exames e cuidar da saúde. A meta destes guias é fazer que nossos servidores orientem os homens, que normalmente estão fora [de casa], trabalhando”, disse na ocasião.

Após a reação ruim a sua declaração, o ministro pediu desculpas nesta sexta-feira. Por meio de uma nota, disse que se referia ao número maior de homens no mercado de trabalho.

Ricardo Barros disse que homens vão menos ao médico porque trabalham mais
Ricardo Barros disse que homens vão menos ao médico porque trabalham mais

Foto: Elza Fiúza/ Agência Brasil

Citando dados do IBGE sobre pessoas de 16 anos ou mais que estão trabalhando, destacou que 53,7 milhões são homens e 39,7 milhões são mulheres.

“Conhecendo o quanto as mulheres trabalham, eu jamais diria que os homens trabalham mais que as mulheres. Quero deixar claro que eu me referia ao número de homens no mercado de trabalho, que ainda é maior”, afirmou.

Segundo outra pesquisa do IBGE, que leva em conta também o trabalho doméstico, os homens trabalham em média por semana 41,6 horas fora de casa e 10 horas com tarefas dentro dela. Já as mulheres usam em média 35,5 horas da sua semana no trabalho principal, mas perdem mais que o dobro do que eles em afazeres em casa (21,2 horas).

Isso dá uma diferença de cinco horas, indicando que mulheres trabalham 10% mais que os homens. Apesar disso, seus salários tendem a ser menores, mesmo quando possuem escolaridade equivalentes a de colegas masculinos.

Os dados do IBGE também mostram que têm crescido o número de domicílios chefiados por mulheres. Segundo o levantamento mais recente, de 2014, essa é a realidade de 39,8% das casas do país.

Outras críticas

A declaração de Barros não é a primeira relacionada a questões de gênero a atrair críticas dentro do governo interino de Michel Temer.

Em julho, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, deu uma declaração polêmica sobre a presença das mulheres na política durante encontro com a chanceler mexicana, Claudia Ruiz Massieu, no México.

“Devo dizer, cara ministra, que o México, para os políticos homens no Brasil, é um perigo porque descobri que aqui quase a metade dos senadores são mulheres”, declarou Serra.

Todos os ministros do presidente interino são homens brancos, o que provocou uma série de críticas quando seu governo foi montado.

Depois disso, Temer nomeou mulheres para outros postos, como a presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o comando da Secretaria de Direitos Humanos. Em entrevistas, minimizou a ausência de ministras afirmando que esses cargos também são muito importantes.

Terra

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Cubano diz que médicos brasileiros se preocupam mais com dinheiro e status

medicoPrestes a começar a trabalhar pelo programa Mais Médicos, o cubano Amauri Cancio, de 40 anos de idade, diz que está ansioso para começar suas atividades em Codajás, na Amazônia. Depois de três semanas de curso em Brasília, ele chega a Manaus nesta segunda-feira (16) para uma semana de “acolhimento” em que vai conhecer os hospitais e unidades básicas de saúde, além de ter informações sobre hábitos de vida e doenças mais comuns daquela região.

Para o médico, viver em uma cidade distante da capital (Codajás fica a 240 km de Manaus) e também das maiores capitais brasileiras não será problema, já que seu objetivo de vida “é levar saúde onde se precisa dela”. De acordo com o cubano, muitos médicos brasileiros não querem ir para longe.

— O que nos move é o sentimento profissional. Nós fizemos um juramento, temos que cumpri-lo. Onde estudamos, aprendemos que devemos servir à nossa própria comunidade. Aqui no Brasil, para os médicos, o dinheiro e o status, às vezes, são mais importantes. Nós não viemos por dinheiro, viemos por solidariedade. O sistema de saúde e as políticas brasileiras são boas, mas é preciso universalizar o serviço.

Apesar de não ter fluência no português e ser estrangeiro, Cancio afirma que não está preocupado se sofrerá ou não algum tipo de preconceito de pessoas da comunidade onde vai trabalhar.

— Não estamos preocupados com o que falam de nós, vamos fazer o nosso trabalho aqui no Brasil, como já fizemos em outros países. Somos todos latinos, temos personalidades parecidas, somos muito calorosos, os brasileiros vão ver isso. Aqui nos receberam muito bem, o curso é excelente e vimos que não há tanta diferença no sistema de saúde dos dois países.

Blog Pensador Anônimo

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Solânea e mais 11 cidades da Paraíba receberão 42 médicos nos próximos dias

medicoA Paraíba receberá 42 profissionais para ocupar vagas em aberto do Programa Mais Médicos. Entre os médicos, 10 são brasileiros formados no exterior e 13 são cubanos que estão em Brasília (DF) participando do acolhimento e regularizando a documentação antes de se deslocarem no início do próximo mês para 12 municípios. Os 19 restantes serão selecionados por meio de edital em 17 cidades do estado. Veja aqui a lista das cidades contempladas.

Na Paraíba, foram contempladas as cidades de Cabedelo, Cajazeiras, Cajazeirinhas, Catingueira, Caturité, Coxixola, Cuité, Desterro, João Pessoa, Pombal, São José de Piranhas e Solânea.

“A estratégia do Programa Mais Médicos trará resultados permanentes para o Brasil. O Mais Médicos é um programa permanente, os bolsistas são transitórios até que se completem os objetivos de colocar médicos bem formados e qualificados, atendendo a população nos mais distantes locais do país”, ressalta o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Em todo o Brasil, mais de 1.350 vagas já estão sendo repostas. Dessas, 550 são com médicos cubanos, 305 com brasileiros graduados fora do país e 502 com profissionais que serão selecionados no edital de reposição lançado em julho. A previsão é que mais cerca de 650 profissionais de Cuba cheguem até o fim de agosto, totalizando mais de 2 mil reposições.

Os médicos com CRM Brasil que fizeram a inscrição para preencher as 502 vagas de reposição em 393 cidades do atual processo de seleção terão os dias 2 e 3 de agosto para escolher os locais de atuação por meio do endereço http://maismedicos.saude.gov.br/. Havendo vagas remanescentes, os médicos brasileiros formados no exterior terão oportunidade de participar do programa, só depois serão convocados os profissionais estrangeiros e os médicos da cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

REPOSIÇÃO – Em reunião no dia 15 de julho, com a Opas e representantes do governo de Cuba, o Ministério da Saúde prorrogou a permanência dos profissionais cubanos, que encerrariam as atividades em julho, para até novembro deste ano, garantindo a continuidade do atendimento à população nas cidades durante o período eleitoral e dos Jogos Olímpicos.

As vagas desocupadas por médicos brasileiros e de outras nacionalidades selecionadas por edital são repostas por meio de chamadas trimestrais. No caso dos médicos cubanos, a substituição é feita diretamente pela Opas com o governo de Cuba.

A continuidade da reposição foi um compromisso assumido desde o início da gestão do ministro da Saúde, Ricardo Barros, para atender o apelo dos gestores municipais para não deixar desassistida a população dos locais onde esses médicos atuavam.

SOBRE O PROGRAMA – Criado em 2013, o Programa Mais Médicos ampliou à assistência na Atenção Básica fixando médicos nas regiões com carência de profissionais. Além do provimento emergencial de médicos, a iniciativa prevê ações voltadas à infraestrutura e expansão da formação médica no país.

No eixo de infraestrutura, o governo federal está investindo na expansão da rede de saúde. São mais de R$ 5 bilhões para o financiamento de construções, ampliações e reformas de 26 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Já as medidas relativas à expansão e reestruturação da formação médica no país, que compõem o terceiro eixo do programa, preveem a criação, até 2017, de 11,5 mil novas vagas de graduação em medicina e 12,4 mil vagas de residência médica para formação de especialistas com o foco na valorização da Atenção Básica e outras áreas prioritárias para o SUS.

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Médicos lançam abaixo-assinado pela saída do ministro da Saúde

ministro-da-saudeO movimento Médicos pela Democracia do Ceará e da Bahia, com apoio de outras entidades que atuam em defesa da saúde pública e são contrárias ao golpe, lançaram na quarta-feira (20) um abaixo-assinado online pela exoneração do ministro da Saúde do governo interino, Ricardo Barros.

Reportagem do Seu Jornal, da TVT, mostra que as entidades listam os motivos para pedir a imediata saída do ministro. Os médicos consideram que Ricardo Barros é incompetente para o cargo, já que é engenheiro. O ministro também seria eticamente inabilitado, pois teve sua campanha eleitoral para deputado federal financiada por planos privados de saúde.

Eles também afirmam que Barros já demonstrou que é ideologicamente contrário ao Sistema Único de Saúde (SUS), ao declarar que não vai lutar por mais recursos para a Saúde, e que também é incapaz de compreender a complexidade do processo saúde-doença, já que afirmou que alguns pacientes que procuram os postos de saúde apenas imaginam que estão doentes.

Dentre outras propostas polêmicas, o ministro também defendeu a criação de planos de saúde populares.

Rede Brasil Atual

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Médicos investigam lesões oculares em recém-nascidos por causa da zika; PB é 2ª com mais casos

lesao-ocularPesquisadores em Pernambuco e São Paulo investigam a ocorrência de lesões na retina e no nervo óptico, que podem causar perda de visão, em bebês com microcefalia associada ao zika vírus.

Em texto divulgado na revista científica The Lancet na noite de quinta-feira, cientistas da Fundação Altino Ventura, do Hospital dos Olhos de Pernambuco (HOPE) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) descrevem uma associação entre a infecção de mulheres grávidas pelo vírus e a descoberta das lesões nos recém-nascidos.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil tem 3.174 casos suspeitos da má-formação registrados até o dia 2 de janeiro, em 21 Estados.

Assim como outras viroses e infecções bacterianas – como a rubéola, a toxoplasmose e a sífilis –, o vírus da zika, quando contraído nos primeiros meses da gravidez, pode causar diversos tipos de lesões cerebrais no bebê, além da microcefalia.

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Esta, no entanto, é a primeira vez em que lesões oculares associadas à zika são descritas em recém-nascidos, de acordo com o oftalmologista Rubens Belfort Junior, professor da Escola Paulista de Medicina, da Unifesp.

“Fazendo exames, vemos que o aspecto dessas lesões é diferente das que são causadas por outras infecções”, disse Belfort à BBC Brasil.

“Mas também estamos examinando as mães para ter certeza de que elas não tinham alguma deficiência visual que o bebê pudesse ter herdado.”

A ocorrência das lesões oculares é a primeira descoberta documentada após a realização de mutirões de exames em Recife e Salvador – duas das cidades com maior número de casos de microcefalia.

“Queremos produzir mais informações sobre a doença e orientar os pacientes. O impacto econômico e psicológico dessa epidemia é devastador.”

Foto: João Eudes de LimaImage copyrightJoao Eudes de Lima
Image captionPesquisadores dizem que exames oftamológicos podem ajudar a confirmar relação entre lesões cerebrais e infecção por zika

Ajuda no diagnóstico

O trabalho descreve os casos de três bebês com microcefalia examinados pela equipe.

Nos três foram encontrados problemas como o distúrbio pigmental da retina (parte do olho responsável pela formação de imagens) e diferentes graus de atrofia da retina, da coroide (estrutura que absorve a luz) e do nervo óptico, que, segundo Belfort, podem causar perda total ou diminuição da visão.

“Quando enviamos este texto para a revista, estávamos começando a examinar os pacientes. Agora, já temos cerca de 100 crianças e 100 mães examinadas em Pernambuco e na Bahia, com resultados semelhantes”, diz o pesquisador.

Para Belfort, os exames também podem revelar se o zika vírus estaria causando problemas visuais mesmo em bebês que não tiveram a microcefalia.

“Já temos algumas crianças que não tem microcefalia, mas têm lesões na retina e no sistema nervoso central. Isso tornaria o problema maior e mais grave”, afirma.

O caso brasileiro é o primeiro no mundo que associa o vírus à ocorrência de microcefalia em bebês. Por isso, casos como estes ainda não estão presentes na literatura científica sobre a doença e suas consequências.

Além disso, a dificuldade em diagnosticar a zika depois que a pessoa teve a doença torna difícil saber se todos os casos notificados de microcefalia estão realmente associados ao vírus. Por essa razão, os autores da pesquisa acreditam que o exame nos olhos dos bebês pode ajudar.

“Em todo o mundo, o diagnóstico da zika é quase sempre feito pela exclusão de outras doenças e pela associação dos sintomas. É como na época da descoberta de Aids, quando ainda não havia teste”, diz.

“Com o exame oftalmológico, podemos identificar as lesões nas crianças e saber se elas podem ter sido causadas por este vírus ou por outras razões.”

BBC Brasil