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Sociedades médicas fazem alerta sobre aplicação de hidrogel

hidrogelA Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) divulgou uma nota, nesta quinta-feira (4), informando que não recomenda o uso do hidrogel em procedimentos estéticos e que sua aplicação “deve ser restrita a procedimentos considerados reparadores”. Nesta terça-feira, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) já tinha feito um alerta sobre o risco da injeção do produto por pessoas não médicas.

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O debate sobre a segurança do produto veio à tona nesta semana, depois que a modelo Andressa Urach foi internada com uma infecção na coxa. O hospital onde ela recebe tratamento atribuiu a infecção a uma aplicação de hidrogel, que ela recebeu há 5 anos.

De acordo com a SBCP, trata-se de um material cujos estudos científicos a longo prazo são inconclusivos, por isso o uso não é recomendado. Já a SBD enfatiza que somente um médico tem conhecimento sobre a anatomia, a fisiologia, a imunologia e as interações dos medicamentos usados no processo e é capaz de conhecer e lidar com as “prováveis complicações” que podem surgir durante a aplicação.

Apesar do tom crítico das entidades, há profissionais que defendem a segurança do uso de hidrogel, desde que a indicação seja adequada e a aplicação feita por um profissional capacitado. É a opinião do cirurgião ginecológico João Brito Jaenisch, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética.

“Acho o hidrogel uma substância muito segura quando bem indicada. Como em qualquer procedimento estético, o que não pode acontecer são exageros e a aplicação por pessoas que nem são médicas em um quarto de hotel, como houve casos”, diz.

Ele observa que a quantidade de produto que Andressa Urach teria usado em cada perna, 400 ml, é excessiva. “A indicação de qualquer outro produto na quantidade que foi injetada nessa modelo certamente não levaria a um resultado satisfatório. Um profissional com boa formação não colocaria esse volume.”

Para Jaenisch, se o médico for capacitado, o estabelecimento estiver preparado para esse tipo de procedimento e o paciente não tiver problemas de saúde prévios, a segurança da aplicação do hidrogel está garantida.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não determina qual é a quantidade máxima do produto que pode ser aplicada no paciente. A indicação de uso do Aqualift (marca de hidrogel vendida no Brasil) submetida pelo fabricante à agência para o registro do produto prevê que “o volume do material a ser injetado seja determinado pelo cirurgião”, podendo variar “de 1 a 50 ml”.

Produto está com registro irregular
O hidrogel da marca Aqualift está com registro irregular na Anvisa desde 31 de março. Clínicas ou profissionais que tenham comprado o produto antes dessa data podem usá-lo normalmente, segundo a Anvisa, já que não foi determinado seu recolhimento. Mas a venda, por enquanto, está proibida.

A Rejuvene Medical, importadora exclusiva do Aqualift no Brasil, informa que os documentos pedidos pela Anvisa para o processo de regularização já foram entregues e que, no momento, o produto não está sendo comercializado. Em nota, a empresa afirma que não existem, até o momento, provas médicas que apontem o hidrogel como o causador dos problemas de saúde noticiados nos últimos meses.

G1

Médicas param carro na BR e são baleadas em tentativa de assalto, no Norte da Paraíba

plantão-fnDuas médicas foram baleadas no fim da tarde desta quinta-feira (22) na entrada de Capim de Mamanguape, na BR-101/Norte. Inicialmente, a polícia descreveu o crime como tentativa de assalto.

A Polícia Militar informou que as vítimas viajavam do Rio Grande do Norte para a Paraíba e teriam parado o carro no acostamento da BR-101, no trecho que dá acesso a Capim de Mamanguape.

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Elas saíram do automóvel e acabaram abordadas por um bandido, que estava escondido em um matagal. Ao ver o criminoso, as vítimas reagiram e correram de volta para o carro. O bandido atirou e os disparos acabaram atingindo as duas, no braço e no abdome.

Acompanhadas de uma terceira colega, elas conseguiram escapar até um posto da PRF em Bayeux, já na Grande João Pessoa, onde pediram ajuda. As equipes de resgate da PRF socorreram as vítimas feridas e as levaram para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, na Capital.

O estado de saúde das duas não foi divulgado pelo hospital, mas, segundo a PM, elas não tiveram ferimentos graves. Até as 18h desta quinta-feira (23) ninguém havia sido preso.

 

portalcorreio

A história do médico cubano sabotado por duas médicas brasileiras

A diarista Gilmara Santos foi a um posto de saúde no bairro Viveiros, em Feira de Santana (BA), para que seu filho recebesse atendimento.

Lá encontrou o médico cubano Isoel Gomez Molina.

Ele atendeu a mãe e a criança de forma atenciosa, receitou dipirona para o tratamento e explicou detalhadamente a Gilmara como ela deveria aplicar o medicamento. Nas palavras dela:

“Ele me atendeu muito bem. Ele tratou meu filho super bem, porque tem médico que nem olha na cara da mãe e nem da criança. Ele me explicou direitinho como dar o remédio, disse ainda que a quantidade de gotas é definida a partir do peso da criança. Ele prescreveu 40 gotas, mas foi apenas um erro. Ele me disse exatamente o que eu deveria fazer, que era para dar apenas 10 gotas.”

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Na receita entregue a ela, dizia que deveria dar ao filho 40 gotas de dipirona — “não em dose única, mas divididas em quatro vezes, a cada seis horas, em caso de febre e dor”. Além de escrever desta forma, deixando claro que cada dosagem seria de 10 gotas, ele explicou direitinho à mãe, durante a consulta, e ela entendeu bem.

Eis que, ao ver a receita, outra médica — esta brasileira — “entendeu” que o médico havia sugerido uma dose única de 40 gotas, tirou uma foto da receita médica — que é um documento particular do paciente — e a publicou na internet, em uma rede social. Em seguida, um vereador, chamado José Carneiro (PSL), viu a foto na rede social e resolveu denunciá-la na Câmara Municipal e para a imprensa. Quando perguntado por repórteres, ao que tudo indica, mentiu, dizendo que Gilmara é que o tinha procurado para fazer a denúncia, o que ela negou veementemente.

Nas palavras de Gilmara, mais uma vez:

“Quando eu voltei, uma outra médica me atendeu. Como eu ando em mãos com todas as receitas que passam para meu filho, eu cheguei a mostrar para essa médica, que chamou outra colega. Aí elas tiraram uma foto e postaram na internet. Foi aí que o vereador ficou sabendo e tudo isso começou. Acho que isso é uma postura antiética da médica. Querem prejudicar os cubanos, porque eles atendem bem.”

O médico cubano Isoel Gomez Molina (Reprodução)

Além de Gilmara, cerca de 300 moradores de Viveiros fizeram um abaixo-assinado em defesa do médico cubano e pedindo sua continuidade no posto de saúde da comunidade. Os enfermeiros do posto de saúde organizam uma festa para ele, que voltará ao trabalho hoje, porque, nas palavras de uma enfermeira ”ele é um médico que chegou e que nós adotamos pelo carisma que ele tem, pela bondade que ele apresentou com a gente e pela presteza em não atender de cara feia”.

O resumo que entendi dessa história toda: o médico, que teve nome e foto expostos como um criminoso, que apareceu no telejornal como “o médico que receitou dose errada“, merece, na verdade, um prêmio, pelo excelente atendimento que vem prestando, conforme os enfermeiros, Gilmara e as outras 300 pessoas da comunidade. O vereador, que mentiu ao declarar que Gilmara havia procurado ele, não sofrerá qualquer punição. E as outras médicas, as brasileiras, que agiram de forma antiética ao divulgar em uma rede social a foto de uma receita de paciente que nem era dela, que tiveram nomes e imagens preservados, tampouco sofrerão qualquer punição, nem mesmo de seu Conselho Regional de Medicina. Eu gostaria de saber quem são elas, será que alguém pode me dizer? Não quero, jamais, correr o risco de ser atendida por alguma delas e ver minha receita médica numa página do Facebook.

Pra mim, este caso concreto do “primeiro profissional do Mais Médicos afastado”, como se noticiou com alarde — que na verdade poderia ser o “primeiro médico sabotado do Mais Médicos”, já devidamente inocentado (de cara, pela própria suposta vítima) e já devolvido a seu consultório — ilustra com perfeição tudo o que foi debatido neste blog, entre julho e agosto.

 

Por Kika Castro, do Blog da Kika Castro

Padilha pede que entidades médicas formulem propostas, e não boatos

Elza Fiúza/ABr
Elza Fiúza/ABr

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nessa quarta (17) que não admitirá “ataques pessoais” e “boatos” vindos de entidades médicas que protestam contra as medidas anunciadas pelo governo federal neste mês, em especial o Programa Mais Médicos.

“Neste debate de divergências, propostas são importantes. O que eu não admito e lamento muito são debates de ataques pessoais ou de boatos. Circulou o boato por aí, com ações de entidades, de dizer que o Ministério da Saúde não executou R$17 bilhões do orçamento em 2012. Isso não é verdade, o ministério emprenhou todo o volume de recursos autorizados pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento”, disse à Rádio Brasil Atual.

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O Conselho Federal de Medicina (CFM), também em entrevista à Rádio Brasil Atual, afirmou que iria estudar medidas judiciais cabíveis para barrar as medidas propostas pelo governo. Já a Associação Médica Brasileira (AMB), em junho, informou em nota que entrou com ação por ato de improbidade administrativa contra Padilha, “por deixar de utilizar R$17 bilhões do orçamento do ministério da Saúde entre os anos de 2011 e 2012.”

O ministro afirmou hoje que especulações sobre a veracidade de seu diploma de medicina chegaram a circular na internet nas últimas semanas. “Algumas entidades, de forma isolada, optaram por fazer ataques pessoais ou divulgar informações que não se sustentam, que não são verdadeiras. Especulações sobre meu diploma chegaram a circular, e até a USP fez esclarecimento sobre isso.” Em nota, a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) esclareceu que o ministro concluiu os programas de residência médica e Pós-Graduação da faculdade.

Padilha disse esperar das entidades a apresentação de propostas contrárias àquelas do programa do governo federal. “Que as propostas sejam apresentadas, o governo federal apresentou um conjunto de ações que vão da infraestrutura, aumento de recursos, de vagas para formação e chamamento que prioriza médicos brasileiros. Precisamos debater propostas.”

Infraestrutura

Uma das maiores críticas levantadas pelas entidades médicas é em relação à falta de infraestrutura em saúde para atendimento adequado à população nas regiões periféricas das grandes cidades e em municípios do interior do país. Segundo as entidades, de nada adianta levar médicos se os equipamentos de saúde não forem adequados. O presidente da AMB, Murilo Rezende de Melo, acusou o Mais Médicos de “medida populista”.

Padilha afirmou que apesar de certas localidades não possuírem a estrutura adequada, a presença de médicos é fundamental no atendimento em atenção básica de saúde à população. “Há lugares em que não têm infraestrutura, verdade, mas estes lugares têm pessoas, uma população que precisa ser atendida, e o médico, junto com a equipe multiprofissional, do lado do paciente, em qualquer situação, faz a diferença. Estamos falando de atenção básica, não estamos falando de hospitais altamente completos, e a atenção básica salva vidas.”

A infraestrutura em hospitais e unidades básicas de saúde será alvo de investimentos prioritários no Programa Mais Médicos, afirmou o ministro. “Precisamos melhorar infraestrutura, por isso a primeira ação do programa é aumentar investimento em infraestrutura, com orçamento crescente da saúde. Estamos com 20 mil unidades em construção, mas algumas já estão prontas só que não conseguem entrar em funcionamento, porque não tem médico suficiente para fazê-las funcionar.”

Programa

O Programa Mais Médicos para o Brasil prevê a contratação de médicos para atuar na saúde básica em municípios do interior e na periferia das grandes cidades. Entre os objetivos listados estão diminuir a carência de médicos nas regiões prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS), de modo a reduzir as desigualdades regionais nesta área; fortalecer a prestação de serviços na atenção básica em saúde no país; e ampliar a inserção do médico em formação nas unidades de atendimento do SUS, desenvolvendo seu conhecimento sobre a realidade da saúde da população brasileira.

De acordo com o governo federal, a prioridade é contratar médicos formados no Brasil. Caso as vagas não sejam preenchidas pelos brasileiros, o governo contratará médicos estrangeiros ou brasileiros formados no exterior, sendo que os últimos terão preferência dentro deste grupo. A estimativa inicial do Ministério da Saúde é a abertura de cerca de 10 mil vagas, mas o número pode mudar, já que os municípios ainda vão se inscrever no programa.

 

por Redação RBA

Sem salários extras, parlamentar diz ter dificuldade para pagar ‘caixões e receitas médicas’ de eleitores

deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA)A Câmara aprovou na quarta-feira (27) um projeto que limita o pagamento de 14º e 15º salário para deputados e senadores, mas a decisão contrariou alguns parlamentares.

Em entrevista à rádio CBN, o deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA) criticou a medida, e alegou que utiliza o dinheiro para pagar “caixões e passagens” para eleitores menos favorecidos que visitam seu gabinete.

Essa ajuda de custo, porém, é destinada para suprir a necessidade que os parlamentares têm ao se mudar, com suas famílias, para a capital, no início e no final de cada ano durante o recesso.

Ontem, o deputado Newton Cardoso (PMDB-MG) se pronunciou abertamente contra o projeto.

“Eu vou abrir mão sim, mas é preciso ajudar aqueles que precisam desse dinheiro. Acho uma deslealdade com estes deputados cortar o salário deles. Acho errado! Pago para trabalhar aqui, pago caro”, disse.

Os vencimentos mensais dos parlamentares são de R$ 26.723,13.

“É um clientelismo e assistencialismo sem igual. O deputado deveria fiscalizar o poder executivo, e não oferecer estes favores. Caso a entrega dessas benesses esteja condicionada ao voto no próximo pleito, pode ser caracterizado o crime eleitoral da compra de votos”, afirma Helio Silveira, advogado especialista em sistema eleitoral.

A reportagem tentou entrar em contato com Escórcio, mas ele não foi encontrado em seu gabinete.

O projeto de decreto legislativo, de autoria da ex-senadora e atual ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR), já tinha sido aprovado há cerca de nove meses no plenário do Senado.

Ao extinguir os salários extras, o projeto prevê que os parlamentares ainda continuem recebendo dois salários a mais, um no início e outro no final do mandato. Ou seja, para os deputados, a cada quatro anos; para os senadores, a cada oito anos.

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A colocação do assunto em pauta é uma tentativa do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), de melhorar a imagem da Câmara dos Deputados diante da opinião pública. “Parabéns a este plenário, que resgata a altivez dessa Casa”, declarou após a aprovação.

“Como trabalhadores que somos, não merecemos nenhum direito a mais”, disse a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), líder da bancada comunista.

“Esta tarde é uma tarde histórica”, declarou o deputado Rubens Bueno (PPS-PR). “Esse dinheiro não nos pertence.”

A extinção do pagamento do 14º e do 15º trará economia de R$ 27,4 milhões anuais à Câmara e de R$ 4,32 milhões ao Senado, totalizando R$ 31,7 milhões. De acordo com a assessoria da Câmara, apenas 30 dos 513 deputados abriram mão voluntariamente do benefício.

O subsídio pago aos parlamentares teve origem quando a capital da República federal ainda era o Rio de Janeiro..

UOL

Receitas médicas e odontológicas poderão ter validade nacional

Receitas médicas e odontológicas poderão passar a ter validade nacional. Isso significa que um medicamento prescrito por um profissional habilitado nessas áreas poderá ser comprado em qualquer parte do país, independentemente do local de origem da receita. A medida deve facilitar a vida dos cidadãos que dependem de remédios de uso continuado. A proposição já conta com relatório pela aprovação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

“O objetivo da nossa proposição é evitar os transtornos e, sobretudo, os riscos da atual situação enfrentada por muitos brasileiros, garantindo, assim, a continuidade do tratamento, onde quer que se encontrem, mediante a obrigatoriedade de reconhecimento e aceitação da receita médica em qualquer localidade do país, desde que assinada por profissional devidamente habilitado”, explicou o autor da proposta (PLS 325/2012), senador Jayme Campos (DEM-MT).

O parlamentar afirma ser favorável à existência de mecanismos de controle na comercialização de medicamentos, utilizados para impedir irregularidades, como automedicação e contrabando. Mas avalia como “contrassenso” a proibição de venda de remédios em localidade diferente da de emissão da receita, já que o profissional devidamente registrado tem assegurado por lei o direito de atuar em qualquer parte do país.

A argumentação convenceu a relatora, senadora Ana Amélia (PP-RS), a recomendar a aprovação do PLS 325/2012.

“Não vemos razão para que uma receita emitida por profissional devidamente habilitado não possa ser aviada em unidade da federação diversa daquela em que foi emitida. Os profissionais podem ser fácil e adequadamente identificados pelo número de registro nos conselhos de fiscalização da profissão, de aposição obrigatória nas prescrições”, observou Ana Amélia.

A relatora apresentou duas emendas ao texto original para realizar ajustes de redação e ampliar o alcance da medida às receitas odontológicas. O projeto deverá ser votado em decisão terminativa pela CAS. Se aprovado pela comissão e não houver recurso para exame pelo Plenário do Senado, deverá ser enviado para a Câmara dos Deputados.

Agência Senado

Número de sindicâncias médicas na Paraíba cresce em 2012, diz CRM

O Conselho Regional de Medicina na Paraíba (CRM-PB) informou que vem registrando  um crescimento na abertura de sindicâncias para investigar infrações médicas no estado em 2012. De acordo com o corregedor do órgão, José Mário Espínola, somente nos primeiros três meses, foram abertos 52 procedimentos, enquanto durante todo o ano 2011 foram 127.

O corregedor disse que as sindicâncias abertas no CRM “são originadas por denúncias diversas”. Segundo José Mário, elas vão desde suspeita de erro médico, mau atendimento por parte dos profissionais e até supostas infrações ocorridas em hospitais, dentre outros fatos.

Para José Mário Espínola, vários fatores são responsáveis pelo aumento das sindicâncias.“Um deles é o fato do paciente agora ter uma maior consciência dos seus direitos. O aumento da confiança da população no Conselho de Medicina também influencia e há também o crescimento da quantidade de médicos no mercado”, disse o corregedor .

Atualmente mais de 100 sindicâncias estão aguardando para serem julgadas no CRM. O corregedor José Mário Espínola explicou que os julgamentos ocorrem de forma cronológica. “As mais antigas são julgadas primeiro”, disse. E ainda segundo ele, entre as que aguardam julgamentos existem sindicâncias abertas no ano de 2010.

O CRM havia marcado uma sessão de julgamento para noite de quinta-feira (26). Porém, em função de uma viagem do presidente do conselho, João Medeiros, a reunião foi cancelada. A próxima sessão vai acontecer na primeira quinzena de maio em uma data que, segundo Espínola, ainda vai ser marcada.

Nesta sessão deve ser colocada em votação a sindicância que apura o suposto uso de furadeiras domésticas no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, que foi aberta em setembro de 2011 e conforme Espínola já está concluída “Estou apelando que as sindicâncias mais antigas e as mais polêmicas sejam votadas”, destacou.

G1 PB

Entidades médicas irão avaliar qualidade de vida de cidades com baixo IDH

 

Caravana da Saúde acontecerá nacionalmente. Na Paraíba, ação terá início em junho e será liderada pelo CRM-PB

A qualidade de vida de 81 municípios brasileiros será diagnosticada no primeiro semestre desse ano pelas entidades médicas. O trabalho será realizado em três municípios com os piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) de cada Estado. Na Paraíba, serão visitadas as cidades de Natuba, Curral de Cima e Cacimbas, a partir do mês de junho. O projeto, intitulado Caravana da Saúde, foi lançado ontem (16, segunda), em João Pessoa, no Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), e contou com a participação de um dos idealizadores do trabalho, o médico pernambucano Ricardo Paiva.

Ele explicou que o relatório com o diagnóstico dos 81 municípios será apresentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) à imprensa e será solicitada audiência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Iremos mostrar os resultados ao Ministério da Saúde e propor soluções. A cada ano podemos ir aumentando o número de cidades visitadas e contribuindo com a promoção da cidadania nesses lugares. O médico também deve se comportar como um agente ativo, de responsabilidade social”, disse Ricardo Paiva, conselheiro do Cremepe (Conselho Regional de Medicina de Pernambuco). Pernambuco foi o criador do projeto, há sete anos, que agora abrangerá todo o território nacional.

A Caravana da Saúde irá observar, além das unidades de saúde das cidades, diversos outros aspectos, como saneamento, qualidade da água, coleta de lixo, distribuição de remédios, gastos com a saúde, moradias, emprego, combate à violência, uso de drogas, dentre outros. Além da observação dos médicos, serão aplicados questionários com a população. Na Paraíba, o CRM-PB estará à frente do trabalho que deverá contar com a participação da Associação Médica da Paraíba, Sindicato dos Médicos e Ministério Público Estadual.

“Essa é uma ação social de grande importância para a comunidade. Ao final do trabalho, iremos apresentar um relatório à imprensa e aos gestores, para que todos sejam sensibilizados e conheçam melhor a realidade desses municípios”, destacou o presidente do CRM-PB, João Medeiros. De acordo como vice-presidente do CFM, Carlos Vital, os conselhos regionais e o federal têm zelado pela valorização do trabalho médico, mas de forma que reflita em um atendimento satisfatório à população.

Formato Assessoria de Comunicação para o Focando a Notícia