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Deputados aprovam criação de medalha com nome de Gabriel Diniz

Na semana em que ocorre a Corrida do Bem em homenagem ao cantor Gabriel Diniz, a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou o projeto de resolução 83/2019, de autoria do deputado estadual Wilson Filho (PTB), que cria medalha com o nome do artista, destinada a jovens talentos que impulsionem o nome da Paraíba nacional e internacionalmente através de arte.

“É uma honraria importante que carrega o nome de um cantor sul-matogrossense, mas que veio morar cedo na Paraíba e levou para todo o Brasil a bandeira rubro-negra com o dizer ‘Nego’. Ela objetiva homenagear artistas, que tenham nascido ou que seja filho de paraibanos, o que era o caso do nosso saudoso Gabriel, mas que carreguem a nossa bandeira para espaços de destaque no Brasil e no mundo” , comentou Wilson Filho.

O parlamentar ressaltou ainda a importância da Corrida do Bem, que acontece neste domingo (20) em João Pessoa. Além de homenagear o cantor, a Corrida acontece para angariar recursos ao Hospital Napoleão Laureano, referência no tratamento de câncer no estado, mas que vive crise financeira. O evento esportivo contará com participação do cantor Waldonys, que fará salto de paraquedas em alusão à música com o mesmo nome de GD.

“São três ações importantes em apenas um evento: a primeira, obviamente, é a prática de atividade esportiva e o bem-estar; o segundo, a caridade em prol do principal hospital da Paraíba no tratamento do câncer e, por fim, a homenagem ao saudoso Gabriel Diniz – que foi homenageado também pelo nosso mandato com a criação da medalha”, comemorou.

Sobre Gabriel Diniz

Natural de Campo Grande, GD mudou-se com a família para João Pessoa na adolescência, onde foi criado. Gabriel Diniz iniciou a sua carreira como músico cantando em algumas festas na UFCG, depois passou a integrar grupos de renome – a exemplo do Cavaleiros do Forró, até estourar em sua carreira solo. Neste ano, o hit ‘Jenifer’, interpretado por ele, foi uma das principais músicas do carnaval brasileiro. Em abril deste ano, tornou-se oficialmente cidadão paraibano em cerimônia na ALPB.

 

Assessoria

 

 

Paraibana Mayara Rocha ganha Medalha de Bronze no Campeonato Brasileiro de Levantamento de Peso

A atleta paraibana Mayara Rocha, da Seleção Brasileira de Levantamento de Peso, ficou em terceiro lugar geral no Campeonato Brasileiro de Levantamento de Peso, realizado esta semana em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Com a colocação, Mayara garantiu a Medalha de Bronze para a Paraíba, conquista que ela comemorou exaustivamente.

Mayara ficou em 1º lugar no Clean and Jerk (também conhecido como ‘Arremesso’, quando o atleta eleva a barra apoiando-a nos ombros para, em seguida, erguê-la acima da cabeça); e em 3º lugar no Snatch (também chamado de ‘Arranco’, quando o atleta eleva a barra diretamente acima da cabeça). E, no geral, Mayara garantiu o 3º lugar e a Medalha de Bronze.

Nas redes sociais, a atleta comemorou a conquista. “Estou muito feliz e orgulhosa do trabalho duro. Ainda mais animada para treinar e me dedicar cada vez mais. Agradeço a Deus por Ele ter colocado pessoas tão incríveis na minha vida. Valeu pela torcida, galera!”, afirmou Mayara, referindo-se aos parceiros, colaboradores, treinadores e aos que torceram pela conquista.

Mayara continua a sua preparação para garantir o índice necessário para a participação nos Jogos Panamericanos do ano que vem, que serão realizados em Lima, no Peru. Ela disse estar feliz pela conquista da Medalha de Bronze, mas que vai concentrar seus esforços para as próximas competições. “Estou feliz, mas nunca satisfeita. Eu quero e posso mais”, disse.

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Paraibana Mayara Rocha ganha Medalha de Prata e sagra-se vice-campeã no Brasileiro de Levantamento de Pesos  

A atleta paraibana Mayara Rocha Soares, de 24 anos, conquistou a Medalha de Prata e sagrou-se vice-campeã brasileira de Levantamento de Pesos. Ele representou a Paraíba junto com outros atletas da Seleção Paraibana, no Campeonato Brasileiro Adulto de Levantamento de Pesos, aberto na tarde desta quinta-feira (11) na Associação Atlética Banco do Brasil – AABB de Belo Horizonte-MG.

Mayara foi a segunda colocada na categoria até 48 kg, cujas disputas ocorreram neste primeiro dia da competição. Ela também é bicampeã paraibana de Levantamento de Pesos em sua categoria.

A atleta tem como treinador Yamande Almeida, da Academia Crossfit Brabo, de Campina Grande, e é acompanhada por profissionais como a médica Ludmila Maciel, o Nutricionista Artur Caminha, e o fisioterapeuta Gabriel Marques.

Em seu período de preparação e para a viagem a Belo Horizonte, Mayara contou com apoio de instituições e empresas como Uptime Curso de Inglês, Prefeitura de Campina Grande, Pharmapele Farmácia de Manipulação, Loja de Suplementos Shopsport e Clínica de Estética Vitalite.

O Campeonato Brasileiro Adulto de Levantamento de Pesos 2017 prossegue até o sábado (13), numa realização da Associação Brasileira de Levantamento de Pesos.

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Paraibano Petrúcio Ferreira sai do último lugar e conquista terceira medalha

petrucio-ferreiraQuando viu, pela televisão, o que tinha acabado de fazer na final dos 400m T47 (para amputados), nem Petrúcio Ferreira acreditou. Depois de ser o último atleta a fazer a curva que antecede a linha de chegada, Petrúcio imprimiu, nos últimos metros, uma arrancada fantástica e absolutamente inesperada para ficar com a prata – a terceira medalha em três provas que competiu. “Se eu tivesse ali mais ou menos uns dois metros até a linha de chegada, quem sabe eu não teria beliscado o ouro”, calcula o campeão e recordista mundial nos 100m e dono de uma medalha de prata no revezamento 4x100m T42-T47, ao lado de Yohansson Nascimento, Alan Fonteles e Renato Nunes.

O ouro realmente não veio por uma questão de centésimos – oito, para ser mais exato. O cubano Ernesto Blanco venceu com o tempo de 48.79, enquanto Petrúcio marcou 48.87. O austríaco Gunther Matzinger, que já tinha encaminhado o segundo lugar, acabou sendo pego de surpresa pelo ritmo alucinante do brasileiro terminou em terceiro, com 48s95. “Foi em um piscar de olhos. Muitos pensavam que eu não estava chegando, mas, durante a corrida, eu vinha pensando que eu chegaria neles. E quanto mais eu pensava, mais eu me aproximava deles”.

Especialista em provas curtas, Petrúcio correu os 400m pela segunda vez em sua meteórica carreira. Antes da prata nas Paralimpíadas, só tinha percorrido a distância no evento-teste do atletismo, justamente para chegar ao índice que garantiu sua classificação para os Jogos. “Não é minha prova. Ainda não gosto de correr os 400m e prefiro correr os 100m e os 200m. Como não teve os 200m, tive que migrar para os 400m. Eu estava inscrito nela e tinha que dar o meu melhor. Ontem [16] eu me classifiquei e o pensamento era de que eu iria me superar e fazer melhor do que eu já tinha feito”, diz.

A desvantagem para os adversários mais calejados na distância foi encurtada com frieza, precisão e calculismo impressionantes para quem está há apenas dois anos no atletismo. “Uma das minhas estratégias foi me poupar nos primeiros 200m da prova para soltar toda a energia que eu economizei nos metros finais e tentar buscar medalha. Foi um pouco difícil de colocar em prática, porque com o grito da torcida em um Engenhão lotado, você quer ir de qualquer jeito para chegar em primeiro. Eu tive que manter a calma e correr tudo aquilo que eu treinei, para que fluísse durante a prova”, explica. “Se eu tivesse arrancado um pouquinho antes, talvez tivesse faltado fôlego para os últimos metros e nem com a prata eu teria ficado”.

Nova geração

Expoente da nova geração do atletismo paralímpico do Brasil, Petrúcio, de apenas 19 anos, diz que, apesar de se despedir do Rio de Janeiro com três medalhas, ainda está longe de atingir o seu ápice. “Qualquer treinador costuma me dizer que eu ainda estou na base. Sou iniciante. Ainda preciso melhorar alguns fundamentos, como corrigir a passada, uma elevação de joelho, a movimentação do braço. Creio que daqui a quatro anos eu consiga melhorar mais ainda a minha performance”.

O menino de São José do Brejo do Cruz, no interior da Paraíba, perdeu parte do braço esquerdo em um acidente com uma máquina de moer capim, quando tinha dois anos de idade. Ele tentava imitar o pai, que usava o equipamento antes de começar a alimentar as vacas da fazenda em que viviam. A velocidade de Petrúcio o levou trocar as quadras de futsal pelas pistas de atletismo, chegando a resultados maiúsculos em muito pouco tempo: “Correr me deixa feliz. Apesar de ser alto rendimento, eu entro na pista para brincar. Quem nunca brincou de apostar corrida? Eu entro na pista com essa leveza e preparado para dar o meu melhor”.

Agência Brasil

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Israel Stroh é prata em medalha histórica para tênis de mesa do Brasil

israelO brasileiro Israel Stroh conquistou a primeira medalha da história em competições individuais do tênis de mesa do Brasil, tanto nos Jogos Olímpicos para Paraolímpicos. Ele ficou com a prata na decisão desta segunda-feira.

Stroh foi derrotado pelo britânico John William Bayler, número um do ranking mundial, por 3 sets a 1. Assim, ele acabou com a prata na classe 7.

Até esta segunda-feira, o Brasil só havia conquistado medalhas em uma disputa por equipes nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008, com Welder Knaf e Luiz Algacir.

O algoz da decisão havia sido adversário de estreia de Stroh. Naquela ocasião, o brasileiro venceu por 3 sets a 1.

Uol

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Daniel Dias é ouro e leva 16ª medalha: “Nunca senti uma emoção dessa”

A 16ª medalha paralímpica de Daniel Dias e a primeira da natação brasileira nos Jogos Rio 2016 veio de um jeito especial. Depois de somar 15 pódios em Londres 2012 e Pequim 2008, o nadador de Campinas teve a chance de conquistar seu 11º ouro competindo em casa. O maior nome da natação paralímpica do país venceu com sobras – uma diferença de pouco mais de 11s – a final dos 200m livre (categoria S5), nesta quinta-feira, conquistando o tricampeonato. O astro de 28 anos, que levantou a torcida no Estádio Aquático, ainda disputa outras oito provas ao longo da competição, com chance de chegar a incrível marca de 24 medalhas.

– Nunca senti uma emoção dessa. Meu coração explodiu, achei que fosse sair pela minha garganta, pular para fora. Foi fantástico, foi incrível, foi um momento único – comemorou Daniel.

Daniel Dias vence os 200m livre S5 (Foto: André Durão)Descrição da imagem: Daniel Dias levanta o braço direito e comemora, dentro d´água a vitória (Foto: André Durão)

O altíssimo barulho da torcida antes da largada não tirou a concentração de Daniel Dias. Os gritos, na verdade, serviram de combustível para o brasileiro acelerar desde os primeiros metros. Sem dar chances a qualquer adversário, o multicampeão dominou a prova do início ao fim e bateu em primeiro com tranquilidade, em 2m27s88. Campeão em Pequim 2008 e Londres 2012, o atual recordista mundial conquistou o tricampeonato da prova com a vitória na estreia no Rio.

– Foi como eu sonhava, como esperava, e até maior, com todo esse apoio, com todo essa torcida, tendo a minha família… Eu sempre disse que era um sonho ter um filho me acompanhando, e Deus me agraciou com dois. Ter esse apoio a mais é espetacular. Saio satisfeito. Claro que a gente estava atrás desse recorde mundial, mas cheguei exausto e sei que dei o meu melhor para hoje. E estou ainda mais satisfeito com essa apoio da torcida, com esse incentivo. Não tem preço. É um momento único que a gente está vivendo. Temos que desfrutar de tudo isso com muita alegra, nos divertir quando a gente cair na piscina.

Descrição da imagem: Daniel Dias sorri no pódio dos 200m (Foto: André Durão)Descrição da imagem: Daniel Dias sorri no pódio dos 200m (Foto: André Durão)

Maior medalhista em Paralimpíadas da história do Brasil, Daniel Dias disputará, além dos 200m livre S5, outras cinco provas individuais na Rio 2016 e é candidato a subir ao pódio em todas elas: 50m livre, 100m livre, 50m borboleta e 50m costas da classe S5, além dos 100m peito SB4. O brasileiro, que nasceu com má formação congênita dos membros superiores e da perna direita, ainda disputa os revezamentos 4x50m livre misto 20 pontos, 4x100m livre masculino 34 pontos e 4x100m medley masculino 34 pontos.

Caso conquiste medalhas em todas as nove provas, o fenômeno de 28 anos alcançará a incrível marca de 24 medalhas paralímpicas, ultrapassando o atual recordista da natação masculina, o australiano Matthew Cowdrey, que tem 23 e não disputa os Jogos do Rio.

Confira os tempos dos medalhistas:

1) Daniel Dias – ouro – 2m27s88
2) Roy Perkins – prata – 2m38s56
3) Andrew Mullen – bronze – 2m40s65

Daniel Dias vence os 200m livre S5 (Foto: André Durão)Descrição da imagem: Daniel Dias nada na prova de 200m livre na Rio 2016(Foto: André Durão)
Globoesporte.com

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Odair Santos é prata no atletismo e ganha 1ª medalha brasileira

Créditos: Ricardo Moraes/Reuters/direitos reservados
Créditos: Ricardo Moraes/Reuters/direitos reservados

O brasileiro Odair Santos, 35 anos, conquistou hoje (9) a primeira medalha brasileira nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Com o tempo de 15min17seg55, o atleta ficou com a medalha de prata nos 5.000 metros rasos T11.

Odair chegou a liderar a prova, mas o queniano Samwel Mushai Kimani foi mais rápido e conquistou a medalha de ouro, com 15min16seg11. O bronze ficou com o também queniano Wilson Bii, que fechou a prova com o tempo de 15min22seg96.

Agência Brasil

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Maicon Andrade vira luta com ponto no fim e conquista medalha de bronze

 (Foto: REUTERS / Peter Cziborra)
(Foto: REUTERS / Peter Cziborra)

Prazer, Maicon Andrade! Os entusiastas do taekwondo o conhecem como uma das promessas do Brasil na modalidade. Neste sábado, na Arena Carioca 3, porém, o lutador expandiu as fronteiras e deu seu cartão de visitas ao grande público após conquistar a medalha de bronze com a vitória por 5 a 4 – dramática, diga-se – contra o britânico Mahama Cho. De pouco conhecido ao pódio nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro: aos 23 anos de idade, o atleta de Ribeirão das Neves (MG) escreve a página mais relevante de sua curta – e já vitoriosa – história.

A proximidade de uma medalha olímpica, aparentemente, deixou Maicon Andrade e Mahama Cho intimidados. Os atletas, combativos em seus confrontos anteriores, travaram um primeiro round morno, com pouca movimentação e troca discreta de golpes. Eles se estudavam, ameaçavam chutes laterais – sem contundência – e ainda se acostumavam com a ideia de que estavam na luta mais importante de suas carreiras.

No segundo round, Cho arriscou um chute giratório para tentar acertar Maicon. O brasileiro desenhou um chute rodado, contudo, passou sem qualquer contato físico. Na sequência, o britânico “esquentou” e, ao esticar a perna, conectou ótimo chute alto: 3 a 0. O anfitrião ainda descontou e anotou seu primeiro ponto. Apesar da vantagem no placar, a luta ficou franca, enfim. Maicon apostou nas combinações de chutes, mas foi para o intervalo com dois pontos atrás no placar.

taekwondo, Maicon Andrade, Mahama Cho (Foto: REUTERS / Peter Cziborra)Maicon Andrade e Mahama Cho travaram uma batalha dura durante os três rounds (Foto: REUTERS / Peter Cziborra)

O terceiro round começou sob gritos de “eu acredito!” E Maicon seguiu à risca: foi para cima e fez a vantagem cair para um ponto. Logo depois, a virada relâmpago: 4 a 3. A alegria, porém durou pouco, com empate ligeiro do britânico. A menos de dez segundos do fim, quando o “golden point” surgia no horizonte, Maicon desempatou, anotou 5 a 4 e explodiu o “caldeirão”. Houve tempo de pedir replay por um suposto chute na face desferido pelo brasileiro – pedido indeferido pela arbitragem. A dois segundos do fim, bastou a Maicon Andrade segurar o placar e correr para as arquibancadas e se jogar nos braços da mãe, dona Vitória, dos treinadores e dos amigos.

Com a bandeira do Brasil em punho, Maicon circulou a arena e recebeu aplausos e gritos de incentivo dos compatriotas. Próximo da área de combate, colocou a bandeira no chão, a beijou e agradeceu. O esforço do jovem, que trabalhou como garçom e pedreiro no início da carreira, enfim, foi recompensado.

globoesporte

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Robson Conceição garante medalha no boxe e quer ouro para presentear a filha

(Foto: Peter Cziborra / Reuters)
(Foto: Peter Cziborra / Reuters)

O boxeador Robson Conceição superou o trauma dos Jogos Olímpicos de Pequim e Londres e garantiu ao menos uma medalha de bronze após avançar para a semifinal da Rio-2016, já que não há disputa de terceiro lugar na modalidade. O baiano teve bom desempenho contra Hurshid Tojibaev, do Uzbequistão, e venceu por decisão unânime dos jurados (30-27/30-27/29-28).

A LUTA

Robson Conceição começou o combate procurando tomar a iniciativa das ações. O baiano tentou dominar o centro do ringue e apostou em combinações rápidas de jab e cruzados de esquerda para vencer o primeiro assalto por 10 a 9 na opinião unânime dos jurados.

A festa da torcida, que aplaudiu bastante o representante brasileiro desde que ele apareceu no telão, pareceu incendiar o atleta, que começou o segundo round, Conceição apostando na mesma estratégia adotada no round inicial. Sob gritos de “uh, vai morrer”, já característicos em eventos de MMA realizados no Brasil, Tojibaev não conseguiu encontrar a distância para golpear o brasileiro e foi amplamente dominado no segundo round, que terminou com nova vitória unânime para Conceição por 10 a 9.

Ciente que havia perdido os dois rounds anteriores, Tojibaev partiu para cima do brasileiro e tentou buscar o nocaute. Entretanto, Conceição soube controlar bem a distância e clinchar a luta nos momentos certos para conter o ímpeto do rival, encaminhando a classificação para a próxima fase e garantindo ao menos uma medalha de bronze, já que não há disputa de terceiro lugar no boxe.

Após garantir a vaga na semifinal, Robson celebrou o fato de ter garantido sua primeira medalha olímpica. Entretanto, o atleta ainda não está satisfeito e pretende conquistar ainda mais. Para isso, precisará desempatar a disputa com o cubano, já que cada um venceu um dos dois duelos realizados.

“Estou muito feliz, mas ainda não satisfeito. Posso chegar mais longe e domingo vou partir pra cima desse cubano. Vou me presentear e prometi pra minha filha Sophia a medalha de presente, já que ela faz dois anos no dia 19 de agosto”, salientou Conceição antes de elogiar o rival:

“Ele é um atleta completo, três vezes cantão mundial, campeão olímpico. Mas vamos partir pra cima dele. Fiz lutas muito duras com ele e vai pegar fogo no domingo. Ele deve estar com pressão também por representar o país dele, mas vamos fazer um duelo de titãs. É uma grande final (antecipada) e vamos fazer uma grande luta.” salientou o lutador.

Ainda de acordo com o brasileiro, pouca coisa mudou em sua preparação no intervalo de quatro anos entre os Jogos Olímpicos de Londres e o do Rio de Janeiro. A maior mudança foi mental, e não nos treinamentos.

“Agora estou mais maduro, mais experiente, até pelos resultados dos últimos anos, que foram muito favoráveis. Treinei bastante, apanhei muito. Mas ainda não estou satisfeito. Quero a medalha de ouro e vou brigar por ela”, ressaltou Conceição.

Após conquistar sua medalha olímpica, Conceição prometeu manter o foco em busca da medalha de ouro. Por isso, o atleta preferiu não responder se pretende trocar o boxe amador pelo profissional após a disputa da Rio-2016.

“Vamos ver no que vai dar. Por enquanto estou focado nessa luta”, concluiu o lutador.

Cláudio Aires, técnico da seleção brasileira olímpica de boxe, também celebrou a vitória do brasileiro, mas preferiu manter os pés no chão ao avaliar o próximo adversário. De acordo com o treinador, nada será modificado para enfrentar o cubano, que é o atual líder do ranking da AIBA.

“Eu nunca imaginei que seria fácil, a competição está muito acirrada e é difícil. O cubano tem seus méritos, mas estamos focados na busca de medalhas. Não colocamos a carroça na frente dos bois. O Robson hoje entra para a história do Brasil na Olimpíada ao garantir medalha. Vamos manter o foco de sempre. Não saímos da Vila Olímpica para nenhum lugar fora daqui. Vamos passear só depois”, revelou o treinador.

Uol

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Guria de bronze: Mayra cai na semi, se levanta e leva sua 2ª medalha olímpica

Aos 14 anos, uma menina com espinhas no rosto, sotaque gaúcho carregado e muita força para tão pouca idade surpreendia ao virar titular da seleção brasileira de judô. De 2007 para cá, Mayra Aguiar cresceu, ganhou 10kg, amadureceu e construiu uma respeitadíssima carreira nos tatames. Após o bronze em Londres 2012, o título mundial em 2014, só lhe faltava o ouro em Jogos Olímpicos. A guria que virou mulher aos olhos de quem acompanha o esporte chegou até a semifinal com duas vitórias tranquilas, mas falhou na missão. Mayra foi derrotada na semifinal do peso-meio-pesado (até 78kg) para a francesa Audrey Tcheumeo, por receber duas punições contra uma da rival, na tarde desta quinta-feira. Sempre lutadora, a gaúcha de 25 anos colocou a cabeça no lugar e voltou com tudo para derrotar a cubana Yallenis Castillo, por yuko, na decisão do bronze, na Arena Carioca 2 e pendurar a medalha no peito. Arquirrival de Mayra, a americana Kayla Harrison bateu Tcheumeo na final e conquistou o bicampeonato olímpico consecutivo. O outro bronze ficou com a eslovaca Anamari Velensek.

– Completei 25 anos e tenho muito caminho pela frente. Agora tem Japão (Jogos de Tóquio 2020). Saindo daqui, começa um novo ciclo. Saio feliz. Não consegui meu maior objetivo, mas dei a volta por cima. É uma satisfação para o atleta conquistar uma medalha olímpica. Pensei que não fosse sentir esse gosto de novo. É um momento muito difícil virar a cabeça, esquecer a derrota e entrar em uma nova competição. Ainda vou lutar muito. É mais uma para a conta de medalhas olímpicas – comentou Mayra.

mayra aguiar bronze brasil judô (Foto: Toru Hanai / Reuters)Mayra comemora a conquista da medalha de bronze, na Arena Carioca (Foto: Toru Hanai / Reuters)

É o segundo pódio olímpico de Mayra, que também amealhou o bronze em Londres 2012, e a terceira medalha do Time Brasil na Olimpíada do Rio, a segunda no judô, após o ouro de Rafaela Silva. A primeira, de prata, veio no tiro esportivo, com Felipe Wu, na pistola de 10m. A láurea de Mayra é a 21ª do judô nacional em Jogos Olímpicos, aumentando a vantagem da arte marcial de origem japonesa na disputa com a vela, que tem 17.

Com uma determinação impressionante, Mayra Aguiar superou sem sustos duas adversárias na manhã desta quinta-feira para se garantir nas semifinal. Como era cabeça de chave, ela já estreou nas oitavas de final. E a atual terceira do ranking precisou de apenas 39 segundos para bater por ippon a australiana Miranda Giambelli, número 18. Nas quartas, o duelo foi mais complicado, contra a alemã Laura Malzahn, sétima do ranking. O combate contou com uma grande briga pela pegada. Mayra lutou de forma mais tática e não foi ameaçada. Em uma mistura de necessidade de ganhar ritmo de competição e precaução, a brasileira acabou levando a melhor, após os quatro minutos regulamentares, por conta de uma punição da oponente.

Representante brasileiro no peso-meio-pesado masculino (até 100kg), Rafael Buzacarini começou bem na manhã desta quinta, mas caiu nas oitavas, diante do japonês Ryunosuke Haga, atual campeão mundial.

Mayra Aguiar, medalha bronze (Foto: Reuters)Mayra Aguiar beija a bandeira do Brasil no quimono, após ganhar a medalha de bronze (Foto: Reuters)

Nos cinco primeiros dias do judô na Rio 2016, a seleção brasileira havia conquistado “apenas” o ouro com Rafaela Silva, mas frustrou as grandes expectativas que tinha de medalha com Sarah Menezes (até 48kg), Érika Miranda (até 52kg), Victor Penalber (até 81kg) e Tiago Camilo (até 90kg). Mariana Silva surpreendeu no até 63kg e acabou em quinto.

IPPON EM 39 SEGUNDOS NA ESTREIA

Mayra sabia muito bem que vencer rapidamente a sua luta de estreia seria importante para poupar forças para o decorrer da competição. Não era pretensão dela imaginar que faria isso facilmente contra a australiana Miranda Giambelli. Isso logo seria comprovado.

A gaúcha começou a sua terceira participação olímpica partindo para cima da australiana Giambelli. De cara, ela conseguiu encaixar um bonito golpe de perna e já somou um wazari. Conectou muito rapidamente com a luta de solo e imobilizou a oponente. A torcida contou junto os 15 segundos necessários para um segundo wazari. Dois wazaris valem um ippon. Vitória arrasadora da gaúcha na estreia.

Mayra Aguiar Rio 2016 (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)Mayra imobiliza a australiana Giambelli nas oitavas de final (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)

VITÓRIA NA TÁTICA E VAGA NA SEMI

A luta pelas quartas de final era mais complicada. Mayra entrava como favorita, mas sabia que a troca de pegadas era chata contra a alemã Malzahn. Com grande foco e determinação, a gaúcha demonstrou que tinha mais vontade. Os golpes, porém, não estavam entrando com tanta facilidade.

O jeito era lutar taticamente até que a oponente europeia se descuidasse na defesa. De tanto forçar, Mayra acabou conseguindo fazer com que Malzahn fosse punida por faltava de combatividade.

Mayra Aguiar x Laura Malzahn quartas Rio 2016 (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)Mayra disputa pegada com Malzahn (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)

A luta entrou no minuto final com a gaúcha na frente. Mayra demonstrou muita frieza, cozinhou o combate e tentou entrar golpes para não ser punida. O que mais vale é vencer. E a brasileira conseguiu o objetivo, sem nem mesmo ser incomodada. Vaga na semifinal!

A DOÍDA DERROTA NA SEMIFINAL

A disputa entre Mayra e a francesa Audrey Tcheumeo era uma reedição da final do Mundial de 2014, vencida pela brasileira. Tinha tudo para ser uma luta muito dura. No primeiro minuto, as duas apenas ficaram trocando pegadas, fazendo uma grande força.

Com uma tática um pouco mais agressiva, a europeia acabou conseguindo fazer com que Mayra fosse punida quando faltavam 2m30s. A brasileira estava atrás do placar e em situação difícil. Ela precisava entrar golpes.

Mayra forçou bastante e conseguiu forçar também uma punição da oponente. A luta estava empatada, faltando 45 minutos para o fim do tempo regulamentar. Tensão na Arena Carioca. Para desespero de Mayra e da torcida brasileira, ela acabou sendo punida mais uma vez, agora por usar a própria perna para tirar a pegada da rival e foi derrotada por Tcheumeo. Restava a disputa pelo bronze.

Mayra (Foto: Reuters )Mayra tenta cortar pegada da francesa na semifinal (Foto: Reuters )

A CONQUISTA DO BRONZE

Após a dor de perder a semifinal em casa, Mayra teve pouco mais de 20 minutos para se recuperar da decepção e voltou para buscar o bronze contra a cubana Yalenis Castillo. Logo, a gaúcha jogou a rival para o solo e ela caiu de lado: yuko. Rapidamente, Mayra conectou a luta de solo e chegou a imobilizar a oponente. Mas ela não conseguiu segurar muito tempo.

Muito mais forte, Mayra ainda forçou uma punição de Castillo por falta de combatividade. Ela não conseguia sequer pegar no quimono da brasileira. O tempo agora contava a favor de Aguiar. Ela estava com pinta de que não deixaria escapar o bronze.

O tempo foi correndo, a cubana parecia imóvel, e Mayra estava com força total novamente. Os quatro minutos chegaram ao fim. A guria ganhava a sua segunda medalha olímpica, o segundo bronze, quatro anos depois dos Jogos de Londres 2012.

Mayra Aguiar, luta pelo bronze (Foto: Reuters)Mayra faz força para encaixar contragolpe em cima da cubana Castillo (Foto: Reuters)
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