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Brasil cai em ranking mundial de educação em ciências, leitura e matemática

sala de aulas resultados do Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), divulgados na manhã desta terça-feira (6), mostram uma queda de pontuação nas três áreas avaliadas: ciências, leitura e matemática. A queda de pontuação também refletiu uma queda do Brasil no ranking mundial: o país ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática.

A prova é coordenada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi aplicada no ano de 2015 em 70 países e economias, entre 35 membros da OCDE e 35 parceiros, incluindo o Brasil. Ela acontece a cada três anos e oferece um perfil básico de conhecimentos e habilidades dos estudantes, reúne informações sobre variáveis demográficas e sociais de cada país e oferece indicadores de monitoramento dos sistemas de ensino ao longo dos anos.

Top 5 do Pisa em CIÊNCIAS:

  1. Cingapura: 556 pontos
  2. Japão: 538 pontos
  3. Estônia: 534 pontos
  4. Taipei chinesa: 532 pontos
  5. Finlândia: 531 pontos

Top 5 do Pisa em LEITURA:

  1. Cingapura: 535 pontos
  2. Hong Kong (China): 527 pontos
  3. Canadá: 527 pontos
  4. Finlândia: 526 pontos
  5. Irlanda: 521 pontos

Top 5 do Pisa em MATEMÁTICA:

  1. Cingapura: 564 pontos
  2. Hong Kong (China): 548 pontos
  3. Macau (China): 544 pontos
  4. Taipei chinesa: 542 pontos
  5. Japão: 532 pontos
    (veja o ranking completo)

Especialistas ouvidos pelo G1 afirmam que não há motivos para comemorar os resultados do país no Pisa 2015, e afirmaram que, além de investir dinheiro na educação de uma forma mais inteligente, uma das prioridades deve ser a formação e a valorização do professor.

“Questões como formação de professores, Base Nacional Comum e conectividade são estratégicas e podem fazer o Brasil virar esse jogo”, afirmou Denis Mizne, diretor-executivo da Fundação Lemann.

“É fundamental rever os cursos de formação inicial e continuada, de maneira que os docentes estejam realmente preparados para os desafios da sala de aula (pesquisas mostram que os próprios professores demandam esse melhor preparo)”, disse Ricardo Falzetta, gerente de conteúdo do Movimento Todos pela Educação.

Para Mozart Neves Ramos, diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, parte da solução “passa também em superar a baixa atratividade dos jovens brasileiros pela carreira do magistério, ao contrário do que ocorre nos países que estão no topo do ranking mundial do Pisa. Nesses países, ser professor é sinônimo de prestígio social”.

Participação do Brasil

No país, a prova fica sob responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A amostra brasileira contou com 23.141 estudantes de 841 escolas, que representam uma cobertura de 73% dos estudantes de 15 anos.

Em cada edição, o Pisa dá ênfase a uma das três áreas. Na deste ano, o foco foi ciências. Em 2015, a nota do país em ciências caiu de 405, na edição anterior, de 2012, para 401; em leitura, o desempenho do Brasil caiu de 410 para 407; já em matemática, a pontuação dos alunos brasileiros caiu de 391 para 377. Cingapura foi o país que ocupou a primeira colocação nas três áreas (556 pontos em ciências, 535 em leitura e 564 em matemática).

Segundo o Inep, não existem “evidências empíricas” para afirmar que houve “diferenças estatisticamente significativas” entre a pontuação dos estudantes brasileiros nas três áreas do Pisa entre 2015 e as três últimas edições da prova (2012, 2009 e 2006).

De acordo com os dados, os resultados dos estudantes em ciências e leitura são distribuídos em uma escala de sete níveis de proficiência (1b, 1a, 2, 3, 4, 5 e 6). Em matemática, a escala vai de 1 a 6. De acordo com a OCDE, o nível mínimo esperado é o nível 2, considerado básico para “a aprendizagem e a participação plena na vida social, econômica e cívica das sociedades modernas em um mundo globalizado”.

No Brasil, em todas as três áreas, mais da metade dos estudantes ficaram abaixo do nível 2. Veja no gráfico:

Maioria dos brasileiros ficaram abaixo do nível básico de proficiência em todas as áreas do Pisa 2015 (Foto: Editoria de Arte/G1)Maioria dos brasileiros ficaram abaixo do nível básico de proficiência em todas as áreas do Pisa 2015 (Foto: Editoria de Arte/G1)

Maioria dos brasileiros ficaram abaixo do nível básico de proficiência em todas as áreas do Pisa 2015 (Foto: Editoria de Arte/G1)

Além disso, 4,38% dos alunos brasileiros ficaram abaixo até do nível mais baixo no qual a OCDE determina habilidades esperadas para os estudantes em ciências. Em leitura e matemática, esse índice foi de 7,06% e 43,74% em matemática (no caso, da matemática, porém, há seis níveis de proficiência, e não sete).

Participaram alunos de todos os estados brasileiros, mas, no Amapá e no Paraná, não houve um número mínimo de avaliações para garantir uma análise estatística ampla. Por isso, o Inep alerta que os dados referentes a estes estados sejam analisados com cautela.

Em ciências e leitura, o Espírito Santo foi o estado com a maior média (435 e 441 pontos, respectivamente). Em matemática, a média do Paraná foi a mais alta, com 406 pontos, e o Espírito Santo teve a segunda maior média: 405. Já Alagoas registrou a média mais baixa nas três áreas: 360 em ciências, 362 em leitura e 339 em matemática.

Para Ricardo Falzetta, do Todos pela Educação, os dados mostram dois problemas principais. “Em primeiro lugar, que os nossos jovens não estão aprendendo conhecimentos básicos e fundamentais para que possam exercer plenamente sua cidadania enquanto jovens e depois, enquanto adultos, realizando seus projetos de vida. Em segundo lugar, a pesquisa aponta novamente – como vemos em diversos outros estudos, inclusive os nacionais – as enormes disparidades entre as regiões.”

Veja abaixo os resultados do Brasil em cada área:

Ciências

A área de ciências foi o foco da prova neste ano. Os alunos foram avaliados de acordo com três competências científicas: explicar fenômenos cientificamente, avaliar e planejar experimentos científicos e interpretar dados e evidências cientificamente. De acordo com a OCDE, “um jovem letrado cientificamente está preparado para participar de discussões fundamentadas sobre questões relacionadas à Ciência, pois tem a capacidade de usar o conhecimento e a informação de maneira interativa”.

As perguntas variavam entre o nível de dificuldade (baixo, médio e alto), e as respostas podiam ser dissertativas, de múltipla escolha simples ou múltipla escolha complexa. Os temas de ciências envolvem os sistemas físicos, vivos e sobre a Terra e o espaço, e foram abordados nos contextos pessoal, local/nacional e global.

Em ciências, 43,4% dos estudantes obtiveram pelo menos o nível 2 da escala de proficiência, segundo os dados divulgados nesta sexta. A média do Brasil na área foi de 401 pontos. Desde 2009, o desempenho do Brasil estava estagnado em 405, e agora recuou quatro pontos.

Veja a evolução do Brasil em ciências nas últimas seis edições do Pisa (Foto: Editoria de Arte/G1)Veja a evolução do Brasil em ciências nas últimas seis edições do Pisa (Foto: Editoria de Arte/G1)

Veja a evolução do Brasil em ciências nas últimas seis edições do Pisa (Foto: Editoria de Arte/G1)

Desempenho em CIÊNCIAS:

  • Média dos países da OCDE: 493 pontos
  • Média do Brasil: 401 pontos
  • Brasil – rede federal: 517 pontos*
  • Brasil – rede privada: 487 pontos*
  • Brasil – rede estadual: 394 pontos
  • Brasil – rede municipal: 329 pontos**
    *Segundo o Inep, o desempenho médio dos estudantes da rede federal e da rede priva não é “estatisticamente diferente”
    **O Inep ressalta que a rede municipal tem pontuação inferior porque, na maioria das escolas, os estudantes ainda estão cursando o ensino fundamental

Os estudantes brasileiros que participaram do Pisa em 2015 apresentaram mais facilidade para interpretar dados e evidências cientificamente e mais dificuldade com a competência de avaliar e planejar experimentos científicos. As questões que tinham contexto pessoal foram mais fáceis tanto para brasileiros quanto para alunos de outros países: elas registraram um índice de acertos de 33,8% pelos estudantes do Brasil. As questões globais, por outro lado, só foram respondidas corretamente por cerca de 26% dos participantes.

“Apenas para ilustrar, se considerarmos os nossos resultados em ciências, atingimos 401 pontos, enquanto que os alunos dos países da OCDE obtiveram uma média de 493 pontos”, afirmou Mozart Neves, do Instituto Ayrton Senna. “É uma diferença que equivale a aproximadamente ao aprendizado de três anos letivos!”

De acordo com o Inep, “representam pontos fortes dos estudantes brasileiros, de modo geral, os itens da competência explicar fenômenos cientificamente, de conhecimento de conteúdo, de resposta do tipo múltipla escolha simples. Por outro lado, representam pontos fracos os itens da competência interpretar dados e evidências cientificamente, de conhecimento procedimental, de resposta do tipo aberta e múltipla escolha complexa”.

Leitura

O Pisa define o “letramento em leitura” como a capacidade de os estudantes entenderem e usarem os textos escritos, além de serem refletir e desenvolver conhecimentos a partir do contato com o texto escrito, além de participar da sociedade. A prova do Pisa avalia o domínio dos alunos em três aspectos da leitura: Localizar e recuperar informação, integrar e interpretar, e refletir e analisar.

Vários tipos de textos aparecem na prova, como os descritivos, narrativos e argumentativos, e há textos que apresentam situações pessoais, públicas, educacionais e ocupacionais.

No Pisa 2015, 50,99% dos estudantes ficaram abaixo do nível 2 de proficiência. A média de desempenho foi de 407 pontos. É a segunda queda consecutiva na área de leitura desde 2009.

Veja a evolução do Brasil em leitura nas últimas seis edições do Pisa (Foto: Editoria de Arte/G1)Veja a evolução do Brasil em leitura nas últimas seis edições do Pisa (Foto: Editoria de Arte/G1)

Veja a evolução do Brasil em leitura nas últimas seis edições do Pisa (Foto: Editoria de Arte/G1)

Desempenho em LEITURA:

  • Média dos países da OCDE: 493 pontos
  • Média do Brasil: 407 pontos
  • Brasil – rede federal: 528 pontos*
  • Brasil – rede privada: 493 pontos*
  • Brasil – rede estadual: 402 pontos
  • Brasil – rede municipal: 325 pontos**
    *Segundo o Inep, o desempenho médio dos estudantes da rede federal e da rede priva não é “estatisticamente diferente”
    **O Inep ressalta que a rede municipal tem pontuação inferior porque, na maioria das escolas, os estudantes ainda estão cursando o ensino fundamental

“Os estudantes brasileiros mostraram melhor desempenho ao lidar com textos representativos de situação pessoal (por exemplo, e-mails, mensagens instantâneas, blogs, cartas pessoais, textos literários e textos informativos) e desempenho inferior ao lidar com textos de situação pública (por exemplo, textos e documentos oficiais, notas públicas e notícias)”, avaliou o Inep, no documento divulgado à imprensa.

Matemática

A área de matemática do Pisa é onde o Brasil tem a pontuação mais baixa nas últimas cinco edições do programa. Porém, o país vinha registrando uma tendência de crescimento consistente. Na edição de 2012, o governo federal afirmou que o Brasil foi o país que mais evoluiu na pontuação média de matemática no Pisa. Porém, nesta edição, essa foi a área onde o Brasil teve a queda mais acentuada:

Veja a evolução do Brasil em leitura nas últimas seis edições do Pisa (Foto: Editoria de Arte/G1)Veja a evolução do Brasil em leitura nas últimas seis edições do Pisa (Foto: Editoria de Arte/G1)

Veja a evolução do Brasil em leitura nas últimas seis edições do Pisa (Foto: Editoria de Arte/G1)

Desempenho em MATEMÁTICA:

  • Média dos países da OCDE: 490 pontos
  • Média do Brasil: 377 pontos
  • Brasil – rede federal: 488 pontos*
  • Brasil – rede privada: 463 pontos*
  • Brasil – rede estadual: 369 pontos
  • Brasil – rede municipal: 311 pontos**
    *Segundo o Inep, o desempenho médio dos estudantes da rede federal e da rede priva não é “estatisticamente diferente”
    **O Inep ressalta que a rede municipal tem pontuação inferior porque, na maioria das escolas, os estudantes ainda estão cursando o ensino fundamental

“Os resultados do Brasil no Pisa são gravíssimos porque apontam uma estagnação em um patamar muito baixo. 70% dos alunos do Brasil abaixo do nível 2 em matemática é algo inaceitável. O Pisa é mais uma evidência do que vemos todos os dias nas escolas”, afirmou Denis Mizne, da Fundação Lemann.

Os conteúdos matemáticos avaliados na prova do Pisa são relacionados a quantidade; incerteza e dados; mudanças e relações; espaço e forma. A OCDE considera como capacidades fundamentais da matemática atividades como delinear estratégias, raciocinar e argumentar, utilizar linguagem e operações simbólicas, formais e técnicas e utilizar ferramentas matemáticas. Entre os processos matemáticos, o Pisa mede a habilidade dos estudantes de formular, empregar, interpretar e avaliar problemas.

De acordo com a avaliação do Inep, os estudantes brasileiros apresentaram “facilidade maior em lidar com a matemática envolvida diretamente com suas atividades cotidianas, sua família ou seus colegas”. Além disso, “o manuseio com dinheiro ou a vivência com fatos que gerem contas aritméticas ou proporções é uma realidade mais próxima dos estudantes do que, por exemplo, espaço e forma”, diz o órgão.

Entenda o Pisa

As provas do Pisa duram até duas horas e as questões podem ser de múltipla escolha ou dissertativas. Nesta edição, em alguns países, incluindo o Brasil, todos os estudantes fizeram provas em computadores. O exame é aplicado a uma amostra de alunos matriculados na rede pública ou privada de ensino a partir do 7° ano do ensino fundamental. Além de responderem às questões, os jovens preencheram um questionário com detalhes sobre sua vida na escola, em família e suas experiências de aprendizagem.

Do total de alunos da amostra brasileira, 77,7% estavam no ensino médio, 73,8% na rede estadual, 95,4% moravam em área urbana e 76,7% viviam em municípios do interior.

Estudantes de escolas indígenas, escolas rurais da região Norte ou escolas internacionais, além de alunos de escolas situadas em assentamentos rurais, comunidades quilombolas ou unidades de conservação sustentável não fizeram parte do estudo do Pisa. Segundo o Ministério da Educação, o motivo foram as dificuldades logísticas de aplicação da avaliação e o fato de certos grupos populacionais não terem necessariamente a língua portuguesa como língua de instrução.

G1

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Desempenho do ensino médio em matemática é o pior desde 2005; Português subiu

escolaO nível de aprendizado dos brasileiros no ensino médio piorou em matemática e chegou no ano passado ao pior resultado desde 2005, início da série histórica do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), informa o jornal Folha de São Paulo.

A nota de português subiu, mas ficou abaixo do nível registrado em 2011. Por outro lado, o desempenho subiu nessas duas disciplinas nos dois ciclos do ensino fundamental.

As notas na prova, junto com indicadores de reprovação e evasão, compõem o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).

O índice é calculado a cada dois anos, com as médias do Brasil, Estados, municípios e por escola. Os dados mais recentes se referem à avaliação realizada em 2015.

De acordo com a escala de proficiência do Saeb, os resultados de matemática indicam que os estudantes não seriam capazes, por exemplo, de fazer cálculos simples de probabilidade.

UOL

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Alunos da rede pública da Paraíba apresentam baixo desempenho em português e matemática

Foto: Walla Santos
Foto: Walla Santos

A organização não-governamental ‘Todos pela educação’ apontou que os índices de aprendizagem de português e matemática, ensinados no 5º e 9º ano do ensino fundamental na rede pública estadual, está abaixo da média.

De acordo com o levantamento , dos 218 municípios da Paraíba que foram avaliados, apenas 32 atingiram a média em matemática, em 2013. Já na disciplina de português, 79 municípios atingiram a média.

O estudo revela também que no 5º ano, existiu maior aprendizado em matemática do que em português. Em 2013, apenas 37% dos municípios atingiram a meta da língua portuguesa, enquanto em matemática, o percentual foi de 46,4%. Já no 9º ano, 54,1% apresentaram melhor desempenho em português e apenas 14,7% foram bem avaliados em matemática.

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Segundo o TPE, para atingir a meta de aprendizado, o aluno precisa atingir ou superar os índices estabelecidos a cada ano avaliado. No 5º ano, a meta é de 225 em língua portuguesa e 200 em matemática. No 9º ano, precisam alcançar uma média igual a 300 em matemática e 275 em português.

 

BlogdoGordinho

‘Matemática do amor’ calcula momento certo de se casar

coraçãoTalvez você suspeite, em segredo, que tenha “sossegado” muito cedo ou que poderia ter encontrado alguém melhor se tivesse esperado um pouco mais. Ou talvez você se preocupe que, se deixar seu parceiro(a), pode nunca mais encontrar alguém à altura.

Como saber qual a hora de parar de procurar? Será que a matemática pode nos ajudar a encontrar o melhor parceiro possível?

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O programa de rádio More or Less, da BBC, fez essas perguntas ao matemático Matt Parker, que sugere uma abordagem científica para resolver a questão.

“Quando você está entrevistando parceiros – ou seja, namorando e saindo em encontros -, à medida que você avalia os candidatos e rejeita um deles, depois, é muito difícil voltar e dizer, ‘Mudei de ideia – parece que você é o melhor que eu sou capaz de conseguir'”, diz ele.

Mas, por outro lado, você precisa ter contato com um número suficiente de parceiros para ter uma ideia geral das suas possibilidades.

Estratégia matemática 

Matematicamente, ele diz, sabemos que, se você quer obter a melhor pessoa possível dentro da média, precisa estimar o número total de pessoas com quem vai sair durante a sua vida.

Digamos que sejam cem pessoas. Então, você calcula a raiz quadrada desse número – no caso, dez. Use seus dez primeiros encontros para analisar qualidade, “compilando” a informação para sua própria pesquisa de mercado.

“Você pode até colocá-los em uma planilha, determinando quem foi o melhor”, diz Parker. “Feito isso, você continua nos encontros até encontrar alguém tão bom quanto ou melhor do que a amostra original. Daí, matematicamente você terá o melhor resultado, em média.”

A fórmula não é perfeita, claro. Quanto tempo você precisa de encontros e namoros até determinar a qualidade do parceiro? Como avaliar as pessoas de forma objetiva, e será que essa “qualidade” do parceiro – ou mesmo o que você considera ideal – não mudará ao longo do tempo?

Matemático usa raiz quadrada para determinar a equação do amor
Thinkstock Photos

Matemático usa raiz quadrada para determinar a equação do amor

Também estamos partindo do princípio de que você é capaz de estimar, com certa precisão, o número de pessoas com quem terá envolvimento romântico ao longo de sua vida.

“Como sempre, um modelo matemático só é bom se partir de boas premissas iniciais, e (depende de) quantos fatores você leva em conta e do quão preciso você é ao avaliá-los”, pondera Parker.

“Pesquisas parecem indicar que a maioria das pessoas se acomoda cedo demais, e não apenas na busca por parceiros para a vida toda, mas também em questões como comprar uma casa, um carro usado – então (a análise matemática) pode lhe dar uma ideia de quantas amostras avaliar.”

Em contrapartida, diz ele, “no namoro online, as pessoas entram num ciclo de nunca parar de analisar suas amostras, sempre pensando que há alguém melhor por aí. Você não deve seguir religiosamente esse algoritmo, mas é um guia razoável para mostrar, de forma aproximada, o que você deveria fazer.”

 

BBC Brasil

Paraibanos brilham na maior olimpíada de matemática do mundo

obmepO Estado da Paraíba participou de todas as edições da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). De 2005 a 2014, estudantes paraibanos do 6º ano ao 9º ano do ensino fundamental e médio conquistaram, ao todo, 25 medalhas de ouro, 59 medalhas de prata, 266 medalhas de bronze e 2.883 menções honrosas, ocupando nesses 10 anos da OBMEP, no Ranking Nacional, a 17ª posição.

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O aluno paraibano com melhor desempenho nacional nessas competições é Marcantônio Soares Figueiredo, de 15 anos, da cidade de Juazeirinho, que atualmente cursa o 2º ano do ensino médio no IFPB – Campus de Campina Grande, tendo conquistado 3 medalhas de ouro e 2 de bronze na OBMEP, 2 medalhas de ouro e 1 de prata na Olimpíada Campinense de Matemática, e 1 menção honrosa na Olímpiada de Maio, que é uma competição internacional, da qual participam todos os países da América Latina, mais Portugal e Espanha.

A cidade paraibana que tem a melhor performance da OBMEP nesses 10 anos fica no sertão da Paraíba: Paulista. Ela já ganhou no total, 7 medalhas de ouro, 9 medalhas de prata, 24 medalhas de bronze e 68 menções honrosas. Inclusive, em 2013, na Revista Época Negócios, número 71, de janeiro, fez parte de uma das reportagens, tendo como título: COMO PRODUZIR TALENTOS, contendo 10 páginas. E, em dezembro do ano anterior, foi uma das reportagens do Jornal Nacional.

MAIS SOBRE A OBMEP

A OBMEP é a maior Olímpiada de Matemática do mundo, e contou em 2014 com a participação de mais de 18 milhões de alunos inscritos de 46.711 escolas brasileiras, e 99,41% dos municípios brasileiros. Na Paraíba foram quase 400.000 estudantes inscritos de todas as regiões paraibanas, o que corresponde a 81,72% do total de alunos da rede pública do Estado. Também em 2014, os alunos serão premiados com 500 medalhas de ouro, 1.500 medalhas de prata, 4.500 medalhas de bronze e até 46.200 menções honrosas. Professores, escolas e Secretarias de Educação também receberão prêmios.

Todos os ganhadores de medalhas da OBMEP 2014 que não tenham concluído o ensino médio serão contemplados também com uma bolsa de Iniciação Científica Júnior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), como também passarão a receber aulas de matemática, com orientação da OBMEP, nos seus respectivos estados pelo mesmo período de duração da bolsa. Além do Programa de Iniciação Científica (PIC Jr.) a OBMEP desenvolve outros Programas de Ferramentas que visam incentivar o estudo e facilitar o acesso a conteúdos de qualidade em matemática quais sejam, Portal da Matemática, Banco de Questões e Provas da OBMEP, Portal Clubes de Matemática, Polos Olímpicos de Treinamento Intensivo e Programa de Iniciação Científica e Mestrado (PICME).

O PICME é um programa que oferece aos estudantes universitários que se destacaram nas Olimpíadas de Matemática (medalhistas da OBMEP ou da OBM) a oportunidade de realizar estudos avançados em Matemática, simultaneamente, com sua graduação. Os participantes recebem bolsas por meio de uma parceria com o CNPq (Iniciação Científica) e com a CAPES (Mestrado).

Nos últimos 37 anos, 14 ganhadores da Medalha Fields, o Nobel da Matemática, são ex-olímpicos. Inclusive, na premiação de 2014, cinquenta por cento dos premiados foram ex-participantes da International Mathematical Olympiads, como por exemplo, o primeiro brasileiro, Artur Ávila Cordeiro de Melo e a primeira mulher, a iraniana Maryam Mirzakhani.

Uma medalha olímpica abre porta simbólica e também porta de verdade. Nas olimpíadas o esforço é momentâneo e a glória é para sempre.

Assessoria

Estudante solanense recebe medalha de prata nas Olimpíadas Brasileira de Matemática

aluno

Solânea foi destaque nas olimpíadas brasileira de matemática. O estudante Levi Micael, aluno do 7º ano da Escola Estadual Padre Geraldo da Silva Pinto, trouxe medalha de prata a cidade. Ele ficou na 86ª colocação, entre os 500 estudantes selecionados no país para receber a premiação. Levi mora na gruta de Santa Tereza, zona rural de Solânea.

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A diretora do colégio, Jaqueline Rocha, ficou emocionada com o resultado do seu aluno. “A família Padre Geraldo Pinto está de parabéns. Levi é bom em tudo, para nossa escola é uma honra ter um aluno em destaque a nível nacional. Muito sucesso para Levi e quero vê-lo lá em cima, se Deus quiser porque ele merece”, comemorou.

 

 

 

Redação / Focando a noticia

PB tem 18 alunos classificados para segunda etapa da Olimpíada Brasileira de Matemática

olimpiada_matematicaDezoito socioeducandos da Fundação de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente Alice de Almeida (Fundac), que participaram da primeira etapa da Olimpíada Brasileira de Matemática, em maio deste ano, estão aptos para, no próximo sábado (6), a participarem da segunda etapa da competição.

A Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) é aberta a todos os estudantes do ensino fundamental (a partir do 6ª ano), ensino médio e universitário das escolas públicas e privadas de todo o Brasil. A competição visa interferir decisivamente na melhoria do ensino de Matemática, estimulando alunos e professores a um desenvolvimento maior.

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O projeto, também busca descobrir jovens com talento matemático excepcional, e colocá-los em contato com matemáticos profissionais e instituições de pesquisa de alto nível, propiciando condições favoráveis para a formação e o desenvolvimento de uma carreira de pesquisa. Além de selecionar os estudantes que representarão o Brasil em competições internacionais de Matemática.

 

portalcorreio

Brasileiro ganha a Medalha Fields, considerada o “Nobel da matemática”

O matemático brasileiro Artur Avila, 35, foi o escolhido para receber, nesta terça-feira (12) à noite (horário de Brasília), a Medalha Fields, popularmente conhecida como o “Nobel da matemática”. Ele será o primeiro ganhador da América latina.

A entrega do prêmio ocorrerá na a abertura do 27º Congresso Internacional de Matemáticos, em Seul, na Coreia do Sul.

Mastrangelo Reino/Caixapreta/Folhapress
O matemático Artur Avila, 35, em Paris
O matemático Artur Avila, 35, em Paris

Nascido no Rio de Janeiro, Avila é pesquisador do Impa (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada) e do CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica, órgão de pesquisa do governo francês).

Considerado um dos matemáticos mais talentosos de sua geração, o brasileiro vinha sendo citado nos últimos anos como forte candidato ao prêmio.

“Já havia um burburinho sobre eu ganhar a medalha”, disse Avila à Folha. “Quase todo mundo que falava comigo acabava mencionando esse assunto. Já estava ficando uma coisa até um pouco chata.”

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César Camacho, diretor-geral do Impa, dá a dimensão da conquista. “É sem dúvida o maior prêmio já recebido por um pesquisador brasileiro.”

Comparada ao Nobel, pela importância, a Medalha Fields distingue-se por ser entregue apenas de quatro em quatro anos para matemáticos de até 40 anos.

A cada edição, são entregues de duas a quatro medalhas. Os vencedores recebem ainda 15 mil dólares canadenses (cerca de R$ 31,3 mil) cada.

Neste ano, também receberam o prêmio o canadense-americano de origem indiana Manjul Bhargava, o austríaco Martin Hairer, e a iraniana Maryam Mirzakhani, a primeira mulher a receber a distinção.

“Artur não é só um jovem brilhante, mas também extremamente dedicado”, diz Welington de Melo, pesquisador do Impa, que orientou o doutorado de Avila.

A primeira linha de pesquisa de Avila foi na área de sistemas dinâmicos. Esse ramo da matemática busca prever a evolução no tempo de fenômenos naturais e humanos observados nos mais diversos ramos do conhecimento. Hoje, suas ferramentas são usadas para descrever a evolução de epidemias, para estudar como surgem espécies animais e mostrar a impossibilidade de previsões do tempo para mais do que alguns dias.

Dentre esses sistemas, uma classe importante são os sistemas dinâmicos caóticos. Na linguagem coloquial, caos está ligado a ideia de desordem completa, mas, na matemática, trata-se de um termo geral para processos com extrema sensibilidade às menores perturbações, em que pequenas alterações na situação inicial provocam modificações dramáticas na evolução do sistema.

O exemplo clássico é do bater de asas de uma borboleta no hemisfério Sul que multiplica-se e acumula-se, influenciando a ocorrência de uma tempestade no Japão.

Mais recentemente Avila tem trabalhado para construir uma teoria geral dos chamados operadores de Schrödinger quase-periódicos. Esses operadores originaram-se na física e são usados para descrever o comportamento quântico das partículas.

Avila trabalha com matemática pura. Isso quer dizer, que mesmo trabalhando em problemas com possíveis aplicações em outras áreas, esse não é o seu objetivo. “Meus interesses e motivações são puramente matemáticos. Mesmo quando trabalho com problemas originados na física, não me importo com possíveis aplicações.”

 

FERNANDO TADEU MORAES

Campus de Araruna sedia segunda etapa regional da 35ª Olimpíada Brasileira de Matemática

uepb ararunaPela primeira vez o Centro de Ciências, Tecnologia e Saúde (CCTS) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), localizado no Campus VIII, em Araruna, vai sediar uma etapa regional da 35ª Olimpíada de Matemática – Nível Universitário. Coordenada pelo professor Vital Araújo Barbosa de Oliveira, a olimpíada acontece no dia 21 de setembro, a partir das 14h, e terá duração de quatro horas.

De acordo com o professor Vital Araújo, podem se inscrever estudantes de graduação de todas as instituições de ensino superiores da Paraíba, das disciplinas de Matemática, Física, Engenharia Civil e Ciências Contábeis.

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O professor, que também é o coordenador regional das olimpíadas, adiantou que a prova será composta por questões de múltipla escolha, tendo entre cinco e 20 questões. Além das medalhas e certificados, os estudantes com melhor desempenho serão convidados a participar da fase nacional que está prevista para ser realizada nos dias 19 e 20 de outubro.

Os vencedores participam da Semana Olímpica, evento que dá início ao processo de seleção para integrar as equipes que irão representar o Brasil nas Olimpíadas Internacionais de Matemática, que reúne os melhores estudantes de cada país na área.

Para se inscrever os interessados precisam comparecer ao Campus de Araruna e procurar o professor Vital Araújo. A inscrição gratuita também pode ser feita pela internet, através do email vitaloliveira@uepb.edu.br.

De acordo com o professor Raimundo Leidimar Bezerra, diretor do Campus VIII, a expectativa para a realização das provas é grande. Os alunos de Matemática são os mais ansiosos, visto que esperam fazer bonito nas provas e conquistar uma boa pontuação.

Olimpíada

A OBM, realizada desde 1979, visa estimular o estudo da Matemática, contribuir para a melhoria do ensino no país, identificar e apoiar estudantes com talento para a pesquisa científica e selecionar e preparar as equipes brasileiras que participam das diversas competições internacionais de Matemática.

A OBM é uma competição coordenada pela Sociedade Brasileira de Matemática. É aberta a todos os estudantes dos ensinos fundamental (a partir do 6ª ano) e médio das escolas públicas e privadas do Brasil.

A competição é um projeto conjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada e da Sociedade Brasileira de Matemática e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, da Academia Brasileira de Ciências e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática.

 

Fonte: Ascom/UEPB

Inscrições para mestrado em matemática vão até 5 de julho

Inscrições-AbertasProfessores de matemática das redes públicas de educação básica, com curso de graduação, podem concorrer a 1.570 vagas do programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat), oferecido pelo governo federal. A quarta edição do exame recebe inscrições até 5 de julho, pela internet. As provas serão aplicadas em 31 de agosto próximo, e o curso começa em março de 2014.

 

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De acordo com o presidente do conselho gestor do Profmat, Marcelo Viana, o mestrado, com duração de 24 meses, prevê três períodos letivos por ano. Um de quatro meses, seguido de intervalo, e outro de mais quatro meses, além de um intensivo nas férias de verão. O formato, explica o coordenador, visa a facilitar a vida dos educadores, uma vez que 80% dos mestrandos combinam o exercício da atividade docente com a pós-graduação.

 

Na seleção deste ano, participam 59 instituições de educação superior federais e estaduais das cinco regiões do país que integram a Universidade Aberta do Brasil (UAB). Viana explica que 80% das vagas são reservadas a professores das redes públicas e 20% a educadores das redes particulares, recém-formados e licenciados de outras áreas do conhecimento. Professores em exercício no sistema público da educação básica podem pedir bolsa de estudos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação. A bolsa de mestrado para formação no Brasil é de R$ 1,5 mil por mês.

 

Exame — Ao fazer a inscrição, o candidato a vaga deve informar dados pessoais, da formação acadêmica e da atuação profissional e selecionar a instituição de educação superior e o polo nos quais pretende realizar o exame e fazer o mestrado. Conforme o edital, a prova, presencial, será aplicada no polo em que o candidato fizer a inscrição. Ela consta de 40 questões de múltipla escolha e avalia o domínio de conhecimentos numéricos, geométricos, de estatística e probabilidade, algébricos e algébrico-geométricos. O edital detalha o conteúdo a ser cobrado, as instituições de educação superior e os polos.

 

Como o mestrado profissional é totalmente gratuito, o educador assume o compromisso de continuar na rede pública na qual trabalha por cinco anos após a certificação.

 

Aproveitamento — Na avaliação do presidente do conselho gestor do programa, nas três primeiras edições do mestrado, o aproveitamento dos cursistas esteve na faixa de 70%. “É um índice de sucesso em qualquer programa, especialmente neste, no qual os educadores trabalham e estudam, inclusive nas férias”, diz. Da primeira turma, que ingressou em 2011, 405 foram certificados. Outros 500 estão terminando os últimos trabalhos. Estes, segundo Marcelo Viana, receberão o certificado em agosto próximo.

 

O presidente do conselho explica que os ingressos anuais no mestrado profissional a distância vão continuar porque o número de educadores em salas de aula sem pós-graduação ainda é muito alto. Ele estima que o país tenha 400 mil professores de matemática nas redes pública e particular. Destes, 30% nem sequer têm a graduação. A cada ano, a seleção recebe cerca de 20 mil inscrições.

 

A ficha de inscrição, o edital e o calendário do exame estão disponíveis na página do Profmat na internet.

 

Ionice Lorenzoni