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Com Pato próximo, Timão muda de postura e admite negociar Martinez

Diretoria promete não abrir mão de Martinez por menos de R$ 6,1 milhões (Foto: Marcos Ribolli)

O início de 2013 pode não ser decisivo apenas para a contratação do zagueiro Gil e do atacante Alexandre Pato pelo Corinthians. A diretoria do Timão quer ouvir da boca do argentino Martinez quais as pretensões dele para o próximo ano. Com a provável chegada do atacante do Milan, o clube já não descarta vender o gringo antes do início das competições.

Contratado após a Libertadores, Martinez não conseguiu se firmar como titular e, no início de novembro, surpreendeu a direção ao afirmar em entrevista coletiva que poderia deixar o clube caso não fosse titular no próximo ano. Os dirigentes alvinegros minimizaram a declaração publicamente, mas, internamente, reclamaram.

Nos dias que sucederam a conquista do Mundial de Clubes, no Japão, o atacante foi colocado em diversas especulações de negócio, principalmente envolvendo clubes argentinos – o Boca Juniors surgiu como o grande interessado em contratá-lo. Carlos Martinez, pai do jogador, irritou a diretoria paulista por aceitar conversar com as equipes sem comunicar ao Timão.

A cúpula do futebol corintiano aguarda pela chegada de propostas oficiais para discutir o que fará. A tendência é de que Martinez e os representantes dele sejam chamados para uma reunião no CT Joaquim Grava no início do ano para discutir o futuro.

O Corinthians, porém, promete dificultar a saída para não ter prejuízo financeiro com o atleta de 27 anos. O clube não aceita vendê-lo por menos de US$ 3 milhões (cerca de R$ 6,1 milhões), valor que Timão desembolsou na compra do jogador junto ao Vélez, da Argentina. Empréstimo ou a colocação de um outro jogador na transação também são opções descartadas pelo Alvinegro.

A chegada de Alexandre Pato promete dificultar ainda mais a vida do argentino no Timão. Caso o atacante do Milan seja contratado, o técnico Tite ficará com seis opções para o setor ofensivo – os outros são Emerson, Guerrero, Jorge Henrique e Romarinho.

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Com golaço de Martinez, Náutico vence o Bahia por 1 a 0 nos Aflitos

O Náutico fez mais uma vítima no “caldeirão dos Aflitos” ao vencer o Bahia por 1 a 0 em casa na noite deste sábado. O Timbu não mostrou o mesmo futebol arrasador do último jogo, quando venceu fácil o São Paulo diante do torcedor alvirrubro, mas teve gás suficiente para garantir outra vitória e passar de 20 para 23 pontos no Brasileirão. A vitória pernambucana ocorreu graças ao volante Martinez, que arriscou de fora da área e surpreendeu o goleiro Marcelo Lomba no fim da partida. Um golaço.

O Bahia bem que tentou aproveitar o fato de o Náutico jogar desfalcado de cinco jogadores para conseguir, pela primeira vez, duas vitórias seguidas, mas foi impedido. Com a derrota, segue com 16 pontos e pode cair para a zona de rebaixamento no complemento da 18ª rodada neste domingo. A equipe atualmente está na 15ª colocação. O público presente foi de 14.358 pessoas.

– Estava com dor e ia sair, mas escutar a torcida gritando o nosso nome não tem preço – disse Martinez, autor do gol alvirrubro.

Na próxima rodada, o Náutico jogará fora de casa, mas não sairá do Recife. Encara o Sport na Ilha do Retiro no domingo, dia 26, às 18h30m (de Brasília). Pela frente, os alvirrubros terão o rival comandado pela primeira vez pelo técnico Waldemar Lemos, que dirigiu o Náutico no Pernambucano. O Bahia volta ao estádio Pituaçu. Também no domingo às 18h30m, recebe o Atlético-GO, vice-lanterna com 12 pontos.

Martinez - Náutico (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)Martinez vibra com seu golaço (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)

Jogo equilibrado nos Aflitos

Náutico e Bahia entraram em campo com desfalques. O Timbu pisou no gramado dos Aflitos sem cinco jogadores considerados titulares (Kieza, Souza, Elicarlos, Patric e Ronaldo Alves) e promoveu a estreia de dois reforços: Dadá e Rogerinho. O Bahia estava sem Zé Roberto e o técnico Caio Júnior (suspenso) no banco de reservas. Comandado pelo auxiliar Eduardo Barroca, começou a partida fechado e sem dar muitas opções de ataque aos donos da casa.

O ferrolho montado pelo Bahia deu certo e, até os seis minutos, mesmo com o apoio da torcida, o Náutico ainda não havia chegado ao ataque. O primeiro chute a gol foi dos visitantes com Hélder, mas a bola passou longe do gol de Gideão. Pouco depois foi o estreante Rogerinho, em cobrança de falta, que obrigou o goleiro Marcelo Lomba a afastar o perigo com um soco na bola.

Após os dez minutos, o jogo caiu de qualidade. Os principais lances saíram de cobranças de falta. Os chutes, no entanto, não chegaram nem perto de assustar os goleiros. O Bahia voltou a assustar aos 25 minutos, com Gabriel. O volante Martinez falhou na saída de bola, o camisa 8 do Tricolor de Aço aproveitou o vacilo pelo lado esquerdo, avançou para ficar cara a cara com Gideão e finalizou errado. Foi a chance de gol mais clara. O troco do Náutico veio com Rhayner aos 30 minutos. Ele pegou a bola no meio-campo, saiu costurando os adversários e arriscou, mas o chute esbarrou no goleiro Marcelo Lomba.

Aproveitando-se dos erros na saída de bola do Náutico, o Bahia rondou a área adversária com perigo. Em um dos lances, já perto do apito final, o goleiro Gideão precisou sair da área e ir até à intermediária para evitar que Souza aproveitasse uma sobra e abrisse o placar. O Timbu respondia com alguns contra-ataques. Mas, até o intervalo o placar seguiu inalterado.

Prêmio pela ousadia

A segunda etapa começou com o Náutico com a mesma formação. O Bahia tirou Hélder para a entrada do meia Lulinha, procurando uma postura mais ofensiva. A alteração quase surtiu efeito logo aos dois minutos quando o Tricolor assustou o Timbu em uma cobrança de falta que Fahel desviou de cabeça e só não terminou em gol graças a uma excelente defesa de Gideão.

O goleiro do Náutico voltaria a aparecer bem. Aos seis minutos, precisou sair novamente da área e trocar as mãos pelos pés para afastar o perigo. O técnico Alexandre Gallo sentiu o bom momento do Bahia e promoveu mudanças no time para tentar ajustar os setores defensivo e de ataque. Rogerinho deu lugar a Lúcio e Kim saiu para a entrada de Rico.

O Náutico ganhou em velocidade, mas não conseguia chegar de maneira organizada ao ataque. O Bahia seguia nos contra-ataques e dando calafrios à torcida alvirrubra. Aos 34 minutos, no entanto, quase os donos da casa abriram o placar em uma jogada inusitada. Victor Lemos tentou tirar a bola da área, ela resvalou em Rhayner e encobriu o goleiro Marcelo Lomba, já “vendido” no lance. Para sorte dos baianos, a bola morreu nas redes, mas pelo lado de fora.

Aos 39 minutos, o Náutico fez uma blitz na área do Bahia e teve diversas chances de abrir o placar com Araújo, Rhayner, Martinez. Apesar do vacilo da zaga baiana, faltou objetividade aos alvirrubros. Até que, aos 42 minutos, Martinez resolveu arriscar de fora da área e foi recompensado pela ousadia. O chute venceu o goleiro Marcelo Lomba e alcançou o ângulo do tricolor baiano para alegria dos cerca de 14 mil torcedores que foram aos Aflitos. Um golaço que fez o Timbu subir duas posições na tabela.

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