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Rede lança pré-candidatura de Marina Silva à Presidência da República

A Rede Sustentabilidade lançou oficialmente neste sábado (7) a pré-candidatura da ex-senadora e ex-ministra Marina Silva à Presidência da República. A pré-candidatura de Marina foi aprovada no congresso nacional do partido.

Ainda não há definições sobre chapa e coligações, que serão feitas na convenção partidária prevista para o final de julho.

Em seu discurso, Marina lembrou que é a terceira vez que se coloca como candidata à Presidência e que o momento político do Brasil torna sua decisão necessária.

“Nunca foi tão necessária a decisão de estar aqui hoje, pelo momento que estamos vivendo. Momento que não é de celebração, mas de tristeza por um lado. Um ex-presidente da República, que poderia estar apto para fazer o que quisesse na política, estar sendo interditado pela Justiça por erros que cometeu”, disse.

Para ela, a decretação de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma esperança de que, agora, a lei passará a valer para todos.

“Isso não deve ser motivo de celebração, mas por outro lado é uma sinalização de que podemos começar a ter esperança de que está se iniciando um tempo de que a lei será igualmente para todos”, afirmou.

A ex-ministra também criticou nominalmente alguns políticos e o foro privilegiado, que permite a autoridades e congressistas serem julgados somente no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Que não se permita mais que os Renans, os Aécios, os Padilhas e os Temers fiquem impunes sob o manto do foro privilegiado. Não podemos ter uma justiça que tenha dois pesos e duas medidas”, disse.

Negociações

Durante coletiva de imprensa, Marina Silva afirmou que a Rede vai continuar dialogando com outros partidos e que a negociação não exige que as legendas não tenham suas candidatos.

“Não precisamos colocar como ponto de partida que os outros partidos não tenham suas candidaturas. Eu sempre digo que, quanto mais estrelas no céu, mais claro é o caminho”, disse.

Sobre a negociação com o PSB e uma possível candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que se filiou ao partido, Marina elogiou o ex-ministro e disse que ele é bem-vindo “para melhorar a qualidade da política brasileira”.

Economia

Marina defendeu o controle das contas públicas e a estabilidade jurídica como forma de atrair investimentos para o país.

“Só vamos recuperar a nossa economia recuperando a credibilidade. O Brasil é um país que tem grandes possiblidades de investimentos, mas não tem segurança jurídica, não tem segurança política e não tem segurança ética diante de tudo que está acontecendo hoje”, disse.

Sobre a reformas econômicas, como a da Previdência, afirmou que são necessárias, mas não como estão sendo feitas pelo presidente Michel Temer, que, segundo ela, só dialoga com os empresários e não com trabalhadores.

Biografia

Acreana, Maria Silva nasceu em 8 de fevereiro de 1958. Junto com o seringueiro Chico Mendes foi uma das fundadoras da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em seu estado.

Marina foi vereadora em Rio Branco, deputada estadual, senadora por dois mandatos e ministra do Meio Ambiente durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi filiada ao PT e passou por PV e PSB antes de criar a Rede Sustentabilidade.

Em 2010, Marina Silva concorreu à Presidência da República como candidata do PV. Recebeu 19,6 milhões de votos e ficou em terceiro. Em 2014, pelo PSB, ela repetiu o terceiro lugar, desta vez com 22,1 milhões de votos.

 

Foto: Laís Lis / G1

G1

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Datafolha: diminui a diferença entre Marina Silva e Aécio Neves

pesquisaA pesquisa Datafolha divulgada na noite desta terça-feira mostra que a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, manteve-se em primeiro lugar, com 40 % das intenções de voto e que Marina Silva, do PSB, manteve a tendência de queda, oscilando negativamente, chegando a 25%.

O terceiro colocado, Aécio Neves (PSDB), subiu dois pontos e marcou 20%.

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No levantamento anterior, divulgado na sexta-feira passada, Dilma tinha 40% das intenções de voto; Marina Silva tinha 27% e Aécio Neves, em terceiro lugar, marcava 18%.

Brancos e nulos somaram 5% e aqueles que não sabem em quem irão votar eram 6%.

A pesquisa, encomendada pela Rede Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, ouviu 7.526 entrevistados entre esta segunda e terça-feira. E foi registrada no TSE.

*fonte: UOL e globo.com

Pesquisa Sensus: Dilma e Marina Silva empatadas

urna-eletronicaPesquisa do Instituto Sensus, realizada entre 1 e 4 de setembro, mostra que a candidata Marina Silva (PSB) soma 29,5% das intenções de voto no primeiro turno.

Está empatada tecnicamente com a presidenta Dilma Rousseff (PT), com 29,8%, e em caso de segundo turno, Marina venceria Dilma, com 47,6% contra 32,8% dos votos válidos.

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Aécio Neves, do PSDB, tem 15,2% das intenções de voto, contra 21,4% na pesquisa anterior, realizada entre 9 e 12 de agosto, quando ainda havia disputa com o candidato do PSB Eduardo Campos, morto em acidente aéreo.

Em cenário de segundo turno entre Dilma e Aécio, os índices seriam de 39,3% e 35,4%,

Quanto a rejeição, 31,5% dos eleitores não votariam em Aécio, de 26% anteriormente.

O número sobe para 44,3% para Dilma Rousseff e Marina Silva tem índice de 22,3%.

A pesquisa foi realizada com dois mil eleitores, registrada na Justiça Eleitoral sob o número 00541/2014.

*fonte: rádioestadão

Marina Silva lidera entre eleitores formados, e Dilma Rousseff, com pessoas que possuem ensino fundamental, diz Datafolha

marina-e-dilmaPesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial divulgada nesta sexta-feira (29) mostra situação de empate entre a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e a ex-senadora Marina Silva, candidata do PSB, com 34% das intenções de voto cada. A seguir, vem o senador Aécio Neves (PSDB), com 15%.

Segundo a pesquisa, entre eleitores com ensino superior, Marina tem 43% das intenções de voto, contra 23% para Aécio e 22% de Dilma. No fundamental, Dilma tem 44%, Marina 25% e Aécio, 12%.

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A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo” e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00438/2014.

O Datafolha fez 2.874 entrevistas em 178 municípios nestas quinta (28) e sexta (29).

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista.

G1

Deputado religioso detona paraibana Luiza Erundina e critica Marina Silva: ‘Ela deu um tiro no pé!”

juthayA postura da paraibana Luiza Erundina (PSB) coordenadora da campanha presidencial de Marina Silva (PSB) que criticou duramente a ocupação dos horários da TV, provocou a ira do líder da Igreja Universal do Reino de Deus na Paraíba o deputado estadual Pastor Jutahy Menezes (PRB) que anunciou não votar em Marina, sendo alvo de contestação por parte do parlamentar.

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“Eu acho que a Marina errou quando aceitou Luiza Erundina como sua coordenadora de campanha, principalmente ela que tem uma base no segmento evangélico e Erundina é uma firme combatente dos evangélicos numa demonstração que foi dada na tribuna da Câmara Federal que se mostrou contrária a posições dos evangélicos”, alfinetou.

Pastor Jutahy se mostrou chateado com a postura da paraibana:

“E Marina estando ao lado de Luiza só faz com que ela venha a aderir a esse pensamento dela e acho que Marina está perdendo uma grande parte desse segmento evangélico que não está votando com ela”, explicou, sentenciando que: “Ela deu um tiro no pé, eu mesmo era uma pessoa que admirava a sua posição política e hoje eu tenho duvidas disso, se eu já não votava agora eu já voto mesmo!”, pontuou.

ENTENDA> Discursando por quase quatro minutos no plenário da câmara, a deputada Luiza Erundina indignada reclamou do arrendamento de emissoras de TV por parte de igrejas evangélicas. No discurso, a reclamação da deputada é por conta da compra dos horários da CNT pela Igreja Universal.Ela usa termos como “proselitismo religioso” para criticar os programas evangélicos.

Os evangélicos somam 42,3 milhões de fiéis, massa de eleitores cobiçadíssima. Nos últimos quatro pleitos, a bancada evangélica na Câmara passou de 44 para 71 deputados.

Segundo o Censo 2010, do IBGE. Os evangélicos das mais variadas denominações somam 42,3 milhões de fiéis, ou 22,2% da população, massa de eleitores cobiçadíssima. Trata-se da religião que mais cresce no Brasil, à custa de um lento, mas constante, declínio católico. Os seguidores da Igreja de Roma passaram de 73,6%, em 2000, para 64,6%, em 2010. Se mantida a tendência, os protestantes poderão representar um terço dos brasileiros na próxima década.

Henrique Lima

PB Agora

Major Fábio anuncia apoio à candidatura de Marina Silva à Presidência da República

major-fabio-300x196O Fórum dos Servidores Públicos Civis e Militares do Estado da Paraíba realizou na noite desta terça-feira (26), na sede da Caixa Beneficente da Polícia Militar, mais um debate entre os candidatos a governador. O Major Fábio (PROS), aproveitou a oportunidade para anunciar o seu apoio à candidata Marina Silva.

O Major Fábio provocou o candidato do PMDB na Paraíba para anunciar a sua decisão. “Vital costuma dizer, nas suas entrevistas e debates, que vai usar a sua amizade com Dilma para trazer recursos para a Paraíba. Candidato, a Presidenta da República será Marina e a sua amizade com Dilma não vai valer muito. Eu voto em Marina Silva: a Paraíba e o Brasil precisam mudar!” Desde o início o Major Fábio demonstrou simpatia pela REDE, juntando-se aos seus representantes na Paraíba na coleta de assinaturas para a criação do partido.

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Na Paraíba, não existe palanque bem definido em relação à candidata da REDE/PSB. O candidato Ricardo Coutinho (PSB), membro do partido do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, adotou uma postura discreta em relação à candidatura de Marina já que o PSB da Paraíba se coligou ao PT na disputa proporcional. Além disso, percebe-se que é o Major Fábio que tem assumido um perfil mais parecido com a presidenciável Marina Silva em suas propostas e coragem para mudar.

assessoria

Pesquisa Ibope mostra Dilma com 34% e Marina Silva com 29%

marina-e-dilmaPesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (26) aponta Dilma Rousseff (PT) com 34% das intenções de voto para presidente da República e Marina Silva (PSB), com 29%. O candidato do PSDB, Aécio Neves, tem 19%, seguido de Pastor Everaldo (PSC) e Luciana Genro (PSOL), com 1% cada. Os outros seis candidatos somados acumulam 1%.

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O levantamento indica que, em um eventual segundo turno entre Dilma Rousseff e Marina Silva, a ex-senadora teria 45% e a atual presidente, que tenta a reeleição, 36%.

Encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, a pesquisa é a primeira do Ibope com Marina Silva como candidata do PSB.

No levantamento anterior do instituto, divulgado no último dia 7, o candidato do partido ainda era Eduardo Campos, quemorreu em acidente aéreo no último 13. Naquela pesquisa, Dilma tinha 38%; Aécio  Neves (PSDB), 23%; e Eduardo  Campos (PSB), 9%.

De acordo com a pesquisa, 7% dos entrevistados disseram não saber em quem votar e 8% responderam que votarão em branco ou nulo. Na pesquisa anterior, os que responderam não saber eram 13% e brancos e nulos, 11%.

O Ibope ouviu 2506 eleitores em 175 municípios entre os últimos domingo (23) e terça-feira (25). O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00428/2014.

Confira abaixo os números na modalidade estimulada da pesquisa (em que o pesquisador apresenta ao entrevistado um cartão com os nomes de todos os candidatos) – todos os indicados com traço somam 1% das intenções de voto:

– Dilma Rousseff (PT): 34%
– Marina Silva (PSB): 29%
– Aécio Neves (PSDB): 19%
– Luciana Genro (PSOL): 1%
– Pastor Everaldo (PSC): 1%
– José Maria (PSTU): –
– Eduardo Jorge (PV): –
– Rui Costa Pimenta (PCO): –
– Eymael (PSDC): –
– Levy Fidelix (PRTB): –
– Mauro Iasi (PCB): –
– Brancos/nulos/nenhum: 7%
– Não sabe: 8%

Espontânea
Na modalidade espontânea da pesquisa (em que o pesquisador somente pergunta ao eleitor em quem ele pretende votar, sem apresentar a relação de candidatos), o resultado foi o seguinte:

– Dilma Rousseff (PT): 27%
– Marina Silva (PSB): 18%
– Aécio Neves (PSDB): 12%
– Outros: 2%
– Brancos/nulos/nenhum: 12%
– Não sabe: 28%

Segundo turno
O Ibope simulou os seguintes cenários de segundo turno:

– Marina Silva: 45%
– Dilma Rousseff: 36%
– Brancos/nulos/nenhum: 9%
– Não sabe: 11%

– Dilma Rousseff: 41%
– Aécio Neves: 33%
– Brancos/nulos/nenhum: 12%
– Não sabe: 12%

Rejeição
Dentre os 11 candidatos a presidente, Dilma Rousseff tem a maior taxa de rejeição (percentual dos que disseram que não votam em um candidato de jeito nenhum). Veja os números:

– Dilma Roussef: 36%
– Aécio Neves: 18%
– Pastor Everaldo: 14%
– Zé Maria: 11%
– Eymael: 9%
– Levy Fidelix: 9%
– Rui Costa: 7%
– Marina Silva: 10%
– Luciana Genro: 8%
– Mauro Iasi: 6%
– Eduardo Jorge: 7%

Avaliação da presidente
A pesquisa mostra que a administração da presidente Dilma tem a aprovação de xx% dos eleitores – no levantamento anterior, divulgado no último dia 7, o índice era de xx%. O percentual de aprovação reúne os entrevistados que avaliaram o governo como “bom” ou “ótimo”.

A pesquisa mostra ainda que o índice dos que desaprovam a gestão, ou seja, consideram o governo “ruim” ou “péssimo”, é e xx% (yy% no levantamento anterior). Consideram o governo “regular” xx% (na pesquisa anterior, yy%).

O resultado da pesquisa de avaliação do governo Dilma foi o seguinte:
– Ótimo/bom: 34%
– Regular: 36%
– Ruim/péssimo: 27%
– Não sabe: 2%

G1

Marina Silva será confirmada como vice de Eduardo Campos, diz jornal

eduardo-e-marinaA ex-senadora Marina Silva, recém-filiada ao PSB, será confirmada como vice na chapa encabeçada pelo governador de Pernambuco e presidente nacional do partido, Eduardo Campos. A oficialização, segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo, deverá acontecer ainda até a segunda quinzena de janeiro. Fontes ligadas à cúpula socialista afirmam que a decisão “está tomada” e que o anúncio depende apenas de “alguns ajustes”.

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A reportagem do Estadão aponta que a decisão de Marina – que fazia questão de manter o mistério sobre se iria ou não brigar pela cabeça da chapa socialista – foi antecipada como forma de garantir a “palavra” de Campos de que o PSB não iria apoiar à candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin à reeleição.

Estado de S. Paulo

Como calçar um sapato de Marina Silva no pé de Eduardo Campos?

© PSB.ORG.BR / REPRODUÇÃO
© PSB.ORG.BR / REPRODUÇÃO

O tom oposicionista da propaganda partidária semestral do PSB na TV levado ao ar na quinta (10) deve ter guiado telespectadores a perguntarem: o que o governador Eduardo Campos estava fazendo no programa político do PSDB?

O marqueteiro do PSB até que foi engenhoso, ao tentar conciliar o reconhecimento de conquistas sociais do atual governo federal (e até dos anteriores) com críticas ao que falta ser conquistado, ferramenta usualmente explorada por oposicionistas. O problema é que essa mensagem serviria para um novato na política, ou pelo menos novato em cargos executivos. A mensagem não casa com a imagem de veterano e de um governador experiente como Eduardo Campos.

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Ele não está caindo de paraquedas no sistema político. Ele é governador há sete anos e, para sustentar esse discurso, Pernambuco teria de já ter avançado e muito na saúde, na educação e nos demais serviços públicos. As dificuldades enfrentadas por ele como governador são semelhantes às enfrentadas pelo governo federal e por prefeitos honestos, às voltas com a necessidade de reconstruir sistemas de saúde e educação, por exemplo, que foram sucateados durante décadas seguidas no passado, e com as limitações orçamentárias existentes, seja pela falta de condições políticas para criar novos impostos, seja por manter a balança de pagamentos equilibrada, sem retrocessos.

Pelo mesmo motivo, a figura de Campos também não combina com falar em “nova política”. Ele já se tornou um oligarca político em Pernambuco, é alvo de denúncias de nepotismo em seu governo, fez alianças com todos os demais oligarcas daquele estado. E nos últimos tempos tem se aliado aos setores mais retrógrados da velha política e com qualquer um que se disponha a apoiá-lo. Um exemplo claro é a entrega do PSB de Santa Catarina para o grupo da família Bornhausen.

Enfim, a propaganda partidária do PSB foi como calçar um sapato de Marina Silva no pé de Eduardo Campos. Simplesmente não cabe.

Também beirou o cinismo Campos querer se colocar como um candidato das manifestações de rua. Em Pernambuco, muitos dos protestos populares foram contra seu governo e a repressão policial contra os atos públicos cometeu excessos tanto quanto as polícias de outros estados.

Além disso, se Campos quisesse de fato se comprometer com a agenda das ruas, poderia pelo menos usar a propaganda eleitoral para se comprometer e pregar uma reforma política com mais participação popular, combater o financiamento privado de campanhas eleitorais e apresentar propostas de mecanismos de financiamento da saúde, da educação e do transporte público, por exemplo.

E ela com isso?

Por falar em Marina Silva, a ex-senadora apareceu nos três minutos finais da propaganda gratuita de seu novo partido. A edição das falas dela acabou sendo usada para encher a bola de Campos. Coube a Marina o papel até de recitar versos para governador! Hum… 70% do horário para Campos. Outros 30% divididos entre Campos e Marina, com ela elogiando ele? Alguém tem dúvidas sobre quem pretende levar vantagem e ficar na cabeça de chapa? Essa relação Marina-Campos parece aqueles casamentos por interesse dos dois lados, onde cada um acha que está passando a perna no outro. Nessa edição da propaganda eleitoral ele levou a melhor, pelo menos na disputa interna. Vamos ver onde isso vai dar.

O programa foi tecnicamente bem feito, “bonitinho”, mas ou ele aparecer estragou a propaganda ou a propaganda estragou a aparição dele. E a ansiedade, que é bem diferente e não se confunde com ousadia, levou o partido a se nivelar à oposição tucana em vez de ficar em cima do muro da “terceira via”, como parece ter sido a intenção do marqueteiro.

Chegou-se a usar o termo “urubologia” em sua abertura, coisa comum na imprensa alinhada com o PSDB. Foi uma aposta de alto risco, com grande chance de Campos vir a se dar mal. Talvez por isso Marina Silva não reclame de ter sido colocada recitando versos para ele. Campos pode ter se atrapalhado sozinho, o que, em tese, abre caminho para a candidatura dela se impor dentro do PSB, como acreditam e exigem os “sonháticos”.

 

por Helena Sthephanowitz