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Ogrices de maridos que as mulheres detestam

Nas duas últimas colunas me dediquei a apresentar uma série de “mulherices” – características típicas femininas – que os homens detestam e que podem prejudicar a vida a dois. Agora é a vez de falar sobre os homens e as “ogrices” das quais as mulheres vivem reclamando.

1. Modelo “trator”

A cama das outras

Ao casar, aos 25 anos, Alfredo queria aproveitar sua antiga mobília de solteiro, mas Letícia insistia em comprar móveis novos. Em especial, ela queria trocar a antiga cama de casal dele para ter a sensação de que construíam algo juntos, e não sentir que ela apenas se encaixou num esquema anterior (e deitar-se numa cama em que ele esteve com muitas outras). Alfredo fica inconformado. “Por que ela dá tanto trabalho? A cama ainda está boa e móveis novos são caros.”

Thinkstock/Getty Images

Ogrices: algumas atitudes típicas masculinas irritam tanto que podem ir minando a relação

Executivo até em família

Armando foi treinado desde pequeno a ver pessoas, corpos e almas como peças a serviço de estratégias. Em sua empresa, administrada no modelo “sargento durão”, ele motiva os funcionários com prêmios financeiros. Quando um de seus subordinados foi convocado a assumir uma filial em outra cidade e hesitou em aceitar por conta da resistência da esposa e dos filhos em mudarem de cidade, ele decretou: “Se você não lidera sua família, não serve para liderar as centenas de funcionários, e não terá futuro como líder nesta empresa”.

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O modelo “trator” desrespeita o ritmo da vida e quer logo “tocar em frente”. Acha que pessoas deviam ser sempre práticas e o resto são caprichos e “coisinhas de mulher”. Tudo são frescuras incompreensíveis, contratempos seguidos de chiliques. Comentários como “mulher implica com tudo” indicam a falta de conexão com o outro. Alfredo e Armando encarnam perfeitamente esse modelo retrógrado de homem.

2. Pouca estética e poesia: foco na praticidade

Bem-estar

Bem de acordo com a tradição da subcultura feminina, Marcela investe na graça, no encanto e na celebração da vida. Roupas, detalhes estéticos, joias, tecidos, design, uma casa aconchegante, tudo isso pode ser objeto de grande prazer e investimento para muitas mulheres. Era muito frustrante que Rogério não pudesse ao menos apreciar e compartilhar dessas experiências. Para que investir tanto se ele nem percebe ou, quando percebe, não valoriza ou até zomba?

A caricatura de macho, que se constrange em participar dos “assuntos femininos”, não agrada mais. Na subcultura masculina, homens propositadamente não entendem e não gostam “dessas coisas” ou zombam. Outros dão um sorriso condescendente e “apoiam” com um protocolar: “É, ficou ótimo”. Ao poucos, a mulher desiste ou continua a fazer as coisas para si mesma e para outras pessoas. Mais uma área de desconexão do casal.

3. Tendência à onipotência

Vivendo perigosamente

Rui não se cuidava, achava as advertências de Helena “um saco”, até que adoeceu. Também André inquietava Juliana com aplicações financeiras arriscadas e com seu modo perigoso de brincar com os filhos. Já Mariana implicava porque Paulo guiava rápido demais. Homens tendem a correr mais riscos, minimizar as ameaças e superestimar suas capacidades. Para esses homens “onipotentes”, as observações de suas parceiras soam como “encheção desaco”, implicâncias femininas, atitudes excessivamente medrosas. Alguns ignoram o que dizem suas mulheres ou zombam delas.

Essa falta de conexão com a percepção feminina de vulnerabilidade, além de ser desrespeitosa, faz com que muitos percam a oportunidade de se beneficiar da visão de sua companheira de vida.

4. Pouca sintonia com o estilo feminino de lidar com problemas

Problema resolvido, missão cumprida, que mais ela quer?

Se Juliana diz a André que está nervosa porque furtaram sua carteira, ele entende que ela quer ajuda para resolver o problema. Aborda com ela a necessidade de cancelar cartões, refazer documentos, informar-se de quanto dinheiro havia na carteira, e calcula o prejuízo para avaliar o grau do problema. Ele não entende que ela gostaria que ele primeiro escutasse com atenção como ela está mal com isso, que se solidarizasse e lhe oferecesse um chá para que ela se acalmasse, e lhe dissesse carinhosamente que não se preocupe, que juntos resolverão o problema. E a abraçasse. O mesmo a respeito da briga dela com uma colega de trabalho, da enxaqueca, ou da aflição dela com a cunhada e etc.

Mulheres têm um modo diferente de relatar e enfocar questões. Valorizam circunstâncias, emoções envolvidas e por vezes desejam apenas desabafar antes de buscar soluções. Querem ser ouvidas, entendidas e que o interlocutor se solidarize, apoie e console. Homens ficam muito estressados com essas demonstrações de sofrimento e são treinados a imediatamente objetivar o problema, pensar em soluções, encaminhá-las para, em seguida, enterrar o assunto.

Edu Cesar

O terapeuta Luiz Alberto Hanns tira dúvidas sobre a vida a dois

Frustradas com o pragmatismo masculino, muitas mulheres às vezes reagem irritadas, e seus maridos se espantam: “O que ela quer? Afinal, eu lhe dei as soluções!”. O parceiro eventualmente se dispôs a ajudar, e ela, “a ingrata e irracional”, continua a prolongar o assunto e se mostra insatisfeita com o apoio dele. Ele também não aguenta os floreios das histórias: “Por que ela não encurta e vai direto ao ponto?”. Ela aos poucos perde o prazer de compartilhar e vai ficando mais distante, fria e prática.

5. Compartimentalização da vida (inclusive do sexo)

Em caixinhas

Uma discussão acalorada com o filho por causa do seu mau desempenho escolar não impede que Armando, meia hora mais tarde, queira fazer sexo com Thais, e tampouco que logo depois do sexo vá correndo ao escritório e lá se envolva com empenho no trabalho. Da mesma forma, o velório de um bom amigo não impede Paulo, para o horror de Mariana, de fazer contatos, trocando cartões na saída do cemitério, ou de Ricardo, marido de Penélope, depois de ter confessado à esposa seu caso extraconjugal, não aceitar que ela fique abalada “por tanto tempo”, esperando que, uma vez que “decidimos continuar juntos”, ela deva superar essa história em alguns dias.

É comum o pragmatismo masculino separar as várias dimensões da vida em departamentos distintos. Isso é culturalmente reforçado e treinado desde a infância. Falta a muitos homens a percepção de que às vezes somos afetados integralmente, de que há certos rituais e ritmos a serem respeitados e de que, para a mulher, a vida é mais interligada e o clima depende de certo alinhamento de fatores.

Muitos homens cobram de suas esposas que elas compartimentalizem e isolem as contrariedades em caixinhas. Não aceitam que o desejo e o prazer possam ser afetados por desalinhamentos em outros setores da vida não diretamente relacionados ao objeto.

O que fazer a respeito?

Se seu parceiro e você pudessem conversar sobre tudo isto seria um bom começo, mas nem sempre é possivel fazê-lo. E nem sempre a conversa termina bem. Mas aí vai uma ideia de como tentar. Se quiser experimente e escreva depois à coluna se deu certo, se foi um desastre ou se ficou chocho.

Talvez possa iniciar por dar a ele o artigo anterior sobre “mulherices” que os homens odeiam. E pedir a ele que diga a você se você faz alguma destas coisas e se isso o incomoda. Se ele se queixar, combine que tentar ir mudando de atitude (não comece imediatamente um contra-ataque acusando-o de mil coisas!). Crie um clima de boa vontade e confiança, começando você por se abrir, recuar e ouvir. Conforme a receptividade dele, passado algum tempo (minutos, dias, semanas) sugira a ele ler o artigo sobre “ogrices”. Proponha que ele mesmo assinale se pratica algumas dessas “ogrices”. E quem sabe vocês comecem a conversar sobre tudo isso com humor e boa vontade. Já é um começo. De resto você encontrará no meu livro “A Equação do Casamento – o que pode, ou não, ser mudado na sua relação”, muitas dicas de como incrementar sua relação.

 

iG

Pastor afirma que mulheres devem ser submissas aos maridos

PastorDurante palestra dentro no II Encontro de Mulheres para Uma Consciência Cristã, o pastor Valter Vandilson Custódio de Brito, afirmou que a submissão da mulher ao homem não significaria escravidão. O evento está acontecendo no House Praise, em Campina Grande.
O religioso alegou que o homem espera que a mulher seja uma “ajudadora”. Segundo Valter, não apenas os homens cristãos, mas, todos os homens, esperam determinadas “qualidades” numa mulher. A primeira delas seria a de “ajudadora” e esta esperança “é inerente à natureza do homem”.

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Ao citar a Bíblia para tentar fundamentar seus argumentos e socorrendo-se de exemplos do cotidiano, o pastor disse, ainda, que o homem espera submissão da mulher, ressaltando que “submissão” não significa “escravidão”, mas auxílio na missão que Deus lhe atribuiu. O palestrante acrescentou que os homens esperam integridade e respeito de suas mulheres.
Por fim, ele afirmou que a atitude de rebeldia de algumas mulheres cristãs para com maridos não crentes é antibíblica.
– A Bíblia diz que, em primeiro lugar, a mulher deve ser submissa ao marido, não importa se ele é crente ou não. A submissão, como diz o apóstolo Pedro, é um caminho para ganhar um marido descrente -, afirmou ele.
reporteriedoferreira.

Maioria das mulheres envolvidas com tráfico são abandonadas pelos maridos; 61 já foram mortas

Irene Marinheiro, coordenadora do centro da mulher 8 de março,revelou que entre janeiro e outubro de 2012, foram registrados 99 casos de assassinatos contra a mulher, 78 estupros e 76 agressões.

No caso dos assassinatos, 38 foram de origem domestica e 61 de origem no trafico de drogas.

Uma das causas para o aumento dos números de assassinatos de origem no tráfico, é o fato de que a mulher em vários casos, paga com sua vida por erros causados por seus companheiros que são muitas vezes usuários ou traficantes de drogas.

Para Irene marinheiro, algumas das causas para que mulheres se envolvam com pessoas ligadas ao trafico, são a baixa escolaridade, questões financeiras e baixa estima.

A coordenadora afirma também que esses fatores, são ligados aos altos índices de agressões contra a mulher em nosso estado.

Irene Marinheiro contou, que “ das mulheres presas no estado devido a envolvimento com o tráfico, apenas 2% recebem visitas de seus companheiros, sendo as demais totalmente abandonadas”.

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