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Fluminense anuncia acerto com Nenê até o fim de 2020; apresentação será no Maracanã

Nenê, enfim, foi anunciado oficialmente pelo Fluminense. O meia de 37 anos é a segunda contratação do clube para o segundo semestre, a segunda da gestão Mário Bittencourt e Celso Barros. Depois de acertar a rescisão amigável com o São Paulo na última sexta, o jogador assinou nesta segunda-feira com o Tricolor até o fim de 2020. O jogador usará a camisa 77.

O novo reforço já está no Rio de Janeiro. Nenê chegou no início da tarde desta segunda e falou sobre os desafios no novo clube, da parceria com Ganso à briga pelo título da Sul-Americana. O novo reforço será apresentado ainda nesta noite, às 19h, no Maracanã. Uma hora depois, o Flu enfrenta o Ceará pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Nenê, novo reforço do Fluminense — Foto: Fred Gomes

Nenê, novo reforço do Fluminense — Foto: Fred Gomes

O Fluminense já havia tentado contratar Nenê no começo do ano, ainda na gestão de Pedro Abad. O nome do meia agrada ao técnico Fernando Diniz. Na época, porém, o jogador havia voltado a ganhar oportunidades no São Paulo e, com a chegada de Ganso para o meio de campo e as restrições financeiras do clube carioca, a negociação acabou esfriando.

Com a chegada de Cuca para comandar o São Paulo, Nenê saiu dos planos do time paulista para o 2º semestre. Com vínculo até o fim da temporada e podendo assinar um pré-contrato com outros clubes, ele foi liberado para buscar um novo destino e as conversas com o Fluminense foram retomadas.

O último jogo de Nenê pelo São Paulo foi no empate por 1 a 1 com o Atlético-MG, antes da parada para a Copa América. No total, o meia fez 16 jogos e não marcou na temporada, mas foi o líder do tricolor paulista em assistências, com cinco passes para bolas na rede. Ele vinha trabalhando separadamente com um preparador físico no CT da Barra Funda.

Meia ainda não fez gol na temporada — Foto: Marcos Ribolli

Meia ainda não fez gol na temporada — Foto: Marcos Ribolli

Além dele, a nova diretoria do clube, do presidente Mário Bittencourt e do vice Celso Barros, trouxe também o goleiro Muriel. O Flu continua no mercado, em busca de um zagueiro e um lateral-esquerdo.

Nenê já defendeu, além do São Paulo, Vasco, Al-Gharafa, West Ham, PSG, Monaco, Espanyol, Celta, Alavés, Alavés, Santos, Palmeiras, Paulista, além de ter atuado nas bases de Bahia e Corinthians.

GE

 

No jogo 50 pela Libertadores no Maracanã, Flamengo vence a LDU

No jogo 50 em sua história pela Conmebol Libertadores no Maracanã, o Flamengo não encontrou dificuldades e venceu a LDU, do Equador, por 3 a 1, na noite desta quarta-feira. O Rubro-Negro, nesta série de participação no torneio internacional jogando no estádio, já acumula 34 vitórias, com oito empates e oito derrotas. Everton Ribeiro, no primeiro tempo, e Gabigol e Uribe, no segundo, fizeram os gols. Na etapa inicial, Diego Alves defendeu um pênalti – na final, o goleiro não conseguiu defender outro, convertido por Borja.

Everton Ribeiro e Gabigol fizeram os dois primeiros gols do Flamengo na vitória sobre a LDU. Veja a galeria do L!
Everton Ribeiro e Gabigol fizeram os dois primeiros gols do Flamengo na vitória sobre a LDU. Veja a galeria do L!

Foto: Alexandre Vidal/Flamengo / Lance!

Com o resultado, o Flamengo chegou aos seis pontos no Grupo D, ocupando a liderança. Já a LDU ficou nos três pontos, na segunda colocação do grupo. Pela Libertadores, ambas as equipes voltam a campo no início de abril – no dia 3, o Rubro-Negro recebe o Peñarol, enquanto no dia 2 a LDU visita o San José. Antes, pela Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca, os comandados de Abel Braga na terça-feira duelam contra o Madureira, no Maracanã.

INÍCIO MOVIMENTADO
A estreia do Flamengo na Libertadores no Maracanã em 2019 foi com um início bastante movimentado. Aos cinco minutos do primeiro tempo, Gabigol aproveitou vacilo da defesa da LDU e mandou para o gol – a bola, porém, foi em Rodríguez e não chegou ao destino. Os equatorianos responderam aos sete com Jhojan Julio, mas Diego Alves espalmou. No minuto seguinte, o Rubro-Negro teve maior sorte e abriu o placar com Everton Ribeiro, 1 a 0.

PRESSÃO SEGUE E GOLEIROS SALVAM
O Flamengo não recuou após inaugurar o marcador, seguindo pressionando para ampliá-lo. Aos 16, o goleiro Adrián Gabbarini fez boa defesa e salvou em tentativa de Bruno Henrique. Willian Arão tentou no minuto seguinte, mas a bola passou por cima do travessão. Aos 25 e 28, Diego e Gabigol perderam novas chances… Até que a LDU teve um pênalti – bem marcado – aos 42, quando Vega é derrubado por Diego. Na cobrança, Diego Alves salvou a cobrança de Intriago.

CONTROLE E ESTRELA
Na volta para o segundo tempo, o Flamengo controlou ainda mais o jogo, e não levou sufoco até a vitória ser confirmada. Aos 14 e 15, Willian Arão e Léo Duarte tiveram boas oportunidades de fazer o segundo gol, mas desperdiçaram. Aos 23, Gabigol fez o 2 a 0 aproveitando lançamento de Bruno Henrique. E aos 35, segundos após entrar no jogo, Uribe mostrou estrela e fez o 3 a 0. Nos acréscimos, Borja converteu um segundo pênalti – novamente bem marcado pela arbitragem -, após Trauco derrubar Freire, mas não passou disso. Festa do Flamengo na vitória por 3 a 1 em dia de marca histórica na competição.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 3 X 1 LDU

Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 13/3/2019, às 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Germán Delfino (ARG) – Nota LANCE!: 7,0 (não influenciou no resultado e marcou dois pênaltis corretamente para a LDU)
Assistentes: Diego Bonfa (ARG) e Ezequiel Brailovsky (ARG)
Público/renda: 58.034 pagantes/R$ 2.596.530,50
Cartões amarelos: Cuéllar (FLA) e Aguirre, Intriago (LDU)
Cartão vermelho: –

GOLS: Everton Ribeiro 8’/1ºT (1-0), Gabigol 23’/2ºT (2-0), Uribe 35’/2ºT (3-0) e Borja 46’/2ºT (3-1)

FLAMENGO: Diego Alves, Pará, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê (Trauco 43’/2ºT); Cuéllar (Arrascaeta 39’/2ºT), Willian Arão, Diego e Everton Ribeiro; Bruno Henrique (Uribe 35’/2ºT) e Gabigol. Técnico: Abel Braga.

LDU: Adrián Gabbarini; Christian Cruz, Carlos Rodríguez, Nicolás Freire e José Quinteros; Jefferson Orejuela, Jefferson Intriago (Murillo 31’/2ºT), Vega, Jhojan Julio e Ayoví (Angulo 15’/2ºT); Rodrigo Aguirre (Borja 34’/2ºT). Técnico: Pablo Repetto.

 

Lance

 

Fluminense tropeça diante do Atlético-PR em pleno Maracanã

O Fluminense desperdiçou a oportunidade de assumir a liderança isolada do Campeonato Brasileiro ao empatar com o Atlético-PR por 1 a 1, na noite desta terça-feira, no Maracanã, em partida que abriu a quinta rodada da competição. O resultado colocou a equipe tricolor na terceira posição com dez pontos ganhos, enquanto o Furacão segue na zona de rebaixamento, com dois pontos ganhos e na 18ª colocação. Os gols foram marcados no primeiro tempo. Pablo marcou para o time visitante e Reginaldo empatou para o Fluminense.

O resultado foi ruim para o Tricolor das Laranjeiras que, além de jogar em casa, ainda teve a vantagem de atuar com um jogador a mais por quase 15 minutos. O zagueiro Wanderson foi atingido na cabeça e levado para um hospital. Como o Atlético já tinha feito as três substituições, precisou jogar até o final com dez jogadores para segurar o empate, tarefa que foi facilitada pela falta de eficiência da equipe dirigida por Abel Braga.

Na próxima rodada, o Fluminense vai enfrentar o Palmeiras, no Allianz Parque. Já o Atlético-PR vai receber o Santos, na Arena da Baixada

O jogo – Diante de um pequeno público, o Fluminense começou a partida no ataque. Logo aos três minutos, Renato foi lançado pela direita e cruzou para a entrada de Richarlison, mas o atacante “furou” e desperdiçou a primeira chance para marcar.

A resposta do Furacão foi fulminante. Aos sete minutos, Luco González fez ótimo lançamento para Jonathan que investiu pela direita e cruzou para a entrada de Pablo que apenas desviou para o gol, sem chances para Júlio César.

O Tricolor das Laranjeiras partiu para tentar a reação e quase marcou o gol do empate, aos nove minutos. Após vários cruzamentos na área rubro-negra, Richarlison conseguiu a cabeçada e o goleiro Santos espalmou para escanteio, salvando a sua equipe.

A pressão do time carioca continuou e o goleiro do Atlético voltou a aparecer bem ao defender um chute perigoso de Luiz Fernando após passe de Wendel. O Atlético não conseguia sair da defesa e o Fluminense pressionava em busca do gol do empate. Aos 14 foi a vez de Gustavo Scarpa arriscar, mas a bola subiu demais.

O time paranaense recuou para defender a vantagem, congestionando o meio-campo e impedindo que os tricolores tivessem liberdade para realizar manobras ofensivas. Só aos 30 minutos é que a equipe das Laranjeiras voltou a ameaçar com um chute de Henrique Dourado que foi bem defendido por Santos.

Dois minutos depois, o Fluminense deixou tudo igual. Após cobrança curta de escanteio, Gustavo Scarpa levantou e o zagueiro Reginaldo cabeceou para colocar a bola nas redes.

A partida seguiu muito truncada, principalmente por parte dos paranaenses que faziam faltas seguidas para impedir que o Fluminense trocasse passes em direção ao gol defendido por Santos.

Aos 37 minutos, Scarpa se livrou da marcação e chutou forte para boa defesa de Santos. Até o final do primeiro tempo, a equipe comandada por Abel Braga seguiu pressionando, mas não conseguiu criar outras jogadas de perigo.

O Atlético voltou para o segundo tempo com duas mudanças no setor ofensivo, enquanto Abel Braga não mexeu na sua equipe. Aos quatro minutos, o time da casa criou a primeira jogada de perigo, mas Henrique Dourado cabeceou mal quando estava bem colocado na área. Um minuto depois, o goleiro Santos se atrapalhou na devolução de bola e quase é desarmado por Dourado, mas conseguiu aliviar o perigo.

O Fluminense continuava com o controle das ações, enquanto a equipe paranaense mantinha o esquema cauteloso do primeiro tempo. Só aos dez minutos é que chegou na área carioca em ação individual de Nikel que investiu pela direita e cruzou, mas ninguém chegou para completar. Logo depois, Douglas Coutinho chutou rasteiro e a bola passou perto da trave direita defendida por Júlio César.

Preocupado com a falta de agressividade da sua equipe no segundo tempo, Abel trocou o lateral Lucas pelo atacante Matheus Alessandro. Renato voltou para a direita, sua real posição.

Aos 29 minutos, Renato tentou uma puxada e acertou a cabeça de Wanderson que caiu desmaiado e sangrando, causando grande preocupação. Jogador foi retirado de ambulância e deixou sua equipe com um jogador a menos, porque Eduardo Baptista já tinha efetuado as três substituições.

Abel tentou aproveitar a vantagem numérica e trocou o volante Luiz Fernando pelo atacante Marcos Junior. Além disso, o treinador trocou Richarlison por Pedro, desagradando parte da torcida que pedia a entrada de Marquinhos Calazans.

Como o atendimento ao zagueiro Wanderson demorou muito, o árbitro deu dez minutos de acréscimos. O Fluminense intensificou a pressão, mas a equipe do Paraná, mesmo com dez jogadores, se defendia com competência. Aps 48 minutos, Scarpa arriscou de fora da área, mas a bola passou longe do gol de Santos. Dois minutos depois, Santos afastou um cruzamento, de soco, e a bola ficou com Marcos Junior que completou, mas a bola desviou na zaga e saiu.

Com o Fluminense, todo na frente, o Atlético encontrou espaço para armar um contra-ataque. Douglas Coutinho arrancou desde a intermediária e cruzou para Nikão que, inteiramente livre na pequena área, bateu por cima, perdendo uma chance incrível para marcar o gol da vitória.

FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE-RJ 1 X 1 ATLÉTICO-PR

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Data: 6 de junho de 2018 (Terça-feira)

Horário: 20h(de Brasília)

Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)

Assistentes: Marcio Eustaquio Santiago (MG) e Celso Luiz da Silva (MG)

Público: 14.843 pagantes

Cartão Amarelo: Richarlison, Léo, Renato(Flu); Lucho González, Jonathan, SantosAP)

Gols:

FLUMINENSE: Reginaldo, aos 32 minutos do primeiro tempo

ATLÉTICO-PR: Pablo, aos sete minutos do primeiro tempo

FLUMINENSE: Júlio César, Lucas(Matheus Alessandro), Reginaldo, Henrique e Léo; Luiz Fernando(Marcos Junior), Wendel, Renato e Gustavo Scarpa; Richarlison(Pedro) e Henrique Dourado

Técnico: Abel Braga

ATLÉTICO-PR: Santos, Jonathan, Paulo André, Wanderson e Sidcley; Otávio, Eduardo Henrique(Matheus Rosseto), Pablo, Lucho González(Deivid) e Nikão; Eduardo da Silva(Douglas Coutinho)

Técnico: Eduardo Baptista

Gazeta Esportiva

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Ferj procura Governo do RJ e tenta abrir Maracanã para finais do Carioca

Pedro Ivo Almeida/UOL
Pedro Ivo Almeida/UOL

Assim como em 2016, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) tentará utilizar o Maracanã para as finais do Campeonato Estadual. Mesmo com todo o abandono sofrido pelo estádio, a entidade anunciou que irá procurar o Governo do Estado para uma solução momentânea para a competição.

De acordo com o presidente da Ferj, Ruben Lopes, a Federação não está pensando em assumir a gestão do estádio. “Mas precisamos nos movimentar. Não podemos deixar um equipamento como o Maracanã assim. É algo provisório, ao menos para as finais. Tentaremos ver uma solução já para as semis e finais da Taça Guanabara [primeiro turno do Carioca]”, explicou o cartola.

“Iremos direto no Governo, que é o real proprietário”, completou Rubens Lopes, evitando aumentar ainda mais o imbróglio que já envolve a concessionária atual – Odebrecht – e o Comitê Rio-2016, que utilizou o local durante os Jogos Olímpicos e é acusado de não cumprir as exigências de manutenção.

Antes de procurar o Governo do Rio, o presidente da Ferj recebeu, na manhã desta quarta-feira (11), representantes das três empresas que ainda atuam dentro do Maracanã: Sunset (segurança), Binarios (engenharia) e Greenleaf (gramado).

“Todas as partes estão muito empenhadas. Convidei-os para esse papo para tomar ciência da real situação do estádio. Eles me passaram tudo e estão realmente dispostos a ajudar nessa abertura provisória para as finais”, contou o presidente.

O cartola ainda esclareceu que todos os gastos para a sonhada abertura seriam divididos entre Federação, clubes e empresas. “Ninguém vai pagar conta de problemas antigos. Mas queremos ter o mínimo para abrir o local. Espero que todos entendam isso, inclusive o Governo. É uma conta alta, não tenho ideia ainda. Mas queremos autorização para entrar e ver. Aí, então, vamos analisar os custos e ver o que será possível”, completou.

Uol

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Salto radical, “Maracanã cego” e Clodoaldo são destaques da abertura

imagem: REUTERS/Sergio Moraes
imagem: REUTERS/Sergio Moraes

Os Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro tiveram abertura oficial em cerimônia nesta quarta-feira (7), com direito a salto radical em megarrampa, mudança de roteiro na última hora, exaltação de símbolos tipicamente cariocas e até um momento de “Maracanã cego” – um dos pontos altos da festa, quando as luzes do estádio foram apagadas para estimular outros sentidos do público.

Clodoaldo Silva, nadador dono de seis medalhas de ouro paraolímpicas, todas conquistadas em Atenas-04, foi o responsável por acender a pira paraolímpica.

Também chamaram a atenção o quebra-cabeça montado com as peças trazidas por cada delegação, com a imagem de um coração pulsante ladeado por flores, e a entrada da bandeira paraolímpica no estádio, carregada por crianças com deficiência motora, acompanhadas de seus país. Os presentes, de pé, aplaudiram a cena.

Após contagem regressiva no Maracanã, a Paraolimpíada foi oficialmente inaugurada com o salto do cadeirante Aaron Wheelz na “megarrampa” – aquela mesma dos skatistas. O homem passou por dentro de um número zero, deu um mortal e caiu em um colchão. E levantou o público.

Antes da cerimônia, Leo Caetano, diretor de cerimônias do Comitê Rio 2016, explicou a intenção da cena: “Haverá o salto de uma megarrampa, e será feito por um cadeirante. O objetivo é que o público veja que se tratam de coisas espetaculares, mas não porque são feitas por pessoas com deficiências. São coisas incríveis porque são coisas incríveis, ponto”.

O primeiro paratleta brasileiro a aparecer na festa de abertura foi Daniel Dias, nadador dono de 11 medalhas de ouro paraolímpicas, mostrado em projeção atravessando o palco a nado. As projeções também foram marca das cerimônias de abertura e encerramento da Olimpíada.

Clodoaldo acende a tocha com lição de inclusão

O nadador brasileiro Clodoaldo Silva, que além de seis ouros soma também cinco pratas e dois bronzes paraolímpicos, acendeu a pira.

A tocha entrou no Maracanã com o corredor Antônio Delfino, dono de dois ouros e uma prata. Depois, passou para as mãos da ex-paratleta Márcia Malsar, que sofreu uma queda e se levantou sozinha, sob aplausos. Ela é a primeira mulher a ganhar medalha paraolimpica para o Brasil A também ex-paratleta Ádria Santos foi quem pegou o fogo na sequência e o entregou a Clodoaldo.

Clodoaldo Silva promoveu lição de inclusão. O paratleta viu seu caminho ser dificultado por uma escada, que logo se transformou em uma rampa para que pudesse chegar à pira. A ideia da organização foi deixar claro que não é preciso ter escadas e rampas, mas apenas rampas, já que todos conseguem se locomover por elas.

“Fora, Temer”, filas longas e… Gisele?

Mesmo antes de a cerimônia começar no Maracanã, três episódios chamaram a atenção: dentro do estádio, o público, em coro, protestou contra o presidente da República, Michel Temer, com gritos e vaias. O “fora, Temer” ouvido nas arquibancadas durou cerca de 10 segundos.

Temer, aliás, foi alvo de protestos em mais duas oportunidades, ambas com a festa em andamento: no momento do hino brasileiro, tocado no piano pelo maestro João Carlos Martins, e quando decretou a abertura das Paraolimpíadas, em breve fala.

O mascote Vinícius promoveu momento de descontração para alegrar os presentes. Ele reproduziu uma das partes mais elogiadas da abertura das Olimpíadas do Rio, quando a modelo Gisele Bündchen atravessou o Maracanã em desfile de mais de 100 metros – e o fez vestindo um vestido igual ao da estrela.

O ponto negativo da “pré-festa” foi visto do lado de fora: longas filas irritaram quem compareceu ao evento. A do portão D, caso mais crítico, chegou a 1,8 km de distância.

Um show bem carioca e o hino nacional

Logo no início, a cerimônia teve roda de samba com Xande de Pilares, homenagem ao músico Cartola, representação de uma manhã na praia – com direito a barracas, surfistas, areia, água, vendedores de mate… – e referência aos aplausos ao pôr do sol no Arpoador.

Os signos bem cariocas foram seguidos pelo hino nacional, tocado no piano pelo maestro João Carlos Martins. Este era um dos momentos mais esperados do evento, e se consolidou como um dos mais emocionantes. Ao fim, o público, de pé, o aplaudiu.

Mudança de roteiro na última hora

As delegações entraram em cena antes do previsto por pedido dos paratletas, que queriam assistir ao máximo possível da cerimônia. A solução encontrada foi realizar a apresentação das estrelas logo depois do hino brasileiro (parte do show que durou cerca de 1h50) para logo depois darem sequência ao espetáculo.

A porta-bandeira do Brasil foi Shirlene Coelho, atual campeã paraolímpica no lançamento de dardo – e medalhista de prata em Pequim-2008. Ela foi escolhida por voto dos paratletas – os que têm competição agendada para a manhã de quinta-feira, como Daniel Dias, estavam fora da disputa.

Os brasileiros, é claro, foram os mais festejados, aplaudidos de pé por todo o estádio – até Temer, ao lado da mulher, levantou-se. Foi a única vez que a música deixou de ser uma batida genérica: os paratletas do país-sede entraram no Maracanã acompanhados pela música “O Homem Falou”, de Gonzaguinha. A modelo e apresentadora Fernanda Lima entrou no estádio junto às estrelas nacionais.

Espanha e Estados Unidos se mostraram as delegações mais animadas na entrada. Vale destaque também para Tonga: lembra do “besuntado” da Olimpíada? Então, os porta-bandeiras dos paratletas na Paraolimpíada também se apresentaram com os corpos brilhando.

Uma das maiores expectativas da cerimônia de abertura era a montagem do quebra-cabeça das delegações – cada uma entrou com uma peça no Maracanã. No fim, com a última peça sendo a brasileira, a imagem montada, com ajuda de uma projeção para dar movimento, foi a de um coração pulsante, ladeado por flores.

Maracanã no escuro

Logo depois dos discursos de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), e Philip Craven, presidente do Comitê Paralímpico Internacional (CPI), e do presidente da República, Michel Temer, decretar abertura oficial dos Jogos, o espetáculo continuou. E “cegando” o Maracanã.

As luzes foram apagadas para estimular os outros sentidos do público. Bailarinos carregaram bastões iluminados, que representam guias usadas por pessoas com deficiência visual.

“Este é um ponto central da cerimônia desde o início do processo criativo. Queremos derrubar essa coisa da necessidade da visão, do ‘ver para crer’. O público vai ser instigado a usar todos os sentidos”, explicou Fred Gelli, um dos diretores criativos da cerimônia.

Entrada da bandeira paraolímpica emociona público

O público se emocionou com a entrada da bandeira paraolímpica no estádio do Maracanã, carregada por crianças com deficiência motora acompanhadas de seus pais.

Cada dupla formada por uma criança e um adulto vestia uma espécie de macacão que os unia. O movimento era dado pelas pernas dos pais, e a felicidade de todos os protagonistas foi contagiante.

Uol

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Maracanã tem gritos de “fora, Temer” antes da abertura da Paraolimpíada

REUTERS/Sergio Moraes
REUTERS/Sergio Moraes

Mesmo antes de a cerimônia de abertura dos Jogos Paraolímpicos começar, nesta quarta-feira (7), o público no Maracanã protestou contra o presidente da República Michel Temer.

Os presentes gritaram, por cerca de 10 segundos, a frase “fora, Temer”, que foi seguida por vaias. Os gritos começaram próximos às cabines de televisão e logo tomaram todo o estádio.

A cerimônia teve início às 18h15. O protesto ocorreu por volta das 18h.

Vale lembrar que Temer, na abertura da Olimpíada, passou por situação semelhante e optou por não participar do encerramento da Rio-2016.

A abertura, além dos apupos a Temer, também já está marcada pelas longas filas na entrada do Maracanã. A situação mais crítica se apresenta no portão D, no qual a distância da fila chegou a 1,8 km e gerou insatisfação do público – especialmente de idosos.

Uol

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Enfim, ouro! Brasil supera dois traumas de uma vez e é campeão no Maracanã

imagem: REUTERS/Murad Sezer
imagem: REUTERS/Murad Sezer

Usain Bolt viu. Marta viu. Tite, Dunga e os mais de 60 mil presentes ao Maracanã também viram. Pela primeira vez na história, a seleção brasileira de futebol é medalha de ouro na Olimpíada. Após este sábado (20), com a vitória nos pênaltis por 5 a 4 sobre a Alemanha após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, o título que faltava ao pentacampeão mundial Brasil não falta mais.

Neymar abriu o marcador no primeiro tempo, mas não seria tão simples quanto alguns poderiam pensar. A Alemanha levou drama e mostrou, com outros jogadores, por que é a atual campeã do mundo, e Max Meyer empatou no segundo tempo. A conquista só veio com drama, nos pênaltis, com Neymar, que anotou o gol decisivo após Weverton defender a cobrança de Petersen.

O melhor: Neymar decide e chora após a vitória

Depois de Romário, em 1988, e Hulk, em 2012, Neymar passou para a galeria de jogadores brasileiros com gols em finais olímpicas. E foi um golaço, de falta, para deixar a seleção em vantagem no primeiro tempo. Com iniciativa e disposição, acabou como o melhor do time no Maracanã, também por achar bons passes em profundidade. Após converter a última cobrança de pênalti e dar o título para o Brasil, não segurou as lágrimas. Foi, provavelmente, a maior emoção da vida de Neymar.

Weverton pega o último pênalti e faz valer aposta brasileira

Entre as virtudes de Weverton estava a capacidade de pegar pênaltis, o que ele justificou na quinta e última cobrança alemã, de Nils Petersen. A defesa, quando a disputa estava 4 a 4, permitiu a Neymar decretar o ouro em um roteiro cinematográfico para o camisa 10 e o próprio goleiro. Na festa, o atleta do Atlético-PR guardou a bola do título e se enrolou na bandeira do Acre, seu estado natal.

Os piores: Gabriel Jesus e Gabriel

Os dois mais jovens titulares brasileiros não tiveram grande atuação. Gabriel não participou bem da partida coletivamente, errou muitos lances e foi substituído aos 23 minutos do segundo tempo. Já Gabriel Jesus pareceu nervoso e ansioso. Apesar de se dedicar muito, tomou muitas decisões erradas na frente e passou a maior parte do tempo reclamando da arbitragem. Saiu na prorrogação.

Alemães não encontram Luan, o mais inteligente do Brasil

O atacante do Grêmio fez um jogo à altura dos anteriores e dividiu o protagonismo com Neymar. Com ótima leitura tática, apareceu bem nos espaços vazios e explorou brechas entre as linhas de defesa e meio da Alemanha, que pareceu não entender a dinâmica de Luan e as combinações entre ele Neymar. Mostrou cansaço e hesitação no tempo extra, mas converteu seu pênalti.

Micale aposta tudo em Neymar e se emociona demais

Um longo abraço (mais um) com Neymar ao fim da disputa por pênaltis simbolizou Rogério Micale. O treinador deu carinho e respaldo, além da braçadeira de capitão, ao atacante que decidiu a final no Maracanã. Com um modelo de jogo que deu certo na Olimpíada, o Brasil mediu forças com uma equipe inferior individualmente, mas com um senso coletivo até mais forte. Ainda assim, o time da casa mereceu mais o ouro e premiou o treinador que foi das divisões de base do Atlético-MG para a CBF.

Hrubesch arruma o time no intervalo e equilibra a final

Após um primeiro tempo de domínio territorial do Brasil, o técnico alemão Horst Hrubesch fez uma modificação que equilibrou as ações após o intervalo. O meia Max Meyer passou a recuar e marcar Walace em vez de avançar para dar combate aos zagueiros do Brasil, tirando a superioridade numérica que a seleção tinha no meio. O resultado foi que Luan e Neymar começaram a encontrar mais dificuldades para aparecerem livres nas costas dos volantes alemães.

Renato Augusto se multiplica em campo e rege a torcida

Ora na saída de bola entre os zagueiros, ora do centro para a ponta direita, e até do outro lado em alguns momentos. Renato Augusto, o carioca da seleção, jogou em casa e mais uma vez justificou sua presença no grupo. Com forte empatia com os torcedores, chamou as arquibancadas em muitos momentos. De quebra, deu dois dribles entre as pernas dos alemães, sua marca registrada.

Alemanha mostra senso de equipe e vaza Brasil pela primeira vez

No primeiro tempo, foram três bolas na trave e mais finalizações que o Brasil. Mesmo irregulares dentro da partida, os alemães fizeram por merecer o gol de Meyer, aos 14 minutos do segundo tempo. Identificados com uma fórmula de jogo claramente parecida com a da seleção principal, os jovens visitantes foram os rivais mais duros do time de Rogério Micale, vazado pela primeira vez na decisão.

Cansaço pesa na prorrogação, mas Micale faz só duas trocas

A falta de opções de ataque nos bancos de reservas se evidenciou na prorrogação. Mesmo com quatro modificações para fazer, já que o regulamento olímpico permite uma nova mudança quando o jogo vai a 120 minutos, Rogério Micale e Horst Hrubesch “morreram” com duas substituições na mão. Felipe Anderson, que havia entrado no segundo tempo, e Rafinha, no início do tempo extra, foram os brasileiros acionados. Os dois times deram grandes sinais de cansaço e proporcionaram poucas emoções.

FICHA TÉCNICA

Brasil 1 (5) x (4) 1 Alemanha

Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data: 20/08/2016
Horário: 17h30 (de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (Irã)

Gols: Neymar, aos 27 minutos do 1º tempo, e Meyer, aos 14 minutos do 2º tempo
Cartões amarelos: Zeca e Gabriel (Brasil); Selke, Prömel, Sven Bender e Suele (Alemanha)

Disputa de pênaltis
Brasil: Renato Augusto, Marquinhos, Rafinha, Luan e Neymar (todos gols)
Alemanha: Ginter, Gnabry, Brandt, Süle (todos gols) e Petersen (errou)

Brasil: Weverton; Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio e Douglas Santos; Walace e Renato Augusto; Gabigol (Felipe Anderson), Luan e Gabriel Jesus (Rafinha); Neymar. Técnico:Rogério Micale

Alemanha: Horn; Toljan, Ginter, Süle e Klostermann; Lars Bender (Prömel) e Sven Bender; Brandt, Meyer e Gnabry; Selke (Petersen). Técnico: Horst Hrubesch

Uol

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É hoje o dia: por apoteose do ouro, Brasil encara Alemanha no Maracanã

Se  o final for feliz, é capaz de virar enredo daqui a alguns anos. Neste sábado, às 17h30 (de Brasília), a seleção olímpica do Brasil entra em campo para enfrentar a Alemanha na decisão da medalha de ouro do futebol masculino. O acaso colocou dois dos maiores traumas futebolísticos do país juntos para que Neymar e cia., mesmo sem qualquer relação com fatos anteriores, possam amenizar as decepções recentes do torcedor. Contra qualquer Maracanazo ou 7 a 1, o time joga para fazer história.

A trajetória, por si só, já é apoteótica. Tanto que, para contá-la melhor, o GloboEsporte.com escolheu 10 sambas-enredos – o gênero musical mais emblemático do Rio de Janeiro – e mostrou como Rogério Micale, o criador desta seleção olímpica, comandou Neymar, Gabriel Jesus, Gabigol, Renato Augusto, Marquinhos e companhia na briga pela inédita medalha de ouro.

Micale Neymar Gabriel Jesus Brasil e Honduras olimpíada (Foto: Agência Reuters)Micale Neymar Gabriel Jesus Brasil e Honduras olimpíada (Foto: Agência Reuters)

A seleção e os sambas

“Gbala”, o samba da Vila Isabel de 1993, contava como o mundo recomeçava, de acordo com a mitologia africana – um momento de transição simbolizado pela saída de Dunga e a entrada de Micale no comando da seleção olímpica. Com o início da Olimpíada, uma verdadeira festa da raça, como a Kizomba de 1988, a seleção teve dificuldades. Primeiro, perdeu Prass, mas viu o acreano Weverton repetir o Salgueiro de 1993, pegar um Ita no Norte e chegar para a maior missão da vida no Rio de Janeiro.

Neymar Treino Seleção Brasileira Olímpica (Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)Neymar sorri no último treino da seleção olímpica antes da final contra a Alemanha, no Maracanã (Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)

Com a bola rolando, o começo foi difícil: dois empates sem gols com os modestos África do Sul e Iraque. Começaram as dúvidas, e o “Amanhã” cantado pela União da Ilha em 1978 era também um mistério para o Brasil. Mas, na Bahia, as coisas mudaram: assim como Agotime, a rainha de Daomé homenageada pela Beija-Flor em 2001, a seleção encontrou seu rumo em Salvador com a goleada sobre a Dinamarca.

Nas quartas de final, a Arena Corinthians era casa para muitos jogadores – especialmente Renato Augusto. Exemplar contra a Colômbia, ele se multiplicou em campo, ajudou os companheiros mais jovens a se acalmar… Poderia ouvir “Se todos fossem iguais a você” de Micale, como a Mangueira cantou em 1992 para Tom Jobim.

No Rio de Janeiro de sol, samba e Maracanã, uma quarta-feira virou o “Domingo” cantado pela Ilha em 1977. Neymar virou o protagonista do samba de 1982 da agremiação insulana e virou o dono da festa na goleada sobre Honduras, garantindo a passagem para a final.

Que a seleção olímpica entre em campo embalada pelos versos imortalizados na Sapucaí. E que este sábado, que pode ser histórico para o futebol brasileiro, seja o dia da alegria – e a tristeza nem pense em chegar. Sonhar não custa nada, já cantou a Mocidade em 1992.

Ficha técnica:

BRASIL: Weverton, Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio e Douglas Santos; Walace e Renato Augusto; Gabriel, Luan e Gabriel Jesus; Neymar. Técnico: Rogério Micale

ALEMANHA: Horn, Klostermann, Süle, Ginter e Toljan; Sven Bender, Lars Bender e Meyer; Brandt, Selke e Gnabry. Técnico: Horst Hrubesch

Data: 20/8/2016 Horário: 17h30 (de Brasília) Local: Maracanã, Rio de Janeiro Árbitro: Alireza Faghani (IRN)) Assistentes: Reza Sokhandan e Mohammadreza Mansouri (IRN) Transmissão:a TV Globo, o SporTV e o GloboEsporte.com acompanham ao vivo; o site também terá o Tempo Real.

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Apoteose no Maracanã: Brasil faz 6 em Honduras e fica a um passo do ouro

imagem: REUTERS/Leonhard Foeger
imagem: REUTERS/Leonhard Foeger

É verdade que Honduras não é uma potência do futebol mundial, mas o Brasil fez sua parte. Com sobras e requintes de crueldade, a seleção brasileira aplicou 6 a 0 na tarde desta quarta-feira e levou o Maracanã à loucura. Neymar (2), Gabriel Jesus (2), Marquinhos e Luan anotaram os gols que deixam o sonho do ouro olímpico mais perto.

Prêmio às convicções de Rogério Micale, o triunfo sobre Honduras foi construído graças ao futebol coletivo do Brasil, que ainda não sofreu gols na Olimpíada, mas teve seu brilho mais intenso com os homens de frente. Em especial, do camisa 10 que comandou todas as ações mais uma vez.

O melhor: Neymar comanda a festa do Brasil

Mais uma atuação digna de melhor jogador da Olimpíada para o camisa 10 brasileiro. Aos 15 segundos, dividiu como um juvenil sedento por oportunidade e marcou o gol que transformou a realidade do jogo. Além de lindos lances e muitas faltas recebidas, ainda deu mais duas assistências, para gols de Gabriel Jesus e Marquinhos. No final, já nos acréscimos, decretou a goleada com uma cobrança perfeita de pênalti.

O pior: Palacios perde bola, é violento e afunda Honduras

Um cochilo na saída de bola no início do jogo frustrou toda a estratégia hondurenha de se defender no Maracanã. O responsável foi Johnny Palacios, de 29 anos e defensor do time de Jorge Luis Pinto. Além do erro, fez falta dura e recebeu cartão amarelo.

Gabriel Jesus usa e abusa da velocidade e faz dobradinha

Esqueça o atacante sem confiança e ansioso no início da Olimpíada. Gabriel Jesus partiu da esquerda para o centro em velocidade para fazer dois bonitos gols na diagonal. Primeiro, com um presente açucarado de Luan e um toque por baixo do goleiro. Depois, em passe em profundidade de Neymar e um chute para estufar a rede. Com três gols, Jesus passa a ser, ao lado de Neymar, o goleador do Brasil na competição.

O primeiro gol no Maracanã a gente nunca esquece

Além de não ser vazada em cinco jogos na Olimpíada, a defesa do Brasil deu sua contribuição com o primeiro gol que não foi feito por um atacante. Marquinhos, que estreava no Maracanã, anotou o quarto da goleada brasileira.

Medalha e recorde garantidos

Com a vitória sobre Honduras, o Brasil assegurou a sexta medalha olímpica no futebol masculino, o que é um recorde em número de pódios. A nação líder de ouros olímpicos é a Hungria, que já ganhou três vezes e ainda tem uma prata e um bronze. Com o marcado com 15 segundos, Neymar também registrou o gol mais rápido da história do futebol da Olimpíada.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 6 X 0 HONDURAS

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 17 de agosto de 2016 (Quarta-feira)
Horário: 13 horas (de Brasília)
Árbitro: Ovidiu Hategan (Romênia)
Cartão amarelo: Bryan Acosta, Allans Vargas, Johnny Palacios e Rodolfo Espinal (Honduras); Rodrigo Caio (Brasil)
Gols: Neymar (2), Gabriel Jesus (2), Marquinhos e Luan.

BRASIL: Weverton, Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio (Luan Garcia) e Douglas Santos; Walace, Renato Augusto (Rafinha Alcântara) e Luan; Gabriel Jesus (Felipe Anderson); Neymar e Gabriel
Técnico: Rogério Micale

HONDURAS: Luis López; Jhonatan Paz, Johnny Palacios e Allans Vargas (Oscar Salas); Marcelo Pereira, Rodolfo Espinal, Bryan Acosta (Allan Banegas) e Brayan García; Alberth Elis, Romell Quioto e Anthony Lozano (Jhow Benavidez)
Técnico: Jorge Luis Pinto
Uol

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Inter vence confronto direto pelo G-4, e Flamengo ouve vaias no Maracanã

interNo confronto direto de duas equipes irregulares que lutam pelo G-4 do Brasileirão, melhor para o Internacional, que venceu o Flamengo por 1 a 0, neste domingo à tarde no Maracanã. Ernando fez o gol que deixou o Colorado na briga por uma vaga na Libertadores, enquanto o Rubro-Negro sofreu a quinta derrota nas últimas seis rodadas, ouviu vaias de sua torcida e gritos de “time sem vergonha”.

Apesar de ter começado melhor a partida, a equipe carioca apresentou falhas defensivas e sofreu aos 17 minutos do primeiro tempo o gol de Ernando, que acertou um chute de primeira após cruzamento de William. Os donos da casa sentiram o golpe e demoraram um pouco até voltarem ao jogo.

Na segunda etapa, o Flamengo conseguiu pressionar os gaúchos, mais na base da vontade do que na técnica, criou boas oportunidades, mas finalizou mal e não conseguiu balançar as redes.

Com o resultado, após 31 rodadas disputadas no Campeonato Brasileiro, o Inter subiu para a sétima colocação, com 47 pontos, dois pontos a menos do que o quarto colocado Santos. Enquanto isso, o Flamengo caiu para a nona posição, com 44 pontos.

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No próximo sábado, o Colorado vai receber o Joinville, no Beira-Rio. No domingo, o Rubro-Negro vai visitar o líder Corinthians, na Arena de Itaquera.

O jogo

Diante de sua torcida e em busca da reabilitação, o Flamengo assumiu a iniciativa do confronto logo no início. Melhor em campo, o rubro-negro dominava a posse de bola e explorava muito os avanços de Pará pela direita. O Inter procurou segurar a pressão inicial.

Com um minuto de bola rolando, Jorge avançou pela esquerda e serviu Guerrero. O atacante escorou e Emerson Sheik arriscou o chute, mas ele saiu fraco.

O Flamengo teve mais um lance de perigo aos seis. Pará recebeu na direita e rolou para Alan Patrick. O meia fez ótima enfiada para o lateral, que foi ao fundo e cruzou para trás. A bola rebateu na defesa e voltou para Guerrero na frente da pequena área, mas bateu na mão do atacante e a infração foi marcada.

Se a defesa do Inter dava espaços para as penetrações do adversário, a do Fla não ficava devendo, e na primeira investida gaúcha aos 17, saiu gol. Valdívia arrancou pelo meio e abriu para William na direita. O lateral levantou na área, Lisandro não alcançou de cabeça e a bola sobrou do outro lado para Ernando emendar de primeira e superar Paulo Victor com um chute cruzado.

O gol abalou o Flamengo e expôs mais uma vez a fragilidade defensiva da equipe. Já o Inter se organizou melhor em campo e equilibrou o jogo, que estava longe de encantar as torcidas pelo nível técnico.

O rubro-negro só voltou a ameaçar seriamente a meta de Alisson aos 28. Tabela rápida do ataque pelo meio e Everton tocou de primeira para Guerrero na direita da área. O peruano encheu o pé e a bola explodiu na trave do Inter. O Inter respondeu com Lisandro López, que recebeu lançamento de Paulão e arriscou o chute, mas mandou para fora.

Aos 31, Emerson abriu para Pará na direita, ele foi até a linha de fundo e levantou na área. Guerrero acertou a cabeçada, mas a bola foi no meio do gol e Alisson fez a defesa.

No intervalo, Oswaldo de Oliveira decidiu mexer na equipe e sacou Everton para a entrada de Paulinho. A mudança deu pelo menos mais espírito de luta à equipe, que começou a segunda etapa buscando o empate.

Aos seis minutos, Jorge fez bela jogada pela ponta esquerda e sofreu falta, mas a bola sobrou para Alan Patrick e o meia tentou o chute. A bola bateu na zaga e sobrou para Guerrero na meia lua. O atacante virou e bateu rastaeiro no canto direito, mas a bola saiu pela linha de fundo, rente ao poste.

Aos 11, novo lance de muito perigo do ataque do Flamengo. Jorge cobrou lateral na área e a bola chegou para Guerrero, que tocou para trás para Alan Patrick que entrava em velocidade. De frente para o gol, o meia chutou meio truncado pela zaga e a bola foi para fora.

O Inter tentou chegar ao gol aos 17 e após boa tabela pelo lado esquerdo, passe para Valdívia no meio, o meia não alcançou e a bola sobrou para Nilton soltar um balaço que passou rente ao travessão de Paulo Victor.

Aos 31, o Flamengo roubou a bola no grande círculo e Gabriel partiu em velocidade pelo meio. O meia enfiou para Guerrero na esquerda da área e o peruano bateu cruzado pelo chão e obrigou Alisson a trabalhar para salvar o empate.

O Inter respondeu na sequência do lance e avançou em velocidade pelo meio. Num bate rebate, a defesa falhou e Lisandro López teve a chance mas mandou para fora. Aos 35, escanteio pela esquerda para o Flamengo. Gabriel levantou na área e Jorge acertou boa cabeçada que tirou tinta da trave direita de Alisson.

O jogo, que já não era bom, ficou mais picado em seus momentos finais, sem que nenhuma das duas equipes chegasse perto de marcar. O Flamengo insistiu, mas sem organização ou competência para encontrar o caminho do gol.

FICHA TÉCNICA:
FLAMENGO 0 X 1 INTERNACIONAL

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 18 de outubro de 2015 (Domingo)
Horário: 16h(de Brasília)
Renda: R$ 999.707,50
Público: 24.599 pagantes (28.786 presentes)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-SC)
Assistentes: Kléber Lúcio Gil (Fifa-SC) e Bruno Boschilia (Fifa-PR)
Cartões amarelos: Paulão, Réver (Inter)
Gol: INTERNACIONAL: Ernando, aos 17 min do 1º tempo

FLAMENGO: Paulo Victor, Pará, César Martins, Samir e Jorge; Márcio Araújo, Héctor Canteros (Kayke), Alan Patrick e Everton (Paulinho); Emerson Sheik (Gabriel) e Paolo Guerrero. Técnico: Oswaldo de Oliveira

INTERNACIONAL: Alisson; William, Paulão, Réver e Ernando; Rodrigo Dourado, Nilton (Wellington), Anderson (Vitinho) e Alex (D’Alessandro); Valdívia e Lisandro López. Técnico: Argel Fucks


ESPN Brasil