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Álcool em gel nas mãos requer cuidado para evitar queimaduras graves

Na prevenção contra o coronavírus, o álcool em gel virou grande aliado para a higienização das mãos e incorporou-se à rotina de grande parte das pessoas. No entanto, o produto pode causar queimaduras, como aconteceu com um jornalista de Santos, no litoral de São Paulo, na última semana.

Ao chegar em casa, o profissional de 46 anos lavou as mãos, passando o álcool em gel na sequência e foi esquentar comida. No momento não percebeu que sua mão estava queimando, só depois sentiu ardência e reparou a vermelhidão no local. Ao procurar um médico, o especialista confirmou que a queimadura foi causada pelo uso do álcool e aproximação do fogo em seguida.

O exemplo mostra que depois de passar o produto nas mãos é preciso ter cuidado ao acender o fogão da cozinha ou até um cigarro.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), João Baptista Gomes dos Santos, explica que a mão representa 3% da superfície corporal total, mas seu envolvimento em traumas graves, como queimaduras, pode levar a sequelas funcionais graves. “A mão é mais suscetível ao traumatismo por queimadura, porque geralmente está mais próxima do agente causador ou porque é utilizada pelas vítimas na tentativa de se proteger no momento do acidente”, relata.

Estudos epidemiológicos já mostraram que a maioria das queimaduras grandes (mais de 25% da superfície corporal queimada) tem uma ou ambas as mãos afetadas, atingindo 90% dos casos. “A queimadura é um trauma grave, com impactos sociais e econômicos”, completa o especialista.

Cuidados com o álcool

O médico salienta que o reforço na higiene deve continuar, mas em casa, o melhor é higienizar as mãos lavando-as bem, com água e sabão, por, pelo menos, 20 segundos.  “O álcool em gel deve ser utilizado em lugares onde não é possível lavar as mãos, quando se está fora de casa”, acrescenta.

A avaliação médica da profundidade das queimaduras, principalmente se houver lesões profundas de espessura parcial e total, deve ser realizada o mais cedo possível.

Tipos de queimaduras

As queimaduras de primeiro grau envolvem danos apenas à epiderme, não mostram feridas abertas ou bolhas, curam sem cicatrizes e não requerem tratamento cirúrgico.

As queimaduras de segundo grau, em grau superficial, geralmente se recuperam com o cuidado local em 10 a 14 dias. Lesões desse tipo apresentam bolhas e são dolorosas devido à exposição das terminações nervosas na derme. Em grau profundo, as lesões apresentam uma fase inflamatória de cicatrização prolongada, podendo resultar em comprometimento funcional.

As queimaduras de terceiro grau envolvem toda a espessura da epiderme, derme e tecido subcutâneo, e as feridas não podem ser restauradas devido à perda total de anexos epidérmicos e derme.

Por fim, as queimaduras de quarto grau envolvem estruturas como músculos, tendões e ossos, sendo lesões graves que requerem reconstruções elaboradas e, ocasionalmente, amputações.

 

Agência Brasil

 

 

Mãos e pés sempre frios podem indicar problemas vasculares

pesFrequentemente, pacientes queixam-se da sensação de frio nas extremidades (mãos e pés). Essa sensação pode ser permanente ou ocorrer em episódios e às vezes é acompanhada de “formigamentos”.

Primeiramente, vamos deixar uma coisa bem clara, para evitarmos trazer medo desnecessário aos leitores: na vasta maioria das vezes, esse desconforto tem caráter benigno, podendo ser uma característica da fisiologia de cada pessoa, uma resposta exacerbada a mudanças de temperatura ou mesmo fatores desconhecidos.

No entanto, para uma minoria de pacientes, a frialdade dos pés pode ser sinal de doença vascular, particularmente quando vem acompanhada de outros sintomas mais severos, tais como dores nas panturrilhas ao andar, palidez ou arroxeamento dos pés e feridas dolorosas e de difícil cicatrização.
A aterosclerose é uma doença caracterizada pela formação de placas de gordura nos vasos arteriais provocando seu entupimento, o que leva a deficiência na circulação sanguínea, particularmente nas partes mais extremas do corpo, como os pés. Assim, estes se tornam mais frios, podendo ainda haver dor nas pernas e pés. As principais causas de aterosclerose são a hipertensão arterial, o diabetes, o cigarro e as dislipidemias (colesterol sanguíneo alto), e usualmente atingem indivíduos acima dos 50-60 anos.

Outra doença circulatória mais rara, porém severa e diretamente associada ao hábito de fumar, é a arterite, uma espécie de inflamação nas artérias que apresenta sintomas semelhantes aos das obstruções provocadas pela aterosclerose. Costuma atingir indivíduos mais jovens, às vezes com menos de 40 anos.

Existem ainda doenças chamadas vasculites, que são processos inflamatórios que atingem vasos sanguíneos muito pequenos, que pode estar associado a doenças como o reumatismo.

De forma oposta, certos pacientes apresentam grande sensibilidade ao frio, e quando têm suas mãos ou pés expostos a baixas temperaturas, apresentam uma forte reação de palidez e/ou cianose (arroxeamento) dos dedos, associada a dor. É o fenômeno de Raynauld, que pode ocorrer isolado ou ser prenúncio de alguns tipos de doenças reumatológicas.

Cada uma dessas doenças tem um tratamento bastante específico e o cirurgião vascular é o especialista mais adequado para identificar problemas mais graves associados a essa sensação.

minhavida

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Secretária de Educação de Bananeiras lança os prêmios; “Educador que Inspira” e “De mãos dadas pela educação”

 

premioA Secretária de educação de Bananeiras, Carol Ramalho, lançou esta semana os prêmios; “Educador que Inspira” e “De mãos dadas pela Educação”, edição 2014, de iniciativa da Prefeitura do município.

 

O prêmio “Educador que Inspira” consiste no fomento, seleção, valorização e premiação das práticas pedagógicas exitosas executadas por professores em exercício nas escolas públicas municipais de Educação Básica, e que, comprovadamente, estejam tendo sucesso no enfrentamento dos desafios no processo de ensino e aprendizagem.

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O objetivo é destacar o trabalho dos professores que, no exercício de suas funções, desenvolvam práticas concretas de aprendizagem, envolvendo os alunos no caminho do conhecimento, e possibilitando a sua permanência e crescimento no processo de aprendizagem e reconhecer e dar visibilidade ao esforço empreendido por professores inseridos no processo de construção do conhecimento como mediadores, buscando, assim, uma maior participação dos estudantes na relação com os objetos do conhecimento.

O prêmio educador que inspira está aberto a professores (efetivos e contratados) em exercício de suas funções em escolas da rede pública municipal.

As inscrições estarão abertas de 10 a 21 de novembro de 2014. Os projetos devem ser entregues até 12 de dezembro e a seleção dos 60 projetos será divulgada em 12 de janeiro/2015. Serão contemplados todos os professores das escolas e creches da rede municipal que tiveram os trabalhos premiados com o valor correspondente a uma remuneração mensal a qual percebe, caracterizando o 14º salário.

 

Na edição deste ano, os 60 (sessenta) premiados terão seu vídeo publicado no “Youtube” e ligado à “Fan Page” do prêmio. O vídeo que obtiver o maior número de opções “Curtir” no “Facebook” em 24 horas, a contar do momento da postagem, será o premiado na categoria Júri Popular e receberá um prêmio extra da Prefeitura Municipal de Bananeiras.

Já o prêmio “De mãos dadas pela educação” consiste na valorização das experiências administrativas e práticas pedagógicas exitosas, resultantes de ações integradas e executadas por profissionais de educação em exercício e lotados nas escolas públicas municipais de Educação Básica, e que, comprovadamente, estejam tendo sucesso no enfrentamento dos desafios no processo de ensino e aprendizagem.

O objetivo é avaliar as escolas públicas municipais e valorizar as que se destaquem pela competência nas diversas dimensões da gestão escolar e por iniciativas de experiências inovadoras e bem sucedidas que contribuem para a melhoria contínua da escola, e reconhecer e dar visibilidade ao esforço empreendido por gestores, supervisores e professores que estão inseridos no ambiente escolar como mediadores do processo de ensino e aprendizagem dos estudantes, buscando, assim, uma maior participação desses profissionais na construção do conhecimento.  Todas as escolas da rede pública municipal estão automaticamente inscritas no prêmio.

Serão contemplados os diretores, vice-diretores, supervisores e professores em exercício e lotados nas escolas públicas municipais premiadas com o valor correspondente a uma remuneração mensal a qual percebe, caracterizando o 15º salário.

Outras informações podem ser obtidas na Secretaria de Educação, na Rua Monsenhor José Pereira Diniz, s/n, telefone (083) 3367-1516.

Assessoria

Corpo de criança é encontrado com mãos e pés amarrados em matagal de João Pessoa

Reprodução/ O Cabuloso
Reprodução/ O Cabuloso

O corpo de uma criança de aproximadamente 10 anos foi encontrado na madrugada desta sexta-feira (12), em um matagal nos Funcionários 2, Zona Sul da Capital. A vítima foi encontrada com mãos e pés amarrados e com dois tiros na cabeça.

Segundo informações da Polícia Civil, nas primeiras horas da manhã, moradores fizeram um chamado afirmando terem encontrado o corpo de uma criança, com tiros na cabeça e com mãos e pés amarrados. Chegando ao local do crime a polícia constatou o ocorrido. O garoto morava com a mãe no João Paulo Segundo.

 

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A criança fazia fretes para um supermercado do Grotão e não tinha passagem pelo Centro Educacional do Adolescente (CEA), mas segundo alguns moradores da redondeza, apesar da pouca idade, ele já se envolvia com pessoas suspeitas.

Até o momento não se sabe quem teria cometido o crime e nem suas motivações. O IML foi acionado para levar o corpo da criança e o caso foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Capital.

 

Por Maria Izabel Rodrigues

Congresso lavou as mãos e não fez sua parte na reforma política

politicosMais jovem ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso debutou em agosto no processo do mensalão, enfatizando que o caso não deve ser considerado o maior escândalo de corrupção de todos os tempos, “e sim o mais investigado” – o que não constitui fato isolado na política nacional. “Ao contrário, se insere em uma tradição lamentável, que vem de longe”, acentuou. Para Barroso, as manifestações deste ano são “reflexo da incapacidade da política institucional para vocalizar os anseios da sociedade”. “Não existe corrupção do PT, PSDB ou do PMDB, existe corrupção”, pontuou. “A corrupção não é ‘nossa’ ou ‘deles’, é um mal em si e não pode ser politizada.”

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O ministro citou algumas razões da “exaustão” da sociedade com a forma como se faz política: o papel central do dinheiro, como consequência do custo astronômico das campanhas; a irrelevância programática dos partidos, que no geral funcionam como “rótulos vazios” para candidaturas; e o sistema eleitoral e partidário que dificulta a formação de maiorias políticas estáveis, impondo negociações caso a caso a cada votação importante no Congresso. Além de diagnóstico, sugeriu receita: “A imensa energia jurisdicional dispendida no julgamento terá sido em vão se não forem tomadas providências urgentes de reforma do modelo político. Já tornaram a ocorrer incontáveis casos de criminalidade associada à maldição do financiamento eleitoral, à farra das legendas de aluguel e às negociações para formação de maiorias políticas que assegurem a governabilidade”.

O entendimento do magistrado não é novo. A necessidade de reduzir o poder do dinheiro privado nas eleições e de impor a políticos e partidos fidelidade a programas são bandeiras antigas da sociedade. Assim como o fortalecimento da chamada democracia direta, que dê à população outras formas de interferir nos rumos de sua cidade, seu estado e do país – por meio de ferramentas como audiências e conferências públicas, plebiscitos e referendos.

Ainda em 2010, o Instituto Ethos divulgou estudo – em parceria com a Transparency International – segundo o qual o setor privado gastou R$ 4,6 bilhões em financiamento de campanhas nas eleições de 2006 e 2008. “Quem paga as campanhas têm um poder enorme sobre os políticos. Esse é o nó do quadro político brasileiro”, declarou na época o presidente da entidade, Oded Grajew.

O tema da reforma política com participação social também esteve presente nas manifestações deste ano e passou a fazer parte da “agenda positiva” proposta pela presidenta Dilma Rousseff . O Congresso, entretanto, pôs em prática um velho chavão do manual dos proteladores: formou uma comissão, e não chegou a uma proposta contundente.

O ano legislativo está perto de acabar e o máximo que o grupo de trabalho da reforma política tem a apresentar é um texto que pouco muda na questão principal: o dinheiro para as campanhas. O desinteresse da maioria dos parlamentares ficou evidente quando o quesito financiamento só foi discutido no apagar das luzes, faltando duas sessões para o prazo de entrega do anteprojeto. A proposta de emenda à Constituição (PEC) que saiu do grupo foi entregue no início de novembro ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que disse esperar votá-la até março.

Diante disso, movimento formado por uma centena de entidades resolveu intensificar a coleta de assinaturas para um projeto de iniciativa popular sobre o tema. A ideia é alcançar 1,4 milhão de assinaturas – este ano já foram recolhidas 400 mil até novembro – e apresentar o projeto ao Congresso, como aconteceu com a lei da ficha limpa. Participam da empreitada organizações como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), União Nacional dos Estudantes (UNE), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Movimento Contra a Corrupção Eleitoral (MCCE).

A CNBB encaminhou carta aos bispos pedindo às dioceses espalhadas pelo país que peçam adesões ao projeto. Também a OAB promete usar suas seccionais para ampliar a conscientização entre a população. “A partir de agora, embora contemos com o apoio de vários parlamentares, o Congresso é o último local que procuraremos. O apoio que queremos é o das ruas e das assinaturas populares”, disse o coordenador da mobilização, chamada de Coalizão pelas Eleições Limpas, o juiz Márlon Reis.

política

Representação distorcida

O financiamento privado de campanha é tido como ponto-chave porque, conforme ficou claro na movimentação do Congresso nos últimos meses, a influência do poder econômico passa pelo período eleitoral e vai se estender ao longo dos quatro anos de cada legislatura. O lobby vai dos corredores do Parlamento aos gabinetes de órgãos públicos sob influência dos mandatários. Estão aí para comprovar isso a movimentação de empresários do meio urbano e rural, do ramo industrial, financeiro e das telecomunicações, atuando  fortemente para aprovar artigos de seus interesses em projetos sobre a regulamentação da terceirização, o combate ao trabalho escravo, a demarcação de terras indígenas e o Marco Civil da Internet.

Além do poder de pressão de fora para dentro, esses segmentos investem para constituir sua próprias bancadas como as empresariais, de ruralistas e de evangélicos, com poder de atrasar ou modificar matérias conforme suas conveniências. O poder de fogo é o dinheiro.

Uma das principais denúncias do semestre está relacionada ao Projeto de Lei 4.330, de 2004, que regulamenta a terceirização de mão de obra. O PL é objeto de críticas por parte das centrais sindicais e de especialistas em relações de trabalho, inclusive, por magistrados do Tribunal Superior do Trabalho (TST). O corpo a corpo partiu de empresários que contratam e que vendem serviços terceirizados, depois que as tentativas de votação do PL, no plenário da Câmara, falharam. Críticos do lobby associam o assédio a possíveis financiamentos de campanhas em 2014.

Para o cientista político Alexandre Ramalho, da Universidade de Brasília (UnB), relações entre empresas financiadoras de campanha e matérias legislativas de seu interesse já viraram rotina. Ele cita como exemplos a batalha do mercado financeiro, em 2007, durante a votação que extinguiu a CPMF – incômoda também por permitir o rastreamento de movimentações bancárias. Destaca ainda os lobbies das indústrias das armas, em projetos que tramitam na Comissão de Segurança Pública da Câmara; os das empresas que atuam no ramo de agrotóxicos – cujo foco principal são as votações da Comissão de Agricultura da Câmara e de Meio Ambiente do Senado; e o das indústrias de cigarros e bebidas alcoólicas.

O ex-gerente de toxicologia da Anvisa Cláudio Meirelles, exonerado no final do ano passado, havia denunciado um esquema de corrupção para aprovar, de forma mais célere, princípios ativos desses produtos. E criticou a pressão sofrida no Executivo por parte de alguns deputados e senadores. “Muitos parlamentares têm campanhas financiadas por esse segmento e estão todos os dias na Anvisa questionando o trabalho dos técnicos, procurando saber porque determinado produto foi proibido. Eles nos procuram para falar sobre os assuntos abertamente e argumentam que atrasos prejudicam a produção”, enfatizou.

O deputado Moreira Mendes (PPS-RO), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, evitou falar sobre a relação entre o financiamento dessas a campanhas e a atuação dos parlamentares, mas não negou a ligação. “Temos força e objetivos para enfrentar as discussões sobre os temas e convicção em tudo o que defendemos.”

Defesa e conservadorismo

Ainda que a passos lentos, o financiamento privado de campanha, antes intocável dentro do Congresso, passou a ser discutido abertamente. “Não há como, num país como o Brasil, da forma como as coisas têm acontecido, não haver financiamento de campanha pela iniciativa privada. Basta dar uma olhada no plenário da Câmara. São vários os segmentos representados pelos parlamentares presentes”, ressaltou, apontando para os colegas, o deputado Júlio Campos (DEM-MT), que defende o financiamento privado, mas admite um modelo de financiamento misto (público e privado) como opção.

“Todos os sinais que o Parlamento tem dado são de enorme conservadorismo e comodismo em relação ao sistema político. Como os deputados que cobram alterações nas regras são eleitos por essas regras, preferem não reformá-las”, reclamou o senador Jorge Viana (PT-AC).

Um dos principais articuladores do Congresso e nome citado por trás da maioria das reuniões entre parlamentares e empresários, o líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), se diz contrário ao financiamento privado, mas tem postura controversa. Diz não ver como passar a matéria, que o problema é “questão cultural” – e afirma aceitar o financiamento privado até que as normas sejam mudadas. Ou seja, concordará, segundo ele mesmo, para sempre, já que não acredita em mudanças das “regras do jogo político”.

Cunha tem grande influência sobre a bancada do PMDB e de partidos menores, principalmente onde estão parlamentares evangélicos. É conhecido por sua habilidade em obter recursos para campanhas eleitorais e tem trânsito em diversos setores econômicos. “Não acho que está correto o entendimento de que quem tem suas campanhas financiadas por empresas estará preso a essas empresas ao longo do mandato. Seria coisa de deputado inexperiente, e quem é bobo ou inexperiente não consegue passar mais do que dois anos aqui dentro.”

 

Redação RBA

Exercícios com massinha e toalha fortalecem as mãos; aprenda a fazer

toalhaAbrir um pote, uma garrafa d’água ou uma lata, ou mesmo fazer faxina em casa, pode se tornar um exercício complexo e bastante difícil para quem sente dores nas mãos.

Para evitar lesões e outros problemas, porém, é possível fazer exercícios simples, com massinha de modelar ou até mesmo uma toalha, como mostraram o ortopedista Mateus Saito e a terapeuta ocupacional Raquel Matos no Bem Estar desta sexta-feira (26).

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A dica principal ao realizar os movimentos é evitar bolinhas duras, que impedem o fechamento completo das mãos. As massinhas são as melhores opções porque permitem o exercício completo. No entanto, os especialistas explicaram que existem diversos tipos de massinhas com densidades diferentes – o ideal é começar com uma mais mole e aumentar a densidade conforme as mãos vão ficando mais fortes. A recomendação é fazer 3 séries de 10 movimentos, mas só as pessoas que não sentem dor nas mãos – quem sente, deve primeiro procurar a ajuda de um especialista. Confira abaixo o passo a passo.

Exercícios para as mãos com massinha de modelar (Foto: Arte/G1)

 

Há ainda a opção de fazer exercícios com uma toalha – a dica de terapeuta ocupacional Raquel Matos para quem sente dores é pegar uma toalha pequena e fazer o movimento de torção com as duas mãos. Outra opção é abri-la sobre a mesa e, com a palma da mão para baixo, deslizar a mão aberta. Depois disso, volte as mãos recolhendo a toalha e abrindo e fechando os dedos.

Além desses movimentos de prevenção, alguns hábitos do dia a dia também são importantes para evitar problemas nas mãos, principalmente ao usar o celular, videogame ou computador. Segundo uma pesquisa feita no Canadá com estudantes universitários que digitavam muito em smartphones e jogavam videogame, a base do polegar foi o local de dor mais frequente: 28% apresentaram dores nessa região da mão direita e 20%, na mão esquerda. Além disso, 84% apresentavam dor em alguma parte do corpo.

O estudo apontou, ainda, que o uso da internet no telefone aumenta em 2,21 vezes a chance de dor no polegar. Entre os participantes, o tempo médio de uso do celular foi de 4,65 horas.

Nesse caso, uma das dicas é ativar o sistema de “predição de texto”, “texto preditivo” ou sistema similar, que “adivinha” o que você está tentando escrever. Com isso, você escreve menos e não força tanto os dedos.

Além disso, é bom evitar digitar com a mesma mão que você segura o celular. Prefira dividir o trabalho entre as duas ou apoie o aparelho em alguma superfície. Para quem trabalha usando o computador, inclusive, a recomendação é fazer alongamentos e pausas a cada hora. Ao digitar, é importante também manter a postura do jeito certo – coluna reta, pés apoiados a 90 graus e braços e cotovelos sobre a mesa.

*Exclusivo na web: no vídeo ao lado, o ortopedista Mateus Saito e a terapeuta ocupacional Raquel Matos respondem perguntas enviadas pelos internautas. Confira!

Essa recomendação postural é importante porque o tronco e os ombros são fundamentais para o funcionamento das mãos já que as sustentam e também os cotovelos. Por isso, tê-los bem posicionados melhora também a posição das mãos e permitem que os movimentos sejam feitos com mais eficiência e menos esforço.

Dedo em gatilho
Outro problema que pode acontecer nas mãos é o chamado “dedo em gatilho”, como mostrou a reportagem da Marina Araújo. Isso acontece quando um dos dedos trava por causa do surgimento de um nódulo. Com isso, a pessoa não consegue fazer o movimento até que ela force e dê uma espécie de um “clique”. O problema pode ocorrer com pessoas diabéticas, com doenças reumáticas, que trabalham com movimentos repetitivos, bebês ou mulheres depois da menopausa, por causa das alterações hormonais, que deixam o tendão mais grosso.

No caso da gerente financeira, Sabina Baedler (veja no vídeo ao lado), a dor melhorou com o uso de corticoides, mas há a opção de tratar, em casos iniciais, com repouso, antiinflamatórios, fisioterapia ou terapia da mão.

Em quadros mais graves, é possível fazer também dois tipos de cirurgia – uma com uma incisão pequena, de mais ou menos 1 cm, menos invasiva. No entanto, o tratamento é definido caso a caso e os médicos alertam que não é preciso conviver com o problema porque há solução.

 

Bemestar

Ter taquicardia ou sentir as mãos trêmulas só de pensar em ligar o carro é mais comum do que se imagina

Pisar no acelerador, trocar de marcha, dar seta, prestar atenção no veículo de trás e não deixar o motor morrer pode ser tarefa automática para milhões de pessoas diariamente, mas para outras é motivo de pânico. Entre o total de vítimas da chamada “síndrome do carro na garagem”, 85% são mulheres, entre 30 e 45 anos, e 15% são homens, de acordo com pesquisa regida pela psicóloga Neuza Corassa, autora do livro “Vença o Medo de Dirigir”, que já está em sua 13ª edição, e diretora do Centro de Psicologia Especializado em Medos (CPEM), em Curitiba.

Edu Cesar

Karina tirou carta por pressão da família, mas o carro fica na garagem da casa da família, no interior
Endossava essa porcentagem a bancária Jandira Amaral, 60, que só tomou coragem para dirigir 25 anos depois de receber sua CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Antes disso, a carteira era apenas um documento que servia como comprovante de identidade ou CPF. “Quando saí do exame, estava muito motivada. Mas, assim que peguei no volante fora da autoescola, só fui criticada pelo meu marido. Eu não tinha liberdade de conduzir do meu jeito, o que acabou gerando um bloqueio, como se nada do que eu fizesse fosse bom o suficiente”, conta.

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Esse, inclusive, é um dos perfis mais comuns entre as pessoas com medo de dirigir: confiáveis, organizadas, detalhistas, sensíveis, inteligentes e não muito abertas a críticas. “Gente com esses traços de personalidade não se permite errar. Mas a verdade é que dirigir é um aprendizado como falar, andar, ler e escrever, ou seja, é preciso praticar e respeitar seu próprio tempo. Vinte aulas não estão nem perto do mínimo para se ter domínio, é apenas o começo”, ressalta Cecília Bellina, psicóloga especializada em comportamento motorista e dona da clínica e escola “Perca o Medo de Dirigir”, em São Paulo.

É possível que os atingidos pela amaxofobia – esse é o nome técnico para o pavor de dirigir – tenham sido criados na época em que os automóveis eram relacionados à figura masculina ou sofrido algum grande trauma. “No entanto, esse é o menor grupo. O que foi constatado é que o trauma é apenas um aval para a pessoa continuar se encondendo atrás do medo e ser mais bem compreendida pela sociedade”, alerta Neuza.

Entro em pânico quando passo em ruas estreitas ou perto de veículos grandes, como caminhões ou ônibus

A publicitária Karina Perussi, 26, cedeu às pressões da família aos 18 anos e foi à autoescola para conseguir sua habilitação. Conseguiu depois de quatro tentativas. “Sou distraída, não consigo prestar atenção em tudo ao mesmo tempo e não tenho senso de espaço e de direção. Entro em pânico quando passo em ruas estreitas ou perto de veículos grandes, como caminhões ou ônibus”, confessa. Segundo Neuza, essas são as dificuldades mais frequentes, seguidas de receio de não dominar o veículo e da atitude de outros motoristas, trocar de faixa, manobrar para estacionar e achar que o carro vai voltar quando estiver em uma rampa.

Apesar de ter ganhado um Escort do avô, que fica parado em Jales, cidade do interior de São Paulo, ela se sente confortável e segura no transporte público de São Paulo – mesmo que precise de um trem, um metrô e um ônibus para voltar do trabalho. “Lembro que um ex-namorado estava doente e me pediu para que o levasse ao hospital com o carro. Nem me atrevi e fomos caminhando até lá”.

Taquicardia, mãos e pernas trêmulas, boca seca, suor excessivo, dor de cabeça e de barriga são alguns dos principais sintomas. Mas o que mais atrapalhava a contadora Ana Clara Oriques, 27, que passou quatro vezes pelos olhos do examinador, em 2005, era o bloqueio mental. Simplesmente não sabia como agir. “A última vez em que sentei na poltrona do motorista foi há seis meses, quando eu e meu namorado estávamos na praia. Ele me incentivou e andei em linha reta, mas já surtei quando percebi que alguns carros se aproximavam”, relembra. “Acho que é de família, porque minha mãe também morria de medo até perceber que ela não tinha outra saída a não ser aprender. Quem sabe eu não tomo coragem com a necessidade?”

Todos os dias eu parava atrás de um caminhão de lixo porque não conseguia ultrapassá-lo. Os lixeiros riam de mim. Depois de alguns dias, decidi que iria em frente e fui aplaudida por eles

Sinal verde

Foi justamente a necessidade que fez Jandira respirar fundo e tentar de novo. Cansada de ficar preocupada esperando os filhos voltarem da faculdade em um ponto de ônibus isolado, enquanto havia um Fiat Uno sem uso na garagem, resolveu ela mesma buscá-los. Encontrou um instrutor com paciência para reensiná-la e, pouco a pouco, alcançava seus objetivos. “Só queria aprender o caminho para a universidade e para o supermercado, mas o instrutor fazia questão de frisar que eu poderia ir para onde eu quisesse”.

A tática dela, então, foi imaginar que ele estava ao seu lado para tranquilizá-la durante o trajeto. “Todos os dias, no mesmo horário, eu parava atrás de um caminhão de lixo porque não conseguia ultrapassá-lo. Os lixeiros riam de mim, ainda mais quando percebiam que eu estava falando sozinha, já que eu fingia que o professor estava no banco do carona. Depois de alguns dias parada no mesmo obstáculo, decidi que iria em frente e fui aplaudida por eles”, recorda, aos risos.

Karina não superou a fobia completamente. Ainda. Mas acredita que é questão de prática. “Certa vez, o carro afogou em um trevo da rodovia e um caminhão estava vindo em minha direção. Entrei em desespero e não conseguia dar a partida. Se meu pai não estivesse ao meu lado para ajudar, teríamos morrido”, relembra. Depois disso, não guiou mais na metrópole, mas dá suas voltinhas no interior sempre que pode. Pequenos passos. “Na realidade, o medo surgiu depois que reprovei pela segunda vez. Comecei a pensar que eu realmente era ruim, porque todo mundo passava no teste, menos eu”.
Como superar?

Segundo Cláudio Reis, professor de Psicologia cognitivo-comportamental da Univerdade Estadual Paulista (Unesp) de Assis, o medo é uma consequência. Portanto, as causas devem ser descobertas. “Ele costuma ser benéfico quando funciona como sistema de proteção, mas é considerado um problema – jamais uma doença! – quando alcança um nível acima da capacidade de enfrentamento”.

É por isso que existem autoescolas especializadas para pessoas já habilitadas, com aulas de direção e acompanhamento com psicólogos – algumas também incluem terapias em grupo. Não existe prazo preestabelecido para superar, mas o estimado é de três meses a um ano, ou 20 sessões (uma por semana), dependendo da técnica utilizada.

Edu Cesar

Karina ficou com medo depois de reprovar pela segunda vez no exame para tirar habilitação. Mas as dicas ao lado podem ajudar a superar
Pisca-alerta: veja 11 dicas práticas para vencer o medo

1. Autoconhecimento e autocontrole são fundamentais. Permita-se errar e procure ser menos exigente, afinal, você está aprendendo.

2. Faça exercícios físicos ou relaxamento muscular para o corpo produzir endorfinas capazes de neutralizar a química da ansiedade, chamada noradrenalina.

3. Aproxime-se de seu carro dentro da garagem. Comece aos poucos: entre, ajuste o banco e familiarize-se.

4. Ainda dentro da garagem, ligue o automóvel e leve-o para a frente e para trás.

5. Dê uma volta no quarteirão, de preferência em horários sem movimento e em ruas tranquilas. Quando perceber que a ansiedade durante o percurso é nula, ande por dois quarteirões e, então, pelo bairro.

6. Marque em sua agenda pelo menos duas vezes por semana para conduzir seu carro, como se fosse uma tarefa do dia a dia – até que se torne um hábito.

7. Quando se sentir mais confiante, inicie trajetos maiores. Imponha dez diferentes destinos em ordem crescente de dificuldade: padaria, supermercado, trabalho e assim por diante.

8. Não se assuste com a continuação de alguns sintomas, a exemplo de taquicardia, boca seca ou mãos trêmulas. Eles tendem a diminuir com o tempo e a prática.

9. Não prove nada a ninguém para evitar aumentar as expectativas e, consequentemente, a ansiedade.

10. Convide um amigo para acompanhá-lo apenas se ele for calmo e não privar sua liberdade como motorista.

11. Se o medo impede que você comece sozinho, peça ajuda a um profissional.
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Henrique Alves entrega futuro de Feliciano nas mãos do PSC

Para movimentos sociais e Henrique Alves, Feliciano deve cair (Foto: José Cruz/ABr)
Para movimentos sociais e Henrique Alves, Feliciano deve cair (Foto: José Cruz/ABr)

O presidente da Câmera dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN), recebeu para uma reunião, em seu gabinete, o líder do PSC, André Moura. Marco Feliciano (PSC-SP) deveria estar no encontro, mas não compareceu. A reunião foi curta e o peemedebista entregou nas mãos do PSC a continuidade de Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM).

“Vamos reunir a bancada toda para chegar a uma solução respeitosa que agrade a todos. Ele [Feliciano] precisa pesar todos os elogios e principalmente críticas que tem recebido e tomar uma decisão”, afirmou o líder do PSC.

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Após a reunião, Alves se mostrou preocupado com o futuro da CDHM presidida pelo pastor. “Mostrei a eles nossa preocupação de que a comissão estava praticamente sem condições de realizar os seus trabalhos pelo ‘emocionalismo’ que tomou conta da questão.”

Em duas semanas de presidência, Feliciano enfrentou no exercício da presidência interrupções e protestos de movimentos sociais. Nessa quarta-feira (20), a sessão durou apenas oito minutos.

STF intima Feliciano a depor sobre estelionato

O deputado Marco Feliciano foi intimado pelo Superior Tribunal Federal (STF) a depor sobre a ação penal em que é acusado de estelionato. A intimação foi assinada pelo ministro Ricardo Lewandowski. O depoimento será no dia 5 de abril, às 14h30.

Na ação, o deputado é acusado de ter firmado contrato de R$ 13.362,83 para ministrar um culto no Rio Grande do Sul, porém, não compareceu.

 

 

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JMJ2013: uma obra de várias mãos!

Para que a Jornada Mundial da Juventude Rio2013 seja realizada, muitas vocações e corações trabalham voltados ao anúncio da Boa Nova. O Comitê Organizador Local (COL) conta com a participação de movimentos, novas comunidades, congregações, além de padres diocesanos, diáconos permanentes e Bispos que ajudam na construção da JMJ Rio2013.

Eles servem na JMJ como colaboradores, voluntários ou missionários alocados, em sua maioria, nas áreas relacionadas ao carisma de seu grupo. Assim, eles são encontrados desde o setor administrativo até preparação pastoral, cultura e comunicação. Como é o caso da missionária Paula Dizaró, que é membro da Comunidade Canção Nova há 10 anos.“Está sendo novo trabalhar com membros e leigos de outras ordens religiosas. É uma experiência rica e construtiva”, diz Paula, que veio da missão em Roma para servir na JMJ Rio 2013 no setor de comunicação, como gerente e operacional de audiovisual.

Membro do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, Irmã Maria Shaiane conta que foi convocada por sua superiora, devido à disponibilidade do Instituto para servir da JMJ. Consagrada há nove anos à vida religiosa e vinda de São Paulo, a irmã revela com alegria o que esta missão vem causando em sua vida.“É uma experiência fascinante! Poder participar da preparação da Jornada é algo extraordinário! Ao mesmo tempo é um trabalho apostólico, onde o jovem terá contato com o religioso, com Cristo. É uma vivência muito bonita de Igreja”, afirmou.

Outra nova comunidade que integra o grupo de organização da JMJ é a Pequeno Rebanho, oriunda da Zona Norte do Rio. É de lá que vem o jovem Allan Farias, que atua no setor administrativo. Ele chegou ao COL como voluntário há um ano, mas devido à necessidade de pessoal fixo e com formação, logo Allan foi inserido no quadro de colaboradores contratados. Ele afirma que é muito positivo: “Temos uma rotina de oração e missa na hora do almoço. Em outra empresa eu não tinha isso, precisava procurar uma igreja perto. O convívio com as pessoas que professam a mesma fé acrescenta muito.”

Há também as congregações religiosas como a Paulinas, inspirada no anúncio do evangelho pelo apóstolo Paulo. Convidada pelo COL, a Irmã Catia Cappellari, atua no setor específico do carisma de sua congregação, a área de Comunicações. Ela descreve de forma objetiva e clara o significado deste trabalho em união que constrói a JMJ Rio2013: “ É um trabalho de diversos carismas, isto que a gente chama de universalidade da Igreja. Ou seja, todos nós nos unimos com o mesmo objetivo!”

CNBB/JMJ2013

58% das armas da PB são ilegais; 90% do arsenal estão nas mãos de civis

O tráfico de armas é considerado o segundo crime organizado mais lucrativo do mundo, perdendo apenas para o de drogas. Conforme levantamento da ONG Viva Rio, 266.580 armas circulam na Paraíba e 58% delas são ilegais, ou seja, estão nas mãos de bandidos ou de pessoas despreparadas para manuseá-las. Do total de armas que circulam no Estado, apenas 10%, cerca de 26 mil, pertencem às Forças Armadas, segundo o Conselho Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça. A maioria do arsenal registrado (102.073) está com pessoas físicas, segurança privada e nas lojas de armas.

O secretário de Segurança Pública, Cláudio Lima, afirmou que estão sendo adotadas medidas de repressão e ações preventivas para retirar as armas ilegais de circulação. No entanto, ele reconheceu que não há um controle sobre a circulação e entradadelas no País, nem na Paraíba, já que há fronteiras descobertas, facilitando a ação dos bandidos.

O combate ainda esbarra numa constatação: há policiais envolvidos no tráfico. A Operação Squadre, deflagrada no último dia 9, pela PF mostrou o exemplo do major Gutenberg Nascimento, que responde por acusações de envolvimento com grupos de extermínio e tráfico de armas. A milícia que comandava, segundo a PF, tem ligação com a compra e venda de armas e munições.

Por causa das denúncias do envolvimento de policiais com este crime, a Seds também está tentando estreitar o controle das armas utilizadas por seus homens, mas admite que é difícil. Entre os planos para melhorar o acompanhamento do armamento, existe a expectativa de que a próxima aquisição traga unidades com chips e, no futuro, equipamentos bélicos monitorados com GPS.

NO BRASIL- Do total de armas que circulam no País – 16 milhões – apenas 10%, o que corresponde a 160 mil, estão nas mãos da Segurança Pública, segundo estimativa feita em 2011 pela ONG Viva Rio com base em dados do Sistema Nacional de Armas (Sinarm) da Polícia Federal/MJ. As demais – 90% – que somam 14,4 milhões, estão com a população e com criminosos.

Jornal Correio da Paraíba