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Botafogo-PB vence Salgueiro, mantém 100% no Almeidão e divide liderança

 (Foto: Maurílio Júnior)
(Foto: Maurílio Júnior)

O Botafogo acirrou a briga pela liderança do Grupo A do Campeonato Brasileiro da Série C ao vencer o Salgueiro pelo placar de 2 a 0, em partida realizada no Estádio Almeidão, em João Pessoa, pela décima rodada. Foi a quinta vitória do Belo em cinco jogos no colosso do Cristo. Pedro Castro e Rodrigo Silva marcaram os gols.

Com o resultado, o Botafogo divide a liderança com o Fortaleza com 18 pontos. O Belo só não assumiu a primeira colocação por gols pró, 13 a 11 para o time cearense. O Salgueiro, por sua vez, já não vence há três rodadas e termina o domingo em sexto, com 13. O primeiro do G4 é o ASA, com 15.

VAI, BELO!
De olho na liderança, o Botafogo foi para cima do Salgueiro desde os primeiros minutos e precisou de 11 para abrir o marcador. Pedro Castro tabelou com Danielzinho e tocou na saída do goleiro Luciano. O segundo só não veio na sequência, pois o arqueiro do Carcará fez um milagre.

O Salgueiro demorou para entrar no jogo. O time pernambucano sentiu o golpe e só chegou com perigo aos 28 minutos. Após cobrança de escanteio de Rafael Mineiro, Cássio desviou. A bola tinha endereço certo, mas Jefferson Recife afastou o perigo em cima da linha, salvando o Botafogo.

O Botafogo não deixou o adversário empolgar e perdeu gol incrível no minuto seguinte. Danielzinho recebeu de frente para o gol. Sozinho, não soube o que fazer e mandou para fora, na última grande chance do time no primeiro tempo.

FECHOU A CONTA!
No segundo tempo, o Salgueiro adiantou a marcação e não deixou mais o Botafogo sair em liberdade. Mas quando soube escapar da marcação, o Belo fez mais um. Aos 23 minutos, João Paulo colocou na cabeça de Rodrigo Silva, que só deslocou o goleiro para ampliar.

A situação do Salgueiro piorou ainda mais aos 24 minutos. Rodolfo deixou o cotovelo no rosto do adversário e acabou expulso. Com um jogador a menos, o Botafogo partiu para cima, já que mais um gol o deixaria na liderança do Grupo A.

O Belo acabou ficando também com dez jogadores em campo nos minutos finais. Plínio fez falta em Tatu e levou o melhor. Após o lance, o Botafogo só administrou o resultado e assegurou mais três pontos.

PRÓXIMOS JOGOS
Na próxima rodada, o Botafogo-PB enfrenta o Cuiabá no domingo, às 16h, na Arena Pantanal. No mesmo dia, às 20h3, o ASA recebe o Remo no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca.

MaisPB com Futebol do Interior

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Congresso mantém veto de Dilma a reajuste de servidores do Judiciário

congresso-orcamentoPor uma diferença de somente seis votos, o Congresso Nacional decidiu na noite desta terça-feira (17), em sessão conjunta (deputados e senadores), manter o veto da presidente Dilma Rousseffao reajuste entre 53% e 78% para servidores do Judiciário.

Para a derrubada do veto, eram necessários 257 votos entre os deputados (maioria absoluta). O placar foi de 251 votos pela derrubada, 132 pela manutenção e 11 abstenções. Como o veto foi mantido pelos deputados, não houve necessidade de votação entre os senadores. Para a derrubada de um veto, é necessário que as duas casas votem no mesmo sentido.

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O item era um dos mais polêmicos da pauta da reunião do Congresso desta terça. Servidores do Judiciário lotaram as galerias da Câmara a fim de pressionar os parlamentares pela derrubada do veto. Momentos antes, os congressistas já tinham aprovado, por meio de votação em bloco (com todos os itens listados numa mesma cédula), manter outros sete vetos.

Se o veto do reajuste ao Judiciário fosse derrubado, o custo desse aumento salarial para o governo seria de R$ 5,3 bilhões no ano que vem, de acordo com cálculo do Ministério do Planejamento. Em quatro anos, até 2019, o custo total seria de R$ 36,2 bilhões. O projeto previa ainda que as correções fossem escalonadas até 2019.

Painel veto Judiciário (Foto: Reprodução/TV Câmara)Painel eletrônico registra a votação dos parlamentares do veto ao reajuste dos servidores do Judiciário (Foto: Reprodução/TV Câmara)

Outros vetos
Depois do veto ao reajuste dos servidores do Judiciário, os parlamentares iriam votar o veto à extensão do reajuste do salário mínimo aos aposentados e pensionistas. Mas, como partidos de oposição entraram em obstrução, faltou quórum, e pouco depois da 0h30, o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou o encerramento da sessão.

Ainda há vetos a outros cinco projetos que devem ser apreciados nesta quarta, em nova sessão do Congresso, convocada para as 11h30.

Os dois mais polêmicos são aqueles relacionados ao reajuste de aposentadorias e à reforma política.

O governo batalha pela manutenção do veto à aplicação das regras do salário mínimo ao reajuste dos aposentados porque a previsão é de que essa medida gere um gasto adicional de R$ 300 milhões em 2016. Nos próximos quatro anos, a despesa somaria R$ 11 bilhões, de acordo com dados do Ministério do Planejamento.

Outro veto que está pendente de análise é o que barra a doação de empresas a campanhas eleitorais. Em setembro, Dilma sancionou a Lei da Reforma Política, mas vetou sete itens, incluindo o trecho que permitia a doação de empresas a campanhas eleitorais.

Outro ponto aprovado pelo Congresso Nacional e vetado pela presidente é o que prevê a impressão, pela urna eletrônica, do registro do voto do eleitor.

Segundo o projeto, esse comprovante seria depositado em um local lacrado após a confirmação pelo eleitor de que a impressão estava correta.

Ao justificar o veto, Dilma argumentou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manifestou-se contrariamente à sanção do item porque isso geria “altos custos”, com impacto de R$ 1,8 bilhão.

00:0900:43

Governo
Logo após a proclamação do resultado, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), minimizou o fato de o governo ter vencido por apenas seis votos e afirmou que “por um voto se ganha a eleição” (veja no vídeo acima).

“Se tivéssemos perdido por um voto, a manchete seria ‘Governo é derrotado’. Não diria que é por um voto. Vitória é vitória. Democracia é assim, por um voto se ganha a eleição”, afirmou.

Guimarães defendeu que o país não suportaria uma despesa de cerca de R$ 35 bilhões e disse que, “aos poucos”, o governo está “edificando a base”. “Foi por um triz, mas é uma vitória. É uma virada de página, uma vitória histórica do governo aqui na Casa. Nós dialogamos, corremos, articulamos, para a Câmara fazer o serviço, e fez. Não ficou dependendo do Senado”, afirmou.

Guimarães reconheceu que parlamentares da base aliada votaram pela derrubada do veto, mas ponderou que o governo teve ajuda de parlamentares da oposição.

“Tivemos voto de gente da base no 251 [votos pela derrubada], como tivemos de gente que não é da base que nos ajudaram, tanto votando quanto indo embora. Foi uma coisa bem costurada. Não importa os caminhos que trilhamos para chegar ao resultado, o que importa é que tudo deu certo”, concluiu.

G1

Anatel mantém ligações interurbanas gratuitas a partir de orelhões da Paraíba

orelhao oiOs orelhões da Paraíba e de outros 13 estados continuam realizando, desde essa quinta-feira (1º), ligações interurbanas gratuitas para telefones fixos. A medida foi continuada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), após a Oi não cumprir determinações exigidas pela Agência.

Segundo a Anatel, a Oi, responsável pelo serviço de telefonia na Paraíba, já era obrigada a oferecer o serviço de ligações gratuitas via orelhões para chamadas na mesma cidade desde abril deste ano. A ampliação da medida ocorreu após o número de orelhões da Oi disponíveis se manter insuficiente.

Além da Paraíba, a medida também atinge os estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

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Dos estados onde a gratuidade das chamadas locais foi estabelecida pela Anatel em abril, apenas Sergipe alcançou o patamar mínimo de disponibilidade de orelhões em operação, razão pela qual deixou a condição de gratuidade para as chamadas.

De acordo com a Anatel, as chamadas permanecerão gratuitas até que os patamares satisfatórios de disponibilidade sejam alcançados.

Portal Correio

Nova derrota na justiça mantém Rosilene Gomes fora da Federação Paraibana de Futebol

rosileneA terceira tentativa de Rosilene Gomes em voltar para a Federação Paraibana de Futebol foi frustrada. O desembargador Abraham Lincoln negou, na noite dessa terça-feira (27), mais um recurso impetrado na justiça pela ex-presidente e a manteve fora da entidade. No despacho, Lincoln não deu seguimento ao recurso por entender que a defesa perdeu o prazo legal previsto no Código de Processo Civil. O advogado de Rosilene, George Ramalho Júnior, entretanto, discorda da decisão do desembargador e diz que vai recorrer.

Segundo o relator, o prazo da ex-presidente começou a contar desde em que as partes tomaram ciência, ou seja, no dia 4 de abril, mesmo que a defesa de Rosilene (tida como terceiro prejudicado no processo) tenha sido notificada apenas no último dia 14. Sendo assim, ele se apega ao artigo 242 do CPC, que diz que o prazo para recorrer é de 10 dias, para julgar o recurso como intempestivo.

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George Ramalho, contudo, diz que o entendimento do relator é equivocado e que o prazo tem que ser contado apenas no momento em que recebeu a intimação. Ele, inclusive, promete estar tomando as medidas judiciais cabíveis, sem adiantar quais seriam, e que até esta quarta-feira deve ingressar com mais outro recurso no Tribunal de Justiça da Paraíba.

Blog do Gordinho com Globo Esporte

STF acata recurso; Polyana se mantém na Prefeitura de Pombal, no Sertão

stfO Supremo Tribunal Federal (STF) acatou, por unanimidade, durante julgamento nesta quinta-feira (22), Recurso Extraordinário (RE) 758461, da prefeita de Pombal, Polyana Dutra (PT), pedindo a anulação da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou o registro de sua candidatura nas eleições municipais de 2012. Com a decisão, Polyana permanece no cargo.

Antes do TSE, O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) já havia negado o registro de candidatura da prefeita, por entender que ela disputaria um terceiro mandato, já que foi casada com Jairo Feitosa, eleito prefeito de Pombal nas eleições de 2004 e que faleceu em setembro de 2007, após acidente automobilístico. Polyanna venceu as eleições de 2008 e foi reeleita em 2012.

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Segundo esse entendimento da Justiça Eleitoral paraibana, sua eleição logo após a morte do ex-marido teria consubstanciado uma continuidade do mesmo núcleo familiar no poder. A defesa, entretanto, contesta esse argumento, lembrando que, na época do falecimento do prefeito, o então vice-prefeito assumiu o cargo até o final do mandato.

O recurso de Polyana teve como relator o ministro Teori Zavascki.

O procurador-geral da República Rodrigo Janot deu parecer pela inelegibilidade de Polyanna. O procurador-geral destacou que a dissolução do vínculo conjugal pela morte não afasta a inelegibilidade, pois haveria a continuidade do mesmo núcleo familiar no terceiro mandato consecutivo. Segundo ele, este foi o entendimento do TSE ao barrar a candidatura de Polyanna. A tese foi rejeitada pela corte do STF.

Cristiano Teixeira – MaisPB

Ministro do STF revê decisão e mantém 11 prisões da Lava Jato

TeoriO ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconsiderou nesta terça-feira (20) decisão tomada na véspera e autorizou a manutenção de 11 prisões da operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), entre as quais a do doleiro Alberto Youssef, suspeito de comandar um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Somente o ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa foi autorizado a permanecer em liberdade.

Segundo a Justiça Federal, além do ex-dirigente da estatal de petróleo, há mais dez presos no Brasil e um no exterior. Também há um acusado foragido.

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A decisão de Zavascki foi tomada após o juiz federal do Paraná Sérgio Moro advertir que havia risco de fuga para o exterior. Na segunda-feira (19), ao analisar um  pedido de Paulo Roberto Costa, um dos 12 presos na operação da PF, o magistrado da corte superior determinou a suspensão de todas as ações penais e dos inquéritos relacionados ao caso, além de ordenar a remessa dos processos ao Supremo. No entanto, o ministro não listou em seu despacho o nome dos presos que deveriam ser libertados.

Em face das razões e dos fatos destacados nas informações complementares, autorizo, cautelarmente, que se mantenham os atos decisórios, inclusive no que se refere aos decretos de prisão”
Teori Zavascki,
ministro do STF em resposta
à Justiça Federal do Paraná

Diante da decisão, o juiz do Paraná tomou a iniciativa de indagar o ministro, por meio de ofício, sobre o alcance do despacho. No comunicado, Moro esclareceu que havia mandado soltar Paulo Roberto Costa, mas pediu informações adicionais sobre a situação dos demais presos.

Ao responder à Justiça Federal na segunda-feira, Zavascki levou em consideração as ponderações do juiz federal sobre a possibilidade de fuga, e autorizou que 11 réus da operação Lava Jato fossem mantidos presos. Com isso, somente Paulo Roberto Costa ficará em liberdade. Ele foi solto na segunda após o STF determinar sua soltura.

“Em face das razões e dos fatos destacados nas informações complementares, autorizo, cautelarmente, que se mantenham os atos decisórios, inclusive no que se refere aos decretos de prisão”, escreveu Zavascki no despacho.

Segundo o ministro, o Supremo vai decidir, posteriormente, se o processo contra os supeitos que não têm foro privilegiado deve ser enviado para a primeira instância. Também caberá aos magistrados do STF analisar a legalidade dos atos praticados até o momento.

Na decisão que libertou Paulo Roberto Costa, Zavascki apontou uma possível ilegalidade nos atos do juiz do Paraná na operação Lava Jato. Segundo o ministro, Moro deveria ter enviado o processo ao Supremo assim que surgiram os primeiros indícios de envolvimento de parlamentares com foro privilegiado, como é o caso dos deputados André Vargas (sem partido-PR) e Luiz Argôlo (Solidariedade-BA).

O Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR) afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que analisa, em conjunto com a Procuradoria-Geral da República (PGR), a decisão do ministro do STF que determinou a libertação de Paulo Roberto Costa. Os procuradores da República ainda não definiram, porém, se irão tentar reverter a decisão de soltura do ex-diretor da Petrobras.

 

Camila Bomfim e Mariana Oliveira

TSE mantém multa a Dilma e Lula por propaganda eleitoral antecipada em 2010

dilmaelulaO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve nesta quinta-feira (8) duas decisões que aplicaram multa à presidenta Dilma Rousseff, ao ex-presidente Lula e ao PT, por propaganda antecipada nas eleições de 2010. A maioria dos ministros rejeitou recursos apresentados pelas defesas, que alegaram não ter havido promoção pessoal, e manteve as decisões liminares.

As multas foram aplicadas após ações protocoladas pelo Ministério Público Eleitoral. Em 2010, o tribunal decidiu multar os envolvidos, por entender que houve propaganda antecipada nas inserções partidárias veiculadas no rádio e na televisão durante a eleição passada.

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Na primeira representação, Dilma foi multada em R$ 5 mil; e o diretório nacional do PT, em R$ 50 mil, valor reduzido para R$ 7 mil na sessão de hoje. Na segunda decisão, Lula e Dilma foram multados em R$ 5 mil e o PT de Sâo Paulo recebeu pena de R$ 7,5 mil.

Agência Brasil

Presidente do STF, Joaquim Barbosa, mantém condenação ao jornalista Paulo Henrique Amorim

Paulo Henrique AmorimO blogueiro e apresentador Paulo Henrique Amorim terá de pagar ao diretor de jornalismo da TV Globo, Ali Kamel, R$ 60 mil por danos morais, informou nesta quarta-feira o site Consultor Jurídico. Amorim foi processado por ter chamado Kamel de racista, em 2009. As ofensas foram publicadas no blog “Conversa Afiada”, que pertence a Amorim.

O caso foi julgado pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa, que manteve a condenação que deferiu que Amorim terá que pagar 60 mil reais de indenização a Ali Kamel, por dizer que ele é racista no livro “Nós não somos racistas”.

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Na condenação do TJ-RJ, o juiz Rossidelio Lopes da Fonte disse que além de levar os leitores de seu blog e do livro a entenderem que Kamel é racista, Paulo Henrique “fez de seu passatempo quase diário perseguir o autor com publicações demasiadamente ofensivas e desrespeitosas, que certamente estão longe de serem críticas de cunho jornalístico ou exercício legítimo do direito de livre manifestação de pensamento assegurado pela Constituição Federal”.

De acordo com o Consultor Jurídico, a indenização original era de R$ 30 mil. No valor, porém, somaram-se juros e atualização monetária. Kamel tem outra ação contra Amorim, já confirmada em segunda instância. Nesta, recebeu indenização de R$ 50 mil pela publicação de mais de cem posts em que Amorim o associa ao racismo.

por Davi Lambertine

Congresso vai decidir se mantém veto de Dilma à criação de municípios

congressoPressionado pela bancada do PMDB na Câmara, o Palácio do Planalto deve apresentar nesta terça-feira (18) uma proposta aos líderes da base aliada para tentar garantir a manutenção dos vetos da presidente Dilma Rousseff ao projeto de lei que estabelece normas para a criação e fusão de municípios.

Nesta terça, a partir das 19h, deputados e senadores irão se reunir em sessão conjunta da Câmara e do Senado para analisar vetos presidenciais a quatro projetos aprovados pelo parlamento, entre os quais a proposta que pode viabilizar a criação de, pelo menos, 188 novos municípios.

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O risco de o Legislativo derrubar o projeto levou o governo a convocar seus líderes na Câmara e no Senado para uma reunião de emergência na noite desta segunda (17). No encontro, coordenado pela ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, discutiu-se alternativas para evitar uma eventual derrota governista.

Ao final da reunião, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), anunciou que ele iria se sentar, nesta terça, à mesa com as lideranças governistas do Congresso para propor um texto que flexibiliza as regras para emancipações nas regiões Norte e Nordeste, mas, por outro lado, dificulta os desmembramentos no Sul e no Sudeste.

Segundo o parlamentar petista, o principal critério a ser usado para flexibilizar ou tornar mais rígida a criação de municípios, a depender da região, será o número de eleitores. Humberto Costa afirmou, no entanto, que esse número será discutido com os senadores.

A ideia é elaborar uma proposta conjunta com as bancadas da Casa. A estratégia do governo deve assegurar o apoio do PMDB, maior bancada do Senado.

O líder do partido, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou ao G1 que deve liberar a bancada para votar como quiser no caso do projeto que define regras para a criação de municípios.

Segundo ele, a disposição do Planalto de apoiar um projeto similar ao que foi derrubado por Dilma, mas com regras mais rígidas, pode abrir caminho para um acordo na análise dos vetos. “Se isso ocorrer, poderemos manter o veto. Há espaço para que isso ocorra. É provável que eu libere a bancada”, ressaltou Eunício.

Rebelião na Câmara
Nos últimos dias, a bancada do PMDB na Câmara – a segunda maior da Casa –, passou a advertir o Planalto de que, mesmo com votação aberta, irá se empenhar para derrubar os vetos de Dilma ao projeto dos municípios. Os deputados peemedebistas se rebelaram contra o governo depois que a presidente da República barrou nomes indicados pelo partido para a reforma ministerial.

Queremos manter a coerência do PMDB. Tudo o que votamos em plenário, votaremos igual nos vetos. O que votamos a favor e vetaram, derrubamos”
Eduardo Cunha (RJ), líder do PMDB na Câmara

Na semana passada, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ) disse, após reunião da bancada, que tentará derrubar todos os vetos presidenciais que não tiverem obtido a concordância do partido, inclusive o que afetou o projeto sobre criação de municípios.

“Queremos manter a coerência do PMDB. Tudo o que votamos em plenário, votaremos igual nos vetos. O que votamos a favor e vetaram, derrubamos”, disse Cunha.

Apesar da oposição dos peemedebistas da Câmara, um rito previsto no regimento interno do Congresso deve ajudar o Planalto a garantir a manutenção dos vetos da presidente. Ocorre que, em razão de a proposta ter sido protocolada inicialmente no Senado, os primeiros a analisar o projeto dos municípios serão os senadores. Com isso, a probabilidade de a matéria ter de ser submetida à análise dos deputados é pequena.

Para um veto ser derrubado, é necessário que ao menos 41 senadores e 257 deputados votem contra a posição do governo.

Já que não vamos deixar em aberto essa regulamentação da formação de novos municípios, eu acredito que é perfeitamente possível construir um acordo na Câmara e no Senado”
Humberto Costa (PE), líder do PT no Senado

Se a primeira casa onde o veto for analisado optar por mantê-lo, a matéria não chega a ser votada na outra casa legislativa. Portanto, caso o Senado mantenha o veto da criação dos municípios, os deputados nem chegarão a apresentar o seu voto.

Quando o Congresso rejeita um veto, o texto do projeto vigora de acordo com o que foi aprovado pelos congressistas e não passa mais por modificação da Presidência da República.

Para o líder do PT no Senado, é possível o governo costurar um acordo com a base aliada até o início da sessão do Congresso Nacional. Humberto Costa cogita atrair inclusive o apoio dos deputados do PMDB em torno de sua proposta.

“Já que não vamos deixar em aberto essa regulamentação da formação de novos municípios, eu acredito que é perfeitamente possível construir um acordo na Câmara e no Senado”, ponderou.

Outros vetos
Além do projeto que regulamenta a criação de municípios, há a expectativa de que outros três vetos presidenciais sejam mantidos pelos congressistas. Um deles restringe a lei que cria uma espécie de marco regulatório para Instituições Comunitárias de Ensino Superior, permitindo que recebam diretamente recursos públicos para as suas atividades.

A presidente vetou três itens do texto. Um deles autorizava a prestação de serviço público quando o estado pretender oferecer novo serviço. Para o governo, o artigo prejudicaria a ampliação da rede pública de ensino.

Outro veto que será analisado nesta terça derrubou por completo o projeto de lei que exigia a pintura de faixas de pedestre, construção de passarelas ou passagens subterrâneas para pedestres nos arredores das escolas.

Pelo texto, os acessos para pedestres deveriam ser construídos no raio de um quilômetro em torno de colégios públicos e privados situados em área urbana. Ao vetar a proposta, a presidente Dilma argumentou que o texto não levava em conta critérios técnicos e a real necessidade de implementação das passarelas e faixas.

Por fim, o Congresso analisará veto integral ao projeto de lei que regulamentou a profissão de motorista de veículos de emergência, como ambulâncias. De acordo com a proposta, o motorista condutor teria direito a um seguro para cobrir os riscos ligados à atividade.

Os empregadores que descumprissem essa norma teriam que pagar multa de R$ 1 mil por condutor. Esse valor poderia ser aplicado em dobro no caso de reincidência, oposição à fiscalização ou desacato à autoridade responsável pela fiscalização.

saiba mais

A sessão
De acordo com a Secretaria-Geral da Câmara, as votações dos vetos presidenciais serão separadas. Primeiro, vota a Casa onde o projeto analisado começou a tramitar. No caso da proposta de criação de municípios, a análise começará pelo Senado.

Se casa legislativa que iniciar a votação rejeitar o veto, a outra casa votará para definir se mantém ou não essa posição. Se discordar, o veto será mantido apesar da posição contrária dos deputados ou senadores. Se a primeira casa a votar mantiver o veto, a outra casa legislativa sequer vota.

A análise dos dispositivos será em votação aberta, conforme estabelecido pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acabou com o voto secreto para processos de cassação e análise de vetos presidenciais. Ao final da votação, o painel eletrônico da Câmara irá registrar como cada um dos parlamentares se posicionou.

 

Nathalia Passarinho, Felipe Néri e Juliana Braga

Vasco derrota o Bahia, mantém liderança e 100% de aproveitamento

Com belos gols de Juninho e Diego Souza, o Vasco venceu o Bahia por 2 a 1 neste domingo, no estádio do Pituaçu, e manteve a liderança e o aproveitamento de 100% nestas quatro primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, somando 12 pontos. No sábado, o Atlético-MG havia chegado a dez pontos ao bater o Palmeiras, pressionando os cruz-maltinos.

Nem o apoio da torcida que foi em bom número ao estádio (17.908 pagantes) foi suficiente para o Bahia ter sucesso – continua sem ganhar e soma dois pontos, mantendo-se na zona de rebaixamento, em 17º lugar. No fim da partida, os torcedores pediram “queremos jogador”. Os vascaínos, que encheram o espaço destinado aos visitantes, gritaram “olé” nos minutos finais.

O Vasco marcou seus dois gols ainda na primeira etapa, quando teve ótimo desempenho ofensivo. Finalizou dez vezes, uma delas na trave (em cabeceio de Alecsandro) e outra que parou em defesa milagrosa de Marcelo Lomba (em chute de Fellipe Bastos). Juninho voltou a marcar de falta depois de nove meses, e Diego Souza aplicou belo drible em Tite e, cara a cara com Marcelo Lomba, deu um toque por cobertura. Júnior, já aos 49 minutos do segundo tempo, descontou para os baianos.

No segundo tempo, o Bahia pressionou o Vasco, parando muitas vezes em Fernando Prass, que fez cinco defesas difíceis na partida. O goleiro comentou a importância de largar bem no campeonato, citando o exemplo do Corinthians, que em 2011 acumulou nove vitórias e um empate nas dez primeiras rodadas e foi campeão.

– A gente sabe o quão importante é começar bem o campeonato. O Corinthians no ano passado foi campeão, e o que desequilibrou foi o começo.

O zagueiro Titi, que atuou pelo Vasco em 2009 e 2010, lamentou a derrota, mas pediu tranquilidade para o Bahia sair dessa situação.

– Trabalhamos, nos dedicamos a semana toda para conseguir os três pontos. Criamos, chutamos a gol e infelizmente não conseguimos reverter em resultado. Precisamos ter tranquilidade e não achar que está tudo errado, até porque até a final do Baiano estava tudo certo.

A partida marcou o retorno de Dedé depois de dois meses afastado por causa de um edema ósseo no pé. Ele entrou em campo aos 11 minutos do segundo tempo na vaga de Rodolfo, que se machucou. Fagner foi desfalque de última hora, por causa de dores no joelho direito e na região pubiana, e foi substituído por Allan.

O Vasco volta a campo no próximo domingo, às 16h, para enfrentar o Palmeiras na Arena Barueri. No mesmo dia e horário, o Bahia recebe o Sport no Pituaçu.

Diego Souza comemora gol do Vasco contra o Bahia (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco da Gama)Diego Souza comemora seu belo gol sobre o Bahia (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco)

Juninho desencanta, e Diego Souza faz golaço

 A partida começou em alta velocidade, com os dois times em busca do ataque. O Bahia bem que tentou tomar a iniciativa das ações, mas o Vasco mostrou eficiência desde o início e logo aos sete minutos fez seu primeiro gol. Juninho cobrou falta sofrida por Diego Souza e mandou no ângulo direito de Marcelo Lomba, que mal se mexeu. Havia nove meses que o Reizinho não marcava desta forma – a última vez foi contra o Coritiba, no Brasileiro de 2011. Foi o gol de falta número 75 do camisa 8 na carreira.

Em desvantagem, o Bahia se lançou ao ataque e até ameaçou. Lulinha entrou na área e caiu após choque com Rodolfo, mas, para reclamação do time da casa, o árbitro nada marcou. Depois foi a vez de Jones levar perigo ao finalizar após cruzamento de Gabriel. O Vasco, no entanto, era mais preciso e não demorava a dar o troco. Alecsandro, de peixinho, acertou a trave depois de cruzamento feito por Diego Souza.

O camisa 10 cruz-maltino estava em dia inspirado. Depois de um passe de peito para Alecsandro, ele recebeu na frente, deu um belo drible em Titi e tocou com categoria por cima do goleiro Marcelo Lomba. Um golaço. O Vasco ainda teve duas ótimas chances de ampliar ainda no primeiro tempo, mas Lomba não deixou. Primeiro, em um chute de fora da área de Juninho. Depois, Allan fez boa jogada e cruzou para a área. Fellipe Bastos pegou de primeira, e o arqueiro do Bahia fez uma defesa espetacular.

Dedé retorna. Bahia desconta no finzinho

Insatisfeito, o técnico Falcão fez duas modificações no intervalo: colocou Magno e Júnior nas vagas de Diego e Lulinha. A equipe ganhou mais presença ofensiva e ensaiou fazer pressão algumas vezes, mas tinha dificuldades de penetrar na defesa do Vasco. No mesmo lance, Júnior e Gabriel tiveram chance de marcar, mas o goleiro Fernando Prass não permitiu.

Aos 11 minutos, a torcida do Vasco pôde matar a saudade de Dedé, que entrou no lugar de Rodolfo, machucado. O zagueiro não jogava havia dois meses por causa de um edema ósseo e teve trabalho com o ataque do Bahia. Logo depois de sua entrada, Júnior teve uma ótima chance de cabeça, mas a bola passou rente à trave direita de Prass.

Cristóvão ainda fez mais duas alterações no time do Vasco. Primeiro, Carlos Alberto, ex-Bahia, entrou no lugar de Diego Souza. Depois, Felipe, que mais uma vez atuou na lateral esquerda, saiu para a entrada de Thiago Feltri. Carlos Alberto ainda teve um gol anulado por causa de posição irregular.

O Bahia descontou já nos acréscimos, aos 49 minutos. Júnior ganhou na briga dentro da área e chutou forte para vencer o goleiro Fernando Prass.

Globoesporte.com