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Ricardo inaugura Serviço de Diagnóstico Mamário que vai disponibilizar cerca de mil mamografias por mês

ricardoO governador Ricardo Coutinho inaugurou, nesta sexta-feira (26), o Serviço de Diagnóstico Mamário da Paraíba no Centro Especializado de Diagnóstico do Câncer (CEDC). O mamógrafo para o local foi adquirido por meio de recursos oriundos de convênio entre o Governo Federal e o Governo Estadual. Foi investido aproximadamente de R$ 1 milhão na aquisição do equipamento e na adequação dos espaços do CEDC.  O Serviço de Diagnóstico Mamário vai atender uma demanda de aproximadamente mil mamografias por mês. A ação faz parte da programação elaborada pelo Governo do Estado em comemoração ao aniversário de 431 anos da cidade de João Pessoa.

Na ocasião, o governador Ricardo Coutinho ressaltou que este serviço é uma necessidade primordial para a saúde das mulheres e que o Estado tem ampliado os atendimentos, além de adquirir novos equipamentos para atender mais e melhor. “Nosso objetivo é oferecer integralidade na atenção à saúde, fazendo com que os pacientes sejam bem atendidos e tenham serviços de alta tecnologia. Aqui no CEDC são referenciados cerca de 80 municípios e são feitos aproximadamente 5 mil atendimentos por mês, entre consultas e exames. Com essa aquisição do mamógrafo de última geração e totalmente digital, ficamos em um patamar avançado na prevenção ao câncer de mama, que é a segunda doença que mais causa mortes de mulheres. Importante dizer que as pessoas têm que se conscientizar e buscar o auxílio médico, porque quanto antes a doença for diagnosticada, maior a chance de cura”, comentou.

A secretária da Saúde, Roberta Abath, destacou a importância do serviço que é referência para o Estado e vai disponibilizar cerca de mil mamografias por mês. “Podemos perceber que, além do mamógrafo de alta tecnologia, o ambiente foi preparado com esmero para receber pacientes e funcionários. Além disso, ressalto que os profissionais têm excelência no mercado e estão sendo qualificados para melhor atender os pacientes. Lembrando que no panorama do câncer de mama, a prevenção é fundamental. Ele tem cura e é preciso salientar a importância do diagnóstico precoce. Com a chegada do Serviço de Diagnóstico Mamário da Paraíba, a expectativa é que tenhamos, pelo menos, mil atendimentos por mês”, relatou.

De acordo com a diretora geral do CEDC, Roseane Machado, o mamógrafo adquirido pelo Governo do Estado é totalmente digital, sendo o único deste tipo na Rede de Assistência da Paraíba. “Esse equipamento vai começar a funcionar dentro de 15 dias e será um marco nessa gestão, porque este serviço é de alta tecnologia, sendo o que há de melhor no país. Dessa maneira, vai possibilitar que o paciente seja diagnosticado em fase inicial, de forma rápida, ajudando a reduzir a mortalidade devido o câncer de mama. O serviço é especializado e a mulher deve ir, primeiramente, a um posto de saúde, onde será encaminhada para o CEDC. Aqui ela fará sua consulta especializada com um mastologista, a mamografia e a ultrassonografia mamária. A nossa equipe está sendo treinada e estará pronta para acolher os pacientes com toda eficiência. A Paraíba está de parabéns por oferecer gratuitamente esse serviço tão importante à população”, pontuou.

“Eu estou com um nódulo no seio e fui encaminhada para atendimento aqui no CEDC. Fiquei feliz em saber que agora esse local vai ter um equipamento super moderno para fazer mamografias. Tenho certeza que as mulheres serão muito beneficiadas com isso”, falou a dona de casa Ana Conceição.

Dados – De acordo com informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima-se que na Paraíba apareçam 800 novos casos de câncer de mama em mulheres no ano de 2016. Na capital, a estimativa é que surjam 250 novos casos este ano. Com relação ao número de óbitos de mulheres por câncer de mama, em 2016 já foram contabilizados 150. No ano passado, morreram 246 mulheres em função do câncer de mama. Já em 2014, foram 240 óbitos.

Secom-PB

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Brasileiras fazem 3 vezes menos mamografias que o necessário

mamografiaMenos de 25% das brasileiras entre 50 e 60 anos de idade realizaram mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2013, quase três vezes menos do que recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS), que é 70% de cobertura anual desse exame em mulheres acima com mais de 40 anos de idade, enquanto o Ministério da Saúde sugere que essa cobertura comece a partir dos 50 anos.

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Os dados fazem parte de um levantamento elaborado pela Sociedade Brasileira de Mastologia, em parceria com a Rede Goiana de Pesquisa em Mastologia.

Das mais de 10 milhões de mamografias esperadas pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) em mulheres entre 50 e 60 anos de idade em 2013, somente 2,5 milhões foram realizadas.

O estudo também revela que, embora haja equipamentos do SUS em número satisfatório, a grande maioria está no Sul e Sudeste e uma pequena parte no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Além disso, as capitais concentram esses mamógrafos, enquanto uma área imensa no interior fica descoberta.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Ruffo de Freitas Junior, a falta de informação sobre a importância da mamografia não é o principal problema, mas sim as distâncias que separam muitas mulheres do local de exames.

“No estado de Goiás, existem regiões em que a mulher precisa andar mais de 300 quilômetros até um mamógrafo do SUS, o que significa um dia inteiro para fazer um exame que deveria levar cerca de três horas para ser concluído”, diz o médico, ao ressaltar que em geral são mulheres sem sintomas que acabam desistindo do exame. “Ela levaria um dia inteiro para fazer o exame, mais um dia para pegar o resultado e um terceiro para mostrá-lo na consulta médica. São três dias que ela deixa de ir ao trabalho ou que precisa se organizar para alguém cuidar dos filhos e da casa”, comenta Ruffo.

A frequência de mamografias na Região Norte foi 12% e no Sul do país, 31,3% Entre as unidades da Federação, a menor cobertura de mamografias foi no estado do Pará, 7,5% e a maior em Santa Catarina, 31,3%. O médico Ruffo de Freitas Junior explica que, além da má distribuição de equipamentos pelo país, mesmo em lugares onde há mamógrafos muitos são subutilizados.

“Boa parte dos mamógrafos que operam pelo SUS acaba ociosa. Por exemplo, aqui na Universidade Federal de Goiás, temos um mamógrafo que funciona pelo SUS e é utilizado apenas na parte da tarde”, revela o médico. Segundo ele, “é preciso uma melhor gestão para que haja técnicos qualificados e o aparelho possa funcionar o dia inteiro, o que geraria o dobro de mamografias que o aparelho pode e deveria fazer”, completou.

Com base no Sistema de Informação para o Controle do Câncer de Mama (Sismama), o estudo rastreou a distribuição de mamógrafos e o número de exames realizados pelo SUS no ano passado e calculou o número de exames esperados, considerando 58,9% da população alvo, tendo em vista as recomendações do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

“Esse banco de dados do Sismama permite que os epidemiologistas usem dados oficiais para mostrar, por meio de pesquisas, essas diferenças que existem no nosso país”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia.

Até o fechamento desta reportagem, o Ministério da Saúde não havia respondido ao pedido de entrevista com um representante para falar sobre o assunto, nem às perguntas feitas por e-mail pela Agência Brasil.

 

Agência Brasil