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Autoexame da mama não substitui exame clínico, diz Ministério da Saúde

Não só a cantora Anitta, mas boa parte das mulheres brasileiras não sabe que o autoexame das mamas já deixou de ser indicado para identificar e prevenir o câncer de mama. No clipe da canção recém-lançada, “Atención”, de seu mais novo álbum, a artista pop e outras mulheres aparecem fazendo o autoexame, como um alerta. No entanto, segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o método, que já foi bastante preconizado, ajuda a conhecer o próprio corpo, mas não substitui o exame clínico das mamas.

O presidente da SBM, Antônio Frasson, explica que o autoexame deixou de ser recomendado em países mais desenvolvidos há mais de dez anos por não ser capaz de descobrir tumores de até 1 centímetro. Ao se autoapalpar e não identificar nenhuma alteração, a preocupação é que mulheres deixem de procurar atendimento médico e de fazer exames de detecção. Falhas neste rastreamento e a lentidão entre a confirmação e o tratamento contribuem para a mortalidade.

“O autoexame não é capaz de identificar lesões pré-malignas, lesões muito pequenas, antes de se tornarem câncer, propriamente dito, ou seja, não consegue descobrir as lesões quando elas podem ser tratadas mais facilmente”, afirma Frasson. Segundo ele, o autoexame só é preconizado onde não existe mamografia ou outro método de diagnóstico. A Europa e Estados Unidos, por exemplo, cita, não recomendam mais o autoexame. Na Índia, onde não há mamografia acessível, o método ainda é utilizado, mas para evitar complicações do câncer de mama.

A SBM avalia que a falta de informação sobre o câncer de mama atrapalha o diagnóstico e o tratamento. Para atualizar a sociedade sobre a doença, a entidade faz uma pesquisa online. No questionário, os profissionais também querem saber se as mulheres confiam no autoexame como forma de prevenir a doença. Eles também querem identificar gargalos que atrasam o acesso aos mamógrafos e o tempo que a paciente pode ter de esperar entre a confirmação e o início do tratamento. Esse tempo, não pode passar de 60 dias por determinação legal.

“Temos alguns levantamentos brasileiros mostrando que no sistema público os tumores são diagnosticados de forma tardia e que, quando existe uma queixa, de nódulo na mama, ou existe queixa de alteração no seio, há uma demora no diagnóstico. As mulheres têm dificuldade de marcar mamografia, biópsia, agendar consulta com especialistas. Então, queremos entender, em diferentes regiões e perfis de pacientes, aprender, como agilizar as duas etapas”, explica o médico.

Com a pesquisa, a primeira da SBM que consulta diretamente as mulheres, há ainda perguntas acerca de sinais, sintomas, fatores de risco e eficiência de campanhas. Para responder, é preciso ser mulher, ter mais de 18 anos e cerca de dez minutos disponíveis. O resultado deve ser anunciado até o fim deste mês. O questionário está no linkhttps://lnkd.in/d343z9W.

O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (INCA) confirmam a orientação da SBM sobre o autoexame. Orientam a mulher a apalpar as mamas sempre que se sentir confortável, a qualquer tempo, sem nenhuma recomendação técnica específica ou periódica. Os dados oficiais mostram que é mais comum mulheres identificarem caroços no seio casualmente (no banho ou na troca de roupa) do que no autoexame mensal. A mudança, de acordo com o ministério, surgiu do fato de que, na prática, muitas mulheres descobriram a doença a partir de uma observação casual e não por meio de uma prática sistemática de se autoexaminar.

Outra recomendação é que mesmo sem sintomas, mulheres a partir dos 40 anos façam anualmente o exame clínico das mamas e aquelas entre 50 e 69 anos, no caso de baixo risco, se submetam a mamografia, pelo menos, a cada dois anos. Esta periodicidade leva em conta benefícios e riscos da mamografia, que é um raio-X capaz de identificar tumores pequenos. Já mulheres consideradas de alto risco devem procurar acompanhamento individualizado. Este grupo inclui aquelas com história familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau antes dos 50 anos.

O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente na mulher brasileira, com alta letalidade. Nesta doença, ocorre um desenvolvimento irregular das mamas, que se multiplicam até formar um tumor maligno. Os médicos não identificaram as causas precisas da doença, mas alertam para o crescente número de mulheres abaixo de 40 anos em tratamento.

Hábitos saudáveis e uma rotina de exercícios são as principais recomendações para evitar qualquer tipo de câncer. O tratamento pode variar entre cirurgia e quimioterapia.

Agência Brasil 

 

 

Conheça os sinais do câncer de mama que aparecem na pele

O mês de outubro traz uma oportunidade ótima pra tirarmos dúvidas sobre o câncer de mama. Formas de prevenção, diagnóstico, tratamento… Tudo entra em pauta. É, também, uma boa hora pra você lembrar de marcar os seus exames.

Como você provavelmente deve ter ouvido falar nesses dias de Outubro Rosa, o câncer de mama é o tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil e o segundo mais comum entre elas. atrás apenas do câncer de pele não melanoma- ainda assim, é curável em estágios iniciais. É muito importante, portanto, agir de maneira preventiva.

O que pouca gente sabe é que existe um tipo de câncer de mama que pode ser diagnosticado pelo dermatologista. Chamado Doença de Paget, ele é raro e surge como lesão na região do mamilo e da aréola da mama.

Convidei Luciano Moro*, mastologista de São Paulo, pra uma conversa sobre esse tema:

Thais Bello: O que é o carcinoma de Paget? O que ele tem em comum e no que se diferencia dos outros tipos de câncer de mama?

Luciano Moro: Doença de Paget é definida pela presença de células malignas (células de Paget) na epiderme da papila mamária, ou seja, na pele do mamilo. Corresponde de 1 a 5% dos casos de câncer de mama e acomete mais frequentemente mulheres acima dos 50 anos.

Em metade dos casos, no momento do diagnóstico, se observa tumor palpável. Além disso, em 85 a 95% dos casos há relação com alguma doença dentro da mama.

Justamente por este dado, a teoria mais aceita para esta doença é de que células malignas da mama migrem pelos ductos da mama para a superfície da pele. Esta forma da doença é pouco comum dentro das apresentações do câncer de mama

TB: Quando devemos suspeitar?

LM: A doença de Paget invariavelmente é unilateral, atingindo então apenas uma das mamas, e se manifesta como uma descamação ou crosta no mamilo associada à saída de secreção através da papila. Pode se estender para a aréola e eventualmente para a pele adjacente. Como mencionado anteriormente, palpa-se tumor associado em metade dos casos. É importante diferenciar de outras doenças benignas da pele, sobretudo os eczemas ou dermatites – que são muito frequentes nas duas mamas –, micoses e outros cânceres da pele.

O dermatologista pode suspeitar pela falta de resposta ao tratamento e investigar através de uma biópsia da pele acometida. Se a suspeita for de doença de Paget, outros exames são necessários, mesmo se não houver tumor palpável. Em alguns casos, podem ser necessárias novas biópsias ou complementação com ressonância magnética.

TB: Como é o tratamento deste tipo de câncer de mama? O carcinoma de Paget tem cura?

LM: O tratamento da doença de Paget é cirúrgico, através da retirada da aréola e papila acometidas. No entanto, como na grande maioria dos casos existe doença também na mama (chamada carcinoma in situ ou invasivo), na prática o que se realiza é a ressecação deste câncer mamário juntamente com a doença da aréola e papila (quadrantectomia central ou mastectomia, a depender do tamanho do tumor e da mama ou da multiplicidade de lesões na mama).

A indicação de radioterapia, quimioterapia ou hormonioterapia seguem os mesmos critérios utilizados para outras formas de câncer de mama e são baseados nas características e informações destes tumores associados. Um aspecto muito relevante na doença de Paget é que em 80% das vezes o tumor expressa uma proteína (HER 2) que indicaria um tratamento chamado “terapia alvo” (imunoterapia). Portanto, o prognóstico da doença está diretamente relacionado à presença ou não de tumor mamário associado e ao estágio do mesmo.

 

womenshealthbrasil

Anticoncepcional hormonal eleva risco de câncer de mama, diz estudo

As mulheres que usam atualmente ou usaram recentemente métodos anticoncepcionais baseados em hormônios têm um risco cerca de 20% maior de ter câncer de mama que as que não usam, embora o risco geral de ter a doença, para a maioria das mulheres, seja relativamente baixo, concluiu um novo estudo que analisou informações de 1,8 milhão de mulheres na Dinamarca.

Os anticoncepcionais mais antigos eram conhecidos por oferecer um maior risco de câncer de mama, mas os médicos esperavam que as novas formulações com menos estrogênio pudessem apresentar risco menor.

As novas descobertas, relatadas no periódico “The New England Journal of Medicine”, mostram que não, e quanto mais tempo os produtos forem usados, maior o risco.

Os pesquisadores calcularam que a contracepção hormonal produziu um caso extra de câncer de mama para cada 7.690 mulheres por ano. Isso representa muitos casos, já que 140 milhões de mulheres usam anticoncepção hormonal em todo o mundo — cerca de 13% das mulheres de 15 a 49 anos.

O estudo mostra que “a busca de um anticoncepcional oral que não eleva o risco de câncer de mama precisa continuar”, disse o Dr. David Hunter, da Universidade de Oxford, em um editorial do periódico.

“Além do fato de que eles fornecem um meio eficaz de contracepção e podem ajudar mulheres com cólicas menstruais ou sangramento menstrual anormal, o uso de anticoncepcionais orais está associado a reduções substanciais nos riscos de câncer de ovário, endométrio e colorretal mais tarde na vida. Na verdade, alguns cálculos sugerem que o efeito líquido do uso de anticoncepcionais orais por 5 anos ou mais é uma ligeira redução no risco total de câncer “, disse Hunter.

Mas, à medida que as mulheres entram na faixa dos 40 anos, as alternativas não hormonais, como o DIU, podem ser melhores, disse ele. A maioria dos casos de câncer de mama foi observada em mulheres que usavam contraceptivos orais a partir dos 40 anos.

“Eu não acho que [nenhum médico] vai dizer para parar de tomar contraceptivos orais. Isso não é necessário e não é indicado pelos dados “, disse o Dr. Roshni Rao, chefe de cirurgia de mama em do Columbia University Medical Center em Nova York, que não estava envolvido com o estudo.

“Mas isso mostra um risco aumentado, então, para as pessoas que não têm uma ótima razão para tomar anticoncepcionais orais, ou são passíveis de alternativas, talvez elas devam pensar sobre isso”.

Tais alternativas incluem um DIU de cobre, preservativos ou, se as mulheres já tiverem filhos, ligadura de trompas.

O novo estudo analisou todas as mulheres na Dinamarca de 15 a 49 anos que não tinham câncer, coágulos nas veias ou que tivessem feito tratamento para a infertilidade. As mulheres foram seguidas por quase 11 anos.

O aumento de 20% no risco de câncer de mama variou de acordo com a idade e com quanto tempo as mulheres usaram anticoncepcionais baseados em hormônios, incluindo pílulas, adesivos, anéis vaginais, implantes e injeções.

O risco foi 9% maior com menos de um ano de uso e 38% maior com mais de 10 anos de uso.

“Outra coisa que não estava clara antes do estudo é que, após a descontinuação, se você usou este produto por mais de 5 anos, o risco parece ser aumentado, mesmo após 5 anos de suspensão do uso”, disse a autora principal Dra. Lina Morch , pesquisadora-sênior do Hospital da Universidade de Copenhague, à Reuters por telefone.
Por outro lado, entre as mulheres que usaram contraceptivos hormonais por períodos curtos, o risco aumentado de câncer de mama desapareceu rapidamente após o uso ter parado, disseram os pesquisadores.

Os DIUs com hormônios também parecem representar um risco, disse Morch, “então há muitas coisas a ter em conta ao decidir que tipo de contracepção usar. A contracepção em si é um benefício, é claro, mas este estudo indica que vale a pena considerar uma alternativa à contracepção hormonal, como o dispositivo intrauterino de cobre ou métodos de barreira, como preservativos “.

“Se comparado com outros riscos, como a obesidade e o excesso de peso, há mais risco com obesidade do que se você tomar alguns anos de contraceptivos orais”, disse Rao à Reuters por telefone.

“Não há necessidade de entrar em pânico com base nesses resultados”, disse Morch. “Não queremos que as mulheres deixem a contracepção sem ter algo diferente para recorrer. E existem alternativas “.

Do Bem Estar

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Agevisa alerta para possibilidade de o câncer de mama também afetar o homem

O câncer de mama também pode afetar os homens. E, nestes casos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), os resultados podem ser ainda piores do que nas ocorrências relacionadas ao câncer de mama feminino, pois a grande maioria da população masculina sequer imagina ou aceita a possibilidade de que isto possa ocorrer.

Como parte das atividades relacionadas à Campanha Outubro Rosa, a Agência Estadual de Vigilância Sanitária incluiu o tema em uma das edições do mês de outubro do Momento Agevisa, informativo radiofônico que vai ao ar todas as quintas-feiras dentro da programação do Jornal Estadual da Rádio Tabajara AM (1110) e FM (105.5). A edição foi dedicada aos esclarecimentos sobre o câncer de mama masculino e ressaltou o entendimento de que o conhecimento sobre o problema é fundamental para que se possa, não somente evitar a doença por meio da prevenção, mas, sobretudo, para que as pessoas (notadamente os homens) passem a ter a oportunidade de tratar precocemente a doença caso ela venha a se manifestar, segundo observou a diretora-geral Maria Eunice Kehrle dos Guimarães.

O câncer de mama masculino, conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca), ocorre na ordem de 1% em relação à mesma doença no universo feminino. Ou seja: para cada cem mulheres diagnosticadas com a doença, há uma ocorrência envolvendo um homem. Apesar da enorme diferença percentual, o instituto chama a atenção para o fato de que o câncer de mama masculino mata proporcionalmente mais do que o feminino.

Para dar uma ideia clara da gravidade do problema, o Inca informa que aproximadamente 180 homens morrem todos os anos vitimados pelo câncer de mama, número este equivalente a 36% do total de pessoas do sexo masculino diagnosticadas com a doença. Entre as mulheres, o percentual de mortes é de 25% do total de pacientes diagnosticadas com a doença.

Ainda segundo o Inca, entre as principais causas do câncer de mama em pessoas do sexo masculino estão as alterações genéticas e hormonais, além de alimentação rica em gordura e excesso de álcool. Os sintomas da doença (conforme os especialistas) se apresentam em forma de protuberância ou inchaço, em alguns casos com incômodo e dor; pele ondulada ou enrugada; vermelhidão ou descamação da pele da mama ou do mamilo, e/ou inchaço nos linfonodos (ínguas ou gânglios) axilares.

Diante desses sintomas, a diretora-técnica de Ciência e Tecnologia Médica e Correlatos da Agevisa/PB, Helena Teixeira de Lima Barbosa, disse ser importante que os homens procurem imediatamente um centro médico especializado para realizar os exames e, conforme o caso, iniciar o tratamento. Nos casos de diagnósticos positivos, Helena Lima observa que o câncer de mama em pacientes do sexo masculino geralmente já se encontra em estágio avançado, e isto se deve principalmente ao desconhecimento e à consequente falta de prevenção por parte dos homens.

“Em face da seriedade e gravidade do câncer de mama masculino, os homens devem ficar atentos e procurar se manter cada vez mais informados sobre o problema. Nos casos daqueles que tenham histórico da doença em suas famílias, estes, ao invés de esperar o aparecimento dos sintomas para buscar ajuda médica, devem se consultar com especialistas, pois o histórico familiar aumenta a probabilidade da ocorrência do câncer de mama masculino, da mesma forma que ocorre em relação ao problema no universo feminino. E quanto mais cedo a doença for diagnosticada, maiores serão as chances de cura”, enfatizou a diretora-geral da Agevisa/PB, Maria Eunice Kehrle dos Guimarães.

Assessoria 

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Câncer de mama atinge cada vez mais mulheres abaixo de 30 anos

A luz rosa de alerta para o câncer de mama costuma acender na vida das mulheres brasileiras a partir dos 40 anos, quando a mamografia passa a ser um exame de necessidade anual, segundo recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia. Há ainda quem comece a se preocupar somente aos 50, idade considerada de risco pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

No entanto, a doença tem relação direta com o desenvolvimento da glândula mamária, que começa a crescer logo após a primeira menstruação, e por isso, pode aparecer antes mesmo dos 30 anos, segundo especialistas.

“Quanto maior o tempo de exposição aos hormônios [estrógeno e progesterona], mais a mulher fica suscetível às células malignas”, disse o oncologista Márcio Paes, médico no Instituto Aliança, no Distrito Federal. Segundo ele, a incidência da doença em mulheres com menos de 30 anos tem aumentado, mas ainda não há um diagnóstico científico que explique este crescimento.

A oncologista Ana Carolina Salles, do hospital Santa Lúcia, disse ao G1 que nos casos de mulheres mais jovens a investigação genética é imprescindível. “Geralmente, elas têm histórico positivo para câncer de mama na família.”

“Essas meninas jovens precisam ser pesquisadas, porque podem estar carregando mutações que podem ser repassadas para as filhas.”

A médica, no entanto, destaca que o que câncer é multifatorial e, por isso, também pode ser influenciado por questões externas, como o consumo de produtos industrializados. O oncologista Paes aposta no ritmo de vida estressante e acelerado e na exposição hormonal precoce. “Antigamente, as meninas menstruavam aos 14 anos e hoje isso já acontece aos 9 anos. Então, a produção hormonal começa ter ciclos muito cedo.”

“Acabou essa de que [o câncer] só é mais recorrente em mulheres acima dos 40 anos. Há cada vez mais pacientes abaixo dos 30.”

É o caso da brasiliense Gabrielly de Oliveira, que descobriu o nódulo no seio aos 25 anos e passou por seis meses de quimioterapia. Ela disse ao G1 que tinha uma vida ativa, se alimentava bem e não tinha histórico de câncer de mama na família. Mesmo assim, foi surpreendida pela doença. Há cerca de dois meses, elas fez a mastectomia – cirurgia de retirada da glândula mamária.

Fique alerta

A avaliação precoce é considerada pelos médicos o principal fator de sucesso no tratamento contra o câncer – de qualquer tipo. Conhecer o próprio corpo também é primordial, segundo a oncologista Ana Carolina. “A mulher precisa estar atenta a qualquer mudança no próprio corpo. Se saiu da normalidade, procure um médico.” Nos casos de mulheres mais novas, o diagnóstico antecipado é ainda mais importante, porque o câncer tende a ser mais agressivo, afirmou o médico Márcio Paes. “O prognóstico costuma ser pior abaixo dos 30. São nódulos maiores. A mulher jovem tem a vantagem de tolerar melhor o tratamento, mas tem que ter o cuidado mais rigoroso.”

Foi o que ocorreu com Gaby, que buscou uma avaliação médica de imediato. No entanto, há mulheres que levam meses para investigar uma alteração fisiológica, como a atleta Larissa, de 42 anos. Ela fez a mamografia cerca de cinco meses depois de perceber os caroços no seio. Hoje, mastectomizada e recuperada, ela recomenda o oposto do que fez.

“Talvez, se não tivesse demorado tanto, meu tratamento teria sido bem menos doloroso.”

Um diagnóstico eficaz, no entanto, depende de uma rede de saúde capaz de amparar essas mulheres em todas as necessidades, desde os exames de rotina às terapias intensivas. “Vivemos uma crise na saúde pública em que as mulheres não têm acesso aos exames, mamografia, ecografia mamária. Às vezes não consegue atendimento de um ginecologista”, disse Paes.

“A demora é o que torna tudo pior. O acesso [à saúde] define a chance de cura. Aumenta de 90% a 95%.”

De acordo com a Secretaria de Saúde, a média de mamografias realizadas nos hospitais da rede pública é de 2 mil por mês – o DF tem capacidade para 5,4 mil.

Somente em 2017, a quantidade de mamografias realizadas quase dobrou em relação ao ano passado. De janeiro à outubro, foram 29.320 procedimentos.

Os únicos hospitais que oferecem tratamento para o câncer de mama são o Hospital de Base e os hospitais regionais de Sobradinho, Taguatinga e do Gama.

Segundo a secretaria, após o pedido de exame, o prazo de espera é de dez dias no máximo.

No Brasil e no mundo

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres e também o mais letal, sendo a segunda principal causa de morte na América Latina. A nível mundial, entre todos os tipos de câncer, o de mama é o que mais mata mulheres na faixa dos 20 aos 59 anos. A doença também atinge homens, mas a incidência representa 1% do total.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimou 57.960 novos casos de câncer de mama no Brasil em 2017. Somente no DF, a previsão é de 1.020 novos casos. Apesar do aumento das taxas de câncer de mama em mulheres mais jovens, ainda assim, a faixa etária entre 40 e 50 anos representa 74% do casos. Por isso, a Sociedade Brasília de Mastologia recomenda a realização da mamografia anualmente a partir dos 40.

Já a indicação do Ministério da Saúde é que o exame seja feito a cada dois anos pelas mulheres com 50 anos ou mais – grupo considerado prioritário. De acordo com o ministério, no ano passado foram realizadas 4,1 milhões de mamografias em toda a rede pública do país. Somente na faixa prioritária, foram 2,5 milhões de exames. Como identificar o nódulo?

De acordo com os médicos, o nódulo cancerígeno que pode aparecer no seio costuma ter formato de “bolinha de gude”, é endurecido e nem sempre dói. A dica dos oncologista ouvidos pelo G1 é o autoconhecimento. Para perceber qualquer alteração fisiológica é preciso que a mulher saiba como o próprio corpo funciona em condições normais.

“Qualquer mudança no formato, se aparecer caroço, dor, mancha, procure um médico. Se for insistente, não desaparecer, isso é um sinal de alerta”, disse Márcio Paes. Além do nódulo, o câncer pode aparecer com outros sintomas, como lesões e feridas que não cicatrizam, caroços na axila e secreções escuras.

“Hoje não se recomenda mais fazer o auto exame nos três primeiros dias após a menstruação. É preciso estar atenta ao próprio corpo sempre”, explicou a Ana Carolina Salles.

Prevenção

A observação do próprio corpo e o acompanhamento ginecológico de rotina são imprescindíveis para a identificação de um possível câncer de mama. Para evitar que ele apareça, o médico recomenda uma vida saudável, mas destaca que é impossível garantir imunidade.

Alimentar-se de forma balanceada, consumir preferencialmente produtos orgânicos – livres de agrotóxicos – fugir da obesidade e praticar exercícios podem ajudar a afastar o câncer de mama e outros tipos de doença.

Segundo ele, o fator genético representa 10% de chance do desenvolvimento da doença, mas não é determinante. “A atividade física também ajuda o câncer a não voltar, porque os radicais livres protegem o organismo contra células invasoras.”

G1

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Cientistas testam exame de sangue capaz de ‘prever’ metástase do câncer de mama

Vários centros no mundo estão pesquisando testes que se baseiam nas chamadas “Células Circulantes de Tumor” (CTC, na sigla em inglês) (Foto: Pennsylvania State University/Creative Commons )

Pesquisadores do Houston Methodist Hospital, nos Estados Unidos, estão testando exame de sangue capaz de detectar com antecedência se células do câncer de mama tendem a se disseminar para o cérebro.

O teste se baseia na detecção de uma espécie de “assinatura genética” de células de tumores metastáticos — o que permite diferenciá-las de outras estruturas do tumor, mais antigas.

O exame é particularmente importante, apontam os cientistas, porque cerca de 20% dos cânceres de mama vão sofrer metástase para o cérebro com o passar do tempo.

O artigo foi publicado nesta sexta-feira (4) na “Nature Communications” e se baseia em linhas de pesquisa que têm ganhado força no estudo de tumores metastáticos: as que investigam as chamadas “Células Circulantes de Tumor” (CTC, na sigla em inglês).

O feito do grupo Houston, liderado pelo pesquisador Dario Marchetti, foi confirmar que as CTCs de tumores de cérebro são diferentes de outras células circulantes.

A investigação dessas células para diferentes tipos de câncer é forte candidata para o desenvolvimento de variados testes capazes de analisar a progressão do câncer no futuro; e, com isso, permitir com que intervenções sejam feitas mais rapidamente.

Contribuição da pesquisa

O exame pode identificar “micro metástases” de um tumor de mama que ainda não estão visíveis em exames de imagem como a ressonância magnética.

Uma outra aplicação do teste é em pacientes que já tiveram tumores de cérebro detectados em exames de imagem – nesses casos, o exame poderia avaliar o sucesso ou não do tratamento a partir da detecção de células metastáticas no sangue.

Pesquisadores também pretendem que o exame possa ser um substituto para a biópsia, consideradas mais invasivas.

 G1

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Em 66% dos casos de câncer de mama é a própria mulher que detecta os sinais

mamaUma pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgada nesta quinta-feira (6) aponta que, em 66,2% dos casos de câncer de mama, é a própria mulher quem detecta os primeiros sinais da doença.

O estudo foi feito pelo Núcleo de Pesquisa Epidemiológica da Divisão de Pesquisa Populacional do Inca, que entrevistou 405 mulheres que procuraram atendimento devido a câncer de mama pela primeira vez entre junho de 2013 e outubro de 2014 no Rio de Janeiro.

Os principais sinais notados por essas mulheres foram a presença de um caroço (citado por 89,6% das mulheres) dor na mama (20,9%), alterações na pele da mama (7,1%), alterações no mamilo (2,6%), saída de secreção do mamilo (5,6%) e alteração no formato da mama (3,7%).

Em 30,1% dos casos, a doença foi identificada por uma mamografia ou outro exame de imagem e, em 3,7% dos casos, um profissional de saúde detectou a suspeita. O Inca e o Ministério da Saúde lançaram, nesta quinta-feira, uma campanha do Outubro Rosa, movimento de prevenção ao câncer de mama celebrado este mês, chamada “Câncer de mama: vamos falar sobre isso?”. A ideia é divulgar a informação de que todas as mulheres de 50 a 69 anos façam a mamografia a cada dois anos.

Câncer mais comum entre mulheres
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil. Segundo estimativa do Inca, o Brasil deve ter 57.960 novos casos de câncer de mama em 2016. O câncer de mama também pode atingir homens, mas apenas 1% dos casos da doença correspondem a eles.

Em 2013, último ano com dados disponíveis, 14.388 pessoas morreram de câncer de mama no Brasil, sendo 14.206 mulheres e 181 homens.

Diagnóstico
A realização anual da mamografia para mulheres a partir de 40 anos é importante para que o câncer seja diagnosticado precocemente.

O autoexame é muito importante para que a mulher conheça bem o seu corpo e perceba com facilidade qualquer alteração nas mamas e assim procure rapidamente um médico. Vale lembrar que o autoexame não substitui exames como mamografia, ultrassom, ressonância magnética e biopsia, que podem definir o tipo de câncer e a localização dele.

Tratamento
O câncer de mama tem pelo menos quatro tipos mais comuns e alguns outros mais raros. Por isso, o tratamento não deve ser padrão. Cada tipo de tumor tem um tratamento específico, prescrito pelo médico oncologista. Entre os tratamentos estão a quimioterapia e radioterapia, a terapia alvo e a imunoterapia.

Por G1

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Diagnóstico pode salvar: 800 paraibanas devem desenvolver câncer de mama este ano

cancer-mamaO Instituto Nacional do Câncer (Inca) previu 800 casos novos de câncer de mama no Estado, até o final de 2016, mas pela dificuldade de diagnóstico, nem todas descobrirão. No Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, referência para o tratamento na Paraíba, 200 mulheres iniciaram terapias, até agora. A dificuldade no agendamento, de consultas e exames, feito pelos municípios, e o adiamento da consulta por algumas mulheres podem agravar os casos e aumentar os óbitos que, este ano, chegam a 166, e somam 1.121 mortes de 2011 a 2015.

Para a mastologista Joana Barros, presidente da ONG Amigos do Peito,  existe muita burocracia para agendar a mamografia e as falhas na rede pública fazem com que haja um número menor de mulheres com o diagnóstico e a possibilidade de iniciar o quanto antes o tratamento. “Existe algo provando que não flui, porque a mulher não consegue agendar, não ultrapassa a barreira no meio do caminho. Não há o cumprimento do rastreamento mamográfico que é capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama”, analisou.

A médica observou que o autoexame, orientado pelas Secretarias de Saúde, é importante, mas não suficiente para que a paciente tenha um diagnóstico precoce. Ela ressaltou também que, em João Pessoa, há mamógrafos suficientes. “Já no interior, a situação é caótica. São pouquíssimos os municípios que têm condições”, lamentou.

Em 2015, foi lançada a campanha ‘Dê uma chance a elas’, com a venda de camisetas e outros produtos. O valor arrecadado foi usado na realização de biópsias para mulheres que haviam sido triadas no Laureano. Das mais de 100 mulheres atendidas em uma clínica particular, 40 apresentaram alterações e realizaram biópsias a baixo custo com a ajuda de parceiros da ONG Amigos do Peito. Destas, 38 tiveram diagnóstico positivo para câncer de mama.

“Resolvemos fazer esse trabalho porque há uma demora muito grande entre a mulher encontrar a lesão, seja ela vendo ou através de mamografia, e a realização da biópsia, que é essencial para dar início ao tratamento. Tem muitas mulheres nessa situação. Nas que conseguimos triar, demos uma agilidade no diagnóstico e foram encaminhadas para fazer o tratamento. Ou seja, com uma estrutura pequena, fizemos 38 diagnósticos de câncer. Imagine quantos casos estão por serem diagnosticados”, constatou a mastologista Joana Barros.

“O que é agendado pelos municípios, nós fazemos, mas estão sobrando mamografias. Isso traz prejuízo para o tratamento porque não começa a tempo. Fico triste com isso”, lamentou o diretor do Hospital Napoleão Laureano, Ivo Borges.

Até o final do ano, a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa deve levar unidades móveis aos bairros de João Pessoa, equipadas com mamógrafos, reduzindo a distância entre pacientes e o exame, conforme Niedja Rodrigues, diretora de Atenção à Saúde da SMS.

correiodaparaiba

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Câncer de mama antes dos 50 anos chega a 40% dos casos, diz estudo

Thinkstock
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Embora o Ministério da Saúde recomende a realização periódica da mamografia somente a partir dos 50 anos, um novo estudo feito pelo A.C. Camargo Cancer Center traz de volta a polêmica sobre a idade a partir da qual as mulheres devem fazer o exame capaz de detectar o câncer de mama.

Levantamento do hospital com 4.527 pacientes mostra que 40% das mulheres que receberam o diagnóstico da doença entre os anos de 2000 e 2010 no centro médico tinham menos de 50 anos e não descobririam o tumor se tivessem seguido a orientação do ministério. Do total de pacientes acompanhadas, 11,4% descobriram a doença até os 39 anos e outras 28,7%, entre os 40 e os 49 anos. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda o exame a partir dos 40 anos.

“Não podemos dizer que os dados do A.C. Camargo refletem toda a realidade brasileira, até porque somos um centro de referência em oncologia e isso leva a mais diagnósticos precoces. No entanto, esse estudo mostra que vale a pena investir na mamografia mais cedo. Sabemos que a curva de incidência da doença começa a aumentar a partir dos 40 anos e, quanto mais cedo descoberto o tumor, maior a chance de cura”, diz Fabiana Baroni Makdissi, cirurgiã oncologista e diretora de Mastologia do A.C. Camargo.

Os dados do levantamento provam o quanto o diagnóstico precoce é decisivo no sucesso do tratamento. Do total de mulheres que descobriram a doença no estágio 1, 96,1% estavam vivas após cinco anos. No grau 2, eram 89,2%. No estágio 3, o índice foi de 71,6%, número que caiu para 30,3% no estágio 4, o mais avançado.

Sinal. Diagnosticada com câncer de mama aos 37 anos, a supervisora de vendas Patrícia Rosa Moreira, hoje com 40, atribui à sorte a realização da mamografia que a fez descobrir a doença. “Foi por acaso. Eu fui doar sangue e deu uma alteração nas plaquetas. Resolvi fazer um check-up e pedi para a médica uma guia para fazer mamografia. Ela não queria dar de jeito nenhum, disse que eu ainda não estava na idade, mas eu bati o pé e ela deu”, conta.

O exame feito em 2014 detectou o tumor no grau 2. A supervisora teve de retirar a mama esquerda, fazer 16 sessões de quimioterapia e 25 de radioterapia. “O câncer já estava com 4 centímetros e eu não tinha nenhum sintoma, ele não era palpável. Nunca descobriria sem um exame. Se eu tivesse feito a mamografia aos 50 anos, ele já estaria espalhado pelo corpo.”

O tratamento terminou em dezembro de 2015 e, hoje, Patrícia aguarda pela cirurgia de reconstrução mamária, prevista para dezembro ou janeiro. “Enquanto eu estava no hospital, conheci muitas moças, de menos de 30 anos, com a doença. Acho errado passarem a mamografia só a partir dos 50 anos.”

O Ministério da Saúde diz que segue a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), de realização da mamografia para fins de rastreamento entre os 50 e 69 anos, porque “essa é a faixa etária com maior efetividade na prevenção e que possui evidência científica de impacto na mortalidade”.

A pasta diz ainda que orienta os médicos a solicitarem o exame antes às pacientes que tenham histórico da doença na família, especialmente se uma parente de primeiro grau tenha recebido o diagnóstico antes dos 50 anos. Nesses casos, a recomendação é que as mulheres passem por avaliação médica a partir dos 35 anos para que sejam definidos os exames necessários. Isso porque, no caso de mulheres mais jovens, com estrutura mamária diferente por causa da idade, nem sempre a mamografia é suficiente – podem ser solicitados ultrassom ou ressonância magnética.

Polêmica

Há quem critique a realização de mais mamografias para fins de rastreamento por causa do risco de resultado falso positivo – quando o exame inicial aponta a presença de uma lesão que não se confirma maligna em exames adicionais.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade, a recomendação para realização da mamografia periodicamente não resultou em queda da taxa de mortalidade por câncer de mama. Além disso, diz a entidade, o falso positivo pode causar danos às mulheres, como ansiedade, estresse e procedimentos desnecessários.

A oncologista do A.C. Camargo afirma que os benefícios do rastreamento são maiores do que os malefícios. “Por mais que, em alguns casos, a mamografia aponte a suspeita e ela seja descartada depois, em outros casos, o exame vai possibilitar que a mulher descubra mais cedo e tenha mais chances de cura”, afirma Fabiana.

Uol

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Começa na PB campanha ‘Outubro Rosa’ de alerta ao câncer de mama

outubro_rosaO Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, inicia nesta segunda-feira (3), a Campanha “Outubro Rosa”. A ação acontece em toda Paraíba com o objetivo de incentivar mulheres de todas as idades a realizarem exames clínicos para a prevenção do câncer de mama, o que mais atinge às mulheres. A abertura será realizada às 8h, no Centro do Diagnóstico do Câncer (CEDC), com um café da manhã, acolhimento, distribuição de material informativo, palestra com especialista, além de testemunho de mulheres que venceram o câncer de mama. A campanha acontece até dia 31.

Durante todo o mês de outubro, o CEDC vai oferecer atendimento às mulheres com suspeita ou diagnóstico de câncer de mama. Serão realizadas mamografias, coletas de citopatológico do colo do útero e consultas com mastologista. O Centro tem estrutura para receber toda a demanda do estado, com profissionais qualificados para os procedimentos de diagnósticos. Aliado a isso, têm laboratórios de citologia e patologia que auxiliam na confirmação do diagnóstico.

“O mês de outubro é dedicado à saúde mamária e é importante fazer um chamamento para que as mulheres possam vir as Unidades de Saúde da Família mais próximas das suas residências, para fazer o exame clínico, e numa alteração que houver, elas serão encaminhadas para o CEDC. O mais importante no Outubro Rosa é a união de forças da sociedade para despertar sobre a necessidade do exame clínico e, se for o caso, ir ao mastologista que pedirá ultrassonografia, mamografia, punção aspirativa ou biópsia mamária, a depender da situação”, explicou a diretora geral do CEDC, Roseane Machado.

O CEDC está localizado na Avenida Duarte da Silveira, nº 590, centro, em João Pessoa.

Hemocentro

O Hemocentro da Paraíba inicia nesta segunda-feira (3), às 9h, a Campanha de Doação Feminina alusiva ao Outubro Rosa, com o objetivo de aumentar o percentual de mulheres doadoras, e esclarecer sobre os mitos da doação entre as mulheres. O evento acontecerá até o dia 31 de outubro.

Na abertura da campanha, as mulheres presentes contarão com atividades de ginástica laboral, dinâmicas de grupos, além de sorteio de brindes e participação da palhaça Bom Te Ver.

O Hemocentro recebe em média 200 doadores e desse total somente 23% são do sexo feminino, cujo percentual está abaixo da meta proposta pelo Ministério da Saúde a todos os Hemocentros, que é de 30%.

“O Outubro Rosa é uma importante campanha mundial, que dá visibilidade à luta contra o câncer de mama, chamando atenção para a seriedade dos cuidados preventivos, por isso o Hemocentro se mobiliza para aderir a essa campanha, lembrando também da importância da saúde das mulheres para a doação de sangue”. Destacou Sandra Sobreira, diretora Geral do Hemocentro.

Coleta externa – Durante o mês de outubro, o Hemocentro da Paraíba promoverá várias coletas externas nas quais as mulheres poderão comparecer para fazer suas doações e ajudar a salvar vidas. No entanto, as doações externas estarão abertas para receber homens e mulheres.

“A mulher, assim como o homem, pode doar, apenas a gestação e o primeiro ano da amamentação impedem a doação em mulheres. O intervalo para cada doação é de dois meses para o homem e três meses para a mulher”, explicou a chefe do Núcleo de Ações Estratégicas do Hemocentro, Divane Cabral, adiantando que as ações serão intensificadas para este público, sensibilizando e incentivando as mulheres para serem doadoras.

Dados

De acordo com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), no ano de 2015 foram registrados 244 óbitos por câncer de mama na Paraíba, sendo sua maioria – 129 óbitos – na faixa etária de 50 a 69 anos. Em 2016, até o momento, são 160 óbitos.

Câncer de Mama

Os principais fatores de risco para desenvolver o câncer de mama são o envelhecimento, a vida reprodutiva da mulher, história familiar de câncer de mama, sedentarismo, idade, entre outros aspectos.

O objetivo da detecção precoce é reduzir a mortalidade por câncer de mama, por meio do exame clínico anual, a partir dos 40 anos e da mamografia, no máximo, a cada dois anos, para mulheres de 50 a 69 anos.

Assessoria

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