Arquivo da tag: Maioria

Maioria dos infectados por HIV estão em João Pessoa e Campina Grande

A maioria dos infectados de HIV estão em João Pessoa e Campina Grande. É o que aponta o boletim epidemiológico da Gerência Operacional das IST/HIV/Aids/Hepatites Virais da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Neste ano, João Pessoa registrou 86 casos, Campina Grande 27, Patos 9, Bayeux 8 e Mamanguape 7. Essas cidades concentram 65% das pessoas com a doença.

Os casos de Aids e HIV aumentaram entre pessoas de 20 a 49 anos em 2019, no entanto em geral houve redução de 39% nos casos de HIV/Aids na Paraíba. No mesmo período de 2018, foram registrados 342 casos de HIV/Aids, sendo registrada uma diminuição de 39%.

Foram registrados 56 óbitos, em pessoas de 30 a 59 anos. O diagnóstico tardio ainda é um importante fator de manutenção dos números de mortalidade. Sendo uma grande tendência no sexo masculino, que ainda é um grupo de difícil adesão aos antirretrovirais.

 

clickpb

 

 

Maioria na população, negros somam apenas 29% dos prefeitos eleitos

O prefeito de Matozinhos (MG), Antônio Divino, é um dos 93 eleitos que se declararam de cor 'preta'
O prefeito de Matozinhos (MG), Antônio Divino, é um dos 93 eleitos que se declararam de cor ‘preta’

Entre os 5.496 prefeitos eleitos após avotação do último domingo (2), a maioria é de cor branca (70,2%) e outros 29% são negros, aí incluídos os que se autodeclararam de cor “preta” (1,6%) e “parda” (27,4%).

A população negra é maioria no país, com 53,6% afirmando ser “preto” ou “pardo”, de acordo com a última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada em novembro do ano passado. Na última Pnad, 45,5% da população se declarou de cor branca.

Esta é a primeira eleição municipal em que a Justiça Eleitoral pediu que os candidatos declarassem sua cor/raça no momento do registro da candidatura. A informação foi requerida também na eleição de 2014, quando foram eleitos presidente, governadores, senadores e deputados.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) adota a mesma classificação utilizada pelo IBGE, que pergunta sobre a cor/raça da pessoa utilizando cinco categorias: branca, preta, parda, amarela e indígena.

O número de respostas “preta” e “parda” costuma ser somado para obter o total da participação da população negra.

Entre os prefeitos eleitos, 0,5% se declarou de cor/raça “amarela” e apenas seis eleitos (0,1%) disseram ser indígenas.

Reprodução/Facebook

Áurea Carolina (PSOL) foi a vereadora mais votada de BH em 12 anos

Vereadores eleitos

Também entre os 57.838 vereadores eleitos o quadro é semelhante: 57,1% declararam ser brancos, 37% pardos, 5% pretos, 0,5% amarelo e 0,2% indígena.

Pretos e pardos foram minoria entre os mais de 496 mil candidatos a prefeito e vereador que disputaram essas eleições.

Os candidatos que se declararam brancos somaram 51,5%, pardos, 39,1%, e pretos, 8,6%. Amarelos somaram 0,4% dos candidatos, e indígenas, 0,3%.

Essas eleições vão definir os prefeitos de 5.568 cidades. Mas as estatísticas divulgadas pelo TSE nesta quinta-feira (6) abrangem apenas 5.496 municípios.

Das 72 cidades ainda sem resultado definido, 55 terão 2º turno de votação, a ser realizado no dia 30 de outubro, e outras 17 aguardam o desfecho de ações judiciais para determinar o vencedor.

Uol

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Justiça Eleitoral libera votação de candidatos impugnados; em Serraria Petrônio teve maioria

petronioO Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) liberou a divulgação dos votos dos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores que concorreram ao pleito 2016 com as candidaturas impugnadas. Na cidade de Serraria, caso haja mudança de entendimento da corte superior quanto ao registro de candidatura, o prefeito eleito pode ser substituído. Isso porque Petrônio de Freitas (PSD), que teve o registro impugnado no TRE-PB, obteve votação superior ao prefeito proclamado eleito, Batista Pinheiro (PTdoB).

Petrônio de Freitas recebeu 1.873 votos, enquanto Batista Pinheiro obteve 1383.

No caso dos vereadores que estão com a candidatura impugnada, uma possível reversão do quadro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode alterar, inclusive, o coeficiente eleitoral e, com isso, a distribuição das vagas nas Câmaras Municipais.

Votação de candidatos a prefeito impugnados

Bayeux
Marcílio Correia (PSOL) – 138 votos

Cabedelo
Fernando Sobrinho (DEM) – 125 votos

Campina Grande
Walter Brito Neto – 523 votos

Conde
Tatiana Corrêa (PTdoB) – 3.305 votos

Itaporanga
José Francisco de Souza Neto (PSOL) – 328 votos

Mari
Adinaldo de Oliveira Pontes (PMDB) – 80 votos

Monteiro
Aldo Lídio Ferreira (PSL) – 20 votos

São João do Rio do Peixe
Sebastiana Maria do Nascimento – 33 votos

Sapé
João da Utilar – 9.475 votos

Serraria
Petrônio de Freitas – 1.873 votos.

Votação de candidatos a vereador com registros impugnados

Alagoa Nova

Pedro Bento dos Santos – 13 votos

Alcantil

Petrônio dos Santos (PSDB) – 16 votos

Arara

Joselio Silvino da Silva (PP)  – 7 votos

Maria Gerlane Chianca da Silva – 3 votos

Areia

Flávio Quaresma de Lima Silva (PP) – 8 votos

Tadeu de Melo (PTN) – 41 votos

Edilton Silva do Nascimento ( PSD) – 237 votos

Areial

Alexandro Soares da Costa (PR) – 110 votos

Aroeiras

João Bernardo da Silva Neto (PTB) – 2 votos

Maria do Socorro Brito Normando (PSB) – 2 votos

Manoel de Souza Andrade (PSDB) – 378 votos

Eraldo Ferreira Barboza (PSDB) – 864 votos

Assunção

Carlos Alberto de Sousa Amaro (PSC) – 20 votos

Barra de Santana

Manoel Inácio de Moura Irmão (PSD) –  1 voto

Bayeux

Flávio Eduardo Lira (PTB) – 369 votos

Silvana Amorim Diniz (PR) – 2 votos

Iranildo de Oliveira Araújo (  ) – 956 votos

Eva Guedes de Vasconcelos Bezerra (PSOL) – 3 votos

Belém

Mércia Cardôso de Oliveira Lima (PRB) – 2 votos

Adriano Miguel Gouveia de Lima (PDT) – 2 votos

Veronildo Guedes Bezerra (PV ) – 1 voto

Luzinete dos Santos (PSD) – 39 votos

Boa Vista

Bruna Almeida Soares (PTB) – 1 voto

Cabedelo

Kayan Felinto de Araújo (PDT) – 2 votos

Cajazeiras

Eldyrsandro Gomes de Arruda (PTdoB) – 1 voto

Campina Grande

Ivaldo Francisco Martins (PDT) – 163 votos

Valdemar José  de Oliveira (PRTB) – 88 votos

Luciano Torreão Costa (PRTB) – 10 votos

José Salvador Lopes da Silva Neto (PRTB) – 143 votos

Sabrina Silva Guedes de Andrade (PSB) – 1 voto

Afonso de Oliveira Souto (40) – 2 votos

Fernanda Mendonça de Lima (PV) – 1 voto

Capim

Antônio Francisco da Silva (PSDB) – 28 votos

Conde

Ednaldo Mendes Dias (PRB) – 23 votos

Roberto de Aragão Costa (PTN) – 22 votos

José Aucimario Franco (DEM) – 26 votos

José Antônio Dantas dos Santos (PSB) – 3 votos

Coxixola

Pedro Marreca da Silva (DEM) – 2 votos

Cuitegi

Mauricio Cavalcante Soares (PROS) – 1 voto

Gado Bravo

José Francisco de Souza (PR) – 16 votos

Guarabira

José Costa Teixeira (PT) – 1 voto

Severino Tomaz de Arruda (PT) – 429 votos

Cicero Eduardo da costa brito (PT) – 327 votos

Valderedo Alexandre de Souza (PT) – 168 votos

Djalma Francelino Santos (PT) – 37 votos

Mariza Costa Teixeira (PT) – 5 votos

José Salustiano da Silva (PT) – 15 votos

José Severino Francisco (PT) – 28 votos

Bruno Nascimento da Silva (PT) – 44 votos

Maria Rosângela da Silva Machado (PT) – 13 votos

Maria das Graças Venceslau Moura (PT) – 5 votos

Antonio José Lopes Rocha Junior (PT) – 84 votos

João Batista Mendes da Silva (PT) – 3 votos

Rosemberg da Silva Araújo (PT) – 1 voto

Maria Ellane Valdevino de Lima (PT) – 2 votos

Charles da Silva Fernandes (PT) – 19 votos

Luciano Bezerra Procópio (PPS) – 2 votos

Gurjão

Lucio Jose de Farias (PSC) – 4 votos

Itabaiana

Vital Rodrigues de Melo (PTB) – 1 voto

Ladjane Pascoal Gomes de Oliveira (PMDB) – 40 votos

Itatuba

Maria Emilia de Ataide Andrade (PMDB) – 2 votos

João Pessoa

Adriano Gouveia de Souza (PT) – 5 votos

Eduardo Barreto Cordeiro (PSL) – 215 votos

Pedro Severino de Sousa (PSDB) – 116 votos

João Fernandes da Silva Filho (PTdoB) – 113 votos

Lagoa de Dentro

Risolene Serafim Clementino (DEM) – 1 voto

Joelson Soares dos Santos (PRP) – 1 voto

Lagoa Seca

Célia Virginio dos Santos Bonfim (PSDB) – 31 votos

Mamanguape

Pedro Tavares da Silva (PP) – 2 votos

Mari

Paulo Castor dos Santos (PP) – 4 votos

Maria Jose Martins dos Santos (PPS) – 27 votos

Severino Manoel Cleodon Filho (PPS) – 19 votos

Allan Cunha da Silva (PSD) – 4 votos

Massaranduba

Erinalda de Souza Monteiro (PP) – 250 votos

Mataraca

Jonas Barbosa da Silva (PMDB) – 1 voto

Mogeiro

Ailton Marques da Silva (PSC) – 352 votos

Monteiro

Roberto Feitosa dos Santos (PSL) – 1 voto

Adriano José Santos da Silva (PSL) –  24 votos

Belmiro Alves da Nóbrega Júnior (PSL) – 5 votos

João Bosco Soares da Silva (PSL) – 33 votos

Antonio Fabiano da Silva (PSL) – 10 votos

Luiz Carlos Pereira Remígio (PSL) – 372 votos

Danilo Damião Bezerra da Silva (PHS) – 4 votos

Christianne Sinésio Leal (PHS) – 407 votos

José Juvenil da Silva (PSDB) – 4 votos

Pedras de Fogo

Antonio da Silva Oliveira (PTB) – 322 votos

Cosmo Francisco dos Santos (PTN) – 11 votos

Piancó

Francinete Leite da Silva (PPS) – 3 votos

Pocinhos

Maria do Socorro Apolinario Gomes (PSB) – 2 votos

Poço de José de Moura

Joaquim Bezerra Batista (PSB) – 1 voto

Prata

Marcel Nunes de Farias (PSDB) – 203 votos

Puxinanã

Patrick Raniery de Albuquerque Diniz  (PPS) – 309 votos

Severino dos Ramos Santos do Nascimento (PTdoB) – 3 votos

Queimadas

Francisco Cordeiro Gomes (PTN) – 285 votos

Riacho de Santo Antônio

Jheymson Cleyton Fernandes de Lima (PMDB) – 70 votos

Santa Cecília

Regilma Alves Cabral (PDT) – 82 votos

Santa Helena

Maria Aparecida de Oliveira (PMDB) – 1 voto

Santa Rita

Camila Macena do Nascimento (PTN) – 1 voto

Clovis Alves de Oliveira Filho (PR) – 2 votos

Rinaldo Elias Pereira Junior (PSDC) – 1 voto

Aglailson da Silva Araujo (PRP) –  2 votos

São Bento

Elizeu Marques dos Santos (DEM) – 2 votos

São João do Rio do Peixe

Regina Dantas Alves (PMDB) – 1 voto

Suenia Ricarte Bezerra (PMDB) – 1 voto

São João do Tigre

Jussara Campos Cavalcanti (PP) – 1 voto

São José de Espinharas

Tayza Kelle Lopes de Morais (PSB) –  3 votos

Sapé

Jose Severino da Silva Filho (PPS) – 70 voto

Júnior Lourenço da Silva (PPS)- 28 votos

Alexandre Soares Siqueira (PPS) –  3 votos

Garibaldi de Souza Pessoa (PTdoB) – 95 votos

Sobrado

Laercio Dias de Oliveira (PP) – 30 votos

Solânea

Luciana Bernardino Gomes (PDT) – 30 votos

Sossego

Gerailson Pereira dos Santos (PSC) – 146 votos

Sousa

Rafael Estrela de Oliveira (PPL) – 2 votos

Edson Natanael Fernandes Duarte (PTdoB) – 3 votos

Taperoá

Jose Humberto de Sales (PT) – 89 votos

Triunfo

Geraldo Viana da Silva (PRP) – 1 voto

Alberto Candido de Sousa (PROS) – 2 votos

Umbuzeiro

Maria Eliene da Silva (PSB) – 65 votos

Zabelê

Jose Inaldo da Silva Alves (PTdoB) – 4 votos

blogdogordinho

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Maioria do eleitorado paraibano é feminino e quase 1/3 é constituído de analfabetos

tituloAs mulheres são maioria no eleitorado paraibano. Dos 2.889,680 eleitores, de acordo as estatísticas sobre o eleitorado do estado foram divulgadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), 1.524,145 são mulheres. O eleitorado feminino supera em 158.610 os de eleitores masculinos.

Ainda de acordo com dados do TR E, a maioria do eleitorado Paraíba é constituída, em sua maioria, por pessoas solteiras. Ao todo, 1.719,000 contra 994.112 casadas, 81.437 divorciadas, 18.607 separados e 414 pessoas não informaram a situação do registro civil.

A estatística aponta ainda que a maioria do eleitorado estadual ou é analfabeta (249.406) ou apenas sabe ler e escrever (554.140). O número total (803.546) corresponde 1/3 do eleitorado.

Os eleitores que não concluíram o 1º grau somam 130.857 eleitores. Os que têm o 2º grau incompleto são 365.020 eleitores. Já os que concluíram o segundo grau são 488.363. O número de eleitores que não concluíram o terceiro grau são 125.752 contra 205.469 de que terminaram o nível superior. Outros 389 eleitores não informaram o grau de escolaridade.

estatisticas

clickpb

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Vagas para alunos cotistas já são maioria em 63 universidades federais

Leonardo Wen/Folhapress
Leonardo Wen/Folhapress

As 63 universidades federais do país já oferecem mais vagas para cursos de graduação por sistema de cotas e ações afirmativas do que pelo formato de concorrência comum.

Este foi o primeiro ano em que a reserva para estudantes de escolas públicas superou o porcentual aberto à ampla disputa, dominado historicamente por alunos oriundos de unidades particulares de ensino.

O aumento foi impulsionado pela Lei 12.711, a chamada lei de cotas. Sancionado e regulamentado em 2012, o texto previa que gradualmente as universidades passassem a destinar vagas para cotas até que, ao fim de quatro anos, o porcentual atingisse 50% com base em critérios sociais e raciais.

No primeiro semestre de 2016, foram ofertadas 114,5 mil vagas reservadas (51,7%), ante 113 mil de disputa livre (48,3%). Em 2013, a proporção destinada a cotas estava em 33,4%.

O cumprimento da meta dos 50%, no entanto, ainda não significa que metade dos alunos atualmente matriculados nas universidades tenha vindo da escola pública. Relatório da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) mostrou que as federais tinham, em 2014, 939 mil estudantes, dos quais 305 mil, ou 32,55%, haviam entrado por meio de cota.

A expectativa é de que a reserva para cotas continue aumentando nos próximos anos. Em 2022, está prevista uma revisão do texto, que nasceu com argumento de política provisória.

Especialistas em Educação elogiaram o cumprimento da meta e ressaltaram o papel da inclusão para a representatividade, mas pediram atenção às formas de apoio e assistência a alunos que usam a reserva, dos quais metade é de baixa renda.

“As universidades federais são onde se forma a elite intelectual, empresarial e política do país. Então, uma universidade mais com a cara do Brasil, representada por negros e pessoas de baixa renda, ajuda a formar uma elite mais consciente”, disse o professor da Uerj (Universidade Estadual do Rio) André Lázaro. “De outra forma, um conjunto de questões relevantes para a nação acaba se perdendo por esse público não dispor de uma inteligência formada na linguagem do ensino superior.”

Lázaro pede que um formato de avaliação seja instituído mais claramente para que em 2022 possa ser feita uma avaliação dos efeitos da lei. Hoje, diferentes pesquisadores conduzem análises sobre a medida. Um deles é o coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, Naercio Menezes Filho, que analisou notas do Enem de beneficiados por cotas.

O estudo mostra que a reserva de vagas não provocou queda relevante na nota mínima nem média de entrada nas instituições de ensino. “Há muita gente de escola pública na disputa. Então, os aprovados acabam entre os 10% com melhor desempenho. As cotas parecem muito boas, porque aumentam a representatividade sem diminuir muito a nota.”

O estudante Hasani dos Santos, de 22 anos, está no último ano de Ciências Sociais na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). É o primeiro da família a entrar em uma universidade.

“Minha visão de ascensão sempre foi com o trabalho, nunca tive perspectiva de fazer universidade.” Para ele, cotistas favorecem a pluralidade.

Estadão

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Redes sociais dos candidatos estão na mira da Justiça Eleitoral e já representam maioria das ações

redes-sociaisAs redes sociais são o maior alvo das ações na Justiça Eleitoral para remoção de conteúdo, segundo levantamento feito pela Fundação Getulio Vargas. O estudo, que considerou 484 processos abertos nas eleições de 2014, em todo o país, indicou que 56,9% das demandas visavam postagens em espaços como Facebook, Twitter e Youtube. Segundo os dados preliminares divulgados hoje (26), os blogs vêm em seguida como alvo preferencial das ações (12%), depois as páginas da administração pública direta (11,4%) e os portais de notícias (9,7%).

Em caráter liminar, 66% das ações propostas foram deferidas, pelo menos parcialmente. Nas sentenças, o índice de deferimento se reduz ligeiramente e fica em 62%. Enquanto nos acórdãos, quando o caso é apreciado por um grupo de magistrados, o índice de aceitação dos pedidos de remoção de conteúdo é de 58%.

A maior parte das ações foi iniciada por partidos ou coligações (46,7%) e, em seguida, estão as demandas feitas diretamente por candidatos (30,3%) e pela imprensa (22,8%). A maior parte dos réus nos processos eram os próprios candidatos (43,6%), depois as pessoas físicas, com 17,7% e os provedores que oferecem plataforma ao conteúdo (14,6%).

Os dados que compõem a pesquisa foram coletados a partir de todos os processos disponibilizados online pelos tribunais regionais eleitorais das 27 unidades da federação e pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Cerceamento

Segundo a coordenadora do estudo, a professora Mônica Guise, alguns reclamantes vão além do simples acionamento da Justiça e tentam complicar a vida dos autores do conteúdo indesejado. “Verificamos que, em alguns estados, existe uma estratégia processual de, ao invés de pedir tudo em uma única ação, o que seria perfeitamente possível, o autor bombardeia o réu com 20, 30 ou 40 ações e cada ação pedindo uma questão específica, em que pese o conflito ser o mesmo. A gente entende que essa é uma estratégia processual, porque de fato é um grande pepino para quem está na outra ponta”, destacou.

Esse tipo de procedimento é, na opinião da especialista, uma forma de impedir a publicação de opiniões contrárias ao autor das ações. “Me preocupam cada vez mais as estratégias e ferramentas que têm sido usadas de forma cada vez maior para de fato censurar e não deixar publicar”, acrescentou.

Um dos autores da página humorística Sensacionalista, Nelito Fernandes, contou já ter sofrido esse tipo de ataque judicial, quando mantinha uma coluna no jornal Extra, do Rio de Janeiro. Na ocasião, Fernandes disse ter publicado uma charge em que sugeria a criação de um cartão especial para pagar propina a policiais, satirizando fatos noticiados à época.

Como reação, foi alvo de uma enxurrada de processos. “Dois mil e trezentos policiais militares entraram com ações individuais. O jornal não perdeu nenhuma, mas a defesa custou R$ 1 milhão. E eu tive de ir mais de 300 vezes a audiências. Então, isso já é um cerceamento. Eu nem preciso dizer que, ao final disso, apesar da gente não ter perdido nenhuma ação, eu perdi a coluna”, contou.

Atualmente, no Sensacionalista, Fernandes disse não se furtar a fazer críticas a nenhum grupo ou pessoa, mas manter a atenção voltada à repercussão nas redes. De acordo com Martha Mendonça, outra autora da página, críticas de internautas podem fazer com que o conteúdo seja repensado. “Uma coisa é fazer humor, outra coisa é fazer humor nas redes sociais. É uma situação em que você tem retorno absolutamente imediato. E a gente, às vezes percebe, pelo retorno, que a gente mandou mal”, acrescentou.

A equipe, no entanto, mantém uma linha editoral em que evita fazer piadas que possam agredir grupos historicamente desprivilegiados ou com conteúdo ofensivo, de racismo, machismo ou homofobia. “A gente gosta de falar mal do opressor, não do oprimido”, disse Martha.

Agência Brasil

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Mais de mil vereadores disputam reeleição na PB e maioria dos candidatos é agricultor

urna-eletronicaAs eleições municipais deste ano na Paraíba trarão novamente vários nomes já conhecidos pela população. Dos 2.201 vereadores, distribuídos nos 223 municípios do estado, ao menos 1.082 tentarão a reeleição, de acordo com dados Tribunal Superior Eleitoral.

Esse número pode ser ainda maior, já que alguns dos candidatos divulgam outra ocupação no pedido de registro de candidatura, como é o caso do vereador de João Pessoa Lucas de Brito, que se identificou com advogado.

A profissão mais registrada pelos postulantes às vagas nas Câmaras Municipais foi a de agricultor. Ao todo são 1.975 agricultores, o que representa 32,76% dos candidatos.

Além de vereadores e agricultores, outra profissão que apresenta elevado percentual de candidatos é a de comerciante com 842 (13,97%) representantes da categoria na disputa.

Outro destaque são para os servidores públicos. Ao menos 792 concorrem neste pleito, o que significa 13,14% dos candidatos. As demais profissões são representadas por 1.338 candidatos (22,19%).

blogdogordinho

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Número de jovens no ensino superior aumenta; maioria ainda é branca e rica

vestibular1Os jovens de 18 a 24 anos que frequentam ensino superior no Brasil somavam 58,5% do total de estudantes nessa faixa etária em 2014. O percentual é 25 pontos percentuais maior que o de dez anos antes. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que, em 2004, esse número era de 32,9%.

Os dados da pesquisa do IBGE foram calculadas com base no número de estudantes, e não no total de jovens – o que incluiria também os que não estudam. Apesar de o IBGE destacar a tendência de democratização do ensino superior nos últimos dez anos, os dados indicam que os estudantes brancos e da parcela mais rica da população ainda são maioria nas universidades do país.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

De acordo a pesquisa, em 2004, 54,5% dos estudantes do ensino superior na rede pública pertenciam à parcela 20% mais rica da população brasileira – com renda média por pessoa da residência de R$ 2,9 mil. Dez anos depois, esse grupo ocupava 36,4% das vagas nas universidades públicas.

Já a proporção de estudantes pertencentes ao quinto mais pobre da população, com renda per capita média de R$ 192, era 1,2% em 2004 e chegou a 7,6% dos alunos de faculdades públicas em 2014.

 

 

Agência Brasil

Maioria dos pilotos com depressão esconde doença das empresas

cabineA maioria dos pilotos que sofrem de depressão oculta a doença das companhias e das autoridades aéreas, segundo um estudo divulgado hoje (5) pelo jornal alemão Bild. O problema veio à tona após a queda do avião da Germanwings, com 150 pessoas a bordo, no último dia 24, na região dos Alpes franceses.

O copiloto da companhia, Andreas Lubitz, que teria deliberadamente derrubado avião, que fazia a ligação entre Barcelona (Espanha) e Dusseldorf (Alemanha), sofria de depressão e, segundo a investigação em curso, fez buscas na internet sobre métodos de suicídio na véspera da viagem.

Segundo o estudo divulgado pelo Bild, o caso de Andreas Lubitz não é único entre os pilotos, que procuram esconder os problemas de saúde dos seus superiores. A análise, do diretor do Departamento de Medicina da Organização Civil Internacional da Aviação, Anthony Evans, datada de novembro de 2013, revela a existência de déficits graves no acompanhamento dos pilotos em matéria de saúde mental.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

De acordo com o estudo, cerca de 60% dos pilotos que sofrem algum tipo de depressão decidem continuar a voar sem comunicar aos empregadores. Com base na análise de 1.200 casos de pilotos com depressão, o trabalho de Evans revela que cerca de 15% dos profissionais optam por tratar-se em segredo com medicamentos que conseguem por seus próprios meios, e apenas 25% declaram ao empregador que está fazendo tratamento.

O estudo resulta da observação de casos entre 1997 e 2001, informa o Bild, que destaca ainda a enorme pressão a que são submetidos os pilotos e o fato de um diagnóstico de depressão implicar seu afastamento do serviço.

A investigação alemã sobre queda do avião da Germanwings revelou que Lubitz fez, há alguns anos, antes de receber a licença de piloto, tratamento psicoterapêutico por ter tendências suicidas.

Nas buscas à casa do copiloto e dos pais foi descoberto que Andreas Lubitz estava em tratamento e que tinha um atestado médico para o dia da catástrofe, que não tinha comunicado à companhia.

Fonte: Agência Brasil

Maioria rejeita impeachment de Dilma

dilmaA recente pesquisa Datafolha, divulgada no início do mês, atiçou delírios golpistas da mídia e da oposição ao mostrar queda pronunciada da aprovação a Dilma Rousseff. Apesar dos números negativos para a presidente, porém, essa pesquisa vem levando os derrotados (assumidos e enrustidos) na eleição presidencial do ano passado a cometerem vários erros de avaliação.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Para entender a questão, há que lembrar que o assunto impeachment de Dilma Rousseff começou a ser discutido na mídia enquanto as urnas ainda estavam sendo apuradas no dia 26 de outubro do ano passado; na Globo News, por exemplo, o colunista de O Globo Merval Pereira já cogitava depor uma presidente que as projeções já davam como reeleita. A jornalista Renata Lo Prete teve que lembrá-lo de que a vitória dela era indiscutível.

 

Pode-se dizer que praticamente não houve semana, desde a reeleição da presidente da República, em que não se tenha falado ou escrito na grande mídia sobre seu impeachment. Com a divulgação da pesquisa Datafolha sobre sua queda estrondosa de popularidade em janeiro (de 42% de bom e ótimo em dezembro para 23% no início deste mês), o golpismo passou a considerar que isso significaria sinal verde da população para o impeachment.

O historiador tucano Marco Antonio Villa chegou a dizer, na rádio Jovem Pan, que a pesquisa mostraria que a população quer a derrubada da presidente.

 

Parece ou não um camelô vendendo alguma bugiganga? Contudo, essa história de que a população apoia o impeachment saiu da cabeça dele. Não há elementos para tal afirmação.

Senão, vejamos: com tanta discussão sobre impeachment iniciada imediatamente após a presidente se reeleger, em nenhum momento foi feita uma pesquisa de opinião sobre o que os brasileiros pensam de ser retirado o mandato que deram pela segunda vez a ela.

Mídia e oposição também se enganam quanto à rejeição a Dilma detectada pela pesquisa Datafolha no início deste mês. Se em dezembro ela tinha 42% de bom e ótimo, no início de fevereiro teve 23%. Ok, porém esses 19 pontos percentuais que ela perdeu em sua popularidade por certo saíram de um setor da sociedade que votou nela.

Ainda que mal pergunte: alguém consultou os brasileiros que votaram ou não em Dilma sobre se aceitam que seu mandato popular seja retirado? Com toda essa discussão sobre o impeachment, por que, até aqui, nenhum instituto de pesquisa sondou a opinião pública sobre o impeachment?

Silêncio…

Mas será que nenhuma pesquisa sondou mesmo a opinião popular sobre o impedimento da presidente? Apesar de os institutos de pesquisa não registrarem a pergunta, o que os impediria os pesquisadores de campo de fazê-la sem registrar no formulário oficial?

Sabe-se que só pesquisas registradas podem ser divulgadas, mas se os institutos de pesquisa detectassem informalmente apoio explícito da sociedade ao impeachment de Dilma, uma outra pesquisa seria feita em seguida incluindo esse tema no formulário oficial. E como fica difícil acreditar que ninguém tenha pesquisado essa questão que vem sendo tão discutida, o que se pode inferir é que mesmo quem passou a considerar o governo Dilma ruim ou péssimo (44%, segundo o Datafolha) nem por isso aceita que seu mandato seja retirado.

Os tucanos e a mídia a quem eles servem sabem disso, a mídia sabe disso, Merval Pereira ou Reinaldo Azevedo sabem disso, o PT sabe disso e a própria presidente da República sabe que os que votaram nela e agora mudaram de opinião, nem por isso aceitam que seja derrubada.

E não é só. A maioria de 54% dos eleitores brasileiros votou contra o PSDB. Apesar do ânimo da oposição midiática com a reprovação que parte desse eleitorado passou a fazer à presidente, quem garante que essa parte da sociedade que mudou de opinião quer trocar Dilma por Aécio ou por qualquer outro tucano, ou mesmo por Marina Silva?

Em primeiro lugar, apesar de não haver dados científicos, é lícito supor que esses 44% que (segundo o Datafolha) passaram a rejeitar Dilma sejam compostos, em boa parte, por setores de esquerda que rejeitam muito mais o PSDB e que votaram em Dilma justamente para evitar a volta dos tucanos ao poder.

Um bom indicativo disso reside em declaração recente da última candidata pelo PSOL a presidente, Luciana Genro. A filha do ex-governador petista Tarso Genro é uma das críticas mais ferozes do PT, mas, assim mesmo, há poucos dias repudiou com veemência a tese de derrubar a presidente constitucional do país via impeachment.

Ou seja, a rejeição ao impeachment pode ser maior do que a votação que Dilma teve em 26 de outubro, já que até quem não votou nela rejeita sua deposição.

Com a profunda indisposição de boa parte da sociedade com o governo Dilma e com o PT, não se pode descartar a possibilidade de, a qualquer momento, haver apoio popular ao impeachment, mas, até aqui, a omissão dos institutos de pesquisa em consultarem a sociedade sobre impeachment sugere que consultas informais foram feitas e não deram o resultado esperado.

Quanto à aparente certeza da direita de que o seu novo “golden boy”, Aécio Neves, ou qualquer outro tucano se beneficia eleitoralmente da rejeição de Dilma, é discutível. Com uma nova eleição em caso de impedimento da presidente da República, o risco que a direita corre é que os 54% que rejeitaram o PSDB corram para outra candidatura, talvez até mais à esquerda.

Como estamos no campo das inferências, dizer que a maioria rejeita o impeachment de Dilma é tão válido quanto dizer que apoia. Aliás, é mais válido, já que não há explicação para essa pergunta ainda não ter sido feita aos eleitores apesar de a mídia e a oposição não falarem de outra coisa desde 26 de outubro do ano passado.

 

brasil247