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Dois policiais militares são expulsos e um é afastado por má conduta na Paraíba

Dois policiais militares foram expulso e um foi licenciado por desvios de conduta e irregularidades que são incompatíveis com a profissão. As exclusões e afastamento dos policiais militares foram publicados no Diário Oficial do Estado da Paraíba (DOE) do dia 10 de abril. Em um dos casos, de acordo com a publicação, um policial foi expulso da PM por violência sexual contra mulheres.

Ainda de acordo com as portarias assinadas pelo comandante-geral da Polícia Militar, Euller Chaves, em todos os processos de exclusão e afastamento foram obedecidos os direitos ao contraditório e à ampla defesa. Todos os procedimentos obedeceram um inquérito administrativo.

No primeiro caso, o soldado René, foi expulso da PM após a constatação de “comportamentos intencionais carregados de imoralidade e antiéticos numa tendência clara e manifesta de cometer violência sexual contra mulheres, inclusive chegando ao ponto de atingir a liberdade sexual das suas vítimas”. Segundo o comandante da PM, ações que não se coadunam com os valores basilares da Policial Militar.

No segundo caso de exclusão publicado no DOE de 10 de abril, o sargento Batista foi excluído, como sanção administrativa pelos crimes de prevaricação, uso de moeda falsa, furto e tentativa de homicídio. Além da punição administrativa, o policial deve responder na criminal, conforme o Código Penal, pelos delitos identificados.

Por sua vez, a motivação do licenciamento do soldado Nóbrega não foi detalhada, embora o comandante-geral da Polícia Militar tenha explicado que os procedimentos revelaram o profundo abismo e descompasso entre suas condutas e os ditames legais que regem os policiais militares deste Estado, projetando e enfatizando atitudes inadequadas, impróprias e contrárias à honra pessoal, ao pundonor policial-militar e ao decoro da classe.

G1

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Escrivã da polícia é morta durante depoimento de acusado de estupro no MA

A escrivã da Polícia Civil Loane Maranhão Silva Thé, 32, morta a facadas
A escrivã da Polícia Civil Loane Maranhão Silva Thé, 32, morta a facadas

A escrivã da Polícia Civil Loane Maranhão Silva Thé, 32, foi morta a facadas enquanto colhia depoimento de um homem acusado de abusar e estuprar as filhas dele, de 17 e 20 anos, na cidade de Caxias (a 361 km de São Luís), nesta quinta-feira (15).

Loane estava sozinha em uma das salas da Delegacia da Mulher para tomar o depoimento do gari Francisco Alves Costa, 43, quando ele puxou a faca que estava escondida na roupa e atacou a escrivã.

Aos ouvir os gritos de Loane, a investigadora Marlene Almeida tentou socorrer a colega e foi também atingida pelos golpes de faca, mas não morreu. Ela está internada no Hospital Regional de Caxias e não corre risco de morrer.

A escrivã ainda chegou a ser socorrida, mas morreu antes de dar entrada no Hospital Regional de Caxias.

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Loane trabalhava na Delegacia da Mulher de Caxias havia quatro anos e era natural de Teresina. O corpo dela está sendo velado na central de velórios Pax União, localizada em Teresina. O enterro será às 8h desta sexta-feira (16).

Após matar a escrivã e golpear a outra policial, Costa conseguiu fugir, mas foi preso próximo à rodoviária de Caxias, localizada no bairro Vila Lobão.

Ele foi autuado em flagrante e está preso na delegacia regional de Caxias.

O superintendente de Polícia Civil do Interior, Jair Paiva, afirmou que só estavam na delegacia a escrivã e a investigadora. Não se sabe porque elas não observaram que o homem estava portando uma faca.

Segundo o superintendente, o acusado disse que não teve a intenção de matar a escrivã, mas atacou-a porque notou que ia ficar preso.

“Ele não sabia que tinha sido denunciado pelas duas filhas e quando foi informado da ocorrência contra ele puxou a faca da calça e esfaqueou a escrivã.”

 

Aliny Gama

Horror em Pedrinhas pode destronar clã Sarney no MA

ROSEANA-SARNEY-CARDOZO-2014-678.jpg-size-598Uma crise na área de segurança pública pode comprometer a reeleição de qualquer governante em ano eleitoral. Em 1992, o massacre no presídio paulista do Carandiru, uma rebelião que terminou com 111 detentos mortos, tornou-se marca indelével na trajetória do então governador Luiz Antonio Fleury Filho, que hoje amarga o ostracismo político. Neste ano, a grande questão no cenário eleitoral do Maranhão é se as mortes bárbaras ocorridas dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas – com decapitações e esquartejamentos – e fora dele, com ônibus incendiados e uma menina e seis anos queimada viva, terão impacto para destronar um grupo político que governa o Estado há mais de meio século.

Os três candidatos de oposição à governadora Roseana Sarney (PMDB), filha do senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB), são ligados ao Judiciário e a bandeiras dos direitos humanos. O mais conhecido deles é o ex-juiz e ex-deputado Flávio Dino (PCdoB), atual presidente da Embratur, que tentou unificar os partidos de oposição à gestão Roseana numa votação plebiscitária “anti-Sarney”. Também deverão concorrer a deputada estadual Eliziane Gama (PPS) e o advogado Luis Antonio Pedrosa (PSOL). Os dois presidem comissões de Direitos Humanos no Maranhão – ela na Assembleia Legislativa, ele na seção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A família Sarney pretende lançar na disputa Luis Fernando Silva (PMDB), atual secretário de Infraestrutura de Roseana. A governadora conta com o apoio do PT, que indicou o vice-governador e tem secretarias no primeiro escalão. Porém, no próprio PT a questão é controversa. Desde 2010, parte do diretório estadual não aceita o acordo com a família Sarney, mas a ordem vem de cima: a presidente Dilma Rousseff exige a manutenção da aliança – com apoio dos Sarney, ela obteve 79% dos votos no Maranhão na eleição passada. Quando a crise no sistema prisional se amplificou, Dilma se apressou em socorrer os Sarney: enviou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ao Maranhão. A incursão de Cardozo, que apareceu nas imagens de TV ao lado de Roseana anunciando uma parceria vaga entre os governos federal e estadual, ajudou a aplacar a crise e tirar o Maranhão do noticiário nacional.

“O PT hoje é nosso parceiro, tanto nacionalmente como no Estado”, afirma o líder do PMDB na Assembleia Legislativa, deputado estadual Roberto Costa. “A possibilidade de reeditar a aliança é muito forte.” Costa diz que a candidatura de Luis Fernando Silva terá ainda os apoios de DEM, PTB, PSD, PV e uma série de legendas nanicas.

Trio – Por causa da intervenção da direção nacional do PT na disputa em 2010, o comunista Flávio Dino afirma que não mobilizará a estrutura do PCdoB pelo apoio dos petistas. “Tem que deixar o PT decidir no tempo dele, já que a decisão é nacional mesmo. Se o PT vier, vai ser muito bem-vindo”, diz ele. “É uma contradição absoluta um partido que se autodenomina dos trabalhadores apoiar o último dos coronéis brasileiros.”

Em sua conta, Dino soma o apoio dos partidos Solidariedade, PDT, PP, Pros e o PTC, do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda, cuja candidatura foi apadrinhada por ele. Em uma jogada que interfere na disputa presidencial no Maranhão, Dino prometeu ao vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB), a vaga na chapa para disputar o Senado.

Riqueza – Roseana afirmou em entrevista coletiva que o Maranhão “vai muito bem” e que uma das explicações para a crise violenta é que “o Estado está mais rico”. O governo maranhense comemorou no ano passado ter ultrapassado, por 17 reais, o pior PIB per capita do país, ostentado agora pelo Piauí (7.835 reais). Agora o Maranhão é o segundo pior (7.852 reais). Roseana desgastou mais sua imagem ao vir à tona a informação de que ela iniciou a compra de lagostas, uísque e caviar para o buffet do Palácio dos Leões. Das janelas do prédio histórico, a governadora assistiu a uma passeata que pedia “a devolução do Maranhão” – seguida de um pedido de impeachment protocolado por advogados que militam em ONGs de Direitos Humanos.

“A violência é lamentável, mas há uma ligação direta entre o que acontece dentro e fora da penitenciária com o sistema político implantado, que está totalmente comprometido com o patrimonialismo”, critica Dino.

De 2010 a 2013, os homicídios em São Luís e na Região Metropolitana aumentaram 62% – de 499 para 807 casos, no ano passado. O crack invadiu o interior do Estado (39 cidades declaram ter nível alto de problemas pelo consumo da droga, segundo a Confederação Nacional dos Municípios). A violência tira a tranquilidade do hábito nordestino de sentar na frente de casa para prosear com os vizinhos à tarde.

O funcionalismo público, principalmente no setor da Segurança, reclama da falta de estrutura e principalmente de pessoal. O governo tenta concluir um concurso aberto em 2012 para 2.400 vagas de policiais militares e civis. Em meio à onda de violência, a gestão Roseana passou a exibir na TV uma propaganda em que apresenta como inovação uma central de videomonitoramento instalada no segundo semestre de 2013, em São Luís.

O sindicato dos agentes penitenciários (Sindspem) reclama aponta a terceirização como o fator que fragilizou a segurança e permitiu a barbárie no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. O governo maranhense contratou duas empresas para controlar os presídios, a VTI Tecnologia da Informação e a Atlântica Segurança Técnica – que tem como representante Luiz Carlos Cantanhede Fernandes, sócio do marido da governadora, Jorge Murad, em outra empresa.

O clã Sarney também enfrenta dificuldades em negociações com parlamentares aliados. No ano passado, Roseana perdeu o ex-delegado e deputado estadual Raimundo Cutrim, que se rebelou da base e migrou direto para a oposição – no caso, o PCdoB. A insatisfação com o valor de emendas parlamentares no “bloquinho”, um grupo minoritário de deputados que não aderiram oficialmente à situação nem à situação, atrasou a votação do Orçamento de 2014 na Assembleia Legislativa.

Até a crise chegar ao Palácio dos Leões, em janeiro, o plano de Roseana era disputar uma cadeira no Senado, o que a obrigaria a deixar o governo até o começo de abril, prazo exigido pela Lei Eleitoral. Mas os planos estão parados. “Existe uma indefinição por parte dela”, diz Roberto Costa, líder do seu partido na Assembleia. Ainda é cedo para dimensionar o tamanho do desgaste provocado pela selvageria de Pedrinhas no capital eleitoral dos Sarney. Mas já é possível afirmar, segundo políticos maranhenses e assessores do Palácio do Planalto, que o grupo enfrentará sua mais complicada eleição em décadas de hegemonia.

veja

ONU pede que Brasil investigue violência e mortes em presídio do MA

onibusA Organização das Nações Unidas (ONU) pediu que o Brasil apure as violações de direitos humanos e atos de violência que ocorreram nos presídios do Maranhão, em especial no Complexo de Pedrinhas.

Em comentário sobre a situação, o Alto-Comissariado de Direitos Humanos da ONU expressou preocupação com imagens divulgadas pelo jornal “Folha de São Paulo”, que mostram presos decapitados dentro da penitenciária, que fica em São Luís, capital do Maranhão.

“Pedimos às autoridades brasileiras que realize imediata, imparcial e efetiva investigação dos eventos, para apurar e encontrar os responsáveis”, informou o Alto-Comissariado. “Pedimos às autoridades para que façam imediatamente ações buscando restaurar a ordem” no Complexo de Pedrinhas, acrescentou o órgão.

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A assessoria do Alto-Comissariado de Direitos Humanos da ONU diz que não divulgou nota a respeito do tema, apenas respondeu a um questionamento feito pelo jornal “Folha de São Paulo” em relação à violência em Pedrinhas.

A ONU acrescentou que ficou “perturbada” com o relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgado em dezembro de 2013 que apontou que, no ano passado, 59 presos foram mortos dentro do presídio, devido a  uma série de rebeliões e confrontos entre facções criminosas dentro do complexo, que fica na capital, São Luís.

O Alto-Comissariado defendeu que o Brazil adote meios urgentes para pôr em prática operacionalmente o Sistema Nacional de Combate e Prevenção à tortura, anunciado em 2013.

No dia 30 de dezembro, após vistoria realizada em Pedrinhas, um relatório do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ) expôs casos de desrespeito aos direitos humanos. Estupros de mulheres parentes dos detentos estariam acontecendo durante as visitas dentro da unidade prisional.

Onda de atentados
Após a divulgação do relatório do CNJ, o governo fez uma ação nos presídios, buscando diminuir as mortes e a violências. No mesmo dia, 3 de janeiro, uma onda de ataques começou nas ruas: ônibus foram incendiados na capital e delegacias foram alvo de ataques na Região Metropolitana de São Luís. O secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes, disse que os ataques foram ordenados por detentos do presídio de Pedrinhas.

Cinco pessoas ficaram feridas por conta dos ataques a ônibus  A menina Maria Clara, de 6 anos, não resistiu às queimaduras que sofreu durante o incêndio a um dos coletivos e morreu na manhã de segunda-feira (6). Ela teve mais de 90% do corpo queimado no ataque.

Na quinta-feira (2), mais outros dois presos foram  encontrados encontrados mortos em Pedrinhas.

Para tentar ajudar o Maranhão, o governo federal ofereceu 25 vagas em presídios federais para transferir os chefes das facções criminosas que estão no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Ao todo, 16 pessoas foram detidas entre domingo e a manhã desta segunda-feira (6) suspeitas de participação nos ataques a ônibus e delegacias em São Luís.

g1

Desgastado com má fase, Abel Braga deixa o comando do Fluminense

abelbragaDepois de dois anos, um mês e 21 dias, Abel Braga não é mais o técnico do Fluminense. Após a derrota para o Grêmio, por 2 a 0, em Porto Alegre, a diretoria tricolor se reuniu com o treinador e chegou a um acordo sobre sua saída.

 

Vendo a atual situação, o próprio técnico concordou com a mudança. Sem multa rescisória, Abel Braga irá assinar sua rescisão nas Laranjeiras e já até se despediu de seus jogadores no hotel onde o clube ficou hospedado na capital gaúcha.

 

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A confirmação da saída do técnico devera ser oficiliazada em poucas horas, quando a delegação desembarca no Rio de Janeiro, no Aeroporto do Galeão.

 

Após confirmar o desligamento do treinador, a diretoria do Fluminense segue para se reunir e decidir quem será o novo comandante da equipe. Para a partida contra o Cruzeiro, na quarta-feira, Marcelo Veiga, treinador das categorias de base, deve assumir interinamente. Junto com Abel Braga, seus principais integrantes da comissão técnica como o auxiliar Leomir de Souza e o preparador físico, Cristiano Nunes, devem deixar as Laranjeiras.

 

Brasileiro Série A 2013

10ª rodada

Times P J
15 Flamengo 10 9
16 Atlético-PR 10 9
17 Fluminense 9 9
18 São Paulo 9 11
19 Náutico 7 9

A tendência é que até o fim desta semana o time tricolor anuncie seu novo treinador. Vanderlei Luxemburgo é o preferido do presidente da parceira e patrocinadora do Flu, Celso Barros. Porém, o nome de Luxemburgo encontra resistência dentro da diretoria, que pensa em um treinador mais motivador para tirar clube da incômoda situação em que se encontra, e o ex-técnico do Grêmio, segundo o clube, não se encaixa nestes quesitos.

 

Assim, o favorito para assumir o comando técnico é Cristovão Borges, atual treinador do Bahia e ex-Vasco. Porém, procurado após a derrota no clássico, Cristovão não quis abrir negociações, por Abel Braga ainda não ter sido demitido. Porém, quando confirmar a saída, o clube voltará seus esforços mais uma vez para ter Cristovão.

 

Outro nome que ganha força entre alguns integrantes da diretoria é do ex-técnico do São Paulo, Ney Franco. O treinador já até conversou com o Celso Barros e se mostrou interessado em assumir o projeto traçado. De férias, Ney Franco está no Rio de Janeiro com sua família, onde possui uma residência na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

 

Esta foi a segunda passagem de Abel pelo Tricolor das Laranjeiras, a primeira foi em 2005. Ao todo, o treinador comandou o Fluminense em 216 jogos, sendo 113 vitórias, 44 empates e 59 derrotas. Pelo clube, ele conquistou três títulos: o Campeonato Carioca (2005 e 2012) e o Campeonato Brasileiro (2013).

 

Após a rodada de domingo, o Fluminense entrou na zona de rebaixamento. O clube é o 17º colocado no Campeonato Brasileiro e vai encarar o Cruzeiro já na próxima quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Maracanã.

Terra

Deputado do MA deve depor sobre morte de jornalista após ser citado em inquérito

O deputado estadual Raimundo Cutrim (PSD-MA) será chamado pela Polícia Civil do Maranhão para prestar depoimento no inquérito que apura o assassinato do jornalista Décio Sá, ocorrido no último mês de abril. Ele será ouvido após seu nome ser citado diversas vezes em depoimentos dos envolvidos no crime, informou o portal Jornal Pequeno.
À IMPRENSA, um delegado que integra a comissão do caso afirmou que o processo para convocá-lo já foi iniciado. Procurada, a assessoria do partido não deu retorno até o fechamento da matéria.
Segundo o portal, a Polícia Civil, através Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), confirmou que o parlamentar será ouvido em depoimento formal à Polícia, e que até a próxima sexta-feira (10/7), o inquérito pode estar concluído.

Crédito:Divulgação
Deputado pode estar envolvido na morte de Décio Sá
Citações
No último dia 9 de junho, Silva citou, por três vezes, o nome do deputado Cutrim como suposto mandante do crime, usando como referência diálogos com um dos intermediadores do crime, o empresário José Raimundo Sales Chaves Júnior, o “Júnior Bolinha”, também preso pela polícia.
Vinte dias depois, o nome do parlamentar apareceu novamente quando parte do depoimento do empresário Gláucio Alencar Pontes Carvalho, apontado como líder da rede de agiotagem que ofereceu R$ 100 mil pela morte do jornalista, “vazou” na internet. No depoimento, o agiota revela que em uma das últimas reuniões que teve com o colega empresário presenciou quando Júnior Bolinha disse que era amigo do deputado Raimundo Cutrim.
Defesa, críticas e acusações
Durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, no dia 26 de junho, o deputado Cutrim atacou duramente o secretário de Segurança Pública do Estado Aluísio Mendes. “É um moleque travestido de secretário. Não tem condições de ser nem faxineiro, quanto mais secretário'” afirmou. Para o deputado, o depoimento do assassino confesso foi “montado” por Mendes. ‘[Jhonatan de Souza] é um papagaio ensaiado. Foi tão mal ensaiado que falou bobagens’, disse o deputado.
Cutrim foi secretário de Segurança Pública por quase seis anos, de julho de 1997 a abril de 2002, e de abril de 2009 a março de 2010. Desde que assumiu, substituindo Cutrim, o atual ocupante do cargo Aluísio Mendes tem sido alvo de constantes críticas do parlamentar na Assembleia Legislativa do estado.
Nesse mesmo pronunciamento, Cutrim ainda afirmou que não tinha nada contra o Décio, e mesmo que tivesse, resolveria com ele “na porrada, na bala, como fosse, mas não sou homem de mandar fazer, isso é coisa de covarde”, declarou. E desabafou. “Ninguém queira passar pelo que estou passando. Tenho uma vida limpa, de policial honesto e, de repente, da noite para o dia, vejo pessoas me olhando de maneira estranha e desconfiada. Isso é terrível para um delegado da Polícia Federal.”
O parlamentar também exibiu,na tribuna cópias de um ofício encaminhado à comissão de delegados que investiga o caso, colocando-se à disposição para depor. Cutrim afirmou ainda que está acompanhando atentamente os fatos divulgados pela imprensa e que se viu na obrigação de prestar esclarecimento sobre a citação do seu nome no inquérito.
‘Se o Júnior Bolinha tem problemas com o caso, eu não tenho nada a ver com isso. Não é porque uma pessoa é amiga da outra e essa outra pessoa comete um crime quer você tenha algum envolvimento; agora, ensaiar um papagaio e jogar em cima de mim eu não admito’, enfatizou, em referência a acusação de que Mendes estaria por trás disso.
portalimprensa

Polícia do MA esclarece assassinato de jornalista Décio Sá e prende sete envolvidos

Nessa quarta-feira (13/6), a polícia do Maranhão declarou esclarecido o caso do assassinato do jornalista maranhense Décio Sá, informou o portal do jornal O Estado de S. Paulo. Foram apresentados sete acusados, entre eles mandantes, agenciadores e o autor dos disparos contra o repórter. Segundo o portal, assassinato, tráfico de drogas, extorsão, agiotagem, crime organizado são elementos do crime.

Crédito:Divulgação
Morte de jornalista foi solucionada pela Polícia do MA

8 acusados, 7 presos
O empresário Glaúcio Alencar Pontes, que também é policial e ex-vereador no interior do Maranhão; e o pai dele José de Alencar Miranda Carvalho, foram acusados de serem os mandantes. O sócio de Pontes, Raimundo Sales Charles Júnior, conhecido como “Junior Bolinha”, Fábio Aurélio do Lago Silva, e Airton Martins Monroe, são acusados de agenciar o pistoleiro profissional Jhonathan de Souza Silva, que executou o crime e também é acusado de matar outras 49 pessoas no Maranhão e no Pará.

Um policial militar, o capitão Fábio Aurélio Saraiva Silva, que era subcomandante do Batalhão de Choque da PM maranhense, teria fornecido a arma calibre .40 foi usada no crime. Um oitavo acusado, que teria dado fuga ao assassino do jornalista, conseguiu fugir.
Os acusados foram presos por uma equipe formada por 12 delegados e 70 policiais, que cumpriram sete mandatos de prisão e 14 de busca a apreensão numa ação policial coordenada chamada de “operação Detonando”.
Coletiva
Em coletiva de imprensa, o secretário de Segurança Pública do Maranhão Aluízio Mendes declarou o crime esclarecido. Ele disse que o crime foi planejado, organizado e executado dentro de um consórcio e ressaltou que as investigações não se encerram com a prisão dos acusados.
“É importante salientar que essa investigação está apenas começando. O ponto inicial está esclarecido com a confissão do Jonathan. Em função dela foi descoberta uma verdadeira organização criminosa que é um verdadeiro câncer para a sociedade maranhense, atuando no desvio principalmente de recursos públicos, agiotagens e extorsões. Alguns destes crimes não são de nossa alçada e com certeza encaminharemos estas informações para a Polícia Federal”, disse Mendes.
Motivo do crime
De acordo com as informações da polícia maranhense, a execução de jornalista foi encomendada porque ele sabia do envolvimento de Glaúcio Pontes, com o assassinato do agiota Fábio dos Santos Brasil Filho, o “Fábio Brasil”, executado no centro de Teresina (PI), com três tiros na cabeça.
O agiota havia contratado Jhonathan para matar Pontes, porém como não pagou pelo crime, o assassino profissional procurou o empresário que lhe pagou para matar o contratante. Após a execução, em São Luís, em uma reunião informal, o jornalista teria dito ao empresário que sabia de seu envolvimento com a assassinato do agiota.
Após isso, Pontes procurou seu sócio Júnior Bolinha e pediu a execução do jornalista. Júnior Bolinha também tinha “contas a acertar” com o jornalista por uma denúncia feita por Sá que o acusandou de envolvimento com agiotagem, que o impediu de tornar-se representante da Coca-cola em Santa Inês, a 200 quilômetros de São Luís.
Portal IMPRENSA

Suspeito de ajudar no assassinato do jornalista Décio Sá é executado no MA

Na madrugada da segunda-feira (11/6), um dos suspeitos de participação na execução do jornalista maranhense Décio Sá foi assassinado, na Vila Pirâmide, informou o portal G1. Valdênio José da Silva foi preso com uma revólver 38 no dia 23 de abril, três dias após a morte do jornalista sob suspeita de ajudar na fuga do assassino.
Crédito:Divulgação
O rapaz apontado como suspeito através do Disque-Denúncia ficou detido por trinta dias e foi liberado em seguida. Silva estava em casa, ao lado da esposa, quando um homem atirou cinco vezes por uma janela entreaberta.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio da Polícia Civil do Maranhão informou que já foram iniciadas as investigações e policiais da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) estão à frente do caso.

Fonte: Portal IMPRENSA
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PUBLICIDADE PUBLICIDADE Suspeito de ajudar assassino de jornalista do MA a fugir é preso pela polícia

Na última quarta-feira (25/4), a polícia prendeu um suspeito de participação na morte do jornalista Décio Sá, em São Luis (MA). O homem, que teria ajudado o assassino a fugir, foi preso na Vila Pirâmide, entre os municípios de Raposa e Paço do Lumiar, informou o G1.

A polícia conseguiu chegar até o suspeito graças às ligações para o Disque-Denúncia, que indicaram, em sua maioria, o homem como um dos envolvidos na morte de Sá.

Crédito:Reprodução
Jornalista Décio Sá foi assassinado em São Luís (MA)
Joelson Costa, investigador de polícia da Delegacia de Homicídios de São Luís (MA), diz que, até o momento, as pessoas detidas não passam de suspeitos de envolvimento no caso. “Essas informações ainda são muito prematuras para serem divulgadas. Nós temos, sim, suspeitos e alguns estão detidos. Mas não há nada confirmado”, alerta Joelson. “Não queremos comprometer a investigação e nem cometer alguma injustiça com inocentes”, acrescentou.
Portal IMPRENSA

Jornalista é executado a tiros na Avenida Litorânea, em São Luís (MA)

 

Décio Sá foi atingido com seis tiros na noite desta segunda-feira; Jornalista trabalhava em O Estado e tinha um blog.

Jornalista Décio Sá, de 42 anos é morto na Avenida Litorânea (Foto: Divulgação)
Jornalista Décio Sá, de 42 anos é morto
na Avenida Litorânea (Foto: Divulgação)

O jornalista Décio Sá foi executado a tiros, na noite da segunda-feira (23), por volta de 23h15, na Avenida Litorânea, em São Luís. Ele levou seis tiros de um homem que estava em uma motocicleta. Décio Sá tinha 42 anos e era repórter da editoria de política de O Estado do Maranhão e autor de um dos blogs mais acessados do Maranhão.
Segundo informações, um homem desceu da motocicleta, atravessou a pista e foi até o bar Estrela do Mar onde o jornalista se encontrava e disparou seis tiros. Um outro homem ficou aguardando o assassino do outro lado da pista.
“Foi um crime muito ousado. Foi um crime encomendado. As pessoas que entraram aqui no bar vieram com a intenção de executar o jornalista Décio Sá. As pessoas que testemunharam o fato disseram que o autor dos disparos não escondeu nem a cara”, disse o secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes.
Segundo o perito Jucy Ericeira, o jornalista recebeu seis tiros pelas costas, sendo quatro na cabeça e dois nas costas. A perícia constatou que os tiros foram disparados de uma pistola 0.40, arma de uso exclusivo da polícia.

Repercussão

O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Maranhão, Leonardo Monteiro, disse que a morte do jornalista Décio Sá foi um atentado contra a liberdade de imprensa. “Eu estou muito abalado com esse trágico acontecimento que é uma covardia e um atentado contra a liberdade de expressão. Eu estou comunicando o fato a todo o país para que esse fato chegue às autoridades do Ministério da Justiça”, afirmou.
Em nota, o Governo do Estado lamentou o crime e repudiou a ação, considerando-a “bárbara e cruel”. Informou ainda que todas as providências já estão sendo tomadas para a prisão dos assassinos. Homens da Superintendência de Investigações Criminais e da Delegacia de Homicídios já iniciaram as averiguações para prender os criminosos.
Qualquer informação sobre os assassinos do jornalista Décio Sá, podem ser passadas ao Disque-Denúncia, pelos telefones 3223-5800, na capital, e 0300 313 5800, no interior do Estado. Não é necessário se identificar.

Zeca Soares/G1 MA

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