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Oeste bate Lusa, sai da zona da degola e rebaixa rival para a série C

Oeste e Portuguesa entraram em campo no estádio dos Amaros, em Itápolis, na noite desta terça-feira, pressionados pela ameaça de rebaixamento à Série C do Campeonato Brasileiro. A situação da Lusa era bem mais complicada: na laterna da competição, precisava vencer para seguir respirando. Não deu. O Oeste fez 3 a 0 e decretou a queda da equipe paulistana, que enfrentará o calvário da terceira divisão pela primeira vez em sua história. Com 21 pontos, na lanterna da competição, o time rubro-verde não tem mais salvação.

Já a equipe de Itápolis, que contou com gols de Denis, Reis e Cristiano, chegou a 38 pontos e subiu para a 16ª posição, ultrapassando o Icasa, e ficando fora do Z-4. O time cearense, porém, ainda joga sábado, contra o Náutico. Se vencer, as posições se invertem.

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O Oeste terá a semana toda para treinar, já que só retorna a campo na próxima terça-feira, para enfrentar o Avaí, na Ressacada. A Portuguesa terá de cumprir tabela para terminar a competição de maneira digna. A Lusa encara o Luverdense dia 8 de novembro, um sábado, no Canindé.

Denis comemora gol do Oeste contra a Portuguesa (Foto: Jose Luis da Silva / Agência estado)Denis comemora gol do Oeste contra a Portuguesa (Foto: Jose Luis da Silva / Agência Estado)

O jogo

O Oeste foi para cima da Portuguesa desde o início da partida e tentou pressionar. A Lusa, porém, começou bem postada defensivamente, dificultando a criação dos donos da casa. Quando tinha a bola, o time paulistano ameaçava em contra-ataques. Entretanto, aos 31 minutos, Cristiano rompeu o bloqueio rubro-verde, arrancou pelo meio e foi derrubado por Brinner, dentro da área. Denis cobrou o pênalti no canto esquerdo de Rafael Santos, que caiu para o direito, e colocou o time de Itápolis em vantagem. No restante da primeira etapa, os visitantes tentaram reagir, mas não produziram oportunidades de gol.

No segundo tempo, a Portuguesa tentou se lançar ao ataque e criou chances. O goleiro Anderson fez grande defesa em chute de Léo Costa, evitando o empate. A pressão era da Lusa, mas quando a fase não é boa, tudo conspira contra. Aos 11 minutos, o Oeste, em sua primeira jogada de perigo na etapa final ampliou com Reis. O gol abateu de vez a Portuguesa, e o time da casa acabou ampliando, com Cristiano, aos 21. A partir daí, o Oeste passou a tocar a bola. Desanimados, os jogadores da Lusa desistiram o jogo, não tinham forças para reagir.

 

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Ministério Público abre inquérito civil contra CBF e STJD e pode devolver Lusa à Série A

MP fotoO Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil contra a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) para investigar o processo que condenou a Portuguesa com a perda de quatro pontos e consequentemente rebaixou a equipe para a Série B.

A Procuradoria entende que não foram cumpridos os artigos 34, 35 e 36 do Estatuto do Torcedor, uma vez que a pena de mais um jogo de suspensão ao meia Héverton, da Lusa, só foi divulgada oficialmente após a participação dele no jogo contra o Grêmio, pelo Brasileiro.

Por usar um jogador irregular, a Portuguesa foi punida com base no artigo 133 do CBJD (uso de atleta em condição irregular) e perdeu quatro pontos. Assim acabou rebaixada à Serie B.

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Segundo o promotor de Justiça de Consumidor da Capital, Rodrigo Senise Lisboa, “há fortes indícios que houve falhas no julgamento do STJD”.

Para ele, a decisão do tribunal baseada no CBJD não atendeu os artigos 34, 35 e 36 do Estatuto do Torcedor, que exige a publicidade da pena assim como ocorre na Justiça comum. Ainda segundo ele, o Estatuto do Torcedor, como lei federal, se sobrepõe ao CBJD, que é uma norma administrativa.

“Uma pessoa que é condenada só pode cumprir a lei após ser notificada pela Justiça. Antes, não. Neste caso, a pena ao jogador Héverton só foi publicada no dia seguinte ao jogo, às 18h45”.

CBF e o STJD, que ainda não se manifestaram após a ação do Ministério Público de São Paulo, serão notificados para apresentar em até dez dias manifestação escrita sobre o caso.

Dirigentes da Portuguesa serão convocados a depor no próximo dia 22 para prestar esclarecimento.

folha de s.paulo

STJD julgará casos de Vasco, Lusa, Fla e Cruzeiro a partir de 11h de sexta

(Foto: Richard Souza)
(Foto: Richard Souza)

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) divulgou o edital dos processos que serão julgados na próxima sexta-feira, a partir de 11h (de Brasília), em seu plenário, no Rio. Os casos em pauta serão os de Vasco, Portuguesa, Flamengo e Cruzeiro.

O julgamento do Vasco diz respeito ao pedido de impugnação da partida contra o Atlético-PR, pela última rodada do Brasileirão, em Joinville. O argumento dos cariocas é de que o jogo não tinha condições de ser retomado por causa da briga entre torcedores na arquibancada e que o tempo de paralisação excedeu os 60 minutos previstos no regulamento.

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O caso será levado a julgamento depois de ter sido rejeitado por duas vezes pelo presidente do STJD, Flávio Zveiter. Apenas a terceira tentativa do Vasco será levada ao Pleno.

Os recursos de Vasco e Atlético-PR a respeito das perdas de mando de campo (oito e 12, respectivamente) e das multas (R$ 80 mil e R$ 140 mil), por causa das brigas, serão julgados em janeiro, em dia ainda não determinado.

Os casos de Portuguesa e Flamengo são referentes às escalações irregulares de Héverton e André Santos, respectivamente. Os dois clubes foram punidos com a perda de quatro pontos no último dia 8, em decisão que resultou na queda da Lusa para a Série B, no lugar do Fluminense.

O Cruzeiro será julgado por ter relacionado o goleiro Elisson na partida contra o Vasco, pela 36ª rodada. O campeão brasileiro foi absolvido em primeira instância e, mesmo que seja punido no Pleno com perda de três pontos, não perderá o título – já que ficou 11 pontos à frente do Grêmio, segundo colocado. Elisson estaria sem contrato válido com o Cruzeiro na época do jogo.

 

Globoesporte.com

Ministério Público de São Paulo abre investigação sobre queda da Lusa

portuguesaO Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação sobre o rebaixamento da Portuguesa – decretado em primeira instância na semana passada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva. A Lusa recorreu da decisão e seu recurso será julgado na próxima sexta-feira pelo Pleno do STJD.
O objetivo da Promotoria de Direito do Consumidor é apurar se houve o emprego de algum artifício para alteração de um resultado de campo – e se isso resultou em algum dano para o torcedor.

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O Ministério Público pretende investigar porque a Portuguesa alega não ter sido avisada pelo advogado Osvaldo Sestário Filho da suspensão de Héverton, e também os critérios que levaram o STJD a condenar o clube paulista em primeira instância.
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Bota vence Lusa, ainda sonha e evita pesadelo imediato do Palmeiras

A vitória por 3 a 0 sobre a Portuguesa, com mais uma boa atuação de Bruno Mendes, deixou vivo o sonho do Botafogo quanto à classificação para a Libertadores de 2013. São cinco pontos de diferença para o quarto colocado São Paulo, que neste domingo terá uma parada dura diante do Grêmio no Olímpico. Depois, restarão três rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro. O jogador de 18 anos, que foi contratado ao Guarani, fez um gol, teve um mal anulado e deu assistência para Vitor Júnior. Fellype Gabriel também marcou.

Quem sonha junto com os botafoguenses é a torcida do Palmeiras, que não verá o rebaixamento do time nesta 36ª rodada, mesmo em caso de derrota para o Fluminense. São sete pontos de distância para a Portuguesa, que soma 40 e está em 15º lugar. Bahia (também com 40 pontos) e Sport (36) são os outros concorrentes na briga para fugir da degola.

Seedorf, recuperado de uma lesão na coxa direita, entrou em campo aos 33 minutos do segundo tempo, substituindo Fellype Gabriel. O Botafogo, que mantém a quinta colocação, pegará o Sport no próximo domingo, às 19h30m, na Ilha do Retiro. O técnico Oswaldo de Oliveira minimizou as possibilidades de classificação para a Libertadores – antes desta rodada, eram de 1%, segundo o matemático Oswald de Souza.

– É muito difícil. A lamentar mesmo é o gol que sofremos no fim do jogo contra o Palmeiras (no empate por 2 a 2). Não fosse isso, ainda teríamos chances. Vamos continuar perseguindo, mas mesmo não chegando à Libertadores precisamos buscar o melhor desempenho possível.

A Portuguesa chegou à sétima rodada sem vitória – e à quinta sem marcar um gol sequer.

– Complica um pouco, mas temos que levantar a cabeça, trabalhar forte durante a semana e vencer o próximo jogo para sair logo dessa situação – lamentou o meia Diguinho.

Bruno Mendes gol Botafogo (Foto: Wagner Meier / Agif)Bruno Mendes marcou o primeiro gol da vitória do Botafogo sobre a Portuguesa (Foto: Wagner Meier / Agif)

Glorioso domina, e Bruno Mendes abre o placar

Com a autoridade de quem já sustentava cinco jogos de invencibilidade, o Botafogo se impôs diante da Lusa no Engenhão. E logo aos 11 minutos de bola rolando abriu o placar do seu estádio com Bruno Mendes. Fellype Gabriel deu belo passe para o meio da área, a bola resvalou na zaga e encontrou o garoto alvinegro sozinho para marcar o sexto gol dele nos últimos seis jogos.

Após o gol, o time carioca seguia melhor, mas a Portuguesa conseguia levar perigo em algumas oportunidades. Tanto que por volta dos 30 minutos, Oswaldo gritava para seus jogadores perderem menos bolas no meio-campo e melhorarem no combate. Deu certo, e o Botafogo passou a chegar e se movimentar mais.

Aos 38 minutos, Andrezinho ainda perdeu chance de ampliar. Fellype Gabriel levantou a bola na área, Lodeiro cruzou para o meio e, no bate-rebate, o meia não conseguiu chutar.

Bota tem gol anulado e pênalti não marcado. Lusa fica com um a menos

O Botafogo voltou do intervalo a todo vapor e teve duas boas chances logo no primeiro minuto da etapa final, primeiro com Fellype Gabriel, depois, com Dória.

Logo depois, Bruno Mendes marcou de novo, mas o bandeirinha assinalou impedimento, que não houve. O garoto havia recebido passe de Márcio Azevedo em condições legais.

Mas o erro de arbitragem não abalou o time alvinegro, que continuou buscanco o gol. Aos dez minutos, Bruno Mendes apareceu outra vez. Agora, perdendo um gol. Lodeiro fez o toque para trás da linha de fundo, e o atacante chegou atrasado, não alcançando a bola que passou rente ao gol.

Seis minutos mais tarde, o Botafogo teve motivos para reclamar mais uma vez da arbitragem. Valdomiro travou a perna de Lodeiro dentro da área, e o baiano Jailson Macedo de Freitas mandou o jogo seguir.

Aos 19 minutos, o time da casa teve sua vida facilitada pelo descontrole de Marcelo Cordeiro. O ex-botafoguense foi expulso diretamente ao ir para cima do auxiliar e deixou o campo vaiado pela torcida alvinegra.

Com vantagem numérica, o Botafogo não demorou para ampliar o placar. Aos 21, Renato cobrou falta na medida para Fellype Gabriel desviar de cabeça em bela jogada ensaiada do time de Oswaldo de Oliveira.

E o técnico, aliás, colocou o ídolo Seedorf em campo aos 34 minutos. O holandês entrou no lugar do aplaudido Fellype Gabriel.

E a entrada do craque deu sorte ao Botafogo. No mesmo minuto, Andrezinho arrancou em velocidade, passou por dois e foi derrubado por Dida. Pênalti para o Glorioso. O próprio meia foi para a cobrança, mas perdeu. Ele bateu no canto esquerdo, e o goleiro defendeu.

Aos 37, Seedorf teve sua primeira chance, mas desperdiçou. Ele recebeu na marca do pênalti após boa jogada de Lucas, chutou e a bola desviou na zaga.

No fim, Vitor Junior, que acabara de entrar, fechou a conta para o Glorioso. Com passe de Bruno Mendes, ele marcou o terceiro gol da partida e chorou na comemoração.

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Para continuar sonhando com título, Galo visita Lusa, que busca conforto

A partida deste sábado entre Portuguesa e Atlético-MG demonstra que, a esta altura do campeonato, cada partida é decisiva para os dois times, já os objetivos de cada equipe já estão traçados na competição. A Lusa, atualmente em 13º, com 32 pontos, quer a vitória para se afastar ainda mais da zona de rebaixamento, e se firmar na Série A. Já o Galo precisa do triunfo para manter vivo o sonho de ser campeão brasileiro depois de 41 anos. Com 52 pontos, o Alvinegro está em segundo lugar, quatro pontos atrás do líder, Fluminense.

Geninho, treino Portuguesa (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Geninho quer que o time mantenha pegada
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

A irregularidade foi uma das principais características da Portuguesa ao longo deste Campeonato Brasileiro. Sem conseguir se firmar na parte de cima da tabela, a equipe alternou momentos bons e ruins na competição. Embalada pela boa vitória por 3 a 1 sobre o Santos no último sábado, a Lusa busca manter o nível de atuação contra o vice-líder Atlético-MG, que também precisa da vitória para não se distanciar do Fluminense.

Embora a equipe não tenha se reforçado, como o técnico Geninho havia pedido, o comandante rubro-verde está animado para a sequência da competição nacional. Um triunfo sobre o Galo colocaria a Portuguesa ainda mais na “zona de conforto” do Brasileirão, afastando o pesadelo do rebaixamento, já vivido no Campeonato Paulista.

– Estamos cada vez mais subindo na tabela de classificação. Precisamos manter esse foco e empenho no restante dos jogos. Vamos trabalhar para conseguirmos mais um resultado a nosso favor – afirmou o treinador.

Já o time mineiro teve uma queda brusca de rendimento no segundo turno da competição, e figura apenas como 12ª colocado, além de ter permitido que o Fluminense abrisse quatro pontos de frente. Sem vencer há três rodadas, com duas derrotas e um empate, a partida contra a Portuguesa ganhou importância, já que o pensamento atleticano não é outro senão o de conquistar o título.

Cuca no treino do Atlético-MG (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)Cuca busca novas fórmulas para time continuar na
briga pelo título (Foto: Bruno Cantini /  Atlético-MG)

O técnico Cuca chegou a reconhecer a queda de rendimento do time, por isso busca alternativas entre os jogadores e também outras táticas. Segundo o comandante, os adversários aprenderam a marcar o time mineiro, por isso é preciso encontrar novas fórmulas para que o Galo continue firme na briga.

– Acho que está dentro do processo da equipe, nosso time deu uma caidinha e era uma coisa previsível e natural, mesmo que você não queira que aconteça. Mas o que ocorre é que os adversários aprenderam a nos marcar e temos que ter alternativas, estamos buscando isso também taticamente.

Pelos lados da Lusa, ao longo da semana, todos os jogadores destacaram o mesmo ponto como principal trunfo para conquistar a vitória contra um adversário que disputa o título: a força da torcida no Canindé. Palco de seis das oito vitórias conquistadas pelo time no campeonato, o estádio é a principal arma desde o início, já que, como visitante, o desempenho não é dos melhores.

E o ânimo tende a crescer observando-se o retrospecto, já que o Galo jamais venceu o rival neste estádio pelo Brasileirão. Em 11 jogos, são seis derrotas e cinco empates. Além de superar o mau momento técnico, o Alvinegro terá que superar este tabu histórico diante do rival.

O canal Première transmite a partida para todo Brasil, através do sistema pay-per-view, a partir de 18h20m (de Brasília). No GLOBOESPORTE.COM, você acompanha os lances pelo Tempo Real, com vídeos exclusivos, a partir de 18h.

header as escalações 2

Portuguesa: o técnico Geninho tem como único desfalque o zagueiro Gustavo, que recebeu o terceiro cartão amarelo na vitória sobre o Santos e cumprirá suspensão automática. Lima deve ganhar nova oportunidade entre os titulares. Recuperado de desconforto muscular, o atacante Ananias volta à equipe. Praticamente com força máxima, a Lusa deve ir a campo com a seguinte formação para encarar o vice-líder: Dida; Luis Ricardo, Valdomiro, Lima e Marcelo Cordeiro; Ferdinando, Léo Silva, Moisés e Boquita; Ananias e Bruno Mineiro.

Atlético-MG: diferentemente do que vinha fazendo, Cuca não fez mistério com relação à escalação do time que vai enfrentar a Lusa. Com dois desfalques entre os titulares, Réver e Leandro Donizete, ele vai mandar a campo Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Rafael Marques e Junior Cesar; Pierre, Fillipe Soutto, Danilinho, Ronaldinho Gaúcho e Bernard; Jô.
quem esta fora (Foto: arte esporte)

Portuguesa: o zagueiro Gustavo está suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Já o também defensor Leandro Silva segue em tratamento após cirurgia no pé direito e só deve retornar aos trabalhos em 2012.

Atlético-MG: Réver recebeu o cartão vermelho contra o Flamengo por ter agredido Cáceres. Já Leandro Donizete sentiu a coxa e não tem condição de jogo. Richarlyson recebeu o terceiro amarelo também no jogo de quarta-feira e está fora.

header pendurados (Foto: ArteEsporte)

Portuguesa: Boquita, Bruno Mineiro, Ferdinando, Héverton, Lima, Luis Ricardo, Marcelo Cordeiro, Rogério, Rodriguinho e Valdomiro

Atlético-MG: Jô, Leandro Donizete, Pierre e Victor

header o árbitro (Foto: ArteEsporte)

Elmo Alves Resende Cunha (GO) apita a partida, auxiliado por Evandro Gomes Ferreira (GO) e João Patrício de Araújo (GO). Elmo Alves Resende arbitrou oito jogos no Brasileirão, marcou 293 faltas (média de 36,6 por jogo), aplicou 41 amarelos (média de 5,1 por jogo), quatro vermelhos (média de 0,5 por jogo) e um pênalti (média de 0,13 por jogo). O campeonato tem média de 5,05 amarelos, 0,28 vermelho, 36,6 faltas e 0,21 pênalti. O árbitro apitou um jogo dos paulistas na Série A deste ano: Portuguesa 0 x 2 Cruzeiro, pela décima rodada.

header fique de olho 2Portuguesa: Bruno Mineiro. O atacante conseguiu tornar-se ídolo da torcida rubro-verde com apenas 13 jogos. Ele marcou 11 gols no Campeonato Brasileiro, tornando-se vice-artilheiro da competição nacional e mostrando-se um dos principais especialistas dentro da área em atuação no país. Sua movimentação e bom posicionamento devem dar trabalho à defesa do Atlético-MG.

Atlético-MG: em Bernard, o jovem meia fez falta na última quarta, quando estava suspenso e o Galo perdeu por 2 a 1 para o Flamengo. O time alvinegro não conseguiu ser efetivo no ataque, principalmente pelo lado esquerdo onde o meia atua. Contra a Lusa ele está de volta e quer contribuir para a recuperação atleticana.
header o que eles disseram

Lima, zagueiro da Portuguesa: Já temos a ideia de como eles devem vir. Trabalhamos em cima disso e vamos focar para conseguir um grande resultado. Em jogos no Canindé a gente sempre tem uma força a mais que é a torcida, sempre nos ajuda, apoia e incentiva. Eles são muito importantes nesse jogo e espero que eles venham em peso para mais esse desafio

Fillipe Soutto, volante do Atlético-MG: Estou feliz por saber que a torcida ansiava pela minha volta, eu confesso que estava ansioso para voltar a jogar, ainda mais na situação que o Atlético-MG vive este ano, que é a luta pelo título. Me preparei bastante, sei que tenho condições de suprir a vaga deixada e espero fazer uma boa partida, deixar uma boa impressão novamente e ajudar o time a buscar essa vitória”.

header números e curiosidades

* O Atlético-MG não perde para a Portuguesa há 12 anos (ou 7 jogos). A última derrota do Galo aconteceu dia 10/9/2000, pela Copa João Havelange: Lusa 2 a 1, no Canindé, gols de Irênio-2 e Guilherme.

* De lá pra cá, foram sete confrontos entre as duas equipes (cinco pela Série A e dois pela Série B), com quatro vitórias do Galo e três empates, nove gols a favor dos mineiros e três a favor dos paulistas.

* Há 4 anos, Portuguesa e Atlético-MG não se enfrentam no Canindé. O último confronto neste estádio aconteceu no dia 31/08/08. Em partida válida pelo 2º turno do Campeonato Brasileiro, as duas equipes empataram em 1a 1, gols de César Prates para o Galo e Washington para a Lusa.

* O Atlético-MG jamais venceu a Portuguesa em São Paulo pelo Campeonato Brasileiro. Em 11 confrontos pela Série A, a Lusa obteve seis vitórias e ocorreram cinco empates, 14 gols da Portuguesa e 6 do Galo.

* Desses 11 jogos apenas três deles não aconteceram no Canindé: 2 a 2, em1974, no Pacaembu; Portuguesa 2 a 0, em1985, no Pacaembu; Portuguesa 1 a 0, em 1996, no Morumbi

header último confronto v2

Os dois times se enfrentaram no Independência em jogo válido pelo primeiro turno do Brasileirão. Na oportunidade, o Atlético-MG venceu por 2 a 0, gols de Marcos Rocha e Leonardo Silva. Apesar do placar, o jogo foi apertado e pode ser considerado o pior do goleiro Dida desde que ele retornou ao futebol brasileiro. Nos dois gols, o goleiro da Lusa falhou e contribuiu para a vitória rival.

Globoesporte.com

Com coro por Ganso e Lucas genial, São Paulo bate a Lusa no Morumbi

A torcida do São Paulo gritou o nome de quatro jogadores no Morumbi: o ídolo Rogério Ceni, o craque Lucas, o artilheiro Luis Fabiano e o santista Ganso. Sim, ele ainda nem chegou, deve assinar contrato na segunda-feira, mas já foi bem-vindo. “Uh, terror, o Ganso é tricolor!”, festejaram os torcedores, esperançosos de que seu talento possa consertar parte dos problemas da equipe.

Problemas que voltaram a aparecer, mas não impediram a vitória por 3 a 1 sobre a Portuguesa, no Morumbi. Novamente, o talento individual se sobrepôs a uma atuação por muitas vezes atrapalhada e apressada, com exceção de mágicos 15 minutos. Talento principalmente de Lucas, que não fez o seu, mas infernizou os zagueiros e deu gols para Cortez e Luis Fabiano decidirem o jogo.

A Portuguesa mostrou bem menos do que vinha fazendo no Campeonato Brasileiro. Com um time recuado, sem criatividade, só marcou após um erro de Rafael Toloi. Sorte e mérito do incrível Bruno Mineiro, que aproveitou a chance e fez seu nono gol em 11 jogos. Geninho terá trabalho para consertar sua defesa. Foi muito fácil para o São Paulo se aproximar de sua área. Os três gols poderiam ter sido quatro, cinco, seis… Mesmo sem uma atuação inspirada.

Inspiração que poderá vir com Ganso. Para aquele jogador maduro e genial do início da carreira, há lugar ao lado de Jadson, Lucas e Luis Fabiano. Ney Franco terá de se virar para fazer o time marcar. Mas para o Ganso dos últimos tempos, será complicado se juntar ao trio.

Os dois times voltam a jogar pelo Campeonato Brasileiro no próximo fim de semana. No sábado, às 21h, a Portuguesa encara outro grande paulista, o Santos, no Pacaembu. Já o São Paulo volta a jogar no Morumbi: recebe o Cruzeiro, adversário direto por uma vaga na Libertadores, no domingo, às 16h.

Lucas, São Paulo e Portuguesa (Foto: Marcos Bezerra / Futura Press)Lucas, do São Paulo, parte pra cima da Portuguesa (Foto: Marcos Bezerra / Futura Press)

Tricolor começa a mil, mas falha na zaga

Quinze minutos de sonho e 30 de marasmo para o São Paulo. Resumo simples do primeiro tempo. As trocas de passes entre Maicon, Jadson, Lucas, Osvaldo e Luis Fabiano assustaram a Portuguesa e espantaram o torcedor no Morumbi. Nos dez primeiros minutos, a equipe criou três grandes chances de abrir o placar. O craque Lucas deitou e rolou, o artilheiro Luis Fabiano perdeu e Osvaldo, “patinho feio” num quarteto em que os outros três estão convocados para a seleção brasileira, colocou o São Paulo na frente, aos 5 minutos.

A Lusa parecia assustada e recuada demais, principalmente com os dribles de Lucas. Pra lá, pra cá, tão rápido que quase chegou ao ponto de driblar a ele mesmo. Mas tudo passa. O susto passou, e aos poucos Bruno Mineiro ganhou companhia no ataque, inclusive na marcação da saída de bola do São Paulo, que teve dificuldade em sair de trás.

Osvaldo, São Paulo e Portuguesa (Foto: Idário Café / VIPCOMM)Com Dida no chão, Osvaldo abre o placar para
o São Paulo (Foto: Idário Café / VIPCOMM)

Antes de se perder totalmente em campo, o Tricolor ainda criou mais uma chance. O cruzamento do improvisado lateral-direito Wellington encontrou a cabeça de Fabuloso, que desperdiçou sua terceira oportunidade.

Daí pra frente, o sonho inicial se transformou em terror. Mas não o “terror” que a torcida já cantava na arquibancada e vem da Baixada Santista. Um terror proporcionado por um time apressado e que errou demais. A Lusa nem precisou se esforçar muito. Conseguiu trocar mais passes no campo de ataque e aproveitou erro de Rafael Toloi.

O zagueiro, que já havia ficado no chão no gol de cabeça sofrido contra o Atlético-MG, errou o tempo da subida e desviou para trás, nos pés de Bruno Mineiro, que marcou seu nono gol em 11 jogos no Campeonato Brasileiro, e fez a festa da Fabulosa no Morumbi. Calma… Da Leões da Fabulosa! A torcida rubro-verde, presente em número minúsculo.

Foi assim, com a Fabulosa em festa e o Fabuloso em baixa, que terminou a etapa inicial.

Vitória tricolor vem no segundo tempo

O São Paulo tem Jadson, o maior garçom do Brasileirão com oito passes para gols, e está prestes a ter Ganso. E em determinado momento do segundo tempo, Toloi e Rhodolfo estavam armando, ou tentando armar as jogadas de ataque. Claro que não deu certo, e claro sinal de que a equipe continuou um bom tempo sem atuar bem.

Ao menos a marcação se encaixou melhor e parou de dar liberdade para que Léo Silva, Boquita e Mosiés trocassem passes no meio de campo. A marcação só não foi capaz de impedir o lindo giro de Ananias, que quase acertou o ângulo de Rogério Ceni. Seria um golaço!

Mas com o jogo tão equilibrado e nem tão bem disputado, golaço seria luxo. O importante era balançar as redes. O São Paulo deixou isso claro. Seria um golaço se o chute de Lucas entrasse direto no gol de Dida, mas havia um Cortez no meio do caminho. O lateral-esquerdo, posicionado como centroavante, desviou e não deu chance a Dida.

A vantagem e a chance perdida por Bruno Mineiro foram suficientes para Ney Franco desmontar seu esquema super ofensivo e trocar Osvaldo por Casemiro. Os donos da casa cresceram. Geninho respondeu com Rodriguinho no lugar de Ananias. O problema é que a Lusa já não tinha a mesma organização para sair da defesa para o ataque.

Como se esse fosse o maior problema… O problema mesmo, com letras garrafais, se chamava Lucas. Endiabrado, ele entrou na área como se estivesse chegando em casa, com as portas abertas, e esticou o tapete vermelho para Luis Fabiano fazer seu 12º gol no Brasileirão, isolando-se na artilharia do torneio. Aplausos para a dupla e o Morumbi, novamente, com o Fabuloso calando a Fabulosa.

Lucas e Luis Fabiano, São Paulo e Portuguesa (Foto: Idário Café / VIPCOMM)Luis Fabiano marca e faz graça, ao lado de Casemiro e Lucas (Foto: Idário Café / VIPCOMM)

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Em dois minutos, Flu acorda, vence Lusa e se mantém na liderança

Quem quer ser campeão brasileiro não precisa de tempo. Precisa é de estrela. Em um Canindé vazio na noite desta quarta-feira, o Fluminense nem jogou tão bem assim, mas foi eficiente durante dois minutos, dos 28 aos 30 do segundo tempo, quando fez 2 a 0 em cima da Portuguesa e assegurou a liderança do Brasileirão por mais uma rodada. A Lusa foi melhor em boa parte do duelo, mas não teve o que o Flu mostrou de sobra: capacidade de decisão. Jean e Wellington Nem fizeram os gols da 15ª vitória tricolor em 24 jogos.

O resultado leva a equipe de Abel Braga aos 53 pontos, mais isolada do que nunca na liderança, sem depender do resultado de Atlético-MG x São Paulo. O Fluminense contou com o apoio de cerca de 500 torcedores no Canindé, que fizeram muito barulho e, com a vitória consumada, soltaram o tradicional grito de “Time de guerreiros”.

A derrota mantém a Lusa na parte intermediária da tabela, com 29 pontos, ainda a uma distância segura da zona de rebaixamento. Mas se mantiver o futebol demonstrado no segundo turno, a equipe treinada por Geninho pode ter um fim de ano tranquilo. Os gols perdidos no primeiro tempo custaram caro diante do líder do campeonato.

O Fluminense volta a jogar no próximo sábado, às 18h30m (horário de Brasília), contra o Atlético-GO, em Volta Redonda. No mesmo dia e horário, a Lusa tem um clássico contra o São Paulo, no Morumbi.

Fred Fluminense x Portuguesa (Foto: Photocâmera)Fred, do Flu, sofre com a marcação da Portuguesa no Canindé (Foto: Photocâmera)

Lusa tenta pressão, mas Cavalieri salva

Os gritos de “melhor goleiro do Brasil” direcionados pela torcida do Flu a Diego Cavalieri soaram como prenúncio, antes mesmo do início da partida. A pressão imposta pela Portuguesa nos primeiros dez minutos surpreendeu o líder do Brasileirão e fez o goleiro trabalhar muito. Com menos de um minuto, duas belas defesas evitaram gols quase certos – uma cabeçada de Léo Silva, seguida de chute cruzado de Bruno Mineiro na pequena área.

A Portuguesa não se intimidou e teve mais posse de bola no campo de ataque. Abel Braga deixou o meio-campo do Flu mais cauteloso – já que não tinha Wagner, machucado, escalou Diguinho e avançou Jean para ajudar na armação de jogadas. O esquema deixou Thiago Neves sozinho e bem marcado por Ferdinando. Por isso, as chances só apareceram quando os volantes avançaram. Na melhor, aos 8 minutos, Diguinho deixou Wellington Nem na cara do gol, e Dida salvou a Lusa.

O Fluminense não passou muito disso, até porque seus três jogadores convocados para a seleção brasileira não estiveram bem na primeira etapa. Além do marcado Thiago Neves, Wellington Nem se escondeu muito e deixou Fred morrendo de fome – o centroavante só recebeu um lançamento na área, do jeito que gosta, e pediu pênalti após se enrolar com o zagueiro Rogério. O terceiro convocado, Carlinhos, só foi notado quando errou uma saída de bola que quase resultou em gol de Ananias. O trio parecia já pensar no Superclássico das Américas, contra a Argentina.

A Lusa continuou melhor, mas não soube atacar. O time de Geninho deixou de jogar pelo chão e passou a apelar para os cruzamentos na área, sem sucesso. Se Gum parecia perdido, Digão afastou todas e mostrou personalidade. Ele só foi titular porque Leandro Euzébio estava suspenso. Nas arquibancadas, os barulhentos tricolores lembraram: o time briga pelo título e não podia ser tão apático. Os gritos de “Tricampeão”, em alusão aos títulos nacionais do Flu, serviram para tentar animar os comandados de Abel.

Wellington Nem, Portuguesa x Fluminense (Foto: Agência Photocamera)Wellington Nem passa por Dida e completa para marcar o segundo gol do Flu (Foto: Agência Photocamera)

A estrela do líder

A opção por Diguinho não deu certo, e Abel Braga lançou Rafael Sobis na vaga do volante para o início do segundo tempo. Essa era a dúvida do técnico durante toda a semana, em busca do substituto de Wagner. Resolveu deixar metade da partida para cada um. Sobis até buscou jogo, pediu bola e apareceu, mas não foi suficiente para deixar o Fluminense mais ofensivo.

Pelo contrário. A Lusa continuou com maior volume de jogo, sempre dando trabalho à defesa tricolor. Os dois melhores lances foram com Moisés, que invadiu a área pronto para chutar a gol. Nas duas vezes, a zaga do Flu chegou a tempo de travar e evitar o pior. Em alguns momentos, o jogo ficou concentrado em metade do campo, em que o time mandante atacava, e o visitante se defendia.

O ritmo diminuiu a partir da metade do segundo tempo, e o jogo ficou com uma cara de 0 a 0… A Lusa, pelo que fez, até merecia estar vencendo. Mas o líder do Brasileirão parece viver um momento especial, em que tudo dá certo até na dificuldade. Aos 28, uma bola despretensiosa para Fred foi rebatida e sobrou na entrada da área para Jean. O volante mal ajeitou e soltou o petardo de longe, sem chances para Dida: 1 a 0.

Os dois lances seguintes ao gol mostraram de que lado estava a estrela. No primeiro ataque da Lusa, Luis Ricardo exigiu milagre de Cavalieri, e Ananias, livre, pegou um rebote limpo e mandou para a arquibancada. Depois, aos 30 minutos, Gustavo errou uma saída de bola e entregou a bola a Wellington Nem, que se livrou de Dida, fez 2 a 0 e cravou a liderança do Fluminense. Os gritos de “Tricampeão” das arquibancadas, aos poucos, vão empurrando a equipe rumo ao título nacional.

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Lusa vence nos contra-ataques, e Verdão se afunda na zona da degola

A Portuguesa aplicou uma lição ao Palmeiras nesta quarta-feira, no Canindé: não dá para viver de passado, por mais recente que ele seja. Com um jogo coeso, planejado e baseado nos contra-ataques, a Lusa venceu por 3 a 0, dois gols do artilheiro Bruno Mineiro e um de Moisés, e vê a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro cada vez mais distante. O Verdão, ainda sobre os louros do título da Copa do Brasil, parou de jogar futebol. Em algumas boas atuações, não obteve o resultado por obra do acaso. Nesta quarta, nem boa atuação teve e somou sua terceira derrota consecutiva no torneio.

A Lusa chegou aos 25 pontos e mantém uma sequência positiva na competição: apenas uma derrota nos últimos dez jogos. O técnico Geninho vai ajeitando sua equipe, mas tem muito a agradecer a Bruno Mineiro. Em sete jogos, já são seis gols e a idolatria imediata junto à torcida rubro-verde. Para a tarefa inicial da Portuguesa, fugir do rebaixamento, Bruno se encaixa muito bem e pode levar o clube a sonhar com mais. A Lusa foi cirúrgica nos contra-ataques e deu show no Canindé.

O Palmeiras? Este, mais uma vez, tropeça nos próprios erros defensivos. O time de Luiz Felipe Scolari estacionou nos 16 pontos e ainda foi prejudicado pelos resultados dos rivais. Com a vitória do Bahia sobre o Santos, o Verdão fica a quatro pontos da primeira equipe fora da zona da degola. Se não era desesperador no fim do primeiro turno, agora passa a ser.

As duas equipes voltam a jogar no sábado, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Palmeiras recebe o Grêmio às 18h30m (horário de Brasília), no Pacaembu, enquanto a Portuguesa visita o Vasco um pouco mais tarde, às 21h, em São Januário.

João Vitor e Ananias, Portuguesa e Palmeiras (Foto: Roberto Vazquez / Futura Press)Ananias, da Portuguesa, tenta passar pela marcação de João Vitor (Foto: Roberto Vazquez / Futura Press)

Caça aos gringos

Em casa, mas com minoria de torcida, a Portuguesa entrou em campo com uma tática bem clara: não dar um centímetro sequer de espaço aos criativos Valdivia e Barcos. Mais do que bem marcados, o chileno e o argentino foram caçados pela zaga rubro-verde. O Mago sofreu quatro faltas duras nos primeiros 15 minutos e ainda deu dois sustos no primeiro tempo, quando caiu, levou a mão à coxa esquerda, mas continuou em campo.

Apesar das entradas mais fortes, a Lusa também mostrou futebol e teve o domínio por algum tempo. Pelas pontas, Luis Ricardo e Moisés levaram vantagem sobre Juninho e João Vitor, mas o problema é que a equipe de Geninho apostou demais na bola aérea. Muito bem na defesa, Thiago Heleno afastou todas com autoridade. Sem tantos recursos, a Portuguesa levou pouco perigo a Bruno – a melhor chance foi em uma aparição de Moisés na área, num cabeceio sem força.

No ataque alviverde, Barcos sofria. O Pirata tentava uma brecha entre Gustavo, Valdomiro e Rogério, este improvisado na lateral esquerda. O argentino mostrou uma irritação incomum e errou posicionamentos simples, como o da linha de impedimento – a bandeirinha levantou para ele na chance que parecia mais clara para o Palmeiras, em contra-ataque pela direita. Ele foi mais útil na defesa, ajudando Thiago Heleno a afastar cruzamentos.

Felipão optou por manter a formação do clássico com o Santos, e por isso Mazinho e Betinho ficaram abertos pelas pontas. Não deu certo. Faltou inspiração para o primeiro e qualidade para o segundo. Até por isso, o ataque palmeirense ficou muito espalhado, perdido, desorganizado. A Lusa aproveitou para crescer novamente, e Ananias quase abriu o placar aos 39 minutos, em jogada típica de pivô, girando em cima do zagueiro para finalizar.

O mesmo Ananias se lembrou da existência de Valdivia no fim do primeiro tempo. Depois de tanto sofrer, o Mago deu o troco no baixinho meia da Lusa, que nada tinha a ver com as faltas duras dos zagueiros rubro-verdes. Quase deu confusão. O princípio de tumulto chamou mais a atenção do que a própria partida. Em um jogo feio como esse, ninguém merecia fazer o gol na primeira etapa.

Verdão apaga, Lusa aproveita

O clima quente do primeiro tempo se manteve no segundo, e logo no primeiro minuto uma discussão entre Moisés e Henrique tratou de acender o jogo. Mas só uma equipe realmente se ligou e tirou proveito da alta temperatura do confronto. A Portuguesa ganhou confiança, viu que o sistema defensivo do Verdão já não é tão eficiente assim. Viu que Leandro Amaro, plantado no miolo da zaga, poderia dar origem à falha que o time de Geninho tanto procurava para dar seu tiro certeiro.

Aos 4 minutos, deu a lógica. Diante de um Palmeiras que se arrastava em campo, a Lusa logo abriu o placar. Mas, faça-se justiça, não foi apenas Leandro Amaro que falhou. Correa foi com o pé “mole” em uma dividida, Ananias avançou e cruzou na cabeça do artilheiro Bruno Mineiro, livre, livre, depois de um escorregão trágico do zagueiro. Cinco gols em sete jogos para Bruno, novo candidato a ídolo da torcida rubro-verde.

A entrada de Maikon Leite, no início do segundo tempo, mudou pouco o panorama palmeirense. Ainda sem o ritmo de jogo ideal (voltava de lesão), o atacante foi muita correria e pouca objetividade. Obina e Márcio Araújo substituíram Mazinho e Correa. O volume de jogo até aumentou, mas a defesa, que já não andava bem, ficou ainda mais exposta.

Ficou fácil para Bruno Mineiro brilhar novamente e marcar seu sexto gol no Brasileirão. Aos 25, Rogério aproveitou a avenida deixada por João Vitor, avançou e soltou a bomba. Bruno, o goleiro, rebateu. O xará aproveitou a sobra e completou de cabeça: 2 a 0, justo, muito justo, para um time que soube ser objetivo no ataque.

Quando o Palmeiras tentava buscar forças para uma reação bastante improvável, foi a Lusa que transformou a boa vitória em goleada. Aos 39, bom contra-ataque do time rubro-verde e bola nos pés de Moisés, que passou com estilo por João Vitor e bateu cruzado, rasteiro, sem chance para Bruno.

A lua de mel trazida com o título da Copa do Brasil, definitivamente, acabou. Pela primeira vez desde a conquista, a torcida palmeirense protestou, exigiu a vitória, gritou que o “bicho vai pegar”. A situação é preocupante, sim. Contra adversários diretos da parte de baixo da tabela, o Verdão vacilou. A Lusa, ao contrário, foi eficiente e festeja a distância cada vez maior da zona da degola do Brasileirão.

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Timão lota o Pacaembu num sábado à noite, mas só empata com a Lusa

O Corinthians levou 31.106 pagantes num sábado à noite ao Pacaembu, mas não conseguiu a vitória sobre a Portuguesa. Depois de um fraco primeiro tempo, quando viu Héverton abrir o placar para a Lusa, o Timão voltou melhor na etapa final, reagiu, chegou ao empate (com um gol de falta de Douglas) e deu mostras de que poderia virar. Mas falhou nas finalizações. O resultado de 1 a 1 acabou sendo ruim para os dois times – o Timão fica na 12ª posição com 12 pontos, 16 atrás do líder Atlético-MG, e a Portuguesa fica com nove, na 15ª colocação, podendo terminar a rodada na zona do rebaixamento, dependendo dos resultados deste domingo.

Por mais que esteja em situação complicada na tabela de classificação, a Lusa segue invicta nos clássicos regionais neste Campeonato Brasileiro. O time do Canindé venceu o São Paulo e empatou contra Palmeiras, Santos e Corinthians. A partida também marcou o reencontro de Dida com o Timão. A torcida alvinegra reverenciou o goleiro, que conquistou vários títulos com a camisa do time do Parque São Jorge.

Já o Timão perde um pouco o ritmo na recuperação após o título da Taça Libertadores da América. A equipe da casa havia vencido duas seguidas – maior série na competição –, mas conquistou apenas um ponto neste sábado. A ausência de Danilo, poupado pela comissão técnica, foi sentida. Edenílson, o substituto, não teve boa atuação.

– No primeiro tempo não fomos bem, mas no segundo reagimos e criamos chances para vencer a partida –  comentou o lateral corintiano Fábio Santos.

O próximo jogo do Corinthians será na quarta-feira, novamente no Pacaembu, contra o Cruzeiro – Douglas recebeu o terceiro amarelo e será desfalque. Já a Lusa pega o Flamengo, quinta-feira, no Engenhão.

Romarinho Corinthians x Portuguesa (Foto: Marcos Bezerra / Ag. Estado)Romarinho domina a bola, observado por Welder e Marcelo Cordeiro (Foto: Marcos Bezerra / Ag. Estado)

Superior, Lusa sai na frente

Corinthians e Portuguesa começaram o primeiro tempo como era esperado: com o Timão, em plena recuperação no campeonato, dominando as jogadas ofensivas, e a Lusa, que beira a zona de rebaixamento, se desdobrando para marcar o veloz Emerson. Mas isso não durou mais do que 15 minutos. Depois de um início mais alvinegro, os visitantes equilibraram a partida.

Tite mudou várias vezes o esquema de jogo ao longo da primeira etapa. Primeiro Romarinho caiu pela esquerda e Edenílson pela direita, com Douglas um pouco atrás. Depois de alguns minutos, os atacantes inverteram o lado. Perto do fim do primeiro tempo, Edenílson passou a atuar como volante, e Romarinho se mandou para frente com Sheik, que ficou grande parte dos 45 minutos iniciais muito isolado. Mesmo assim, o atacante corintiano deu muito trabalho para o estreante Valdomiro. O zagueiro perdeu todas na corrida.

Enquanto isso, a Portuguesa, que venceu o São Paulo e empatou nos clássicos contra o Palmeiras e Santos, contou com a boa atuação de Guilherme, Moisés e Léo Silva no meio. O trio, com a bola nos pés, trabalhou bem, levando o time para o ataque. E ainda contaram com alguns erros causados por desatenção da zaga corintiana. Se os atacantes Héverton e Diego Viana não tivessem ficado tanto em impedimento, a Lusa poderia ter feito mais que um gol. Tento este que saiu após tabela de Moisés com Héverton, que invadiu a área e bateu forte. Cássio nada pôde fazer.

Enquanto os passes da Portuguesa se encaixaram e renderam um gol no primeiro tempo, os do Corinthians saíam tortos, principalmente próximos à área do goleiro Dida. O Alvinegro não teve uma oportunidade sequer para marcar. Douglas, destaque na vitória do meio de semana contra o Flamengo, por 3 a 0, teve uma atuação discreta na primeira etapa. Com isso, Paulinho chegou mais ao ataque, tentando ajudar. Não era o bastante.

Com Jorge Henrique, Timão empata

O puxão de orelha do treinador Tite no vestiário deve ter sido forte. O Corinthians voltou com uma pegada completamente diferente do primeiro tempo. Se o time estava errando passes e criando pouco, na etapa complementar foi diferente. E a entrada de Jorge Henrique na vaga de Edenílson contribuiu, e muito, para isso. Com ele em campo, o Timão foi para a correria em busca do resultado.

E ele não demorou a sair. A Portuguesa, com dificuldade de marcar, cometeu muitas faltas na segunda etapa. E foi a partir de uma delas que o Alvinegro igualou o placar. Melhor após o intervalo, Douglas cobrou falta com veneno e contou com a sorte para a bola morrer no fundo do gol, aos 4 minutos – ele alçou na área, ninguém desviou, mas, com a vista encoberta, Dida não conseguiu fazer a defesa.

Douglas passou a fazer o que deveria fazer desde o início: armar o meio. O jogador caiu pelos dois lados, buscou o jogo perto do meio de campo, carregou até a entrada da área e deu trabalho para a defesa da Portuguesa.

A Lusa, por sinal, abriu mão de criar jogadas com a bola de pé em pé e passou a jogar nos contra-ataques. Héverton e Diego Viana ficaram no mano a mano com os zagueiros do Corinthians, mas não conseguiram marcar.

Emerson Sheik e Douglas tiveram chances para virar o jogo – Sheik mandou para fora, o meia chutou no travessão. Tite ainda mandou a campo o atacante Adilson e o meia Ramirez nos lugares de Emerson e Paulinho, mas o Timão não conseguiu a vitória.

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