Arquivo da tag: loterias

Governo autoriza a Caixa a reajustar preço das apostas das loterias; Mega-Sena custará R$ 4,50

O Ministério da Economia autorizou a Caixa Econômica Federal a aumentar os preços das apostas das loterias no país. A Mega-Sena, que hoje custa R$ 3,50, passará a R$ 4,50, um aumento de 28,6%. O banco deverá definir a data em que os novos valores entram em vigor.

A portaria que autoriza o aumento foi publicada nesta quinta-feira (31) no Diário Oficial, e foi elaborada pela Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria do ministério.

A última atualização no preço da aposta da Mega-Sena ocorreu em 2015, quando passou de R$ 2,50 para R$ 3,50.

Veja abaixo os novos valores:

  • Dupla-Sena: a aposta simples, ou mínima, passa de R$ 2,00 para R$ 2,50
  • Loteca: a aposta múltipla mínima obrigatória passa de R$ 2,00 para R$ 3,00
  • Loteria Federal: a portaria não faz menção se haverá mudança
  • Lotofácil: a aposta simples, ou mínima, passa de R$ 2,00 para R$ 2,50
  • Lotogol: a aposta simples, ou mínima, passa de R$ 1,00 para R$ 1,50
  • Lotomania: a aposta única passa de R$ 1,50 para R$ 2,50
  • Mega-Sena: a aposta simples, ou mínima, passa de R$ 3,50 para R$ 4,50
  • Quina: a aposta simples, ou mínima, passa de R$ 1,50 para R$ 2,00
  • Timemania: a aposta única passa de R$2,00 para R$ 3,00

O aumento deverá entrar em vigor num domingo ou feriado nacional, após pelo menos 3 dias de propaganda em rádio, TV, jornais e revistas e internet.

A portaria também autoriza a Caixa a, a partir de 2020, fazer reajustes sem necessidade de autorização do governo desde que o percentual seja inferior ou igual à inflação acumulada nos 12 meses desde o aumento anterior. Para reajuste superiores, o banco ainda vai precisar do aval do governo.

Mudança da premiação

De acordo com a portaria, as loterias Lotofácil e Timemania terão os valores de premiação alterados:

Lotofácil

  • R$ 5,00 para apostas vencedoras com acerto de 11 números
  • R$ 10,00 para apostas vencedoras com acerto de 12 números
  • R$ 25,00 para apostas vencedoras com acerto de 13 números

Timemania

  • R$ 3,00 para apostas vencedoras com acerto de 3 números
  • R$ 9,00 para apostas vencedoras com acerto de 4 números
  • R$ 7,50 para apostas vencedoras com acerto do “Time do Coração”

 

G1

 

 

Loterias arrecadaram cerca de R$ 12,8 bilhões em 2016, queda de 13,8%

mega-senaAs loterias federais, administradas pela Caixa Econômica Federal, arrecadaram cerca R$ 12,8 bilhões em 2016, o valor é 13,8% menor do que arrecadado em 2015, informou a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda.

Segundo o ministério, a arrecadação do ano passado foi impactada pela retração da atividade econômica.

Em nota, o ministério informa que repassou mais de R$ 5 bilhões desse valor para investimentos, sendo R$ 950 milhões ao Esporte, R$ 2,1 bilhões à Seguridade Social, R$ 1,2 bilhão ao Programa de Financiamento Estudantil do Ensino Superior (Fies), R$ 359 milhões ao Fundo Nacional de Cultura, R$ 385 milhões ao Fundo Penitenciário Nacional e R$ 8,9 milhões à Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e para a Cruz Vermelha.

Outros R$ 6,1 bilhões foram destinados aos cofres do Tesouro Nacional, R$ 1,07 bilhão foram arrecadados diretamente como Imposto de Renda sobre os prêmios pagos.

Apesar da queda em 2016, a arrecadação nominal com as loterias vinha crescendo. Em 2012 foram arrecadados R$ 10,5 bilhões, R$ 11,4 bilhões em 2013, R$ 13,5 bilhões em 2014 e R$ 14,9 bilhões em 2015.

G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

MPF denuncia cinco presos por fraudes em pagamentos de loterias

loteriasO Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) ofereceu a primeira denúncia contra investigados na Operação Desventura, que apura fraudes em pagamentos de loterias da Caixa Econômica Federal (CEF). De acordo com o órgão, neste primeiro momento, são alvos cinco integrantes da cúpula da quadrilha, que estão presos desde o último dia 10 de setembro. O ex-jogador da seleção brasileira Edílson da Silva Ferreira, conhecido como Edílson Capetinha, não está entre os denunciados nesta fase.

Segundo o MPF, devem responder pelo crime de organização criminosa Eduardo Pereira dos Santos, Arcanjo Jorge Peralta, Hernane de Araújo Lima, Leandro de Carvalho Oliveira e Sinomar José da Silva. Segundo o procurador da República Hélio Telho, eles se associaram para planejar e cometer as fraudes que renderam cifras milionárias.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

G1 tenta contato com as defesas dos envolvidos, mas elas não foram localizadas até a publicação desta reportagem.

A denúncia foi oferecida na última quarta-feira (14), mas a informação só foi divulgada pela assessoria de imprensa do MPF nesta sexta-feira (16).

Hélio Telho explicou ao G1 que, inicialmente, apenas os suspeitos que foram presos foram denunciados, mas que, em breve, o MPF vai se posicionar sobre os demais envolvidos, como o ex-jogador Edílson, que foi indiciado pela Polícia Federal por quatro crimes.

“A nossa urgência maior foi em analisar a situação dos suspeitos que estão presos, já que existem prazos e não podíamos correr os risco de que eles fossem soltos pela Justiça. Quanto aos demais, em breve teremos desdobramentos”, disse.

A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa da Justiça Federal, para confirmar se a denúncia já foi recebida, mas as ligações não foram atendidas até o início desta tarde.
Operação Desventura
A Polícia Federal deflagrou a Operação Desventura no último dia 10 de setembro. No total, foram expedidos 54 mandados judiciais contra o grupo em Goiás, na Bahia, São Paulo, Sergipe, Paraná e no Distrito Federal.
Segundo assessoria de imprensa da PF, dos mandados, 13 eram para prisões preventivas e temporárias, sendo os seis em Goiás. No total, 10 pessoas foram detidas, incluindo as três no estado. Já das do total de 22 mandados de conduções coercitivas, 19 foram cumpridos. Os 19 de busca e apreensão foram todos realizados.
De acordo com a corporação, a investigação, iniciada em outubro do ano passado, apontou que o esquema criminoso contava com a ajuda de correntistas da Caixa Econômica Federal, que eram escolhidos pela quadrilha por movimentar grandes volumes financeiros e que também seriam os responsáveis por recrutar gerentes do banco para a fraude.

Ainda segundo a PF, quando os criminosos estavam de posse de informações privilegiadas, entravam em contato com os gerentes para que eles viabilizassem o recebimento do prêmio por meio de suas senhas, validando, de forma irregular, os bilhetes falsos.

“A fraude não está no sorteio, ela está na validação fraudulenta dos bilhetes. Qualquer bilhete premiado tem o prazo de 90 dias para ser retirado. O sistema da Caixa emite um alerta quando faltam oito dias para prescrever esse bilhete. Com base nessas informações privilegiadas, servidores da Caixa repassavam quais seriam esses bilhetes para membros da quadrilha”, explicou a delegada Marcela Rodrigues de Siqueira, logo após a deflagração da operação.

Ex-jogador Edílson depõe na sede da PF em Goiânia, Goiás, sobre fraudes em loterias (Foto: Vanessa Martins/G1)
Edílson nega envolvimento com o
esquema de fraudes (Foto: Vanessa Martins/G1)

Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que “manterá cooperação integral com as investigações em curso”. A instituição destacou, ainda, que “está tomando todas as providências de abertura de processos disciplinares, apuração de responsabilidades e afastamentos, nos casos de envolvimento de empregados do banco”.

Financiamentos
Segundo a delegada, o grupo também alterava o sistema do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de vários estado e conseguia retirar financiamentos ainda não quitados do registro de veículos.“De posse de informações sigilosas, eles obtinham senhas de gerentes específicos, entravam em um sistema que migra para o do Detran e, com isso, conseguiam tirar gravames de veículos de diversas instituições financeiras”, explicou.
Além disso, a delegada explicou que a quadrilha usava cartões do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e do ConstruCard, que é o financimento da Caixa para a compra de materiais de construção, para cometer o crime.

“A fraude não é estrutural, ela é na comprovação da obtenção do dinheiro nos estabelecimentos. Eles [quadrilha] entravam em contato com os comerciantes e empresários para passar esses cartões e simular compras inexistentes”, relatou.

Em nota enviada ao G1 no dia da deflagração da operação, a assessoria de imprensa do BNDES informou que está buscando mais informações sobre a investigação em curso para avaliar que medida deverá adotar em relação ao caso.
Edílson
No último dia 14, o ex-jogador Edílson prestou depoimento à Polícia Federal, em Goiânia, por mais de três horas, quando negou as acusações. Ao sair, disse que está “com a consciência tranquila” e que acredita que os fatos serão esclarecidos. “Fiz o meu papel de cidadão. Fiz questão de vir a Goiânia para ajudar na investigação. Não ia deixar meu nome ser jogado no lixo”, afirmou o ex-jogador.
O ex-jogador segue em liberdade, mas foi indiciado por crime organizado, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. “Ele foi indiciado com as provas contidas na investigação e que são corroboradas com o material apreendido na casa de alguns investigados. Isso reforça o contato direto entre ele e os principais investigados”, disse a delegada Marcela Siqueira.
A investigadora explicou que a participação dele era no recrutamento e acesso aos gerentes da Caixa para participarem do esquema.
Na ocasião, um dos advogados de Edílson, Wilson Ribeiro afirmou ao G1 que “não há nada comprovado” contra o ex-jogador. Segundo ele, o processo ainda está em fase de investigação.

G1

 

Fraude em loterias: Contato de Edilson com suspeito é confirmado por ‘grampos’, diz MPF

edilsonO ex-jogador da seleção brasileira Edilson da Silva Ferreira, conhecido como Edilson Capetinha, teve o nome vinculado ao esquema de fraudes no pagamento de prêmios de loterias da Caixa Econômica Federal (CEF), após ter sido flagrado em escutas telefônicas com membros da organização criminosa. As informações são do procurador da República Hélio Telho Corrêa Filho, do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO). O ex-jogador nega envolvimento no crime.

De acordo com o procurador, por meio da assessoria, o telefone do jogador foi grampeado pela Polícia Federal, após a autorização da Justiça. Por conta do conteúdo das escutas, que ainda não foi revelado, o Ministério Público Federal (MPF) chegou a solicitar a prisão do ex-jogador. O pedido, entretanto, foi negado pela Justiça Federal.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

O advogado de Edilson, Thiago Phileto, afirmou ao G1 que a recusa do pedido de prisão é uma evidência de que não há provas de vinculações fraudulentas do ex-jogador com os suspeitos de envolvimento nas fraudes. “Eu não tenho dúvida de que essa situação vai se esclarecer. As provas que a polícia tentou vincular a Edilson são muito fragéis. Justamente por isso, o juiz não determinou a prisão”, afirma.

O advogado ressaltou que a polícia pode, de fato, ter encontrado nas escutas telefônicas algum contato do ex-jogador com um dos presos na operação, de prenome Eduardo. “Ligação telefônica pode ter. [Eduardo] procurou por ele [Edílson] propondo assessoria jurídica e de imagem. É um caça-artistas”, disse Phileto, ao destacar que o contato foi profissional e não relacionado às fraudes denunciadas.

O advogado contou que Edílson não chegou a se apresentar na Polícia Federal na sexta-feira (11), como foi anunciado. A previsão dele é de que o ex-jogador se apresente entre segunda-feira (14) e quarta (16). O carro apreendido também segue com a Polícia Federal.

Apesar das denúncias, Phileto disse Edilson está sereno e consciente da inocência. “Ele está mais precavido como nunca, buscando valorizar mais os amigos”, diz.

Entenda o caso
O ex-jogador Edílson da Silva Ferreira, um dos investigados pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento emfraudes no pagamento de prêmios de loterias da Caixa Econômica Federal, recebeu a equipe do G1 na casa onde mora, em Salvador, na noite de quinta-feira (10), e disse estar tranquilo diante das acusações.

Agentes da PF estiveram na residência do ex-jogador para cumprir mandado de busca e apreensão e apreenderam discos rígidos e computadores. Um carro dele também foi levado. Edílson é suspeito de aliciar gerentes da Caixa a participar do esquema que desviou ao menos R$ 60 milhões de valores de bilhetes premiados não sacados pelos ganhadores. O dinheiro deveria ser destinado ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). No ano passado, os premiados na loteria deixaram de resgatar R$ 270,5 milhões.

Edilson negou que tenha entrado em contato com gerentes da Caixa para fazer operações ilícitas. “Essa informação não procede. As ligações que tenho com o meu gerente são normais, como qualquer correntista que liga para um gerente para saber como está a conta. As minhas contas estão aí. Está tudo liberado, podem observar. Não existe nada demais nas minhas contas. Meu gerente está à disposição para mostrar também como está a minha conta”, disse.

O advogado de Edilson, Thiago Phileto, também afirmou que o ex-jogador não tem ligação com o esquema de fraudes. “O nome dele foi ventilado de maneira leviana. A gente tem certeza de que quando as investigações forem aprofundadas, o nome dele será retirado [da lista de suspeitos]”, afirmou.

Edilson concedeu entrevista em sua residência, em Salvador (Foto: Alan Tiago Alves/G1)
Edilson concedeu entrevista em sua residência,
em Salvador (Foto: Alan Tiago Alves/G1)

Edilson negou ter algum grau de parentesco com Eduardo, mas afirmou já ter tido ligação com o suspeito. “O Eduardo fazia assessoria para mim há dois anos, mas tem muito tempo que a gente não se fala. Tem muito tempo que a gente não tem contato. E não sei por que está acontecendo tudo isso. Estou aqui dentro da minha casa, tranquilo, consciente. Quero colaborar com tudo”, destacou.

O ex-jogador acredita que possa ter tido o nome envolvido no esquema de fraude por conta de alguma conversa que teve com Eduardo por telefone no passado. “Hoje em dia telefone, escuta telefônica é muito fácil, né? Então, deve ter sido. Como a pessoa teve uma ligação comigo durante muito tempo, pode ter me ligado para fazer alguma coisa, para falar alguma coisa e estão associando meu nome a uma pessoa que eu não tenho nada a ver. Eles devem ter pego alguma ligação dele para mim e juntou meu nome ao negócio”, destacou.

Como a pessoa teve uma ligação comigo durante muito tempo, pode ter me ligado para fazer alguma coisa, para falar alguma coisa, e estão associando meu nome a uma pessoa que eu não tenho nada a ver”
Edilson, ex-jogador

Edílson afirmou que foi surpreendido pela notícia na manhã de quinta, quando estava a caminho da  cidade de Juazeiro, na região norte da Bahia. Ele contou que, ao saber das suspeitas, resolveu cancelar a viagem e voltar para Salvador, a fim de resolver a situação envolvendo o nome dele.

“Estava na estrada quando aconteceu isso. Estava em um compromisso e voltei para poder resolver esse negócio. Meu advogados já estão cientes do que está acontecendo e eu também. Estou de coração aberto para ajudar a Justiça. Pode vir aqui, conferir a casa, o carro, o que quiser. Eu sou um pentacampeão mundial. O dinheiro que eu ganhei foi dinheiro com futebol, com suor, com trabalho. Nunca bebi, nunca usei drogas, nunca fiz nada, nunca mexi com coisa errada e não é agora que eu vou fazer isso. Vou mostrar para todo mundo que isso é uma calúnia e que eu não tenho nada a ver com essa a história”, ressaltou.

O ex-jogador afirmou que quer ajudar a polícia a esclarecer a história, que segundo ele, é prejudicial pra sua imagem. “Uma notícia dessa é ruim para mim, porque eu perco muita coisa. Perco patrocinadores, perco eventos, e acaba em um desgaste familiar, em um desgaste de tudo. Vamos ver o que é que vai dar. Mas eu acredito que isso vai ser resolvido e essa aresta, ou não sei como posso falar, vai ser dissolvida logo logo”.

Suspeitos presos em Salvador por fraude em loterias chega ao DPT (Foto: Alan Tiago/G1)
Suspeitos presos em Salvador passaram pelo DPT
antes de serem levados para cadeia.
(Foto: Alan Tiago/G1)

Ação
Além da Bahia, a operação Desventura cumpriu mandados judiciais em Goiás, São Paulo, Sergipe, Paraná e no Distrito Federal. A Polícia Federal informou, no início da manhã de quinta, que um um doleiro também está entre os suspeitos de envolvimento no esquema.

De acordo com a PF, na Bahia, foram expedidos um mandado de prisão preventiva e três de prisão temporária. No entanto, apenas três foram cumpridos – uma pessoa ainda não foi localizada pela polícia. Também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e oito de condução coercitiva no estado.

Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que “já vem colaborando com as investigações da Operação Desventura” e que “manterá cooperação integral com as investigações em curso”. A instituição destacou, ainda, que “está tomando todas as providências de abertura de processos disciplinares, apuração de responsabilidades e afastamentos, nos casos de envolvimento de empregados do banco”.

Os presos e o material apreendido na Bahia deverão ser transferidos para Goiânia. Já as pessoas conduzidas coercitivamente prestarão depoimento na sede da Polícia Federal, em Salvador, e liberadas em seguida. As buscas têm o objetivo de arrecadar documentos, computadores e objetos relacionados com o suposto esquema de fraude.

Os investigadores constataram que o esquema criminoso contava com ajuda de correntistas da Caixa Econômica Federal, escolhidos por movimentarem grandes volumes financeiros. Eles eram usados para recrutar gerentes do banco para agir no esquema. De posse de informações privilegiadas, a quadrilha contatava os gerentes, que viabilizavam o recebimento do prêmio por meio de suas senhas, ao validar os bilhetes falsos.

Durante a investigação, um integrante da quadrilha chegou a ser preso quando tentava aliciar um gerente para saque de um bilhete de loteria no valor de R$ 3 milhões. Poucos dias depois de liberado, o suspeito foi morto em condições que ainda são investigadas pela polícia.
Os policiais federais também identificaram fraudes na utilização de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), ConstruCard – que é o financiamento da Caixa para a compra de materiais de construção – e liberação irregular de gravames de veículos.

A investigação da PF conta com apoio do Setor de Segurança Bancária Nacional da Caixa Econômica Federal. Os envolvidos devem responder por crimes como organização criminosa, estelionato qualificado, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, falsificação de documento público, evasão de divisas.

G1