Arquivo da tag: livros

Prefeito Douglas Lucena realiza entrega de livros infantis e novo fardamento nas Creches do município

Na terça-feira (10), o Prefeito Douglas Lucena realizou a entrega do novo fardamento nas Creches Tia Glauce, localizada na Cidade Alta e Donzinha Bezerra, localizada na Cidade Baixa.

Além da entrega do novo fardamento, 350 livros de literatura infantil também foram entregues para os alunos das instituições. Compreendendo que a primeira infância é a grande janela de aprendizagem do ser humano.

O novo fardamento será entregue em todas as Creches do município, na próxima quinta-feira (12), a entrega acontece nas Creches Eurídice Ramalho, Janete Freitas e a Dionísio Maia.

De acordo com a Secretaria de Educação, serão entregues ao todo 380 kits de fardamentos para as Creches do município, dois uniformes para cada criança. O uniforme é importante para identificação da criança, passando para ela uma confiança de pertencer a um ambiente de aprendizagem, além de proporcionar uma maior organização.

Ascom – PMB

 

Festival Literário de Bananeiras acontece em Outubro com lançamento de livros e grandes nomes nacionais

Bananeiras no Brejo paraibano tem seu reconhecimento por realizar grandes eventos como o tradicional São João Pé de Serra em junho e ser uma das sedes da Rota Cultural Caminhos do Frio, no mês de agosto.

Não poderia ser diferente ao lançar neste mês a realização do I Festival Literário, que já nasce grande contemplando aos que visitarem a cidade entre os dias 25 e 27 de Outubro com várias intervenções culturais.

Estão previstos lançamento de livros, feiras, contação de histórias, saraus e diversas ações culturais pela cidade. Nomes como Laurentino Gomes, Jorge Caldeiras, Sergio Abranches e Miriam Leitão estão confirmados.

Ascom-PMB   

 

Livros didáticos estão abandonados em depósito em Conceição na Paraíba

LIVROSMais de 10 mil livros didáticos estão abandonados no pátio e em um depósito da Secretaria de Educação de Conceição, no Alto Sertão da Paraíba. O material que devia ter sido entregue aos alunos está guardado, dividindo espaço com restos de móveis e pneus velhos. Alguns exemplares estão velhos e desgastados, mas outros ainda estão novos e embalados. O problema foi mostrado no Bom Dia Paraíba desta sexta-feira (26).

O prefeito do município, Nilson Lacerda, explicou que o material se acumula há mais de 12 anos e que a situação já era essa quando ele recebeu a Prefeitura. “Não foi possível distribuir esses livros, tendo em vista que eles estavam altamente ultrapassados. Dentro da nossa gestão, ou seja, 2013 – 2014, o que recebemos foi distribuído. Em relação a esses livros encontrados no depósito, desde o ano passado foi dada ciência ao Ministério Público de toda essa situação”. Contatado pela TV Paraíba, o procurador do Ministério Púlico informou que não tinha conhecimento do assunto.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

O secretário de Educação, Fidelis Mangueira, afirmou que procurou o Ministério da Educação (MEC) para saber qual destino deveria dar aos livros. “Recebemos uma circular do MEC, do FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação], informando que nós poderíamos fazer doação para a comunidade, para o outras instituições, para presídios, ou também poderíamos encaminhar esses livros para a reciclagem. Nós não fizemos isso tendo em vista que nós encontramos livros ainda lacrados em ótimo estado de conservação e a gente acha um desperdício encaminhar um livro desse para uma reciclagem. Temos divulgado que nós temos esses livros à disposição, mas a procura é muito pouca”, disse.

Os livros também chegam em excesso às salas de aula do município. Teve aluno que ganhou 12 exemplares este ano, duas vezes mais que a média. Em uma das escolas de Conceição, a quantidade de livros disponíveis é tão grande que os professores aproveitam para usá-los na decoração e até a árvore de Natal é feita de livros.

“Nós implantamos um projeto de leitura, o qual incentiva os alunos a levarem os livros para casa. Nós fazemos doações de livros a eles, eles levam de 2 a 3 livros por semana”, explicou a diretora Mara de Lourdes Ferreira.

A assessoria do FNDE explicou que não existe nenhuma orientação para que os livros sejam queimados. O descarte dos livros usados deve ser feito após três anos, mas deve obedecer a legislação vigente do município em relação a política de resíduos sólidos. Os livros também podem ser doados para bibliotecas ou ainda usados como mateiral de apoio nas aulas. Além disso, a orientação é de que quando uma escola receber livros novos a mais, a Secretaria de Educação comunique ao MEC para que esse material seja remanejado para outras escolas.

Ainda segundo informações do FNDE, este ano foram distribuídos na Paraíba mais de 2,7 milhões de livros didáticos. Isso representa um investimento de quase R$ 24 milhões. O cálculo da quantidade de livros para cada cidade é baseado em projeção do número de alunos no Censo Escolar.

 

G1

 

 

 

Com mais de 100 mil livros, bibliotecas da UFPB e do Estado ainda são criticadas por usuários

Portal Correio
Portal Correio

As Bibliotecas Central e Setoriais da Universidade Federal da Paraíba são alvos de muitas reclamações por parte dos alunos da instituição. Usuária assídua dos locais, a estudante de Raquel Sousa, de 21 anos, aponta deficiências no serviço oferecido pelas bibliotecas da instituição. Segundo ela, não existe material suficiente para todos os alunos e os volumes que são disponibilizados estão gastos e desatualizados. A administração da biblioteca diz que desconhece os problemas.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

“Já aconteceu de um professor indicar um livro e a biblioteca só oferecer um ou dois exemplares. Geralmente um é cativo e o outro já foi emprestado, então às vezes fica praticamente impossível ter acesso a determinados livros”, conta. “Outro problema é que muitas vezes só são disponibilizados edições em francês. No curso de Letras, a gente tem aula de línguas estrangeiras, mas a falta de exemplares traduzidos dificulta o estudo”, completa.

As falhas não se limitariam apenas ao acervo, mas se estenderiam ao sistema online de busca por títulos abrigados nas bibliotecas da universidade. “É comum o sistema mostrar que a biblioteca tem sete exemplares de um mesmo livro, por exemplo, e quando você chega lá àquela informação não era verdadeira. Falta controle nesse sentido”, afirma Raquel.

De acordo com a estudante, os servidores da universidade não estão alheios à situação: “Questionei os funcionários sobre isso algumas vezes e eles admitiram que outros alunos já procuraram pelo mesmo título, mas que realmente a biblioteca não disponibiliza nenhum exemplar, apesar de constar no sistema que sim. Ou seja, eles recebem as reclamações, mas o problema nunca é solucionado”, reclama.

 

Ao Portal Correio, a diretora do Sistema de Bibliotecas da UFPB, Suely Pessoa, disse que desconhece qualquer tipo de falha no software de busca por títulos. Ela também comentou as críticas feitas ao acervo da Biblioteca Central: “Os livros mais atualizados são armazenados nas bibliotecas setoriais, enquanto a Central abriga obras clássicas e funciona como uma espécie de memória do acervo da universidade. Além disso, disponibilizamos mais de 85 mil livros na internet, que podem ser consultados através da plataforma SIGAA”, esclareceu.

Biblioteca Estadual

Outro acervo bastante criticado por estudantes da Capital é o da biblioteca Augusto dos Anjos, com 17 mil livros. Localizada no Centro da cidade, o local recebe cerca de cinquenta usuários por dia, segundo informações da coordenadora do espaço, Severina Kátia.

A presença de concurseiros no espaço é bastante significativa. Edite Pereira, 42 anos, começou a frequentar a Biblioteca Estadual há alguns meses. Ela conta que foi atraída pela tranquilidade que o ambiente a proporciona durante a preparação para certames.

No entanto, a concurseira afirma que alguns aspectos do local não permitem um melhor desempenho na hora de estudar. “É tudo muito antigo, a situação é péssima, eu sempre trago o meu material, poucas vezes tive que ir até as prateleiras, mas mesmo assim não encontrei nada bom”, diz.

A coordenadora Severina Kátia nega que o acervo para a área de concursos seja desatualizado. “Nosso público alvo são os estudantes de ensino médio, concurseiros e universitários e na área de concursos nosso acervo está bastante atualizado pois nós recebemos doações de materiais desse tipo”, disse ela.

Sobre a relação entre a tecnologia e os materiais da biblioteca, a coordenadora informou sobre as soluções que o espaço está buscando. “Nós sempre orientamos os usuários sobre a importância dos livros, mas há casos que as pessoas precisam usar a internet e aqui temos seis computadores com internet e cada pessoa pode passar uma hora, mas nós antes sempre mostramos os materiais dos livros e revistas científicas”, completou.

 

portalcorreio

Costura da memória: Arquivo Nacional lança livros sobre o período da ditadura

ALEX REGIS/TRIBUNA DO NORTE
ALEX REGIS/TRIBUNA DO NORTE

“Só a memória costura tudo.” A frase, de Caio Fernando Abreu, nos desperta para a dimensão da memória. Esta nos dá sentido, enquanto indivíduos e enquanto grupo. Costura o que fomos, o que somos, o espaço e o tempo em que vivemos. Através dela nos reconhecemos, nos reinventamos; é a referência que nos permite enxergar e interpretar o que nos rodeia. Enquanto elemento significativo da teia social, a memória é também espaço de conflitos: desperta divergências, paixões, controvérsias, sentimentos e ressentimentos. Traz à tona lembranças, desencobre dores, expõe o que muitos prefeririam deixar na escuridão… É matéria-prima para pensar a história – a nossa e a do mundo.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

O período acima abre um dos capítulos do livro O Terror Renegado, de Alessandra Gasparotto, e sintetiza o intuito de outras duas obras também lançadas pelo Prêmio de Pesquisa Memórias Reveladas, do Arquivo Nacional. O projeto é um concurso bianual de monografias que publica trabalhos com base em fontes documentais referentes ao regime autoritário no Brasil. A memória que os três livros trazem à luz são fatos de um período sombrio que ainda tem muito a ser revelado, como mostram os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, que completou um ano em 16 de maio.

O que aconteceu com militantes que foram forçados, por meio de tortura física e psicológica, a se retratar publicamente, renegando convicções políticas? Ou ainda: qual era a função, os desdobramentos e a macabra metodologia dos interrogatórios preliminares feitos nos porões do regime? E quanto à esquecida atuação dos marinheiros contrários a ditadura e, depois, pela anistia? São essas as memórias reveladas em O Terror Renegado e também em No Centro da Engrenagem, de Mariana Joffily, e Todo o Leme a Bombordo, de Anderson da Silva Almeida.

Os “arrependimentos” de que trata Alessandra Gasparotto não podem ser considerados pelo sentido que a palavra tem no dicionário, já que não foi espontaneamente que a maioria dos cerca de 30 militantes apresentaram seus depoimentos que renegavam seus ideais e exaltavam o regime. Ao contrário. As retratações apresentadas em gravações, entrevistas e em cartas foram, em geral, conseguidas por meio de tortura.

“A história e a memória desses ‘arrependidos’ nos remetem a questões centrais da história brasileira contemporânea, tanto daqueles tempos de ditadura quanto de nossa época atual. Suas experiências evidenciam práticas nefastas da propangada oficial e da ação psicológica do regime, assim como a colaboração e a participação das principais empresas de comunicação em tais estratégias”, relata a autora. “É importante resgatar essas memórias porque, primeiro, durante muito tempo elas ficaram esquecidas. Não fazem parte nem da memória ‘oficial’ da ditadura, nem da memória de esquerda, porque esses militantes ficaram muito marcados como traidores”, completa Alessandra, professora do Departamento de História da Universidade Federal de Pelotas (RS).

Livros José Xavier Cortez,

Triagem

No Centro da Engrenagem, originalmente elaborado por Mariana Joffily para sua tese de doutorado em História Social, na Universidade de São Paulo (USP), resgata interrogatórios feitos de 1969 a 1975 na Operação Bandeirante (Oban) e no Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). Ela vasculhou o Arquivo Público do Estado de São Paulo para entender como eram realizados, a função e os desdobramentos dos interrogatórios preliminares feitos com os acusados de subversão antes de a prisão ser considerada formal.

“Uma das coisas que eu analiso é como no jogo das palavras do interrogado você encontra expressões que são típicas da repressão política. Tem um momento, por exemplo, em que o depoen­te diz que nunca teve contato com ‘esse famigerado terrorista’, expressão que dificilmente teria saído da boca do militante. Parece muito mais uma expressão dos interrogadores! Tentei entender tanto as estratégias de um, para obter as informações, como de outro, para omitir ou enganar a repressão”, conta Mariana. O processamento das informações e as sucessivas reinquirições e acareações não eram feitos apenas na busca pelos fatos reais, mas também como uma forma de obrigar o interrogado a conformar-se com as conclusões tiradas pelos interrogadores.

Apesar de o uso da tortura ser conhecido nessas operações, há, no máximo, indícios do que pode ter acontecido. “O que você encontra, às vezes, é que a sessão foi interrompida porque a pessoa começou a passar mal ou ficou numa situação em que não conseguia dizer nada. Mas não tem nada explicando por que ela chegou a esse estado. O que eu fiz foi cruzar essa documentação com a do projeto Brasil Nunca Mais, que tem as denúncias nos processos do Superior Tribunal Militar das torturas sofridas pelos presos políticos. Em alguns casos, consegui pegar o mesmo cara que foi preso e torturado no DOI-Codi que depois, na fase judicial, denunciou a tortura, e eu cruzo a informação”, afirma.

Ao ler a bibliografia do golpe de 1964, Anderson da Silva Almeida – que entrou em 1996 na Escola de Aprendizes-Marinheiros de Pernambuco – percebeu que eram recorrentes as menções sobre a rebelião dos marinheiros que ajudou a desencadear a queda do presidente João Goulart. O rapaz decidiu ir a fundo para entender essa história, e assim nasceu seu livro Todo o Leme a Bombordo, dissertação de mestrado em História Social na Universidade Federal Fluminense (UFF).

Aqui também as águas são turvas e agitadas e estão repletas de fatos escondidos no fundo desse mar. “Percebi que se falava muito sobre a rebelião dos marinheiros de 1964, sobre o cabo Anselmo, e percebi o silêncio da Marinha sobre isso. Eu tinha fontes que diziam que existiam marinheiros nos movimentos de luta armada, entre os mortos e desaparecidos políticos, nos livros de memória encontro marinheiros no exílio… E a pouca bibliografia que tinha sobre isso só falava sobre o momento da rebelião e os dias que antecederam a queda de Jango. Depois, eles sumiam dos livros”, relata.

O pesquisador resgatou parte da história do cara que anos antes vira na TV, José Anselmo dos Santos, o cabo Anselmo, um dos líderes do movimento revoltoso e controverso personagem que mudou de lado e passou a agente do governo. Mas ele não é a vedete do livro. São, sim, os militares de baixa patente que atuaram politicamente nos anos que precederam o golpe e tudo o que aconteceu com eles depois: o esquecimento e a anistia tardia.

“Trata-se de um segmento social vindo das classes baixas. Ainda hoje é assim. E, por uma questão principalmente de classe, ficou muito forte na historiografia e na academia a presença da geração de 1968 formada, sobretudo, por estudantes e jovens da classe média. Os marinheiros não apareciam tanto, por mais que estivessem sempre lá, na luta armada, no exílio e no debate da anistia”, opina.

Daí emergem histórias como a de José Xavier Cortez, que, expulso da Marinha por ter participado da rebelião, mudou-se para São Paulo e começou a trabalhar e morar em um estacionamento perto da Pontifícia Universidade Católica (PUC). De lavador de carros a estudante bolsista naquela universidade, foi uma questão de tempo. Anos mais tarde, Cortez lançaria uma editora que leva seu sobrenome.

Anderson ressalta a importância da chegada de livros como esses ao mercado. “Que a sociedade como um todo – e não só a academia e as pessoas que estão envolvidas diretamente no debate político – discuta, aprenda e apreenda o que aconteceu no passado recente do Brasil. Afinal, ainda temos vestígios do período ditatorial nas polícias militares, nas instituições, nas escolas.”

 

redebrasilatual

Biblioteca Nacional distribui quase 1 milhão de livros para 1.625 bibliotecas de todo o país

livroA Fundação Biblioteca Nacional (FBN) distribuiu 930.566 livros para 1.625 bibliotecas públicas de todo o país, cadastradas no Portal do Livro da instituição, vinculada ao Ministério da Cultura. Com a entrega, concluída em janeiro último, a FBN cumpriu a primeira etapa do Programa de Ampliação de Acervos do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), lançado em 2011 e no qual foram investidos R$ 8,4 milhões.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Os livros foram escolhidos pelas próprias bibliotecas, a partir de uma lista disponibilizada pelas editoras participantes do programa. Segundo a FBN, foram beneficiadas bibliotecas públicas, comunitárias, rurais e pontos de leitura de 1.150 municípios. Mais da metade – 56% – delas não recebiam livros há mais de dois anos.

A redução de custos foi o grande diferencial dessa distribuição, em relação às que foram feitas em anos anteriores pela FBN. A média de preço por exemplar, de R$ 44, caiu para R$ 9,05, com a exigência de que as editoras cadastrassem livros com um custo de até R$ 10. A economia foi 384%.

Outro fator que contribuiu para a diminuição dos custos e para o alcance de um número maior de bibliotecas foi o esquema de distribuição, que envolveu a participação de jornaleiros e pequenos livreiros, sobretudo no interior do país. De acordo com a FBN, foi a solução adotada para se fugir da forte concentração do mercado distribuidor de livros no eixo Rio-São Paulo.

“Além de uma grande economia de recursos e a inclusão de elos mais frágeis da cadeia produtiva, como os autores independentes e as micro e pequenas editoras, esse enraizamento da distribuição nas pequenas cidades foi fundamental para reduzir o preço do livro”, avaliou o coordenador-geral de Economia do Livro da FBN, Tuchaua Rodrigues.

Segundo ele, mesmo com esse processo, o projeto foi executado em um prazo de 15 meses, apenas um pouco mais longo do que os 12 meses dos processos anteriores de compra, quando a própria instituição precisava arcar com os custos da logística.

De acordo com a Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da FBN, pesquisas apontam a ampliação dos acervos, com a oferta de uma variedade maior de livros, como a principal motivação para que os leitores frequentem mais as bibliotecas, justificando as ações de revitalização desses espaços de fomento à leitura.

“A biblioteca pública é um espaço de criação e formação de leitores o ano inteiro e o mais democrático da leitura independente”, destacou a diretora Antonieta Cunha. Outro dado importante é que um terço dos municípios beneficiados nessa distribuição está localizado nas regiões de maior vulnerabilidade social, os chamados territórios da Cidadania.

Segundo Antonieta Cunha, a Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas está preparando um novo edital, para atender às 489 bibliotecas não contempladas na primeira fase do programa. São unidades cujos pedidos não puderam ser atendidos pelas editoras, livrarias e distribuidoras. A expectativa é de que até meados deste ano tenham sido atendidas, nas duas fases, 2.114 bibliotecas de 1.564 municípios.

Desta vez, as editoras participantes do programa deverão cadastrar livros que podem ser produzidos a um custo de até R$ 10, com tiragem de 4 mil exemplares. O preço baixo não ficará restrito à aquisição pelo Programa de Ampliação de Acervos: as editoras terão que se comprometer a imprimir mais uma edição, com o mesmo número de exemplares, para venda nas livrarias, aos consumidores comuns.

 

 

 

 

Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil

Mais de 85 mil escolas do País receberão acervo com 360 livros no próximo ano

Programa Nacional Biblioteca da Escola atenderá mais de 12,3 milhões de alunos dos anos finais do ensino fundamental além de, aproximadamente, 7,5 milhões de estudantes do ensino médio

Divulgação/Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Cerca de 7,5 milhões de alunos do ensino médio serão atendidos pelo PNBE 2013

  • Cerca de 7,5 milhões de alunos do ensino médio serão atendidos pelo PNBE 2013

Um acervo contendo 360 obras foi selecionado para integrar o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) no próximo ano. O resultado da avaliação pedagógica foi divulgado, e publicado no Diário Oficial da União, da segunda-feira (29) pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretária de Educação Básica (SEB).

O PNBE 2013 atenderá mais de 12,3 milhões de alunos dos anos finais do ensino fundamental além de, aproximadamente, 7,5 milhões de alunos do ensino médio – com orçamento previsto de R$ 75 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para aquisição e distribuição das obras.

Serão distribuídos três acervos distintos, com 60 títulos cada, totalizando 180 títulos, para os anos finais do ensino fundamental e na mesma quantidade para o ensino médio.

Segundo o edital, cerca de 6,7 milhões de obras literárias serão distribuídas para 85,2 mil escolas públicas federais e das redes de ensino municipais, estaduais e do Distrito Federal. Do total de instituições atendidas, 50,5 mil escolas oferecem matrículas dos anos finais (6º ao 9º ano) do ensino fundamental e 34,7 mil são escolas do ensino médio.

O objetivo do programa é oferecer literatura da melhor qualidade aos estudantes brasileiros e, com isso, fomentar cada vez mais a leitura nas escolas, afirma o secretário de educação básica do MEC, Cesar Callegari, que reconhece ainda ser necessário fortalecer alguns pontos.

“Nosso grande desafio é capacitar professores para que eles possam fazer este trabalho de mediação com os alunos. A ideia é que eles conheçam o teor dos livros e assim possam usá-los adequadamente, se apropriando do conteúdo e incentivando os alunos e seus familiares a lerem”, salientou Callegari.

O acervo também estará disponível por meio da tecnologia Mecdaisy, um conjunto de programas que permite transformar qualquer formato de texto disponível no computador em texto digital falado.

Durante a realização do processo de avaliação, seleção e formação dos acervos, o ministério estabeleceu parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O Programa Nacional Biblioteca da Escola foi desenvolvido em 1997 e tem o objetivo de promover o acesso à cultura e o incentivo à leitura nos alunos e professores por meio da distribuição de acervos de obras de literatura, de pesquisa e de referência.

O atendimento é feito em anos alternados: em um ano são contempladas as escolas de educação infantil, de ensino fundamental (anos iniciais) e de educação de jovens e adultos. Já no ano seguinte são atendidas as escolas de ensino fundamental (anos finais) e de ensino médio. Atualmente, o programa atende de forma universal e gratuita todas as escolas públicas de educação básica cadastradas no Censo Escolar.

O PNBE divide-se em três ações: avaliação e distribuição de obras literárias, cujos acervos são compostos por textos em prosa (novelas, contos, crônica, memórias, biografias e teatro), em verso (poemas, cantigas, parlendas, adivinhas), livros de imagens e livros de história em quadrinhos; o PNBE Periódicos, que avalia e distribui periódicos de conteúdo didático e metodológico para as escolas da educação infantil, ensino fundamental e médio; e o PNBE do Professor, que tem por objetivo apoiar  a prática pedagógica dos professores da educação básica e também da Educação de Jovens e Adultos (EJA) por meio da avaliação e distribuição de obras de cunho teórico e metodológico.

Com o intuito de auxiliar alunos e professores em relação à Reforma Ortográfica, o MEC distribuiu, no ano de 2010, mais de 204 mil exemplares do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), desenvolvido pela Academia Brasileira de Letras, beneficiando 137.968 escolas.

A lista das obras inclui obras como A Invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick; Viagem ao Centro da Terra, do escritor Julio Verne; Dom Casmurro, de Machado de Assis; Moby Dick, de Herman Melville; Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar, e Nietzsche em HQ, da Singular Editora.

Acesse aqui a lista completa do acervo do PNBE 2013.

 

Fonte:
Agência Brasil
Ministério da Educação

Livros sobre direitos da homoafetividade e poesias serão lançados na FCJA

A jurista  Marianna Chaves lançará dois livros, na próxima quarta-feira (12.9), às 18h30, na Fundação Casa de José Américo. Homoafetividade e Direito – Proteção Constitucional, Uniões, Casamentos e Parentalidade, em sua segunda edição, atualizada após a decisão do julgamento do Supremo Tribunal Federal, que reconheceu as uniões homoafetivas, é fruto da dissertação de mestrado em Ciências Jurídicas, apresentado pela autora na Universidade de Lisboa,  e  Uma mente inquieta, que reúne uma coletânea de poesias. O evento é promovido pela Secretaria de Estado da Cultura, através da FCJA.
Com selo da Editora Juruá e distribuído em 374 páginas, o livro Homoafetividade e Direito – Proteção Constitucional, Uniões, Casamentos e Parentalidade aborda os estudos e pesquisas diretas no espaço europeu e latino-americano sobre o direito à regularização das uniões de homossexuais, examinando a possibilidade no Direito brasileiro de hoje, em virtude dos progressos no campo científico e do crescente reconhecimento do afeto como valor jurídico.
Dividido em três capítulos,  fruto de amplas pesquisas, a autora envereda pelos pontos de vista da evolução histórica da homossexualidade, comentando as perspectivas religiosas, da medicina, genética, psicologia, psicanálise, dentre outros aspectos. Tendo como foco principal  as jurisprudências brasileira e portuguesa, Marianna analisa ainda decisões em defesa da união estável entre parceiros do mesmo sexo, em diversos países.
Uma mente inquieta – Enquanto Marianna se debruçava sobre uns textos de Direito, revela que começou a surgir um bloqueio para escrever sobre assuntos técnicos. De repente foi surpreendida com inspirações para a poesia, sem que antes tivesse manifestado qualquer tendência neste sentido. Em seis semanas escreveu 50 poemas, abordando uma diversidade de temas.
“Eclodiram hora após hora, dia após dia em um momento de extrema inquietude emocional e mental, daí o título do livro. Foram sendo colocados no papel rapidamente, numa espécie de tempestade sensorial…”, relembra. O livro com 81 páginas tem selo da Editora Livro Rápido.

Perfil – Marianna Chaves, poliglota, tem um vasto currículo, com ênfase em direito de família. Graduada em Direito pelo Unipê, é consultora jurídica e atualmente é doutoranda em Direito Civil pela Universidade de Coimbra. Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade de Lisboa,  especialista em Ciências Jurídicas (Direito de Família, Contrato de Transporte e Direito Comercial Internacional) pela Universidade de Lisboa, pós-graduada em Filiação, Adoção e Proteção de Menores pela Universidade de Lisboa, pós-graduada em Direito da Bioética e da Medicina pela Associação Portuguesa de Direito Intelectual e Universidade de Lisboa.  É diretora do Núcleo de Relações Internacionais do IBDFAM – PB, vice-presidente da Comissão de Diversidade Sexual e Direito Homoafetivo da OAB-PB. Tem publicado artigos jurídicos em obras coletivas e revistas especializadas, no Brasil e no exterior.

Ascom da FCJA para o Focando a Notícia



Vivaleitura 2012 vai premiar projetos que estimulam o acesso aos livros

As inscrições são gratuitas e estão abertas até o dia 1º de novembro

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) lançou, na segunda-feira (27), o edital do Prêmio Vivaleitura 2012, que nesta edição oferece um total de R$ 540 mil a projetos comprometidos com a leitura no País. As inscrições são gratuitas e estão abertas até o dia 1º de novembro a instituições públicas, privadas e comunitárias.

Nesta edição, serão selecionados pela comissão organizadora do prêmio 18 projetos finalistas, seis em cada categoria, a serem contemplados cada um com prêmio no valor de R$ 30 mil. A cerimônia de premiação será realizada em dezembro.

Prêmio Vivaleitura Nesta edição oferece um total de R$ 540 mil a projetos comprometidos com o fomento à mediação da leitura no País

  • Nesta edição oferece um total de R$ 540 mil a projetos comprometidos com o fomento à mediação da leitura no País

Criado em 2006 e com abrangência nacional, o Vivaleitura já reuniu mais de 13 mil iniciativas de incentivo à leitura. O prêmio é uma realização da FBN, com a coordenação e execução da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), em conjunto com o Ministério da Educação e parceria de outras instituições.

O Vivaleitura é dividido em três categorias. A primeira é destinada às bibliotecas públicas, privadas e comunitárias sem ligação com instituições de ensino. Trabalhos realizados em colégios públicos e particulares, sob a responsabilidade de docentes, diretores, coordenadores e bibliotecários, concorrem na categoria Escolas Públicas e Privadas.

Já a categoria Sociedade avalia projetos formais ou informais executados por bibliotecas ligadas a universidades, cidadãos vinculados a organizações não governamentais (ONGs) e instituições sociais.

As inscrições podem ser feitas via internet, ou via postal, por carta registrada endereçada a Prêmio Vivaleitura/Fundação Biblioteca Nacional – Av. Rio Branco, 219 – Centro – Rio de Janeiro- RJ – CEP 20040-008. Os trabalhos enviados pelo correio deverão estar acompanhados da ficha de inscrição disponível no site, devidamente preenchida.

Prêmio Vivaleitura

Depois do Ano Ibero-americano da Leitura, comemorado em 2005, foi criado o Prêmio Vivaleitura, com o objetivo de estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências que promovam a leitura.

Ele é uma iniciativa do Ministério da Cultura (MinC), da Fundação Biblioteca Nacional, do Ministério da Educação (MEC) e da Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), com o apoio da Fundação Santillana, da Fundação Banco do Brasil, do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). O Prêmio Vivaleitura faz parte do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).

Portal Brasil

Hábito de ler está além dos livros, diz um dos maiores especialistas em leitura do mundo

Brasília – Um dos maiores especialistas em leitura do mundo, o francês Roger Chartier destaca que o hábito de ler está muito além dos livros impressos e defende que os governos têm papel importante na promoção de uma sociedade mais leitora.

O historiador esteve no Brasil para participar do 2º Colóquio Internacional de Estudos Linguísticos e Literários, realizado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Em entrevista à Agência Brasil, o professor e historiador avaliou que os meios digitais ampliam as possibilidades de leitura, mas ressaltou que parte da sociedade ainda está excluída dessa realidade. “O analfabetismo pode ser o radical, o funcional ou o digital”, disse.

Agência Brasil: Uma pesquisa divulgada recentemente indicou que o brasileiro lê em média quatro livros por ano (a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada pelo Instituto Pró-Livro em abril). Podemos considerar essa quantidade grande ou pequena em relação a outros países?
Roger Chartier: Em primeiro lugar, me parece que o ato de ler não se trata necessariamente de ler livros. Essas pesquisas que peguntam às pessoas se elas leem livros estão sempre ignorando que a leitura é muito mais do que ler livros. Basta ver em todos os comportamentos da sociedade que a leitura é uma prática fundamental e disseminada. Isso inclui a leitura dos livros, mas muita gente diz que não lê livros e de fato está lendo objetos impressos que poderiam ser considerados [jornais, revistas, revistas em quadrinhos, entre outras publicações]. Não devemos ser pessimistas, o que se deve pensar é que a prática da leitura é mais frequente, importante e necessária do que poderia indicar uma pesquisa sobre o número de livros lidos.

ABr: Hoje a leitura está em diferentes plataformas?
Chartier: Absolutamente, quando há a entrada no mundo digital abre-se uma possibilidade de leitura mais importante que antes. Não posso comparar imediatamente, mas nos últimos anos houve um recuo do número de livros lidos, mas não necessariamente porque as pessoas estão lendo pouco. É mais uma transformação das práticas culturais. É gente que tinha o costume de comprar e ler muitos livros e agora talvez gaste o mesmo dinheiro com outras formas de diversão.

ABr: A mesma pesquisa que trouxe a média de livro lidos pelos brasileiros aponta que a população prefere outras atividade à leitura, como ver televisão ou acessar a internet.
Chartier: Isso não seria próprio do brasileiro. Penso que em qualquer sociedade do mundo [a pesquisa] teria o mesmo resultado. Talvez com porcentagens diferentes. Uma pesquisa francesa do Ministério da Cultura mostrou que houve uma redistribuição dos gastos culturais para o teatro, o turismo, a viagem e o próprio meio digital.

ABr: Na sua avaliação, essa evolução tecnológica da leitura do impresso para os meios digitais tem o papel de ampliar ou reduzir o número de leitores?
Chartier: Representa uma possibilidade de leitura mais forte do que antes. Quantas vezes nós somos obrigados a preencher formulários para comprar algo, ler e-mails. Tudo isso está num mundo digital que é construído pela leitura e a escrita. Mas também há fronteiras, não se pode pensar que cada um tem um acesso imediato [ao meio digital]. É totalmente um mundo que impõe mais leitura e escrita. Por outro lado, é um mundo onde a leitura tradicional dos textos que são considerados livros, de ver uma obra que tem uma coerência, uma singularidade, aqui [nos meios digitais] se confronta com uma prática de leitura que é mais descontínua. A percepção da obra intelectual ou estética no mundo digital é um processo muito mais complicado porque há fragmentos e trechos de textos aparecendo na tela.

ABr: Na sua opinião, a responsabilidade de promover o hábito da leitura em uma sociedade é da escola?
Chartier: Os sociólogos mostram que, evidentemente, a escola pode corrigir desigualdades que nascem na sociedade mesmo [para o acesso à leitura]. Mas ao mesmo tempo a escola reflete as desigualdades de uma sociedade. Então me parece que, também, é um desafio fundamental que as crianças possam ter incorporados instrumentos de relação com a cultura escrita e que essa desigualdade social deveria ser considerada e corrigida pela escola que normalmente pode dar aos que estão desprovidos os instrumento de conhecimento ou de compreensão da cultura escrita. É uma relação complexa entre a escola e o mundo social. E é claro que a escola não pode fazer tudo.

ABr: Esse é um papel também dos governos?
Chartier: Os governos têm um papel múltiplo. Ele pode ajudar por meio de campanhas de incentivo à leitura, de recursos às famílias mais desprovidas de capital cultural e pode ajudar pela atenção ao sistema escolar. São três maneira de interação que me parecem fundamentais.

ABr: No Brasil ainda temos quase 14 milhões de analfabetos e boa parte da população tem pouco domínio da leitura e escrita – são as pessoas consideradas analfabetas funcionais. Isso não é um entrave ao estímulo da leitura?
Chartier: É preciso diferenciar o analfabetismo radical, que é quando a pessoa está realmente fora da possibilidade de ler e escrever da outra forma que seria uma dificuldade para uma leitura. Há ainda uma outra forma de analfabetismo que seria da historialidade no mundo digital, uma nova fronteira entre os que estão dentro desse mundo e outros que, por razões econômicas e culturais, ficam de fora. O conceito de analfabetismo pode ser o radical, o funcional ou o digital. Cada um precisa de uma forma de aculturação, de pedagogia e didática diferente, mas os três também são tarefas importantes não só para os governos, mas para a sociedade inteira.

ABr: Na sua avaliação, a exclusão dos meios digitais poderia ser considerada uma nova forma de analfabetismo?
Chartier: Me parece que isso é importante e há uma ilusão que vem de quem escreve sobre o mundo digital, porque já está nele e pensa que a sociedade inteira está digitalizada, mas não é o caso. Evidente há muitos obstáculos e fronteiras para entrar nesse mundo. Começando pela própria compra dos instrumentos e terminando com a capacidade de fazer um bom uso dessas novas técnicas. Essa é uma outra tarefa dada à escola de permitir a aprendizagem dessa nova técnica, mas não somente de aprender a ler e escrever, mas como fazer isso na tela do computador.

Agência Brasil