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TCE-PB diz que STF pode livrar 605 gestores da inelegibilidade e do ressarcimento de R$ 161 mi

 

reuniãoAo participar em Brasília (DF), nesta quinta-feira (18), de reunião com os presidentes dos Tribunais de Contas, o conselheiro Arthur Cunha Lima revelou que 605 gestores paraibanos podem ser imunizados pela recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). “Com isso, eles podem concorrer a cargos eletivos este ano, sem questionamentos de suas inelegibilidades”, lamentou o presidente do TCE-PB, acrescentando que somente na lista que encaminhou à Justiça Eleitoral estão imputados débitos e multas que, somados, ultrapassam R$ 161 milhões que podem deixar de ser ressarcidos aos cofres públicos.

O Supremo Tribunal Federal, em recente decisão, atribuiu a competência para julgar contas de prefeitos às Câmaras Municipais, cabendo unicamente aos TC’s a emissão de parecer prévio, que poderá ser desconstituído por dois terços dos votos dos vereadores.

Os presidentes de Tribunais de Contas debateram, entre outros temas, a repercussão da decisão do STF que atribuiu às Câmaras Municipais a competência de julgamento das contas dos prefeitos. A reunião em Brasília foi convocada pela Associação dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e tratou, entre outros temas, a efetividade de medidas para o controle externo, as propostas de ajuste fiscal que estão sendo encaminhadas pela Presidência da República ao Congresso Nacional, e a repercussão dessa decisão do Supremo.

Segundo dados consolidados pela Atricon, no Brasil aproximadamente seis mil candidaturas a prefeitos serão imunizadas por essa decisão do STF. Mais de R$ 4 bilhões que os tribunais de contas determinaram para fins de ressarcimento podem deixar de ser cobrados judicialmente.

Na Paraíba, segundo informou Arthur Cunha Lima, aos 605 gestores com contas reprovadas e que tiveram nomes encaminhados à Justiça Eleitoral para fins de inelegibilidade, o TCE imputou débitos no valor de R$ 157.132.593. Já o valor da multa chega a R$ 4.632.400. Os valores totalizam R$ 161.764.993.

Audiência – Após a reunião, na sede do Tribunal de Contas do Distrito Federal, os presidentes foram recebidos pelo presidente interino Michel Temer, no Palácio do Planalto. A audiência foi solicitada pelo presidente da Atricon, conselheiro Valdecir Pascoal (TCE-PE), Esta foi a primeira vez que o “Sistema” Tribunal de Contas foi recebido por um presidente da República. Compareceram 31 dos 34 presidentes, entre os quais o da Paraíba.

Em nome da diretoria da Atricon, Pascoal fez uma breve retrospectiva sobre a evolução dos Tribunais de Contas no Brasil desde a criação do TCU em 1890. Lembrou que a Constituição de 1988 conferiu atribuições importantes aos TC’s, que foram ampliadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal no ano 2000 e a Lei da Ficha Limpa em 2012. E que a maioria da sociedade reconhece a importância desses órgãos para o combate à corrupção e a boa aplicação dos recursos públicos, segundo pesquisa realizada recentemente pelo Ibope, por encomenda da CNI e da Atricon.

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O conselheiro do TCE-PB e membro da diretoria da Atricon, Fábio Nogueira, também participou do encontro com Michel Temer e disse que o presidente “reafirmou respeito às instituições e ressaltou a importância dos Tribunais de Contas para o aprimoramento da gestão pública e o cumprimento dos princípios que regem a administração pública, com destaque para a transparência”.

No momento do cumprimento, o conselheiro lembrou ao presidente a situação de estiagem na Paraíba, particularmente de Campina Grande, na eminência de um colapso no abastecimento. Temer disse que tinha conhecimento da situação e que já havia determinado liberação de recursos para solucionar a crise.

AJUSTE FISCAL – Pascoal frisou ainda em seu discurso que o “Sistema” Tribunais de Contas deseja colaborar com o esforço do governo no sentido de promover o ajuste fiscal, mas faz uma única reivindicação: “que as medidas de aprimoramento institucional sejam precedidas de um amplo debate nacional” e que “os princípios federativos e da isonomia sejam sobranceiros e observados em quaisquer circunstâncias”.

O Brasil, disse ele, já provou ao longo da história que tem capacidade para superar os seus grandes desafios. Reconquistou a democracia na década de 80, a estabilidade monetária na década de 90, a responsabilidade fiscal na virada do século (2000) e a inclusão social na década seguinte (2010).

“É preciso agora preservar a normalidade democrática, o controle da inflação, o equilíbrio fiscal e as políticas compensatórias, e ao mesmo tempo lutar pela ética na política e a melhoria na qualidade da gestão pública”, acrescentou.

Também participaram da audiência representantes do Instituto Rui Barbosa (IRB), da Abracom e da Audicon.

Ascom/TCE-PB

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Beber cerveja regularmente pode livrar você de doenças neurológicas

cervejaCientistas descobriram um ingrediente na cerveja que pode retardar a progressão de doenças degenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

Em experiências de laboratório, eles descobriram que a substância química, chamada xanthohumol, pode ajudar a proteger as células do cérebro dos danos oxidativos associados à demência.

A pesquisa, publicada no Journal of Agricultural and Food Chemistry, sugeriu que as pessoas que bebem regularmente cerveja podem afastar a progressão de doenças neurológicas.

O Dr. Jianguo Fang, da Universidade de Lanzhou, na China, disse: “Essa substância pode ser encontrada em um grupo de plantas secas e são amplamente usadas em cervejas e alguns tipos de refrigerantes”.

Ele prossegue: “Na medicina tradicional chinesa, o lúpulo têm sido utilizado para tratar uma variedade de doenças por séculos. A presença de uma elevada concentração de xanthohumol em cervejas pode ser associado à observação epidemiológica, tornando o hábito de beber cerveja algo benéfico”.

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Xanthohumol tem atraído um interesse considerável por causa de suas funções farmacológicas múltiplas, por ser antioxidante, proteger o coração, ser anticancerígeno, contribuir contra a obesidade, ser anti-inflamatório e prevenir o câncer.

A equipe do Dr. Fang isolou moléculas de xanthohumol e testou em células cerebrais de camundongos em uma série de experimentos de laboratório. Eles descobriram que o xanthohumol reduziu o nível de estresse oxidativo nas células, um processo prejudicial que é tido como intimamente ligado a doenças degenerativas.

No artigo na revista, os pesquisadores disseram: “As células neuronais são particularmente vulneráveis ​​ao estresse oxidativo por ter reposição limitada durante toda a vida. Cada vez mais provas mostram que o estresse oxidativo é uma das causas de patogenias neurológicas e de doenças neurodegenerativas, tais como Alzheimer e Parkinson”.

“Bloqueando o processo oxidativo, torna-se eficiente bloquear ou retardar o processo que desenvolve tais doenças”, concluíram.

A equipe do Dr. Fang sugeriu que a cerveja pode retardar doenças neurológicas comuns, mas eles também sugeriram que a molécula poderia ser usada em medicamentos, em concentrações maiores.

Eles citaram um estudo canadense de 1998, em que homens que bebiam regularmente cerveja possuíam taxas menores de câncer de próstata, um efeito que também é creditado ser pelo xanthohumol.

No entanto, cientistas que não estiveram relacionados com o estudo, alertam que o consumo excessivo de cerveja, em uma frequência muito alta, pode ser um problema, já que o excesso de álcool está associado a um risco maior de demência por destruir tecido cerebral.

Os médicos orientam a não beber excessivamente cerveja buscando efeito protetor, mas dizem que a pesquisa é importante e pode levar à elaboração de novos medicamentos na luta contra as doenças neurodegenerativas.

O Dr. Arthur Roach, diretor de pesquisa da Parkinson UK, disse: “Muitas drogas têm suas origens em produtos naturais. Xanthohumol, a ‘molécula da cerveja’ em que este estudo enfoca, parece ter efeito protetor sobre as células cultivadas em laboratório”, disse.

Jornal Ciência

Documento pode livrar teles de R$ 800 milhões em multas, diz TCU

telefoneInvestigação feita pelo Tribunal de Contas de União (TCU) apontou que um documento produzido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em 2008 foi responsável pelo atraso no andamento de dezenas de processos e pode livrar operadoras de telefonia do pagamento de quase R$ 800 milhões em multas.

Os valores envolvidos, porém, podem ser maiores. Por isso a corte determinou à agência que, num prazo de 180 dias, informe todos os processos envolvendo operadoras que sofreram efeito do documento, em especial aqueles em que houve prescrição e redução no valor da sanção aplicada.

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A confusão foi gerada pelo informe de número 149, produzido pela área técnica da Anatel em 2008. O documento apontava indícios de que as multas aplicadas pela agência contra concessionárias de telefonia fixa seriam desarrazoadas, ou seja, tinham valores muito altos em relação à receita das empresas.

O informe acabou juntado aos processos em tramitação na Anatel e a recursos das teles contra multas. Segundo o TCU, isso provocou “atraso considerável no andamento dos processos”, superior a um ano. Porém, o Ministério Público desconfiou do embasamento técnico do documento e representou contra ele no tribunal.

Em sua análise, o TCU aponta “falhas relevantes” na elaboração do informe pelos técnicos da Anatel. Entre elas está “a decisão de se comparar as sanções acumuladas com o resultado de somente um exercício financeiro” das operadoras. Além disso, aponta o relatório da corte aprovado no dia 5 de novembro, os cálculos feitos no informe não levaram em consideração vantagens financeiras “auferidas indevidamente pelas concessionárias” ao descumprirem obrigações, um dos motivos que levaram às multas.

De acordo com o tribunal, ao contrário do que diz o informe, o valor das sanções tem “baixa significância” frente às receitas líquidas das empresas. Entre 1998 e 2009, aponta o relatório da corte, a Anatel aplicou R$ 1,197 bilhão em multas, o equivalente a 1,01% da soma das receitas líquidas das concessionárias no mesmo período (R$ 118,1 bilhões).

R$ 792 milhões
Em 2011, a Anatel encaminhou ao TCU uma relação de 101 processos de apuração de irregularidades em que o informe foi juntado, que totalizavam R$ 792 milhões em multas. Na época, três dos processos já estavam prescritos, o que impediu a agência de recolher R$ 45,9 milhões em multas contra operadoras.

Outros 19 processos estavam sendo discutidos na Justiça, em ações propostas pelas empresas com base no informe. Outros 73 processos estavam em andamento na Anatel, sendo que 57 deles esperavam análise de recurso e 16 já haviam sido finalizados, aguardando a cobrança das multas.

Entretanto, aponta o relatório do TCU, “a Anatel não pode precisar se houve juntada dos estudos em outros processos”, o que impede a identificação do valor exato de multas afetadas pelo informe 149. O total de multas sugeridas/aplicadas pela agência até abril de 2009 somava R$ 2,6 bilhões.

“Ante os dados apresentados, conclui-se que a irregular juntada dos estudos promovida pela SPB prejudicou o processo sancionatório da Anatel ao gerar tumulto processual, vez que o ato indevido e inconsistente fundamentou diversos recursos, e consequente mora excessiva na apreciação dos Pados [processos de apuração de irregularidades] afetados. Ademais, houve prescrição de considerável valor de multas aplicadas em alguns desses Pados, e que pode se revelar ainda maior vez que se desconhece a verdadeira extensão de processos aos quais houve juntada dos estudos”, conclui a auditoria do TCU.

A Anatel informou que ainda não foi notificada e, por isso, não comentaria o resultado da auditoria feita pelo TCU.

G1

Água e sabão podem livrar os homens do câncer de pênis, diz especialista

Tumor de pênis é raro, ao contrário do câncer de próstataGetty Images
Tumor de pênis é raro, ao contrário do câncer de próstata
Getty Images

Higiene pode ser a receita simples, mas eficaz, para evitar que os homens sofram com uma doença que, além de incapacitá-los fisicamente, pode terminar aniquilando a sua vida em termos psicológicos. Para prevenir a doença, a SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) promove de 27 a 29 deste mês a Campanha de Câncer de Pênis Zero, em parceria com o Instituto Lado a Lado pela Vida.

O padrinho da campanha é o ex-jogador de futebol Zico, atual técnico do Al Gharafa, do Catar, que se ofereceu como voluntário. As ações ocorrerão nas cidades de João Pessoa, na Paraíba, do Recife e de Garanhuns, em Pernambuco; Fortaleza e Reriutaba, no Ceará, além de Teresina, no Piauí. Na próxima semana, cidades da Bahia serão incorporadas à campanha.

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Segundo disse hoje (23) à Agência Brasil o presidente da SBU, Aguinaldo Nardi, a maior incidência do tumor ocorre nas regiões Norte e Nordeste e está associada não só à baixa condição socioeconômica das populações locais, mas também à falta de higiene e de conhecimento.

Ele informou que as populações menos favorecidas são as que mais têm câncer de pênis.

— São as mais excluídas da informação e aquelas que são mais difíceis de chegar ao médico também. É preciso melhorar o acesso da população ao urologista.

 

O tumor de pênis é raro, ao contrário do câncer de próstata, que apresenta 60 mil novos casos por ano. Entretanto, a média de 1,6 mil amputações anuais, por câncer de pênis, é considerada elevada pela SBU.

— Porque é uma doença que incapacita muito. É uma doença que aniquila o homem na sua concepção exata, não só na sua anatomia, mas na sua vida.

Nardi esclareceu que o câncer de pênis é evitável. Para isso, basta que o homem tenha uma higiene adequada da área genital.

— Ou seja, água e sabão. Lavando o pênis todo dia, não há problema de ter câncer de pênis

Outra providência é evitar doenças sexualmente transmissíveis com o uso de preservativo, a conhecida camisinha. “É sabido que o HPV, que é o vírus do papiloma humano, está ligado ao câncer de pênis”. Lembrou, ainda, que a presença de fimose, quando a pessoa não consegue expor a glande, isto é, a cabeça do pênis, é um fator de risco para câncer de pênis.

A prevenção deve começar na infância, recomendou o presidente da SBU. Cabe à família e aos pais, inicialmente e, depois, à escola, orientar os meninos quanto aos procedimentos que devem ser adotados para uma adequada higiene. Nardi destacou que a doença é um problema social e de educação.

— A gente precisa concentrar esforços de toda a sociedade organizada ou não, Estado e entidades, para que se possa levar a informação às pessoas mais carentes. Aos excluídos da informação.

Índia, Egito e alguns lugares da África apresentam maior incidência da doença. Na Índia, por exemplo, a taxa é 3,32 casos a cada 100 mil habitantes. A menor incidência, próxima a zero, é encontrada nos judeus nascidos em Israel. Aguinaldo Nardi destacou que no Brasil, algumas cidades do Norte e Nordeste têm incidência semelhante à da Índia, do Egito e da África.

— Não são poucos os casos da doença. A gente tem muito o que fazer. É que [o problema] é mais concentrado no Norte e no Nordeste do que na Região Sudeste ou na Sul. É importante que a gente atue nesses locais, onde a incidência é tão grande como nos países de maior incidência do mundo.

Participam da campanha 100 urologistas voluntários, que moram nas capitais ou cidades do interior, além de outros especialistas que estão aderindo graças a convênio que a SBU e as Forças Armadas.

— Estão indo para colaborar no atendimento aos pacientes, na informação à população e na realização de cirurgias de fimose.

A campanha deve se estender até o final do ano nos locais de incidência elevada de câncer de pênis. A SBU se prepara para promover nova campanha com o mesmo objetivo, em 2014.

— A gente vai insistir nisso, porque sabemos da importância de uma amputação para o brasileiro.

No portal da SBU, os interessados poderão tirar dúvidas sobre a doença. O principal sintoma de alerta é o aparecimento de uma ferida que não cicatriza, disse Nardi.

— Toda ferida no pênis que não cicatriza revela importância de procurar um médico para saber o que é. Pode ser um câncer de pênis.

O presidente da SBU informou que na fase inicial a doença exige uma cirurgia pequena. Significa que existe uma possibilidade elevada de cura.

— Quanto mais cedo fizer o diagnóstico de câncer de pênis, menor é o tratamento, menor é a invasão do tratamento cirúrgico.

Quem estiver interessado em fazer o exame urológico, tirar dúvidas e obter encaminhamento para seu caso, sendo cirúrgico ou não, deverá procurar os hospitais participantes da campanha. No dia 27, estão programados para atendimento o Instituto Médico Integrado Professor Antônio Figueira, no Recife, e o Hospital São Marcos, em Teresina.

No dia 28, os urologistas que fazem parte da campanha atenderão no Hospital Municipal Santa Isabel e no Centro Médico em Praça Caldas Brandão, em João Pessoa; no Hospital Dom Moura, em Garanhuns (PE); na Santa Casa de Misericórdia, em Fortaleza; e no Hospital Rita do Vale Rego, em Reriutaba (CE).

 

Da Agência Brasil

Feliciano tenta aprovar viagem à Bolívia para se livrar de conversa com Henrique Alves e líderes

Foto: Alan Marques Folha
Foto: Alan Marques Folha

Se os adversários deixarem, Marco Feliciano (PSC-SP) presidirá nesta quarta-feira (3) mais um tumulto na Comissão de Direitos Humanos da Câmara. A pauta prevê a votação de oito requerimentos. Um deles, o sexto, é de autoria do próprio Feliciano. Na peça, o deputado-pastor pede autorização do colegiado para realizar uma “diligência” em Oruro, na Bolívia. Deseja “acompanhar a situação” dos 12 torcedores do Corinthians presos na cidade.

Feliciano tem a intenção de embarcar na próxima segunda-feira (8). Com isso, ganharia um extraordinário pretexto para faltar a uma reunião marcada para o dia seguinte –um encontro no qual os líderes partidários e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), apelariam para que ele renunciasse ao comando da Comissão de Direitos Humanos. Algo que Feliciano não tem a mais remota intenção de fazer.

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Na hipótese de prevalecer no plenário da comissão que tenta presidir, o pastor-deputado provocará o quarto adiamento do encontro com o colégio de líderes. Há duas semanas, após afirmar que a permanência de Feliciano à testa da comissão tornara-se “insustentável”, Henrique Alves reunira-se com dois mandachuvas do PSC: o líder da bancada, André Moura (SE), e o vice-presidente da legenda, pastor Everaldo Pereira.

O presidente da Câmara ponderou que convinha ao PSC trocar Feliciano. Sob pena de a legenda inviabilizar o funcionamento da Comissão de direitos Humanos. O líder e o dirigente do PSC concordaram. Ficou acertado que a dupla convidaria Feliciano para uma conversa com Henrique. Entre quatro paredes, o pastor Everaldo pronunciou na sala da presidência da Câmara uma frase forte: “Se ele não renunciar, será renunciado”.

Na hora marcada, Feliciano não deu as caras. Henrique Alves foi informado de que ele passara mal. Nessa versão, o deputado-pastor chegara mesmo a vomitar. Pedira que lhe dessem um prazo. Queria falar com Deus. Na semana passada, vitaminado pelos contatos celestiais, Feliciano bateu o pé. Disse que não renunciaria, arrastou o apoio da Executiva do partido e dobrou a maioria da bancada de deputados. André Moura e o pastor Everaldo deram meia-volta. E a reunião foi para o espaço novamente.

Sobreveio novo tumulto na comissão. E com ele, novo agendamento de reunião. Ocorreria nesta semana. Por mal dos pecados, Henrique Alves foi ao bisturi. Recupera-se de uma cirurgia. Pelo telefone, sugeriu a André Moura, o líder do PSC, que um xará dele, o petista André Vargas (PR), vice-presidente da Câmara, coordenasse a reunião de Feliciano com o colégio de líderes. Nada feito.

O encontro foi, então, transferido para a próxima terça (9). Dá-se de barato que, na reunião de hoje, a Comissão de Direitos Humanos ferverá novamente. Deve-se a convicção ao fato de Feliciano ter borrifado gasolina na fogueira ao declarar, num culto evangélico de cinco dias atrás, que a comissão era comandada por satanás antes da sua chegada. Ex-presidente do colegiado, a deputada Iriny Lopes (PT-ES) apressou-se em protocolar um pedido de cassação do colega por falta de decoro.

Em privado, Henrique Alves diz que Feliciano não conseguiu separar o discurso de presidente da comissão de sua pregação evangélica. Menciona o seu próprio exemplo. Diz que, como líder do PMDB, tinha maior liberdade retórica. Na presidência da Câmara, precisa ajustar a língua às conveniências da instituição. Alheio às opiniões adversas, Feliciano fala mais do que o homem da cobra. Em entrevista ao repórter Fernando Rodrigues, disse que a reunião com os líderes serviria para achincalhá-lo.

Henrique e os mandarins partidários começam a perceber o óbvio: Feliciano não joga água fria na fervura porque a ebulição lhe interessa. Rende-lhe votos junto ao seu eleitorado evangélico. E não há muito a fazer. Feliciano já disse que só deixa a comissão se morrer. Uma alternativa seria dar curso ao pedido de cassação formalizado pela petista Iriny. Porém, numa Casa em que os telhados são 99% feitos de vidro, não se encontra tanta gente disposta a atirar pedras.

 

 

 

josiasdesouza

Em disputa apertada, PT e carlismo tentam se livrar de apoio incômodo em Salvador

Tentando manter distância do prefeito, ACM Neto recebeu o senador Aécio Neves (PSDB) na tentativa de voltar à liderança (Foto: Fernando Amorim. A Tarde. Folhapress)

Com cenário praticamente definido para o primeiro turno, Salvador começa a colocar em debate as alianças para o segundo turno entre Nelson Pelegrino (PT) e Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto (DEM). Em paralelo, nos últimos dias de campanha no rádio e na televisão antes da ida às urnas, no domingo, os dois principais candidatos mantiveram a linha de se desconectar da atual gestão. Seja quem for, o futuro prefeito receberá em 1º de janeiro uma cidade com graves problemas de saúde, mobilidade e segurança e uma população extremamente insatisfeita com a atual gestão.

Eleito em 2004 pelo PDT, reeleito pelo PMDB e agora filiado ao PP, o prefeito João Henrique teve, ao longo de oito anos, apoio de praticamente todos os partidos que disputam esta eleição em momentos alternados – ao todo, são 12 candidatos. Pesquisa Ibope divulgada no último dia 27 mostrou que Henrique  não recebeu avaliação de “ótimo” de nenhum soteropolitano, mas foi considerado “péssimo” por 64%. Seu atual partido não lançou candidatura própria e compõe a coligação de 15 partidos que apoiam Pelegrino, o que garantiu ao petista praticamente o dobro de tempo no rádio e na TV do que teve ACM Neto.

O levantamento do Ibope deu ainda a Pelegrino vantagem de três pontos sobre ACM Neto, com 34% a 31%. Apesar de a diferença ainda estar dentro da margem de erro, o que os deixa tecnicamente empatados, foi a primeira vez que o candidato do PT apareceu na frente do adversário.

Integrantes da gestão de João Henrique estão embarcados nas duas campanhas. “É uma situação que chega a ser engraçada, uma disputa para ver quem o apoiou mais”, diz o professor de ciências políticas da Universidade Federal da Bahia Joviniano Neto. “Muitos dos secretários mostram o que fizeram de bom, mas não dizem que o fizeram no governo João Henrique.”

Perfis

Para o cientista político Paulo Fábio Dantas Neto, a candidatura de ACM Neto representa uma oposição à gestão do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e ao governo Dilma Rousseff-Luiz Inácio Lula da Silva. ACM Neto, personagem fundamental na campanha de Pelegrino, adotou o discurso do “alinhamento”. “Isso é uma coisa muito conhecida aqui em Salvador. Muito usada por Antônio Carlos Magalhães, que dizia ser preciso estar alinhado com o estado para se obter verbas. É algo um tanto conservador”, avalia.

Pelegrino conta com Lula e Jaques Wagner para formar um arco de alianças sólido para o segundo turno (Foto:  Leogump Carvalho/Frame/Folhapress)
Pelegrino conta com Lula e Jaques Wagner para formar um arco de alianças sólido para o segundo turno (Foto: Leogump Carvalho/Frame/Folhapress)

Para Dantas Neto, a candidatura do herdeiro do carlismo foi marcada pela tese da capacidade de gerenciamento do deputado. “De início, ele tentou evitar a disputa política. Queria aparecer como um gestor ágil e competente, com um viés tecnocrático. Mas do ponto de vista de gestão, ele é no máximo uma promessa”, disse Dantas Neto. “O fato é que a candidatura dele nasceu de uma articulação nacional de oposição. Para mim, foi uma surpresa ele não usar isso desde o início. E teve um custo alto, já que a oposição normalmente é a força política mais interessada em politizar. A despolitização favorece o governismo”, apontou.

Ambos os candidatos têm como vice mulheres negras e militantes do movimento negro e pró-cotas. A escolha de Célia Sacramento, do PV, na chapa de ACM Neto foi vista como uma espécie de vacina prévia às críticas ao posicionamento contrário do DEM em relação às cotas, manifestado em ação apresentada pelo partido ao Supremo Tribunal Federal (STF). Salvador é a cidade com maior número de negros do país e o assunto é caro à população. O tema foi usado pela candidatura petista, e ACM Neto tem dito que ele, pessoalmente, é favorável à questão, contrariando seu partido.

Segundo turno

Joviniano Neto acredita que, para o segundo turno, a candidatura de Pelegrino tenha mais campo para crescer, já que congrega a maior parte do movimento popular e sindical da cidade e pode atrair o maior número de apoios, entre eles, Mário Kertesz, do PMDB, que tem a terceira maior intenção de votos nas pesquisas. “O PMDB não tem como apoiar ACM Neto. Uma das coisas que sustenta o partido na Bahia é o acesso que tem ao governo federal”, disse Joviniano. Dessa forma, ele acredita que o candidato fique com cerca de 30% dos votos, faixa histórica do carlismo na cidade.

Para José Carlos Aleluia, da coordenação de campanha de ACM, no entanto, a igualdade de tempos na TV e no rádio e os debates diretos irão dar vantagem ao democrata. “No segundo turno queremos estar com apoio popular. Vamos procurar, evidentemente, os partidos. Mas na política brasileira, em função da questão do tempo de rádio e televisão, os apoios são fundamentais no primeiro turno. A vantagem de se ter 14 partidos apoiando, enquanto nós temos apenas cinco, acontece no primeiro turno, no segundo turno isso é irrelevante ou de baixa relevância.”

redebrasilatual

Homem é executado após livrar mulher de ser espancada pelo marido na PB

Foto: Diário do Sertão

Um vendedor ambulante de 40 anos foi preso após assassinar a tiros um pedreiro na cidade de Itaporanga, na região do Vale do Piancó paraibano. O crime ocorreu nessa quinta-feira (23).Segundo a PM, o crime pode ter sido motivado por ciúmes.

Conforme relato da Polícia Militar de Itaporanga, o pedreiro Alcides Araújo Filho, de 44 anos, estava indo pra casa quando foi quando abordado pelo vendedor Edmilson Severino da Silva, 40 anos.

Edmilson efetuou quatro disparos de arma de fogo contra o pedreiro. Ele ainda foi socorrido para o Hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos provocados pelos tiros e morreu.

De acordo com a PM, testemunhas informaram que a vítima e o acusado entraram em atrito minutos antes por causa de uma mulher. Alcides Araújo teria presenciando uma briga entre o vendedor e sua esposa e evitou que a mulher fosse espancada. Por conta disso, o pedreiro foi perseguido e morto.

Euzébio da Silva Santos, de 37 anos, que estava na companhia do acusado foi detido.

Por Hyldo Pereira, com Dário do Sertão

Maranhão diz que ‘esquema de RC tem candidatos fracos e por isso ele quer se livrar dos nomes fortes antes da eleição’

O ex-governador José Maranhão, pré-candidato do PMDB a Prefeitura de João Pessoa, afirmou que o esquema político liderado pelo Governador Ricardo Coutinho tem dois candidatos a Prefeitura, um oficial e o outro não, e advertiu que “eles são fracos e por isso, o Governador quer se livrar dos candidatos de oposição que são mais fortes, antes do inicio do processo eleitoral”.

Ele se referia as pré-candidaturas da socialista Estelizabel Bezerra pelo PSB e do jornalista Nonato Bandeira pelo PPS, adiantando que nas pesquisas de consumo interno o desempenho deles não é bom.

Maranhão disse que o esquema do Governador “quer limpar o caminho para os candidatos deles, criando uma situação para deixar o eleitorado sem opção. Só que eles esquecem que o eleitor é inteligente e esta vendo isso”.

Sobre a sua candidatura, Maranhão declarou que continua mantendo contato com os partidos políticos visando o fortalecimento de sua candidatura, mas não revelou nomes para atrapalhar as negociações.

Jonas Batista