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Dançarina de 27 anos morre após fazer lipoaspiração e troca de próteses de silicone

A dançarina Mary Morena, nome artístico de Zulmariana Chareet Oliveira, de 27 anos, morreu na noite da última sexta-feira após se submeter a uma cirurgia de lipoaspiração e de troca de prótese nos seios numa clínica na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

 

 

Amigos da vítima informaram que ela teria sofrido uma parada cardiorrespiratória, por volta das 21h, e morreu no quarto da clínica após a realização dos procedimentos estéticos.

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— Ela era vaidosa ao extremo. Se algo incomodasse, ela não media esforços para mudar. Nos últimos meses, ela parou de dançar por causa de dores no peito e queria muito trocar a prótese de 350 ml que tinha posto há um tempo. Era bem visível que uma ficou maior do que a outra e, por isso, ela estava juntando dinheiro para fazer esse pacote — conta Josiely Abysoluta, líder do grupo As Absolutas do Funk, no qual Mary chegou a dançar.

Ainda segundo Josiely, a família de Mary não quer se pronunciar enquanto não sair o resultado da laudo pericial sobre a causa da morte da jovem.

 

 

Num dos últimos trabalhos, a funkeira dançava nos shows da MC Thamy Delícia, mas deixou de se apresentar justamente devido às dores.

“Minha amiga batalhou a beça para conseguir essa grana para no fim acontecer isso! Estou indignada, pois eu também ia fazer essa cirurgia e Deus me livrou. Infelizmente, foi tarde para nossa amiga Mary Morena. ‘Uma vez delícia sempre delícia’. E pensar que ela quis dar um tempo na dança para se preparar mais, fazer as cirurgias e melhorar nos palcos. Olha que eu sempre falei que ela já era linda e gostosa e não precisava de mais nada. Estou arrasada, amiga, porque você me deixou tão nova assim?”, escreveu MC Thamy Delícia no Facebook.

O corpo da dançarina se encontra no Instituto Médico Legal (IML) e o enterro acontecerá neste domingo, às 11h30, no Cemitério de Ricardo de Albuquerque.

Extra

Aparelho que equivale à lipoaspiração é novidade na dermatologia

Getty Images/Thinkstock
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Um ativo promissor, um tratamento estético poderoso ou um aparelho que promete derreter gordurinhas. Difícil encontrar uma mulher que não goste de conhecer novidades como essas. Para alegria delas, um time de dermatologistas, pesquisadores e cientistas do mundo inteiro se reúne uma vez por ano no encontro da Academia Americana de Dermatologia para apresentar e discutir o que há de novo nos métodos e tratamentos que envolvem diversos problemas de pele, como envelhecimento precoce, flacidez e gordura localizada entre outros.

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Em 2013, o encontro aconteceu em Miami, na Flórida, entre os dias 1º e 5 de março, e apresentou novidades como um aparelho de laser que equivale a uma lipoaspiração, além de um suplemento que prolonga a duração do Botox. UOL Beleza convidou três dermatologistas para comentar os destaques do evento: Mônica Aribi, Valéria Campos e Adilson Costa, todos de São Paulo.

Lipo sem lipo

A semelhança com a lipoaspiração aparece de cara no nome. O Ilipo é um tratamento que destrói a gordura localizada em níveis profundos. O equipamento incorpora mais de 32 lasers avançados, que penetram na pele, de forma segura, e são absorvidos pelas células de gordura, que têm suas membranas adiposas rompidas, sem danificar os vasos sanguíneos, sendo eliminadas pela drenagem linfática. “Estudos clínicos mostraram que os resultados são comparáveis aos da cirurgia de lipoaspiração, tanto que há uma redução de 30% na profundidade da camada de gordura logo após uma sessão, e muito mais pode ser alcançado gradativamente, através de mais sessões”, afirma Valéria Campos. A promessa de perda, após oito sessões, totalmente indolores, é de reduzir até cinco centímetros da região tratada. “A cada sessão de tratamento, o procedimento pode continuar a agir no organismo por até 48 horas, estimulando a quebra de gordura”, diz Valéria. O aparelho também pode ser usado na cintura, abdômen, culote, coxas, braços e até no pescoço. Ele já está disponível no Brasil, com aprovação da Anvisa.

Melasma com os dias contados

Atenção, meninas que lutam contra o melasma: o dermatologista Adilson Costa se mostrou otimista com a abordagem do ácido linoleico para tratamento dessas manchinhas amarronzadas que se formam no rosto, geralmente na testa, bochechas e buço. A grande descoberta nesse caso é o fato de ser um ativo natural que, teoricamente, tem menos chance de irritar a pele, servindo de alternativa para aquelas pessoas que não podem usar a ácido retinoico ou hidroquinona na pele, clareadores potentes, mas irritantes na mesma proporção. “Ultimamente, o ácido linoleico é apontado como um princípio ativo clareador promissor. Estudos atuais mostraram que ele tem a capacidade de clarear o melasma em seu uso tópico, pois degrada a atirosinase (enzima formadora da melanina), amenizando o tom da mancha da pele”, justifica o médico. No Brasil, ainda não há possibilidade da manipulação exclusiva dessa substância, mas fora do país, sim. Por enquanto, vale abusar dos cosméticos com extrato de girassol e extratos ricos em ômega 6, muito comum nos hidratantes, que têm altas concentrações de ácido linoleico.

Para flacidez corporal e facial

Está com preguiça de encarar a ginástica, mas adoraria ter os benefícios do exercício? Pois saiba que já chegou ao Brasil um aparelho, o Maximus, que ataca a flacidez, com o mesmo mecanismo de ação. O equipamento trabalha com uma radiofrequência tripolar, que esquenta a pele, o calor gera uma organização dos fibroblastos, células que estimulam a formação de colágeno. “O diferencial em relação aos outros aparelhos que existem é uma tecnologia inovadora chamada Trilipo DMA, que é um estímulo muscular, que faz com que os músculos se contraiam e, assim, ajuda no tratamento da flacidez. A ação do aparelho no corpo equivale aos efeitos da ginástica, por conta da intensa contração muscular”, explica Monica Aribi. A única sensação física para o paciente na hora da sessão são uns leves “choquinhos” por causa da contração do músculo. Funciona com resultados comprovados nas regiões do abdômen, glúteos, coxas, braços (sem o balanço na hora tchauzinho) e até papada. O aparelho pode ser usado no rosto deixando a pele mais jovem e firme.

Menos rugas e oleosidade controlada

Além de amenizar as rugas, o Botox mostrou ter outro benefício: o de reduzir a oleosidade da pele. Há algum tempo, médicos observaram que a toxina botulínica, além de seus efeitos estéticos consagrados, também melhorava a oleosidade e lesões acneicas da região aplicada. Agora, já se sabe o porquê disso. Um grupo de cientistas sul-coreanos descobriu que as glândulas sebáceas são estimuladas pela acetilcolina (neurotransmissor que é bloqueado pela ação da toxina botulínica no músculo). Portanto, reduz a produção de sebo. “Embora mais estudos sejam necessários para se confirmar tais suposições, essa nova aplicação da toxina botulínica pode vir a ser útil para resolver lesões localizadas, como cistos sebáceos, oleosidade crônica e outras disfunções difíceis de tratar por meio das possibilidades terapêuticas disponíveis atualmente”, diz Adilson Costa. “Outra vantagem: é uma descoberta importante por ser uma alternativa para tratar oleosidade localizada e as rugas ao mesmo tempo, como na testa, por exemplo”, completa o médico.

Vida longa ao Botox

Quem se rende aos benefícios das injeções de toxina botulínica sabe: os resultados têm prazo de validade e em pouco tempo é necessário fazer nova aplicação. No entanto, começou a ser comercializado um suplemento oral, chamado Zytase, que aumenta a vida útil do Botox. “Ele ajuda na absorção de zinco e provou ser eficiente ao estender a duração do Botox em quase 30%”, afirma a dermatologista Valéria Campos. O ideal é começar a tomar duas cápsulas do suplemento por dia durante quatro dias antes da primeira aplicação, já que para ser eficaz, cada molécula da toxina botulínica tem que estar associada a uma molécula de zinco. Vale lembrar que o produto só pode ser usado com supervisão médica e não está disponível no Brasil, mas deve chegar em breve nas farmácias de manipulação.

 

 

 

Uol

Lipoaspiração volta a ser cirurgia plástica mais realizada no Brasil

LipoaspiraçãoA lipoaspiração desbancou a prótese de silicone e voltou a ser a cirurgia plástica mais popular no Brasil. Ela já tinha ocupado o posto de campeã em 2004, caiu em 2007 e voltou a liderar em 2011.

Em quatro anos, o número de cirurgias plásticas no país quase dobrou: passou de 629.287, em 2008, para 905.124, em 2011 –um aumento de 43,9%.

Os dados, obtidos com exclusividade pela Folha, são de pesquisa da Isaps (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética), em conjunto com a SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), que será divulgada hoje.

Em 2011, foram feitas 211.108 lipos contra 91.800 em 2007–um aumento de 130%. No mesmo período, foram 148.962 cirurgias de aumento de mama (um crescimento de 54,5%).

Segundo Carlos Oscar Uebel, presidente da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, uma das razões pelas quais a lipo ultrapassou as cirurgias de mama foi a preocupação gerada pelos implantes de silicone rompidos das marcas PIP e Rofil.

“Essa retração aconteceu não só no Brasil mas também na França, Itália e Espanha, países onde essas próteses eram bastante usadas. As mulheres ficaram reticentes.”

Segundo dados do Ministério da Saúde, 88 mulheres tiveram que trocar as próteses no SUS no ano passado.

MORTES

Ao mesmo tempo em que se populariza, a lipo também acumula mortes, muitas vezes atribuídas à imperícia profissional ou à falta de condições do local onde é feita.

Por ano, oito pessoas morrem no país durante o procedimento, segundo a Isaps. A SBCP ainda prepara um levantamento do número de mortes e das possíveis causas associadas a elas.

Para José Horácio Aboudib, presidente da SBCP, a banalização do procedimento é a principal responsável por mortes e outros problemas.

“A lipo é feita por muitos médicos que não são cirurgiões plásticos e que não receberam treinamento adequado. O local também é negligenciado. Você não vê paciente morrendo no Einstein, no Sírio ou em outros hospitais de ponta.”

Para Carlos Uebel, as mortes preocupam mas são poucas em relação ao número de procedimentos realizados. “Temos um dos menores índices do mundo, mas é um problema sério: 85% das denúncias [de mortes ou intercorrências] que chegam ao Cremesp [Conselho Regional de Medicina] são de médicos que não têm especialidade em cirurgia plástica.”

Ele explica que a lipo tem limitações nem sempre respeitadas. “Eles podem ultrapassar os 5% [de retirada de gordura] do peso corporal, operam fora do ambiente hospitalar e sem a presença do anestesista. É uma técnica muito segura, desde que feita adequadamente.”

VICE-CAMPEÃO

Em números absolutos, o Brasil é vice-campeão mundial em cirurgia plástica. Só perde para os Estados Unidos, que realizou 1,1 milhão de procedimentos em 2011.

“Se levarmos em consideração a população total dos dois países, veremos que o número de cirurgias per capita em ambos é muito próximo, apesar do poder aquisitivo dos americanos ser muito superior”, afirma Aboudib.

Outra novidade da pesquisa ficou por conta da blefaroplastia (correção das pálpebras), que teve um aumento de 120%. “Os homens também têm feito muitas cirurgias de pálpebras. Elas começam a pesar e isso dificulta a leitura”, diz Aboudib.

Folha de São Paulo