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Por que é importante escovar a língua diariamente?

Os hábitos de higiene pessoal estão cada vez mais incorporados no nosso dia a dia, isso porque sabemos dos benefícios que eles proporcionam para saúde e bem-estar do corpo.

Atualmente, não existem mais dúvidas da importância da escovação dos dentes e uso regular do fio dental. Porém, muitas pessoas ainda se questionam sobre a escovação da língua, e por isso acabam deixando a prática de lado por não entenderem a necessidade.

A boca é uma região extremamente contaminada por bactérias e a higiene dessa região faz com possamos manter as bactérias em quantidades que não sejam suficientes para nos causar mal. Ou seja, nunca conseguiremos acabar com as bactérias da boca, mas com a higiene, conseguimos mantê-las em uma quantidade que não nos afete.

Da mesma forma que ficam ao redor de todos os dentes, presas através do biofilme bucal, que é como se fosse uma massinha que vai se formando nos dentes, com fácil remoção com escovação constante – mas que pode ficar mais difícil de ser removida se a escovação não for bem feita – essa bactérias também se fixam a língua, que é uma superfície áspera e aderente.

Quanto mais sulcos apresentar a língua, mas resíduos e bactérias ficarão presos a ela. Muitas vezes, a língua fica com uma camada mais esbranquiçada de células descamadas sobre ela, que chamamos de saburra lingual. Isso deve ser removido, melhor ainda, não devemos permitir que se forme. Além disso, a falta de escovação na língua pode causar mau hábito.

Se você está buscando por benefícios de manter a escovação diária da língua, veja abaixo algumas vantagens:

  • Ajuda manter o fluxo salivar, o que muito bom principalmente em idosos que costuma ter uma baixa salivação
  • Livre de bactérias e saburra conseguimos deixar as papilas gustativas aptas para sentir de forma melhor o sabor dos alimentos
  • A língua estando saudável manteremos a sua cor mais rosada.

 

por Milton Sabino

 

 

 

Estado terá que garantir língua espanhola no ensino médio das escolas da rede pública

sala-de-aulaA Secretaria da Educação do Estado da Paraíba tem até o próximo dia 15 de dezembro para apresentar ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) solução para o cumprimento da Lei Federal 11.161/2005 que prevê a inclusão da língua espanhola integrando o currículo do ensino médio das escolas públicas do estado. De acordo com a legislação federal, tanto as escolas públicas quanto as da rede privada de todo o país tinham que cumprir a determinação desde o ano de 2010.

Na tarde da última segunda-feira (24), o procurador-geral de Justiça do MPPB, Bertrand de Araújo Asfora, recebeu em seu gabinete, em João Pessoa, representantes da Secretaria Estadual da Educação para debater o assunto. Ficou definido que uma nova reunião ocorrerá no dia 15 de dezembro, quando a Secretaria irá apresentar dados para que um termo de ajustamento de conduta (TAC) seja elaborado, assinado e cumprido pelo estado.

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A reunião no gabinete do procurador-geral foi solicitada pelo promotor de Justiça de Defesa da Educação de Campina Grande, Guilherme Costa Câmara; e pela coordenadora do Centro de Apoio Operacional (Caop) às Promotorias de Justiça da Educação, Ana Carolina Coutinho Ramalho Cavalcanti. A Secretaria da Educação foi representada pela professora Ana Célia Lisboa, gerente executiva do Ensino Médio e Pedagógico da Secretaria da Educação do Estado da Paraíba.

O promotor Guilherme Câmara lembra que um inquérito civil público foi aberto em Campina Grande para que o governo do estado cumprisse a legislação, o que não ocorreu. Agora ele espera que o TAC seja respeitado pela administração estadual, para se evitar mais prejuízos aos estudantes paraibanos e a judicialização dos procedimentos. “Lembrando que essa disciplina no currículo escolar do ensino médio é facultativa aos estudantes, mas é obrigatória por parte da Secretaria da Educação”, diz o promotor, explicando: “A disciplina tem que ser oferecida e o aluno é quem decide se a quer ou não”.

Essa obrigatoriedade decorre da Lei 11.161/2005 que estabeleceu a inclusão da língua espanhola no ensino médio, concedendo aos estados um prazo de cinco anos para a conclusão do processo de implantação da oferta. Já a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996) já dispunha em seu artigo 36 sobre a oferta de uma segunda língua estrangeira moderna no currículo do ensino médio.

Com a vigência da Lei 11.161/2005 ficou estabelecido nacionalmente que “o ensino da língua espanhola, de oferta obrigatória pela escola e de matrícula facultativa para o aluno, será implantado gradativamente, nos currículos plenos do ensino médio”, cuja conclusão do processo deveria ser realizada no prazo de cinco anos. Ou seja: todas as escolas públicas e privadas deveriam a partir de 2010 oferecer, no mínimo, duas línguas estrangeiras modernas, uma de matrícula obrigatória e outra de matrícula optativa para os alunos, sendo que uma das línguas estrangeiras tem que ser a espanhola.

 

Assessoria

Estudante de 11 anos vence etapa da Olímpiada Nacional da Língua Portuguesa no Sertão da PB

jose enriqueJosé Henrique Cardoso dos Santos, de 11 anos, estudante de Escola Estadual da cidade de Patos, a 307 km de João Pessoa, foi o grande vencedor da etapa municipal da Olímpiada Nacional da Língua Portuguesa. Concorrendo com dezenas de inscritos, sua poesia foi escolhida através de uma comissão avaliadora.

O garoto vem de uma família simples. A mãe do garoto, Joana D’arc Cardoso, disse estar orgulhosa do filho. “Tenho mais dois filhos e ele é o do meio. Não sabia que ele gostava de escrever poesia. Fico feliz com isso”, relatou.

A poesia do pequeno patoense seguiu o tema nacional: ‘O lugar que vivo!’
A professora Aliamara Kelly, que ensina a disciplina de português, afirma que a conquista de José Henrique é uma grande satisfação. “A gente vê através dele, um menino simples, carente, humilde, o reflexo do trabalho que a gente desempenha. Um trabalho feito com força, acreditando no potencial do aluno, disse a profissional da educação.

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Entre os dias 25 de setembro e 10 de outubro, as poesias vencedoras nos municípios concorrerão na fase estadual. Caso vença, o poema de José Henrique irá para a etapa nacional da Olimpíada.

Veja a poesia vencedora:

Terra Abençoada

Patos, cidade do sol e calor
Comidas típicas com muito sabor
Terra abençoada pelo Nosso Senhor
Jovens tão lindas que parecem flor

Patos, Terra do conhecido feijão
Cidade do quente sertão
Da santa colheita do algodão
Terra que dá lucros ao cidadão

Patos cidade rica em calçados,
24 de outubro seu aniversário
Cidade de um povo que não fica cansado
Terra de calor e de carinho arretado

Patos cidade das economias
Um povo cheio de alegrias,
Grandes lojas e cias
Terra que o povo trabalha todo dia.

(José Henrique Cardoso dos Santos)

 

Portal Correio

Nova reforma ortográfica na Língua Portuguesa

linguaportuguesaFotoMarcosSantosUma comissão técnica do Senado Federal foi criada para estudar sobre novas mudanças ortográficas na Língua Portuguesa com a ideia de simplificar a ortografia, além de querer eliminar a letra “h” do início de palavras, quer também um pedaço do queijo, ou melhor, sugere a eliminação da letra “u” da palavra queijo.

Não se trata de posicionamento contra o Acordo Ortográfico, mas existe a consciência de que algumas de suas regras (como o uso de certas letras, o hífen, os acentos de pára/para, fôrma/forma) continuam dificultando e encarecendo o ensino. Levantamento feito por professores da Fundação Educacional do Distrito Federal indicam o gasto de 400 horas/aula com ortografia, do ensino fundamental ao médio, para decorar muito e aprender quase nada. É nesse tempo que nasce o desânimo e a crença de que português é muito difícil, criando o bloqueio gerador do analfabetismo funcional e causador do fato de que apenas 20% da população pode ser considerada plenamente alfabetizada. Esses mesmos professores calcularam que, com a simplificação de algumas regras, a ortografia seria ensinada mais eficazmente com apenas 150h/a, o que representa uma forte economia de tempo e dinheiro (R$ 2 bilhões/ano).

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A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, após ter recebido vários sinais de alerta, realizou duas audiências públicas, convidando as autoridades responsáveis pelo encaminhamento do Acordo Ortográfico e representantes das opiniões criticas repercutidas na sociedade, perante senadores como Cyro Miranda, Ana Amélia, Cristovam Buarque, Lídice da Mata, Paulo Bauer, Flávio Arns, Marisa Serrano e Augusto Botelho.

O que mudaria

– Sem “H”
Homem – Omem
Deixa-se de escrever o “h” no início das palavras porque ele não é pronunciado. Exemplos: oje, ora, istoria, etc.

– ”QU” SEM O “U”
Queijo – qeijo
Deixa-se de escrever o “u” porque não é pronunciado. Exemplos: qero, aqilo, leqe, etc.

– “CH” por “X”
Chá – xá
Somente a letra “x” poderia representar esse som. Exemplos: flexa, maxo, caxo, etc.

– “S” por “Z”
Exemplo – ezemplo
Somente a letra “z” seria usada para representar o som de Za, Ze, Zi, Zo, Zu. Exemplos: bluza, analizar, ezuberante, etc.

– Sem “SS”, “Ç”, “SÇ”, “XÇ” e “XC”
Amassar – amasar
Na nova proposta, os encontros consonantais acima seriam eliminados.


Fonte: simplificandoaortografia.com

Inscrição para exame de língua portuguesa vai até 10 de março

Inscrições-AbertasA partir desta segunda-feira, 10, estrangeiros e brasileiros residentes no país e no exterior, cuja língua materna não seja o português, podem se inscrever no exame para obtenção do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras). O prazo vai até as 23h59 (horário de Brasília) do dia 10 de março próximo. O certificado é aceito internacionalmente em empresas e instituições de ensino como comprovação de competência na língua portuguesa. As provas serão aplicadas entre 8 e 10 de abril.

Podem fazer a inscrição os candidatos que, na data de realização do exame, tiverem no mínimo 16 anos completos e escolaridade mínima equivalente ao ensino fundamental brasileiro. Ao fazer a inscrição, o candidato pode selecionar o país e o posto aplicador onde realizará o exame.

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As provas terão avaliações orais e escritas. Na parte escrita haverá duas tarefas que integram compreensão oral e produção escrita e duas que integram leitura e produção escrita. Já a avaliação oral será uma atividade de interação face a face, com duração de vinte minutos — o candidato terá de conversar sobre tópicos do cotidiano e de interesse geral, por exemplo.

De acordo com a pontuação obtida, o participante será classificado em quatro níveis de proficiência. Aqueles que obtiverem pontuação entre 2 e 2,75 serão classificados no nível intermediário; entre 2,76 e 3,5, no intermediário superior; entre 3,51 e 4,25, no avançado; entre 4,26 e 5, no avançado superior. Quem obtiver menos de 2 pontos não conseguirá a certificação.

Nesta primeira edição de 2014, o Celpe-Bras conta com 22 instituições credenciadas nas cinco regiões do país. No exterior, haverá locais de prova em um país da África, quatro da América Central, dois da América do Norte, 11 da América do Sul, além do Brasil, três da Ásia e oito da Europa, conforme a tabela.

As inscrições devem ser feitas na página eletrônica do Celpe-Bras. O Edital nº 2/2014, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), com todas as informações sobre a primeira edição deste ano do Celpe-Bras, foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 18.

Assessoria de Comunicação Social, com informações do Inep

Papa adverte: “O mundo precisa de unidade e reconciliação; o cristão morda sua língua antes de difamar

papaMais de 80 mil fiéis lotaram a Praça São Pedro na manhã desta quarta-feira, 25 de setembro, para a Audiência Geral com o Papa Francisco. Em sua catequese, o Pontífice falou da Igreja “una”, como confessamos no Credo. “Se olharmos para a Igreja Católica no mundo descobrimos que ela compreende quase 3.000 dioceses espalhadas em todos os continentes. Mesmo assim, milhares de comunidades católicas formam uma unidade – unidade na fé, na esperança, na caridade, nos Sacramentos e no Ministério”.

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O Santo Padre ensinou que onde quer que esteja, “mesmo na menor paróquia no ângulo mais remoto desta Terra, há uma única Igreja; nós estamos em casa, somos uma família, estamos entre irmãos e irmãs. E este é um grande dom de Deus! A Igreja é uma só para todos. Não há uma Igreja para os europeus, uma para os africanos, uma para os americanos, uma para os asiáticos, uma para quem vive na Oceania, mas é a mesma em todos os lugares.”

Como exemplo dessa unidade, o Papa então citou a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro: “Naquela multidão sem fim de jovens na praia de Copacabana, ouviam-se falar tantas línguas, se viam tantos rostos com traços diferentes, e mesmo assim havia uma profunda unidade, se formava uma única Igreja”.

Francisco propôs um questionamento aos fiéis, se todos sentem e vivem esta unidade ou se privatizam a Igreja a um grupo, a uma nação ou a amigos. “Quando ouço falar de cristãos que sofrem no mundo, fico indiferente ou sinto-o como se sofresse um da minha família? É importante olhar para fora do próprio recinto, sentir-se Igreja, única família de Deus!”

Às vezes, constatou o Pontífice, surgem incompreensões, conflitos, tensões, divisões que ferem a Igreja. “Somos nós a criar dilacerações! E se olharmos para as divisões que ainda existem entre cristãos, católicos, ortodoxos, protestantes… sentimos a fadiga de tornar plenamente visível esta unidade. É preciso buscar, construir a comunhão, educar-nos à comunhão, a superar incompreensões e divisões, começando pela família, pelas realidades eclesiais, no diálogo ecumênico. O nosso mundo necessita de unidade, de reconciliação, de comunhão e a Igreja é Casa de comunhão. Antes de fazer intrigas, um cristão deve morder a própria língua.”

Papa Francisco, o motor da unidade da Igreja é o Espírito Santo, que faz a harmonia na diversidade. “Por isso é importante rezar”, concluiu Francisco: “Peçamos ao Senhor que nos faça cada vez mais unidos e jamais nos deixe ser instrumentos de divisão. Como diz uma bela oração franciscana, que levemos amor onde há ódio, o perdão onde há ofensa, união onde há discórdia”.

 

 

CNBB / RÁDIO VATICANO

Estudiosa da língua portuguesa fala sobre erros de redação jornalística mais comuns

Crédito:Divulgação
Crédito:Divulgação

Muitos jornalistas adorariam ter na redação uma colega como Dad Squarisi. Além de editora de opinião do Correio Brazilienze, ela é estudiosa da língua portuguesa e expressão oral e escrita.

Um de seus livros, “Escrever melhor” (Contexto, 2008), assinado com a jornalista Arlete Salvador, figura entre os livros de não ficção mais vendidos do país – ocupa a 14ª colocação no ranking do Publishnews e está na 10ª edição, fora três edições pocket.

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Também apresenta o “Fale Certo”, quadro que vai ao ar às quartas-feiras no telejornal do meio-dia da TV Brasília e assina a coluna “Dicas de Português”, publicada em 15 jornais do país.

 

Mesmo que trabalhe quase sempre aspectos estruturais do texto, úteis para todo tipo de redação, é inevitável que a autora tenha um visão crítica sobre os textos jornalísticos, parte de sua rotina diária no Correio, onde também mantém o “Blog da Dad”, sobre a língua.

 

Para ela, a piora gradual dos textos jornalísticos deve-se à carência de profissionais qualificados nas redações, unida a um agravante considerável: a pressa. “É uma moçada de 22 ou 25 anos, recém-formada, que já carrega falhas de formação e ainda trabalha demais”. Confira o bate-papo na íntegra.

 

IMPRENSA –Os textos jornalísticos de hoje são piores do que antigamente?

DAD SQUARISI – São textos piores do que os que já tivemos.  As redações perderam os profissionais

Crédito:Divulgação / Editora Contexto

mais qualificados. São muitos jovens. Toda uma meninada de 22 ou 25 anos. Então, há a falta de experiência em redação mesmo. Além disso, as redações estão muito enxutas. Então, essa moçada trabalha demais, em redações muito enxutas, já carregando as falhas de um ensino médio e fundamental ruim. Mesmo as boas revistas estão sofrendo com a má qualidade do texto.

O problema é mais grave nas redações digitais?

Nas redações digitais, tem uma praga da redação que é achar que o leitor de internet aceita tudo. Não há o menor cuidado. Existem pesquisas que mostram que mais de 80% do público que acessa a internet está em busca de informação. E ele quer informação bem apurada e bem escrita. É preciso ter em mente que o leitor da internet é tão exigente quanto o leitor do impresso.

 

Quais são os erros mais comuns cometidos pelos jornalistas?

A estrutura do texto. É um samba do texto doido. A falta de articulação, desenvolvimento e conclusão. Segunda coisa são erros de carência vocabular, muita repetição de palavras e de estruturas. Terceiro: erros gramaticais, que muitas vezes são erros da pressa. Às vezes, o repórter não tem tempo para revisar, nem o editor.

 

O que você destaca dos erros menos óbvios?

Chamo de erros sofisticados, com pedigree.  Eu digo assim: “Além de estudar, também trabalha no Congresso”. O “além de” indica adição, assim como o “também”. É um pleonasmo mais sofisticado. Outra coisa que se vê muito em caderno de esportes é o uso errado do verbo “manter”. “O treinador mantém a mesma equipe”. Se mantém só pode ser a mesma equipe. Outro ponto são parágrafos que começam sempre da mesma maneira, por exemplo, sempre com artigo e substantivo. Não sei se pode considerar um erro, mas torna o texto muito monótono.

 

O que você indica para aqueles que sentem a necessidade de aprimorar o texto?

A primeira coisa é que façam cursos de língua portuguesa. Não tenham constrangimento. Há cursos muito ágeis que preparam para concursos. Sugiro também que se faça uma leitura de ponta a ponta de uma Gramática. Por que isso é importante? Porque, no momento da dúvida, a pessoa sabe ao menos onde procurar a informação. Muita gente não sabe nem onde procurar. Ou seja, estudo e leitura, não precisa ser nem de literatura, mas de bons textos. Não há empregador que assuma essa responsabilidade. A responsabilidade é dele. Ele tem que correr atrás.

 

 

Guilherme Sardas

‘Na Ponta da Língua’ retoma apresentações na Paraíba e visita várias cidades do Brejo

O projeto Na Ponta da Língua está de volta à Paraíba para mais uma série de apresentações. Esta semana a trupe vai circular pelas cidades de Guarabira, Araçagi e Cuitegi. Serão quatro dias de apresentações, de hoje (30) até quinta-feira (02/8), nas escolas estaduais Monsenhor Emiliano de Cristo, Francisco Pessoa de Brito, Odilon Nelson Dantas e José Soares de Carvalho.

O Na Ponta da Língua leva para estudantes de escolas públicas as novas regras da língua portuguesa.  Idealizado pela publicitária Lina Rosa, diretora de criação da Aliança Comunicação e Cultura – em parceria com o Instituto Origami, o projeto é uma realização do Sesi da Paraíba. Desde fevereiro, o projeto itinerante circula a Paraíba e já passou por 13 municípios: Campina Grande, Lagoa Seca, Queimadas, São José da Mata, João Pessoa, Rio Tinto, Bayeux, Cajazeiras, Sousa,Patos, Itaporanga, Santa Rita e Guarabira.

O Na Ponta da Língua conta com apresentações teatrais nas escolas, curtas-metragens em animação, cartilhas e um joguinho eletrônico temático. “Num mix criativo de elementos didáticos e historinhas cômicas, os alunos vão aprender sem sentir a formalidade do processo”, explica Lina Rosa. Cartilha, filmes e músicas estão disponíveis no www.napontadalinguaportuguesa.com.br.

Sobre a Reforma Ortográfica – A mais nova reforma ortográfica entrou em vigor em 1º de janeiro de 2009 e deve ser implementada até 2012. O acordo foi assinado por representantes dos governos dos oito países que tem o português como idioma oficial: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Segundo estudos, a língua portuguesa está entre uma das dez línguas mais faladas no mundo – estima-se que o mundo lusófono possua aproximadamente 250 milhões de pessoas – e possui duas grafias oficiais, o que dificulta o estabelecimento do português como um dos idiomas oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU). A ortografia-padrão facilitará não apenas a entrada dos falantes de português na ONU, como também o intercâmbio cultural e econômico entre eles.

CRONOGRAMA DAS APRESENTAÇÕES

SEGUNDA, 30/07 – E.E. MONSENHOR EMILIANO DE CRISTO – GUARABIRA

Rua João Lordão, 125 – Nordeste 2 – Guarabira

1ª apresentação: 09h30

2ª apresentação: 13h30

3ª apresentação: 20h30

Local: PÁTIO

TERÇA, 31/07 – E.E. FRANCISCO PESSOA DE BRITO – ARAÇAGI

Av. Olívio Maroja, s/n – São Sebastião – saída p/ Itapororoca, próx. Ginásio Poliesportivo

1ª apresentação: 09h30

2ª apresentação: 10h30

3ª apresentação: 13h30

Local: AUDITÓRIO

QUARTA, 01/08 – E.E. ODILON NELSON DANTAS – CUITEGI

Rua José Marinho de Lucena, s/n – Santo Antônio

1ª apresentação: 10h30

2ª apresentação: 13h30

3ª apresentação: 19h30

Local: GINÁSIO DE ESPORTES

QUINTA, 02/08 – E.E. JOSÉ SOARES DE CARVALHO – GUARABIRA

Rua Henrique Pacífico, 45 – Bairro Primavera

1ª apresentação: 10h00

2ª apresentação: 10h50

3ª apresentação: 13h50

4ª apresentação: 14h40

Local: GINÁSIO DE ESPORTES

Assessoria

Inscrições para 3ª edição da olimpíada de língua portuguesa vão até o dia 25

Secretarias de educação de estados, municípios e Distrito Federal e escolas públicas da rede de educação básica têm prazo até o dia 25 próximo para fazer a inscrição na terceira edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. O processo de inscrição tem duas etapas. A primeira, de adesão das secretarias; a segunda, das escolas.

A olimpíada é promovida pelo Ministério da Educação, em parceria com a Fundação Itaú Social e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). A proposta da competição é estimular a leitura e o desenvolvimento da escrita entre estudantes da educação básica pública, que vão desenvolver, em quatro gêneros, o tema O Lugar onde Vivo. Alunos do quinto e do sexto anos do ensino fundamental abordarão o tema na forma de poemas; do sétimo e oitavo, de memórias literárias; do nono ano do ensino fundamental e da primeira série do ensino médio, de crônicas; da segunda e da terceira séries do ensino médio, de artigos de opinião.

A olimpíada também proporciona capacitação a professores. Ao acompanhar seus alunos na competição, eles integram um processo de formação. As redes oferecem cursos e oficinas de revisão de conteúdos de língua portuguesa. “Um dia, estou na sala de aula, com meu aluno, lendo e produzindo textos; no outro, estou, como cursista, participando de uma formação presencial”, destaca a professora Joana D’Arc Gonçalves Silva, da Escola Dom Bosco, de Aliança, Pernambuco.

Prêmios — Dividida em etapas, a seleção dos trabalhos elaborados pelos estudantes começa na escola, passa por município, estado e região e chega ao âmbito nacional. A premiação compreende entrega de medalhas, obras literárias, microcomputadores e aparelhos de som portáteis, entre outros itens, a 20 estudantes e 20 professores. Nas fases intermediárias há prêmios também para alunos e docentes e para as escolas.

Na segunda edição, em 2010, a olimpíada teve a participação de aproximadamente 7 milhões de alunos e de 239,4 mil professores, representantes de 60,1 mil escolas públicas.

As inscrições para a terceira edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro devem ser feitas pela internet, na página Comunidade Virtual.

Assessoria de Comunicação Social