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Unidades LGBT oferecem psicoterapia

Equipes de Psicologia do Espaço LGBT de João Pessoa e Campina Grande oferecem atendimento psicológico continuado e escuta psicológica gratuita para público LGBTQI+, um dos mais afetados pela depressão, transtornos mentais e suicídio, segundo dados da The Trevor Project, maior organização do mundo relacionada à prevenção de suicídio na população LGBT.

Para um jovem LGBT, a existência de um adulto próximo que o aceitasse e o acolhesse diminuiria em 40% a chance de uma tentativa de suicídio. Seja qual for a idade, o espaço para a escuta e para o acolhimento não pode ser subestimado como forma de lidar com a angústia e de salvar vidas, aponta The Trevor Project.

“É preciso tocar no tema considerado tabu de forma responsável. O Setembro Amarelo é uma forma de evidenciar o assunto e falar sobre a tristeza, angústia, depressão e de mostrar para a população que estes sentimentos são reais, independente de classe social, gênero e orientação sexual. Precisamos desmistificar a tristeza e os transtornos que afetam o humor do corpo e da mente”, afirma o psicólogo Gleidson Marques, do Espaço LGBT de João Pessoa.

Segundo o psicólogo, a depressão e o estresse são mais evidenciados em LGBT por questões de problemas familiares, conflitos internos, na escola e no trabalho. “Os dados são elevados, mas é importante também localizar que o avesso da tristeza é a agressividade também movida por sintomas da depressão, insônia, sentimento de desvalia, e uma vida sem sentido. Essas são as verdadeiras bolhas que podem levar ao suicídio, por isso precisamos cuidar do sofrimento que faz parte da vida”, alerta o psicólogo. Ele recomenda que além do atendimento continuado, as pessoas precisam buscar fazer atividades físicas para equilibrar os hormônios e aumentar o nível de serotonina no corpo.

MaisPB

 

 

Militantes LGBT divulgam carta aberta e pedem mais rigor contra a homofobia na Paraíba

Jornal Correio da Paraíba
Jornal Correio da Paraíba

Militantes da causa LGBT divulgaram nessa sexta-feira (29) uma carta aberta pedido mais empenho das forças de segurança da Paraíba no combate a homofobia. O documento foi confeccionado depois de uma reportagem do Portal Correio que mostrou a existência de grupo de extermínio de gays no Brejo do estado. Dois suspeitos foram presos. Só este ano, sete homossexuais foram assassinados na Paraíba.

A carta assinada por quatro entidades que lidam com a causa da população LGBT na Paraíba pede mais compromisso do Governo do Estado nas investigações, elucidações e prisões de pessoas que praticaram crimes contra homossexuais. O documento usou um trecho da declaração do delegado Walber Virgolino, na reportagem do Portal Correio, para denunciar as mortes e outras violências sofridas pelos LGBTs. “Não vamos admitir que em pleno século 21 a homofobia fique latente. Essa prática aqui no Brejo da Paraíba é inaceitável e seremos rigorosos para punir os culpados pelas mortes”, disse o delegado.

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Veja carta:

Carta divulgada pelo movimento LGBT pede combate a homofobia Foto: Carta divulgada pelo movimento LGBT pede combate a homofobia
Créditos: Divulgação

Nessa quarta-feira (26), uma operação da Polícia Civil do estado, que contou com ajuda de policiais militares, prendeu dois homens suspeitos de integrar um grupo de extermínio de homossexuais no Brejo do estado. A prisão aconteceu na cidade de Sertãozinho, a 120 km de João Pessoa. Investigação da PC aponta que três gays foram mortos pelo grupo este ano na região.

“Com a prisão dos dois, aprofundamos as investigações e chegaremos a outros envolvidos no grupo. Já determinei empenho dos policiais para colocar atrás das grades esses criminosos que matam as pessoas pela orientação sexual delas. Tenho amigos gays e não vou medir esforço para prender esses bandidos e puni-los com o rigor da lei. Todos são iguais perante a lei. Aqui no Brejo, a Polícia Civil não vai aceitar a expansão da homofobia nem deixar que a aversão faça vitimas pessoas inocentes e do bem”, avisou o delegado Walber Virgolino, que é titular da Polícia Civil no Brejo paraibano.

Números negativos x medo de denunciar

No Brasil, em 2014, dados do Grupo Gay da Bahia informam que foram registradas 326 mortes em decorrência da LGBTfobia, um aumento de 4% em relação a 2013. Isso significa que, a cada 27 horas, uma pessoa foi assassinada no país por discriminação de identidade de gênero e/ou de orientação sexual.

Segundo dados da Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana do Governo do Estado, entre 2011 e agosto de 2015, 211 homossexuais foram mortos com requintes de crueldade na Paraíba. Entre janeiro e agosto deste ano, sete já foram assassinados na Paraíba.

Para Fernanda Benvenutty, que preside a Associação das Travestis da Paraíba (Astrapa), é necessária a expansão do Centro Estadual de Referência de Enfrentamento à Homofobia na Paraíba (CEDH), visando uma prestação dos serviços à comunidade LGBT no interior do estado. “O centro só tem em João Pessoa. É importante uma interiorização dos atendimentos para que os homossexuais de cidades distantes da Capital tenham acesso ao trabalho importante do CEDH. Isso ajudaria mais combater a homofobia”, disse.

Benvenutty afirma que o movimento busca trabalhar a vulnerabilidade social das pessoas inseridas no grupo e é atuante no acompanhamento dos casos registrados, cobrando a elucidação e celeridade nas investigações. Ela falou ainda que a maior dificuldade para solucionar os crimes é falta de testemunhas ou denúncia.

“Quando ocorre algum tipo de crime, principalmente homicídios, a própria família tem medo de denúncia por medo, por vergonha da orientação sexual da vítima e isso acaba acarretando na impunidade desses crimes. Em casos de agressões físicas e psicológicas, os homossexuais ainda têm medo de denunciar os algozes e por isso não fazem o registro. Esses números são importantes principalmente para que os órgãos públicos tenham o controle e possam tomar providências para conter a homofobia”, comentou Fernanda Benvenutty.

 

 

portalcorreio

Casais celebram casamento coletivo LGBT em João Pessoa

casamento gayPela primeira vez na Paraíba, um casamento coletivo direcionado para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) foi realizado neste sábado (30), em João Pessoa. Realizada em uma casa de recepções no bairro da Torre.

A cerimônia religiosa com efeitos civis uniu oficialmente 12 casais em matrimônio. A celebração foi feita por três pastores da Igreja da Comunidade Metropolitana.

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Os casais destacaram a conquista desse reconhecimento. “Ainda bem que as coisas foram evoluindo. A cabeça das pessoas foi evoluindo, a sociedade foi evoluindo e hoje a gente está casando”, disse a supervisora de vendas Izabella Macedo, que casou com a técnica de enfermagem Sueni Ferreira. “É muita felicidade, é uma realização”, afirmou Sueni.

Izabella foi conduzida ao altar pelo pai, que ressaltou a importância da celebração. “É mais do que importante, numa situação dessa, participar dessa inclusão, dessa reunião entre duas pessoas que se gostam e se entendem muito bem”, disse Moyses Serruya.

 

G1

Resoluções garantem direitos LGBT em instituições de ensino; confira

lgbtResoluções publicadas na edição de hoje (12) do Diário Oficial da União reconhecem os direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT) nas instituições de ensino e estabelecem o uso do nome social em boletins de ocorrência registrados por autoridades policiais.

Em relação às escolas fica estabelecido que deve ser garantido o uso de banheiros, vestiários e demais espaços segregados por gênero, quando houver, de acordo com a identidade de gênero de cada um. Caso haja distinções quanto ao uso de uniformes, deve haver a possibilidade do uso conforme a identidade de gênero.

O texto determina que a garantia do reconhecimento da identidade de gênero deve ser estendida a estudantes adolescentes, sem que seja obrigatória autorização do responsável. Fica ainda reconhecido pelas redes de ensino o nome social no tratamento oral, sendo o nome civil usado na emissão de documento oficias. As determinações estão na resolução 12, do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, da Secretaria de Direitos Humanos.

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A resolução 11, do mesmo conselho, estabelece os parâmetros para a inclusão dos itens “orientação sexual”, “identidade de gênero” e “nome social” nos boletins de ocorrência emitidos pelas autoridades policiais. Ao incluir esses itens, a resolução leva em consideração, entre outros, o Artigo 5° da Constituição Federal que diz que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

Agência Brasil

Ricardo empossa Conselho LGBT e diz que país avança no conservadorismo

posseO governador Ricardo Coutinho empossou, na tarde desta segunda-feira (2), em solenidade no Palácio da Redenção, os integrantes do Conselho Estadual dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). O conselho foi criado por meio de decreto governamental em maio de 2014 e foi instituído com a posse dos 28 conselheiros, sendo 14 do poder público e 14 da sociedade civil.
Na ocasião, o governador Ricardo Coutinho afirmou que a população LGBT precisa de políticas públicas específicas que representem o respeito que todos precisam ter pelo próximo, independentemente da sua condição social ou orientação sexual. “O Governo traz para si essa agenda e dá posse aos conselheiros que terão um papel fundamental na construção de uma pauta inclusiva dos segmentos. Ao contrário do país que vive uma pauta que avança para o conservadorismo, a Paraíba vive um movimento da aproximação do poder público com os segmentos para dar continuidade aos avanços verificados na saúde, na inclusão social e no combate à violência contra as populações LGBT.  É mais um esforço do Governo de se apropriar de pautas da sociedade e buscar corresponder a expectativa dos segmentos”, ressaltou.

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A implantação do 1º Conselho LGBT da Paraíba tem como objetivo a implantação de políticas públicas no Estado que garantam os direitos e a cidadania do público LGBT. “Esse conselho significa um importante avanço de participação e controle social que permitirá à população LGBT dialogar em outro patamar com o Estado e também apresentar políticas que estabeleçam direitos e combata a homofobia”, explicou a secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares.
O presidente do Movimento do Espírito Lilás (MEL) e membro do conselho, Renan Palmeira, destacou que o conselho é um avanço na perspectiva da consolidação de políticas públicas e controle social. “O combate à homofobia não é mais apenas um discurso da militância e passa a ser uma política de Estado para enfrentar o preconceito dentro do Estado”, completou.
Renan acrescentou que a Paraíba tem conquistado políticas importantes na promoção e garantia dos direitos da população LGBT, através das ações implementadas, como o Centro de Referência Especializado (Espaço LGBT), a Delegacia contra Crimes Homofóbicos, as alas específicas para gays e lésbicas dentro dos presídios e o decreto que garante direito ao uso do nome social por travestis e transexuais. “São conquistas importantes para a cidadania plena no Estado da Paraíba e queremos por meio do conselho interiorizar essas e outras políticas como habitação e empreendedorismo”, ressaltou.
A deputada estadual Estela Bezerra afirmou que o Governo da Paraíba tem coragem de promover a inclusão de todos e continua avançando nos direitos da população LGBT. “O conselho estadual é uma ferramenta importante, mas só se tornará efetivo com a participação efetiva dos membros, sejam do governo ou da sociedade civil organizada. Coloco o nosso mandato na Assembleia Legislativa à disposição para a ampliação das políticas públicas para a população LGBT”, enfatizou Estela.
Ações – O Governo promove e garante os direitos da população LGBT, através das políticas públicas implementadas, como o Centro de Referência Especializado (Espaço LGBT), que de junho de 2011 a dezembro de 2014, realizou 5.000 atendimentos e cadastrou 800 usuárias e usuários, a maioria jovem, entre 18 e 29 anos. De 2011 a 2014 foram ajuizados 62 processos de mudança de pré-nome (retificação de nome no registro civil) de travestis e transexuais atendidas no serviço, oriundas de 13 municípios do estado. Deste total, 48 já foram deferidos pela Justiça.
Na saúde, foi implantado o Ambulatório Estadual para Saúde de Travestis e Transexuais, em 2014, que funciona no Complexo Hospitalar Clementino Fraga, na Capital. Foram registrados 600 atendimentos e um cadastro de 120 usuários, destes 76 mulheres trans, 30 travestis e 14 homens trans.
O Estado mantém ainda um Comitê de Saúde Integral da População LGBT, uma campanha educativa de enfrentamento à homofobia nas redes sociais (Tire o Respeito do Armário – Todos e todas pelo Fim da Homofobia) e possui um decreto que garante o direito ao uso do nome social por travestis e transexuais em todo o âmbito do Poder Executivo Estadual.
Secom-PB

Segurança e representantes de entidades LGBT discutem novas formas de tratamento nas delegacias

representanteslgbtO secretário executivo da Segurança Pública, Jean Francisco Nunes, recebeu nessa terça-feira (3) representantes de várias entidades que trabalham questões ligadas ao público LGBT na Paraíba. Na reunião, foram discutidas novas formas de tratamento para este público nas delegacias, como a inclusão de campos específicos para Nome Social, Orientação Sexual e Identidade de Gênero nos Boletins de Ocorrência e outros documentos da Secretaria de Segurança e Defesa Social. Além disso, deverá ser criado um banco de dados único em parceria com a Secretaria da Mulher e Diversidade Humana para registrar notificações de casos de homofobia no Estado.Para Jean Francisco Nunes, a reunião foi de grande importância para que a Secretaria de Segurança e Defesa Social possa ter um mapeamento com dados mais seguros a respeito dos casos de homofobia, bem como lidar com as perspectivas das entidades que trabalham as questões de gênero. “Nós estamos caminhando no sentido de trabalhar em conjunto com todas as frentes sociais. Esta reunião representa a abertura e o interesse do Estado em tratar as questões de gênero com igualdade e, por isso, estamos finalizando um novo modelo de Boletim de Ocorrência, que passará a ser informatizado, e já vamos solicitar à comissão através de ofício que atenda à reivindicação das entidades LGBT, incluindo campos específicos para Nome Social, Orientação Sexual e Identidade de Gênero”, assegurou.

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Representantes dos movimentos e entidades que trabalham a questão LGBT no Estado também cobraram da Secretaria de Estado da Segurança e Defesa Social que haja uma continuidade no trabalho de orientação aos servidores para que saibam lidar com esse público na delegacia. “Já houve um treinamento de servidores para que haja um melhor tratamento às mulheres nas delegacias. Nós queremos que aconteça o mesmo em relação ao público LGBT. Muitas vezes, os servidores ficam constrangidos em perguntar a orientação sexual de uma pessoa na hora que ela vai fazer um Boletim de Ocorrência, mas acredito que se houver um treinamento da pessoa que atende ao público essa relação pode melhorar muito. Então é preciso que haja uma formação continuada dos servidores públicos que lidam com o público LGBT”, reivindicou Renan Palmeira, do movimento LGTB.

O delegado Marcelo Falcone, da Delegacia de Crimes Homofóbicos, disse que a delegacia é um dos canais de atendimento ao público LGBT e vem lidando muito bem com esse público. Nesse ponto, os representantes de entidades LGBT disseram que é necessário que haja uma visibilidade maior dessa Delegacia para a população. “A gente sabe que existe a Delegacia de Crimes Homofóbicos, mas consideramos que a delegacia fica num lugar muito escondido e não há a visibilidade que tem a Delegacia da Mulher, por exemplo. Acho que se faz necessário uma campanha de divulgação e um espaço mais amplo para a Delegacia de Crimes Homofóbicos”, disse Renan Palmeira.

A reunião foi concluída com o compromisso da Secretaria de Segurança e Defesa Social de solicitar à comissão que elabora o novo modelo de Boletim de Ocorrência a inclusão de campos específicos para o público LGBT, como Nome Social, Orientação Sexual e Identidade de Gênero; a criação de um banco de dados onde sejam registrados todos os crimes homofóbicos em parceria com a Delegacia da Mulher e Diversidade Humana e que haja cursos de reciclagem para que os servidores que lidam com o público possam oferecer um tratamento específico ao público LGBT.

Participaram da reunião o secretário executivo da Segurança Pública, Jean Francisco Nunes, Delegado Marcelo Falcone, da Delegacia de Crimes Homofóbicos,e representantes do Movimento do Espírito Lilás (MEL), Grupo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais Maria Quitéria, Comissão da Diversidade Sexual da OAB-PB, Núcleo de Estudos Populares Flor de Mandacaru da Universidade Federal da Paraíba, Coordenação de Políticas Públicas para LGBT da Prefeitura Municipal de João Pessoa e Secretaria Estadual da Mulher e Diversidade Humana.

iParaiba com Secom

Mais dois casos brutais de assassinatos de LGBT: em São Paulo e na Paraíba

WandersonTem que ter muito sangue frio para acompanhar as notícias que envolvem a comunidade LGBT. Como numa novela macabra, a cada capítulo uma nova morte violenta e sem explicação é noticiada.

Esta semana, mais dois nomes de jovens entram na lista dos assassinados. Samuel da Rocha, de 23 anos, natural de Criciúma, no Paraná, estava morando há 7 meses em São Paulo. Tinha saído recente do armário, estava vivendo seu primeiro relacionamento com um menino, tinha acabado de começar a cursar a faculdade de psicologia. Foi esfaqueado no banheiro do Terminal Jabaquara e morreu a caminho do hospital no sábado (13).

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Na cidade de Bayeux, na Paraíba, o corpo de Wanderson Silva, de 17 anos, foi encontrado na quarta (17) abandonado em um matagal, com um tiro na cabeça e marcas de espancamento. Ao lado do cadáver estava uma sacola plástica que continha o cabelo do estudante e o enchimento que ele usava nos seios. Nada foi levado de seus pertences pessoais.

“É preciso que a sociedade consciente se levante a favor da criminalização da homofobia, para que nossas escolas ensinem as crianças a entender e respeitar a diversidade. Não podemos mais viver esse genocídio.” (Renan Palmeira)

Internautas paraibanos estão organizando um ato público no sábado (20), no Busto de Tamandaré, em memória de Wanderson e de João Antônio. Na sua página no Facebook, o professor Renan Palmeira, militante LGBT, falou em genocídio. “Cada um que se cala diante dessa triste realidade ajuda a manter esses índices. É preciso que a sociedade consciente se levante a favor da criminalização da homofobia, para que nossas escolas ensinem as crianças a entender e respeitar a diversidade. Não podemos mais viver esse genocídio.”

 

 

iG

Evento com 120 pastores ocorre ao lado da Parada LGBT em JP e espera reunir 25 mil

Reprodução/Facebook
Reprodução/Facebook

O Clama João Pessoa ocorre neste sábado (6) no Busto de Tamandaré e terá a participação de 120 pastores, além de atrações musicais dos estados da Paraíba, Rio de Janeiro e Bahia. O evento cristão é coordenado pelo pastor Clóvis Bernardo, no mesmo dia da Parada LGBT, que também acontece na orla da Capital.

Apesar disso, o pastor garante que não haverá nenhum tipo de conflito ou divergência de ideias. Segundo ele, o Clama vai fazer orações e louvores para combater a discriminação, o preconceito, a violência e garantir que os direitos de todos os cidadãos sejam garantidos, independentemente das diferenças.

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“O evento é cristão, não é evangélico. Queremos reunir todos e mostrar que não há mais espaço para nenhuma forma de preconceito. Homossexuais, umbandistas, católicos, evangélicos e qualquer pessoa interessada podem participar do Clama”, afirma o pastor.

O Clama João Pessoa espera reunir cerca de 25 mil pessoas no Busto de Tamandaré, a partir das 19h deste sábado (6), em concentração e apresentação fixa, sem marcha. A Parada LGBT começa às 16h, na avenida Ruy Carneiro, e segue para o Largo da Gameleira, em Tambaú.

De acordo com o pastor Clóvis, a programação inclui a participação de 120 pastores e músicos, como ele, a baiana Raquel Santos e a carioca Raquel Cais. O pastor adiantou ainda que autoridades políticas foram convidadas e que o evento terá o suporte da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

 

portalcorreio

Parada LGBT de JP acontece sábado com o tema ‘Somos muitos nas ruas e milhões nas urnas’

Jornal Correio da Paraíba
Jornal Correio da Paraíba

A 13ª Parada do Orgulho LGBT de João Pessoa acontece no próximo sábado (6), trazendo como atração principal a cantora Gaby Amarantos. O tema deste ano é ‘Somos muitos nas ruas e milhões nas urnas’. Com esse tema,, o objetivo é mostrar que a população LGBT é enorme e pode fazer a diferença nas urnas.

Este o percurso da parada foi modificado. A concentração começa às 16h e será próximo ao final da av. Ruy Carneiro, seguindo em direção para o Largo da Gameleira, onde estará o palco principal.

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A atração regional será a cantora paraibana Mira Maya, e também haverão apresentações de 3 Drag Queens conhecidas pelo público LGBT de João Pessoa, Lohanny Lorenzzi (Top Drag Paraíba 2014), Alexia Prada (2º lugar no Top Drag Paraíba 2014) e Thalita Campbell (To Drag Paraíba Internet 2014).

Além do palco principal, vários Dj’s animarão o público em trios elétricos, são eles: DJ Edu Tronic, DJ Jully Mermaid, DJ Raphael Fraga, DJ Ronaldo e DJ Cris L.

Este ano a parada contará com o apoio de alguns movimentos, como o Grupos Mães pela Igualdade, a Igreja Cristã Metropolitana, a Igreja Comunidade Metropolitana Independente (ICMI), a Comissão de Diversidade Sexual da OAB-PB e a festa Mustache também estará apoiando o evento.

“A parada além de ser um evento comemorativo é também um momento político onde falamos das nossas conquistas e do que ainda há para conquistar, vale lembrar que haverá durante a parada falas lembrando os crimes que aconteceram contra homossexuais durante o ano. Neste ano fora as atrações teremos grandes novidades como a presença do grupo Mães pela Igualdade”, disse Adriano Silva Rodrigues, uma dos organizadores da Parada desse ano.

 

portalcorreio

Parada do Orgulho LGBT lota a Paulista para marchar contra o preconceito

© ANDRE HANNI /BRAZIL PHOTO PRESS/FOLHAPRESS
© ANDRE HANNI /BRAZIL PHOTO PRESS/FOLHAPRESS

Um dos maiores eventos em prol da diversidade sexual do mundo, este ano em sua 18ª edição, a Parada do Orgulho LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), realizada neste domingo (4), na capital paulista, reuniu um público total estimado em cerca de 4 milhões de pessoas, com o lema: “País vencedor é país sem homolesbotransfobia. Chega de mortes!”

O objetivo, segundo os organizadores, foi ressaltar a urgência da questão e reforçar o pedido por punições mais rígidas a quem praticar crimes de homofobia. “O que querem os gays na avenida que é o maior símbolo do capital? Nós queremos respeito. Queremos dignidade”, disse o sócio-fundador da associação da parada, Nelson Matias, sobre o espírito do evento. “Amar quem eu quero é um direito de foro íntimo. A sociedade tem que respeitar e o governo, garantir”, acrescentou.

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Presente na abertura da parada, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvati, disse que a comunidade LGBTT deve aproveitar a mobilização demonstrada em eventos como o de domingo para pressionar o Parlamento a aprovar projetos contra o preconceito e contra a violência provocada pela discriminação. “Vocês colocam 2 ou 3 milhões de pessoas na rua. Vocês precisam transformar isso em votos no Congresso Nacional. Porque essa imagem de poder do homem branco, rico e hétero está instalada lá”, ressaltou a ministra.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), destacou que, apesar do clima festivo, a parada ainda remete a temas de grande seriedade. “Nós entendemos que isso aqui é uma parada cívica. Para nós, infelizmente, ainda não é uma festa”, disse, ao lembrar “atrocidades” cometidas por pessoas que mantêm o preconceito.

Por sua vez, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aproveitou para anunciar a instalação definitiva da sede do Museu da Diversidade Sexual, num casarão, ainda a ser desapropriado e reformado, da própria Avenida Paulista, onde ocorreu a parada –a instituição funciona atualmente na Estação República do metrô e recebeu cerca de 35 mil visitantes no ano passado.

O ex-ministro da Saúde e pré-candidato do PT ao governo paulista, Alexandre Padilha, também esteve na Paulista, onde visitou o camarote da Prefeitura e andou em três trios elétricos – o da organização da Parada GLBT, o da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de uma drag queen. “Essa celebração da diversidade é muito importante para São Paulo”, disse, enquanto acenava aos participantes na rua.

Neste ano, a 18ª Parada do Orgulho LGBTT, tradicionalmente realizada no primeiro domingo após o feriado de Corpus Christi, em junho, foi antecipada para não coincidir com a Copa do Mundo, o que deverá encarecer os preços na rede hoteleira. “Mudamos a data pensando no grande número de participantes que vêm de fora de São Paulo”, explicou o presidente da associação da parada, Fernando Quaresma.

Para a transexual Lara Pertille, a parada é um momento de afirmação para as transexuais e o restante de comunidade LGBTT. “Acho que é um dia de protesto, de visibilidade. Um dia para mostrar que existimos, que pagamos impostos e que somos ‘limpinhos'”, ironizou a jornalista, de 26 anos, que veio de Paulínia, interior paulista

O estudante universitário Anderson Melo, de Mairinque (SP), relatou que veio para se divertir, mas igualmente protestar. “Além de toda a festa, eu faço questão de me integrar à militância”, disse. Ele se preocupa, entretanto, que o apelo festivo possa enfraquecer a mensagem contra o preconceito. “Talvez esse formato tire um pouco da atenção da causa social. Não para o público LGBT, mas para quem vê de fora.”

A festa não é um problema para a consultora financeira Ana Braz. “Eu acho super legal esse tipo de manifestação, é alegre e dá um ar diferente”, disse Ana, que afirmou ser heterossexual. Este ano, 14 trios elétricos desfilaram na Avenida Paulista. A parada foi encerrada com show da cantora Wanessa Camargo, na Praça da República, no chamado Centro Velho da cidade.

Com reportagens da Agência Brasil, FSP e agências