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Dia da adoção levanta debate sobre burocracia

Nenhum bem material é tão valioso quanto à própria vida. A máxima estabelecida pela sociedade reflete bem a burocracia envolvida no processo de adoção no Brasil. Isto porque, para realizar a cessão de um ser humano para outro, é preciso um estudo minucioso a fim de preservar a integridade física e psicológica da criança a ser adotada. O processo não pode ser semelhante à negociação de um produto, por esse motivo, os pais adotantes passam por um estudo psicossocial desenvolvido por uma série de profissionais de várias áreas, que atestam se o casal é apto a cuidar de uma criança ou adolescente. Todavia, um projeto de lei estabelecido pelo Ministério da Justiça e Segurança pretende ditar o prazo máximo de oito meses  o processo, a fim de evitar a superlotação nos abrigos.

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A medida tomada pelo Ministério da Justiça não é de acordo com o que as próprias instituições de apoio a adotantes repercutem. Para os órgãos como o Grupo de Apoio à Adoção de João Pessoa (Gead) e o Grupo 25 de Maio, o processo é de suma importância tanto para os pais quanto para as crianças a serem adotadas. Todavia, em um ponto o Ministério e os órgãos estão de acordo: o grande problema na superlotação dos abrigos são os próprios adotantes. Isso por que, segundo o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), no Brasil, existem quase 40 mil casais que pretendem adotar uma criança ou adolescente, porém, deste montante, 52% só aceitam crianças de até três anos. Enquanto as crianças com esta idade representam apenas 12,6% do total a serem adotadas. A conta não fecha e os abrigos lotam. Além disso, 44% dos adotantes têm preferência por crianças brancas, enquanto elas representam apenas 33% das crianças a serem adotadas.

Na Paraíba é diferente. E, se na maior parte do Brasil, os orfanatos estão entupidos de crianças a serem adotadas, na Paraíba, a situação é contrária. Em todo o estado existem apenas 74 crianças ou adolescentes a serem adotados, e 490 casais pretendentes. O leitor que acaba de ver esses dados deve estar se perguntando por que essas crianças ou adolescentes ainda não foram adotados, visto que o número de adotantes é muito maior. Mas novamente a conta não fecha porque mais da metade dos casais querem adotar crianças de até três anos de idade, enquanto essa faixa etária representa apenas 30% do total de crianças e adolescentes. Além disso, um índice de 3% dos casais “reprova” no estudo psicossocial estabelecido pela Justiça, o que também contribui para as longas filas de espera no CNA.

Estudo psicossocial

De acordo com 1ª Vara da Infância e Juventude de João Pessoa, um casal que tem o desejo de adotar uma criança ou adolescente deve ter mais de 18 anos, gozar de todos os direitos políticos e não estar respondendo a nenhuma ação criminal ou ter antecedentes. A partir daí, ele pode ingressar na fila do Cadastro Nacional de Adoção e dar início ao estudo psicossocial. O programa é desenvolvido por psicólogas, assistentes sociais, advogados, médicos e tudo é acompanhado de perto pelos juízes no âmbito legal.

Segundo o juiz titular da 1ª Vara da Infância e Juventude de João Pessoa, Adaílton Lacerda, a capital paraibana conta com 17 profissionais para realizar os estudos, todavia, a realidade não é a mesma no restante da Paraíba, que sofre com o déficit de funcionários para atender a demanda, o que contribui para a demora no processo.

A fila pode ser angustiante, mas Cristiane Moreira, de 44 anos, que espera há três anos para adotar uma filha, acredita que a espera vale a pena. “O processo não é rápido, nem simples. Mas a gente há de convir que o Estado está entregando nas mãos de uma pessoa uma vida. É detalhado porque precisa ser, não é um financiamento de uma casa, e sim de uma vida a ser cuidada e protegida”, salienta Cristiane, que também faz parte do Grupo 25 de Maio, que presta apoio a pais adotantes.

Cristiane ainda garante que o processo também é fundamental para garantir que os pais não tenham futuros problemas com os filhos e fujam da adoção ilegal, como garante o juiz Adaílton. “Muitas mães querem entregar seus filhos já na maternidade e isso pode gerar casos de adoção ilegal, e esse tipo de situação não garante nenhum direito aos adotantes, que futuramente podem ter problemas de registro e também com os próprios genitores da criança”, orienta o juiz.

Casais homoafetivos

Se o debate sobre casais homoafetivos ainda persiste principalmente no âmbito religioso, no que diz respeito à adoção, não existem entraves. De acordo com o juiz Adaílton, os únicos critérios avaliados são os antecedentes criminais e os direitos políticos. “Não importa sexo, cor, religião ou estado civil. O adotante pode ser casal homossexual, solteiro, casado ou em união estável, contanto que goze dos direitos políticos e não responda a processo criminal”, finalizou o juiz.

Filhos gerados no coração

É praxe dizer que um filho adotivo foi gerado no coração e não no ventre, contudo, Cristiane Moreira, mãe adotiva e biológica, vai além. “Quando eu estava grávida pela primeira vez, eu sentia enjoos, fica sensível, tudo que uma mãe normal sente. A gente fala q adoção é uma gravidez invisível, por isso, quando eu estava na fila para receber meu segundo filho eu também ficava enjoada, sensível, emocionada, emotiva. Tudo que eu senti na primeira gestação biológico eu senti na adotiva também, e estou sentido agora a espera da minha Malu”, disse, emocionada. Ainda, Cristiane relata que não vê diferenças entre seu filho adotivo e seu filho biológico. “O amor é completamente igual, eu me sinto muito abençoada em ter sido mãe da mesma forma. Tanto pelo meu ventre, quanto pelo meu coração”, finaliza.

Luís Eduardo Andrade do Correio da Paraíba

Guria de bronze: Mayra cai na semi, se levanta e leva sua 2ª medalha olímpica

Aos 14 anos, uma menina com espinhas no rosto, sotaque gaúcho carregado e muita força para tão pouca idade surpreendia ao virar titular da seleção brasileira de judô. De 2007 para cá, Mayra Aguiar cresceu, ganhou 10kg, amadureceu e construiu uma respeitadíssima carreira nos tatames. Após o bronze em Londres 2012, o título mundial em 2014, só lhe faltava o ouro em Jogos Olímpicos. A guria que virou mulher aos olhos de quem acompanha o esporte chegou até a semifinal com duas vitórias tranquilas, mas falhou na missão. Mayra foi derrotada na semifinal do peso-meio-pesado (até 78kg) para a francesa Audrey Tcheumeo, por receber duas punições contra uma da rival, na tarde desta quinta-feira. Sempre lutadora, a gaúcha de 25 anos colocou a cabeça no lugar e voltou com tudo para derrotar a cubana Yallenis Castillo, por yuko, na decisão do bronze, na Arena Carioca 2 e pendurar a medalha no peito. Arquirrival de Mayra, a americana Kayla Harrison bateu Tcheumeo na final e conquistou o bicampeonato olímpico consecutivo. O outro bronze ficou com a eslovaca Anamari Velensek.

– Completei 25 anos e tenho muito caminho pela frente. Agora tem Japão (Jogos de Tóquio 2020). Saindo daqui, começa um novo ciclo. Saio feliz. Não consegui meu maior objetivo, mas dei a volta por cima. É uma satisfação para o atleta conquistar uma medalha olímpica. Pensei que não fosse sentir esse gosto de novo. É um momento muito difícil virar a cabeça, esquecer a derrota e entrar em uma nova competição. Ainda vou lutar muito. É mais uma para a conta de medalhas olímpicas – comentou Mayra.

mayra aguiar bronze brasil judô (Foto: Toru Hanai / Reuters)Mayra comemora a conquista da medalha de bronze, na Arena Carioca (Foto: Toru Hanai / Reuters)

É o segundo pódio olímpico de Mayra, que também amealhou o bronze em Londres 2012, e a terceira medalha do Time Brasil na Olimpíada do Rio, a segunda no judô, após o ouro de Rafaela Silva. A primeira, de prata, veio no tiro esportivo, com Felipe Wu, na pistola de 10m. A láurea de Mayra é a 21ª do judô nacional em Jogos Olímpicos, aumentando a vantagem da arte marcial de origem japonesa na disputa com a vela, que tem 17.

Com uma determinação impressionante, Mayra Aguiar superou sem sustos duas adversárias na manhã desta quinta-feira para se garantir nas semifinal. Como era cabeça de chave, ela já estreou nas oitavas de final. E a atual terceira do ranking precisou de apenas 39 segundos para bater por ippon a australiana Miranda Giambelli, número 18. Nas quartas, o duelo foi mais complicado, contra a alemã Laura Malzahn, sétima do ranking. O combate contou com uma grande briga pela pegada. Mayra lutou de forma mais tática e não foi ameaçada. Em uma mistura de necessidade de ganhar ritmo de competição e precaução, a brasileira acabou levando a melhor, após os quatro minutos regulamentares, por conta de uma punição da oponente.

Representante brasileiro no peso-meio-pesado masculino (até 100kg), Rafael Buzacarini começou bem na manhã desta quinta, mas caiu nas oitavas, diante do japonês Ryunosuke Haga, atual campeão mundial.

Mayra Aguiar, medalha bronze (Foto: Reuters)Mayra Aguiar beija a bandeira do Brasil no quimono, após ganhar a medalha de bronze (Foto: Reuters)

Nos cinco primeiros dias do judô na Rio 2016, a seleção brasileira havia conquistado “apenas” o ouro com Rafaela Silva, mas frustrou as grandes expectativas que tinha de medalha com Sarah Menezes (até 48kg), Érika Miranda (até 52kg), Victor Penalber (até 81kg) e Tiago Camilo (até 90kg). Mariana Silva surpreendeu no até 63kg e acabou em quinto.

IPPON EM 39 SEGUNDOS NA ESTREIA

Mayra sabia muito bem que vencer rapidamente a sua luta de estreia seria importante para poupar forças para o decorrer da competição. Não era pretensão dela imaginar que faria isso facilmente contra a australiana Miranda Giambelli. Isso logo seria comprovado.

A gaúcha começou a sua terceira participação olímpica partindo para cima da australiana Giambelli. De cara, ela conseguiu encaixar um bonito golpe de perna e já somou um wazari. Conectou muito rapidamente com a luta de solo e imobilizou a oponente. A torcida contou junto os 15 segundos necessários para um segundo wazari. Dois wazaris valem um ippon. Vitória arrasadora da gaúcha na estreia.

Mayra Aguiar Rio 2016 (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)Mayra imobiliza a australiana Giambelli nas oitavas de final (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)

VITÓRIA NA TÁTICA E VAGA NA SEMI

A luta pelas quartas de final era mais complicada. Mayra entrava como favorita, mas sabia que a troca de pegadas era chata contra a alemã Malzahn. Com grande foco e determinação, a gaúcha demonstrou que tinha mais vontade. Os golpes, porém, não estavam entrando com tanta facilidade.

O jeito era lutar taticamente até que a oponente europeia se descuidasse na defesa. De tanto forçar, Mayra acabou conseguindo fazer com que Malzahn fosse punida por faltava de combatividade.

Mayra Aguiar x Laura Malzahn quartas Rio 2016 (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)Mayra disputa pegada com Malzahn (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)

A luta entrou no minuto final com a gaúcha na frente. Mayra demonstrou muita frieza, cozinhou o combate e tentou entrar golpes para não ser punida. O que mais vale é vencer. E a brasileira conseguiu o objetivo, sem nem mesmo ser incomodada. Vaga na semifinal!

A DOÍDA DERROTA NA SEMIFINAL

A disputa entre Mayra e a francesa Audrey Tcheumeo era uma reedição da final do Mundial de 2014, vencida pela brasileira. Tinha tudo para ser uma luta muito dura. No primeiro minuto, as duas apenas ficaram trocando pegadas, fazendo uma grande força.

Com uma tática um pouco mais agressiva, a europeia acabou conseguindo fazer com que Mayra fosse punida quando faltavam 2m30s. A brasileira estava atrás do placar e em situação difícil. Ela precisava entrar golpes.

Mayra forçou bastante e conseguiu forçar também uma punição da oponente. A luta estava empatada, faltando 45 minutos para o fim do tempo regulamentar. Tensão na Arena Carioca. Para desespero de Mayra e da torcida brasileira, ela acabou sendo punida mais uma vez, agora por usar a própria perna para tirar a pegada da rival e foi derrotada por Tcheumeo. Restava a disputa pelo bronze.

Mayra (Foto: Reuters )Mayra tenta cortar pegada da francesa na semifinal (Foto: Reuters )

A CONQUISTA DO BRONZE

Após a dor de perder a semifinal em casa, Mayra teve pouco mais de 20 minutos para se recuperar da decepção e voltou para buscar o bronze contra a cubana Yalenis Castillo. Logo, a gaúcha jogou a rival para o solo e ela caiu de lado: yuko. Rapidamente, Mayra conectou a luta de solo e chegou a imobilizar a oponente. Mas ela não conseguiu segurar muito tempo.

Muito mais forte, Mayra ainda forçou uma punição de Castillo por falta de combatividade. Ela não conseguia sequer pegar no quimono da brasileira. O tempo agora contava a favor de Aguiar. Ela estava com pinta de que não deixaria escapar o bronze.

O tempo foi correndo, a cubana parecia imóvel, e Mayra estava com força total novamente. Os quatro minutos chegaram ao fim. A guria ganhava a sua segunda medalha olímpica, o segundo bronze, quatro anos depois dos Jogos de Londres 2012.

Mayra Aguiar, luta pelo bronze (Foto: Reuters)Mayra faz força para encaixar contragolpe em cima da cubana Castillo (Foto: Reuters)
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Francine desafia: ‘Levanta o braço e vê se seu peito não vai repuxar?’

Francine Piaia (Foto: Reprodução/Instagram)
Francine Piaia (Foto: Reprodução/Instagram)

Francine Piaia não imaginava a polêmica que ia causar ao postar uma foto nua para mostrar que havia emagrecido sete quilos. Na imagem, ao levantar um dos braços, a ex-BBB fez os internautas despejarem inúmeros comentários em sua timeline. Muitos disseram que o seio direito estava diferente do esquerdo e, portanto, torto.

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Procurada pelo EGO para esclarecer a polêmica, Fran lançou o desafio: “Não sabia que a minha foto ia causar tanto! Faz o teste: levanta o braço. O seio tende a repuxar para cima e ficar mais fino do que o outro. Gente, meu seio não tem silicone, é um seio normal como o de qualquer mulher. Quando fiz o ensaio nu para a ‘Playboy’, o diretor da revista disse que nunca tinha visto um seio natural tão bonito. Claro que meu corpo mudou. Hoje não sou mais a mesma menininha do passado, estou com 31 anos”, disse ela.

Ao ler os incontáveis comentários sobre a foto polêmica, Francine se divertiu. “Estou acostumada com as críticas e sei quem eu sou. Assumo que sou uma ex-BBB, mas não sou burra. Faço minha segunda faculdade (Medicina Veterinária), trabalho para caramba e continuo na televisão (Francine traballha no ‘Chuchu beleza’, programa da TV Gazeta, e no Superpop). Cansei de ouvir que Francine está acima do peso, mesmo acreditando que beleza e peso não caracterizam o caráter de uma pessoa. Tem gente que te hostiliza do nada. Nessa foto o único photoshop que usei foram as flores e a boca. Meu corpo não foi retocado”, garante Fran.

 

Ego

Gilmar Mendes levanta suspeita de lavagem de dinheiro em doações

Levado ao STF pelo tucano FHC, Mendes pode sair candidato em Mato Grosso pelo PSDB (Foto: Moacyr Lopes Júnior/Folhapress)
Levado ao STF pelo tucano FHC, Mendes pode sair candidato em Mato Grosso pelo PSDB (Foto: Moacyr Lopes Júnior/Folhapress)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, disse nesta terça-feira (4) que o Ministério Público precisa investigar as doações recebidas por petistas condenados no processo do mensalão para o pagamento de multas impostas no julgamento. De acordo com ele, pode estar havendo lavagem de dinheiro no sistema de arrecadação.

“Agora, dado positivo, essa dinheirama, será que esse dinheiro que está voltando é de fato de militantes? Ou estão distribuindo dinheiro para fazer esse tipo de doação? Será que não há um processo de lavagem de dinheiro aqui? São coisas que nós precisamos examinar”, disse pouco antes de ingressar numa das turmas de julgamento do STF.

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Condenados por corrupção no julgamento do mensalão, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro da sigla Delúbio Soares criaram páginas na internet para receber doações e conseguiram arrecadar cerca de R$ 1,7 milhão para quitar as multas que, somadas, chegaram a cerca de R$ 1,1 milhão.

O restante deverá ser doado para o ex-ministro José Dirceu, que terá de pagar multa de R$ 971 mil, também relativa à sua condenação por corrupção no mensalão.

Mendes disse que “há algo muito estranho” no sistema de arrecadação e alegou que os condenados estão fazendo “festa” com a multa. Algo que, para ele, deveria ser discutido pela sociedade.

“Há algo de grave nisso. E precisa ser investigado. E essa gente, eles não são criminosos políticos, não é gente que lutava por um ideal e está sendo condenado por isso. São políticos presos por corrupção (…) são coisas que precisam ser refletidas. A sociedade precisa discutir isso”, disse.

Após levantar suspeitas sobre as doações, Mendes também disse que algumas peças deveriam ser unidas para se tentar desvendar o quadro pós julgamento do mensalão. Ele destacou o episódio do emprego oferecido a Dirceu por um hotel de Brasília cuja empresa tinha sede no Panamá.

“Se a gente olha, coleta de dinheiro, esse tipo de manifestação, serviço num hotel que pertence a alguém no Panamá por R$ 20 mil, se a gente soma tudo isso há algo mais no ar do que avião de carreira. Está estranhíssimo (…) Ele era também dono do hotel? Era empregado e empregador? Veja quanta coisa está sendo colocada”.

FINANCIAMENTO

Mendes também levantou suspeitas sobre crimes que podem ser cometidos no período eleitoral caso seja proibido o financiamento de campanha por empresas privadas. De acordo com ele, associações e organizações sindicais poderiam distribuir seus recursos através do CPF de filiados.

“Isso mostra também bem o risco desse chamado modelo de doação individual. Imaginem os senhores, com organizações sindicais, associações, distribuindo dinheiro por CPF”, pontuou.

Folha de São Paulo

 

Encontro Nacional de Professores de Jornalismo levanta debate sobre o ensino e a formação profissional

Um dos destaques da programação é o 7º Colóquio ANDI, que analisará a atuação da imprensa com relação ao tema adolescentes em conflito com a lei


A Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais (MG), receberá a partir desta sexta-feira (27) um extenso debate sobre os desafios para o ensino, a pesquisa e a extensão nos cursos de Jornalismo no País.  Até a segunda-feira (30), professores, coordenadores de cursos e outros profissionais de comunicação participam das atividades do 14º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, que terá como tema principal “A formação superior como elemento constituinte e legitimador do campo do Jornalismo”.
A programação do evento começa com as atividades do 7º Colóquio ANDI , organizado pela ANDI – Comunicação e Direitos, que traz à tona o debate “Jornalismo e Direitos da Infância: os adolescentes em conflito com a lei no foco da imprensa brasileira”. Quem coordena e faz a mediação do evento é a jornalista, escritora e Gerente de Qualificação da organização , Suzana Varjão.
Na abertura do Colóquio, Suzana Varjão apresenta um diagnóstico da cobertura desse tema  realizada por 54 jornais brasileiros entre 2006 e 2010. Em seguida, Daniela Arbex, do jornal Tribuna de Minas, apresenta o estudo de caso, “Tragédia anunciada” , e Maria Luiza Moura, representando a PUC-Goiás, apresenta o painel “Mídia, adolescente e ato infracional: Sujeito de direito ou refém/objeto do conflito?”.
Seguindo o colóquio, uma série de atividades sobre o tema multiplicam o debate a respeito da profissão no ambiente acadêmico: o 10º Pré-Fórum FENAJ, o 5º Encontro FNPJ De Coordenadores de curso de Jornalismo e o Colóquio de Agências Experimentais de Comunicação, são alguns destaques da programação.
Entre os temas em pauta, está o debate sobre as condições do trabalho docente no ensino superior em Jornalismo, e a exposição do Panorama Regional do Ensino de Jornalismo no Brasil.

Seminário Direitos em Pauta



Até o dia 29 de abril, os interessados em participar do Seminário Direitos em Pauta: Imprensa, Agenda Social e Adolescentes em Conflito com a Lei poderão se inscrever no site da iniciativa para solicitar a inscrição no evento.
De 22 a 24 de maio, o seminário reunirá em Brasília (DF) referências do jornalismo, especialistas em Direitos Humanos e na formulação de políticas públicas do Brasil e da América Latina para tratar sobre desigualdades sociais e os adolescentes que cometeram ato infracional.
O seminário é uma realização da ANDI, em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com patrocínio da Petrobras e apoio do Instituto Camargo Corrêa.

Fonte: ANDI
Focando a Notícia