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Ano letivo está perdido e professores não recebem salários em Santa Rita

emerson-panta-psdbO prefeito eleito de Santa Rita, Emerson Panta (PSDB), anunciou “um pacote de medidas emergenciais” que será adotado como primeiro ato de sua gestão, a partir de 1º de janeiro do que vem, para “salvar a cidade do caos”. As medidas devem priorizar a limpeza urbana, a área da Saúde e a colocação dos salários em dia dos servidores públicos municipais. Segundo ele, o ano letivo está perdido e os professores não recebem salários há meses.

Emerson Panta foi entrevistado no ‘Correio Debate’, na TV Correio, pelo jornalista Hermes de Luna. Ele garantiu que sabe por onde começar, para tentar tirar o município da situação em que se encontra. Recentemente,a Justiça bloqueou recursos municipais para pagamento de salários dos efetivos e dos aposentados.

Santa Rita tem 88.677 eleitores. Emerson Panta, que é cardiologista, foi eleito com 70,16% dos votos válidos. Ele obteve 51.037 votos contra 16.989 votos (23,35%) do deputado estadual Zé Paulo (PSB), apoiado pelo governador Ricardo Coutinho (PSB).

O município passa por uma grave crise econômica e política.O Tribunal de Contas do Estado, que havia detectado as irregularidades e pedido o bloqueio das contas, esta semana indicou um auditor especial para acompanhar despesas e receitas nos últimos meses da atual gestão.

A Câmara Municipal tentará cassar o mandato do atual prefeito, Netinho de Várzea Nova, na próxima semana. Já foram duas tentativas frustradas, por falta de quórum para a votação.  Nas eleições municipais do domingo (2) houve também uma renovação em 80% da Câmara Municipal.

O prefeito argumentou que o recado das urnas também foi direcionado para os vereadores e que mostrou o desejo de mudança de todo o município. Ele espera contar com o apoio da maioria dos vereadores eleitos, para puder administrar a cidade sem sobressaltos. Panta não falou em trégua da população em relação ao início de seu mandato. Acha que a vitória lhe credencia a fazer as mudanças necessárias.

Na educação, Panta afirmou que as 55 escolas da cidade e todas as creches estão sem funcionar porque os professores e servidores não recebem salários há meses.

portalcorreio

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Em greve, UFCG reprova proposta de suspensão do calendário letivo

ufcgUma reunião do Colegiado Pleno do Conselho Universitário da UFCG reprovou a proposta de suspensão do calendário letivo, na manhã desta terça-feira (30). Foram 17 votos contrários à medida, contra apenas quatro favoráveis. A proposta de suspensão foi apresentada pelas entidades sindicais e representantes dos segmentos da comunidade universitário em todos os campi da instituição.

A proposta de suspensão está numa carta aberta divulgada na segunda-feira (29) pela Aduf-CG, Aduc, AdufCG-Patos, DCE-UFCG e Sintespb/UFCG, direcionada aos integrantes do Conselho Superior da universidade. O texto argumenta que a greve por tempo indeterminado dos três segmentos da UFCG é uma resposta “à difícil situação que as Instituições Federais de Ensino enfrentam hoje, no que diz respeito ao precário funcionamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão”. Leia a carta na íntegra mais abaixo.

Para justificar a suspensão do calendário acadêmico as entidades representantes dos três segmentos explicam que a iniciativa evitaria tensões desnecessárias no interior da UFCG e garantiria os direitos dos três segmentos quando do retorno das atividades acadêmicas após a greve.

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A carta aberta o também lembra que “o Colegiado Pleno adotou esse mesmo procedimento na greve de 2012 e no curso do atual movimento paredista as Universidades Federais da Bahia e do Amapá já suspenderam os seus respectivos calendários acadêmicos”.

As entidades também apresentarão durante a reunião uma proposta de moção de apoio daquele órgão a greve dos professores e servidores técnico-administrativos da UFCG.

Veja, na íntegra, a carta divulgada pelas entidades ligadas a UFCG:

Carta aberta aos membros do Colegiado Pleno da Universidade Federal de Campina Grande

Senhor conselheiro, senhora conselheira,

Como é de conhecimento público, os três segmentos que constituem a UFCG estão em greve por tempo indeterminado. Essa é uma resposta coletiva que nós, docentes, estudantes e técnico-administrativos, damos à difícil situação que as Instituições Federais de Ensino enfrentam hoje, no que diz respeito ao precário funcionamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Esse quadro foi agravado ainda mais com o corte de 9,4 bilhões que recentemente o governo federal fez no orçamento do Ministério da Educação, como parte da política de “ajuste fiscal” que beneficia os interesses de uma minoria ligada ao grande capital, em detrimento da maioria da população brasileira.

Essa realidade se manifesta dramaticamente no cotidiano da nossa instituição em aspectos tais como: na ausência de políticas efetivas de apoio e permanência estudantil, no que diz respeito à moradia, alimentação, assistência médica, bolsas de estudo; infraestrutura precária, com atrasos no calendário de obras novas ou falta de manutenção adequada às já existentes; precarização das condições de trabalho; falta de professores e técnico-administrativos em número adequado para atender às novas demandas geradas pela expansão precarizada, a exemplo do REUNI; perdas salariais e de direitos previdenciários acumulados ao longo dos últimos anos; práticas antidemocráticas e privatizantes que violam os mais elementares princípios da democracia e do caráter público da UFCG e demais IFE.

A pauta de reivindicações que nos unifica e está na base do movimento grevista vai na contramão desse perverso processo em curso e tem como principais eixos a defesa da universidade pública, da sua autonomia e democratização e por melhores condições de trabalho, salário e estudo para docentes, técnicos e discentes.

Diante desse grave momento nos dirigimos ao Colegiado Pleno, principal instância coletiva de decisão da UFCG, solicitando a aprovação de moção de apoio ao movimento paredista dos três segmentos universitários, com a consequente suspensão do calendário acadêmico de 2015.1.

A suspensão do calendário é importante, no sentido de evitar tensões desnecessárias no interior da comunidade universitária e garantir os direitos dos três segmentos quando do retorno das atividades acadêmicas após a greve. Por outro lado, convém lembrar ainda que o Colegiado Pleno adotou esse mesmo procedimento na greve de 2012 e no curso do atual movimento paredista as Universidades Federais da Bahia e do Amapá já suspenderam os seus respectivos calendários acadêmicos.

Campina Grande, 30 de junho de 2015.

Matriculas para o ano letivo 2015 continuam abertas nas escolas municipais de Solânea

 

matriculas_abertasComeçaram no dia 24 de novembro e continuam durante todo o mês de dezembro, as matriculas automáticas para os alunos veteranos nas escolas da Rede Municipal de Ensino.

A Secretaria Municipal de Educação (SME) adverte que as matriculas da rede, só será efetivada, mediante a assinatura dos pais ou responsáveis, na ficha de matricula, para os menores de 18 anos. Para os maiores de 18 anos, a ficha será preenchida pelo próprio aluno (a).  No período de 02 a 30 de janeiro, das 08h as 11h (manhã) e das 13h as 16h(tarde) todas as Escolas da Rede Municipal de Ensino ( Na zona rural e urbana) estarão abertas para matriculas dos alunos novatos, podendo continuar todo o ano letivo.

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O governo municipal garante vaga para todos os alunos (as). As aulas começarão dia 09 de fevereiro, no período diurno e noturno.

“O Planejamento do ano letivo 2015, ocorrerá nos dias 02 a 05 de fevereiro, e no dia 06, todo o corpo docente, gestores e funcionários estarão nas escolas organizando o dia da acolhida de seus alunos, para recebê-los no dia 09”. Informou a secretária de educação Sildete Fabrício.

A orientação da secretária, é que o primeiro dia de aula, 09/02, cada escola se organize para receber seus alunos, convidando a comunidade, com o objetivo de acolher os estudantes e compartilhar as atividades educativas que foram planejadas para o ano letivo de 2015.

 

Secretaria Municipal de Educação

Solânea Cidade do Bem

Prefeito de Guarabira abre ano letivo e anuncia viagens culturais para o alunado

 

Zenóbio disse que conta com os professores para o Município dá um bom exemplo de Educação a todo o Estado da Paraíba

 

zenobioCom o tema “Junte-se a nós, vamos cuidar da Educação”, O Prefeito de Guarabira, Zenóbio Toscano, e o Vice, Zé do Empenho – participaram, na manhã desta terça-feira (26/02), na Maison D’Mel Laguna, da solenidade de abertura do Ano Letivo, na Rede Municipal de Ensino. Na ocasião, ao lado do Secretário de Educação, Raimundo Macedo, o Prefeito deu por aberto de forma simbólica o ano letivo nas escolas municipais e anunciou o retorno das viagens culturais, entrega de fardamento completo e merenda de boa qualidade para o alunado, além de incentivos e condições de trabalho para o professor.

 

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Cerca de quatrocentos e cinquenta pessoas, entre professores e autoridades estiveram presentes na solenidade, a qual foi incrementada por diversas apresentações culturais, a exemplo do Coral “Raios de Luz” do Grupo de Capoeira, Afro Erê, ambos da Escola Estadual João Francelino, do Conjunto Mutirão; o Coral “Mãos Que Encantam” do Centro Educacional Edivardo Toscano; e uma palestra com a Professora Wellingta Magnólia Andrade, que falou sobre “A importância do planejamento”.

 

De acordo com o Secretário Raimundo Macedo, o acolhimento teve como objetivo – promover o encontro com os professores da rede municipal de ensino, a partir da necessidade de motivação para o inicio das atividades escolares para o ano letivo de 2013 no município de Guarabira, que começa oficialmente, no próximo dia 4 de março.

 

Já o prefeito Zenóbio durante a sua fala registrou a ausência da deputada Léa Toscano que ficou impossibilitada de está presente ao evento devido a sua participação, em mesmo horário, de Sessão na Assembléia Legislativa, em João Pessoa. Logo após ele reafirmou acerca do pagamento do salário retroativo dos docentes, neste mês de fevereiro, sem precisar destes apelar para paralisações, greves ou similaridades. Disse que tudo que estiver dentro da legalidade, que seja em beneficio do professor, a sua gestão vai estar preparada para cumprir. “Para tanto, vamos dar uma educação da melhor qualidade aos filhos dos guarabirenses. Conto com vocês, pois haveremos de dá este exemplo a todo o estado da Paraíba”, destacou.

 

No encerramento de seu discurso, ele anunciou o retorno das viagens culturais para os alunos da rede municipal de ensino, que já manteve entendimento, para eventuais parecerias, neste sentido, com os diretores da Estação Ciências, do Sesc, e do Espaço Cultural, em João Pessoa. Além de ter reafirmado a entrega gratuita do Kit Fardamento, composto de calça, blusa, sapato, meia e mochila; e a distribuição de merenda de boa qualidade. “Asseguro que faremos uma educação igual, ou melhor, do que a de uma escola particular”, pontuou.

 

Também marcaram presença no evento o vereador-presidente da Câmara Municipal de Guarabira, Lucas Porpino; os vereadores Lula das Molas (líder do Prefeito) e Tiago do Mutirão; professor André Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Guarabira; Manoel Antônio, presidente da Associação Comercial; professor João Francisco, Gerente da 2ª Gerencia Regional de Ensino; Vera Apolinário, representante do Instituto Alpargatas; dentre outros.

 

Codecom/PMG para o Focando a Notícia

Escolas da rede estadual abrem matrículas para ano letivo 2013

As matrículas da rede estadual de ensino começaram nesta quarta-feira (2) nas 806 escolas e se encerrarão no dia 31 deste mês. As aulas terão início no dia 7 de fevereiro. No total, o Estado disponibiliza 460 mil vagas, sendo 100 mil vagas para alunos novatos. Os alunos veteranos foram matriculados automaticamente, no mês de dezembro.

Durante o período de matrícula, as gerências regionais de educação vão organizar postos de informações sobre as vagas de cada escola e utilizar estratégias de divulgação, em conjunto com os diretores das escolas, tais como campanhas, visita às famílias, cartazes, anúncios nos meios de comunicação, entre outras. Para esclarecer possíveis dúvidas, os estudantes e familiares podem ligar para o telefone da Gerência Executiva de Acompanhamento da Gestão Escolar (Geage), 3218-4055, ou se dirigirem às gerências regionais de educação que atenderão as demandas.

“As escolas que, eventualmente, ficarem impedidas de iniciar o ano letivo na data estabelecida, deverão elaborar calendário especial, a ser submetido à apreciação e aprovação da Gerência Regional de Educação e, na sequência, enviado à Gerência Executiva de Acompanhamento da Gestão Escolar”, explicou a gerente Antonieta Nóbrega.

O calendário escolar terá 204 dias letivos para o turno diurno e 209 dias para o turno noturno, divididos em quatro períodos bimestrais, incluindo o primeiro segmento (Ensino Fundamental I) da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para o segundo segmento (Ensino Fundamental II e Ensino Médio da EJA) serão 104 dias letivos, divididos em dois períodos bimestrais.

Planejamento do Ano Letivo – Os dias reservados ao planejamento escolar e às provas finais não serão computados como dias letivos. As aulas não ministradas, devido aos feriados locais, dias facultativos ou outros não previstos no calendário letivo, deverão ser compensadas mediante calendário de reposição elaborado pela escola e submetido à apreciação do Núcleo de Acompanhamento da Gestão Escolar (Nage), da respectiva Gerência Regional de Educação, que deverá acompanhar a execução.

Dia da Acolhida – O primeiro dia do ano letivo é considerado o Dia da Acolhida. A orientação da Secretaria de Estado da Educação (SEE) é que a escola, após o planejamento, reserve o período da semana pedagógica para organizar a recepção dos estudantes no dia 7 de fevereiro. A recomendação para esse dia é que a escola convide a comunidade com o objetivo de acolher os estudantes e compartilhar as atividades educativas que foram planejadas para o ano letivo de 2013.

Diretrizes para o ano letivo – A SEE lançou e distribuiu com os gestores escolares a cartilha “Diretrizes Operacionais para o Funcionamento das Escolas da Rede Estadual de Ensino – 2013”, destinada aos 14 gerentes regionais de educação, técnicos e professores da rede estadual de ensino.

A cartilha apresenta normas para o funcionamento das escolas e é dividida pelos seguintes tópicos: Área Administrativa, compreendendo as matrículas, o calendário escolar, a frequência escolar, a organização das turmas e os conselhos escolares; e Área Pedagógica, com a proposta pedagógica das escolas, os processos avaliativos, indicadores de qualidade da educação e os ensinos de Educação Física, Música, Língua Espanhola e Ensino Religioso.

No documento também estão listadas as modalidades de ensino (Ensino Normal, Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial, Indígena, do Campo e Profissional). Na Organização da Educação Básica estão as informações referentes ao Ensino Fundamental de Nove Anos e ao Ensino Médio. Na questão da Transversalidade, a cartilha aborda temas como a Educação da Diversidade Étnico-Racial, Educação Quilombola, Programa Nacional de Educação Fiscal (Pnaf), Educação para o Consumo, Educação em Direitos Humanos e Educação Ambiental.

Também integram a cartilha os projetos de Apoio à Educação Básica, como os programas federais em parceria com a SEE (Programa Ensino Médio Inovador – Proemi, Mais Educação, Escola Aberta, Saúde na Escola, Projovem Urbano, Pronatec, entre outros) e os programas estaduais (Primeiros Saberes da Infância, Revisitando os Saberes, Educador Digital e PBVest).

Secom-PB

Docentes de Santa Rita, PB, cogitam cancelar ano letivo após greves

Desde o início de setembro que os professores da rede municipal de Santa Rita, na Grande João Pessoa, vêm fazendo paralisações seguidas devido um corte de 11 dias de salário no contracheque do mês de agosto, referentes às faltas nas salas de aula. Alguns professores não recebem salário desde Agosto. Com o calendário no limite, após uma greve que durou até julho, o ano letivo corre o risco de ser cancelado.

O professor Manoel Vieira, que faz parte da comissão de negociação, explicou que a greve, que durou quatro meses, terminou no dia 21 de julho, após uma determinação da 5ª Vara de Santa Rita. “Voltamos a trabalhar, mas quando foi no final de agosto, a prefeitura descontou 11 dias do contracheque de todos os professores, até daqueles que estavam de licença médica. Os professores então decidiram não entrar em outra greve, mas paralisaram as aulas”, explicou.

“Depois de quatro meses em greve, fizemos um calendário para repor as aulas, que tinha previsão para acabar no dia 28 de fevereiro. Só que depois disso a prefeitura retirou as dobras de carga horária de alguns professores e não está pagando outros. Nós já estamos no limite e com os professores não indo dar aula, não será possível cumprir o prazo e surge o risco de o ano letivo ser cancelado”, disse o professor Manoel.

Segundo o professor as escolas municipais estão praticamente sem aula, já que estão acontecendo paralisações em sequência. “Como alguns professores estão sem receber desde agosto, eles não têm dinheiro para bancar o transporte e ir até o colégio. Com isso, algumas escolas estão liberando os alunos por falta de professores às 9h30, no turno da manhã, e às 15h30 no turno da tarde.

A Secretaria de Educação confirma a atual paralisação dos professores e que ela acontece por conta de um impasse no pagamento do terço de férias. A secretaria, no entanto, nega que haja alguma possibilidade do cancelamento do ano letivo. A Educação informou que a Secretaria de Finanças é que teria mais informações sobre as negociações com os professores.

O professor Manoel afirmou que o impasse no pagamento do terço de férias foi resolvido após uma determinação da Justiça, mas que logo após aconteceu o corte do contracheque. O G1 tentou falar com Finanças, mas nenhum dos telefonemas feitos até às 16h foram atendidos.

g1 PB

Por causa da greve, ano letivo nas universidades deve avançar até o início de 2013

A greve dos professores das universidades federais já dura 72 dias e aumenta a probabilidade de que o calendário letivo de 2012 tenha que ser estendido até o início de 2013. Na maioria das 57 instituições, a paralisação teve início antes do encerramento do primeiro semestre. Com isso, quando a greve terminar, será necessário concluir as atividades para só então dar início ao segundo semestre de 2012.

O reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo, explica que, quando a greve for encerrada, o calendário deverá ser reorganizado. “O semestre letivo não coincide com o ano fiscal. É provável que a gente entre [com as atividades letivas] em 2013 com a reposição. Mas já vivemos experiências de outras greves em que foi possível organizar isso de modo qualificado”, disse.

A Agência Brasil entrevistou reitores de insituições das cinco regiões do país. Eles descartam a possibilidade de cancelar o semestre e apostam na reposição. Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), os professores encerraram as atividades antes da paralisação, mas o semestre não foi oficialmente finalizado porque a maioria não lançou as notas no sistema. Como as aulas foram concluídas, o reitor Carlos Alexandre Netto acha que não será necessário comprometer as férias de janeiro com a reposição – isso se a greve não se prolongar por muito tempo.

Além dos professores, os técnicos administrativos das universidades federais estão em greve desde 11 de junho. Em algumas universidades, a paralisação dos servidores também atrapalha o calendário, já que serviços como o lançamento de notas e matrículas podem ficar comprometidos. O governo espera resolver a situação com os professores para depois iniciar a negociação com os técnicos.

“Assim que os professores retornarem, nós vamos tentar corrigir o calendário. Mas, se não for resolvida a questão dos técnicos, nós não temos como começar o semestre seguinte. Nossa expectativa é que haja logo uma negociação também com essa categoria”, disse o reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Targino de Araújo Filho.

Até segunda-feira (30), professores se reunirão em assembleias para deliberar sobre o fim da greve. Ontem (26), docentes de pelo menos 12 universidades federais já rejeitaram a proposta apresentada pelo governo na terça-feira (24) e mantiveram a paralisação. São elas as universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de Santa Maria (UFSM), de Pernambuco (UFPE), Rural de Pernambuco (UFRPE), do Espírito Santo (Ufes), de Uberlândia (UFU), de Brasília (UnB), da Paraíba (UFPB), da Bahia (UFBA), de Goiás (UFG), de Pelotas (UFPel) e Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), os docentes aceitaram a proposta do governo, mas o fim da paralisação ainda depende da aprovação em um plebiscito.

agenciabrasil.ebc.com

Estudantes aprovados no último PSS podem não ingressar na UFPB no período letivo 2012.2

 

Os 60 estudantes aprovados no último PSS para o curso de Comunicação em Mídias Digitais poderão ter suas entradas na UFPB inviabilizadas em razão dos constantes atrasos na entrega das salas de aula (798 dias de atraso) para acomodá-los e pela morosidade e inviabilização na aquisição de equipamentos por parte da reitoria da Instituição. As salas de aula que a reitoria, até o momento, tem disponibilizado para os discentes do curso têm capacidade para, no máximo, 40 cadeiras e, ao forçar a disponibilização de 20 cadeiras, propicia a precariedade do ensino e do aprendizado.

Ainda que as salas de aula (com espaço adequado para 60 estudantes) fossem entregues e os alunos acomodados, ainda restariam dois problemas que parecem insuperáveis até o início do próximo semestre letivo: a não efetivação da aquisição de 70 comutadores para o laboratório de imagem digital e a confecção das bancadas para acomodá-los. Quanto às bancadas, a confecção está a cargo do setor de marcenaria da própria UFPB, mas, com uma infindável fila de prioridades que inviabiliza a concretização das destinadas para o curso de Mídias Digitais em tempo hábil.


Ainda pregões

Além da perda de prazos que dificulta e até mesmo inviabiliza a aquisição de equipamentos com valores mais reduzidos, a reitoria tem se especializado em cancelar pregões. Dois deles (65/2011 e 66/2011) para aquisição de data shows de alta resolução e equipamentos de climatização do tipo casse inverter para as salas de aula e laboratórios do curso de Mídias Digitais foram cancelados.  Sem os aparatos de climatização, as dependências de sala de aula e laboratórios tornam-se inviáveis para as atividades de ensino e aprendizado constantes na grade curricular.

Como as salas de aula e laboratórios possuem dimensões bastante superiores à média das dependências da UFPB, o uso de data shows de alta resolução se faz imprescindível. Na ausência destes equipamentos, os estudantes terão muitas dificuldades de enxergar os estará sendo disposto, quer em quadro de vidro, quer em tela própria para projeção.


Comprando caro

A direção da UFPB tem repetido recorrentemente os erros na aquisição de equipamentos, propiciando gastos elevados em função da perda de prazos para participação de pregões eletrônicos. O exemplo mais recente da perda de oportunidade de aquisição de bons equipamentos por bons preços em consequência da morosidade administrativa teve prazo encerrado sexta feira, dia 25 de maio.

A UFPB deixou de comprar 70 computadores Pentium i7 ao valor unitário de  R$ 1. 700,00. Hoje, os pregões eletrônicos com prazo de validade cotam o mesmo Pentium i7 com valores acima de quatro mil reais, o que representa prejuízo de, no mínimo, dois mil e 300 reais por máquina. Os mesmo 120 mil reais que a reitoria tinha para comprar 70 máquinas (através do projeto Reuni confeccionado pelos professores do Departamento de Mídias Digitais/Demid), só poderá comprar, no máximo 30 delas.


Inexistência de compra dos Livros Reuni

Outro grave problema causado pela morosidade administrativa da UFPB diz respeito a compra de livros para os novos cursos Reuni. A listagem dos livros mínimos necessários para o Departamento de Mídias Digitais foi enviada pelo menos em três ocasiões: dia 17.02.2011, dia 18.04.2011 e no dia 30.05.2011 (títulos que não foram contemplados pelo distribuidor na 1a licitação).

Os livros em questão integram parte essencial do Programa Reuni para os novos cursos e deveriam estar à disposição dos estudantes desde o primeiro semestre em que ingressam na Instituição. No entanto, os alunos de Mídias Digitais, já na metade do curso, não tiveram acesso a nenhum dos títulos requisitados pela Coordenação do Curso, em virtude da desorganização existente na reitoria da UFPB.

Reunião DEMID/CCHLA/REUNI UFPB/MPF

Os alunos aprovados no último PSS para o Curso de Comunicação em Mídias Digitais deverão ter um segundo encontro com os chefe de Departamento e Coordenação do Curso, direção do CCHLA, Comissão Reuni UFPB e Ministério Público Federal, no próximo dia 06 de junho. Ela servirá para elucidar os problemas e tentar solucioná-los antes do início do período letivo de 2012.2. Os alunos querem ter assegurado o ingresso na Instituição e os responsáveis pelo curso tentam, através da direção de Centro, pressionar a reitoria para a solução dos problemas. O Ministério Público terá o papel de mediador do problema e de fiscalização das ações da administração, segundo informou a vice chefe do Departamento de Mídias Digitais, Derval Golzio.

Derval Golzio para o Focando a Notícia

Fone para contato 9642 5000