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Mulher de Shaolin revela ‘ajuda’ do cantor Leonardo ao marido

shaolinO apresentador Gugu visitou o visitou Shaolin após  sair do coma, anos depois do acidente que mudou a vida do humorista.

Na visita, a esposa de Shaolin  revelou que o cantor Leonardo bancou o transporte do humorista do hospital para casa e agradeceu bastante ao sertanejo tudo o que ele fez pelo o humorista.

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“Se eu tiver mil anos de vida a mais do que eu tenho hoje, eu ainda sim não vou consegui agradecer o que ele fez. Porque no momento que eu mais precisei, foi o momento que os médicos disseram: está na hora de levá-lo pra casa”, revela a esposa de Shaolin.

MaisPB

Cantor Leonardo diz a jornal que até hoje procura Leandro no palco

leandro e leonardoMesmo após 15 anos da morte do irmão Leandro, o cantor Leonardo ainda sente muita falta do também parceiro de dupla.

Em entrevista ao colunista Leo Dias, do jornal O Dia, o sertanejo contou como foi a experiência de reviver os 63 dias da doença do irmão e morte de Leandro, em 1998, em depoimentos dados a um jornalista para a biografia Não Aprendi Dizer Adeus  (Casa da Palavra, 240 págs., R$ 29,90).

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— Por várias vezes minha voz ficou embargada e eu não conseguia falar. Foram muitas lembranças de dor e muitas saudades, também.

À publicação, o cantor relembra alguns momentos divertidos ao lado do irmão e diz que ainda sente um vazio.

— Até hoje, quando entro no palco, olho pro lado procurando Leandro. No hotel, dá um vazio danado. Vivi a maior parte da minha vida com ele.

Ao R7, no lançamento da obra, o sertanejo também brincou com o fato das pessoas até hoje confundirem o nome dos dois e, assim, manterem viva a fixação de Leonardo com Leandro.

Leonardo confirmou ao jornal carioca que Bruno Gagliasso vai interpretá-lo no filme que contará a história da vida dele e de Leandro, ainda em fase de negociação. O ator que será Leandro ainda não foi definido.

 

R7

Pedro Leonardo grava clipe no ES e se despede da carreira de cantor

Pedro Leonardo gravou clipe no Convento da Penha, em Vila Velha (Foto: Juliana Borges/G1 ES)
Pedro Leonardo gravou clipe no Convento da Penha, em Vila Velha (Foto: Juliana Borges/G1 ES)

O cantor Pedro Leonardo veio ao Espírito Santo para gravar o videoclipe de uma nova música, que marca a despedida da carreira – ele agora quer ser apresentador. O filho de Leonardo chegou ao estado na segunda-feira (21) e, nesta quarta (23), fez uma gravação no Convento da Penha, em Vila Velha. O artista contou que a nova canção é um agradecimento pela vida, sobretudo a Deus, após ter sofrido um grave acidente em Minas Gerais, em abril de 2012. O motivo de o Espírito Santo ter sido escolhido como cenário para o trabalho ficou claro nas palavras de Pedro: “o próprio nome desse estado já justifica a escolha”.

Pedro sofreu um acidente de carro no dia 20 de abril do ano passado, próximo ao município de Tupaciguara, em Minas Gerais, quando voltava de um show. Ele passou 81 dias internado, dos quais 30 permaneceu em coma. Ele teve alta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no dia 9 de julho de 2012 e retornou a Goiás para continuar a recuperação.

O cantor contou que a sequela que teve do acidente foi a perda de memória. Trinta dias antes e trinta dias depois da batida foram “apagados” da cabeça dele. “O pior já passou, hoje só tenho a agradecer. Minha família e eu somos muito católicos e tenho certeza que foi obra de Deus eu estar vivo”, disse. Questionado sobre o fim da carreira de cantor, Pedro confirmou que agora pretende seguir a carreira de apresentador.

Além do Convento da Penha, a gravação do videoclipe também aconteceu na capela de Santo Antônio, no distrito de Araguaia, em Marechal Floriano, região Serrana do estado. No local ele ganhou da comunidade a imagem de uma santa. Houve ainda a intenção de gravar no distrito de Pedra Azul, em Domingos Martins, mas a famosa pedra estava encoberta nesta terça-feira (22). Outra gravação no município de Anchieta, no litoral Sul, será feita nesta quinta-feira (24), mesmo dia que o cantor deixa o estado.

Pedro Leonardo no Convento da Penha (Foto: Juliana Borges/G1 ES)Pedro Leonardo no Convento da Penha
(Foto: Juliana Borges/G1 ES)

Música veio em sonho
A nova música de Pedro se chama “Nasci de novo”. Em um dos trechos ele canta “Eu passei por um momento tão difícil em minha vida […] fui para o outro lado, dei um tempo e voltei” (confira mais trechos da música no vídeo acima). A canção foi composta por Sérgio Carrer, conhecido como Feio, autor de sucessos de várias bandas e artistas, como Sandy & Junior, mas ele explicou que desta vez a inspiração para a música chegou através de sonho.

“Quando o Pedro estava em coma, sonhei que ele vinha por trás de mim e me dava uma mordida na cabeça. Esse é uma brincadeira dele. Depois disso ele me falou que queria que eu fizesse uma música para ele, sobre tudo o que estava acontecendo. Quando acordei, essa música já existia na minha cabeça”, disse.

Amizades no Espírito Santo
O cantor explicou que, juntamente com a produção, escolheu o Espírito Santo para gravar o clipe por conta do próprio nome do estado estar ligado a religião e também por conta da variedade de cenários. “Tenho uma relação muito boa com o Espírito Santo, tenho vários amigos aqui. O convento é um lugar especial, sou devoto de Nossa Senhora, pois se Deus a escolheu para ser mãe de seu filho, também confio nela para ser minha mãe”, explicou.

Muitos fãs se reuniram próximo ao local de gravação para acompanhar. A advogada Laís Pimenta de Carvalho, que é de São Sebastião do Paraíso, em Minas Gerais, foi ao convento para passear e não imaginava que encontraria o cantor. “Quando ele cantava com o Thiago, acompanhava a carreira, fui até a um show, depois acompanhei toda a história do acidente. Não imaginava que o encontraria durante um passeio”, falou.

Pessoas que estavam no convento e fãs foram conferir a gravação (Foto: Juliana Borges/G1 ES)Pessoas que estavam no convento e fãs foram conferir a gravação (Foto: Juliana Borges/G1 ES)
G1

Um ano após acidente, Pedro Leonardo tem falhas de memória

pedroUm ano após o acidente em que quase perdeu a vida, o cantor Pedro Leonardo ainda se recupera e tem uma rotina rígida de tratamento. A mãe dele, Maria Aparecida Dantas, conversou com a reportagem e disse que o filho tem uma leve falha de memória recente. O cantor também se recupera de uma cirurgia no ombro feita há dois meses.

— De cada três coisas que acontecem, ele não se recorda de uma. É uma leve perda da memória recente, mas isso está melhorando muito. Ele faz fisioterapia, fonoaudiologia e musicoterapia. Os médicos dizem que a recuperação total dele deve levar dois anos.

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Pedro capotou o carro em que estava dirigindo após sair de um show em Uberlândia (MG), no dia 20 de abril de 2012. Ele ficou 81 dias internado, sendo 30 deles em coma. Foram três transferências, mais de nove cirurgias e duas paradas cardíacas, que o cantor superou quando ainda estava hospitalizado em Goiânia.

O acidente ocorreu no km 26 da rodovia MG 452, na região de Tupaciguara, em Minas Gerais. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, ele estava sozinho e não bateu em nenhum outro veículo. Pela situação do acidente, os agentes que atenderam a ocorrência disseram acreditar que o cantor teria dormido ao volante. A mãe diz que Pedro sempre foi um bom filho e uma pessoa bondosa, mas era de certa forma um rapaz ‘teimoso’. O pai sempre o alertava para não dirigir após os shows, mas ele nunca atendeu ao pedido.

— Todas as nossas atitudes têm consequência e precisamos assumir o risco dos nossos atos. Por misericórdia de Deus ele está vivo e espero que tenha aprendido algo com isso. Agradecemos todos os dias pela vida dele.

Pedro ainda não recuperou a voz que tinha antes do acidente, por isso faz sessões com fonoaudiólogo, mas já se arriscou a cantar com o primo, com quem faz dupla. A cirurgia para corrigir o manguito, no ombro, era a última que faltava. Ele mora em Goiás com a mulher e a filha e deseja realizar um grande show com o primo quando se recuperar totalmente.

R7

Bernardo faz dois, estreante Leonardo também marca, e Vasco segue 100%

Se o começo do ano foi cercado de dúvidas em relação ao que o elenco do Vasco poderia produzir, o ponto de interrogação vai dando lugar a uma tímida exclamação. Exclamação na comemoração pela terceira vez seguida na Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca. Afinal, a vitória por 4 a 2 sobre o Resende, na noite deste sábado, no Raulino de Oliveira, garante os 100% de aproveitamento em três rodadas disputadas.

Aliás, desde que o técnico Gaúcho assumiu, no fim de 2012, a torcida não sabe o que é derrota. Ainda pelo Brasileirão, dois empates (Atlético-MG e Flamengo) e duas vitórias (Coritiba e Fluminense) na reta final. Mas o alerta não pode ser desligado. Apresentando uma fragilidade defensiva e um excessivo número de passes errados, os gols de Bernardo (dois neste sábado, agora artilheiro do Carioca, com quatro), Dedé e do estreante Leonardo salvaram a noite. Dudu e Marcel marcaram para o Resende e chegaram a dar a impressão de que o time do Sul fluminense seria capaz de manter o ritual de não perder para o Cruz-Maltino, como nos últimos dois anos.

Na liderança do Grupo A, o Gigante da Colina chegou a nove pontos e é o líder. Com a derrota do Friburguense, são três pontos de vantagem para o segundo colocado. O Resende é o quinto no Grupo B, com dois pontos. Na próxima rodada o Vasco tem o clássico contra o Flamengo, quinta-feira, às 19h30m, no Engenhão. O Resende volta ao Raulino de Oliveira para enfrentar o Volta Redonda, também na quinta, mas às 20h.

Na base da bola parada

Bernardo gol Vasco (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do vasco)Bernardo comemora: ele é artilheiro do Carioca, com quatro gols (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do vasco)

O esquema 3-6-1 armado por Eduardo Allax parecia uma barreira difícil de transpor, com três zagueiros e dois volantes. A marcação por pressão nos minutos iniciais e, por vezes, quase todos os jogadores no campo de defesa, parecia surtir efeito. O número de passes errados pelo lado cruz-maltino indicava uma certa afobação em concluir as jogadas, gerando alguns contra-ataques.

No entanto, dez minutos foram suficientes para quebrar a disputa tática. Uma alternativa ao gramado ainda pesado pela chuva que caiu em Volta Redonda era a jogada aérea. E assim a bola parou no fundo do gol. Bernardo cobrou falta pelo lado esquerdo em direção aos seus companheiros, ninguém tocou e quando o goleiro Mauro pulou, já era tarde demais.

Mas o gol não mudou a frequência de passes errados. Em uma bobeada de Bernardo, o Resende aproveitou o presente e pegou o contra-ataque. Elias, isolado e sem muitas alternativas, trombou com a defesa e a bola sobrou para Léo, livre, chutar para fora. Chance que Carlos Alberto também teve. Com direito a um lindo drible antes da finalização e aplausos dos companheiros mesmo com o chute não atingindo o objetivo.

Os aplausos, depois, foram direcionados a um cachorro que invadiu o gramado antes de cobrança de falta do Resende, paralisando a partida por um minuto. Desfilando em campo, cativou a torcida cruz-maltina, que chegou a gritar “Ah, é Edmundo!”, lembrando do ídolo que foi apelidado de Animal. O cachorro deixou o campo e Carlos Alberto também. O meia pediu para ser substituído por sentir um problema na coxa esquerda e deu lugar ao estreante Leonardo.

Cachorro Vasco x Resende (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do vasco)Cachorro invade o campo. O juiz Luiz Antônio Silva Santos sorri (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do vasco)

Quem entrou como centroavante mesmo foi Dedé. Bernardo cobrou escanteio aos 39 e o zagueiro, para delírio da torcida, ampliou de cabeça. O Vasco não contava é que, a mesma arma que funcionou do seu lado, também funcionaria contra, restando um minuto para o fim do primeiro tempo. Em uma falha coletiva, ninguém subiu para impedir que Dudu desviasse cobrança de falta.

Leonardo azarado, Leonardo sortudo

O ritmo em campo não mudou na volta do intervalo. A chuva, agora, era de gols. Com dois minutos, Leonardo fez boa jogada no meio e tocou na frente para Bernardo contar com o desvio no adversário que matou o goleiro Mauro. Mas o mesmo Leonardo que deu a assistência, perdeu uma chance clara de gol. Eder Luis tocou na medida, e quase em cima da linha o atacante mandou para fora. Azar maior foi pregado na sequência. Pedro Ken errou mais um passe e Léo avançou em contra-ataque até tocar na medida para Marcel diminuir.

O Resende cresceu. E foi para cima. Aproveitou alguns espaços deixados, mas o empate não veio. Até que o Vasco começou a ocupar novamente o campo ofensivo com mais perigo. Dieyson e Dakson entraram nos lugares de Wendel e Jhon Cley. No entanto, a substituição forçada do primeiro tempo foi a que surtiu efeito. Leonardo, na estreia, aos 36, chutou forte e contou com um desvio em Léo Silva para dar números finais ao placar.
 

 

Globoesporte.com

Reta final do Sínodo: entrevista exclusiva com dom Leonardo Steiner

Bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner é um dos cinco padres sinodais brasileiros. Na tarde dessa terça-feira, 23 de outubro, ele concedeu entrevista na qual faz um balanço dos trabalhos e projeta o final do encontro com seus reflexos para a Igreja no Brasil. Dom Leonardo atendeu a assessoria de imprensa da CNBB na Domus Sacerdotalis, em Roma, local onde está hospedado o grupo dos bispos brasileiros.

Dom Leonardo foi eleito na última assembleia dos bispos em Aparecida para representar o país neste importante acontecimento da Igreja juntamente com o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG) e dom Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília. Também participa do Sínodo, nomeado pelo Papa, dom Benedito Beni dos Santos, bispo de Lorena (SP).

Leia a entrevista.

Os bispos brasileiros formam um só grupo de trabalho no Sínodo ou estão engajados em grupos com bispos de outros países?

A primeira etapa do Sínodo foi realizada num grande plenário chamado de Aula Sinodal. Nesta Sala, estávamos todos juntos. Em seguida, os bispos brasileiros passaram a fazer parte de dois grupos linguísticos. Nós participamos de grupos de língua espanhola e portuguesa.  E nesses pequenos grupos, teve início a reflexão que depois evoluiu para a elaboração das proposições que, esta semana, estão sendo unificadas.

Na Aula do Sínodo, os bispos do Brasil fizeram intervenções falando ou enviando as reflexões por escrito?

Todos os padres sinodais tinham o direito de intervir e todos os bispos brasileiros fizeram uso desse direito e apresentaram suas reflexões na assembleia Sinodal. Os superiores Maiores também o fizeram e os chamados auditores, aqueles que estavam lá para ouvir, também fizeram suas intervenções como também os representantes de outras igrejas. Esse foi um momento muito rico não somente porque tivemos a oportunidade de apresentar nossas contribuições do episcopado brasileiro, da Igreja no Brasil, mas também porque nos ajudou a sentir como Igreja, nos levou a sentir a Igreja. Eu estou usando uma expressão muito simples dizendo que cada contribuição foi uma pequena pedra colocada no grande mosaico. No final, nós tínhamos, diante de nós, um mosaico belíssimo com a variedade, a riqueza, a comunhão, as nossas deficiências, os nossos pecados, as apreensões, as contribuições. Esse mosaico simbolizou um grande senso de comunhão da Igreja. Eu diria que foi a expressão da disposição sincera de todos  os presentes em assumir sua missão, como Igreja, de evangelizar, de anunciar Jesus crucificado, ressuscitado.

Como tem sido a ordem do dia dos trabalhos do Sínodo e o Santo Padre tem um momento para se dirigir aos membros da assembleia?

A ordem do dia, quando se trata dos encontros na Aula Sinodal, começa sempre as 9hs da manhã, tem intervalo de meia hora e se conclui as 12.30hs. À tarde, recomeça-se as 16.30hs e vai direto até as 19hs. Nos 10 primeiros dias estivemos sempre na Aula e, nos últimos dias, como está sendo hoje, os trabalhos de grupo respeitam o mesmo horário. O Santo Padre teve dois momentos de intervenção dirigida aos sinodais. No momento inicial no qual ele falou da importância do Sínodo e da nova evangelização. Ele já havia se referido ao tema durante a celebração de abertura, mas ele retomou numa fala curta mas bem incisiva animando os padres sinodais a, realmente, refletirem a questão da nova evangelização. No primeiro dia ainda, no final do almoço com todos os participantes, e de maneira informal, o Papa deu uma palavrinha usando uma imagem bonita dizendo que era preciso que todos se colocassem à caminho. Ele disse que o Sínodo quer levar a Igreja a colocar-se à caminho, de estar sempre à caminho porque essa é a sua missão.

Dois documentos sairão do trabalho sinodal: Uma mensagem que os padres sinodais devem votar na próxima sexta-feira, 26 de outubro, e uma nova exortação apostólica pós-sinodal que reúne toda a riqueza do trabalho feito. Qual a importância de cada um desses documentos?

A mensagem é uma palavra dos padres sinodais às nossas igrejas particulares, às nossas comunidades. É uma mensagem normalmente curta – apesar da proposta feita está bastante longa e bonita – que tenta abordar todas as questões abordadas nas intervenções e nas discussões de grupo e, ao mesmo tempo, lembrar as diferenças dos nossos continentes e propondo uma evangelização cheia de vigor e entusiasmo a partir da realidade. A mensagem, portanto, é uma mensagem dos padres sinodais às igrejas particulares, as comunidades. Nós estamos, à esta altura, trabalhando as proposições que foram discutidas nos grupos a partir do plenário. Essas proposições serão apresentadas ao Santo Padre como contribuição para a exortação pós-sinodal sobre a nova evangelização e transmissão da fé. Existem proposições muito importantes que retomam os documentos do Concílio Vaticano II, especialmente as duas constituições dogmáticas, a Lumen Gentium e  a Gaudium et Spes, que lembram que a Igreja que tem uma missão, a missão de evangelizar e evangelizar é uma ação muito concreta: ir ao encontro da realidade. Outro documento que tem sido muito citado é a exortação pós-sinodal de Paulo VI, a Evangelii Nuntiandi. Este, depois dos documentos do Vaticano II, tem sido quase um texto de referência. E depois também são considerados também os textos do beato João Paulo II e do Papa Bento XVI. Esses documentos têm iluminado as discussões e as proposições que será apresentadas ao Santo Padre e nós estamos esperando da parte do dele, uma exortação muito positiva. Estamos esperando um documento que nos diga o que seja uma nova evangelização, como ela deveria acontecer, envolvendo muito nossas igrejas particulares, as nossas comunidades. Envolvendo todos os ministérios e serviços na Igreja que tem como missão evangelizar, anunciar, portanto, essa presença maravilhosa, estupenda de Deus no meio de nós, em Jesus Cristo. O nosso primeiro anúncio é dizer o quanto Deus nos amou em Jesus Cristo, na sua morte e ressurreição nos libertando do mal em nossa realidade humana. Essa é tarefa de todos os ministros ordenados e dos diversos ministérios dos nossos leigos. Estamos esperando também, porque foi muito mencionado no plenário, que o documento reafirme a importância da família, a importância dos leigos, a importância dos presbíteros, a importância do bispo, a importância de nossas igrejas particulares. Eu creio que o Santo Padre vai nos dar um texto muito bom, assim como nos deu um texto excelente que é a exortação a respeito do último Sínodo, a Verbum Domini, que realmente nos abriu um horizonte novo sobre a Palavra de Deus. Nos levou mais a amar a Palavra de Deus. Nos encorajou a nos deixar tomar pela Palavra de Deus. Certamente o documento pós-sinodal vai nos abrir, de novo, para a missão assim como fez o do documento de Aparecida que nos levou a assumir a consciência de que somos discípulos missionários. Certamente também o texto que o Santo Padre vai nos dar vai nos ajudar a ser uma Igreja que anuncia Jesus Cristo, anuncia o Reino de Deus, mas especialmente uma Igreja que vive do Reino de Deus, vive de Jesus Cristo. E o Espírito Santo que está presente neste Sínodo, certamente, vai nos ajudar a receber esse texto e sermos também essa presença inovadora que o Espírito sempre suscita na vida da Igreja.

Qual é, na opinião do senhor, o reflexo que se pode perceber aqui no Sínodo da caminhada da Igreja na América Latina e Caribe, especialmente representada pelo documento de Aparecida?

O documento de Aparecida, realmente, não foi só citado pelo episcopado latino-americano mas também por irmãos bispos de outras regiões, mas a sensação que tenho é de que a reflexão toda, a tentativa toda de sermos uma Igreja muito atuante, viva, encarnada está também muito presente na África e na Ásia. Então, mesmo não citando o documento de Aparecida, esse mesmo desejo de sermos uma Igreja aberta, que acolhe, dos pobres, que cuida dos migrantes – que foi muito citado -, uma Igreja que está atenta a todas as realidades e que procura envolver todas as comunidades, isso foi aparecendo sempre de novo no plenário vindo de outras igrejas latino-americanas. Para nós, naturalmente, como Igreja da América Latina, o documento de Aparecida é muito importante e diversos irmãos no episcopado procuraram o documento, tanto assim que o presidente da Congregação para os Bispos, o cardeal Marc Oullet, colocou o texto do documento em italiano à disposição de todos os padres sinodais porque houve um interesse bastante grande de diversos irmãos ouvindo falar e mesmo sentindo que existe já a preocupação com uma nova evangelização na reflexão que o episcopado latino-americano tinha começado a fazer e que tinha começado a buscar caminhos, de modo que esse documento poderia ajudar.

No ambiente do Sínodo, o senhor sente que as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil estão nos colocando num caminho em sintonia com a Igreja universal?

Eu penso que está muito presente aqui o primeiro capítulo das nossas Diretrizes porque sempre aparece, nas reflexões do plenário, o encontro com Jesus Cristo. O Deus que nos encontrou. O Deus que nos amou. Somos anunciadores desse encontro e desejamos que todos percebam esse encontro e, gratuitamente, comecem a anunciar também esse Deus tão próximo de nós. A nossa preocupação com  a realidade no textos das Diretrizes, no segundo capítulo, foi também acentuada nas intervenções dos representantes dos diversos continentes. A realidade europeia está dentro de um contexto, a realidade latino-americana de outro, africana de outro e assim por diante, mas cada episcopado, cada padre sinodal procurou refletir essa dimensão. E todos procuraram sublinhar o tempo que nós vivemos, o que em nosso texto nós chamamos de “mudança de época”. Depois, quanto às nossas urgências, creio que apareceram, principalmente, as quatro primeiras. A primeira, uma Igreja que deseja evangelizar, portanto, ser uma igreja missionária. Depois, a iniciação à vida cristã foi muito acentuada principalmente realçando o papel do catequista, da catequista. A terceira urgência, a importância da Palavra de Deus, também foi considerada, no anúncio e na vivência da comunidade e das famílias.  E depois voltou muitas vezes a preocupação em relação a paróquia, mas como rede de comunidades, nem sempre usando essa expressão mas às pequenas comunidades. Essa preocupação com as pequenas comunidades para que elas sejam realmente vivas, vivam a Palavra de Deus e sejam anunciadoras de Jesus Cristo. Creio que essa nossa preocupação como Conferência Episcopal em relação às diretrizes é bem compartilhada com outras conferências episcopais, com outras igrejas particulares.

O senhor vê uma feliz oportunidade na preparação para a próxima assembleia dos bispos do ano que vem que vai tratar da paróquia podendo contar com toda essa reflexão do Sínodo?

Seria tão bom se tivéssemos o documento pós-sinodal, mas, naturalmente, um documento assim é muito bem preparado, muito bem trabalhado, refletido. Se tivermos o texto, tanto melhor, mas dadas as reflexões no plenário e nos grupos em relação a paróquia, posso dizer que podemos olhar com muita muita esperança em relação ao tema que desejamos abordar em nossa próxima assembleia que é “Comunidade de comunidades: nova paróquia”.  Essa necessidade da paróquia se abrir, necessidade da paróquia ser acolhedora, ser evangelizadora; todos os ministérios e serviços à disposição de todos como uma Igreja viva, certamente refletiremos em nossa assembleia e aqui está sendo muito refletido. Também a paróquia tendo, cada vez mais, comunidades menores onde as pessoas possam sentir mais proximidade e mais comunidade em suas preocupações, reflexões e celebrações.

O Sínodo está quase terminando, mas o que o senhor já pode dizer o que está levando como marca pessoal de tudo o que está contecendo nesse encontro?

O que eu levo do Sínodo é uma expressão muito forte de colegialidade. A presença do Santo Padre em tantos momentos no plenário. A presença de tantos irmãos manifestando as preocupações e, ao mesmo tempo, as dinâmicas das igrejas particulares. Eu me sinto unido a tantos irmãos e ao Santo Padre e isso aprofunda muito, em mim, o sentido de colegialidade. E, ao mesmo tempo, está sendo aprofundado o sentido de comunhão. Entendendo comunhão não somente entre nós, da Igreja Católica, mas comunhão também no sentido de uma compreensão mais ampla com a presença que o Santo Padre trouxe para o Sínodo dos membros de outras igrejas que também estão falando. Uma presença muito viva e que nos tocou muito foi a do arcebispo de Canterbury e primaz da Comunhão Anglicana, Rowan Williams. A intervenção dele foi muito bonita e tratou da contemplação no mundo de hoje. Está se manifestando esse sentido de uma comunhão maior entre nós, bispos, religiosos, leigos que ali estavam. Essa comunhão profunda que é expressão da vida na Igreja. Nós estamos todos ali participando porque somos Igreja, porque somos todos filhos no Filho. Nós pertencemos à grande família da Trindade. Esses dois aspectos estão me marcando muito e um outro aspecto que está me marcando muito é o clima de familiaridade entre os irmãos bispos. Mesmo não nos entendendo muito com a língua, há muita expressão de gestos querendo abraçar, cumprimentar, o desejo de querer saber da realidade uns dos outros. Eles querendo saber da Igreja no Brasil, na América Latina e nós também querendo saber da Igreja na África, Ásia, Europa e na Austrália. São esses os três pontos que eu vou levar como uma grande recordação do Sínodo.

CNBB

Leonardo Boff: “intelectuais que têm algum sentido ético precisam falar sobre a Terra ameaçada”

“A Teologia é séria quando toma a sério o testemunho dos invisíveis, dos desprezados, daqueles que ninguém conta. Cada pessoa é única no mundo, tem algo a dizer, a mostrar. Ignorante é aquele que pensa que o povo é ignorante. O povo sabe muito da vida, da sua luta”, afirmou Leonardo Boff em entrevista concedida, pessoalmente, à IHU On-Line.

Para Boff, “nosso desafio não é o de criar cristãos, mas de criar pessoas honestas, humanas, solidárias, compassivas, respeitosas da natureza dos outros. Se conseguirmos isso é o sonho de Jesus realizado”. E continua: “há um dito que diz: onde estão os pobres está Cristo, e onde está Cristo está a Igreja. Só que não é verdade que onde está o pobre está a Igreja. Ela está mais perto do palácio de Herodes do que da gruta de Belém. A Igreja precisa ver qual é o seu lugar na sociedade”.

Leonardo Boff, filósofo, teólogo e escritor é professor emérito de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. É autor de mais de 60 livros nas áreas de teologia, espiritualidade, filosofia, antropologia e mística, entre os quais citamos Ecologia: grito da terra, grito dos pobres (São Paulo: Ática, 1990); São Francisco de Assis. Ternura e vigor (8. ed. Petrópolis: Vozes, 2000); Ética da vida (Rio de Janeiro: Sextante, 2006); e Virtudes para outro mundo possível II: convivência, respeito e tolerância (Petrópolis: Vozes, 2006).

Leonardo Boff é autor do artigo A busca de um ethos planetário publicado nos Cadernos IHU ideias, no. 169.

Confira a entrevista.

IHU On-Line Qual a diferença da Teologia da Libertação das décadas de 1970 e 1980 e hoje, com a globalização neoliberal? Ela é capaz de responder aos desafios contemporâneos?

Leonardo Boff – A Teologia da Libertação parte do grito dos oprimidos, que hoje são os pobres. Até 2008 havia 860 milhões de pobres no mundo e a crise econômica e financeira elevou esse número a um bilhão e 200 milhões. Os gritos viraram um clamor. Enquanto houver alguém gritando no mundo, sejam mulheres, afrodescendentes, indígenas, pessoas discriminadas, sempre têm sentido, a partir da fé, falar e atuar de forma libertadora. Então, é uma teologia permanente, porque, pela condição humana, todos, até os mais ricos e equilibrados, carregam suas cruzes: é o medo da morte, a exposição a acidentes, a perda do filho ou da esposa; não temos uma vida assegurada. A condição humana é assim e deve ser construída a cada dia, com sua angústia e opressão. Nesse sentido, a fé cristã oferece um caminho para a pessoa se liberar, colocando a vida mesmo uma vida que fracassou na palma da mão de Deus, obtendo assim uma libertação espiritual. A mensagem de Jesus é libertadora por isso. E uma teologia que não produz esse efeito humanizador não pode ser chamada herdeira ou que está no legado de Jesus.

IHU On-Line Como compreender que o cristianismo, que nasceu no primeiro mundo, hoje não faça parte deste universo europeu, ou ao menos não tenha tanta relevância entre ele, e se demonstre mais vivo no terceiro mundo?

Leonardo Boff – Primeiro, há um problema de estatística. Mais da metade dos cristãos e católicos vive no terceiro mundo. De fato, é uma religião do terceiro mundo, embora as origens sejam no primeiro. E se falarmos em termos de criatividade, de presença, veremos que a criatividade não está no primeiro mundo, onde temos culturas agônicas, que lentamente estão “descendo a rampa” da vida; são civilizações que não cultivam a esperança porque não veem qual é a esperança para elas. No fundo, conquistaram tudo o que queriam, dominaram o mundo, impuseram suas ideias, suas filosofias, seus valores, sua música, e agora dizem que são infelizes. Isso significa que o ser humano não só tem fome de pão, de bens materiais, mas também tem fome de beleza, de comunicação, de amor, de solidariedade. E esses valores estão presentes principalmente entre os pobres. Se há uma coisa que os pobres guardam é a cultura da solidariedade, a alegria de viver com o pouco que têm. Isso aparece até nas novelas da Globo, como essa chamada Avenida Brasil: onde estão a vida, a solidariedade e a alegria? Não estão na alta burguesia; estão na favela do Divino. Nesses lugares da Ásia, da África, da América Latina, o cristianismo se mostra criativo. Ele se encarna nas culturas locais, e então passa a ter um rosto diferente, músicas e símbolos diferentes. Agora estão aparecendo novos santos e mártires que são nossos. E tem a questão das mulheres daqui também. E não é só o fato de serem mulheres fazendo teologia, porque a mulher americana rica também a faz. Aqui temos a mulher pobre que não quer ingressar no mundo dos ricos, mas quer ser solidária. Então, faz uma teologia feminina diferente. Elas até brigam com as americanas, por exemplo, fazendo a crítica a elas, dizendo que não adianta fazer teologia só para integrar as mulheres, pois estarão apenas contribuindo para engrossar o mundo dos opressores. As latino-americanas pedem solidariedade a elas como mulheres e como oprimidas. Se não for isso, não será uma verdadeira Teologia da Libertação.

IHU On-Line A partir da vivência, na prática da Teologia da Libertação, como o senhor define que deveria ser uma teologia séria?

Leonardo Boff – A Teologia é séria quando ela toma a sério o testemunho dos invisíveis, dos desprezados, daqueles que ninguém conta. Cada pessoa é única no mundo, tem algo a dizer, a mostrar. Ignorante é aquele que pensa que o povo é ignorante. O povo sabe muito da vida, da sua luta. É um saber, como diz Camões, “de experiências feito”. Somos sérios quando damos valor ao que o povo diz, que não são palavras, mas dramas e gritos. Em segundo lugar, é preciso saber formular isso de uma maneira rigorosa e universal, de forma que todos possam entender.

IHU On-Line Quais os limites da Teologia no mundo hoje? Que desafios ela tem a enfrentar no século XXI, considerando a contribuição que pode oferecer à sociedade contemporânea, principalmente à crise ecológica e ambiental?

Leonardo Boff – A primeira tarefa da Teologia e das igrejas é elas assumirem que são cúmplices do mundo a que chegamos hoje. Isso significa que houve algum erro na nossa transmissão da fé, na nossa vivência bíblica, pelo qual não conseguimos evitar a crise ecológica e a crise econômica mundial. Não temos a chave da salvação, somos parte do problema. E com muita humildade, precisamos renunciar a toda a arrogância de que “temos a palavra da revelação e então sabemos”. Nós não sabemos. Temos que nos unir a todos os grupos, começando pelos pobres – que têm sua sabedoria , e depois com o discurso das ciências, das outras igrejas, com todos os discursos que criam sentido. Além disso, é muito importante sentir-se um discurso junto com os demais, não tendo exclusividade, afirmando que “nós temos a revelação; nós temos a chave”, porque, na verdade, não a temos. Quando a Igreja teve essa arrogância e assumiu o poder, foi um fiasco. Governou mal, até 1890 ainda havia pena de morte nos estados do Vaticano, além de cometer grandes erros históricos contra a modernidade e os direitos humanos. Então, ela não pode apresentar títulos de credibilidade. Primeiro, precisa reconhecer que pode aprender no diálogo e que pode dar uma contribuição a partir do que vem do exemplo de Jesus. Nosso desafio não é o de criar cristãos, mas de criar pessoas honestas, humanas, solidárias, compassivas, respeitosas da natureza dos outros. Se conseguirmos isso é o sonho de Jesus realizado.

IHU On-Line Quais as principais ameaças que pesam sobre nosso futuro?

Leonardo Boff – São dois blocos de ameaças. Um vem pela máquina de morte, que é nossa cultura militarista, que criou um tal número de armas nucleares, químicas e biológicas que pode destruir muitas vezes toda a vida do planeta. São armas muito deletérias, que estão em segurança, mas nunca segurança em absoluto. Vimos isso em Chernobyl e Fukushima. Além disso, temos as nanotecnologias. A guerra cibernética pode ser de alta destruição. Trata-se de uma guerra não declarada, de extrema violência e que pune os inocentes. O segundo bloco de ameaças é aquilo que nosso processo industrialista fez nos últimos 300, 400 anos, com a sistemática agressão à Terra, aos seus bens, seus recursos. Chegamos a um ponto em que desestabilizamos totalmente o sistema Terra, e a manifestação disso é o aquecimento global. Para repor o que tiramos da Terra em um ano, ela precisa de um ano e meio. Então, a Terra já está exterminada. Estamos alcançando uma temperatura perto de 2º C e a comunidade científica norte-americana alertou para o fato de que, com a entrada do metano, do degelo das camadas polares e outros fatores, a Terra vai se aquecendo devagar e, de repente, a febre de 37º C pula para 45º C. Com esse aquecimento abrupto, a vida que conhecemos hoje não vai subsistir, nem animal, nem vegetal, nem humana. Como temos tecnologia, podemos criar pequenos oásis refrigerados para grupos de seres humanos que, seguramente, vão invejar quem morreu antes, tão miserável será a vida. Isso pesa sobre a humanidade nos próximos decênios e ninguém acredita nisso, porque vai contra o sistema da acumulação, contra o capitalismo, contra as grandes empresas. Os intelectuais que têm algum sentido ético precisam falar sobre isso.

IHU On-Line Em que situações de nossa sociedade mais se pode ver o Cristo Crucificado?

Leonardo Boff – Há um velho dito da tradição cristã que diz: onde está o pobre, aí está Cristo. Hoje temos que olhar em cada cidade do terceiro mundo, os grandes cinturões de miséria, as favelas. O cristão que toma a sério a percepção de que Cristo está onde o pobre está tem que visitá-lo. Não basta identificar que lá tem uma favela. É preciso ir até lá, conversar com as pessoas, ver como é possível ajudá-las a se organizar melhor. Há outro dito que diz: onde estão os pobres está Cristo, e onde está Cristo está a Igreja. Só que não é verdade que onde está o pobre está a Igreja. Ela está mais perto do palácio de Herodes do que da gruta de Belém. A Igreja precisa ver qual é o seu lugar na sociedade.

IHU On-Line
Em que sentido o capitalismo pode ser apontado como anticristão?

Leonardo Boff – Em primeiro lugar, o capitalismo é antivida. Ele assassina as vidas humanas para acumular. Para que alguns tenham qualidade de vida, muitos devem ter péssima qualidade de vida. E isso é injusto. E tudo o que vai contra a vida acaba sendo contra aquele que disse: “Eu vim trazer vida e vida em abundância”. Por isso é anticristão. E isso custou muito aos cristãos reconhecerem, porque as igrejas se instalaram muito bem dentro do sistema capitalista. A Igreja teve dificuldade de condenar, pois o capitalismo não nega a Igreja, nem a religião. Pelo contrário, defende a Igreja e a moral. Só que, na prática, nega tudo isso. E essa é a grande ilusão da Igreja, pois o capitalismo passa por cima de todo mundo, sem solidariedade. Nele, só o forte ganha.

IHU On-Line Baseado em que o senhor afirma que os Estados Unidos é o grande terrorista mundial?

Leonardo Boff – Na prática ele é o grande terrorista porque, na América Latina, apoiou todas as ditaduras e participou ativamente de atentados, sequestros de pessoas, fornecendo informações. E continua com essa estratégia, que é a estratégia do império. Onde há uma oposição, ele vai e destrói. Só me admiro que não conseguiu eliminar ainda Hugo Chávez, na Venezuela, nem Fidel Castro, mesmo tentando por 17 vezes, sem resultado. Os Estados Unidos sempre usa a violência militar para se impor. E faz isso em todas as partes, como fez na Líbia, por exemplo, com os aviões não pilotados. Acredito que assim que passar as eleições fará uma intervenção na Síria com aviões não pilotados também.

IHU On-Line – Independentemente se Obama fica ou não?

Leonardo Boff – Independentemente. Até o próprio Obama. Porque eles não vão segurar Israel e também não vão liquidar com o Irã. Então, a arma não é a diplomacia e a busca de caminhos de paz, mas a arma da submissão. E eles são fortes, hoje, não na economia – pois a China é mais , nem na tecnologia – o Japão e outros países são mais ; eles só têm o domínio militar do mundo, com a possibilidade de matar a todos. Em nome disso, submetem todo o mundo. Não há ninguém que se oponha ao império, a não ser Venezuela, Cuba e Coreia do Norte. Todos os demais, inclusive o Brasil, fazem inclinação aos Estados Unidos. É um império cujo imperador é afro-americano, mas com a mesma perversidade de Bush e outros, porque o projeto não mudou.

IHU On-Line O senhor disse que reconhecer a Igreja de Roma como a única verdadeira é um erro teológico. Por quê?

Leonardo Boff – É um erro teológico porque supõe o conceito reducionista de Deus, como se Ele dissesse: “Esses são meus filhos e aqueles não são; essas são minhas criaturas queridas e aquelas são filhos abandonados”. Isso não existe para Deus. Todos nasceram do seu coração. Deus acredita em todos os seres humanos. Todos são filhos e filhas, não só os batizados, que por acaso nasceram no Ocidente. Então, uma Igreja que não faz isso se opõe a Deus.

(Por Graziela Wolfart. Foto de Wagner Altes)

revistaforum

Fantástico consegue imagem exclusiva de Pedro Leonardo

O cantor Pedro Leonardo, que completou 25 anos na sexta-feira (28), está se recuperando muito bem. O Fantástico conseguiu uma imagem exclusiva do filho do sertanejo Leonardo. Ele deve receber alta do hospital na próxima semana.

No vídeo acima você confere a primeira imagem de Pedro Leonardo depois do acidente de carro, no dia 20 de abril, em uma rodovia na divisa de Minas com Goiás. A foto foi feita no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde Pedro está internado.

“A melhora foi muito rápida nesse último mês. Ele estava em coma até 20 dias atrás, um mês atrás, em uma UTI. Hoje ele fala normalmente, conversa, brinca, canta”, avalia o Roberto Kalil Filho, médico de Pedro Leonardo.

Ainda não há previsão de alta, mas a equipe médica está otimista. “Nas próximas semanas, ele deverá ir para casa. Ele voltará a uma vida completamente normal”, garante Roberto Kalil Filho.

Na noite de sexta-feira (29), dia do aniversário de 25 anos, Pedro recebeu uma homenagem do primo e parceiro Thiago. Um coro de 50 mil vozes em Serra Talhada, sertão de Pernambuco, cantou parabéns a você.

Era o primeiro show de Thiago sozinho. Subir no palco sem o companheiro de dez anos de dupla foi difícil. “Eu nunca imaginei ter esse momento sem o meu primo. Mas eu sei que é temporário. Eu sei que logo, logo ele vai estar aqui ao meu lado de novo”, diz Thiago.

A todo momento, Thiago lembrava do primo, enquanto fotos dos dois apareciam no telão.

“Um dia que eu esperava estar cantando para vocês com ele aqui do meu lado. Eu sei que hoje não é possível, mas tenho certeza que em breve estaremos nós dois aqui para fazer um grande show para vocês, está bem?”, anunciou Thiago no palco.

Fantastico

Pedro Leonardo acordou, informa assessora do cantor Leonardo

A assessora do cantor sertanejo Leonardo, Ede Cury, informou por volta das 20h45 deste domingo (20) que Pedro Leonardo saiu do coma no qual se encontrava há um mês, depois de um acidente de carro, e estaria consciente, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Ede relatou que Pedro Leonardo acordou ao ser instigado pela própria mãe. “Pedro, fala oi pra mãe! Aí ele virou e falou: ‘Oi, mãe!'”, contou. Em seguida, os médicos entraram na UTI e trocaram os aparelhos da traqueostomia para que ele pudesse falar melhor.

Pedro sofreu um acidente de carro há exatamente um mês, em 20 de abril, próximo ao município de Tupaciguara, em Minas Gerais, quando voltava de um show. Ele foi inicialmente levado ao Hospital Municipal de Itumbiara, em Goiás, onde passou por cirurgia para conter hemorragia abdominal, e foi transferido no mesmo dia para Goiânia. Depois, foi de avião ao hospital em São Paulo.

Ede Cury contou que a mãe de Pedro Leonardo, Maria Aparecida Dantas, foi quem informou que o filho acordou. A equipe médica do Hospital Sírio-Libanês que cuida do cantor confirmou a informação ao G1.

Apesar de Pedro ainda estar internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ele está consciente e até respondeu a algumas perguntas dos médicos. Ao ser questionado sobre quem era o pai dele, ele sorriu e respondeu: “Leonardo”.

Segundo o médico Roberto Kalil Filho, que coordena a equipe, o processo de recuperação do cantor vai entrar em uma nova fase, mas que ainda não é possível saber se ele ficará com sequelas.

Leonardo fazia show na cidade de Aurilândia, no interior de Goiás, quando foi informado da melhora do quadro de saúde do filho, segundo Ede Cury.

Na sexta-feira (18), a assessora havia informado que Pedro Leonardo seria submetido  a uma cirurgia na próxima semana. O procedimento cirúrgico em Pedro deveria acontecer na próxima terça-feira (22) , dependendo do estado de saúde do artista. Não há informações sobre se a operação será mantida.

Em 9 de maio, Roberto Kalil afirmou que Pedro tem uma fratura na fêmur que necessita de intervenção cirúrgica.

Histórico
Horas após o acidente, ainda no interior de Goiás, Pedro foi submetido a uma cirurgia para retirada do baço. Ele sofreu traumatismo craniano e trauma abdominal e teve de ser colocado em coma induzido. No mesmo dia, foi transferido para hospital de Goiânia.

Em 23 de abril, Pedro Leonardo sofreu uma parada cardiorrespiratória. No dia 26, o sertanejo foi transferido para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Em 29 de abril, a equipe médica decidiu suspender a sedação do cantor, para verificar como ele reagiria sem a medicação. Ele permaneceu em coma.

Nos últimos dois dias, parentes relataram que ele vinha reagindo, mesmo inconsciente, cada vez mais aos estímulos provocados por amigos e familiares.

Pedro e Thiago são as principais atrações da noite (Foto: Divulgação)Pedro e Thiago formam dupla sertaneja
(Foto: Divulgação)

Retomada de shows
Dupla de Pedro, o cantor Thiago informou na quarta-feira (16) que retomaria a agenda de shows.

Em mensagens publicadas em sua página pessoal no Twitter, Thiago comentou sobre a volta aos palcos durante o período de recuperação de Pedro.

“Galera, a decisão de dar continuidade na carreira e continuar o sonho da dupla Pedro e Thiago é em conjunto com a família, e tenho certeza… Que Pedro ficara muito orgulhoso dessa atitude! Faço isso tb em respeito aos contratantes que acreditam na nossa dupla e a todas as pessoas que gostam do nosso trabalho!!”, escreveu o cantor em três mensagens na rede social. (O G1 manteve o texto original escrito pelo primo do cantor).

A retomada das apresentações foi confirmada pelo empresário da dupla, Doriva Lobo, na semana passada. Segundo ele, a decisão foi tomada durante os últimos dias. “A vida não pode parar, então vamos esperar a volta do Pedro [nos palcos]”, disse. Segundo Lobo, Thiago não fez nenhuma apresentação desde o acidente de Pedro, em 20 de abril.

De acordo com Ede Cury, os próximos shows de Thiago irão repor as apresentações que foram canceladas após o acidente. Ainda não há, no entanto, a confirmação dos locais desses shows. “Tudo está dependendo do parecer dos médicos quanto à cirurgia. Depende de como será a recuperação dele [Pedro]”, disse Cury.

Tipos de coma
O coma é um estado de inconsciência que tem vários graus de resposta e pode acontecer por diferentes razões, como uma pancada na cabeça, uma inflamação, abuso de remédios e mesmo como consequência de um infarto ou derrame, explicou Silva.

O paciente fica em coma induzido justamente para preservar o cérebro das alterações que estão acontecendo em seu organismo por causa das lesões adquiridas no acidente. Como o metabolismo fica mais lento, o paciente consegue resistir aos vários problemas por mais tempo, principalmente se manter o cérebro “quietinho”, explicou, na época da suspensão da sedação, o neurologista Ademir Baptista Silva, chefe da disciplina de neurologia da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, que não faz parte da equipe que trata Pedro Leonardo.

Já o coma clínico é uma resposta do próprio corpo a algum trauma ocorrido no cérebro. A pessoa pode ficar inconsciente mesmo se sofrer uma lesão mínima na região.

“A consciência é quando o cérebro consegue reconhecer e se relacionar com pessoas, mas mesmo inconsciente pode ter reflexos, como a um estimulo doloroso, abrir o olho, mas não consegue manter contato”, disse Silva.

Implicações
O paciente em coma tende a ficar muito tempo deitado na cama de hospital, o que pode ainda causar outros problemas de saúde, como trombose ou atrofia nas pernas. O uso de meias especiais atreladas a um equipamento que aquece os pés do paciente, junto ao uso de remédios anticoagulantes e outros tipos de cuidados realizados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) evitam que isso aconteça.

G1

Filho do cantor Leonardo, Pedro sofre acidente e está internado em Goiás

Pedro sofreu acidente na manhã desta sexta-feira (Foto: Zuhair Mohamad/O Popular)

Filho do cantor sertanejo Leonardo, Pedro, de 24 anos, da dupla Pedro e Thiago, sofreu um acidente de carro na BR-452, na divisa entre Goiás e Minas Gerais, por volta das 7 horas desta sexta-feira (20). Segundo informações do Samu da cidade de Itumbiara (GO), que atendeu a ocorrência, o cantor dirigia sozinho o veículo, quando capotou próximo à cidade de Tupaciguara (MG).

Ele retornava de um show que havia feito, na noite de quinta-feira (19), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Pedro foi encaminhado para o Hospital Municipal de Itumbiara, onde nesta manhã passa por uma cirurgia no baço. Segundo o diretor do hospital Ernane Oliveira Rodrigues, o quadro do jovem é estável: “Ele teve uma lesão no abdômen e neste momento [por volta das 11h] passa por um procedimento cirúrgico”.

De acordo com o diretor, um amigo do cantor o acompanha no hospital. Após a cirurgia, o cantor será encaminhado para a capital. O hospital que irá receber o jovem ainda não foi divulgado. Amigos da família informaram ao G1 que Leonardo está em Goiânia – muito abalado – aguardando a transferência do filho.

G1