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Borborema recebe a Rota Cultural Raízes do Brejo e espetáculo “As Lembranças das Marias” promete surpreender o público

Nesta sexta-feira (08) a Rota Cultural Raízes do Brejo chegará em Borborema. A Rota Raízes do Brejo, contempla visitação a engenhos, casarões, estações e linha férreas, museus, oficinas, feiras de gastronomia e artesanato, shows, além de passeios a cachoeiras e trilhas ecológicas.

Começou em 20 de setembro e vai até 1 de dezembro passando por 9 municípios: Belém, Alagoinha, Duas Estradas, Pirpirituba, Lagoa de Dentro, Serra da Raiz, Borborema, Dona Inês e Pilõezinhos. E este final de semana é a vez de Borborema, que terá como tema “Educação: 60 anos de História”.

“Estou muito feliz e realizada em poder contar um pouco sobre a história da educação do nosso município. Trazer esse tema para a abertura da Rota Cultural Raízes do Brejo é de extrema importância para a valorização da educação, da arte e da cultura local. Além do que, deixa um marco no aniversário de 60 anos de Emancipação Política de Borborema, que será no próximo dia 12/11. Estamos ansiosos para assistir ao espetáculo, como também para os demais eventos que acontecerão ao longo do final de semana. Borborema aguarda todos de braços abertos,” comentou a prefeita Gilene Cândido.

A cerimônia de abertura será na Escola José Amâncio Ramalho, a partir das 19:00 horas, e terá além da recepção dos prefeitos que compõem a Rota cultural, a estreia do espetáculo “As Lembranças das Marias”, espetáculo escrito, dirigido e coreografado por Renilson Targino e Jailson Silva, que é uma viagem pelas lembranças de 7 velhinhas, que relembram/contam da escola e do modelo educacional rígido; das professoras; das inúmeras brincadeiras; de suas infâncias e de todos acontecimentos de uma época que éramos felizes com tão pouco.

“Quando recebemos o convite para escrever e dirigir o espetáculo, a proposta foi que falássemos sobre a educação e sobre os professores. Uma espécie de uma retrospectiva- homenagem. Mas pesquisando  mais especificamente a história da Escola José Amâncio Ramalho (a escola mais antiga de Borborema, construída em 1955)  e entrevistando alguns alunos que vivenciaram o modelo educacional de um tempo remoto, vimos que era muita informação para apenas um espetáculo, e que seria necessário um série com várias temporadas para abarcar todo o material coletado, então decidimos que faríamos um espetáculo que tivesse algumas essências das histórias que ouvimos nas entrevistas. Então selecionamos alguns temas que eram presentes em todas as entrevistas: a tabuada; o modelo educacional rígido; a reguada e palmatória; a sopa da escola; as brincadeiras de roda; o desfile cívico; o amor a religião e civilidade; os brinquedos de antigamente e de um tempo em que todo dia era bom. Assim criamos 7 personagens-narradores, que são velhinhas que relembram suas infâncias e amarram todo o espetáculo”, destacou Renilson Targino.

“E quem não lembra da Infância? Da primeira professora? Do tempo da escola? Quando penso na infância, vem  logo na memória a primeira professora; as brincadeiras de rua; os banhos de chuva; o homem do algodão doce ; a sopa da escola; às vezes que tocava a companhia e saía correndo; as mangas com sal; os pirões na casa da vovó; de quando caía e os machucados eram curados com mertiolate que ardia para danar; e de uma época que éramos felizes com tão pouco. As Lembranças são como ondas do Mar, vem e vão. Por instantes, lembramos de uma voz; um cheiro; um som. E quem não tem saudades de quando era criança, daqueles momentos tão simples? Como o tempo passa depressa… mas é incrível como existem coisas que marcam a vida da gente. Assim, temos certeza que o espetáculo fará o público relembrar de uma época que o nosso único medo era do escuro e a nossa única preocupação era com o que ia brincar. Vem se se emocionar com as histórias trazidas pelo espetáculo”, complementou Jailson Silva.

 

Assessoria para o FN

 

 

Lembranças apagam do cérebro memórias semelhantes

memoriaDentro do cérebro dos seres humanos eles localizaram as marcas únicas de duas memórias visuais desencadeadas pela mesma palavra.

Em seguida, observaram como lembrar de uma das imagens repetidamente fez a outra memória desaparecer.

O estudo foi publicado na revista Nature Neuroscience.

Os resultados sugerem que nossos cérebros apagam ativamente memórias que podem nos distrair de uma tarefa específica.

“As pessoas estão acostumadas a pensar o esquecimento como algo passivo”, disse a principal autora do estudo, Maria Wimber, da Universidade de Birmingham, na Grã-Bretanha.

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“Nossa pesquisa mostra que as pessoas se esforçam mais do que percebem para moldar o que lembram de suas vidas.”

Excluindo distrações

Wimber realizou o estudo com colegas do MRC Cognition and Brain Sciences Unit, em Cambridge.

Ela disse à BBC que as novas descobertas não mostram um sistema de armazenamento de memória simples como “entra uma memória, sai uma memória”.

“Não significa que esquecemos algo todas as vezes que entra uma lembrança nova.” Disse Maria Wimber, da Universidade de Birmingham.

“O cérebro parece pensar que as coisas que usa com frequência são as coisas realmente importantes para nós. Então tenta manter as coisas simples. Para se certificar de que poderemos acessar essas lembranças importantes facilmente, ele expulsa, tira do caminho as memórias que estão competindo ou interferindo.”

A ideia de que lembrar de algo frequentemente pode nos levar a esquecer as memórias intimamente relacionadas a ela não é nova. Wimber afirma que ela é conhecida desde a década de 1990.

Mas os cientistas nunca haviam conseguido confirmar que isso era resultado de uma supressão ativa da memória, em vez de uma simples deterioração passiva.

O que fez a descoberta possível foi a identificação de indicadores confiáveis que as pessoas que participaram da pesquisa se lembravam de uma determinada imagem, dentro de seu córtex visual.

A pesquisadora fez isso fazendo que elas fizessem uma série de tarefas “chatas” antes dos testes com a memória começarem. Poderia ser, por exemplo, olhar uma foto de Marilyn Monroe ou de Albert Einstein muitas vezes.

A cada par de imagens foi associada um palavra sem relação com a imagem, como por exemplo “areia”.

Ao pedir que os grupos lembrassem de apenas uma imagem associada à palavra repetidas vezes, foi possível ver, por exemplo, as lembranças de Marilyn ficarem mais fortes, enquanto as de Einstein desapareciam.

Apagar memórias

Wimber acredita que os resultados podem ser úteis em psicologia, onde apagar memórias específicas às vezes é exatamente o que os pacientes precisam.

“Esquecer é muitas vezes visto como uma coisa negativa, mas é claro que pode ser extremamente útil quando se tenta superar uma memória negativa do nosso passado”, disse ela.

“Há oportunidades para que isso seja aplicado em áreas para realmente ajudar as pessoas.”

Hugo Spiers, um professor de neurociência comportamental da Universidade College London, disse à BBC que a pesquisa era animadora e foi bem feita.

“Este é um exemplo de uma boa pesquisa de imagens do cérebro”, disse ele.

“Os resultados vão além de simplesmente revelar que uma região do cérebro está envolvido na memória: eles forneceminsights sobre os mecanismos utilizados pelo cérebro para conseguir isso.”

O trabalho também impressionou Eva Feredoes, que estuda mecanismos de memória na Universidade de Reading. Ela disse que a descoberta pode ser útil até para combater a perda de memória em situações de demência.

“Nós sabemos que as memórias competem com as outras em diferentes estágios enquanto estão sendo lembradas e, quando são recuperadas, as memórias perdedoras da competição são esquecidas”, disse Feredoes.

“Resolver essa ‘competição’ complexa poderia pavimentar o caminho para novas pesquisas sobre tratamentos em doenças que afetam a memória, como a demência.”

Teciber

Lembranças apagam do cérebro memórias semelhantes

lembrancasUma lembrança específica pode nos fazer esquecer outra parecida – e neurocientistas conseguiram observar este processo usando imagens computadorizadas do cérebro. Dentro do cérebro dos seres humanos eles localizaram as marcas únicas de duas memórias visuais desencadeadas pela mesma palavra. Em seguida, observaram como lembrar de uma das imagens repetidamente fez a outra memória desaparecer. O estudo foi publicado na revista Nature Neuroscience.

Os resultados sugerem que nossos cérebros apagam ativamente memórias que podem nos distrair de uma tarefa específica. “As pessoas estão acostumadas a pensar o esquecimento como algo passivo”, disse a principal autora do estudo, Maria Wimber, da Universidade de Birmingham, na Grã-Bretanha. “Nossa pesquisa mostra que as pessoas se esforçam mais do que percebem para moldar o que lembram de suas vidas.”

Excluindo distrações
Wimber realizou o estudo com colegas do MRC Cognition and Brain Sciences Unit, em Cambridge. Ela disse à BBC que as novas descobertas não mostram um sistema de armazenamento de memória simples como “entra uma memória, sai uma memória”.

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“Não significa que esquecemos algo todas as vezes que entra uma lembrança nova. O cérebro parece pensar que as coisas que usa com frequência são as coisas realmente importantes para nós. Então tenta manter as coisas simples. Para se certificar de que poderemos acessar essas lembranças importantes facilmente, ele expulsa, tira do caminho as memórias que estão competindo ou interferindo”, explicou o especialista.

A ideia de que lembrar de algo frequentemente pode nos levar a esquecer as memórias intimamente relacionadas a ela não é nova. Wimber afirma que ela é conhecida desde a década de 1990, mas os cientistas nunca haviam conseguido confirmar que isso era resultado de uma supressão ativa da memória, em vez de uma simples deterioração passiva.

O que fez a descoberta possível foi a identificação de indicadores confiáveis que as pessoas que participaram da pesquisa se lembravam de uma determinada imagem, dentro de seu córtex visual.

A pesquisadora mostrou isso fazendo que elas fizessem uma série de tarefas “chatas” antes dos testes com a memória começarem. Poderia ser, por exemplo, olhar uma foto de Marilyn Monroe ou de Albert Einstein muitas vezes.

A cada par de imagens foi associada um palavra sem relação com a imagem, como por exemplo “areia”. Ao pedir que os grupos lembrassem de apenas uma imagem associada à palavra repetidas vezes, foi possível ver, por exemplo, as lembranças de Marilyn ficarem mais fortes, enquanto as de Einstein desapareciam.

Apagar memórias
Wimber acredita que os resultados podem ser úteis em psicologia, onde apagar memórias específicas às vezes é exatamente o que os pacientes precisam. “Esquecer é muitas vezes visto como uma coisa negativa, mas é claro que pode ser extremamente útil quando se tenta superar uma memória negativa do nosso passado”, disse ela. “Há oportunidades para que isso seja aplicado em áreas para realmente ajudar as pessoas.”

Hugo Spiers, um professor de neurociência comportamental da Universidade College London, disse à BBC que a pesquisa era animadora e foi bem feita. “Este é um exemplo de uma boa pesquisa de imagens do cérebro”, disse ele. “Os resultados vão além de simplesmente revelar que uma região do cérebro está envolvido na memória: eles fornecem insights sobre os mecanismos utilizados pelo cérebro para conseguir isso.”

O trabalho também impressionou Eva Feredoes, que estuda mecanismos de memória na Universidade de Reading. Ela disse que a descoberta pode ser útil até para combater a perda de memória em situações de demência.

“Nós sabemos que as memórias competem com as outras em diferentes estágios enquanto estão sendo lembradas e, quando são recuperadas, as memórias perdedoras da competição são esquecidas”, disse Feredoes. “Resolver essa ‘competição’ complexa poderia pavimentar o caminho para novas pesquisas sobre tratamentos em doenças que afetam a memória, como a demência.”

 

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