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Walter Júnior lembra que os quase R$ 5 milhões gastos pela prefeitura de Solânea com apadrinhados políticos, dariam para sanar parte dos problemas da cidade  

walter juniorO solanense Walter Júnior presidente do diretório do PMDB na cidade e pré-candidato a prefeito neste ano em Solânea repudiou, na manhã desta sexta-feira (15), o gasto excessivo com apadrinhados políticos pela prefeitura municipal, sejam esses com comissionados ou cargos de excepcional interesse público e comenta sobre o impacto que esses gastos têm na eficiência da atuação da administração pública.

Para Walter Júnior, é inadmissível que, enquanto a população sofre com o caos na saúde, educação e saneamento o atual gestor da cidade só tenha pensado na beneficie dos apadrinhados com contratos e nomeações.

Atualmente, segundo o último balancete enviado pela prefeitura de Solânea ao do Tribunal de Contas do Estado (TCE), somente com comissionados de janeiro a outubro de 2015 foi gasto dois milhões vinte um mil, trezentos e trinta e um reais e sessenta e oito centavos (2.021.331,68). Já em relação ao mesmo período, mas no tocante ao gasto com pagamentos para os cargos de excepcional interesse público o valor chega aos Dois milhões oitocentos e sessenta mil, quatrocentos e noventa e nove reais e setenta e três centavos (2.860.499,73). Ou seja, gastou com apadrinhados políticos de janeiro a outubro de 2015, a bagatela de Quatro milhões, oitocentos e oitenta e um mil, oitocentos trinta e um reais e quarenta e um centavos (R$ 4.881.831,41). Enquanto isso no mesmo período de janeiro a outubro de 2015 investiu em seis áreas essenciais da administração como (Agricultura, Cultura, Desporto e Lazer, Indústria, Segurança Pública e Transporte Público) ¼ do que gastou com apadrinhados.

Walter lembra que na Agricultura o prefeito investiu nesse período somente R$ 283.718,20; No setor cultural a cidade que recebeu somente R$ 336.795,75; Desporto e Lazer teve o investimento de somente R$ 248.892,80; A Indústria só contou com apoio da prefeitura de somente R$ 86.287,24; A Segurança Pública com somente R$ 6.419,91 e no Transporte Público a gestão investiu apenas R$ 7.660,00.

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Ou seja, o prefeito preferiu gastar R$ 4.881.831,41 com apadrinhados políticos, enquanto isso investiu em seis áreas essenciais da administração pública somente R$ 969.773, 90 (Novecentos e sessenta e nove mil, setecentos e setenta e três reais e noventa centavos).  Os dados sobre a folha de comissionados de Solânea estão publicados no portal do Sagres (https://sagres.tce.pb.gov.br/) e revelam verdadeiros absurdos com o erário público.

Na visão do peemedebista a falta de profissionalização da máquina administrativa é um dos principais aspectos que afetam a eficiência dos serviços públicos, uma vez que, é impossível que profissionais não especializados na área tenham capacidade de apresentar resultados de qualidade.

Mantendo o ritmo de visitas aos bairros, comunidade rural, como a eventos da sociedade solenense de uma forma geral, Walter Júnior, vem escutando da população e o que ela realmente espera para o futuro da cidade. Walter ressalta que ouvir os pleitos das comunidades e estar mais perto da população sempre foi uma prática sua mesmo nunca tendo exercido cargo público. “Vim de uma família humilde e me coloco no lugar dos que mais precisam. Por isso sempre busco o entendimento e diálogo com a população de forma clara e transparente”, argumentou.

Como forma de mudar essa realidade o filho de Solânea é defensor de uma gestão pública marcada por uma administração gerencial que é a forma de administrar adaptando-se à revisão das formas de atuação do Estado, que são empreendidas nos cenários de cada país; e atender às exigências das democracias de massa contemporâneas.

A administração gerencial repousa em descentralizações política e administrativa, a instituição de formatos organizacionais com poucos níveis hierárquicos, flexibilidade organizacional, controle de resultados, ao invés de controle, passo a passo, de processos administrativos, adoção de confiança limitada, no lugar de desconfiança total, em relação aos funcionários e dirigentes e, por último, uma administração voltada para o atendimento do cidadão e aberta ao controle social.

“O Estado gerencial tem uma administração baseada em concepção democrática e plural. A administração gerencial empreende adequar as organizações públicas aos seus objetivos prioritários, que são os resultados”, afirmou Walter Jr.

Assessoria de comunicação

Walter Júnior- PMDB

Aécio insiste em corrupção; Dilma lembra aeroporto, nepotismo e lei seca

ADRIANA SPACA/BRAZIL PHOTOPRESS/FOLHAPRESS
ADRIANA SPACA/BRAZIL PHOTOPRESS/FOLHAPRESS

Com temas repetidos, o segundo debate entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) foi marcado pela subida de tom nas acusações pessoais e pela escolha da corrupção como assunto central. De um lado o tucano acusou a presidenta de “conivente” com malfeitos e de “incompetente” na administração pública durante o encontro dessa quinta-feira (16) no SBT. De outro, a candidata à reeleição levantou nova pegadinha ao falar sobre o respeito à Lei Seca, o que irritou o adversário, e elencou casos de corrupção envolvendo tucanos.

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Aécio buscou tom mais agressivo logo na pergunta inicial, ao falar sobre denúncias de corrupção na Petrobras, insinuando que a petista trabalhou para acobertar casos de desvios. “Ou a senhora foi conivente, ou a senhora foi incompetente para cuidar da maior empresa brasileira.”

Dilma voltou a abordar diferenças entre PT e PSDB no que se refere ao campo moral, avaliando que nas administrações dela e de Luiz Inácio Lula da Silva houve uma mudança de comportamento, com liberdade para os órgãos de investigação e de processamento das denúncias. “Quero dizer para o senhor: tenho um compromisso diferente. O meu compromisso é investigar e punir. Aqueles governos que não investigam, não acham”, afirmou, acrescentando que os escândalos envolvendo tucanos não têm presos porque o trabalho de apuração foi engavetado.

Em outro momento em que se tratou do caso da Petrobras, Dilma falou a Aécio sobre a denúncia de que o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra intermediou o pagamento de propinas a parlamentares tucanos para que esvaziassem uma comissão parlamentar de inquérito (CPI). “É muito fácil o senhor ficar fazendo denúncias. Quando a gente verifica que o PSDB recebeu propina para esvaziar uma CPI, o que importa? Importa investigar.”

Em uma de suas perguntas, Dilma levantou a questão do nepotismo, acusando Aécio de nomear irmãs, tios e primos durante seu governo em Minas Gerais, de 2003 a 2010. O tucano procurou comparar o caso ao uso de informações pessoais de Lula por Fernando Collor nas eleições de 1989, e ouviu da petista que se trata de uma questão bem diferente por envolver o uso da máquina pública em proveito individual de parentes.

Aécio afirmou que sua irmã, Andréa, era voluntária no governo mineiro, e deixou de responder aos demais casos. “Seu irmão, candidata, foi nomeado pelo prefeito Fernando Pimentel em 20 de setembro de 2003 e nunca apareceu para trabalhar. Essa é a grande verdade. Não queria trazer esse tema aqui”, rebateu.

Em mensagem postada no Twitter, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, informou que Igor Rousseff foi assessor especial. “É advogado e trabalhou com seriedade e honradez.” Já Dilma afirmou a Aécio que a legislação sobre nepotismo proíbe o emprego de parentes em uma mesma esfera de governo, o que não é seu caso. “A sua irmã e o meu irmão têm de ser regidos pela mesma lei”, afirmou. “Todo mundo sabe que ela era responsável pela destinação das verbas em todas as questões relativas à propaganda. Quanto vocês colocaram nas rádios e no jornal que vocês possuem?”

A exemplo do que ocorreu no primeiro debate, quando levantou o tema da violência contra a mulher, Dilma elencou uma questão pessoal delicada de seu adversário ao falar sobre a importância da Lei Seca, sancionada por ela em 2012 para endurecer a punição a motoristas flagrados dirigindo bêbados ou drogados. “Queria saber o que o senhor acha, e como o senhor vê essa questão da Lei Seca. E se todo cidadão que for acionado, que for solicitado, deve se dispor a fazer exame de álcool e droga”, disse, sem mencionar a recusa de Aécio a ser submetido a teste quando parado em uma blitz no Rio de Janeiro.

“A senhora traz nesse debate, talvez pelo desespero, e tenta deturpar um tema que tem que ser colocado com absoluta clareza. Eu tive um episódio sim, e reconheci, candidata, eu tenho uma capacidade que a senhora não tem. Eu tive um episódio que parei numa Lei Seca porque minha carteira estava vencida e ali naquele momento inadvertidamente não fiz o exame e me desculpei disso”, rebateu o tucano.

Na resposta, Dilma desconheceu novamente a questão pessoal do adversário. “Acho muito importante a Lei Seca para o Brasil. Acho que o senhor está tentando diminuí-la. Sabe por quê? No Brasil, todos os dias, todas as semanas tem gente morrendo quando o motorista dirige embriagado ou drogado.”

No segmento das alfinetadas pessoais, Dilma levantou ainda o estilo de vida de Aécio ao ser questionada sobre a insistência em abordar questões relativas ao governo do PSDB em Minas Gerais. O tucano acusou a petista de desconhecer o estado e de se preocupar excessivamente com os resultados da gestão do PSDB, insinuando que ela teria preferência por disputar o governo mineiro ao Planalto. “Não coloque Minas Gerais como sendo o senhor”, afirmou a petista. “O senhor não é Minas Gerais. Eu nasci em Minas, aliás antes do senhor. Se é por isso, nasci antes do senhor. Saí de Minas não foi para passear no Rio, candidato, foi por causa da ditadura.”

Em tema que surgiu ao longo de todos os debates, do primeiro e do segundo turnos, Dilma e Aécio trocaram farpas a respeito da construção do aeroporto de Cláudio, na região metropolitana de Belo Horizonte, erguido em terras de um tio do tucano usando dinheiro do governo estadual. “É muito triste ver uma presidente da República mentindo. O aeroporto de Cláudio foi construído numa área desapropriada pelo estado”, afirmou o candidato do PSDB.

“No caso do aeroporto de Cláudio o senhor deve, sim, explicação. Deve explicação porque construiu um aeroporto dentro de sua propriedade”, rebateu a petista. “Uma das coisas mais importantes do país é que não podemos mais tolerar o uso de bens públicos para beneficiar A, B ou C privadamente. Essa é uma questão que nenhum candidato à presidência da República pode se furtar a responder.”

Economia
 

Tema relevante no primeiro encontro, e historicamente centro de divergências entre PT e PSDB em todas as disputas presidenciais desde 1995, a economia não foi protagonista desta vez. A principal questão se deu em torno do combate à inflação, com a acusação do tucano de que o atual governo perdeu o controle sobre os preços dos itens básicos de consumo. “Agora há pouco a senhora disse que a inflação não é um problema do governo, é problema sazonal, e eu acho que não é, por isso, comigo, tolerância zero com a inflação”, disse.

Já a petista afirmou que há uma ideia de manipular o sentimento da população para criar uma sensação negativa nesta seara. “Existe uma tentativa de criar um clima de quanto pior, melhor. Essa tentativa vocês fizeram na Copa, dizendo que não ia ter Copa, que não tinha condições. Ficou claro que o Brasil fora de campo estava muito bem preparado”, disse, atribuindo a elevação de preços a um problema provocado pela seca que afeta parte do país nos últimos meses.

A petista criticou ainda a proposta da equipe econômica de Aécio de levar a inflação para uma taxa de 3% ao ano – nos últimos anos o IPCA, que é a medição oficial, tem ficado próximo do teto estabelecido pelo Banco Central, de 6,5%. “Não vou combater inflação com os métodos do senhor, que é desempregar, arrochar e desinvestir”, disse. “Para ter inflação de 3% vamos ter uma taxa de desemprego de 15%. Ele está se queixando de uma taxa de desemprego de 5%.”

O próximo encontro entre Dilma e Aécio será domingo, na Record. Depois disso, eles têm mais um debate, o último antes da votação do dia 26, organizado pela Globo.

 

Redação RBA 

”Francisco me lembra o Papa João XXIII”, diz um dos fundadores da Teologia da Libertação

Papa“Falar da importância do pobre, da solidariedade com os pobres… isso vem do Evangelho. A teologia da libertação apenas lembrou tudo isso, não o criou: está no Evangelho! E o papa é muito evangélico”. A afirmação é de um dos fundadores da teologia da libertação, o padre Gustavo Gutiérrez, dominicano, que participou do Festivaletteratura em Mântua, na Itália, com o seu “velho amigo”, o arcebispo Gerhard Ludwig Müller, hoje prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

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Eis a entrevista.

Padre Gutiérrez, a ótima acolhida manifestada pelo L’Osservatore Romano ao seu livro Dalla parte dei poveri (Edizioni Messaggero – Editrice Missionaria Italiana), escrito juntamente com Dom Müller, marca uma reviravolta nas relações entre o Vaticano e a teologia da libertação. O que o senhor pensa a respeito?

 

Foto: Reprodução

Gustavo Gutiérrez: Esse livro foi publicado em alemão e em espanhol há nove anos. Estou muito contente com essa acolhida positiva. Isso mostra que a teologia da libertação é uma contribuição entre as outras teologias. Dom Müller fala disso muito claramente. Estou muito feliz com essa aprovação do meu velho amigo Müller.

Qual relação existe, pelo que o senhor saiba, entre Bergoglio e a teologia da libertação? Há quem diga que ele a condenou no passado…

Que eu saiba, ele nunca a condenou, me disseram alguns dos meus amigos que lhe são muito próximos. Veja, eu não estou tão interessado na teologia da libertação, mas sim no Evangelho. A teologia da libertação é uma teologia, pensada para lembrar algo importante do Evangelho: a presença dos pobres no mundo, a opção preferencial pelos pobres por parte da Igreja. Se houve contatos entre Bergoglio e a teologia da libertação? Talvez, por que não? Eu prefiro ver as coisas assim e não colocar o papa em uma teologia, mas apenas no Evangelho.

Alguns observadores defendem que Bergoglio está levando adiante algumas propostas da teologia da libertação no plano do seu compromisso como pastor…

Eu acredito, talvez, que ele esteja levando adiante o Evangelho, não exatamente uma teologia, mas no máximo uma teologia próxima à teologia da libertação. Falar da importância do pobre, do compromisso, da solidariedade com os pobres… isso vem do Evangelho. A teologia da libertação apenas lembrou isso, não o criou: está no Evangelho! E o papa é muito evangélico, o seu modo de agir o demonstra.

Leonardo Boff defendeu que o Papa Francisco fará, no futuro, sinais para reabilitar a teologia da libertação, muitas vezes criticada pelo Vaticano. A seu ver, isso vai acontecer?

(Risos.) Fazer previsões é sempre difícil. Mas parece que isso pode acontecer, embora eu não possa dizer como, porque não posso responder por aquilo que o papa fará. Mas este momento é muito rico, interessante e evangelicamente novo! Eu espero que este clima continue. Não tanto para a teologia da libertação, mas para ir à raiz do Evangelho. Eu não conheço Bergoglio diretamente, mas apenas através de amigos que lhe são muito próximos. Eu ouvi falar dele há muito tempo como jesuíta na Argentina, como bispo, arcebispo e cardeal em Buenos Aires. Estou muito feliz por esses meses depois da eleição a papa. Ele ajudou muito a fé com um estilo muito evangélico de vida da Igreja.

Qual é a urgência que Francisco deve enfrenta mais na Igreja de hoje?

Não é fácil dizer. Quando se vê a Igreja como papa, tem-se outro panorama. Mas o que ele fez hoje foi falar do Evangelho na periferia, é uma metáfora muito interessante. Essa é a missão da Igreja: anunciar o reino de Deus a todos, com uma ênfase especial na periferia do mundo. Isso é o que eu acho tão evangélico em Francisco! As duas coisas que ele começou a fazer, ou seja, a reforma da Cúria e a reforma econômica do IOR, são as mais acertadas. Mas, acima de tudo, é interessante uma presença renovada da fé no mundo de hoje. Ele tem uma análise da realidade que me parece muito interessante. É muito original e criativo nos gestos. Eu não posso dizer que ele tem que fazer isto ou aquilo! Não é tarefa minha. Mas eu estou muito contente em ver essa presença e esse “ar fresco” na Igreja que Francisco trouxe.

Muitas pessoas voltaram à Igreja graças a Francisco. Por quê?

Ele tocou teclas que não eram tocadas há muito tempo: a evangelização e o anúncio do reino é para todos. Isso significa ir ao encontro dos pontos importantes, por exemplo a justiça. Francisco está enfatizando muito essa novidade, com um carisma verdadeiramente extraordinário. Ele me lembra o Papa João XXIII.

Tradução: Moisés Sbardelotto.

Foto: Ministério da Defesa/CC

Angelo Sarto,

Vatican Insider

Abraji comemora 10 anos e lembra casos de jornalistas ameaçados de morte

Na última segunda-feira (10/12), a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) realizou um seminário internacional na Escola de Comunicações e Artes da USP para celebrar os dez anos da entidade, informou a Folha de S.Paulo.
O professor Rosental Calmon Alves, da Universidade do Texas, ao analisar a situação do jornalismo investigativo na América Latina, apontou que o Brasil é um dos países mais perigosos do mundo para os jornalistas.
Considerando apenas os crimes comprovadamente ligados à atividade jornalística, dados do Comitê de Proteção aos Jornalistas mostram que 12 profissionais foram assassinados no país desde 2002 em razão de suas reportagens.
Dois profissionais da Band chegaram a relatar que um produtor da emissora está sendo ameaçado de morte por conta de reportagens sobre uma facção criminosa de São Paulo.
Casos de jornalistas como André Caramante, da Folha de S.Paulo, ameaçado após a publicação de reportagem sobre o ex-coronel Telhada, foram lembrados durante o evento.
Portal IMPRENSA

Líder lembra acordo de presença dos deputados na AL, mas diz que concorda com corte de ponto

Apesar de dizer ser a favor do corte de pontos dos deputados faltosos na Assembleia Legislativa da Paraíba, o líder da bancada governista, deputado Hervázio Bezerra (PSDB), relembrou um acordo feito na Casa que trata da presença dos parlamentares durante as eleições deste ano. O tucano disse que o acordado foi fazer um esforço concentrado para votar os projetos nas quartas-feiras e limpar a pauta.

“Cerca de 40 dias atrás os deputados tinham se reunido com a mesa diretora e o acordo era que toda quarta-feira houvesse um esforço concentrado para haver votações e limpar a pauta”, disse Hervázio Bezerra.

O líder do governo na Assembleia falou, ainda, que todo parlamentar tem ligação com as eleições e que irá entender se tiver seu ponto cortado. “Os deputados entendem que todo parlamentar tem ligação com as eleições, seja por conta de parentes ou de amigos que são candidatos. Mas eu concordo com o corte de ponto e se por acaso eu precisar faltar vou entender que o meu seja cortado”, declarou.

Fonte: PoliticaPB

Blog da Cidadania pergunta: você lembra quem é Gilmar Mendes?

 

Se você anda espalhando por aí que acredita nessa denúncia de Gilmar Mendes contra Lula que a revista Veja publicou, ou é estúpido ou não tem um pingo de caráter. É possível a qualquer pessoa, mesmo não sendo muito inteligente, concluir, sem a menor sombra de dúvida, que tal denúncia não faz o menor sentido.

Lula foi acusado de tentar interferir no andamento do inquérito do mensalão propondo um escambo ao magistrado: ele postergaria o julgamento até depois das eleições em troca de indulgência da CPI do Cachoeira em relação a supostas evidências de seu envolvimento com Demóstenes Torres e Carlos Cachoeira.

Gilmar foi Advogado-Geral da União do Governo Fernando Henrique Cardoso. No último ano de seu mandato, FHC o indicou para ministro do Supremo Tribunal Federal. Naquele momento, o professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo Dalmo de Abreu Dallari teve um artigo publicado na Folha de São Paulo em que declarou o seguinte sobre tal indicação:

Se essa indicação (de Gilmar Mendes) vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. (…) o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país.

Gilmar tentou processar criminalmente o jurista Dallari por esse artigo, mas a Justiça recusou a instauração da ação penal que o agora ministro do STF pretendia mover. Dizia a sentença: “A crítica, como expressão de opinião, é a servidão que há de suportar (…) quem se encontrar catalogado no rol das figuras importantes”

A previsão de Dallari se faria sentir cerca de seis anos após a nomeação de Gilmar. Em 2008, o magistrado concedeu habeas-corpus ao banqueiro Daniel Dantas. No mesmo dia, 42 procuradores da República, 134 juízes federais e a Associação de Delegados da Polícia Federal (ADPF) divulgaram documentos manifestando indignação com a soltura do banqueiro.

Alguns Procuradores Regionais da República estudaram até fazer um abaixo-assinado solicitando o impeachment de Gilmar. O senador Demóstenes Torres, então, já exibia suas relações com ele: classificou esse movimento dos Procuradores Regionais da República como “ridículo”.

Esses são apenas alguns fatos que deveriam ser considerados antes de pessoas subdotadas intelectualmente ou moralmente comprarem a acusação de Gilmar a Lula sem o menor questionamento, mas não são o cerne da questão. Servem apenas para lembrar quem é o sujeito que acusa o presidente mais querido da história do Brasil.

O cerne da questão é que os oito anos de mandato de Lula provam que ele jamais interferiu na Justiça com nenhum fim, muito menos para impedir o progresso do inquérito do mensalão. Venho dizendo isso desde 2010, quando publiquei um post contendo informação que desmonta completamente a tese de Gilmar sobre o ex-presidente.

Lula nomeou três procuradores-gerais da República enquanto que FHC manteve o mesmo, Geraldo Brindeiro, de 1995 a 2002, contrariando o Ministério Público Federal por oito anos seguidos.

Claudio Fonteles, que hoje integra a Comissão da Verdade, foi indicado por Lula em 2003 e ficou no cargo até 2005, quando o nome indicado pelo MP foi acatado por Lula novamente. Antonio Fernando de Souza denunciou o mensalão e foi reconduzido por Lula ao cargo. Ficou até 2009, quando Roberto Gurgel, o novo escolhido pelo MP, foi nomeado. O mesmo Gurgel que recentemente difamou o partido do ex-presidente na tevê.

Lula tinha o poder. Se não interferiu nem no Judiciário nem no Ministério Público naquela época, se não há uma só denúncia de outro ministro do STF de que tenha sofrido qualquer pressão do ex-presidente, por que ele escolheria começar a fazê-lo justo com Gilmar Mendes, que tantas vezes se mostrou um adversário político?

A história não se sustentaria só por isso, mas há mais. Nelson Jobim, ex-ministro do Supremo e ministro da Defesa de Lula e Dilma, saiu do governo dela descontente porque foi demitido por declarar publicamente que votou em seu adversário José Serra em 2010. Esse mesmo Jobim desmentiu a acusação de Gilmar a Lula.

É desolador o volume de desonestidade ou burrice que vêm sendo espargidas com ímpeto tão infatigável. Tudo isso produz uma reflexão: será possível que tanta canalhice venha a vingar? Até quando o Brasil será esbofeteado dessa forma? Em que tipo de país mentiras tão grosseiras ganham tal dimensão?

Fonte: Blog da Cidadania
Foto reproduzida do http://rogeliocasado.blogspot.com.br/2010_09_01_archive.html
Focando a Notícia

Igreja lembra um ano de beatificação de Irmã Dulce

 

irmadulceNa terça-feira, 22 de maio, recorda-se o primeiro aniversário da beatificação de Irmã Dulce, conhecida pelos baianos como “Anjo Bom”. Em Salvador (BA), foi realizada uma missa, no Santuário da Bem-aventurada Dulce, celebrada pelo bispo de Irecê (BA), dom Tommaso Cascianelli.

De acordo com a assessoria de imprensa das Obras Sociais Irmã Dulce, o reflexo da devoção à beata e da expectativa pela canonização é notado no expressivo aumento de 135% nas visitas ao Santuário (onde se encontra a Capela das Relíquias) e Memorial, entre 2010 e 2011.

Em 22 de maio do ano passado, a beatificação de Irmã Dulce reuniu mais de 70 mil pessoas no Parque de Exposições de Salvador.

Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco antes de completar 78 anos. A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida, com a saúde abalada seriamente, não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, batendo de porta em porta pelas ruas de Salvador, nos mercados, feiras livres ou nos gabinetes de governadores, prefeitos, secretários, presidentes da República, sempre com a determinação de quem fez da própria vida um instrumento vivo da fé.

O incentivo para construir a sua obra, Irmã Dulce teve do povo baiano, de brasileiros dos diversos estados e de personalidades internacionais. Em 1988, ela foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.

Os dois voltaram a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar Irmã Dulce, já bastante debilitada, no seu leito de enferma. Cinco meses depois da visita do papa, os baianos choraram a morte do “Anjo Bom”.

O processo de beatificação começou em 2000 e a autenticidade do primeiro milagre atribuído a Irmã Dulce foi reconhecida pelo Vaticano em outubro de 2010.

Em 11 de dezembro de 2010, um dia após o decreto papal, a fase de canonização do processo foi iniciada. Isto significa que qualquer graça ocorrida a partir desta data pode vir a ser analisada pelo Vaticano como o potencial milagre de sua canonização.

 

 

 

 

 

Fonte: cnbb

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