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Quadrilha presa em operação na PB usava fábrica para lavar dinheiro

Coletiva em Campina Grande explicou os detalhes da Operação Fanes (Foto: João Paulo Medeiros/ TV Paraíba)
Coletiva em Campina Grande explicou os detalhes da Operação Fanes (Foto: João Paulo Medeiros/ TV Paraíba)

Os presos durante uma operação de combate a fraudes na concessão de benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões, usavam uma fábrica em Cajazeiras, Sertão da Paraíba, para “lavar” o dinheiro desviado. Essas informações e outros detalhes da Operação Fanes, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (9), foram dados em uma entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, em Campina Grande. De acordo com a polícia, os suspeitos se usavam de uma fábrica de sabão para camuflar a origem ilícita do dinheiro adqurido.

“O que eles conseguiram ganhar fraudando o INSS, eles estavam investindo nessa fábrica de sabão. O lucro das vendas retornava licitamente para eles. A fábrica estava montada para inciar o trabalho em Cajazeiras e o depósito era em Campina Grande”, explicou o delegado Raony Aguiar, da delegacia de combate ao crime organizado.

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A Operação Fanes aconteceu em sete cidades paraibanas e em Recife, Pernambuco, numa parceria entre PF, Ministério Público Federal e Ministério da Previdência Social. Estima-se que o prejuízo aos cofres públicos já chegue a R$ 3 milhões desde outubro de 2014, podendo atingir o valor de R$ 100 milhões levando em conta a expectativa de vida dos beneficiários.

Ao todo, 28 pessoas foram presas durante a operação. O delegado Raony Aguiar explicou como funcionava a fraude.

“Pessoas eram incubidas de aliciar terceiros e esses terceiros, com documentos próprios ou falsos, procuravam um servidor do INSS. Então era concedido fraudulentamente o benefício. Concedido o benefício, a quadrilha fazia com que a pessoa que passou a ser titular do benefício irregularmente pedisse um ou dois emprestimos consignados e o valor desses empréstimos eram entregues à quadrilha como forma de recompensa pelo benefício previdenciário concedido”, explicou.

Um total de 17 mandados de prisão preventiva, 11 de prisão temporária e 30 de busca e apreensão foram expedidos e começaram a ser cumpridos no início da manhã desta quarta-feira por 140 policiais e 16 servidores da Previdência Social nas cidades de Campina Grande, João Pessoa, Cajazeiras, Patos, Puxinanã, Mogeiro, Caturité e Recife.

O termo “Fanes” significa criação na língua grega e foi atribuída à operação porque a quadrilha criava beneficiárias para acessarem aposentadorias e pensões. De acordo com as investigações da PF, documentações eram fraudadas para comprovarem exercício de atividade rural. Algumas vezes, segundo a Polícia Federal, os funcionários da Previdência Social autorizavam o benefício com base apenas na entrevista, sem apresentação de documentos.

G1

ONG faz vídeo para que motorista deixe de lavar carro em tempo de crise

campanhaAo estacionar seu veículo imundo em um lava-rápido, o motorista é surpreendido por uma linda mulher, funcionária do estabelecimento. Munida de roupas minúsculas, a jovem sensualiza enquanto parece limpar o automóvel. De repente, se afasta e vai embora. Ao sair do carro, o rapaz lê o recado escrito no capô: “Não chove, não lavo.”

O relato descreve as cenas que são exibidas na nova campanha da ONG The Nature Conservancy, lançada nesta quarta-feira (22) na internet para estimular a economia de água em São Paulo. Divulgado no YouTube, o vídeo pede que motoristas deixem de lavar seus carros enquanto a cidade não é agraciada com a chuva.

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O viral cômico integra ação encabeçada há um mês pela instituição. O primeiro vídeo, mais informativo, explicava o objetivo da campanha. Segundo Marcelo Moura, diretor de marketing da TNC no Brasil, a ideia é discutir alternativas para minimizar o drama atual, sem questionar politicamente o tema.

“A medida de curto prazo é se sensibilizar e fechar a torneira. Vai ter que cai na moda. Sabemos dos problemas do passado, do que deveria ter sido feito, mas o que queremos é mobilizar a população porque esse é um trabalho de todos neste momento”, defende.

A linguagem e o canal são as apostas da ONG para arrematar seguidores e preservar o que resta de água nos reservatórios. “A gente está em um nível tão crítico de reserva e abastecimento, que precisamos de economia. Toda gota é válida. Achamos que través de uma campanha divertida na internet as pessoas vão passar para os seus contatos e vamos conseguir a adesão”, aposta.

Campanha quer conscientizar população a economizar o pouco que resta de água nos reservatórios (Foto: Divulgação The Nature Conservancy (TNC))

Desenvolvida para circular apenas nas mídias digitais, a campanha também pede que as pessoas postem fotos de seus carros sujos na rede social Instagram, utilizando a hashtag #NaoChoveNaoLavo. No site da ação (http://www.naochovenaolavo.com.br), já é possível ver as imagens divulgadas pelos participantes. “Desde o início pensamos em explorar a brincadeira porque é nela que o brasileiro acaba viralizando e conscientemente aderindo”, acredita Moura.

O vídeo utiliza estereótipos possivelmente questionáveis – a mulher gostosa, o mecânico machão, o motorista babão – para contar a história e transformá-la, ao final, em uma mensagem surpreendente. O diretor revela que a ONG, até agora, não recebeu críticas negativas. “Está tudo bem. A gente até ficou bem apreensivo se deveria ir por esse caminho, avaliamos todos os riscos, é uma comunicação bem revolucionaria para a instituição”, explica.

Criada em 1951 nos EUA, a The Nature Conservancy (TNC) trabalha no mundo todo com o objetivo de proteger a natureza e preservar a vida. A ONG está presente em mais de 35 países. No Brasil desde 1988, desenvolve trabalhos em cinco biomas – Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. Mais informações no site: http://www.tnc.org.br/

G1

Lavar a seco é opção à falta d’água

André Lessa/Estadão
André Lessa/Estadão

Com a crise no abastecimento no Estado de São Paulo – o nível da reserva técnica do Sistema Cantareira está com cerca de 11% –, gastar mais de 300 litros de água para lavar o carro não é uma atitude sensata. Uma alternativa para quem não quer deixar o veículo sujo em uma época em que toda a economia é bem-vinda é procurar estabelecimentos especializados em lavagem a seco. Nas empresas consultadas, o serviço parte de R$ 30 para um modelo compacto.

 

A lavagem a seco, ou ecológica, como também é chamada, é simples: um produto químico é aplicado de maneira uniforme em pequenos segmentos da carroceria do veículo e retirado com panos de microfibra. A água não é usada em nenhum momento.

Não é preciso ter receio de que os produtos estraguem ou risquem a pintura. “Nossa fórmula foi desenvolvida para não causar dano ao veículo em hipótese nenhuma, mesmo se a aplicação for feita sob o sol ou se o produto for deixado de um dia para o outro, como ocorre com alguns genéricos”, afirma o sócio-proprietário da DryWash, Lito Rodriguez.

Há diversos sites que vendem produtos para limpeza a seco. A dica antes de comprar é verificar se possuem certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Caso contrário, podem causar danos não só à lataria do carro, mas também à saúde de quem os aplica.

É possível remover qualquer tipo de sujeira com a lavagem a seco, mas em carros com muito barro, que voltaram de um rali, por exemplo, a recomendação é levar para algum lava-rápido que tenha elevador para que o chassi seja lavado.

Lavar um veículo compacto custa R$ 30 na EcoDry (3832-0475), na zona oeste – o mesmo valor cobrado em postos de combustível. Na DryArt (2953-6255), na zona leste, um sedã médio sai a R$ 35. Na DryWash (2954-8688), que tem várias unidades, o preço da lavagem de um carro pequeno a médio fica entre R$ 38 e R$ 53 e de um grande, de R$ 48 a R$ 75.

Limpeza em casa. Há soluções de lavagem que podem ser feitas em casa, deixam o carro brilhando e são mais em conta. E o melhor: sem usar água! Da Luxcar (19-3746-7900), o Lava Seco Spray deve ser aplicado à sombra e ser retirado após agir por 20 segundos. De acordo com a fabricante, o produto rende até quatro aplicações. O kit com uma lata e duas toalhas de microfibra pode ser encontrado em supermercados e tem preço sugerido de R$ 29,90. Outra solução interessante são as capas para cobrir o veículo. Na MercadoCar (2206-5000), o produto parte de R$ 39,90.

 

Estadão

Mulher morre depois de levar choque em máquina de lavar na PB

Folha do Sertão

A dona de casa Maria de Lourdes Pereira Rodrigues, 54 anos, morreu eletrocutada, na manhã desta quinta-feira (6), no município de Sousa, no sertão paraibano. A mulher chegou a ser socorrida, mas já chegou ao Hospital Regional da cidade sem vida.

De acordo com informações levantadas pela polícia, Maria de Lourdes estava lavando roupas e tentou ligar uma extensão elétrica na tomada da máquina de levar e sofreu uma descarga elétrica. A mulher ainda foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas há chegou morta ao hospital.

portalcorreio

Como o jogo do bicho usa escolas de samba cariocas para desviar recursos públicos e lavar dinheiro

Carro alegórico da Viradouro em 2010. A escola chegou em último lugar e amargou um rombo de R$ 2,5 milhões em suas contas (Foto: Custódio Coimbra/Ag. O Globo) Edson dos Santos é sócio majoritário de uma empresa com nome imponente, Alumilax Indústria e Comércio de Alumínio Ltda., voltada para fabricação e venda de metais. Basta, no entanto, localizar a casa de Edson para constatar que a pompa em torno de sua empresa se resume ao nome e ao objeto social. Edson, na verdade, é um laranja, morador da favela do Preventório, em Niterói, Rio de Janeiro. E a Alumilax não passa de uma empresa-fantasma. Edson e Alumilax são parte de um intrincado esquema montado pelo jogo do bicho para desviar recursos públicos ou lavar o dinheiro sujo que irriga o Carnaval carioca. Ou as duas coisas juntas. A reportagem de ÉPOCA teve acesso, com exclusividade, a um extenso levantamento feito pelo Ministério Público (MP) estadual do Rio de Janeiro sobre as contas das escolas de samba. Somente no Carnaval de 2010, foram identificadas 14 notas fiscais falsas, no valor total de R$ 1,25 milhão, emitidas por empresas de fachada ou já desativadas em favor das escolas de samba Mangueira, Imperatriz Leopoldinense, Mocidade Independente de Padre Miguel, União da Ilha do Governador e Viradouro. Entre esses papéis, estão quatro notas da Alumilax.
As escolas de samba do Rio de Janeiro são a engrenagem principal de uma indústria que movimenta cerca de R$ 1,5 bilhão por ano somente em gastos de turistas. A cada noite de desfile, 120 mil pessoas circulam pelo Sambódromo. Cada escola do Grupo Especial tem aproximadamente 4 mil integrantes. Para levar à avenida o “maior espetáculo da Terra”, o Carnaval do Rio incorporou vários elementos positivos do mundo dos negócios, como os patrocínios e o merchandising de empresas desejosas de associar suas marcas à folia pagã. Mas, por maior e mais caro que se torne a cada ano, o Carnaval do Rio ainda mantém práticas nefastas distantes do capitalismo benéfico que gera receita, impostos e empregos para o Rio de Janeiro e para o Brasil.
Notas fiscais falsas são comumente usadas para justificar despesas que não existiram. A mercadoria não foi vendida, o dinheiro não foi desembolsado, mas a transação foi registrada. Cria-se, assim, uma margem financeira artificial que pode ser usada para esquentar dinheiro ilícito, como os ganhos obtidos pelos donos do jogo do bicho. No caso descrito acima, seria como se os bicheiros recebessem um cheque de R$ 1,25 milhão para lavar dinheiro sujo nesse mesmo valor. O mesmo raciocínio vale para o desvio de dinheiro público. As escolas de samba simulam despesas a partir dos recursos recebidos da prefeitura, mas não desembolsam as quantias declaradas nas notas falsas. Dessa forma, podem destinar o dinheiro a outras finalidades que não o financiamento dos desfiles.

Indiretamente, o próprio presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), Jorge Luiz Castanheira, admite práticas que se assemelham à lavagem de dinheiro. Numa audiência pública realizada pelo MP na última quarta-feira, para discutir a aplicação dos recursos públicos no Carnaval, Castanheira deu a entender que as escolas de samba compram material ao longo do ano com dinheiro não declarado. Somente depois de receber os repasses da prefeitura é que as escolas vão atrás de notas para justificar seus gastos. Ele só não disse de onde vem esse dinheiro que, num primeiro momento, financia as agremiações. “A verba deste ano só entrará para o exercício seguinte. Vamos receber em janeiro. Em janeiro, estamos a menos de um mês do Carnaval. Como é que eu consigo nota fiscal de ferro, de madeira, de tecidos, de tudo o que já está sendo comprado agora? Eu tenho de falar a verdade”, disse Castanheira, sem saber que havia um repórter de ÉPOCA na plateia. Procurado após a audiência, Castanheira disse que se expressou mal e que apenas defendeu a liberação do dinheiro da prefeitura com meses de antecedência ao Carnaval. Ele afirma que a Liesa está afastada dos contraventores do jogo do bicho e aberta à fiscalização. Castanheira disse, ainda, que as escolas é que deveriam falar sobre as notas falsas.
O MP é taxativo ao afirmar que o Carnaval é usado para lavar dinheiro sujo e recomenda que o Poder Público tome os devidos cuidados ao se envolver com a festa. “O fato notório de o jogo do bicho usar as escolas de samba para lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas torna mais interessante o uso de milhões repassados pela prefeitura do Rio de Janeiro para compras em estabelecimentos pertencentes a pessoas ligadas à contravenção”, escreveram os promotores do MP.
ÉPOCA revela em reportagem nesta semana esquema de desvio de recursos públicos e de lavagem de dinheiro do Carnaval carioca. Leia mais na revista que chega às bancas neste sábado (10).

Mangueira (Foto: Joel Silva/Folhapress)

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