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Ex-prefeita de Conde é presa por suposta lavagem de dinheiro

Ex-prefeita Tatiana Lundgren (Foto: Divulgação)

A ex-prefeita de Conde, Tatiana Correa, e o ex-procurador do município, Francisco Cavalcante Gomes, foram presos, nesta terça-feira (6), numa operação do Ministério Público (MP), em parceria do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) com o Grupo de Operações Especiais (GOE). Os gestores são apontados por lavagem de dinheiro e terem causado um prejuízo de R$ 620 mil ao município.

Em contato com o Portal Correio, o Ministério Público informou que o suposto esquema teria forjado uma desapropriação de um terreno em nome de um suposto laranja no município.

Os dois tiveram a prisão preventiva decretada e se submeterão a exame de corpo de delito, antes de participarem de uma audiência de custódia ainda esta semana. Além das prisões, a operação também cumpriu mandados de busca e apreensão.

Em contato com o Portal Correio, o advogado da ex-prefeita, Rembrandt Asfora, disse que a defesa só irá se pronunciar sobre o assunto nos autos do processo.

 

Portal Correio

 

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Deputado federal Aguinaldo Ribeiro é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu o pedido feito pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que fosse aberto novo inquérito para investigar parlamentares pelos delitos de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por supostos repasses indevidos de recursos pelo grupo Queiroz Galvão a congressistas, por intermédio do Diretório Nacional do PP, em diversas datas de 2010. Entre os parlamentares, está o deputado federal paraibano Aguinaldo Ribeiro. Leia a decisão na íntegra

Também serão investigados Arthur Cesar Pereira de Lira, Ciro Nogueira Lima Filho, Eduardo Henrique da Fonte de Albuquerque e Silva, Francisco Oswaldo Neves Dornelles, Waldir Maranhão Cardoso, Simão Sessim, Roberto Egídio Balestra, Jerônimo Pizzolotto Goergen e Luiz Fernando Ramos Faria e Mario Silvio Mendes Negromonte Junior.

Fachin também acolheu pedido feito no Inquérito (INQ) 3989 e determinou o arquivamento dos autos com relação a investigados contra os quais não foram obtidas provas suficientes da prática do crime de associação criminosa. Neste mesmo inquérito, no último dia 4 de setembro, o então procurador-geral Rodrigo Janot ofereceu denúncia contra parlamentares do Partido Progressista (PP) quanto ao mesmo delito.

Pela decisão, no tocante ao crime em questão, foram arquivados os autos em relação a Jerônimo Pizzolotto Goergen, Gladson de Lima Cameli, Roberto Pereira de Britto, Dilceu José Sperafico, Luís Carlos Henze, Renato Delmar Molling, Lázaro Botelho Martins, José Olímpio Silveira Moraes, Roberto Egídio Balestra, Simão Sessim, Waldir Maranhão Cardoso, Mário Sílvio Negromonte Júnior, José Alfonso Ebert Hamm e João Felipe de Souza Leão.

Com STF 

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Polícia e MPPB deflagram operação para investigar lavagem de dinheiro na Paraíba

Ordens judiciais foram cumpridas nas primeiras horas desta quarta-feira em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Uma operação comandada pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil foi desencadeada na manhã desta quarta-feira (26) em João Pessoa para combater a lavagem de dinheiro na Paraíba. De acordo com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB), o alvo da operação é uma ex-secretária da prefeitura do Conde, no Litoral Sul que teria ocultado cerca de R$ 3 milhões em patrimônio.

A Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão em João Pessoa. Por volta das 7h desta quarta, a polícia informou que um homem foi detido durante a operação no bairro dos Bancários, em João Pessoa e conduzido pela Polícia Civil. A princípio, a ex-secretária do Conde administrou a pasta de finanças do município. Até as 7h30 a operação ainda estava em curso, segundo informações da Polícia Civil.

A operação foi coordenada pelos delegados Allan Murilo Terruél e Karina Torres, do GOE, e contou com a participação de investigadores e escrivães, incluindo operadores táticos, e ainda integrantes do Gaeco. Os detalhes da operação devem ser repassados em uma entrevista coletiva às 9h30 desta quarta na sede do GOE, em João Pessoa.

Operação tem como alvo ocultação de patrimônio de cerca de R$ 3 milhões (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Operação tem como alvo ocultação de patrimônio de cerca de R$ 3 milhões (Foto: Walter Paparazzo/G1)

G1

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Ex-presidente Lula e o filho são denunciados por lavagem de dinheiro e organização criminosa

LULAO Ministério Público Federal em Brasília (MPF-DF) informou nesta sexta-feira (9) que denunciou à Justiça o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e o filho dele Luiz Cláudio Lula da Silva pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A denúncia foi presentada no âmbito da Operação Zelotes.

De acordo com o MPF, a denúncia foi feita após as investigações apontarem indícios de envolvimento do petista e de seu filho, além de Mauro Marcondes e Cristina Mautoni – que também foram denunciados – em negociações apontadas pelos investigadores como irregulares e que levaram à compra de 36 caças do modelo Gripen pelo governo brasileiro.

Também há indícios de irregularidades na prorrogação de incentivos fiscais destinados a montadoras de veículos por meio de uma Medida Provisória.

O G1 buscava contato com os denunciados até a última atualização desta reportagem.

Segundo o MPF, os crimes foram praticados entre 2013 e 2015, quando Lula já era ex-presidente. O Ministério Público afirma que ele integrou um esquema que visava beneficiar empresas automotivas, clientes da Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia LTDA (M&M). De acordo com as investigações, o ex-presidente prometia interferir junto ao governo federal para beneficiar as empresas.

Em troca, o casal Mauro Marcondes e Cristina Mautoni, donos da M&M, teriam repassado ao filho de Lula pouco mais de R$ 2,5 milhões.

G1

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Procurado pela Interpol, português acusado de tráfico e lavagem de dinheiro é preso

presoA Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, na tarde de hoje (12), um estrangeiro procurado pela Interpol pelo crime de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Com o homem foram encontrados mais R$ 90 mil em espécie. A prisão ocorreu no posto da PRF de Mamanguape, na BR 101.

O português Rui Jorge Pimentel Rodrigues Pereira, 42 anos de idade, foi preso pela PRF em uma fiscalização de rotina. Ele dirigia um veículo importado de luxo, um Infiniti FX 35. Na abordagem ele se apresentou como brasileiro, inclusive, ele apresentou documentos, no caso, uma carteira de habilitação (CNH) e carteira de identidade (RG), expedidos entre 2011 e 2013, na Bahia. Entretanto, os PRFs descobriram que não havia indícios da presença dele no Brasil em datas anteriores a 2011. Os policiais encontraram R$ 92 mil e 200 reais em espécie sem, no entanto, justificar a origem. Ainda foi encontrado um boleto bancário em nome de um estabelecimento comercial, localizado em Parnamirim (RN), com o nome do proprietário de origem portuguesa. Quando os agentes pesquisaram descobriram que tratava-se dele próprio. Para conseguir a identidade brasileira o português confessou que pagou mil reais. E a partir deste documento ele conseguir obter a CNH e um passaporte brasileiro.

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Rui Jorge era procurado pela Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), que havia sido preso em 2005, quando foi condenado pela Justiça portuguesa por tráfico e lavagem de dinheiro e considerado foragido pouco tempo depois. O preso declarou que mora em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, e que é dono de um restaurante localizado na mesma cidade. Rui vivia como brasileiro, usando documentos falsos com o nome de Rui da Silva Pereira.

A ocorrência foi encaminhada para a Polícia Federal, em Cabedelo.


WSCOM Online

Ex-ministro é investigado no STF por suspeita de lavagem de dinheiro

Sergio Lima - 11.dez.2014/Folhapress
Sergio Lima – 11.dez.2014/Folhapress

O senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia, é alvo de investigação do STF (Supremo Tribunal Federal) por suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

O processo teve início na Justiça Federal de São Paulo, mas foi encaminhado ao Supremo em fevereiro deste ano, uma vez que o ex-ministro de Minas e Energia tem foro privilegiado.

Lobão é suspeito, de acordo com “O Estado de S. Paulo”, que revelou o caso, de ser sócio oculto da holding Diamond Mountain, grupo sediado nas Ilhas Cayman, responsável por captar recursos de fundos de pensão, empresas que recebem dinheiro de bancos públicos, como o BNDES, e de fornecedores da Petrobras.

A defesa de Lobão nega que o ex-ministro tenha qualquer relação com a empresa, mas admite que no dia ministério de 2 de junho de 2011 o peemedebista recebeu no Ministério de Minas e Energia um executivo da holding, Marcos Henrique da Costa. No encontro, segundo o advogado de Lobão, Antônio Carlos de Almeida Castro, foram tratados apenas assuntos relacionados a investimentos do grupo no país.

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Também estaria presente no encontro o advogado maranhense Márcio Coutinho, ex-articulador político da campanha do filho do ex-ministro, Edison Lobão Filho (PMDB), a governador do Maranhão. Segundo o jornal, o ex-ministro seria representado na holding por Coutinho.

Costa é alvo das investigações da Justiça Federal de São Paulo, assim como Luiz Alberto Meiches, que são oficialmente responsáveis pela holding no Brasil. Diferentemente de Lobão, o processo que apura o envolvimento do dois não seguiu para o Supremo.

O processo está em fase de pré-inquérito no STF. Caberá ao ministro Luís Roberto Barroso definir se abrirá inquérito para apurar o envolvimento do ministro nas denúncias. A defesa de Lobão afirma que não foi notificada, nem teve acesso aos autos.

Lobão também é alvo de inquérito do STF por suposto envolvimento com o esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato. A abertura do inquérito foi autorizada em março pelo ministro Teori Zavascki.

OUTRO LADO

O advogado Almeida Castro nega que Lobão seja sócio da empresa ou tenha conhecimento detalhado de suas atividades. “O senador não tem qualquer relação com essa empresa”, afirmou o advogado. Também sustenta que Coutinho é amigo pessoal de Lobão, mas não tem conhecimento das acusações.

Em nota, os sócios da Diamond Mountain afirmam que o grupo não tem “nenhuma relação com o senador e ex-ministro” e que seus advogados jamais foram citados.

“Não há sociedade formal nem oculta entre a empresa e o político”, diz o texto. A nota diz ainda que Lobão recebeu representantes da empresa para tratar de linhas de crédito para fornecedores da Petrobras.

A holding também afirma que o fundo de crédito criado dispunha de R$ 500 milhões e que todos os recursos vinham de investidores privados.

 

 

Folha

Método de lavagem de carros com óleo natural chega a João Pessoa economizando quase 100% da água

Quer economizar água lavando carro? Conheça este novo método que usa óleos naturais e não agride a natureza!

Empresas em João Pessoa já estão começando a aplicar na cidade, o preço é similar ao da lavagem comum, mas a economia de água é muito maior! E o serviço pode ser feito na casa do cliente!

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Veja na reportagem de João Thiago

João Thiago

 

20 hábitos que podem estragar a roupa durante a lavagem

lavar-roupaManchas, desgastes prematuros nos tecidos e peças deformadas estão entre as consequências mais comuns de roupas mal cuidadas na hora de lavar. Para garantir peças sempre limpas e com cara de nova, não basta jogar na lavadora. Pequenos detalhes como colocar a quantidade certa de sabão em pó e amaciante, desabotoar camisas e esquecer as peças na máquina estão entre os erros mais comuns ao cuidar das roupas em casa. Veja estas e outras dicas para não detonar o guarda-roupa.

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1- Exagerar na quantidade de sabão em pó, alvejante ou/e amaciante. Esse erro básico pode deixar as roupas duras ou manchar tanto peças escuras quanto coloridas.

2- Não diluir o sabão antes de colocar na máquina ajuda a evitar manchas pelo acúmulo do produto.

3- Esfregar demais pode trazer efeito contrário ao desejado e esgarçar o tecido. Dê atenção às etiquetas para não errar na força.

4- Misturar peças claras e escuras é um dos erros mais graves.

5- O mesmo cuidado vale para tecidos delicados e encorpados. Assim, sempre separe camisolas e lingeries de calças jeans, por exemplo.

6- Desrespeitar as programações da máquina em relação ao tempo e às fibras dos tecidos. As instruções têm razão de ser .

7- Encher a máquina além do limite pode reduzir o impacto da rotação da máquina sobre as peças e não permitir a limpeza efetiva.

8- Usar alvejante em roupas sujas. O momento correto é depois de lavá-las. Para livrar-se de manchas, use um produto específico para isso antes de colocar a peça na máquina.

9 – Não usar saquinhos próprios ao lavar roupas íntimas, quando combinadas com outras peças (ainda que da mesma cor e fibra) .

10- Lavar sutiãs de bojo soltos, sem suportes próprios para que a espuma e o aro não estraguem.

11- Lavar na máquina peças que pedem lavagem a seco.

12- Fechar os botões de camisas. Isso pode esgarçar as casas e danificar a peça.

13- Não fechar os zíperes das calças jeans antes de lavar. Isso pode danificar a costura. Na hora de secar, lembre-se de colocar os bolsos para fora.

14- Lavar toalhas e lençóis juntos. Isso pode gerar bolinhas na roupa de cama e enchê-la de felpas .

15- Lavar roupas de bebês com amaciante, o que pode gerar alergias. Para cortar o efeito, substitua-o por uma colher de chá de vinagre branco no primeiro enxágue.

16- Demorar para pendurar a roupa depois de lavada. Muitas manchas e mau odores surgem desse péssimo hábito.

17- Lavar roupas excessivamente sujas, como meias e calças sujas de barro, com outras peças. A sujeira de uma pode ‘grudar’ na outra.

18- ‘Esquecer’ as roupas de molho. O excesso pode gerar efeito contrário e fazer as sujeira ‘grudar’ ainda mais nas peças.

19- Deixar a máquina desnivelada, ‘sambando’ pela lavanderia. Isso reduz a potência da lavagem e pode danificar o aparelho permanentemente.

20- Esquecer de lavar periodicamente a máquina. Ela também acumula sujeira, que pode passar para as roupas.

 

iG

Youssef é absolvido da acusação de lavagem de dinheiro do tráfico

yousefO doleiro Alberto Youssef, acusado de chefiar um esquema que teria movimentado ilegalmente cerca de R$ 10 bilhões, foi inocentado pela Justiça da acusação de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. A decisão do juiz Sérgio Moro foi publicada nesta terça-feira (21) e é a primeira das ações penais originadas a partir da Operação Lava Jato. Youssef seguirá preso na sede da Polícia Federal (PF), em Curitiba, porque ele é réu em outros processos. O Ministério Público Federal (MPF) já havia requerido a absolvição de Youssef por falta de provas. Em contrapartida, outras três pessoas foram condenadas: André de Catão de Miranda, Carlos Habib Chater e Rene Luiz Pereira. Cabe recurso a decisão.

De acordo com a denúncia, feita pelo MPF, entre agosto e setembro de 2013, US$ 124.000,00 foram enviados de forma fraudulenta da Europa para o Brasil e, em seguida, para a Bolívia para pagamento de fornecedores de drogas. Para realizar as operações, foram utilizadas contas bancárias de um posto de gasolina em Brasília e de uma empresa de fachada em Curitiba.
Rene Luiz Pereira, que foi apontado como o responsável por 698 kg de cocaína apreendidos em novembro de 2013, em Araraquara (SP), foi condenado a 14 anos de prisão, em regime inicialmente fechado.

Conforme a decisão, a defesa de Rene Pereira afirmou que o acusado não tinha ciência da eventual origem ilícita dos valores, que não há prova de ligação entre Rene Pereira e o entorpecente apreendido e, portanto, não há prova de associação para fins de tráfico.

Carlos Habib Chater foi condenado a cinco anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado, e André Catão de Miranda, a quatro anos de prisão, em regime inicial semiaberto. Rene Luiz Pereira e Carlos Habib Chater já estão detidos, uma vez que respondem presos ao processo.

Há ainda Maria de Fátima Stocker e Sleiman Nassim El Kobrossy, que são coacusados na ação. Eles, porém, não foram encontrados para citação pessoal. Sleiman, de acordo com a Justiça, está foragido, e Maria de Fátima Stocker estaria, segundo o advogado que a representa, presa na Europa por lavagem de produto de tráfico de drogas.

Os réus foram acusados pela prática de crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, tendo como antecedentes crimes de tráfico internacional de drogas, e por evasão de divisas.

“Em síntese da fundamentação, há prova acima de qualquer dúvida razoável da materialidade do crime de tráfico internacional de drogas e de autoria em relação a Rene Luiz Pereira, da materialidade do crime de lavagem de dinheiro procedente de tráfico internacional de drogas e de autoria em relação a Rene Luiz Pereira, Carlos Habib Chater e André Catão de Miranda. Já, quanto ao crime de evasão de divisas, devem ser todos absolvidos por falta de prova suficiente de materialidade (…)”, diz trecho da sentença.

Operação Lava Jato
A operação Lava Jato foi deflagrada no dia 17 de março de 2014 em vários estados brasileiros e no Distrito Federal. A operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que pode ter movimentado cerca de R$ 10 bilhões, segundo a PF.

De acordo com as investigações, a organização criminosa era liderada pelo doleiro Alberto Youssef. Ele e os procuradores do MPF entraram em um acordo de delação premiada. Com isso, ele se comprometeu a dizer tudo o que sabe sobre o esquema de lavagem de dinheiro que chefiava, em troca de reduções nas penas que podem ser imputadas. O documento que pede a absolvição do doleiro no caso do tráfico de drogas não cita o acordo de delação.

O acordo de delação premiada será homologado pela Justiça se, depois da fase dos depoimentos, ficar comprovada a veracidade das informações que Youssef fornecer. O acordo foi assinado um dia após a defesa revelar que o doleiro tinha essa pretensão.

 

Bibiana Dionísio

PF liga Pasadena a suspeita de lavagem e vê ‘organização criminosa’ na Petrobras

Paulo-Roberto-CostaA Polícia Federal investiga a ligação entre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, pela Petrobras, e o esquema de lavagem de dinheiro desbaratado durante a operação Lava-Jato. Obras na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, também são investigadas como parte do esquema fraudulento. Investigadores citam a existência de uma possível “organização criminosa” que estaria atuando “no seio” da estatal.

Nos dois casos há um mesmo um personagem envolvido: o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que exerceu o cargo entre os anos de 2004 e 2012. A compra de Pasadena, iniciada em 2006 com a aquisição de 50% da refinaria de uma empresa belga, a Astra Oil, é cercada de controvérsias em razão do preço pago pela Petrobras. Após o negócio ser fechado, a estatal brasileira indicou um integrante para representá-la no conselho de proprietários. Esse representante era Costa.

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Depois de um litígio envolvendo questões contratuais entre as empresas, a Petrobras acabou desembolsando mais de 1,2 bilhão de dólares pela compra completa de Pasadena. A Polícia Federal suspeita que as operações envolvendo a unidade tenham sido usadas para pagamento de propinas e uso de offshores para o “abastecimento de grupos” que atuavam na estatal.

Ofício – Em ofício enviado em 22 de abril ao juiz federal Sérgio Fernando Moro, do Paraná, o delegado Caio Costa Duarte, da Divisão de Repressão a Crimes Financeiros em Brasília, cita a existência de “uma organização criminosa no seio” da estatal, que atuaria desviando recursos. Duarte pede ainda o compartilhamento de provas obtidas durante a Operação Lava-Jato.

Segundo o ofício, as provas e o material apreendidos na Lava-Jato seriam de “grande valia” para a condução do inquérito sobre Pasadena. “A citada refinaria teria sido comprada por valores vultosos, em dissonância com o mercado internacional, o que reforça a possibilidade de desvio de parte dos recursos para pagamento de propinas e abastecimento de grupos criminosos envolvidos no ramo petroleiro”, descreve o delegado. “Acrescentando-se a isto, apura-se possível existência de uma organização criminosa no seio da empresa Petrobras que atuaria desviando recursos com consequente remessa de valores ao exterior e retorno do numerário via empresas offshore”, aponta o delegado Duarte.

O documento da PF foi analisado na Câmara dos Deputados na quarta-feira pelo líder do Solidariedade, Fernando Francischini (PR). “O delegado chefe da investigação de Pasadena pediu cópia da operação dizendo que descobriu que o ex-diretor da Petrobras era conselheiro da refinaria e da trading na época da aquisição. E que todo o cruzamento dos dados mostra que o Paulo Roberto [Costa] estava trazendo dinheiro de fora, via offshore, via Alberto Youssef”, disse o deputado. O doleiro é um dos presos da Operação Lava-Jato.

Celeridade – No ofício, o delegado sustenta que o compartilhamento das provas traria economia processual e celeridade da investigação. “Em linha gerais, adentrando no mérito do procedimento persecutório, a partir da compra de uma refinaria no Estado do Texas/EUA (Pasadena), por parte da Sociedade de Economia Mista Petrobras, possíveis valores teriam sido enviados ou mantidos no exterior sem a respectiva declaração aos órgãos competentes”, diz ele.

A Lava-Jato foi deflagrada em março pela PF para desarticular organizações criminosas que tinham como finalidade lavar dinheiro em diversos Estados da Federação. De acordo com as informações fornecidas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), integrantes do esquema teriam movimentado até 10 bilhões de reais.

Abreu e Lima – Uma das suspeitas da PF é de que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras atuou como elo entre o doleiro e a estatal. Costa teria participado, por exemplo, de contratos em obras da Petrobras tocadas pelo consórcio liderado pela empreiteira Camargo Corrêa na refinaria Abreu e Lima, em construção em Pernambuco.

O ex-diretor da Petrobras nega ter participado de ilegalidades envolvendo a estatal. Procurada, a Petrobras informou que não tinha conhecimento da nova linha de investigação da PF.

Veja