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Morte na Argentina é a primeira na América Latina por coronavírus

A Argentina confirmou neste sábado (7) a primeira morte no país por Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. A vítima também é a primeira da América Latina.

O paciente que morreu era um homem de 64 anos que esteve na França. Segundo o diário “El Clarín”, a vítima regressou para a Argentina em 25 de fevereiro e tinha doenças preexistentes que agravaram o quadro.

Na sexta-feira (6), o governo argentino confirmou seis novos casos da doença. Ao todo, o país registrava oito pessoas infectadas.

Neste sábado, um balanço realizado pela AFP, com base em dados oficiais, apontou que o número global de notificações de infecção pelo coronavírus é de 104.901 casos, com 3.556 óbitos, em 95 países e territórios.

 

G1

 

 

Desemprego aumenta na América Latina puxado pelo Brasil, diz OIT

desempregoPelo menos 1,7 milhão de pessoas ficaram desempregadas em 2015 na América Latina e no Caribe, região que registrou um índice de desocupação de 6,7%, o maior em cinco anos e com o Brasil como principal responsável, informou a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Em um contexto de desaceleração econômica global, “espera-se que em 2015 o dado final de desocupação seja de 6,7%. Devido a uma estimada queda do PIB, as taxas de emprego podem continuar fracas em 2016”, explicou a OIT. “Isso permite projetar que, em 2016, (o desemprego) voltará a crescer, até os 6,9%”.

O aumento do desemprego na região se explica por uma mudança de tendência nos indicadores de emprego, com uma piora na situação trabalhista de mulheres e jovens e indícios de que pode a informalidade pode estar crescendo, através da geração de subempregos. Mais da metade dos novos desempregados são mulheres.

Segundo José Manuel Salazar, diretor regional da OIT, “os efeitos acumulados da desaceleração econômica iniciada há três ou quatro anos e que se aprofundou em 2015 podem ser descritos como uma crise em câmara lenta”.

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De acordo com o FMI, a América Latina, principal produtora de matérias-primas, hoje com preços baixos, terá uma contração de 0,3% em 2015 e só se expandirá em 2016. Isso impacta diretamente na produção e, consequentemente, na geração de empregos.

Como resposta à situação de crise a região reagiu gerando mais empregos autônomos, que cresceram 0,17%, enquanto os empregos assalariados recuaram 0,35%.

Nesse contexto, 18 milhões de pessoas se dedicam ao trabalho doméstico na América Latina, o que representa 7% em toda a região. A taxa de informalidade foi de 77,5% em 2013.

Alô, Brasil?
O relatório detalha que o desemprego aumentou em seis dos 17 países que dispõem dessa informação. O aumento total se explica porque um desses países é o Brasil, que teve um aumento de 1,5% no número de desempregados.

Além da desaceleração econômica mundial, “a situação (de crise) política agrega dificuldades ao Brasil”, que representa no mercado de trabalha 40% do total da região”, lembrou Salazar.

Cerca de 40 milhões de pessoas deixaram a pobreza no Brasil desde 2003, em grande parte em razão das políticas de distribuição de renda aplicadas nos dois governos Lula e no governo Dilma. Paralelamente, o alto preço das matérias-primas, fortalecido pela demanda chinesa, puxava o crescimento brasileiro.

A boa fase, contudo, parece ter chegado ao fim. Além da queda dos preços das matérias-primas, o país está imerso em uma crise política em meio a denúncias de corrupção, o que tem deixado a presidente Dilma com a corda no pescoço. A economia brasileira, em recessão, deve sofrer uma contração de 3% em 2015.

O desemprego subiu durante oito meses seguidos e se estabilizou na maior taxa desde 2009, a 7,6%.

G1

América Latina enfrenta epidemia de obesidade após luta contra a fome

obsidadePaola Flores, que pede frango frito em um restaurante de comida rápida na capital da Colômbia, é um dos milhões de latino-americanos que lutam com a obesidade, uma epidemia que castiga a região mais duramente do que outras áreas em desenvolvimento no mundo.

Mais de 56% dos adultos latino-americanos estão acima do peso ou obesos, em comparação com uma média mundial de 34%, de acordo com um relatório do Instituto de Desenvolvimento do Exterior, divulgado no ano passado.

O problema crescente costuma afetar principalmente os mais pobres na sociedade, e traz o risco de sobrecarregar os sistemas de saúde pública da América Latina e reduzir os ganhos econômicos no longo prazo, dizem os especialistas.

“Comprar um combinado para a família de frango frito, batatas fritas e refrigerante pode alimentar a mim e meus três filhos a um preço que posso pagar”, disse Flores, uma secretária, que aguardava na fila.

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Desde 1991, o número de pessoas que passam fome na América Latina caiu quase pela metade, de 68,5 milhões para 37 milhões em dezembro. Embora a região seja a única que está no caminho certo para atingir as metas da ONU sobre a redução da fome até 2015, muito menos atenção tem sido dada ao combate à obesidade.

Mais ricos, mais gordos
Na década passada, as economias de rápido crescimento impulsionadas pela expansão no consumo de matérias-primas, incluindo o México, Colômbia e Brasil, têm visto uma classe média em ascensão com um gosto por alimentos processados que são mais ricos em sal, açúcar e gordura.

Benefícios em forma de transferências monetárias, adotados por alguns dos governos de esquerda da região, particularmente o Brasil, fazem com que as pessoas tenham mais dinheiro para gastar com comida.

Os governos e os programas de nutrição agora precisam se concentrar em garantir que as pessoas comprem mais alimentos ricos em fibras e proteínas, tais como frutas e legumes, disseram autoridades da ONU.

“No passado, o principal problema que tínhamos na América Latina era a subnutrição. Nós tentamos enfatizar programas de alimentação escolar e suplementos para as famílias”, disse Yenory Hernandez-Garbanzo, encarregada de nutrição na Organização da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO).

“Agora, temos de olhar para a foto maior. Estávamos alimentando essas famílias com uma grande quantidade de energia, mas não as ensinamos a ser equilibradas em suas dietas”, disse Yenory à Reuters.

Problema grave
A obesidade é a doença crônica que mais cresce, matando 2,8 milhões de adultos a cada ano. Condições relacionadas com a obesidade, incluindo diabetes e doenças do coração, agora causam mais mortes do que a fome, de acordo com o Fórum Econômico Mundial.

“A rápida elevação dos índices de obesidade na América Latina e no mundo traz enormes desafios sociais e coloca um grande fardo sobre os indivíduos afetados, bem como a economia e os sistemas de saúde pública no mundo”, disse Florencia Vasta, especialista na Aliança Mundial para Melhor Nutrição.

Segundo o Instituto Nacional do México para a Saúde Pública, o país enfrenta a crise de obesidade mais aguda da região, com 70% dos adultos com sobrepeso ou obesos. A obesidade custou à economia mexicana cerca de US$ 5,5 bilhões em 2008, disse Florencia. Se o problema não for solucionado, a previsão é que a cifra chegue a US$ 12,5 bilhões em 2017.

Costa Rica, Uruguai e Colômbia introduziram medidas para promover a alimentação saudável nas escolas, enquanto o Equador adotou controles na rotulagem de alimentos.

Especialistas dizem que uma das razões por que a obesidade é um problema tão grande na América Latina advém do poder das empresas multinacionais de alimentos e bebidas, em especial as dos Estados Unidos.

“Um dos maiores problemas aqui é a influência da indústria de alimentos”, afirmou a especialista em nutrição Melissa Vargas, da FAO. “Elas têm … um monte de influência política e dinheiro para a publicidade.”

G1

Encontro debate papel da mídia pública na integração da América Latina

O 10º Encontro de Meios Públicos da América Latina aconteceu na Argentina, na quinta (15) e sexta-feira (16).
O 10º Encontro de Meios Públicos da América Latina aconteceu na Argentina, na quinta (15) e sexta-feira (16).

O evento desenvolveu-se no marco do Mercado de Indústrias Culturais do Sul, MICSUR 2014, que foi inaugurado na quinta-feira (15) pela nova ministra da Cultura da Argentina, a compositora Teresa Parodi.

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Os participantes comprometeram-se a trabalhar em um plano para integrar 32 meios públicos dos 12 países que intervieram no fórum realizado na quinta-feira e sexta-feira (16), assinalou Katiuska, que viaja neste domingo (18) para Havana.


“Assinamos uma Declaração Final, que tem a proposta de impulsionar e fortalecer todas as iniciativas que atualmente se encontram em desenvolvimento no processo de integração regional”, apontou Katiuska.

No encontro estiveram presentes os responsáveis pelas rádios e televisoras públicas da Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. O documento do encontro contempla, entre outros compromissos, promover a comunicação conjunta dos meios públicos da região na luta contra a manipulação da informação.

Também insta a impulsionar a construção de um modelo próprio de comunicação pública para a América Latina que atue pela paz e em defesa da humanidade e dos projetos populares e nacionais. Na inauguração do evento, a ministra Parodi disse que “o papel dos meios é hoje definidor na construção de um país e cada vez mais essencial sua contribuição à integração regional”.

“Os meios fazem possível a visibilidade de toda a diversidade que existe e que tem sido relegada pelo modelo imperante e pela globalização”, opinou a recente titular e destacou que “aprendemos a construir nossos próprios espaços alternativos nos quais debatemos e pensamos nosso países”.

Fonte: Prensa Latina

Cobertura sobre América Latina na TV é insatisfatória

A América Latina tem importância crescente na vida política e econômica brasileira, mas como os demais países de nosso subcontinente são retratados pela TV brasileira? Para responder a esta questão, a Ver TV, da TV Brasil, promoveu um debate com três jornalistas com experiências diversas sobre o tema.

Participaram da discussão a responsável pela comunicação corporativa da TAL – Televisão América Latina, Joana Rozowykwiat, o professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC), Igor Fuser, e o jornalista Sérgio Gabriel, repórter especial da Band e ex-correspondente em Buenos Aires.

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“O que mais preocupa na cobertura da TV sobre América Latina é a narrativa deformada da realidade. Acompanhando o que realmente acontece na AL percebemos que ela nunca esteve tão bem como na última década. (…) o processo de integração, mas a TV brasileira so mostra o que há de negativo, ou transforma o positivo em negativo”, avaliou Igor Fuser.

Confira o vídeo:

Da Redação do Portal Vermelho

A primavera das bicicletas na América Latina

“Diariamente percorro 43 quilômetros e isso me agrada”, diz Carlos Cantor, em Bogotá. “Há cinco anos troquei o carro pela bicicleta”, afirma Tomás Fuenzalida, de Santiago. Ambos expressam a primavera das bicicletas como solução de transporte na América Latina. Mas na segunda região mais urbana do mundo, a bicicleta cresce em um processo algumas vezes ensolarado e noutras nublado, diz o estudo Bicidades 2013, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), sobre os avanços desse meio sustentável em cidades grandes e médias.

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O informe, baseado em pesquisas e solicitado pela Iniciativa Cidades Emergentes e Sustentáveis do BID, registra que entre 0,4% e 10% da população usa a bicicleta como transporte principal. Entre as cidades pesquisadas, a boliviana Cochabamba lidera a lista com 10% da população. Em seguida estão La Paz e Assunção, com 5%. Todas elas se incluem como cidades emergentes, com cem mil a dois milhões de habitantes. Entre as grandes urbes, em Santiago do Chile e Cidade do México, 3% da população tem na bicicleta seu principal transporte, seguidas por Buenos Aires e Bogotá, com 2%.

Um milhão de pessoas usam a cada domingo as ciclovias recreativas na capital colombiana (IPS/Envolverde)

Bogotá afirma ser “ícone mundial na promoção das ciclorrotas”, como se chamam na Colômbia as ciclovias, com 376 quilômetros confinados e mais 120 de vias recreativas, com ruas interrompidas ao tráfego de carros nos dias festivos. Cantor, comunicador social de 58 anos, fez uma pausa em seu trajeto diário para contar ao Terramérica sua experiência. “É um deslocamento rápido, porque não tem congestionamento, e em algumas partes até desfruto de vegetação e tranquilidade. É um ambiente solidário e se faz amigos”, afirmou.

A Secretaria de Mobilidade do Distrito Capital calcula que em Bogotá, com cerca de oito milhões de habitantes, há aproximadamente 450 mil que usam bicicletas, majoritariamente operários, seguidos por estudantes de setores populares. As ciclovias recreativas remontam a 1974 e são usadas a cada domingo por um milhão de pessoas. “A ciclovia (recreativa) me encanta, a uso todos os domingos, mas as ciclorrotas não, porque muitas são incompletas, com trechos para compartilhar com automóveis e ônibus, e me dá medo”, explicou ao Terramérica a estudante de direito Carolina Mejía. “Além disso, a insegurança é grande”.

Segundo Cantor, “a insegurança é certa, todos os dias há roubos de bicicletas e seu comércio é muito alto. Em segundos, com um spray mudam a cor e sua bicicleta desaparece. Mas aprendemos a usar as que não são tão pretensiosas, e colocar marcações que dificultam seu comércio clandestino”. Fuenzalida, de 44 anos, substituiu o automóvel pela bicicleta na capital chilena “pela saúde”, porque faz exercício “sem pegar um só peso na academia” e porque “é muito mais agradável andar de bicicleta do que de metrô, por exemplo”.

Ele não pedala apenas para ir ao trabalho, mas também para levar os filhos na escola, para ir a reuniões ou visitar a família. Para gente como ele, a prefeitura de Santiago implanta o Plano Mestre de Ciclovias para estender esses caminhos para 933 quilômetros. Atualmente somam 215 quilômetros, com outros 130 em municípios rurais vizinhos. Não chamada Grande Santiago vivem mais de cinco milhões de pessoas.

“Este é um dos pilares para aumentar o uso de bicicletas e para que a cidade e os santiaguinos percebam os benefícios em descongestionamento, saúde e cuidado ambiental”, afirmou ao Terramérica a ministra secretária-geral do Governo, Cecilia Pérez. O intendente metropolitano, Juan Antonio Peribonio, declarou ao Terramérica que o plano estará pronto em 2022 e que também estão sendo construídos trechos de ligação das ciclovias existentes. A isso se soma um sistema de bicicletas públicas para incentivar este transporte alternativo.

No entanto, nem tudo é bom para os ciclistas. “Às vezes há pedestres, taxistas ou motoristas que me xingam, me chamam de burra. Devem se acostumar com meu direito de andar pela rua como eles”, contou Laurie Fachaux, uma jornalista francesa de 28 anos, há poucos meses no Chile. A psicóloga Antonia Larraín, de 37 anos, acredita que parte do problema é a falta de regulamentação que proteja os ciclistas. “Se há acidentes, há total impunidade”, lamentou essa mulher que diariamente pedala 13 quilômetros para ir e voltar ao trabalho.

A outra face quem mostra é Enrique Rojas, de 50 anos e 30 como taxista em Santiago. “Os ciclistas são imprudentes, cruzam entre os carros e não respeitam os sinais. Muitas vezes quase atropelo algum porque não respeitou o sinal vermelho ou pedalava sem luz à noite”, disse Rojas ao Terramérica. “Os ciclistas também deveriam ser obrigados a ter carteira de habilitação e as bicicletas deveriam ter placas. Não podem pegar a bicicleta e não se preocupar com nada, deixando sua segurança nas mãos de outros”, queixou-se o taxista.

A bicicleta também avança na Cidade do México, com oito milhões de pessoas, aos quais se somam outros 11 milhões em sua área vizinha. “Foi um processo relativamente curto”, explicou Xavier Treviño, diretor do escritório mexicano do não governamental Instituto de Políticas para o Transporte e o Desenvolvimento (ITDP). “Seu maior êxito foi colocá-la como meio opcional e sua maior fortaleza a promoção”, detalhou ao Terramérica.

O emblema das duas rodas na capital mexicana é o sistema de Transporte Individual Ecobici, que desde seu lançamento em 2010 soma 87 mil usuários, com quatro mil bicicletas distribuídas em 275 estações ao longo de 22 quilômetros. Para usar o sistema é preciso se registrar e pagar US$ 31 por ano. Além disso, a Cidade do México tem 90 quilômetros de ciclovias confinadas e não confinadas. “Sistemas como o Ecobici incentivam a continuar crescendo. É uma inércia positiva. Mas falta infraestrutura. Todas as vias primárias devem ter infraestrutura para bicicletas”, opinou Treviño.

Segundo o Bicidades 2013, quase todas as 18 cidades emergentes e seis grandes pesquisadas contam com ciclovias permanentes, menos Assunção e a colombiana Manizales. Somente Bogotá, Buenos Aires, Cidade do México, Assunção, La Paz e Montevidéu têm regulamentações sobre pedalar no trânsito urbano, como pede o taxista Rojas.

 

Revista Fórum

Lula: com Bachelet, América Latina terá ‘três grandes mulheres’ na presidência

RICARDO STUCKERT/INSTITUTO LULA
RICARDO STUCKERT/INSTITUTO LULA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu nessa segunda (16) nota de saudação à vitória de Michelle Bachelet na disputa presidencial no Chile. No comunicado, publicado na página do Instituto Lula na internet, o petista destaca que a América Latina viverá um momento único a partir de agora.

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“A América do Sul teve uma boa notícia hoje, e ainda mais o Chile, com a eleição e a volta à presidência da minha querida Michelle Bachelet, uma das políticas mais competentes que eu conheço”, afirmou o ex-presidente. “Nossa região viverá um momento único em sua história, com três grandes mulheres governando ao mesmo tempo países tão importantes como o Brasil, a Argentina e o Chile. Tenho certeza de que Bachelet contribuirá muito para o avanço da parceria e integração entre nossos países.”

A Argentina é comandada por Cristina Fernández de Kirchner. O Brasil, por Dilma Rousseff, que hoje telefonou a Bachelet para cumprimentá-la pela vitória obtida ontem. Segundo o Blog do Planalto, a presidenta saudou o “ótimo desempenho nas eleições presidenciais chilenas”.

Segundo a assessoria de imprensa do Planalto, a ligação durou cerca de cinco minutos e Dilma manifestou o desejo de que o “Brasil e Chile possam trabalhar juntos por uma América do Sul cada vez mais forte”. De acordo com o Blog do Planalto, a presidenta brasileira também confirmou presença na posse de Bachelet, marcada para 11 de março de 2014. “Bachelet agradeceu o telefonema e disse que pretende trabalhar em estreita parceria com o Brasil após assumir a Presidência do Chile”, informa o blog.

No começo de novembro, antes do primeiro turno, Lula gravou um vídeo de apoio a Bachelet e esteve em Santiago debatendo a campanha da ex-presidenta, que comandou o Palácio de la Moneda entre 2006 e 2010. Agora retorna para um novo mandato à frente da Nova Maioria, que substitui Concertação, coalizão formada na reta final do governo de Augusto Pinochet e que comandou o país durante duas décadas. Ela alcançou vantagem de 62,2% a 37,8% sobre Evelyn Matthei, candidata do atual presidente, Sebástián Piñera.

 

 

Redação RBA

Cepal reitera o potencial da agricultura familiar para América Latina

agriculturafamiliar“Sem dúvidas, a agricultura familiar é a atividade econômica com o maior potencial não só para aumentar a oferta de alimentos na América Latina e Caribe (ALC), mas também para reduzir o desemprego, a pobreza e da desnutrição das populações mais vulneráveis das zonas rurais”. A afirmação é feita na edição 2014 do informe ‘Perspectivas da agricultura e do desenvolvimento rural nas Américas: uma perspectiva sobre América Latina e Caribe’, que será apresentado hoje, em Santiago, Chile.

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De acordo com a última atualização do informe desenvolvido pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), o escritório regional da ACL da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal), os países da região estão adotando políticas públicas para beneficiar o setor, “fundamental para a segurança alimentar e bem estar rural da região”.

Estima-se que as terras arrendadas, que pertencem ao setor da agricultura familiar na ALC, totalizem cerca de 17 milhões de unidades, agrupando uma população que pode chegar a 60 milhões de pessoas. Ainda que não haja números exatos, segundo o informe, “acredita-se que a agricultura familiar represente cerca de 75% do total de unidades produtivas, e que, em alguns países, esse número pode chegar a mais de 90%”.

Apesar desses números, a situação da agricultura familiar não é igual em todos os países da ALC. Enquanto o número de unidades cresce em alguns países, em outros, como Argentina, Brasil, Chile e Uruguai, observa-se a tendência da concentração de terras, onde o objetivo primordial é a obtenção de lucros. Segundo dados mostrados no informe, na Argentina, o número de unidades de agricultura familiar caiu 20% entre 1988 e 2002, no Brasil esse número caiu em 10,7% entre 1985 e 2006, no Chile, houve uma redução em 6,4% nos últimos 10 anos. No Uruguai, a pesquisa ainda não está disponível, mas alguns estudos mostram que em 1961 existiam 86.928 unidades, em 2000 esse número era de 57.131. “No atual contexto de concentração de terras nesses países, a tendência é que o número de unidades de agricultura familiar caia ainda mais”. Destacou o informe.

Limitações

A agricultura familiar conta com menos incentivos, na ALC, que a agricultura comercial. “Além de ter um maior índice de analfabetismo, idade e pobreza, os agricultores familiares tem menos acesso a bens públicos, tecnologia e serviços para a produção, em comparação com os agricultores comerciais”. Além de receber menos incentivos, a agricultura familiar fica localizada em terras de baixas qualidades e mais expostas às mudanças climáticas.

“Essas limitações sociais e produtivas, vem criando uma brecha significativa entre os rendimentos da agricultura familiar e da agricultura comercial”. Na América Central, por exemplo, os rendimentos com produtos como o café, podem ser duas ou até três vezes maior para a agricultura comercial, em comparação com a agricultura familiar.

Potenciais

Apesar das limitações, a agricultura familiar é uma das atividades que mais combina seus recursos produtivos, de forma igualitária, reduzindo a pobreza entre os agricultores. Além disso, também utilizam técnicas sustentáveis, que ajudam na preservação do meio ambiente.

Outro potencial da agricultura familiar é o da geração de empregos, pois se utiliza menos o maquinário, preservando o trabalho humano. Além do mais, é responsável por cerca de 50% da produção de alimentos na América Central e 20% na América do Sul, ou seja, mesmo com as limitações, possui um grande potencial na geração de alimentos.

Alguns países que apostam na agricultura familiar

·A Bolívia declarou a Agricultura Familiar como atividade de interesse nacional

·A Argentina direcionou cerca de 1,7 milhões de dólares para incentivar a inscrição de agricultores familiares no Registro Nacional da Agricultura Familiar e disponibilizou cerca de 37,5 milhões de dólares para apoiar a produção familiar

·Costa Rica adotou o Plano Setorial de Agricultura Familiar 2011-2014

·O Chile incrementou em 8,2% o orçamento de 2013 para apoiar a pequena agricultura

·México implementou o programa de inclusão social ‘Cruzada Nacional Contra a Fome’

·O Mercosul regulamentou o Fundo de Apoio à Agricultura Familiar

 

Adital

América Latina: políticas sociais mudaram a cara da sociedade

bolsa familiaNas últimas décadas, países da América Latina e outras regiões em desenvolvimento têm alcançado avanços impressionantes em desenvolvimento humano, tirando centenas de milhões de pessoas da pobreza e possibilitando o surgimento de bilhões a uma nova classe média global, afirma o Informe de Desenvolvimento Humano 2013, lançado na Cidade do México pela diretora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Helen Clark, e o presidente do México, Enrique Peña Nieto.

O IDH 2013, intitulado “A ascensão do Sul: progresso humano num mundo diverso”, analisa mais de 40 países em desenvolvimento, que chamam “o Sul”, e que têm conseguido um rápido avanço no desenvolvimento humano nos últimos anos. O Índice elogia os programas sociais inovadores aplicados na América Latina, em particular aqueles dirigidos a reduzir a pobreza e as desigualdades históricas, como o “Oportunidades” do México e o “Bolsa Família” do Brasil.

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“O desenvolvimento econômico por si só não leva automaticamente a avanços no campo do desenvolvimento humano”, aponta Helen Clark, no prólogo do informativo. “As políticas dirigidas aos pobres e os investimentos significativos nas capacidades das pessoas, focadas na educação, alimentação e saúde, além de formação profissional, podem ampliar o acesso a um trabalho digno e ajuda a progredir de maneira consistente”.

“A ascensão do Sul é um dos feitos mais notáveis do novo cenário mundial”, disse Heraldo Muñoz, diretor do Pnud para América Latina e Caribe. “Entre 40 países de diversas regiões ao redor do mundo, o índice deste ano destaca a América Latina, especialmente Brasil, Chile e México, considerados pioneiros nos três motores do desenvolvimento: maior proatividade do Estado nas políticas de desenvolvimento, maior integração com os mercados globais, e sobretudo inovação exemplar nas políticas sociais”

No Brasil, por exemplo, a porcentagem da população que vive com menos de 1,25 dólar/dia caiu de 17,2% para 6,1% entre 1990 e 2009. O país tem alcançado quatro de seus oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio antes do prazo estabelecido para 2015 e está em bom caminho para atingir os outros quatro a tempo.

Para 2030, América Latina e o Caribe serão o lar de um de cada dez membros de uma classe média global emergente. Bilhões de pessoas de todo o mundo estão cada vez mais formados, socialmente comprometidos e internacionalmente interconectados. Quatro dos cinco países com o maior número de usuários no Facebook encontram-se no “Sul”: Brasil, Índia, Indonésia e México.

Segundo o informe, o crescimento da América Latina tem sido liderado por estados fortes que tem experimentado uma integração gradual e sequencial na economia mundial. Enquanto o Brasil seguiu experimentando estratégias econômicas dirigidas ao mercado interno, as empresas nacionais também foram incentivadas a exportar e competir mundialmente.

A empresa brasileira Embraer, por exemplo, é agora a principal produtora mundial de aeronaves de médio porte. Chile fomentou o investimento em setores nos quais o país já contava com uma vantagem comparativa, como o vinho, produtos madereiros e aquicultura, que posteriormente impulsionaria o emprego no sul rural do país.

A inovação nos programas sociais também é outra característica dos estados que tem tido tal evolução positiva, segundo conclui o informe. “O ascensão do Sul está dando lugar a uma agenda social e de redução da pobreza mais ampla, entende-se que as políticas para resolver as desigualdades, as falhas institucionais, as barreiras sociais e a vulnerabilidade das pessoas são tão importantes quanto a promoção do crescimento econômico”, diz o informe.

Os conhecidos programas de distribuição condicionada de dinheiro da América Latina, como o Bolsa Família do Brasil, Oportunidades no México e Chile Solidário, por exemplo, têm contribuído para estimular uma distribuição mais equitativa das oportunidades socioeconômicas. Os programas de distribuição estão delineados para aumentar a renda das pessoas e seu acesso à saúde e educação, e tal distribuição é feita mediante troca de alguns pontos como ajudar um centro de saúde e dar assistência a uma escola.

Estes programas custam menos que 1% do PIB. Os êxitos na política social da América Latina estão se emulando cada vez mais em outras regiões. O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, viajou até o México para estudar o programa “Oportunidades” antes de lançar o “Opportunity NYC: Family Rewards”, o primeiro programa de distribuição de renda dos EUA.

“Enquanto estávamos desenhando o Family Rewards, baseamo-nos nas lições aprendidas no Brasil, México, e outra dezena de países”, aponta Bloomberg no Informe de 2012 sobre o Desenvolvimento Humano. “Ninguém tem o monopólio das boas ideias”.

O Brasil, por exemplo, tem trabalhado com governos africanos para adaptar seus programas de ajuda escolar, campanhas de alfabetização e projetos de saúde pública às necessidades e circunstâncias locais. Em 2011, contava com 53 acordos bilaterais sobre saúde com 22 países africanos.

Apesar disso, o informe destaca que ainda falta muito a fazer. “Nos próximos anos, os políticos dos países em desenvolvimento terão que seguir uma agenda ambiciosa que responda às difíceis condições mundiais, especialmente a desaceleração econômica, que tem diminuído a demanda do Norte. Ao mesmo tempo, deverão tratar suas próprias prioridades políticas mais urgentes.”

América Latina tem visto como a desigualdade de renda caiu na maioria dos seus países desde 2000, em grande medida devido às iniciativas nacionais de luta contra a pobreza, mas seguem com a distribuição de renda mais desigual de todas as regiões do mundo.

“No Brasil, ao menos uma quarta parte da desigualdade de renda está associada com circunstâncias familiares, como a formação escolar dos pais, a raça ou etnia, ou o lugar de nascimento. Tal persistência destes padrões de distribuição de renda social se fazem patentes no Chile e México, se bem que este último tem aumentado a mobilidade social nos últimos anos”, ressalta o informe.

Outro desafio analisado pelo Pnud é o da sustentabilidade. O informe mostra que os desafios ambientais são bases de uma séria ameaça ao desenvolvimento: cerca de 3.100 milhões de pessoas viverão na extrema pobreza de recursos em todo o mundo em 2050 no cenário de desastre ambiental que foi examinado, 155 milhões deles na América Latina e Caribe.

Os governos e as empresas latino-americanas estão cooperando para desenvolver e compartilhar novas tecnologias que respeitem o meio ambiente, pondo a América Latina na vanguarda. Brasil está investindo bilhões em energias renováveis, e o México aprovou recentemente a primeira lei climática nacional integral do mundo, com objetivos de reduzir as emissões de CO2 e a dependência do petróleo para o transporte e obtenção de eletricidade.

As cada vez mais ativas organizações sociais estão fechando a brecha entre cidadãos e governos na América Latina, assim como em outras regiões. Tal como mostra o Informe, estas organizações vão desde movimentos sociais até grupos dedicados à defesa de temas concretos, passando por sindicatos e grupos comunitários. No Brasil, por exemplo, o movimento Sanitarista dos profissionais da saúde desempenha um papel fundamental para desenvolver o sistema sanitário público do país e ampliar os serviços prestados aos pobres.

Ainda que se busquem novas formas de envolver os cidadãos no processo de tomada de decisão, os governos da América Latina e de outros tantos países do Sul também estão trabalhando em formas de obter maior participação nas decisões na esfera mundial. A criação do G 20 é um primeiro passo, tal como reconhece o Informe sobre Desenvolvimento Humano, mas não é suficiente.

“As principais instituições internacionais precisam ser mais representativas, transparentes e responsáveis”, diz ainda o Informe. “A Bretton Woods, os bancos de desenvolvimento regional e inclusiv o próprio Sistema das Nações Unidas encontram-se em risco de perder a relevância se não conseguirem representar adequadamente a todos os estados membros e a todos seus cidadãos”.

Mesmo que as instituições de governança global amiúde pareçam ser ineficazes, há algumas novas que estão florescendo no Sul. Os acordos comerciais regionais têm se ampliado e aprofundado na África, Ásia e América Latina, inclusive apesar da estagnação das negociações comerciais mundiais da Ronda de Doha.

A região também tem criado novas instituições para o desenvolvimento e assistência econômica, incluindo o Fundo Latino-americano de Reserva e o CAF (Corporación Andina de Fomento), um banco de desenvolvimento latino-americano. O paradigma do sistema multilateral de acordos políticos e econômicos globais e regionais está beneficiando o terreno para o que o Informe denomina como “plutalismo coerente”, com diferentes estruturas internacionais que cooperam para realização de objetivos comuns.

Ainda segundo o informe, os países em desenvolvimento também são cada vez mais importantes nos mercados do Norte. Nos últimos cinco anos, por exemplo, as exportações dos EUA para países desenvolvidos, membros da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aumentou somente 20%, enquanto as exportações à América Latina e Caribe aumentaram em mais de 50%.

A lição, conclui o informe de 2013, é bem simples: “O Sul precisa do Norte, mas cada vez mais, o Norte também precisa do Sul”.

 

 

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