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Lanús joga melhor e vence Chape na Arena Condá

lanusJogando a primeira partida internacional em casa após o acidente aéreo, a Chapecoense não correspondeu às expectativas e perdeu por 3 a 1 para o Lanús nesta quinta-feira. A equipe catarinense até começou ganhando, mas não aguentou a pressão do adversário, que jogou melhor na maior parte da partida e conquistou os 3 pontos.

Com o resultado, o grupo 7 da Libertadores ficou todo embolado. Zulia, Nacional-URG, Lanús e Chapecoense estão todos empatados com 3 pontos. O time brasileiro, entretanto, é o ultimo pelo critério de desempate.

O JOGO

A Chapecoense vinha para seu primeiro jogo internacional na temporada na Arena Condá. O time mostrava solidez defensiva nos primeiro minutos de jogo e começou bem. Sabendo disso, o Lanús tentava infiltrações pelos lados e rodava com calma a bola. Aos 13 minutos, Moisés Ribeiro sentiu, teve que ser substituído por Osman e saiu de campo chorando muito.

Com a modificação, Luiz Antônio precisou ficar mais recuado e a equipe alviverde perdeu muito em apoio, já que o volante chega bem para chutar no ataque. A equipe argentina começou a agredir bastante a grande aérea adversária e cresceu ainda mais no jogo. Em três momentos seguidos, o Lanús chegou com bastante perigo, e Grolli e o goleiro Artur Moraes foram fundamentais para evitar o primeiro gol do jogo.

A Chape começou a acetar algumas jogadas pela esquerda com Reinaldo, mas não era efetiva. Nathan vacilava muito na zaga e os Granates acabaram melhor na primeira etapa.

O segundo tempo começou diferente do primeiro. O Verdão do Oeste sabia da importância de ganhar em casa na Libertadores e partiu pra cima. Os laterais apoiavam muito e o gol finalmente saiu. Aos 4 minutos, João Pedro arrisca de fora da área, pega mal na bola, que sobra para Rossi na frente do goleiro marcar o primeiro gol do jogo.

A comemoração, porém, durou pouco. Aos 7 minutos, o sistema defensivo deu uma pane geral, o Lanús conseguiu um cruzamento certeiro e Aguirre cabeceou para o fundo das redes. O Verdão do Oeste então partiu para o ataque e chega com perigo novamente com os cruzamentos de Reinaldo. Mas a reação não durou muito tempo.

O time argentino subiu a marcação e pressionava a saída de bola do time catarinense. Só Grolli e Artur iam bem na defesa. Aproveitando os buracos defensivos, o Lanús dominou o restante do confronto. Com bom passe e superioridade no meio de campo, os Granates logo viraram a partida. Aos 20 minutos da etapa final, Acosto sofre pênalti cometido por João Pedro.

A defesa era terra arrasada. Em mais uma pane geral, Velázquez entrou sozinho na cozinha da Chape e tocou na saída do goleiro. Com 3 a 1, o Lanús apenas administrou o resultado e levou os 3 pontos pra casa.

Band

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Vasco bate o Lanús nos pênaltis e vai encarar o Corinthians nas quartas

Foi dramático, mas o Vasco conseguiu se classificar para as quartas de final da Libertadores após vencer o Lanús por 5 a 4 nas cobranças de pênaltis, nesta quarta-feira, no estádio La Fortaleza, na Grande Buenos Aires. No tempo normal, o placar foi 2 a 1 para os argentinos, mesmo resultado da vitória cruz-maltina em São Januário. Nas penalidades, Felipe, Juninho, Carlos Alberto, Renato Silva e Alecsandro marcaram os gols. Do lado argentino, Romero carimbou o travessão e foi o único dos dez batedores a perder.

Agora, nas quartas de final, o Corinthians, que eliminou o Emelec, é o rival cruz-maltino. A Conmebol ainda vai divulgar as datas dos confrontos, mas a segunda partida será no Pacaembu, pois o time paulista fez campanha melhor na fase de grupos.

Durante os 90 minutos, o Vasco viveu altos e baixos.  Nilton, escalado no lugar de Felipe, abriu o placar com um belo chute do meio da rua no primeiro tempo. Mas o time carioca recuou muito na segunda etapa, permitiu a virada e precisou disputar a vaga na marca da cal.

Bomba de Nilton põe o Vasco na frente

O técnico Cristóvão Borges optou por escalar uma formação mais defensiva para jogar na casa dos argentinos. Desta forma, Felipe foi o escolhido para ficar no banco de reservas e dar lugar a Nilton. Juninho começou entre os 11. Apesar de o time demonstrar mais dificuldade para sair com qualidade do campo de defesa para o ataque sem o camisa 6, o Vasco controlou bem a partida no início.

E coube ao escolhido de Cristóvão dar tranquilidade ao time. Aos 18 minutos, a zaga do Lanús cortou mal, Juninho pegou o rebote e tocou para Nilton. O volante pegou de primeira uma bomba (97km/h) que foi parar no canto direito do goleiro. Na comemoração, chorou.

– Fiquei quase um ano parado (cirurgia no joelho). Só quem esteve ao meu lado sabe da dificuldade que foi. Minha filha já tem quase um ano e eu não tinha feito um gol para ela ainda. Fui muito feliz no chute de longa distância. É uma emoção muito grande – disse Nilton na saída para o intervalo.

Lanús x Vasco, Comemoração (Foto: EFE)Goleiro do Lanús observa a bomba de Nilton
entrar em seu gol (Foto: EFE)

Apesar da necessidade do Lanús de correr em busca da vitória, o Vasco manteve maior posse de bola do que o adversário (51% ao fim do primeiro tempo) e levava perigo nos contra-ataques. Fagner teve boa chance pelo lado direito, mas se enrolou ao cortar para o meio dentro da área e tentar a finalização de perna esquerda. Diego Souza também teve a sua oportunidade. O camisa 10 balançou na frente do marcador e tentou surpreender com um chute colocado no ângulo, mas errou o alvo.

O Lanús pouco criou. Pavone e Camoranesi chegaram a ameaçar, mas Regueiro, que fez o gol em São Januário, novamente foi o mais perigoso. Nas costas de Fagner, o jogador do time argentino desviou de cabeça à direita do gol de Prass. Na primeira etapa, o Vasco finalizou sete vezes, enquanto os donos da casa chutaram seis.

Vasco recua e permite a reação do Lanús

O Lanús voltou do vestiário disposto a ir para o tudo ou nada e adotou uma postura mais ofensiva com a entrada de Teófilo Gutiérrez no lugar de Pizarro. O jeito que o time argentino arrumou foi cruzar bolas na área do Vasco. Renato Silva, Rodolfo e, principalmente, Nilton, iam afastando do jeito que era possível.

Mas o crescimento do Lanús, que já se refletia na inversão da vantagem da posse de bola (53% para os argentinos), resultou em gol. Aos 15 minutos, Valeri deu bom passe para Pavone, que, dentro da área, se livrou de Prass e mandou para a rede: 1 a 1. No lance, Regueiro puxou a camisa de Renato Silva, mas o árbitro não observou.

A pressão do Lanús ficou ainda maior, e a bola não parava de rondar a área vascaína. Valeri e Gutiérrez tiveram boas chances em bate-rebates dentro da área, mas não conseguiram finalizar bem. Neste momento, o Vasco se limitava a dar chutões na direção de Diego Souza e Eder Luis.

Diante do domínio do Lanús, Cristóvão colocou o volante Allan no lugar de Diego Souza para tentar deixar o meio de campo mais equilibrado. Os argentinos, no entanto, seguiram no ataque e sempre com perigo para a meta de Prass. Quem assustou o adversário pelo lado cruz-maltino foi Juninho em cobrança de falta que o goleiro Marchesín defendeu bem.

Aos 32 minutos, a pressão do Lanús surtiu efeito. Velázquez mandou uma bomba de fora da área, Prass deu rebote, e Gutiérrez só empurrou para o fundo do gol. Com a decisão indo para os pênaltis, Cristóvão apostou em Carlos Alberto e Felipe nos lugares de Eder Luis e Diego Souza, mas não havia tempo para muita coisa.

Na disputa das penalidades, o Vasco foi perfeito. Com o erro de Romero, coube a Alecsandro fazer a cobrança decisiva, estufar a rede e festejar que nem louco no alambrado com a torcida vascaína no La Fortaleza.

Globoesporte.com

Fla bate o Lanús, flerta com milagre, mas vê Emelec ganhar e levar a vaga

O que parecia sonho distante chegou a ficar perto de se tornar realidade na noite desta quinta-feira. O Flamengo, que precisava vencer seu jogo e torcer por um empate no Paraguai, esteve a poucos minutos de atingir seu objetivo, mas não se classificou às oitavas de final da Taça Libertadores. No Engenhão, o Rubro-Negro bateu o Lanús por 3 a 0, gols de Welinton, Deivid e Luiz Antonio. Ronaldinho Gaúcho teve em alguns momentos uma atuação que fez lembrar sua melhor fase na carreira. Em Assunção, porém, Olimpia e Emelec empatavam por 1 a 1 até os 42 minutos do segundo tempo. Os equatorianos fizeram o segundo gol, levaram o empate, aos 46 (resultado que classificava o Flamengo), mas conseguiram o gol da vitória por 3 a 2 aos 47 e ficaram com a vaga.

Àquela altura, o jogo do Fla já havia acabado. Os jogadores aguardavam em campo. Léo Moura, com um fone de ouvido, ouvia a transmissão de TV do canal Fox Sports. A tristeza do lateral e dos flamenguistas foi transmitida ao vivo. Love chorou.

Com o resultado, o time carioca terminou sua participação no Grupo 2 na terceira colocação, com oito pontos, dois a menos que o líder Lanús e um a menos que o Emelec. O Olimpia também somou oito pontos, porém perdeu para os rubro-negros no saldo de gols e ficou na lanterna do grupo.

O Flamengo entrou em campo em ritmo lento, e foi o Lanús que comandou as ações nos minutos iniciais. A primeira boa chegada rubro-negra se deu aos nove minutos, quando Ronaldinho deu bom passe para Love no lado esquerdo da área. O atacante bateu para fora, rente à trave direita do goleiro Marchesín.

O Lanús, que uma vez mais atuou sem Camoranesi, machucado (no jogo de ida, na Argentina, o campeão mundial pela Itália também fora vetado) seguiu com domínio territorial, mas acabou por levar o primeiro gol numa jogada de bola parada. Aos 17, Bottinelli bateu escanteio, e Welinton apareceu no segundo pau para escorar de cabeça. Foi o terceiro gol do zagueiro com a camisa do Flamengo, o primeiro no ano.

Diego Luis Braghieri do Lanús e Vagner Love do Flamengo (Foto: AP) Vagner Love tenta levar o Flamengo ao ataque diante do Lanús, no Engenhão (Foto: AP)

Sonho possível

Com o gol, o Flamengo se animou e passou a criar mais, porém não deixou de sofrer com contra-ataques. Ronaldinho alternou bons e maus momentos. Tentou algumas jogadas de efeito e acertou umas, errou outras. Após cobrar uma falta na barreira, ouviu a torcida pedir Bottinelli numa segunda oportunidade. Ele mesmo cobrou, outra vez na barreira, mas dessa vez a bola sobrou para Love, que quase marcou o segundo.

Na defesa, o Flamengo voltou a dar sustos. Aos 27 do primeiro tempo, o Lanús entrou tabelando na área rubro-negra e a bola chegou a Valeri, que soltou uma bomba. Felipe mandou a escanteio. Na cobrança do tiro de canto, Regueiro apareceu livre na área, mas cabeceou para fora.

Ainda antes do intervalo, o Flamengo conseguiu ampliar sua vantagem. Aos 41, Ronaldinho fez bela jogada pelo meio e deu passe açucarado para Deivid. O atacante recolheu no lado direito da área e bateu rasteiro. A bola desviou levemente na zaga antes de tomar o caminho da rede.

No fim do primeiro tempo no Engenhão, tudo dava certo para o Flamengo. O time vencia por 2 a 0, e Olimpia e Emelec empatavam em Assunção. Entretanto, pouco antes do fim da etapa inicial no Paraguai, o Olimpia abriu o placar.

R10 à moda antiga

No segundo tempo, o Flamengo tinha a missão de conservar sua vitória e torcer para que o Emelec buscasse o empate em Assunção. E o Rubro-Negro só precisou de cinco minutos para conseguir o esperado conforto no placar. Luiz Antonio deu um chapéu antes do meio do campo e iniciou um contra-ataque. A bola chegou a Deivid, que passou até Ronaldinho. O craque então fez lembrar o jogador que encantou o mundo na última década. Deixou dois marcadores para trás com dribles plásticos e cruzou na medida para Luiz Antonio, que pegou de primeira e fez 3 a 0.

Com boa vantagem, o Flamengo viu o Lanús subir de produção. O time argentino, tocando bem a bola, conseguiu se colocar mais à frente e passou a rondar mais a área rubro-negra. Aos 9, Willians, machucado, deu lugar a Muralha.

O centroavante Pavone, um dos principais destaques do Lanús, incomodou o Flamengo com alguns chutes. Num deles, Felipe defendeu. Em outro, a bola saiu por cima do gol.

Jogo louco no Paraguai

Aos 23 minutos, a torcida explodiu no Engenhão. O Emelec empatou o jogo. Era tudo o que o Flamengo precisava. Joel, à beira do campo, comemorou efusivamente.

Daí em diante, o panorama seguiu com o Flamengo tentando tocar a bola e criar chances, e o Lanús mais presente, porém sem muito ímpeto para buscar uma reação. Classificado, o time argentino tentou diminuir a desvantagem, mas não criou grandes chances.

As atenções, de fato, estavam em Assunção. Olimpia e Emelec lutaram em busca da vitória que daria a classificação. Nos minutos finais, o jogo ficou sensacional. Três gols a partir dos 42 minutos. Melhor para o Emelec, que venceu por 3 a 2 e tirou a vaga das mãos do Flamengo com o gol decisivo aos 47 do segundo tempo.

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