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Prefeito de São José dos Ramos adere à reeleição de Ricardo Coutinho

ricardo-coutinhoMais um prefeito do PMDB aderiu à reeleição do governador Ricardo Coutinho (PSB). Desta vez o reforço vem de São José dos Ramos, onde o prefeito Eduardo Caxias (PMDB), o ex-prefeito Antônio Caxias (PMDB) e os vereadores Robson Oliveira (PTB) e Marcone Chaves (PSB) reforçam o palanque de Ricardo no município.

As lideranças foram recebidas pelo governador Ricardo Coutinho nesta quarta-feira (8) e confirmaram o apoio. Eduardo Caxias disse que é partidário e que, com a aliança entre PMDB e PSB, o caminho natural foi aderir à reeleição de Ricardo Coutinho para reverter o quadro eleitoral em São José dos Ramos.

“O governador trabalhou muito por nossa região e em nossa cidade e, por isso, junto com o povo vamos dar a Ricardo uma grande vitória em nosso município”, disse Eduardo.

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O ex-prefeito Antônio Caxias afirmou que já admirava a capacidade de Ricardo de realizar e transformar realidades e que ficou muito satisfeito com a decisão de seu partido. “Nossa posição é de coerência, e por isso fiquei muito satisfeito com a decisão de Ricardo de apoiar à reeleição de Dilma”, finalizou.

 

por Michele Marques

Joaquim Barbosa nega trabalho externo a José Dirceu

joaquim-barbosaO presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, negou o pedido feito pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para trabalhar fora da prisão. Ele citou o artigo 37 da Lei de Execuções Penais, que exige o cumprimento de ao menos um sexto da pena para a concessão do benefício a detentos no regime semiaberto. Dirceu cumpre pena de sete anos e onze meses de prisão na Penitenciária da Papuda, em Brasília, desde 15 de novembro do ano passado. O direito, portanto, só poderia ser concedido depois que ele passar pelo menos um ano, três meses e 25 dias preso.

Barbosa pondera que, além de não cumprir esse requisito, Dirceu não tem uma oferta de emprego de empresa conveniada com o poder público. “O condenado apresenta proposta de emprego formulada por escritório de advocacia criminal”, ressaltou. O ministro lembra que, segundo o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), os escritórios de advocacia gozam da prerrogativa de inviolabilidade, “que não se harmoniza com o exercício, pelo Estado, de fiscalização do cumprimento da pena”.

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Ontem, o presidente do STF revogou as autorizações de trabalhar e estudar fora da prisão concedidas ao ex-deputado Romeu Queiroz e o direito de trabalho externo do advogado Rogério Tolentino. O argumento foi o mesmo dado na negativa do pedido de José Dirceu.

A proposta de trabalho foi feita a Dirceu pelo advogado José Gerardo Grossi, um dos mais renomados criminalistas de Brasília. O salário oferecido era de R$ 2.100.

Dirceu foi condenado no processo do mensalão a sete anos e onze de prisão por corrupção ativa e formação de quadrilha. Ele cumpre pena em regime semiaberto, no qual ele pode sair durante o dia para trabalhar e voltar à prisão à noite, para dormir.

CAROLINA BRÍGIDO

Escola José Menino de Oliveira em Solânea dispõe de anexo para seus alunos

Equipe de apoio da Escola Jose Menino de Oliveira ao meio, e as gestoras Edinalva Pereira(a direita) e Marcilda Furtado(a esquerda).
Equipe de apoio da Escola Jose Menino de Oliveira ao meio, e as gestoras Edinalva Pereira(a direita) e Marcilda Furtado(a esquerda).

Visando proporcionar um melhor conforto para o alunado, o Prefeito Beto do Brasil disponibilizou um novo local para funcionar o Anexo da Escola Jose Menino de Oliveira. Situado na Rua Alfredo Bandeira, sn, em frente ao prédio do DETRAN, o Anexo vem ampliar o local de funcionamento, já que por ser de conceito bastante elevado a escola ‘e muito procurada pelos pais de alunos de nossa cidade. O Anexo funciona com 04(quatro) turmas, sendo 02(duas) do 8(oitavo ) ano e 02(duas) do 9(nono), totalizando assim 180(cento e oitenta alunos).

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Já no primeiro dia de aula no anexo, os alunos receberam o livro didático para todas as disciplinas e merenda escolar, direito dos mesmos  garantido por lei, e de grande dedicação da gestão atual para não faltar. Contando com um quadro de funcionários completo, sendo 04(quatro) na equipe de apoio, professores em todas as disciplinas, 01(uma) gestora, cito, Marcilda Furtado, e 03 vices-gestoras, listadas a seguir: Edinalva Pereira, Aucélia Pinto e Nadja Guedes, que se revezam entre si, uma vez  que escola e anexo  funcionam em endereços diferentes, este Anexo responde a necessidade de um espaço mais amplo.

Ao receber nossa equipe de comunicação, Marcilda informou que algumas adaptações estão em andamento para dispor um espaço ainda melhor para os nossos alunos. O Prefeito Beto do Brasil, investe em educação pois acredita que só assim alcançaremos a Cidade do Bem que almejamos. Veja as fotos :

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Assessoria de Comunicação

PPS quer bloqueio de dinheiro de ‘doação’ a José Dirceu

dirceuO líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), protocolou uma representação na Procuradoria da República do Distrito Federal pedindo o bloqueio dos recursos arrecadados na campanha de doação organizada para auxiliar o ex-ministro José Dirceu a pagar a multa imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão. O bloqueio deveria ser realizado, na visão do deputado, para garantir o ressarcimento aos cofres públicos dos recursos desviados no esquema. Até as 11h30, o site criado para receber doações para o petista registrava R$ 565,7 mil em doações.

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“Todos os valores doados na arrecadação patrocinada pelos réus por meio da internet para pagar as multas fixadas pelo STF passaram a integrar o patrimônio dos condenados (art. 538 do Código Civil). E, desta forma, passível de indisponibilidade (patrimônio que é) para garantir futuro ressarcimento ao erário nas ações de improbidade. Neste sentido, tais valores devem ser objeto de uma medida cautelar de indisponibilidade”, argumenta Bueno, na representação.

O líder destaca que a ausência desta medida autorizou que condenados repassassem bens a outros, citando o repasse de recursos arrecadados entre os mensaleiros. Conclui pedindo que com urgência seja apresentada pelo MP ação cautelar de indisponibilidade dos bens de Dirceu.

A realização de “vaquinhas” para auxiliar os condenados a pagar as multas já foi criticada pelo ministro do STF Gilmar Mendes, que levantou suspeitas sobre lavagem de dinheiro. O Ministério Público investiga o caso. O PT sustenta que as doações são legais e que tem como identificar todos os doadores caso seja requisitado judicialmente.

Estadão

Boletim: após cirurgia para tratamento da próstata, José Maranhão passa bem, mas segue sem previsão de alta

zé maranhãoDepois de ter passada por um procedimento cirúrgico para a retirada de um nódulo na próstata, o ex-governador da Paraíba e presidente estadual do PMDB no Estado, José Maranhão segue internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, mas passa bem.

O peemedebista passou dois dias na UTI e já foi levado para um apartamento.

Segundo o boletim médico, Maranhão passou por um tratamento devido ao crescimento benigno da próstata no último sábado (15).

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Ainda de acordo com o boletim médico, divulgado pelo hospital na noite de segunda-feira (17), “o procedimento transcorreu sem interferência e o paciente encontra-se em ótimas condições clínicas”.

A equipe médica que acompanha o ex-governador é coordenada pelo doutor Álvaro Sarkis.

José Maranhão ainda não tem previsão de alta.

PB Agora

Carro fica esmagado por ônibus na Av. Vereador José Diniz

Veículo esmagado por ônibus no acidente é um táxi preto de placa vermelha (Foto: Letícia Macedo/G1)
Veículo esmagado por ônibus no acidente é um táxi preto de placa vermelha (Foto: Letícia Macedo/G1)

Duas pessoas morreram e oito ficaram feridas em um acidente na Avenida Vereador José Diniz, Zona Sul de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (12). Um táxi executivo ficou prensado por um ônibus articulado, que bateu na traseira de outro coletivo. Sete viaturas do Corpo de Bombeiros foram deslocadas para o local. O acidente ocorreu na altura da Rua Joaquim Nabuco, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

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As duas pessoas que morreram estavam no carro que foi esmagado, um Corolla preto com placa vermelha. Os bombeiros não descartam a possibilidade de haver uma terceira pessoa no banco traseiro do táxi.

Os oito feridos tiveram ferimentos leves. Quatro deles foram encaminhados para o Pronto-Socorro Bandeirantes e quatro, para o Pronto-Socorro do Servidor Público.

A CET recomenda aos motoristas que busquem caminhos alternativos. Às 10h, a Avenida Vereador José Diniz tinha 2,5 km de lentidão no sentido Centro, da Rua da Fraternidade até a Rua Joaquim Nabuco.

O analista Tadeu Menezes passava pelo local do acidente e filmou o estado em que ficou o carro. Ele enviou o vídeo ao lado para o VC no G1.

Carro fica prensado entre dois ônibus na Avenida Vereador José Diniz nesta quarta-feira (12) (Foto: Aline Raquel Guilherme/VC no G1)
Carro fica prensado entre dois ônibus na Avenida
Vereador José Diniz nesta quarta-feira (12)
(Foto: Aline Raquel Guilherme/VC no G1)

Às 8h10, a faixa da esquerda estava totalmente bloqueada no sentido Centro, segundo a enfermeira Aline Raquel Guilherme, que passou pela região no sentido contrário.

“Estava tudo parado, o pessoal estava descendo dos ônibus e continuando a pé”, disse Aline, que tirou a foto ao lado e a enviou pelo VC no G1.

Por volta das 9h15, os passageiros ainda caminhavam a pé pela via, devido à falta de transporte.

G1

José Maranhão diz que é lembrado para disputar vaga no Senado Federal

zé maranhãoO presidente estadual do PMDB, José Maranhão, assegurou, neste sábado (1), que pesquisas internas do partido apontam o seu nome com um dos mais lembrados para disputar vaga no Senado Federal pela legenda.

No entanto, em entrevista ao ‘Debate Livre’, da Rádio Rural, o peemedebista declarou que abre mão dessa possibilidade para fortalecer a chapa majoritária do seu grupo político.

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Maranhão afirmou que sua pretensão é disputar uma vaga na Câmara Federal como já foi anunciado anteriormente. Ele disse que tem certeza do reconhecimento do povo da Paraíba para que possa voltar a ocupar uma das cadeiras do Congresso Nacional.

Ainda durante a entrevista, o ex-governador reafirmou a pré-candidatura do ex-prefeito de Veneziano ao Governo da Paraíba. Ele disse que o povo da Paraíba clama por um nome novo para as eleições deste ano.

Roberto Targino 

com informações de Rudney Araújo, em Guarabira

José de Abreu: ‘Estou com medo do Supremo como eu tinha de general no tempo da ditadura’

Luciana Whitaker. Arquivo RBA
Luciana Whitaker. Arquivo RBA

Ator, petista e militante político, José de Abreu se tornou um dos mais influentes tuiteiros do Brasil em função de sua defesa contínua de políticos, como José Dirceu e José Genoíno em meio ao julgamento do caso do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), saiu da rede de microblogs no final da última semana.

A motivação foi o mesmo STF a que criticou durante todo o segundo semestre do ano passado. Seguido por mais de 75 mil pessoas, Zé de Abreu ganhou um problema quando suas declarações contra o ministro do Supremo Gilmar Mendes, em dezembro, renderam uma queixa-crime por injúria e difamação movida pelo magistrado. Na ocasião, o ator escreveu “E o Gilmar Mendes que contratou o Dadá? 19 anos de cadeia pro contratado. E pro contratante? Domínio do fato?”. A mensagem aludia a Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo e apontado como espião contratado por Carlinhos Cachoeira.

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Certo da derrota na disputa judicial, o ator desistiu de usar o processo para discutir a liberdade de expressão no país e fechou um acordo com Mendes em que se compromete a não mais proferir expressões ofensivas contra o ministro e a doar R$ 10 mil ao Hospital São João Batista, em Diamantino (MT), cidade natal de Mendes.

Na entrevista a seguir, Zé de Abreu diz se sentir inseguro para continuar a se manifestar e compara o medo que sente do Supremo com o que sentia de generais no período da ditadura. E afirma que pretende processar sete pessoas que usam o microblog para ofendê-lo. “Já me provaram que eu não posso escrever tudo que quero. Então eu também não quero escutar tudo que eu não quero.”

Leia trechos da entrevista realizada por telefone na tarde de hoje (13).

Você chegou a dizer que não iria se retratar e iria até o fim do processo para discutir liberdade de expressão. Por que resolveu selar um acordo agora?

O Código Penal não é o lugar para discutir liberdade. A partir do momento que ele vira um processo, é o Estado e o Gilmar Mendes, porque é um crime contra a honra, contra mim. Eu, obviamente, seria condenado, o juiz vai dar uma pena. O lugar para discutir isso era o Código Civil. As duas vezes que ele me processou foi por uma palavra, uma coisinha. Um twitter. Não um conjunto. Se eu for pegar todo mundo que me xinga de ladrão, de petralha, mensaleiro, sócio do José Dirceu ou coisas mais pesadas. Se for pegar esse tipo de coisa, tem centenas de milhares. Mas isso não dá para considerar. O que a gente está escolhendo é gente que fala coisas sérias. Mas é difícil, tem sete que tem pelo menos dez mensagens bem pesadas.

Então você pretende processar essas pessoas?

Pois é, acho que sim. Porque aí é a maneira de discutir se pode escrever tudo ou não. Já me provaram que eu não posso escrever tudo que quero. Então também não quero escutar tudo que não quero. Tem que ver até onde isso vai. Porque ser processado pelo Gilmar Mendes, que na semana passada era o homem mais poderoso do Brasil, pelo menos para a mídia… Você vê aquele monte de senadores, de todos os partidos, Pedro Simon (PMDB-RS), Ana Amélia (PP-RS), Randolfe Rodrigues (Psol-AP), a Marina Silva (Rede) foi lá na casa dele pedir (senadores foram ao Supremo para declarar apoio à liminar do ministro que impediu a tramitação do PL 14, de 2013, que restringe o acesso dos novos partidos ao tempo de rádio e TV no horário eleitoral e também aos recursos do fundo partidário). Quer dizer, todo mundo virou o baba-ovo dele e eu vou brigar sozinho?

Você se sentiu abandonado pelas pessoas que defende, por isso saiu do twitter?

Não. Abandonado, não. O Twitter você pode acompanhar mesmo sem estar nele. Não estou lendo com a mesma assiduidade. Entro para saber o que estão falando de mim.

Mas por que você fechou sua conta?

Sou muito compulsivo. Vejo uma injustiça escrita e vou para cima. Não consigo ficar pensando dez vezes antes de apertar o botão. Eu não sei mais o que eu posso dizer. Fiquei inseguro.

Essa judicialização acaba provocando o medo de falar?

Claro. Eu estou com medo do Supremo como eu tinha de general no tempo da ditadura. O mesmo medo. Todo mundo vai lá puxar o saco dele, até o Randolfe e a Marina. Me dá medo, me dá medo. É o mesmo pessoal que fez do mensalão esse espetáculo.

É um tipo de censura?

Não é uma espécie de censura. A coisa é muito sutil. Eu não falei nada do Gilmar Mendes que 500 mil pessoas no Twitter não tenham falado. Essa escolha por mim tem um sentido político. Tem um objetivo político. Eu saí na capa do O Globo duas vezes em solidariedade ao José Dirceu. Eu voltei a fazer política para acabar com esse mito do mensalão, no dia que o Zé Dirceu saiu da Casa Civil. Eu tinha certeza que essa história era uma farsa. Isso não sou só eu que estou falando, eu conversei com bastante gente e realmente tem endereço certo esse processo. Não é aleatório.

Você dá visibilidade ao tema…

Pelo menos uma visibilidade dentro de um núcleo de pessoas onde não havia essa visibilidade. Eu sou seguido por todos os grandes jornalista do Brasil, por pessoas que pensam. Tenho muitos seguidores por causa da novela, mas isso agrava mais a situação. De repente o telespectador de novela que só recebe informação de um lado estava achando que o PT só tem ladrão. Aí vê que seu ídolo, entre parênteses, seu ator favorito, tem uma outra visão sobre a história e fica botando links, frases, atacando e defendendo. Dizendo ‘meus amigos não são ladrões. José Dirceu não é ladrão, Genoino não é ladrão, o PT não inventou a corrupção no Brasil, o MST não é um bando de vagabundos’. Isso vindo de uma pessoa que, querendo ou não, tem um poder: eu tenho o poder da comunicação. E a Globo não se importa. Eu já fui lá perguntar um tempo atrás, voltei agora com essa história da candidatura e nada, nunca. Não há a menor possibilidade da Globo fazer qualquer coisa contra mim por conta da minha posição política.

Muita gente acreditava em uma reação da Rede Globo…

Talvez o Serra tenha ligado na época da campanha, não sei. Mas a Globo não dá a menor bola, não mistura mesmo. Nem pode misturar. A Globo não dá nem meu endereço para o oficial de justiça.

E você vai sair candidato a deputado no ano que vem?

Não. A família ficou muito contra. A gente conversou muito. Além da família ia ter uma diminuição muito grande de salário do que eu ganho na Globo e o que eu ganharia como deputado. É muita diferença. Eu não conseguiria viver. Eu tenho pensão alimentícia, tenho filho de 12 anos. Ajudo familiares. E tem a história do financiamento de campanha. Se fosse financiamento público até podia ser. Mas ter que sair capitando dinheiro para fazer campanha… Eu não aguento fazer isso nem para fazer teatro pela Lei Rouanet. Deus me livre. O PT, óbvio que iria arcar com uma boa parte por meio do diretório nacional, mas mesmo assim.

 

 

Gisele Brito, da RBA

MST: sem terra que invadiram fazenda de José Maranhão no Tocantins são despejados

José MaranhãoAs 250 famílias do Movimento dos Sem Terra que ocuparam na madrugada da última sexta-feira (03) a Fazenda São Judas em Esperantina no Bico do papagaio deixaram o local e agora aguardam, para o início da próxima semana, uma audiência com o Superintendente do Incra, Ruberval Gomes. Os ocupantes foram retirados com ajuda da Polícia Militar que cumpriu mandado de reintegração. As Famílias foram levadas para o acampamento Padre Josimo localizado no município de Buriti do Tocantins.

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Segundo o Coordenador Estadual do MST no Estado, Antônio Marcos, em menos de 24 horas o poder judiciário se colocou à serviço do latifúndio e contra os trabalhadores. “ As famílias retornaram para o acampamento Padre Josimo que fica próximo a Fazenda, ora ocupada pelo MST e todas estão aflitas e indignadas com o silêncio do Incra e a falta de reforma agrária neste país”, disse.

 

Segundo informou um dos líderes, Bismarque do Movimento ao Conexão Tocantins neste sábado, 4, as famílias querem a desapropriação das terras que pertencem ao ex-governador e ex-senador (PMDB) pelo o estado da Paraíba, José Maranhão para assentamento da Reforma Agrária.“O MST reivindica a desapropriação da Fazenda que já foi vistoriada pelo Incra e é um lugar abandonado e improdutivo”, argumenta.

 

Líderes do MST e também da Via Campesina conversaram com o ministro da Regularização Fundiária, Pepe Vargas que esteve nesta sexta-feira no Tocantins cumprindo agenda em Araguaina e apresentaram como reivindicação a desapropriação de terras improdutivas no Estado. O ministro, segundo relataram lideranças, sinalizou positivamente para a manifestação.

 

O Incra informou ao Conexão Tocantins que O imóvel ocupado pelas famílias de trabalhadores rurais sem terra foi vistoriado em 2011 para verificar o cumprimento de sua função social e, após a conclusão dos trabalhos em 2012, o Instituto constatou que a área é produtiva, impedindo assim a desapropriação da propriedade para fins de reforma agrária.

 

Conforme o órgão a ocupação é ilegal e a instituição chegou a lamentar o ato, sob o argumento de que a atitude não contribui para a construção do processo de reforma agrária no Estado. “O Instituto esclarece ainda que outra área foi vistoriada para atender as famílias e que está adotando providências com o objetivo de assegurar o acesso à terra das famílias acampadas entre os municípios de Esperantina e Buritis”, informou.

 

Veja a íntegra da nota:

 

Nota de Esclarecimento

Em relação à ocupação da Fazenda São Judas, no município de Esperantina, ocorrida nesta sexta-feira (3), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) presta os seguintes esclarecimentos:

 

O imóvel ocupado pelas famílias de trabalhadores rurais sem terra foi vistoriado em 2011 para verificar o cumprimento de sua função social e, após a conclusão dos trabalhos em 2012, o Instituto constatou que a área é produtiva, impedindo assim a desapropriação da propriedade para fins de reforma agrária.

 

Em virtude da comprovação da produtividade, o Incra considera a ocupação ilegal e lamenta o ato, pois a atitude não contribui para a construção do processo de reforma agrária no Estado.

 

O Incra adotou todas as medidas de forma tempestiva para assegurar a legalidade do processo e que em virtude da comprovação da produtividade o processo de fiscalização da Fazenda São Judas será encerrado.

 

O Instituto esclarece ainda que outra área foi vistoriada para atender as famílias e que está adotando providências com o objetivo de assegurar o acesso à terra das famílias acampadas entre os municípios de Esperantina e Buritis.

 

Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária

 

Superintendência Regional do Tocantins

Fonte: com blog do tião

CQC e José Genoino: nem humor, nem jornalismo

cqcA frase que escolhemos de título poderia perfeitamente ser proferida por um torturador em pleno ato de violência, corrosão e degradação da dignidade humana.

Vivemos tempos estranhos. Alguns filmes fazem propaganda de métodos de tortura e recebem o aplauso de parte crítica. Alguns presidentes constroem atos legislativos que permitem a tortura e autorizam seu uso como prática institucionalizada.

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É o que se lê em matéria do jornal Brasil de Fato:

O afogamento simulado de um preso “é legal porque os advogados dizem que é legal. Não sou advogado”, disse Bush em novembro de 2010, ao ser entrevistado pelo jornalista Matt Lauer. “Claro que o faria”, respondeu o ex-presidente ao ser perguntado se voltaria a tomar a mesma decisão.

Márcio Sotelo Felippe, em brilhante artigo publicado neste Viomundo, expôs os dilemas éticos e morais da atual sociedade, ao analisar a tentativa de se justificar a prática da tortura por parte de articulista de um jornal de um grande conglomerado de comunicação.

A tortura torna-se, assim, com uma contribuição aqui, outra ali, senso comum para uma parte do universo social e ganha a força tremenda da convencionalidade. Para uma outra parte, desliza para uma mera questão de ponto de vista. Você pode ser a favor ou contra a tortura do mesmo modo como é, digamos, a favor ou contra o parlamentarismo. Um tortura para salvar bebês. Outro, como agente do Estado, para defender a sociedade dos criminosos. Comentaristas de internet, após ler o artigo de Caligaris, assistir Tropa de Elite ou o filme de Bigelow se veem legitimados para escrever pérolas como “bandido bom é bandido morto” e “direitos humanos são para humanos direitos”.

Voltemos à frase do título. Anteontem, 25.03.13, em cadeia nacional de televisão e não em uma sala obscura do DOPS ou de Guantánamo, ela foi proferida por um jornalista/humorista.

O escárnio e desrespeito à dignidade da pessoa humana praticado por alguns programas de TV – que se dizem misto de jornalismo e humor – ultrapassou todos os limites éticos com a “matéria” que veio ao ar ontem, realizada na Câmara Federal e com intenção de agredir o deputado José Genoíno.

Pinçaremos algumas frases ditas pelo jornalista/humorista. Avisamos, desde já, que é preciso estômago para continuar a leitura.

“Feliciano na Comissão de Direitos Humanos, Genoíno na CCJ, chegou a hora de pegar o goleiro Bruno e colocar pra ministro do esporte, vai (…) ou botar o Nardoni pra vara da infância”.

O périplo “justiceiro” pelos tapetes da Câmara continua em ritmo de passo apressado, permeado por tiros certeiros de infâmia:

“Ô Genoino, quanto tempo a gente tá querendo te procurar, como é que está o senhor? Você veio aqui se esconder porque lá na prisão é pior? Aqui tem mais bandido, é mais fácil? Tá  fazendo voto de silêncio, Genoino? Vai ser bom na prisão lá, além de X9 não se ferra, né? (…) A gente estava atrás de você o tempo todo, Genoino, fala com a gente um pouquinho, só dá um tchau”.

Atingindo o ápice da cretinice, arremata:

“Genoino, você vai passar onde o reveillon? Na papuda? Já sabe como é que vai ser? Qual prisão?”

Depois do constrangimento causado o repórter/humorista tenta justificar o ato de agressão dizendo que:

“como vocês puderam notar, mais uma vez o deputado Genoino não respondeu às perguntas do CQC o que ele tem feito constantemente com a imprensa nacional. A gente quer ouvir umas respostas, a população brasileira também quer”.

Pronto, a palavra mágica de estar agindo em nome do povo serve de véu para encobrir as nódoas de um péssimo jornalismo e de um humor sem graça alguma.

O programa ataca o deputado Genoino em razão de uma condenação evidentemente política que sequer transitou em julgado, mas não vê problema ético em se utilizar e obrigar uma criança a mentir, se dizendo filho de um militante petista, com intenção de enganar o parlamentar, para que ele profira algumas palavras sobre o seu processo.

Ao final, na bancada principal, – em que tomam assento os principais jornalistas/humoristas do programa – a infâmia não cessa. Ao contrário, se aprofunda com os risos sobre um “presente” que o programa oferece ao deputado: um livro sobre presídio com um fundo falso em que se esconde um celular (!).

A matéria toda é desrespeitosa não só para com o deputado, como também, aos parlamentares em geral. Busca-se, com isso, desacreditar o parlamento brasileiro com a tentativa de consolidação de um estereótipo de que todos os deputados e senadores que o compõem sejam ladrões, burros e não trabalhem.

O ataque é seletivo e premeditado. Não se vê matérias deste tipo de programa no Poder Judiciário. Não se vê matérias desses programas na Fiesp ou Febraban. O que se quer é por de joelhos o Congresso Nacional para que não se aprove leis que contrariem os interesses ideológicos dos grandes meios de comunicação.

Daí que o alvo seja sempre os parlamentares, ora com perguntas estultas para expô-los ao ridículo, ora com agressões e violências como as praticadas contra José Genoino.

Ninguém, sendo deputado ou não, está obrigado a dar entrevista a quem quer que seja. Isto deve ser respeitado. No entanto, sequer se tratava de uma entrevista, tendo em vista a virulência, desrespeito e impropriedades das perguntas lançadas pelo repórter/humorista.

A real intenção do jornalista/humorista, se é que é capaz de encontrar alguma racionalidade em seu ato, talvez fosse a de ser agredido e, assim, alcançar o estrelato de muitos minutos de fama na grande mídia. O deputado, no entanto, com toda sua dignidade, não passou recibo. Ignorou por completo a violência recebida e foi extremamente atencioso com a criança.

Em muitos casos, o híbrido humor/jornalismo é um salvo conduto para se ferir a dignidade das pessoas. Se por acaso precisam de credencial para entrar em lugares que se fazem presentes jornalistas, dizem que o são. Quando extrapolam qualquer limite ético para seu exercício, se dizem humoristas. E assim se vai levando.

No caso da matéria aqui analisada, não se tratou de jornalismo, sequer de humor. Não existe graça na violência gratuita. Poderíamos nominar como sadismo, mas não existe almoço grátis, estamos diante de uma estratégia política deliberada e colocada em curso há algum tempo.

Patrick Mariano Gomes é advogado, integrante da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (Renap) e mestrando em Direito, Estado e Constituição na Universidade de Brasília – UnB.

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