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Federação de jornalistas aponta 111 ataques de Bolsonaro à imprensa

O presidente da República Jair Bolsonaro, próximo de completar o primeiro ano de mandato Jair Bolsonaro soma 111 ataques à imprensa em 2019, o levantamento foi realizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que analisou o discurso do gestor entre 1º de janeiro e 30 de novembro.

No último mês, por exemplo, foram registradas 12 ocorrências, classificadas como “descredibilização da imprensa”. O presidente realizou um ataque à imprensa a cada três dias no governo, conforme média do levantamento.

A pesquisa leva em consideração discursos e entrevistas oficiais, que constam no site do Planalto, além de publicações postadas no Twitter de Bolsonaro.

A Fenaj classificou 100 que ataque foram feitos com o intuito de tirar a credibilidade da imprensa e os outros 11 dirigidos diretamente a profissionais de imprensa. Uma publicação realizada no mês de novembro pelo Twitter, o presidente disse que “um veículo de imprensa qualquer faz sua análise e divulga suas mentiras”.

MaisPB

 

 

Jornalistas Augusto Nunes e Glenn Grenwald brigam e se agridem em programa ao vivo

Os jornalistas Augusto Nunes e Glenn Greenwald se agrediram no início da tarde desta quinta-feira (07) após um desentendimento durante programa transmitido ao vivo pela rádio Jovem Pan, em São Paulo.

Glenn foi convidado para uma entrevista no Programa Pânico. A confusão começou logo depois do início da participação dos dois no programa.

O jornalista americano chamou Augusto Nunes de covarde devido a comentários que ele teria feito sobre seus filhos com o deputado David Miranda. As pessoas que estavam no estúdio apartaram a briga e tentaram acalmar os ânimos dos dois. No entanto, o apresentador do programa, Emilio Surita, decidiu suspender a gravação. O programa voltou ao depois de 12 minutos, continuando a participação de Glenn Greenwald.

 

A confusão começou logo após Glenn questionar Nunes se um juiz deveria investigar sua família. “Nós temos muitas divergências políticas, eu não tenho problema nenhum em ser criticado pelo meu trabalho – eu critico ele também. Mas o que ele fez… (O que) ele disse nesse canal, na Jovem Pan, foi a coisa mais feia e suja que eu vi na minha carreira como jornalista, inclusive fazendo guerra com CIA, governo Obama, governo do Reino Unido. Ele disse que um juiz de menores deveria investigar nossos filhos e decidir se nós deveríamos perder nossos filhos. (Que) eles deveriam voltar para o abrigo, com base nenhuma.

Acusando que estamos abandonando, fazendo negligência de nossos filhos. A coisa mais nojenta que eu vi na minha vida. Eu quero saber se você acredita que um juiz de menores deveria investigar nossa família com possibilidade de tirar nossos filhos de nossa casa, sem pai nem mãe, sem família nenhuma.”

“Essa é a prova de que o Brasil criou o faroeste à brasileira. Quem tem que se explicar é quem comente crimes, quem fica cobrando quem age honestamente. Ouça-me: o que eu disse, vocês vão perceber, é que ele não sabe identificar ironias, não sabe identificar um ataque bem-humorado. Convido ele a provar em que momento eu pedi que algum juizado fizesse isso. Disse apenas que o companheiro dele passa tempo em Brasília, passa o tempo todo lidando com material roubado. Quem vai cuidar dos filhos?”, disse Nunes.

Glenn reagiu: “Você é um covarde! Você é um covarde! Eu vou falar o porquê”. Ele então foi interrompido por Nunes. A primeira tentativa de agressão não deu certo, mas depois Nunes atingiu o rosto de Glenn Grenwald.

 

clickpb

 

 

Hebert Araújo aparece em lista dos dez jornalistas mais premiados do ano

(Foto: Rizemberg Felipe/TV Cabo Branco)
(Foto: Rizemberg Felipe/TV Cabo Branco)

Hebert Araújo tem o que comemorar em 2016. O repórter da CBN João Pessoa e da TV Cabo Branco cravou seu nome no Ranking dos +Premiados Jornalistas do Ano, feito pelo site Mais Premiados. Concorrendo com colegas de profissão do Brasil inteiro, o paraibano levou o título por ter conquistado quatro troféus de janeiro a dezembro.

A primeira vitória de Hebert foi na dobradinha do 13º Prêmio Abecip de Jornalismo, realizado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança. Na ocasião, ele levou a melhor com uma reportagem de televisão que fez parte de uma série que explicou como funciona o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No rádio, a vencedora foi a matéria ‘Alicerce do futuro’, que mostrou uma iniciativa entre uma construtora e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) que oferece cursos de inclusão digital dentro dos canteiros de obras.

No mesmo dia em que foi entregue o Abecip, o repórter guarabirense também era homenageado no Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional. Lá, a premiação foi pela reportagem “Verdes de Verdade”, que contou a história de um produtor rural de Alagoa Nova que apostou nos orgânicos e na sustentabilidade.

Por fim, neste ano, Hebert pôs na estante o Anamatra de Direitos Humanos, realizado pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho. O material vencedor foi “Marcada Para Lutar”, que retratou o surgimento das ligas camponesas no Nordeste na década de 60, durante as turbulências políticas e sociais.

“Como a organização dá pesos diferentes aos prêmios, você não espera que vá figurar na lista. Quando recebi a notícia, senti uma imensa alegria por estar ao lado de grandes nomes do jornalismo. Foi um presente e tanto de Natal”, comemorou Hebert.

No ranking nacional dos premiados, o primeiro lugar ficou empatado entre Eliane Brum (El País) e Natalia Viana (Agência Pública). O repórter da CBN João Pessoa, Marcelo Andrade, também apareceu na lista, na 76º colocação. Ainda da Rede Paraíba de Comunicação, figuram no levantamento os colaboradores Giovana Rossini, Hermano Araruna, Ana Cláudia Pereira, Wellington Campos, Jardel Nunes, Jonathan Dias e Andrezza Carla. Eles foram lembrados pelas participações nas reportagens vencedoras.

TV Cabo Branco

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Empreender: Associação Paraibana de Imprensa critica exposição de jornalistas

empreenderA Associação Paraibana de Imprensa emitiu nota nesta sexta-feira (09) negando qualquer tipo de irregularidade para concessão de créditos do programa estadual ‘Empreender’ a jornalistas e radialistas. O Governo do Estado notificou 197 profissionais da imprensa para que quitem os débitos que possuem junto ao programa. A lista com os nomes dos devedores foi publicada em edição do Diário Oficial do Estado.

A diretoria da Associação criticou a exposição dos profissionais e estranhou o fato do Governo não ter sequer tentado negociar com os jornalistas antes se publicizar seus nomes. Conforme a nota, a medida causou constrangimento.

“Convêm salientar que em nenhum momento a diretoria da entidade na época, bem como seu presidente em exercício, jornalista João Pinto, precisou fazer qualquer tipo de negociata para obter vantagens pessoais, como foi insinuado maldosamente por alguns que tentam politizar um assunto que passa à margem dessa questão. A diretoria da entidade critica a exposição dos associados, sobretudo nessa fase de crise econômica, sem que houvesse anteriormente uma fase de negociação para resolver a demanda, evitando constrangimento desnecessário”, diz a nota.

Os empréstimos foram contraídos no ano de 2014  em uma interlocução entre a Associação Paraibana de Imprensa e a Secretaria de Comunicação do Estado. O objetivo era oferecer crédito a integrantes da imprensa para compra de equipamentos ou investimentos em projetos inerentes à profissão.

Veja a nota da API na íntegra:

A Associação Paraibana de Imprensa (API) vem a público prestar alguns esclarecimentos, principalmente de natureza técnica, sobre a parceria formalizada entre esta entidade e o Empreender Paraíba para viabilizar a contração de empréstimos por parte de profissionais de imprensa do Estado da Paraíba, celebrados no ano de 2014, e que motivou ampla discussão nas redes sociais.

1 – A abertura dessa linha de crédito para contemplar profissionais de imprensa foi amplamente divulgada nos meios de comunicação do Estado, nos sites, portais, blogs e redes sociais de uma forma em geral;

 2 – O cadastro de cada interessado foi preenchido na sede da própria API por funcionários do Empreender, que também informaram sobre a documentação necessária, bem como das regras para a efetuação do contrato;

3 – Após a aprovação do cadastro, o Empreender divulgou a relação com os nomes dos que preencheram os requisitos e estabeleceu a sede da API para a entrega dos cheques nominais e dos carnês de pagamento. Ou seja, tudo feito às claras, sem ocultação de informações, intermediado pela API com intuito único e exclusivo de proporcionar condições para o melhor desempenho dos profissionais de imprensa.

4 – Convêm salientar que em nenhum momento a diretoria da entidade na época, bem como seu presidente em exercício, jornalista João Pinto, precisou fazer qualquer tipo de negociata para obter vantagens pessoais, como foi insinuado maldosamente por alguns que tentam politizar um assunto que passa à margem dessa questão. A diretoria da entidade critica a exposição dos associados, sobretudo nessa fase de crise econômica, sem que houvesse anteriormente uma fase de negociação para resolver a demanda, evitando constrangimento desnecessário.

5 – Por fim, a API tem convicção de que a nova fase exige  renegociação com adesão de todos visando uma solução definitiva.

 

MaisPB

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Empreender: Governo notifica jornalistas a quitar empréstimos concedidos em 2014

amandaaraujoCento e noventa e sete jornalistas e radialistas paraibanos estão sendo notificados pelo Governo do Estado por empréstimos contraídos, em  2014, no programa Empreeender- Paraíba. A cobrança saiu desde o dia 11 de novembro, no Diário Oficial, mas só nesta quinta-feira (8) veio à tona nas redes sociais. A notificação foi feita por Amanda Araújo, secretária do Empreender, e atual titular das Finanças.

A concessão foi feita à época numa interlocução entre a Associação Paraibana de Imprensa e a Secretaria de Comunicação do Estado. O objetivo era oferecer crédito a integrantes da imprensa para compra de equipamentos ou investimentos em projetos inerentes à profissão.

Categoria contesta cobrança

Em áudio nas redes sociais, o jornalista Giovanni Meireles, um dos mais experientes da imprensa paraibana, contestou a cobrança. Ele lembrou que os jornalistas foram informados na ocasião que os valores recebidos seriam perdoados. “Seria a fundo perdido”, registrou.

Também nas redes, a jornalista Marcela Sitônio, ex-presidente da Associação, disse desconfiar que houve concessão do benefício a muitas pessoas que não são jornalistas ou atuam no meio. “Eu sei muito bem quantas pessoas pegaram esse empréstimo sem ser jornalistas em época de campanha, num arrumadinho”, enfatizou.

A lista divulgada se refere apenas àqueles que possuem vínculos empregatícios na esfera pública, como Assembleia Legislativa, Governo do Estado e Tribunal de Justiça. Na notificação, o Empreender-Paraíba sugere a solução da quitação da dívida na consignação de descontos em folha de pagamento.

Até agora a Associação Paraibana de Imprensa e a Secretaria de Comunicação não se pronunciaram oficialmente sobre a notificação.

MaisPB

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Com oito mortes em 2015, Brasil é quinto país mais perigoso para jornalistas

jornalismoEm 2015, o Brasil voltou a se mostrar um dos países mais perigosos para o exercício da atividade jornalística, com o registro de oito mortes de profissionais no exercício da profissão, segundo relatório sobre a liberdade de imprensa divulgado hoje (22) pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

De acordo com levantamento mantido pela Press Emblem Campaign (PEC), organização não governamental mantida por jornalistas com sede na Suíça, o Brasil subiu cinco posições em relação à ultima pesquisa, e ocupa agora a 5ª colocação como país mais letal para os jornalistas, à frente de nações em guerra como Líbia, Iêmen e Sudão do Sul.

Um dos casos mais emblemáticos ocorreu em agosto do ano passado. O radialista Gleydson Carvalho apresentava seu programa quando homens armados invadiram o estúdio da rádio em que ele trabalhava, em Camocim (CE), e o alvejaram ao vivo. O jornalista morreu minutos depois, a caminho do hospital.

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Ficou também batizado por organizações internacionais que monitoram a atividade jornalística como “novembro negro” no Brasil o mês em que três execuções ocorreram em 11 dias: de um radialista em Pernambuco e de dois blogueiros independentes no Maranhão.

Os números de 2015 demonstram uma tendência de alta no país em comparação às pesquisas divulgadas em 2013/2012 (5) e 2014/2013 (7), que mediram a violência contra jornalistas entre outubro de um ano e outubro do ano seguinte. Agora as pesquisas são feitas de janeiro a dezembro de um mesmo ano.

Impunidade

No ranking da PEC, o país ficou atrás apenas de Síria (13 mortes) e Iraque (10), que enfrentam graves conflitos armados, México (10), em que a luta contra os cartéis de tráfico de drogas é uma das principais ameaças, e França (9), que sofreu o ataque terrorista contra o jornal satírico Charlie Hebdo, em janeiro de 2015.

“É no mínimo embaraçoso um país estar na quinta colocação se você comparar com países que estão em guerra”, disse o presidente da Abert, Daniel Pimentel Slaviero. A entidade destaca a impunidade como uma das causas do fenômeno. Nos últimos quatro anos, apenas quatro casos envolvendo a morte de jornalistas foram levados a julgamento no Brasil.

A maioria dos jornalistas mortos no Brasil trabalhavam na cobertura política ou na apuração de casos de corrupção contra políticos ou empresários, uma peculiaridade do país, de acordo com o Comitê de Proteção aos Jornalistas, que também é uma ONG internacional que atua na denúncia de violência contra profissionais de comunicação .

Agressões e ameaças

Ao todo, o Brasil registrou 114 casos de agressões, atentados, ataques, ameaças, detenções, ofensas e intimidações contra jornalistas em 2015. Os casos mais comuns são os de agressões, que tiveram um aumento sobretudo diante da ocorrência maior de manifestações de rua desde 2013 no país.

O Brasil registrou 64 agressões contra jornalistas em 2015. O mais corriqueiros continuam a ser os episódios em que os alvos de apurações e reportagens foram os agressores, mas a Abert manifestou grande preocupação com o aumento das agressões perpetradas por agentes de Estado contra jornalistas devidamente credenciados e claramente identificados.

“Consideramos gravíssimo as agressões provenientes das polícias, em especial de policiais militares, que têm a obrigação constitucional de preservar atividade da imprensa”, afirmou Slaviero. “Está havendo uma inversão de valores. Estão tratando uma câmera, um celular, como uma arma, e com isso os profissionais da imprensa têm sido agredidos, tomado tiros, cacetadas e balas de borracha”.

Em 29 de abril do ano passado, por exemplo, um cinegrafista da TV Bandeirantes foi mordido por um cachorro da Polícia Militar durante uma manifestação de professores em Curitiba. Outro exemplo, destacado pelo relatório da Abert, foi o do repórter Felipe Larozza, da revistaVice, que levou uma cacetada nas costas enquanto cobria uma manifestação do Movimento Passe Livre, em São Paulo, apesar de estar claramente identificado com crachá e três adesivos de “Imprensa”.

Para que a situação de violência contra jornalistas no Brasil comece a mudar, a Abert defende a aprovação de dois projetos de lei em tramitação no congresso: o 7107/2014, que propõe que atentar contra a vida e a integridade física de jornalistas se torne crime hediondo; e o 191/2015, que propõe que a Polícia Federal assuma a investigações de crimes contra jornalistas no caso de omissão de autoridades locais.

Agência Brasil

API realiza VII Encontro Estadual de Mulheres Jornalistas

O evento acontecerá partir das 14h, no Restaurante do Hardman Praia Hotel
Screenshot_3A Associação Paraibana de Imprensa (API) realiza no próximo sábado (14), o VII Encontro Estadual de Mulheres Jornalistas da Paraíba. O evento acontecerá partir das 14 horas, no Restaurante do Hardman Praia Hotel, localizado à Avenida João Maurício, 1341 – Praia de Manaíra, em João Pessoa.
A sétima edição do Encontro de Jornalista terá como tema: Mulheres Conectadas. A palestra de abertura do evento será ministrada pela jornalista, Bia Barbosa, representante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, e ainda terá a participação especial da stand-up comedy, Shirley McLuhan.
O tema foi escolhido pela Comissão Organizadora numa alusão a esse tempo das tecnologias e da necessidade de as mulheres jornalistas estarem antenadas com as redes sociais, com os acontecimentos mundiais, com as oportunidades que o mercado e a academia oferecem e dominarem espaços nesse novo cenário de convergência de mídias.

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O acesso ao evento se dará mediante a compra de uma camiseta, que teve a arte elaborada pela jornalista, Rebeca Melo. Ela é estagiária do Laje – Laboratório de Jornalismo e Editoração – do Programa de Pós-graduação em Jornalismo da UFPB. A compra da camiseta dará ainda o direito a saborear um super lanche da melhor qualidade preparado pelo Hotel e participar de vários sorteios de brindes.
As camisetas estarão à venda a partir desta quarta-feira (11), na sede da API, localizada à Avenida Visconde de Pelotas -149, Centro da Capital, no Centro Acadêmico de Jornalismo da UFPB, que fica no Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA), ou poderá ser adquirida no dia do evento, na entrada do restaurante do Hotel Hardman.
Conforme a vice-presidente da API, Sandra Moura o encontro representa um momento de confraternização entre as mulheres que militam na mídia do Estado.
“Esperamos contar com as presenças de todas as mulheres jornalistas para podermos trocar ideias, dividirmos experiências, bater um bom papo e nos divertir. O objetivo é fazer uma confraternização entre nós, já que fui eleita como vice-presidente da API, o que nos dá a oportunidade de uma maior aproximação com a categoria feminina”, destacou.
Serviços:
Data: 14/11/2015
Hora: 14 horas
Local: Hotel Praia Hardman (Orla de Manaíra)
Ingresso: Camiseta do evento R$30,00
Locais de Venda: API, no período da manhã, com Leila Oliveira, no CAJ da UFPB ou no Hotel no dia do evento.

Andréia Barros

Crise na mídia impressa: Folha corta 50 jornalistas

folhaDesde a última quinta-feira (9/4), a Folha de S. Paulo iniciou o corte de profissionais na redação. Na semana passada, o jornal Agora São Paulo, pertencente ao mesmo grupo, já havia demitido sete funcionários. A empresa alega diminuição da verba publicitária como motivo para a redução do quadro de trabalhadores.

IMPRENSA apurou que Diógenes Campanha, da Agência Folha; Rodrigo Machado e Bia Bittencourt, da TV Folha; e Paulo Peixoto, correspondente em Belo Horizonte (MG); Luisa Alcântara, editora de “Turismo”, e Giovanna Balogh, de “Cotidiano”, estão na lista de demitidos.

A previsão é que cerca de 50 profissionais sejam cortados. Até o momento, sabe-se que o jornal pretende demitir seis profissionais do banco de dados, dois jornalistas de “Cotidiano”, quatro repórteres do caderno de “Esporte”, dois do Folhapress e um de “Mercado”.

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Mudanças estruturais

Além da diminuição do quadro de funcionários, a Folha também fará mudanças estruturais no jornal. A partir de agora, todos os suplementos serão descontinuados e incorporados a outros cadernos, com exceção de “Turismo”. Por exemplo, o suplemento de “Ciência” terá espaço em “Cotidiano”.

Com esta alteração, os suplementos continuam como páginas em seus respectivos dias, mas feitos por uma editora unificada, que agregará todos os repórteres que sobreviverão ao corte. Eles serão comandados pela jornalista Laura Mattos, que era editora da “Folhinha”.

Procurada, a secretaria de redação do jornal ainda não comentou os cortes e as mudanças estruturais do diário.

 

brasil247

Venderam o caos e quem paga são os jornalistas

jornalistasA semana que terminou nesta sexta-feira escancarou a crise dos meios de comunicação brasileiros. Primeiro, foi a Abril, em São Paulo, quem entregou metade dos andares que ocupa e viu o busto do fundador Victor Civita ser removido (leia aqui). Em seguida, o Estado de Minas demitiu 11 profissionais experientes e foi repreendido pelo sindicato dos jornalistas por ter misturado jornalismo e política, de forma tão explícita (leia aqui). Agora, é o Globo que corta 100 profissionais, dos quais 30 na redação (leia aqui).

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Há um ponto em comum entre esses três grupos editoriais. Todos, no último ano, adotaram o discurso de que o Brasil rumava para o caos. Engajados na campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à presidência da República, o que foi feito de forma explícita por Zeca Teixeira da Costa, diretor do Estado de Minas, esses veículos venderam a ideia de que a economia brasileira, mesmo com pleno emprego e inflação na meta (ainda que no topo), mais cedo ou mais tarde afundaria.

Tal discurso contaminou as expectativas empresariais, reduzindo investimentos. E os primeiros a sofrer foram os grupos de comunicação. Os patrões venderam o caos, mas os jornalistas e profissionais de outras áreas é que pagam o pato.

Leia, abaixo, notícia do Comunique-se sobre o Globo:

O jornal O Globo realizou mais de uma centena de demissões nesta quinta-feira, 8. Conforme informações extraoficiais repassadas à reportagem do Comunique-se, ao todo, o veículo de comunicação dispensou cerca de 160 profissionais, atingindo vários departamentos da empresa, como administrativo e comercial. Na redação, os cortes alcançaram aproximadamente 30 pessoas, entre repórteres e diagramadores.

Na lista de jornalistas que se despediram do dia a dia do impresso mantido pela Infoglobo estão profissionais premiados e com longo tempo de casa, caso da editora-assistente de ‘Rio’, Angelina Nunes, que estava na empresa de comunicação desde 1991. Ela usou o perfil que mantém no Facebook para confirmar a sua saída. “A partir de hoje não estou mais no Globo. Vou concluir o mestrado e me preparar para quando o Carnaval chegar”, publicou. Durante os 23 anos de trabalhos dedicados ao Globo, somou conquistas como Prêmio Esso, Prêmio Embratel e Prêmio Vladimir Herzog.

Integrante da galeria ‘Mestres do Jornalismo’ do Prêmio Comunique-se desde 2013, o colunista de cultura Artur Xexéo também foi dispensado pela direção do jornal. No Globo desde 2000, o articulista parece ter pressentido que iria deixar de colaborar com a publicação. No blog que leva o nome do jornalista, o último texto (publicado no domingo, 4) recebeu o título de “Despedidas”. No artigo, ressalta-se que a despedida era de 2014, mas o autor chega a citar a sua situação profissional em determinado trecho. “Se o assunto não for minha aposentadoria, o leitor sempre pode imaginar que fui demitido. Que demoraram 22 anos, mas, enfim, descobriram que sou uma farsa”, escreveu Xexéo.

Leia, abaixo, notícia do Portal Imprensa sobre a Abril:

Lucas Carvalho* 

Após cortes de gastos e reestruturações em seus produtos editoriais, a editora Abril tem esvaziado andares de sua sede em São Paulo (SP). Uma parte do prédio teria sido entregue a um fundo investidor do Banco do Brasil, dono do imóvel.

O principal motivo para as mudanças teria sido a diminuição de operações na editora desde 2013 – envolvendo desde a transferência de dez publicações para a Editora Caras até o fim da versão impressa da revista Info. Em 2014, a editoria já havia divido parte de suas atividades com o prédio localizado na Marginal Tietê, que pertence à Abril e não é alugado.

IMPRENSA teve acesso ao comunicado interno divulgado pela empresa, que explica aos funcionários os detalhes das mudanças. Nele, a editora diz que decidiu não renovar o contrato de locação do primeiros andares da chamada Torre Alta. Assim, as atividades da Abril ficarão concentradas do 13º ao 26º andar do prédio, além do 8º piso.

Com a reorganização do espaço comum do condomínio, o busto de Victor Civita, fundador da Abril, que ficava na recepção, foi transferido para o mezanino do prédio. O terraço e o auditório seguem sendo de uso exclusivo da editora. O corte de custos seria uma estratégia natural do grupo e não indicaria uma suposta “crise financeira”. Com redações cada vez menores, a empresa decidiu “compactar” suas instalações.

Procurada, a Abril ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto.

Leia, abaixo, notícia do Portal Imprensa sobre o Estado de Minas:

Vanessa Gonçalves, Jéssica Oliveira e Lucas Carvalho*

O jornal O Estado de Minas, um dos principais veículos de comunicação de Minas Gerais, promoveu nesta quarta-feira (7/1) um corte em seu quadro de funcionários. De acordo com o sindicato dos jornalistas do Estado, 11 jornalistas foram demitidos.

Segundo a entidade, os profissionais desligados tinham grande experiência profissional, sendo que alguns trabalhavam no jornal há décadas. Os cortes atingiram cinco editoriais, que perderam repórteres, editores, fotógrafos e um ilustrador. Uma secretária também foi demitida.

Em nota, o sindicato solidarizou-se com os demitidos e suas famílias e manifestou grande preocupação com os cortes, que “enfraquecem” o jornalismo mineiro.”A preocupação do Sindicato não se limita à perda do emprego desses jornalistas e fechamento de postos de trabalho, mas também pelas circunstâncias recentes que cercam a decisão da empresa. No final de 2014, num ato que teve grande repercussão, o mesmo jornal dispensou o então editor de Cultura João Paulo Cunha, que se recusou a ter seus artigos censurados”.

A entidade diz entender que o fortalecimento da profissão e da liberdade de imprensa passa pela produção de um jornalismo vigoroso, informativo e democrático, masa, ainda de acordo com ela, o jornal tem realizado “exatamente o oposto”. “A renovação urgente do jornalismo mineiro não pode prescindir de profissionais experientes como estes que acabam de ser dispensados. O Sindicato informa ainda aos dispensados que transmitirá orientações jurídicas a serem tomadas e em relação ao plano de saúde, que também foi motivo de litígio recente dos jornalistas com a empresa”.

À IMPRENSA, Kerison Lopes, presidente do sindicato, afirma que as demissões ocorrem em decorrência da crise financeira enfrentada pela publicação, que vai além dos problemas enfrentados pelos veículos impressos em todo o mundo.

“O jornal passa por uma crise financeira, e uma crise de gestão e credibilidade. Nos últimos tempos, O Estado de Minas adotou uma linha editorial atrelada a um grupo político e acabou perdendo assinantes e, consequenemente, diminuindo sua venda em bancas”, disse ele.

Procurado por IMPRENSA, o jornal não retornou as ligações para comentar os cortes.

 

brasil247

Mais de 200 jornalistas estão presos em todo o mundo, denuncia CPJ

jornalistas-tapa-olhoEm relatório divulgado na tarde dessa quarta-feira, 17, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) registrou que 220 jornalistas estão detidos em algum lugar do planeta. A China surge no topo da lista, sendo responsável por 44 prisões. Na sequência, o Irã aparece com 32. O Brasil não figura no estudo — o que, segundo a entidade, representa nenhuma detenção de agentes da comunicação.

Editora do CPJ, Shazdeh Omari lembra que, no ano passado, houve troca de comando na dupla de nações que soma o maior número de jornalistas mantidos em cárcere. As alterações no poder não resultaram na liberdade de imprensa. “Juntos, China e Irã estão mantendo presos um terço dos jornalistas aprisionados no mundo todo, apesar das especulações de que os novos líderes que assumiram o poder em ambos os países em 2013 poderiam implementar algumas reformas liberais”.

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O estudo do CPJ destaca que o número apresentado neste ano representa o segundo pior desde que a organização passou a mensurar a quantidade de jornalistas aprisionados pelo mundo, a primeira versão foi feita em 1990. O levantamento de 2014 só não é pior do que o de 2012, quando, no momento da divulgação da análise da entidade internacional, 232 profissionais da imprensa estavam presos – com a Turquia responsável por 49 das detenções.

shawkan.prison.apUm manifestante egípcio pede a libertação do fotógrafo freelance Mahmoud Abou Zeid,
também conhecido como Shawkan, que está preso desde agosto de 2013 (AP/Amr Nabil)

Além de China e Irã, os outros países que estão entre os 10 primeiros em número de jornalistas detidos são: Eritreia (23), Etiópia (17), Vietnã (16), Síria (12), Egito (12), Myanmar (10), Azerbaijão (9) e Turquia (7). Na América Latina, Cuba e México são os dois únicos países que aparecem na lista, com uma prisão cada. Assim como o Brasil, nenhum outro Estado sul-americano aparece no estudo – repetindo o feito do último ano.

Os números referentes às nações americanas chamou a atenção da editora do CPJ. “Nos últimos anos, prisões de jornalistas nas Américas têm se tornado cada vez mais raras, com apenas um caso documentado em 2012 e outro em 2013 [nos Estados Unidos]. Este ano, a região tem duas: um blogueiro cubano foi condenado a cinco anos de prisão, em retaliação por seu blog crítico, e no México um jornalista independente e ativista de causas maias foi acusado de sedição [revolta, perturbação]”, avalia Shazdeh.

Além da situação de jornalistas nas Américas, a representante do Comitê para a Proteção dos Jornalistas destaca mais sete pontos em relação ao levantamento de 2014. Confira:

>>Os 220 jornalistas presos em todo o mundo mostram um aumento relativamente aos 211 casos que o CPJ documentou em 2013. O número de 2014 é o segundo mais elevado, atrás apenas de 2012, quando o CPJ documentou 232 jornalistas presos em relação ao seu trabalho.

>>Em todo o mundo, 132 jornalistas, ou 60 por cento, foram presos sob a acusação de desenvolver atividades anti-Estado, como subversão ou terrorismo. Esse número é muito maior do que qualquer outro tipo de acusação, como difamação ou insulto, mas praticamente em linha com a proporção de acusações de atividades anti-Estado observada em anos anteriores.

>>Vinte por cento, ou 45, dos jornalistas presos em todo o mundo estavam detidos sem acusação divulgada.

>>Jornalistas online corresponderam a mais da metade, ou 119, dos jornalistas presos. Oitenta e três trabalhavam na mídia impressa, 15 em rádio, e 14 na televisão.

>>Cerca de um terço, ou 67, dos jornalistas presos em todo o mundo, eram freelances, a mesma proporção de 2013.

>>O número de presos aumentou na Eritreia, Etiópia, China, Bangladesh, Tailândia, Azerbaijão, Bahrein, Egito, Israel e Territórios Ocupados da Palestina, e na Arábia Saudita.

>>Os países que apareceram no censo de 2014, após não registrarem qualquer prisão de jornalista na pesquisa de 2013, foram: Camarões, Suazilândia, México, Cuba, Myanmar e Belarus.

 

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