Arquivo da tag: Jornalista

Morre em SP o jornalista Juarez Soares

Morreu nesta terça-feira, em São Paulo, o jornalista esportivo Juarez Soares, de 78 anos. Ele lutava contra um câncer. “China”, como era conhecido, passou recentemente pela RedeTV! e também trabalhou na Globo, no SBT, na Bandeirantes e na Record.

Na TV Globo, Juarez Soares trabalhou como repórter e comentarista esportivo, entre 1974 e 1982. Ele também atuou na Rádio Globo e em outras emissoras de rádio do país.

Juarez Soares Moreira nasceu em São José dos Campos, na região do Vale do Paraíba, Estado de São Paulo, no dia 16 de julho de 1941. Filho de Adolfo Soares Moreira e Josefina Soares Moreira, formou-se em Pedagogia na Faculdade Oswaldo Cruz, de São Paulo, e foi casado por mais de 30 anos com a jornalista Helena de Grammont.

Em 1958, com 17 anos, começou a trabalhar na Rádio Cultura de Lorena, interior de São Paulo, transmitindo os jogos do campeonato da Segunda Divisão. Em 1961, transferiu-se para a capital, onde foi aprovado em testes nas Emissoras Associadas, passando a trabalhar como repórter esportivo. Até o ano de 1969, quando foi para a Rádio Globo a convite de Pedro Luís Paoliello, o então diretor de Esportes, Juarez Soares já havia passado também pelas rádios Tupi e Gazeta.

Coberturas esportivas

Em 1974, participou da cobertura da Copa do Mundo da Alemanha, pela Rádio Globo, transferindo-se a seguir para a TV Globo, onde atuou como repórter e comentarista esportivo até 1982.

Na Globo, em São Paulo, Juarez Soares trabalhou ao lado de locutores que marcaram época na televisão, como Ciro José e Luciano do Valle. Além disso, teve reportagens esportivas vinculadas nos principais telejornais da emissora e fez parte da equipe dos programas Globo Esporte e Esporte Espetacular.

Como repórter da Globo, cobriu a Olimpíada de Montreal, no Canadá, em 1976, a Copa do Mundo de 1978, na Argentina, e a Copa do Mundo da Espanha, em 1982. Na Copa da Espanha, que a Globo transmitiu com exclusividade, Juarez Soares acompanhou a Seleção Brasileira ao lado do cinegrafista Daniel Andrade.

Comentarista

Ainda na Globo, participou da estreia do telejornal Bom Dia São Paulo, em 1977, onde permaneceu por quase três anos como comentarista esportivo ao lado dos apresentadores Carlos Monforte e Dácio Arruda. Até sair da emissora, após a Copa do Mundo de 1982, conciliaria seu trabalho na televisão com a atuação nas rádios Globo e Excelsior. Na Rádio Excelsior, fez o programa Balancê ao lado de Osmar Santos, no início da década de 1980.

Anos 1990

Em seguida, Juarez teve uma breve passagem pela Rádio Record e depois se transferiu para a TV Bandeirantes, onde trabalhou por 11 anos ao lado de Luciano do Valle, principalmente no programa Show do Esporte. Na TV Bandeirantes, Juarez chegaria a ser o diretor de Esportes, participando ainda da cobertura de três Copas do Mundo – 1986, no México, 1990, na Itália, e 1994, nos Estados Unidos – como comentarista e como responsável pela cobertura jornalística da Seleção Brasileira.

Em 1994, Juarez Soares passou a trabalhar no SBT, onde ficou até o ano de 2000. Na televisão, teve passagens ainda pela TV Record, no programa Debate Bola, e pela TV Cultura, no programa Cartão Verde.

Apesar de ter trabalhado ao longo de sua carreira principalmente no rádio e na televisão, Juarez Soares também atuou como jornalista em outros veículos de mídia, como nos jornais Folha da Manhã e Mundo Esportivo e no site de esportes do portal Terra.

Vida política

Juarez Soares também teve uma participação política destacada em São Paulo. Além de ter sido segundo-secretário do Sindicato dos Jornalistas durante a presidência de Gabriel Romeiro, também foi secretário de Esportes de São Paulo durante a gestão da prefeita Luiza Erundina e vereador de São Paulo. Em 2004, chegou a ser candidato a vice-prefeito de São Paulo na chapa de Paulo Pereira da Silva.

Em 2001, foi convidado por Milton Neves para participar do programa Debate Bola da TV Record. Em seguida, virou comentarista e chefe de equipe da Rádio Record, ocupando as duas funções até 2011. Desde então, trabalhou como comentarista da Rádio Transamérica, participando dos programas Debate Bola e Papo de Craque, além do programa Estação Futebol, no canal de TV Net Cidade, junto com Dalmo Pessoa e Edmilson Moreira.

GE

 

Livro conta trajetória de jornalista e radialista paraibano famoso em São Paulo

Foi lançado nessa terça-feira (23) o livro “Mano Véio”, que conta a trajetória do jornalista e radialista Amorim Filho, figura reconhecida por ser responsável pela difusão das manifestações culturais nordestinas em todo o Brasil e um dos grandes nomes que já passaram pela Rádio Bandeirantes. O paraibano já está em São Paulo há mais de cinco décadas.

O também radialista paraibano Luís Almeida esteve no lançamento da obra e falou sobre a importância de Mano Véio. “Ele é uma verdadeira referência para todos nós que fazemos comunicação. E é uma felicidade muito grande está fazendo parte desse momento”, contou.

Clique aqui e veja um pouco da trajetória de Mano Véio

Redação FN

 

 

Assessor de imprensa não pode ser enquadrado como jornalista, diz TST

Assessor de imprensa não é jornalista e, por isso, não tem direito aos benefícios da categoria. Este é o entendimento da 8ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que admitiu o recurso de revista de uma empresa de comunicação de São Paulo para não reconhecer o direito à jornada especial de jornalista a uma assessora de imprensa. O colegiado entendeu que as funções da assessora eram de comunicação corporativa e não se enquadravam como atividade jornalística.

Segundo TST, atividades de jornalista e assessor de imprensa são correlatas, mas não iguais. Dollar Photo Club

A assessora disse que trabalhou de maio de 2011 a março de 2015 para a empresa como jornalista profissional diplomada na área de assessoria de imprensa. Afirmou que desempenhava tarefas como redação de textos jornalísticos distribuídos para agências de notícias e para sites corporativos e produção de revistas institucionais e eletrônicas. Por isso, pediu seu enquadramento como jornalista e o reconhecimento do direito à jornada especial de cinco horas, a fim de receber diferenças referentes a horas extras.

Inconstitucional
O juízo da 26ª Vara do Trabalho de São Paulo negou o pedido de enquadramento, mas a sentença foi modificada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP). Os desembargadores concluíram, com base nos depoimentos, que as atividades da assessora estavam dentro das descritas para a profissão de jornalista.

A relatora do recurso de revista da empresa no TST, ministra Maria Cristina Peduzzi, verificou que o TRT-2 utilizou como fundamento de sua decisão a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), aprovada pela Portaria Ministerial 397/2002. A norma inclui a ocupação de assessor de imprensa entre os profissionais de jornalismo, para enquadrar a função da assessora como atividade jornalística com base na nomenclatura de seu cargo.

Mas, segundo ela, a CBO não tem efeitos sobre a relação de emprego, e o enquadramento pretendido depende da análise das atividades efetivas do empregado.

Jornalista x assessor
A ministra explicou que a atividade jornalística é definida no artigo 302, parágrafos 1º e 2º, da CLT e nos artigos 2º e 6º do Decreto-Lei 972/1969. “Ainda que algumas atividades de jornalistas possam se confundir com as de outros profissionais de comunicação, deve-se ter em conta que o objetivo dessas tarefas é diferente em cada área de atuação profissional”, assinalou.

Segundo a relatora, a função do jornalista é “essencialmente informativa e comprometida com a verdade dos fatos”, enquanto a atividade do assessor de imprensa, do profissional de relações públicas, de comunicação corporativa e assemelhados dirige-se à defesa dos interesses do cliente, com seleção de informações a serem divulgadas ao público ou repassadas ao cliente para fins de desenvolvimento e orientação de seu negócio. “A essência da atividade não é a busca da verdade dos fatos, mas a construção da imagem da empresa”, concluiu.

A decisão foi unânime. Após a publicação do acórdão, houve a interposição de embargos à Subseção I Especializada em Dissídios Individuais do TST, ainda não julgados.

Com informações da Assessoria de Imprensa do TST. 

Conjur

 

 

Jornalista paraibana lança livro sobre transformações na mídia e sociedade

jornalistaTradicionalmente o jornalista é alguém que se apaga ante a objetividade da informação apresentada. A chamada objetividade jornalística, que pede o distanciamento do jornalista em relação ao fato noticioso, vem sofrendo transformações.

Nos últimos anos, num cenário de midiatização, temos observado que alguns jornalistas que transmitem a notícia são também noticiados. Essa dinâmica se evidencia com o aparecimento dos profissionais de jornalismo diante das câmeras de TV e ganha ainda mais força com os movimentos que são provocados pelas redes sociais.

São essas transformações observáveis nas bases da mídia e da sociedade que intrigam a jornalista e pesquisadora Ana Lúcia Medeiros, que decidiu observar esse fenômeno no trabalho de doutorado que realizou na Universidade de Brasília.

A tese dá origem ao livro “Noticiador-Noticiado: perfis de jornalistas numa sociedade em midiatização”, que será lançado no Café Galeria, em João Pessoa, às 19h30 da próxima terça-feira, 31 de janeiro.

A obra aborda os processos de mudança nas lógicas jornalísticas e nas relações que se estabelecem entre jornalistas famosos e seus circuitos de interação, os internautas e telespectadores, que consomem e, ao mesmo tempo, retroalimentam a mídia com informações.

Para realizar o trabalho, a paraibana Ana Lúcia Medeiros entrevistou profissionais que atuam em emissoras de TV de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Salvador. A autora observa que, ao aparecer, o jornalista evidencia as competências pessoais. O que se manifesta como curioso é que não há um perfil específico do jornalista que adquire o status de celebridade nem um padrão determinado que estabeleça critérios para que um jornalista se torne conhecido.

A pesquisadora observou que cada entrevistado tem em suas singularidades a marca que o faz um profissional famoso. Também verificou que cada um deles reage de uma maneira particular aos processos da fama; assim como averiguou que não há um modo de reação uníssono da sociedade a essa situação da visibilidade adquirida pelo jornalista.

Entrevistas com Tadeu Schmidt, Caco Barcellos, Rachel Sheherazade, Ticiana Villas Boas e Rosana Jatobá dão corpo à obra. Alexandre Garcia, Juca Kfouri, Francisco José, Beatriz Castro e Malu Fontes fazem parte de um trabalho preliminar que permitiu o avanço das observações sobre as particularidades dessa profissão que sofre transformações à medida que a sociedade passa a interagir como coautora nos processos midiáticos, em constante movimento que se manifesta longe de terminar.

Lançamento: Café Galeria

Avenida João Maurício, 1443 – orla de Manaíra, em João Pessoa

Data: Terça-feira, 31 de janeiro de 2017, a partir das 19h30

Sobre a autora:

Ana Lúcia Medeiros é jornalista, formada pela Universidade Federal da Paraíba; doutora e mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília. Fez doutorado-sandwich na Université de Rennes-1 (França). Estudos pós-doutorais na Universidade Federal da Bahia. Além da obra “Noticiador-Noticiado”, é autora do livro “Sotaques na TV” e de artigos em livros e publicações acadêmicas na área da Comunicação. Foi ombudsman e repórter (Secom/UnB). Durante o período em que foi professora na Universidade Católica de Brasília (1999-2006) e professora substituta na Universidade de Brasília (2006-2008), idealizou e coordenou as agências de comunicação OPN (UCB) e Facto (UnB). Foi repórter colaboradora do Jornal da USP e trainee em televisão.

correiodaparaiba

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Ruschel, Follmann e jornalista têm boa evolução; Neto é quem mais preocupa

(Foto: Leonardo Lourenço)
(Foto: Leonardo Lourenço)

Os dois médicos brasileiros que estão em Medellín com os sobreviventes do voo da Lamia concederam nova entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira para atualizar o estado de saúde dos quatro pacientes brasileiros, todos internados no Hospital San Vicente, em Rionegro, referência na Colômbia.

Ao lado do diretor do hospital colombiano, Ferney Rodríguez, o médico intensivista Edson Stakonski e o ortopedista Marcos André Sonagli, que representam a Chape na Colômbia, explicaram o estado de saúde dos jogadores Alan Ruschel, Neto, Jackson Follmann e do jornalista Rafael Henzel.

– Neto é quem mais preocupa. Está sedado, entubado, continua em situação muito crítica, com respiração mecânica e algumas questões pendentes, em cuidado intensivo, com relaxamento muscular, vamos ver como evolui nas próximas 12 a 24 horas – disse Stakonski.

Os três médicos ressaltaram que a evolução de Neto é mais lenta, mas não houve regressão em seu estado clínico.

Todos eles correm risco de ter infecção, pneumonia. Um dos maiores receios em UTI é infecção. Por isso precisamos ter cautela
Edson Stakonski, médico intensivista

– Todos eles correm risco de ter infecção, pneumonia. Um dos maiores receios em UTI é infecção. Por isso precisamos ter cautela – disse Stakonski.

– Só de três deles terem a possibilidade de saírem do leito, já é um grande sinal. Três estão quase se sentando, é uma grande evolução – emendou o médico, sobre Ruschel, Follmann e Henzel.

– Tirá-los da cama é uma evolução bastante importante. Ajuda na fisioterapia e recuperação – disse Sonagli.

Segundo os médicos, Ruschel, Follmann e Henzel estão conscientes e animados, conversando muito com as famílias.

– Follmann está bem, estável, evolui bem. Vai fazer revisão das feridas operatórias ainda hoje – disse Rodríguez.

– Hoje ou amanhã vamos fazer uma limpeza das feridas do Jackson. Não há previsão de aumentar a amputação. Pra cicatrizar melhor e ter um bom prognóstico futuro – completou Sonagli.

– Alan Ruschel está estável, esperamos que ele se mexa um pouco mais, a cirurgia na coluna evolui de forma boa – disse Rodríguez.

Sobre o jornalista Rafael Henzel, os médicos relataram que ele está consciente e, por enquanto, não será feita uma cirurgia nas fraturas da costela.

Stakonski contou que conversou com os dois membros bolivianos da tripulação que sobreviveram ao acidente. Ambos reforçaram que não houve qualquer comunicação de emergência do piloto para os passageiros, apenas a recomendação de praxe para que colocassem o cinto de segurança, preparando-se para o pouso.

Os médicos voltaram a dizer que qualquer teoria sobre o motivo de eles terem sobrevivido é mera especulação e que não se sabe ainda a posição de cada um no avião.

Globoesporte.com

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Consciente após acidente, jornalista Rafael Henzel se lembra do momento da tragédia

lamiaUm dos sobreviventes da tragédia envolvendo o avião da Chapecoense na última terça-feira, o jornalista Rafael Henzel segue em recuperação e apresenta melhoras em seu quadro de saúde. Segundo boletim médico divulgado neste domingo, Henzel está consciente e conversa baixinho com os seus familiares.

Segundo apurou o ESPN.com.br, o jornalista se lembra dos detalhes do acidente. Henzel recorda o momento em que faltou luz na aeronave e a consequente queda do avião. De acordo com ele, que estava sentado na penúltima fileira, tudo foi muito rápido, sem pânico ou correria dos presentes.

Após o acidente na Colômbia, o jornalista ainda se lembra de chamar o resgate e os socorristas, e que estes não escutaram os seus apelos em um primeiro momento.

Henzel, lúcido desde o episódio da tragédia, recorda também o período em que foi transportado até o hospital.

Nos primeiros dias após o acidente, Rafael Henzel se comunicava por gestos. Por conta dos aparelhos, ele não conseguia se comunicar de outra forma, e médicos e familiares evitavam provocar qualquer tipo de agitação no jornalista.

espn

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Relatos do resgate: jornalista entregou aliança e Neto chegou lúcido

acidente-chapecoenseA homenagem às vítimas do acidente aéreo com a delegação da Chapecoense, na última quarta-feira (30), em Medellín, contou com a participação de pessoas que trabalharam ou presenciaram na busca por sobreviventes. Duas pessoas que acompanharam o atendimento aos feridos conversaram com o UOL Esporte e relataram os detalhes da fatídica madrugada da última terça.

Os relatos são de Antonio Valencia, da empresa de logística que aguardava a Chapecoense no aeroporto, e de Luiz Afonso, socorrista da Cruz Vermelha que chegou ao local da queda cerca de meia hora depois do acidente. Eles descreveram a noite de segunda para terça-feira da seguinte maneira:

Antonio Valencia
“O último contato foi para falar que chegariam às 15h de segunda. Ligaram avisando que não puderam sair de São Paulo Guarulhos, e viriam da Bolívia. Estávamos programados para que chegassem entre 8h30 e 9h da noite (23h30 e meia-noite no horário brasileiro). Quando atrasou, contatamos a torre e falamos que o voo estava programado para 20h45 (23h45).
Vimos que havia algo estranho e uma pessoa da torre disse ‘Antonio, não quero te assustar, mas o voo vem com falhas pelo que reportou o piloto. Possivelmente não vai aterrissar aqui’. Em 10 ou 15 minutos nos chamaram e disseram ‘Antonio, o avião caiu.’ Não acreditamos, não acreditamos.
Começamos a escrever para o gerente [de futebol] pelo WhatsApp. Até aquele momento nenhuma resposta [ele estava no voo] e um policial nos falou que precisávamos ir à zona de Cerro (cidade onde caiu o avião), que havia um carro. Não sabíamos o que fazer. O primeiro que fizemos foi tentar esconder da imprensa. Tiramos os ônibus [do aeroporto].
Chegamos, nos identificamos e falamos que éramos o único contato dos jogadores na Colômbia. Nos dividimos entre os hospital que chegariam os feridos. Tive contato com Rafael [Henzel], o jornalista. O último que falei foi Neto. Chegou num estado lamentável, mas chegou lúcido e dizia que queria morrer. Estava com mil fraturas, com hipotermia.
Entre os feridos, o que falavam eram Rafael e Neto, os outros estavam inconscientes. O único que nossa equipe falou foi Rafael, que entregou a aliança e pediu que entregasse a esposa (Antonio chora). Já entregamos para a delegação que veio do Brasil. No nosso grupo há um brasileiro encarregado de falar com as famílias. À noite fizemos a última visita com os médicos que chegaram do Brasil, do clube e da federação. Nossa ideia é entregar os corpos e terminar o melhor possível”.
Luiz Afonso, socorrista Cruz Vermelha
“Chegamos meia hora, 40 minutos depois de reportado o acidente. Encontramos uma situação muito crítica. Montamos um plano de trabalho para encontrar pessoas com vida. Resgatá-las e levar para o socorro. O avião estava muito destroçado, mas podia trabalhar. O primeiro sobrevivente era Alan Ruschel.
Encontramos o primeiro sobrevivente cerca de uma hora depois. Não é fácil porque o avião estava muito destroçado. Do local onde podíamos chegar com um veículo até onde estava o avião precisava caminhar 40 minutos.
A maioria dos corpos estava reconhecível. Não falamos do estado por respeito. Quando veio a hora para parar as buscas temos que obedecer. Chovia muito, com a neblina não se via 2 metros. Tivemos que parar porque primeiro vem a segurança, e ia acontecer outro desastre com o pessoal que estavam trabalhando.
Mas, antes, agimos com tranquilidade para tirar [os feridos] com cuidado e transportar até a ambulância. Fazia uma avaliação inicial, se precisava imobilizar para levar o paciente com calma e pressa. Cada pessoa era carregada por quatro ou seis socorristas.
Quando terminou a operação, tem que fazer um trabalho de desativação. A pessoa carrega muito a emoção. Consultamos com psicólogos. E estar aqui [na homenagem], fazemos com todo coração. Sentimos muito (chora)”.
Uol

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Morre no RN o jornalista Dann Barbosa, assessor de imprensa do governo da PB

dannMorreu na tarde desta quarta-feira (12), na Região Metropolitana de Natal (RN), o jornalista e assessor de imprensa do governo da Paraíba Dann Barbosa. Amigos e familiares compartilharam a notícia através das redes sociais.

Horas antes da morte, que, segundo amigos, teria sido por um suposto ataque cardíaco, Dann publicou uma fotografia no Facebook com a seguinte legenda: “Feriado com sol, praia e mar”. A publicação foi feita na Lagoa de Arituba, nos arredores de Natal.

Última postagem do jornalista no FacebookFoto: Última postagem do jornalista no Facebook
Créditos: Reprodução/Facebook/Dann Barbosa 

“Ele morreu após um ataque no local onde estava”, disse Ery de Assis, que se apresentou como tio do jornalista. No Facebook, Assis disse: “Vai com Deus, meu sobrinho querido. Certamente Deus estará te esperando no Reino dos Céus e colocará você juntinho a ele. Deus te ilumine até lá Dann Barbosa. Deus te guie até o reino dele”.

Amigos e colegas de imprensa lamentaram a morte precoce do jornalista. Em comentários nas redes sociais, destacaram que Dann sempre era muito carismático, gentil e atencioso.

Portal Correio

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Apresentadora Fernanda Gentil assume namoro com jornalista

fernandaSeparada do empresário Matheus Braga desde abril, a jornalista Fernanda Gentil está namorando a jornalista Priscila Montandon, de 34 anos, há três meses.

As duas estiveram recentemente na Grécia. “Estou só exercendo meu direito de ser muito, muito feliz. Tenho apenas um recado, e é para os meus filhos, que mais cedo ou mais tarde podem ler ou ouvir tudo por aí: Lembrem de não se importarem com tudo o que dizem sobre nossa vida _ o que vale é que a mamãe fala com vocês em casa, olhando nos seus olhos. Não é o que vestimos que muda quem somos, e sim o que fazemos. Lembrem também, sempre, do nosso amor, que não tem cor, sexo ou raça. Amo vocês”, disse a apresentadora do Esporte Espetacular.

O Globo

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Jornalista paraibano é preso suspeito de fraude em precatórios do Tribunal de Justiça

Divulgação/Secom-PB
Divulgação/Secom-PB

Um jornalista paraibano de 51 anos foi preso na manhã desta terça-feira (8) em um prédio de luxo, no bairro de Intermares, em Cabedelo, na Grande João Pessoa. Segundo o delegado Lucas Sá, a Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão preventiva em investigação por fraudes relacionadas a precatórios judiciais no Tribunal de Justiça da Paraíba.

Lucas Sá, que é titular da Delegacia de Defraudações de João Pessoa, disse que com o suspeito foi encontrado um veículo de luxo, uma BMW 320 avaliada em R$ 150 mil. O automóvel tem pendências tributárias. Ele foi preso em casa e reagiu. O carro não foi apreendido por estar em situação legal.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

“O preso é investigado pela Defraudações desde o ano de 2012 por fraudes relacionadas a “esquemas” em precatórios judiciais. O suspeito informava ter contatos importantes e influência junto ao TJPB, de maneira que conseguiria agilizar a tramitação de diversos processos judiciais e a liberação de precatórios, cobrando uma “comissão” por seus serviços”, explicou Sá.

O delegado disse ainda que “as investigações comprovaram, ainda, que o jornalista agiu de maneira fraudulenta, recebendo R$ 85 mil em sua conta pessoal, para supostamente “agilizar” um processo judicial que tramitava no TJPB. No entanto, o suspeito recebeu os valores diretamente da vítima, através de transferência bancária, mas não realizou nenhum serviço, apropriando-se indevidamente dos valores recebidos e negando-se a devolver os valores à vítima. O jornalista também ameaçava e coagia as vítimas. Uma delas foi agredida fisicamente por ele”, falou.

Conforme Lucas Sá, por não ter curso superior, o comunicador foi encaminhado para a Penitenciária Flósculo da Nóbrega, o Presídio do Roger, em João Pessoa, onde ficará a disposição da 6ª vara criminal. “As investigações da Delegacia de Defraudações continuarão com o objetivo de comprovar a participação de outros suspeitos e de identificar outros crimes que possam ter sido praticados”, disse.

Portal Correio