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Projetos da Suplan na PB geram investimentos de R$ 693 milhões

Vila-OlimpicaProjetos sob a responsabilidade da Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado (Suplan) em todas as regiões da Paraíba estão gerando um investimento de R$ 693 milhões na Paraíba. A informação é da diretora-superintendente da Suplan, engenheira Simone Guimarães.

 

Segundo ela, atualmente existem 217 obras em execução no Estado. “São construções e reformas de escolas, hospitais, teatros, ciretrans, além de estradas em alguns municípios. Desse total, 41 obras estão sendo finalizadas ou prontas para serem inauguradas pelo governador Ricardo Coutinho”, explica.

“O teatro do Centro de Convenções; a Vila Olímpica que será Vila Paraíba e que está ficando bela; elevadores e quiosques dos estádios Almeidão e Amigão; o teatro Irácles Pires, de Cajazeiras, e o Santa Roza, em João Pessoa; o Centro de Formação de Educadores de Campina Grande, entre outras”.

Na área da Educação, a Suplan trabalha hoje em 123 obras, incluindo as Escolas Técnicas Estaduais, novas escolas padrões em alguns municípios e reformas de dezenas de outras unidades.

 

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No campo da Saúde, as obras do Hospital Metropolitano de Santa Rita são o destaque. Essas obras estão sendo assumidas pela segunda empresa colocada na licitação já que o contrato foi rescindido com a primeira empresa. “O Estado está sendo contemplado com obras em todas as regiões”, disse Simone Guimarães.

 

MaisPB

Grupo de investimentos confirma Marcelo no Fla por três temporadas

marceloÉ questão de tempo para que Marcelo Cirino seja confirmado como reforço do Flamengo. A transação envolvendo o Atlético-PR, o Rubro-Negro carioca e o fundo de investimentos Doyen Group está selada e o anúncio depende somente do acordo salarial do atacante. Os termos da negociação são os mesmos da ida de Leandro de Damião para o Santos. O contrato será de três anos, mesmo período que o clube da Gávea tem para pagar o empréstimo de R$ 16,5 milhões para compra de 50% dos direitos econômicos do atacante.

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Anualmente, o valor será ajustado em 10%. Caso o Flamengo venda o jogador neste período, fica com 20% deste montante, com os outros 80% indo para Doyen Group. Ambas as partes vêm o negócio com grande potencial de lucro técnico e financeiro, uma vez que Marcelo tem somente 22 anos e foi eleito a revelação do Brasileirão de 2013. A expectativa é de que o reforço já se apresente com o restante do elenco rubro-negro na segunda-feira, no Ninho do Urubu.

Representante da Doyen no Brasil, Renato Duprat confirmou o final feliz para transação.

– Já está tudo acertado, falta apenas o acordo salarial do Flamengo com o Marcelo. O contrato será de três anos, prazo que o clube terá para nos pagar o investimento realizado. Após este período, o Marcelo será do Flamengo. Se houver uma negociação, ficamos com 80% e o clube com 20% – revelou em contato com o GloboEsporte.com.

O Doyen é um grupo que tem como principal atividade a mineração – óleo, gás, ouro, ferro, etc. Com escritórios também em Istambul, na Turquia, e em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o grupo iniciou os trabalhos esportivos em 2011, tornando-se “uma alternativa de financiamento” para clubes que têm menos recursos”. O modelo criado com a autorização da Uefa tira da mão de terceiros (grupos de empresários, por exemplo) os direitos econômicos dos jogadores, o que faz do grupo praticamente um banco.

 

Globoesporte.com

Dilma diz que cortará gastos públicos, mas promete não afetar investimentos ou consumo

dilmaMesmo sem ter anunciado o novo ministro da Fazenda, o governo de Dilma Rousseff fará corte de gastos e a tesoura deverá atingir despesas que não geram benefício na demanda ou que são consideradas excessivas. “Nós vamos fazer ajustes, mas nem todos os ajustes são pelo lado de cortar a demanda”, disse ontem após participar da reunião de cúpula das 20 maiores economias do mundo, o G-20. Dilma negou que estuda a volta da cobrança da Cide, uma contribuição paga no preço da gasolina.
Durante entrevista antes de deixar o centro de convenções que abrigou a reunião, Dilma confirmou que haverá cortes de gastos públicos. Explicou, porém, que a medida não vai afetar investimentos ou o consumo. “Você tem de selecionar aquilo que é capaz de te dar maior nível de investimento e, portanto, maior capacidade de recuperação”, disse.

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“Você tem no Brasil um conjunto de gastos e de despesas que não levam necessariamente à ampliação do investimento nem à ampliação do consumo. Essas despesas são aquelas que nós consideramos que podem ser cortadas”, defendeu. Outro foco são os gastos que são considerados “excessivos”. Nos dois casos, porém, Dilma não deu exemplos de áreas que podem ter corte.

 

Também presente no evento, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que serão cortadas despesas que crescem “mais que o normal”. “O Brasil tem de fazer ajustes e venho dizendo há vários meses. Temos de fazer um ajuste como o de 2011 e estamos preparando medidas”, disse. “Não está pronto ainda. Mas vamos atacar despesas que estão crescendo mais que o normal. Vamos mudar o ritmo dessas despesas”, disse Mantega. O governo tem sinalizado que pode atacar gastos que têm aumentado acima da inflação.

 

O ministro explicou aos jornalistas que a intenção do governo é “caminhar para um superávit fiscal maior em 2015 do tamanho que já foi anunciado na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias”. “Já tínhamos anunciado o superávit primário em torno de 2% do PIB”, disse.

 

Com a contenção dos gastos públicos, Mantega defende que haverá acomodação da inflação e, assim, o Banco Central terá espaço para “uma política monetária mais flexível”. Ou seja, queda de juros. “Então, vai aumentar o crédito e o consumo”, disse.

 

Gasolina. Questionada sobre o rumo de volta da cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para melhorar a arrecadação, a presidente Dilma Rousseff rechaçou a hipótese. “Não conheço essa possibilidade. Eu não discuti a criação da Cide com ninguém. Pode ter alguém interessado na criação da Cide e deve ter muita gente interessada. Eu não estou dizendo que nunca vai se retomar a Cide, mas isso não está na nossa pauta.”

Agência Estado

Secretário assegura mais investimentos na Segurança Pública com uma polícia mais repressiva na PB

(Foto: Divulgação/Secom-PB)
(Foto: Divulgação/Secom-PB)

O Secretario da Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima disse em entrevista ao Sistema  a Arapuan de Comunicação de que o Governo do Estado está buscando mais recursos para investir na área de Segurança Pública.

Ele lembrou que houve investimentos próprios do Governo do Estado no setor de inteligência  em 2012 e que mais recursos estão previstos para acontecer no setor dentro do Programa Brasil Mais Seguro.

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Cláudio Lima disse ainda que o Governo do Estado tem  procurado trabalhar voltado para uma repressão cada vez  mais qualificada e com homens na rua.

Com relação ao problema das explosões de caixas eletrônicos, o secretário explicou que isso acontece devido a migração de quadrilhas e do crime organizado de  outros Estados para a Paraíba aliado a falta de fiscalização  e controle dos explosivos.

De acordo com  Cláudio Lima os bancos também tem uma certa parcela de culpa no caso das explosões dos caixas eletrônicos porque não investem em segurança. “ Existem tecnologias suficientes que os bancos deviam utilizar, mas o fazem e  por isso não adiantar colocar a culpa na polícia o problema é de responsabilidade de muita gente ”, desabafou o secretário.

 

Secom-PB

Dilma vem à João Pessoa terça para anunciar investimentos em mobilidade urbana

dilma-rousseffA presidenta Dilma Rousseff (PT) anuncia na próxima terça-feira (18), em João Pessoa, novos investimentos em mobilidade urbana para o estado da Paraíba. A informação foi confirmada há pouco pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP). A cerimônia marcará o repasse de recursos para as obras selecionadas pelo Pacto da Mobilidade Urbana. Todos os detalhes da agenda serão divulgados nos próximos dias pelo Gabinete da Presidência da República.

 

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“É momento muito importante para a Paraíba e a nossa presidenta Dilma estará mais uma vez na nossa terra para trazer boas novas, dessa feita com o anúncio da nova etapa de obras voltadas para a mobilidade urbana na Paraíba, especialmente para João Pessoa”, frisou o ministro paraibano, acrescentando que: “Na próxima terça a partir das 14h, a nossa presidenta estará em solo paraibano, fazendo este anúncio, nós estaremos juntos vivendo mais um momento importante para nossa querida Paraíba”, destacou Ribeiro que é vice-presidente do Partido Progressista em âmbito estadual.

 

É válido lembrar que a presidenta Dilma Rousseff disse na última segunda-feira (10) que o governo federal, em parceria com estados e municípios, está investindo R$ 143 bilhões em mobilidade urbana em todo o país. No seu programa semanal Café com a Presidenta, Dilma também informou que o investimento contempla mais de 3,5 mil quilômetros em transporte coletivo, que incluem metrôs, trens urbanos, monotrilhos, veículos leves sobre trilhos (VLTs), além dos corredores de ônibus.

paraiba.com com Assessoria

 

63 municípios paraibanos reduzem investimentos na saúde

charge-saude-Entre 2012 e 2013, considerando os dados de janeiro a novembro nos dois anos, um total de 63 municípios paraibanos reduziram os investimentos em saúde. O levantamento fornecido pelo Tribunal de Contas do Estado tem como base os dados empenhados pelos gestores no Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade (Sagres) na função ‘Saúde’, segundo as informações repassadas por eles ao tribunal.

Os municípios de Bonito de Santa Fé, Emas, Pocinhos e Santa Luzia estão entre os que mais reduziram os gastos com saúde no ano passado. A média foi de R$ 2 milhões a menos em recursos na função saúde.

 

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Por outro lado, entre os municípios que gastaram mais com saúde em 2013 estão Cabedelo, que saltou de R$ 34 milhões em 2012 para R$ 40 milhões no ano passado; Campina Grande (de R$ 210 milhões para R$ 241 milhões), João Pessoa (de R$ 520 milhões para R$ 581 milhões), Santa Rita (de R$ 34 milhões para R$ 48 milhões); Sousa (de R$ 28 milhões para R$ 33 milhões) e Sumé, que quase dobrou os gastos com saúde em 2013, saltando de R$ 8,5 milhões em 2012 para R$ 16,8 milhões.

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Somando os valores aplicados na área por todos os municípios da Paraíba, de janeiro a novembro, é possível constatar que as prefeituras ampliaram em 9,69% os investimentos em saúde em 2013, comparado ao ano anterior. Em 2012, somando as despesas correntes (que mantêm o funcionamento dos serviços) e as despesas de capital (construção e aquisição de bens), foram investidos R$ 1.815.314.912,19. No ano passado, o gasto total das prefeituras com saúde chegou a R$ 1.991.148.785,52. Apenas os municípios de Casserengue, Imaculada, Ouro Velho e São José de Sabugi não informaram os gastos relativos a 2013.

Para efeito de comparação, a reportagem do JORNAL DA PARAÍBA solicitou ao TCE os dados referentes aos meses de janeiro a novembro. Isso porque o prazo para o envio dos balancetes referentes ao mês de dezembro de 2013 encerrou na última sexta-feira (31), portanto ainda não há informações consolidadas de dezembro último. Em 2012, levando em consideração também o mês de dezembro, os gastos das prefeituras com saúde chegaram a R$ 2.036.258.347,09. Os investimentos levam em conta todas as fontes de recursos, incluindo as transferências federais.

Mais do que médicos estrangeiros, SUS necessita de investimentos, diz especialista

cc/ecodebate
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Para o conselheiro consultivo do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) e professor associado da pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Heleno Rodrigues Correa Filho, os médicos estrangeiros são bem vindos. Mas desde que a chamada ‘importação’ seja feita dentro da lei e que, acima de tudo, o sistema público de saúde receba os investimentos de que tanto necessita e que os médicos, brasileiros ou estrangeiros, tenham condições adequadas para trabalhar e possam atender dignamente a população.

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No começo desta semana, a Associação Paulista de Medicina divulgou manifesto assinado por 63 outras entidades de âmbito regional e nacional, entre elas sociedades médicas de diversas especialidades, da área de Odontologia, de Educação Física e Terapia Ocupacional, faculdades de Medicina, organizações sociais, a Ordem dos Advogados do Brasil, Força Sindical, Proteste Associação do Consumidor e até o sindicato dos professores da rede municipal de São Paulo. As entidades são contrárias a mudanças em estudo no Ministério da Educação para o exame de revalidação do diploma de médicos formados no exterior, o Revalida.

Pressionado por prefeitos de várias cidades do país, com dificuldade para contratar médicos, o Ministério da Saúde estuda atrair profissionais oriundos de países de menor demanda, como Portugal, Espanha e Cuba, para atuar na periferia das grandes cidades ou no interior do país. Está em estudo uma proposta em que o próprio ministério possa avaliar a formação e a qualidade do trabalho do profissional no seu país e o traga com autorização específica, exclusiva, para atuar nessas localidades em que há déficit de atendimento.

Segundo o texto do manifesto contrário à importação de profissionais de medicina, “o governo pretende ignorar esta etapa de avaliação e autorizar o ingresso de 6 mil médicos no país, a maioria deles sem condições de exercer a medicina no Brasil”. Os manifestantes ainda conclamam a sociedade a “rechaçar quaisquer subterfúgios para facilitar a entrada de médicos estrangeiros, sem o cumprimento de rigorosa avaliação de capacitação de conhecimento e habilidades” e as autoridades “a apresentar, com urgência, um esboço de política consequente e sustentável de interiorização dos profissionais de medicina.”

Leia a seguir os principais trechos da entrevista de Correa Filho à Rede Brasil Atual, em que o especialista discorre sobre as muitas necessidades do SUS para que seja o modelo de atendimento à saúde pública que a sociedade exige:

Como o senhor avalia a proposta de trazer médicos do exterior ao Brasil?

É como rearranjar os móveis na sala sem cogitar se a mobília é adequada. Acho até justo o ministro Alexandre Padilha querer colocar no mercado essa força de trabalho, mas não acredito que seja essa a solução. Vai funcionar se forem tomadas medidas adicionais pelo Ministério da Saúde, pelos estados e municípios. Importar médicos apenas não vai desencadear uma série de reformas que nunca foram feitas.

Nos últimos 20 anos, por meio de uma sequência de políticas, o sistema público de saúde enfrenta a diminuição do financiamento estatal, especialmente da União. Não se pode colocar a culpa nos ombros do Lula e da Dilma, mas em seus governos nada foi feito para melhorar o custeio da saúde. Criou-se o SUS, um sistema unificado público e, na sequência, o Legislativo, inclusive os partidos de esquerda, e o Executivo, foram retirando o financiamento destinado a construi-lo.

Exemplo recente foi a votação da Emenda 29, que estabelece os percentuais a serem investidos no setor pela União, estados e prefeituras. O Legislativo deu com uma mão a votação de uma emenda esperada havia mais de 10 anos e retirou com a outra os recursos para financiar o sistema. (Com a aprovação da emenda, não ficou estabelecido percentual para a União, apenas a obrigação de aplicar o mesmo valor investido no ano anterior).

O que deve mudar com a chegada dos médicos estrangeiros?

Quando se tem uma medida cosmética como essa, é possível mudar a força do trabalho médico, mas não a natureza do serviço prestado pelo sistema. Pode-se criar um mercado de trabalho paralelo para médicos do exterior, que poderão ser colocados sem supervisão e sem política no interior do país, o que é muito ruim.  Há outros aspectos negativos que podem ser colocados, entre eles a falta da perspectiva do que é ou do que deveria ser o SUS na formação do médico.

Chegando aqui, vão atuar em políticas de saúde que desconhecem. Eles podem ser clinicamente competentes, cirurgicamente capacitados, mas vão continuar sendo inadequados ao sistema por desconhecer como ele funciona. É preciso mais do que uma capacitação linguística. Senão vão acabar tumultuando e até ajudando a direcionar a saúde ainda mais para a privatização como já está acontecendo: terceirização, privatização, Organizações Sociais,  ONGs.

Ou vão começar a fazer passeata nas ruas para pedir financiamento para o SUS; e eu vou estar com eles. A situação estará posta de uma maneira que não é aquela que esperamos. E a direita médica está morrendo de medo destes médicos “vermelhos”, cubanos, em sua maioria negros e mulheres, colocando em xeque a discriminação que não vai tolerar esses médicos.

O senhor é a favor dessa ‘importação’?

Não tenho nada contra. Aliás, escrevi muito sobre isso em meus textos no blog do Cebes, onde critico a resistência das corporações médicas contra os estrangeiros. Eles não resistem apenas à chegada dos estrangeiros ao país: resistem à revalidação de diplomas de filhos de brasileiros, de brasileiros natos que estudam no Exterior.

São vários os motivos. O mais claro deles é a reserva de mercado. Impõem provas que mesmo os que as elaboram são incapazes de passar. Fazem provas altamente especializadas, exigem conhecimento sobre coisas que não são da rotina médica diária. E perguntam sobre o que nem eles sabem responder. São exames para reprovar 90% dos candidatos. E reprovam mesmo.

O exame de revalidação de diplomas estrangeiros do Ministério da Educação (Revalida) é elaborado por professores de universidades renomadas que estão politicamente decididos a não deixar entrar ninguém. O objetivo não é filtrar profissionais para o mercado, e sim impedir que entrem pessoas. Não há avaliação externa ao Revalida.

Quando são reprovados 90% dos candidatos, ninguém vem a público reclamar de tamanho absurdo, dizer que no Reino Unido ou na América do Norte uma prova assim seria reestruturada. Por que brasileiros passam em exames nos Estados Unidos e americanos não passam no Revalida brasileiro? É porque tem alguma coisa errada.

O decreto que o criou é muito bom: devem ser feitas provas teóricas abrangentes e práticas conduzidas com pacientes simulados. Mas eles dão um jeito de que os candidatos sejam reprovados logo na entrada, na prova de múltipla escolha; nem chegam a avançar para a prova prática. Além disso, não se renova o plantel dos elaboradores, não é avaliado o conflito de interesses dos elaboradores.

Ou seja: uma série de artimanhas revelam que a prova é politicamente delineada para barrar o ingresso de médicos com o diploma do exterior no mercado brasileiro.

Há outras razões?

Há o componente ideológico. Quando se soube que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) estava mandando filiados para estudar Medicina em Cuba para que, no regresso, fossem atender nos rincões onde atua o MST, a direita médica se levantou. E naquela época não para impedir a revalidação de diplomas estrangeiros, e sim para impedir que médicos cubanos contaminassem a Medicina brasileira.

O fenômeno é antigo, anterior ao Enem e à política de cotas nas universidades. Então, uma década depois de formação de muitos médicos em Cuba – a  maioria pobre, preta, parda, indígena –, ainda não conseguem revalidar o diploma e trabalham como office-boy, motorista de táxi ou continuam militando no movimento. Essa direita que não quer modificações no Revalida é a mesma que não quer as cotas nas universidades e os médicos oriundos dessa escola cubana.

Como começou a ideia de trazer médicos estrangeiros?

A ideia foi lançada como balão de ensaio após uma fala de um ministro do Itamaraty (Relações Exteriores), que depois foi mencionada pela presidenta Dilma para depois então o ministro Padilha sair correndo atrás, dizendo que queria fazer. E a cada vez que ele se pronunciava sobre o assunto, adicionava uma informação nova porque nada tinha sido combinado antes com alguém.

Não foi feito nenhum acordo com os movimentos sociais, com os sanitaristas organizados no Cebes e na Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), com os sindicatos, as centrais sindicais, com os partidos. Nada. Um erro básico, na minha opinião, não ter ouvido os movimentos que defendem a saúde  pública e poderiam colaborar com um projeto que poderia ser bom, combinar primeiro em qual contexto esses médicos viriam trabalhar, como ingressariam, fazer o Revalida ou não.

Como não combina, acaba dando um pano enorme pra manga de quem já era contra o ingresso de médicos no mercado brasileiro. Digo isso porque tudo está sendo feito ao arrepio da lei. Há sistema para formar pessoas para trabalhar no país, há decreto que diz como se faz. E se desrespeita tudo isso, o jogo jogado não vale e começa tudo da estaca zero. É uma ausência de costura política.

Se for para reforçar o sistema de saúde, muito bem, mas vamos colocar as regras no jogo, as que estão vigentes. Mas é preciso também coragem política para entrar no MEC e remodelar a situação do Revalida, o que ninguém quer fazer para não ferir os poderes da corporação médica. Prefere-se brigar com a mídia, fazer jogo de cena do que enfrentar o posicionamento reacionário, retrógrado, xenofóbico e elitista do Conselho Federal de Medicina, da Federação Nacional dos Médicos. Ninguém enfrenta porque é preciso vontade política e articulação entre governo, congresso e partidos.

Acho que devíamos parar tudo e combinar as regras do jogo. O embate será grande e a chance de o governo perder é grande. Haverá uma enxurrada de processos na Justiça contra a medida, que vão pingar na ribalta pública daquilo que se transformou o Supremo Tribunal Federal, com julgamentos por prevaricação, improbidade administrativa, um show de processos e condenações. Meu prognóstico é ruim. Com o nível de resistência política e de desarticulação, a proposta resultará em fracasso.

Afinal, falta médico?

Acho que essa conta do Ministério da Saúde que mostra que foram abertos mais postos de trabalho do que a quantidade de médicos formados deve ser refeita. Não foi revelado quantos postos de trabalho foram abertos. Pelo que sei, o Ministério da Saúde não fez nenhuma conta de quantos médicos precisa. Quando saiu essa queixa, ninguém falava em números.

Eu acredito nos dados do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, que concluem que os médicos estão mal distribuídos, concentrados nas grandes cidades e que não vão trabalhar nas periferias onde não conseguem trabalhar com qualidade, de maneira decente, e nem recebem o salário prometido. Embora venham do meu adversário do ponto de vista político, acredito nesses dados, que não foram desmentidos.

Saí do mercado clínico há dois anos e não estou clinicando porque não existe nada que me atraia para voltar a clinicar. Pelo contrário. O Estado de São Paulo fechou a carreira de médico sanitarista há duas semanas. Quando a política é de fechar, de subfinanciar, trazer profissionais de outro contexto, pode até influenciar positivamente, mas é uma loteria.

Não há nenhuma garantia de que pessoas que venham do exterior venham suportar esse sistema subfinanciado, que vão trabalhar adequadamente e ainda sobreviver à falta de recursos e às condições indignas oferecidas no interior do país. A gente sabe que tem aldeia indígena que não tem médico, apenas enfermeiros trabalhando sozinhos, fazendo além de suas funções porque não tem quem faça o diagnóstico e mande aplicar medicação.

Médico não chega lá. Quem vai aceitar trabalhar em más condições? Um cubano, um espanhol, um português? Tem de ver qual é o limite da atuação. Me deixa indignado essa ideia de conceder alvará para meio médico. Não pode trabalhar nas grandes cidades. Por que? Porque quando chegar nessas cidades pequenas e encontrar condições inadequadas para viver e trabalhar decentemente, o que fará é migrar para uma cidade onde possa trabalhar de maneira adequada.

Vai-se dar uma carta de trabalho pros grotões. E se não se adaptar, o médico vai se rebelar e ser deportado. É condição análoga à escravidão. Não vejo liberdade de trabalho, de migração. Acredito ainda que os médicos de alta formação política e de alta solidariedade internacional vão aderir por se tratar de um chamado vindo de um país irmão e chegar de coração aberto porque, historicamente, o brasileiro sempre apoiou o cubano.

Mas sairão daqui decepcionados, sem ter conseguido fazer o que planejavam. Em 2005, o governo do Tocantins importou mais de 100 médicos para trabalhar no estado por um ano e meio. As entidades médicas entraram com medida na Justiça e eles foram deportados. A população ficou sem médico de um dia para o outro.

É verdade que o médico cada vez menos quer atender pessoas?

Até certo ponto é verdade, mas isso  precisa ser desmistificado. Para quem está de fora da escola médica, há na carreira um desejo de ascensão de classe. As últimas turmas de Medicina da Unicamp, de 2000 a 2011, quando me aposentei, são de alunos em que uma minoria, cerca de 10%, deseja trabalhar numa medicina que proporcione riqueza.

A maioria é composta de pessoas generosas, interessadas na ciência, que querem aprender o melhor que a técnica médica e os equipamentos podem oferecer. E se sentem muito frustradas em trabalhar onde só existe caneta e estetoscópio quando se sabe que fora existem equipamentos de alta resolução para avaliação eletrônica de diversas partes do organismo e para cirurgias de boa qualidade. Eles se formam com a expectativa de fazer diferença para as pessoas num momento difícil. Esses médicos chegam ao mercado com generosidade e expectativas que não são correspondidas. Não são “mauricinhos” como a mídia coloca, em busca de ascensão social.

Acontece que o sistema público de saúde que evolui para a privatização seduz os corações e mentes desses jovens médicos, dizendo a eles que só poderão fazer a medicina com que sonham se forem trabalhar em hospitais do porte de um Albert Einstein, um Sírio-Libanês. E que no SUS estão destinados a atender pés descalços. Quem sai de uma faculdade pública de bom nível, como a USP e a Unicamp, sai com a frustração de ser jogado em um sistema sem recursos, sem equipamentos, com condições indignas de trabalho.

Aí entram em choque com o sistema, com a clientela e com o próprio coração, que não é o de alpinista social. Há um ranço contra os médicos. É fácil xingá-los, mas ninguém xinga o Congresso quando se tira o financiamento para o SUS. Essa imagem do médico é piorada pelo posicionamento político de direita das associações médicas e de especialistas. Seus líderes, sim, são influenciados pelo espírito de ascensão e alpinismo social, impondo seu ponto de vista e discurso corporativista.

 

 

redebrasilatual

Trócolli acompanha ministro da Justiça e comemora investimentos do Governo Federal na Paraíba

 

trocolli_ministroO deputado estadual Trócolli Júnior (PMDB) acompanhou, na tarde desta quarta-feira (08), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que esteve no Tribunal de Justiça da Paraíba para celebrar convênios que vão beneficiar o Estado com ações de fortalecimento da segurança e também para o combate ao crack que tem afetado, pelo menos, 104 municípios paraibanos, de acordo com o Observatório do Crack.

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Somente na Paraíba, conforme os dados do Ministério da Justiça, serão investidos quase R$ 37 milhões em ações de combate a droga que tem gerado níveis de problemas médio e alto em 90 cidades da Paraíba.

Trócolli, que há mais de uma década vem lutando para promover ações que combatam a droga e tratem os dependentes químicos, comemorou os investimentos do Governo Federal na área. “Há mais de dez anos eu demonstro à Paraíba que o maior problema é o crack. Mais de 80% dos crimes cometidos no Estado têm relação com essa droga. A vinda do ministro mostra a vontade do Governo Federal em promover ações que combatam o crack no nosso Estado. tive uma longa conversa co m o ministro José Eduardo Cardozo e os investimentos serão não apenas para combater, mas também para promover a recuperação dos dependentes químicos”, celebrou o parlamentar.

Trócolli também tem defendido a construção de um centro de referência para o tratamento dos dependentes. “Nós precisamos urgentemente ter um centro de referência que cuide dos dependentes químicos, porque o crack é um problema que precisa ser combatido e também tratado”, ressaltou.

Com a adesão ao programa “Crack, é Possível Vencer” a Paraíba poderá, nos próximos dois anos, criar quase 210 vagas para atendimento aos usuários de drogas, em especial o crack. As vagas serão possíveis por meio da abertura de 22 leitos em enfermarias especializadas; abertura de um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS) 24 horas; um CAPS 24 horas, um CAPS Infantil; seis novas unidades de acolhimento (sendo quatro destinadas ao público adulto e duas ao infantil). Além disso, João Pessoa irá receber um novo consultório nas ruas. Para as ações serão investidos R$ 15,5 milhões no eixo da saúde na capital.

Além de João Pessoa, a cidade de Campina Grande também aderiu ao Programa. O município vai receber até 2014 R$ 14,5 milhões para construção de dois CAPS AD 24 horas; duas Unidades de Acolhimento (uma adulta e outra infantil); um CAPS I; um CAPS 24 Horas; um CAPS Infantil; 27 leitos em enfermarias especializadas e um Consultório na Rua.

 


Assessoria de imprensa

CAPS de Cajazeiras recebem investimentos e restabelecem serviços durante a semana, diz coordenadora

       capsO CAPS AD é a única unidade de saúde especializada em atender os dependentes de álcool e outras drogas de Cajazeiras. Dentro das diretrizes determinadas pelo Ministério da Saúde, que tem por base o tratamento do paciente em liberdade, buscando sua reinserção social, o novo CAPS AD retomou sua atividades com novidades. Com investimentos em todos os setores, a nova direção confirmou que os serviços foram restabelecidos e que os atendimentos estão sendo realizados com absoluto sucesso e precisão dos profissionais disponíveis.
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Desta forma, o CAPS AD oferece atendimento diário a pacientes que fazem uso prejudicial de álcool e outras drogas, permitindo o planejamento terapêutico dentro de uma perspectiva individualizada de evolução contínua. Todos os encaminhamentos devem partir das unidades de saúde do município, ou o paciente pode chegar ao CAPS através de demanda espontânea.

O CAPS AD possui uma equipe multiprofissional formada por psiquiatra, psicóloga, médico, assistente social, terapeuta ocupacional, farmacêutica, enfermeiro, técnicos de enfermagem, professor de educação física, professora de artes, além da equipe administrativa. A coordenação é de Gilvanda de Menezes Lira. Outra importante lembrança é que o CAPSAD atende pacientes dos 15 municípios da região da AMASP. Sobre o CAPS II que cuida de pacientes com transtornos mentais, a Secretaria de Saúde confirmou que também tudo está funcionando normalmente.  De segunda á sexta-feira das 7h30 às 17h00, todos os serviços são disponibilizados para as cidades de Cajazeiras, Cachoeira dos Índios e Bom Jesus. A coordenação é da enfermeira Norma Alves Viana.

Já no CAPS Infantil o trabalho foi retomado com intensidade e com várias inovações começando pelo local de funcionamento. Agora na Avenida Tenente Arsênio, o novo ambiente tem espaço amplo para o desenvolvimento dos trabalhos feitos pelos pacientes e monitores, disse a coordenadora Maria de Lima Bertoldo.

 

 

 

Secom/PMC para o Focando a Notícia

Presidenta anuncia investimentos de R$ 265 milhões para enfrentamento da violência contra mulheres

Gustavo Miranda/
Gustavo Miranda/

A presidenta da República, Dilma Rousseff, anunciou a criação de unidades que serão conhecidas como Casa da Mulher Brasileira. No primeiro momento cada unidade federativa receberá uma dessas casas. A medida faz parte do programa “Mulher: Viver sem Violência”, lançado na manhã desta quarta-feira (13), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

Ao lado da ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), a presidenta Dilma Rousseff afirmou que serão investidos aproximadamente R$ 265 milhões até o final do próximo ano na iniciativa. Segundo ela, a meta é “avançar até que todos os governos tenham tolerância zero com a violência contra as mulheres”, crime que ela definiu como vergonha para a sociedade.

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“Hoje é mais um dia em que afirmamos o compromisso de honrar as mulheres”, disse a presidenta, que também citou a luta contra a exploração sexual de mulheres.

De acordo com a SPM/PR, o objetivo é dar uma resposta “mais forte, integrada e humanizada” do governo federal para a violência contra as mulheres. O programa vai congregar os serviços públicos e organizar o atendimento às vítimas. Boa parte desses instrumentos foram criados e mantidos a partir do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Campanhas educativas e de utilidade pública para prevenção e enfrentamento à violência também compõem o rol de ações.

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) foi representada por Patrícia Barcelos, secretária-executiva da pasta. A ministra Maria do Rosário está em Porto Alegre para acompanhar o velório de Márcia Santana, secretária de Políticas para as Mulheres do Rio Grande do Sul, que faleceu na madrugada desta quarta-feira (13). Inclusive, Márcia Santana foi homenageada pela presidenta durante o evento no Palácio do Planalto.

Disque 100 e 180 – No seu discurso, a presidenta Dilma Rousseff também destacou o fortalecimento dos canais de comunicação do governo federal para recebimento de denúncias de violações dos Direitos Humanos e de violência contra as mulheres, respectivamente o Disque 100 e Disque 180. Conforme a presidenta, essas são as duas principais ferramentas disponíveis para a população denunciar situações irregulares.

Creches – A presidenta Dilma aproveitou a oportunidade para reafirmar o compromisso de construir 1,5 mil escolas de educação infantil em todo o país ainda neste ano.

Assessoria de Comunicação Social