Arquivo da tag: investimentos

Ricardo recebe delegação do Botafogo-PB e destaca investimentos do Estado no futebol

ricardo-e-botafogoO governador Ricardo Coutinho recebeu atletas e dirigentes do Botafogo da Paraíba, na manhã desta sexta-feira (22), na Granja Santana, em João Pessoa. Durante o encontro, os atletas agradeceram os investimentos do Governo do Estado no futebol paraibano, como a criação do Programa Gol de Placa e a reforma de estádios, a exemplo do ‘Almeidão’, na Capital, e o ‘Marizão’, em Sousa.

Na ocasião, Ricardo parabenizou a equipe do Botafogo pela inédita classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil. Ele destacou também os investimentos do Governo do Estado no futebol paraibano. “Mesmo diante do atual cenário econômico que estamos enfrentando, o Governo do Estado manteve todos os recursos do Gol de Placa, não apenas mantendo, mas também desburocratizando todo o processo. Hoje o dinheiro chega aos clubes”, disse.

O governador ressaltou o atual momento vivido pelos clubes paraibanos. “Podemos afirmar que temos um futebol que anda em harmonia – direção, atletas. Isso tudo é fruto de políticas públicas desenvolvidas a favor desse esporte. Com reformas de estádios, como fizemos, você cria uma identidade, aumenta a autoestima do torcedor, dos atletas, fazendo com que feitos inéditos sejam alcançados, como estar nas oitavas de final da Copa do Brasil”, afirmou.

O presidente do Botafogo da Paraíba, Guilherme Novinho, avaliou o encontro. “É um governo que sempre se mostrou comprometido com o futebol paraibano. Foi um momento de muita honra para nós que fazemos o Botafogo paraibano. Saímos desse encontro cientes e confiantes de que muito mais será feito”, destacou.

O técnico do Botafogo, Itamar Schülle, comentou a classificação da equipe para as oitavas de final da Copa do Brasil. “Ficamos muito felizes. Isso é o resultado de nossa fé em Deus, da nossa disciplina. Mas também não podemos esquecer do apoio que temos recebido. Sabemos o quanto o futebol é importante para movimentar a cidade. Estamos muito felizes em poder retribuir tanto os investimentos públicos quanto o carinho da torcida”, pontuou.

Além do governador Ricardo Coutinho, estiveram presentes secretários de Estado, como Luís Tôrres, da Comunicação Institucional, e Zé Marco, secretário executivo da Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel). “Ficamos, particularmente, muito satisfeitos e honrados com esse encontro. Sei da importância do esporte para a nossa juventude. Esse resultado do Botafogo motiva novos esportistas e, ao mesmo tempo, aumenta a nossa responsabilidade – na condição de gestores públicos – de fazermos cada vez mais pelo esporte paraibano”, finalizou Zé Marco.

Secom PB

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Ricardo Coutinho revela que investimentos contra seca só terão duração de seis meses

RCO governador Ricardo Coutinho comemorou investimentos destinados ao combate à seca anunciados durante solenidade, na manhã de hoje, muito embora tenha dito que os recursos irão suprir as necessidades do estado por um período de seis meses. Coutinho disse que recebeu do Governo Federal recursos na ordem de R$ 18 milhões para assistência emergencial e outros R$ 32 milhões para investir em construção de sistemas de abastecimentos de água.

O Governo do Estado irá investir R$ 80 milhões decorrentes de remanejamento proposto pelo governador: “Eu decidi fazer remanejamentos importantes dentro do governo para que a gente pudesse implementar um plano muito mais generoso. Eu estou aqui com essa parte que dá R$ 53 milhões do Governo Federal, colocando mais R$ 80 milhões em recursos do Governo do Estado”, explicou.

O governador afirmou que é constitucional o remanejamento tendo em vista que o problema da seca, por ser uma questão climática, é de responsabilidade da União, mas requer  intervenção estadual também.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

De acordo com Ricardo Coutinho, serão construídos 35 sistemas de abastecimento de água para comunidades que estão ao redor do eixo da transposição do São Francisco. Além disso, com apoio do Exército serão perfurados poços e distribuída 15 mil toneladas de ração para alimentar os rebanhos.

Embora o investimento seja de grande quantia, terá duração de apenas seis meses. O governador disse que depois desse período aguarda novo ciclo de chuvas: “no ponto de vista de carro pipa e ração dura seis meses, até o final de ano e aí vem o novo ciclo das chuvas que eu espero que chegue. Ou chove ou tem transposição. Esse é o caminho para a Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Não há outra saída”, concluiu.

 

 

blogdogordinho

Investimentos na saúde foi destaque no programa de rádio da Prefeitura de Tacima

tacimaA Secretária de saúde do Município de Tacima, Jaquiele, participou na manhã do último sábado, 28 de fevereiro, do programa institucional da Prefeitura do município de Tacima.

Jaquiele apresentou investimentos e ações importantes na área da saúde. Segundo o que informou a Secretária, o município tem assegurado a execução de várias as políticas públicas de saúde. De acordo com o que disse, os recursos do PMAQ não são suficientes para a oferta de alguns serviços à população. “O que recebemos do PMAQ não chega a 50% dos recursos que aplicamos no atendimento à população.” Disse.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

A Gestora de saúde no município informou alguns dos gatos, ações e serviços realizados pela Prefeitura mensalmente. “São cerca de 100 a 120 ultrassonografias realizadas mensalmente, um custo para o município de aproximadamente 4 mil reais. Com Ginecologista o município investe cerca de 3 mil em exames e consultas. O município oferece ainda a consulta e pequenas cirurgias com o dermatologista, com um custo de 2 mil. São cerca de mil e quinhentos reais com a endoscopia que oferecemos.” Informou.

Jaquiele informou ainda que o município tem garantido o transporte para atendimento à pacientes em outras cidades. “Isso custa para os cofres públicos do município, algo em torno de 20 mil por mês, sem falar na refeição que é oferecida a quem vai receber atendimento na Capital João Pessoa, que somente em fevereiro, chegou a três mil e oitocentos reais de custo para a Prefeitura.” Destacou.

O Prefeito do município, Erivan Bezerra, lembrou que a saúde é um problema a nível nacional, mas que sua gestão tem feito de tudo para atender às necessidades da população. Disse que outras várias ações tem sido realizadas na sua administração na área de saúde. “Sabemos que ainda temos muito o que fazer, mas quem precisa da saúde pública, sabe dos nossos esforços e o que estamos oferecendo.” Concluiu.

Assessoria da Prefeitura de Tacima-PB

Projetos da Suplan na PB geram investimentos de R$ 693 milhões

Vila-OlimpicaProjetos sob a responsabilidade da Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado (Suplan) em todas as regiões da Paraíba estão gerando um investimento de R$ 693 milhões na Paraíba. A informação é da diretora-superintendente da Suplan, engenheira Simone Guimarães.

 

Segundo ela, atualmente existem 217 obras em execução no Estado. “São construções e reformas de escolas, hospitais, teatros, ciretrans, além de estradas em alguns municípios. Desse total, 41 obras estão sendo finalizadas ou prontas para serem inauguradas pelo governador Ricardo Coutinho”, explica.

“O teatro do Centro de Convenções; a Vila Olímpica que será Vila Paraíba e que está ficando bela; elevadores e quiosques dos estádios Almeidão e Amigão; o teatro Irácles Pires, de Cajazeiras, e o Santa Roza, em João Pessoa; o Centro de Formação de Educadores de Campina Grande, entre outras”.

Na área da Educação, a Suplan trabalha hoje em 123 obras, incluindo as Escolas Técnicas Estaduais, novas escolas padrões em alguns municípios e reformas de dezenas de outras unidades.

 

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

No campo da Saúde, as obras do Hospital Metropolitano de Santa Rita são o destaque. Essas obras estão sendo assumidas pela segunda empresa colocada na licitação já que o contrato foi rescindido com a primeira empresa. “O Estado está sendo contemplado com obras em todas as regiões”, disse Simone Guimarães.

 

MaisPB

Grupo de investimentos confirma Marcelo no Fla por três temporadas

marceloÉ questão de tempo para que Marcelo Cirino seja confirmado como reforço do Flamengo. A transação envolvendo o Atlético-PR, o Rubro-Negro carioca e o fundo de investimentos Doyen Group está selada e o anúncio depende somente do acordo salarial do atacante. Os termos da negociação são os mesmos da ida de Leandro de Damião para o Santos. O contrato será de três anos, mesmo período que o clube da Gávea tem para pagar o empréstimo de R$ 16,5 milhões para compra de 50% dos direitos econômicos do atacante.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

 

Anualmente, o valor será ajustado em 10%. Caso o Flamengo venda o jogador neste período, fica com 20% deste montante, com os outros 80% indo para Doyen Group. Ambas as partes vêm o negócio com grande potencial de lucro técnico e financeiro, uma vez que Marcelo tem somente 22 anos e foi eleito a revelação do Brasileirão de 2013. A expectativa é de que o reforço já se apresente com o restante do elenco rubro-negro na segunda-feira, no Ninho do Urubu.

Representante da Doyen no Brasil, Renato Duprat confirmou o final feliz para transação.

– Já está tudo acertado, falta apenas o acordo salarial do Flamengo com o Marcelo. O contrato será de três anos, prazo que o clube terá para nos pagar o investimento realizado. Após este período, o Marcelo será do Flamengo. Se houver uma negociação, ficamos com 80% e o clube com 20% – revelou em contato com o GloboEsporte.com.

O Doyen é um grupo que tem como principal atividade a mineração – óleo, gás, ouro, ferro, etc. Com escritórios também em Istambul, na Turquia, e em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o grupo iniciou os trabalhos esportivos em 2011, tornando-se “uma alternativa de financiamento” para clubes que têm menos recursos”. O modelo criado com a autorização da Uefa tira da mão de terceiros (grupos de empresários, por exemplo) os direitos econômicos dos jogadores, o que faz do grupo praticamente um banco.

 

Globoesporte.com

Dilma diz que cortará gastos públicos, mas promete não afetar investimentos ou consumo

dilmaMesmo sem ter anunciado o novo ministro da Fazenda, o governo de Dilma Rousseff fará corte de gastos e a tesoura deverá atingir despesas que não geram benefício na demanda ou que são consideradas excessivas. “Nós vamos fazer ajustes, mas nem todos os ajustes são pelo lado de cortar a demanda”, disse ontem após participar da reunião de cúpula das 20 maiores economias do mundo, o G-20. Dilma negou que estuda a volta da cobrança da Cide, uma contribuição paga no preço da gasolina.
Durante entrevista antes de deixar o centro de convenções que abrigou a reunião, Dilma confirmou que haverá cortes de gastos públicos. Explicou, porém, que a medida não vai afetar investimentos ou o consumo. “Você tem de selecionar aquilo que é capaz de te dar maior nível de investimento e, portanto, maior capacidade de recuperação”, disse.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

 

“Você tem no Brasil um conjunto de gastos e de despesas que não levam necessariamente à ampliação do investimento nem à ampliação do consumo. Essas despesas são aquelas que nós consideramos que podem ser cortadas”, defendeu. Outro foco são os gastos que são considerados “excessivos”. Nos dois casos, porém, Dilma não deu exemplos de áreas que podem ter corte.

 

Também presente no evento, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que serão cortadas despesas que crescem “mais que o normal”. “O Brasil tem de fazer ajustes e venho dizendo há vários meses. Temos de fazer um ajuste como o de 2011 e estamos preparando medidas”, disse. “Não está pronto ainda. Mas vamos atacar despesas que estão crescendo mais que o normal. Vamos mudar o ritmo dessas despesas”, disse Mantega. O governo tem sinalizado que pode atacar gastos que têm aumentado acima da inflação.

 

O ministro explicou aos jornalistas que a intenção do governo é “caminhar para um superávit fiscal maior em 2015 do tamanho que já foi anunciado na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias”. “Já tínhamos anunciado o superávit primário em torno de 2% do PIB”, disse.

 

Com a contenção dos gastos públicos, Mantega defende que haverá acomodação da inflação e, assim, o Banco Central terá espaço para “uma política monetária mais flexível”. Ou seja, queda de juros. “Então, vai aumentar o crédito e o consumo”, disse.

 

Gasolina. Questionada sobre o rumo de volta da cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para melhorar a arrecadação, a presidente Dilma Rousseff rechaçou a hipótese. “Não conheço essa possibilidade. Eu não discuti a criação da Cide com ninguém. Pode ter alguém interessado na criação da Cide e deve ter muita gente interessada. Eu não estou dizendo que nunca vai se retomar a Cide, mas isso não está na nossa pauta.”

Agência Estado

Secretário assegura mais investimentos na Segurança Pública com uma polícia mais repressiva na PB

(Foto: Divulgação/Secom-PB)
(Foto: Divulgação/Secom-PB)

O Secretario da Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima disse em entrevista ao Sistema  a Arapuan de Comunicação de que o Governo do Estado está buscando mais recursos para investir na área de Segurança Pública.

Ele lembrou que houve investimentos próprios do Governo do Estado no setor de inteligência  em 2012 e que mais recursos estão previstos para acontecer no setor dentro do Programa Brasil Mais Seguro.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Cláudio Lima disse ainda que o Governo do Estado tem  procurado trabalhar voltado para uma repressão cada vez  mais qualificada e com homens na rua.

Com relação ao problema das explosões de caixas eletrônicos, o secretário explicou que isso acontece devido a migração de quadrilhas e do crime organizado de  outros Estados para a Paraíba aliado a falta de fiscalização  e controle dos explosivos.

De acordo com  Cláudio Lima os bancos também tem uma certa parcela de culpa no caso das explosões dos caixas eletrônicos porque não investem em segurança. “ Existem tecnologias suficientes que os bancos deviam utilizar, mas o fazem e  por isso não adiantar colocar a culpa na polícia o problema é de responsabilidade de muita gente ”, desabafou o secretário.

 

Secom-PB

Dilma vem à João Pessoa terça para anunciar investimentos em mobilidade urbana

dilma-rousseffA presidenta Dilma Rousseff (PT) anuncia na próxima terça-feira (18), em João Pessoa, novos investimentos em mobilidade urbana para o estado da Paraíba. A informação foi confirmada há pouco pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP). A cerimônia marcará o repasse de recursos para as obras selecionadas pelo Pacto da Mobilidade Urbana. Todos os detalhes da agenda serão divulgados nos próximos dias pelo Gabinete da Presidência da República.

 

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

“É momento muito importante para a Paraíba e a nossa presidenta Dilma estará mais uma vez na nossa terra para trazer boas novas, dessa feita com o anúncio da nova etapa de obras voltadas para a mobilidade urbana na Paraíba, especialmente para João Pessoa”, frisou o ministro paraibano, acrescentando que: “Na próxima terça a partir das 14h, a nossa presidenta estará em solo paraibano, fazendo este anúncio, nós estaremos juntos vivendo mais um momento importante para nossa querida Paraíba”, destacou Ribeiro que é vice-presidente do Partido Progressista em âmbito estadual.

 

É válido lembrar que a presidenta Dilma Rousseff disse na última segunda-feira (10) que o governo federal, em parceria com estados e municípios, está investindo R$ 143 bilhões em mobilidade urbana em todo o país. No seu programa semanal Café com a Presidenta, Dilma também informou que o investimento contempla mais de 3,5 mil quilômetros em transporte coletivo, que incluem metrôs, trens urbanos, monotrilhos, veículos leves sobre trilhos (VLTs), além dos corredores de ônibus.

paraiba.com com Assessoria

 

63 municípios paraibanos reduzem investimentos na saúde

charge-saude-Entre 2012 e 2013, considerando os dados de janeiro a novembro nos dois anos, um total de 63 municípios paraibanos reduziram os investimentos em saúde. O levantamento fornecido pelo Tribunal de Contas do Estado tem como base os dados empenhados pelos gestores no Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade (Sagres) na função ‘Saúde’, segundo as informações repassadas por eles ao tribunal.

Os municípios de Bonito de Santa Fé, Emas, Pocinhos e Santa Luzia estão entre os que mais reduziram os gastos com saúde no ano passado. A média foi de R$ 2 milhões a menos em recursos na função saúde.

 

CURTA O FOCANDO O ESPORTE NO FACEBOOK

Por outro lado, entre os municípios que gastaram mais com saúde em 2013 estão Cabedelo, que saltou de R$ 34 milhões em 2012 para R$ 40 milhões no ano passado; Campina Grande (de R$ 210 milhões para R$ 241 milhões), João Pessoa (de R$ 520 milhões para R$ 581 milhões), Santa Rita (de R$ 34 milhões para R$ 48 milhões); Sousa (de R$ 28 milhões para R$ 33 milhões) e Sumé, que quase dobrou os gastos com saúde em 2013, saltando de R$ 8,5 milhões em 2012 para R$ 16,8 milhões.

Acompanhe o Bananeiras Online também pelo twitter e pelo facebook

Somando os valores aplicados na área por todos os municípios da Paraíba, de janeiro a novembro, é possível constatar que as prefeituras ampliaram em 9,69% os investimentos em saúde em 2013, comparado ao ano anterior. Em 2012, somando as despesas correntes (que mantêm o funcionamento dos serviços) e as despesas de capital (construção e aquisição de bens), foram investidos R$ 1.815.314.912,19. No ano passado, o gasto total das prefeituras com saúde chegou a R$ 1.991.148.785,52. Apenas os municípios de Casserengue, Imaculada, Ouro Velho e São José de Sabugi não informaram os gastos relativos a 2013.

Para efeito de comparação, a reportagem do JORNAL DA PARAÍBA solicitou ao TCE os dados referentes aos meses de janeiro a novembro. Isso porque o prazo para o envio dos balancetes referentes ao mês de dezembro de 2013 encerrou na última sexta-feira (31), portanto ainda não há informações consolidadas de dezembro último. Em 2012, levando em consideração também o mês de dezembro, os gastos das prefeituras com saúde chegaram a R$ 2.036.258.347,09. Os investimentos levam em conta todas as fontes de recursos, incluindo as transferências federais.

Mais do que médicos estrangeiros, SUS necessita de investimentos, diz especialista

cc/ecodebate
cc/ecodebate

Para o conselheiro consultivo do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) e professor associado da pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Heleno Rodrigues Correa Filho, os médicos estrangeiros são bem vindos. Mas desde que a chamada ‘importação’ seja feita dentro da lei e que, acima de tudo, o sistema público de saúde receba os investimentos de que tanto necessita e que os médicos, brasileiros ou estrangeiros, tenham condições adequadas para trabalhar e possam atender dignamente a população.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

No começo desta semana, a Associação Paulista de Medicina divulgou manifesto assinado por 63 outras entidades de âmbito regional e nacional, entre elas sociedades médicas de diversas especialidades, da área de Odontologia, de Educação Física e Terapia Ocupacional, faculdades de Medicina, organizações sociais, a Ordem dos Advogados do Brasil, Força Sindical, Proteste Associação do Consumidor e até o sindicato dos professores da rede municipal de São Paulo. As entidades são contrárias a mudanças em estudo no Ministério da Educação para o exame de revalidação do diploma de médicos formados no exterior, o Revalida.

Pressionado por prefeitos de várias cidades do país, com dificuldade para contratar médicos, o Ministério da Saúde estuda atrair profissionais oriundos de países de menor demanda, como Portugal, Espanha e Cuba, para atuar na periferia das grandes cidades ou no interior do país. Está em estudo uma proposta em que o próprio ministério possa avaliar a formação e a qualidade do trabalho do profissional no seu país e o traga com autorização específica, exclusiva, para atuar nessas localidades em que há déficit de atendimento.

Segundo o texto do manifesto contrário à importação de profissionais de medicina, “o governo pretende ignorar esta etapa de avaliação e autorizar o ingresso de 6 mil médicos no país, a maioria deles sem condições de exercer a medicina no Brasil”. Os manifestantes ainda conclamam a sociedade a “rechaçar quaisquer subterfúgios para facilitar a entrada de médicos estrangeiros, sem o cumprimento de rigorosa avaliação de capacitação de conhecimento e habilidades” e as autoridades “a apresentar, com urgência, um esboço de política consequente e sustentável de interiorização dos profissionais de medicina.”

Leia a seguir os principais trechos da entrevista de Correa Filho à Rede Brasil Atual, em que o especialista discorre sobre as muitas necessidades do SUS para que seja o modelo de atendimento à saúde pública que a sociedade exige:

Como o senhor avalia a proposta de trazer médicos do exterior ao Brasil?

É como rearranjar os móveis na sala sem cogitar se a mobília é adequada. Acho até justo o ministro Alexandre Padilha querer colocar no mercado essa força de trabalho, mas não acredito que seja essa a solução. Vai funcionar se forem tomadas medidas adicionais pelo Ministério da Saúde, pelos estados e municípios. Importar médicos apenas não vai desencadear uma série de reformas que nunca foram feitas.

Nos últimos 20 anos, por meio de uma sequência de políticas, o sistema público de saúde enfrenta a diminuição do financiamento estatal, especialmente da União. Não se pode colocar a culpa nos ombros do Lula e da Dilma, mas em seus governos nada foi feito para melhorar o custeio da saúde. Criou-se o SUS, um sistema unificado público e, na sequência, o Legislativo, inclusive os partidos de esquerda, e o Executivo, foram retirando o financiamento destinado a construi-lo.

Exemplo recente foi a votação da Emenda 29, que estabelece os percentuais a serem investidos no setor pela União, estados e prefeituras. O Legislativo deu com uma mão a votação de uma emenda esperada havia mais de 10 anos e retirou com a outra os recursos para financiar o sistema. (Com a aprovação da emenda, não ficou estabelecido percentual para a União, apenas a obrigação de aplicar o mesmo valor investido no ano anterior).

O que deve mudar com a chegada dos médicos estrangeiros?

Quando se tem uma medida cosmética como essa, é possível mudar a força do trabalho médico, mas não a natureza do serviço prestado pelo sistema. Pode-se criar um mercado de trabalho paralelo para médicos do exterior, que poderão ser colocados sem supervisão e sem política no interior do país, o que é muito ruim.  Há outros aspectos negativos que podem ser colocados, entre eles a falta da perspectiva do que é ou do que deveria ser o SUS na formação do médico.

Chegando aqui, vão atuar em políticas de saúde que desconhecem. Eles podem ser clinicamente competentes, cirurgicamente capacitados, mas vão continuar sendo inadequados ao sistema por desconhecer como ele funciona. É preciso mais do que uma capacitação linguística. Senão vão acabar tumultuando e até ajudando a direcionar a saúde ainda mais para a privatização como já está acontecendo: terceirização, privatização, Organizações Sociais,  ONGs.

Ou vão começar a fazer passeata nas ruas para pedir financiamento para o SUS; e eu vou estar com eles. A situação estará posta de uma maneira que não é aquela que esperamos. E a direita médica está morrendo de medo destes médicos “vermelhos”, cubanos, em sua maioria negros e mulheres, colocando em xeque a discriminação que não vai tolerar esses médicos.

O senhor é a favor dessa ‘importação’?

Não tenho nada contra. Aliás, escrevi muito sobre isso em meus textos no blog do Cebes, onde critico a resistência das corporações médicas contra os estrangeiros. Eles não resistem apenas à chegada dos estrangeiros ao país: resistem à revalidação de diplomas de filhos de brasileiros, de brasileiros natos que estudam no Exterior.

São vários os motivos. O mais claro deles é a reserva de mercado. Impõem provas que mesmo os que as elaboram são incapazes de passar. Fazem provas altamente especializadas, exigem conhecimento sobre coisas que não são da rotina médica diária. E perguntam sobre o que nem eles sabem responder. São exames para reprovar 90% dos candidatos. E reprovam mesmo.

O exame de revalidação de diplomas estrangeiros do Ministério da Educação (Revalida) é elaborado por professores de universidades renomadas que estão politicamente decididos a não deixar entrar ninguém. O objetivo não é filtrar profissionais para o mercado, e sim impedir que entrem pessoas. Não há avaliação externa ao Revalida.

Quando são reprovados 90% dos candidatos, ninguém vem a público reclamar de tamanho absurdo, dizer que no Reino Unido ou na América do Norte uma prova assim seria reestruturada. Por que brasileiros passam em exames nos Estados Unidos e americanos não passam no Revalida brasileiro? É porque tem alguma coisa errada.

O decreto que o criou é muito bom: devem ser feitas provas teóricas abrangentes e práticas conduzidas com pacientes simulados. Mas eles dão um jeito de que os candidatos sejam reprovados logo na entrada, na prova de múltipla escolha; nem chegam a avançar para a prova prática. Além disso, não se renova o plantel dos elaboradores, não é avaliado o conflito de interesses dos elaboradores.

Ou seja: uma série de artimanhas revelam que a prova é politicamente delineada para barrar o ingresso de médicos com o diploma do exterior no mercado brasileiro.

Há outras razões?

Há o componente ideológico. Quando se soube que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) estava mandando filiados para estudar Medicina em Cuba para que, no regresso, fossem atender nos rincões onde atua o MST, a direita médica se levantou. E naquela época não para impedir a revalidação de diplomas estrangeiros, e sim para impedir que médicos cubanos contaminassem a Medicina brasileira.

O fenômeno é antigo, anterior ao Enem e à política de cotas nas universidades. Então, uma década depois de formação de muitos médicos em Cuba – a  maioria pobre, preta, parda, indígena –, ainda não conseguem revalidar o diploma e trabalham como office-boy, motorista de táxi ou continuam militando no movimento. Essa direita que não quer modificações no Revalida é a mesma que não quer as cotas nas universidades e os médicos oriundos dessa escola cubana.

Como começou a ideia de trazer médicos estrangeiros?

A ideia foi lançada como balão de ensaio após uma fala de um ministro do Itamaraty (Relações Exteriores), que depois foi mencionada pela presidenta Dilma para depois então o ministro Padilha sair correndo atrás, dizendo que queria fazer. E a cada vez que ele se pronunciava sobre o assunto, adicionava uma informação nova porque nada tinha sido combinado antes com alguém.

Não foi feito nenhum acordo com os movimentos sociais, com os sanitaristas organizados no Cebes e na Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), com os sindicatos, as centrais sindicais, com os partidos. Nada. Um erro básico, na minha opinião, não ter ouvido os movimentos que defendem a saúde  pública e poderiam colaborar com um projeto que poderia ser bom, combinar primeiro em qual contexto esses médicos viriam trabalhar, como ingressariam, fazer o Revalida ou não.

Como não combina, acaba dando um pano enorme pra manga de quem já era contra o ingresso de médicos no mercado brasileiro. Digo isso porque tudo está sendo feito ao arrepio da lei. Há sistema para formar pessoas para trabalhar no país, há decreto que diz como se faz. E se desrespeita tudo isso, o jogo jogado não vale e começa tudo da estaca zero. É uma ausência de costura política.

Se for para reforçar o sistema de saúde, muito bem, mas vamos colocar as regras no jogo, as que estão vigentes. Mas é preciso também coragem política para entrar no MEC e remodelar a situação do Revalida, o que ninguém quer fazer para não ferir os poderes da corporação médica. Prefere-se brigar com a mídia, fazer jogo de cena do que enfrentar o posicionamento reacionário, retrógrado, xenofóbico e elitista do Conselho Federal de Medicina, da Federação Nacional dos Médicos. Ninguém enfrenta porque é preciso vontade política e articulação entre governo, congresso e partidos.

Acho que devíamos parar tudo e combinar as regras do jogo. O embate será grande e a chance de o governo perder é grande. Haverá uma enxurrada de processos na Justiça contra a medida, que vão pingar na ribalta pública daquilo que se transformou o Supremo Tribunal Federal, com julgamentos por prevaricação, improbidade administrativa, um show de processos e condenações. Meu prognóstico é ruim. Com o nível de resistência política e de desarticulação, a proposta resultará em fracasso.

Afinal, falta médico?

Acho que essa conta do Ministério da Saúde que mostra que foram abertos mais postos de trabalho do que a quantidade de médicos formados deve ser refeita. Não foi revelado quantos postos de trabalho foram abertos. Pelo que sei, o Ministério da Saúde não fez nenhuma conta de quantos médicos precisa. Quando saiu essa queixa, ninguém falava em números.

Eu acredito nos dados do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, que concluem que os médicos estão mal distribuídos, concentrados nas grandes cidades e que não vão trabalhar nas periferias onde não conseguem trabalhar com qualidade, de maneira decente, e nem recebem o salário prometido. Embora venham do meu adversário do ponto de vista político, acredito nesses dados, que não foram desmentidos.

Saí do mercado clínico há dois anos e não estou clinicando porque não existe nada que me atraia para voltar a clinicar. Pelo contrário. O Estado de São Paulo fechou a carreira de médico sanitarista há duas semanas. Quando a política é de fechar, de subfinanciar, trazer profissionais de outro contexto, pode até influenciar positivamente, mas é uma loteria.

Não há nenhuma garantia de que pessoas que venham do exterior venham suportar esse sistema subfinanciado, que vão trabalhar adequadamente e ainda sobreviver à falta de recursos e às condições indignas oferecidas no interior do país. A gente sabe que tem aldeia indígena que não tem médico, apenas enfermeiros trabalhando sozinhos, fazendo além de suas funções porque não tem quem faça o diagnóstico e mande aplicar medicação.

Médico não chega lá. Quem vai aceitar trabalhar em más condições? Um cubano, um espanhol, um português? Tem de ver qual é o limite da atuação. Me deixa indignado essa ideia de conceder alvará para meio médico. Não pode trabalhar nas grandes cidades. Por que? Porque quando chegar nessas cidades pequenas e encontrar condições inadequadas para viver e trabalhar decentemente, o que fará é migrar para uma cidade onde possa trabalhar de maneira adequada.

Vai-se dar uma carta de trabalho pros grotões. E se não se adaptar, o médico vai se rebelar e ser deportado. É condição análoga à escravidão. Não vejo liberdade de trabalho, de migração. Acredito ainda que os médicos de alta formação política e de alta solidariedade internacional vão aderir por se tratar de um chamado vindo de um país irmão e chegar de coração aberto porque, historicamente, o brasileiro sempre apoiou o cubano.

Mas sairão daqui decepcionados, sem ter conseguido fazer o que planejavam. Em 2005, o governo do Tocantins importou mais de 100 médicos para trabalhar no estado por um ano e meio. As entidades médicas entraram com medida na Justiça e eles foram deportados. A população ficou sem médico de um dia para o outro.

É verdade que o médico cada vez menos quer atender pessoas?

Até certo ponto é verdade, mas isso  precisa ser desmistificado. Para quem está de fora da escola médica, há na carreira um desejo de ascensão de classe. As últimas turmas de Medicina da Unicamp, de 2000 a 2011, quando me aposentei, são de alunos em que uma minoria, cerca de 10%, deseja trabalhar numa medicina que proporcione riqueza.

A maioria é composta de pessoas generosas, interessadas na ciência, que querem aprender o melhor que a técnica médica e os equipamentos podem oferecer. E se sentem muito frustradas em trabalhar onde só existe caneta e estetoscópio quando se sabe que fora existem equipamentos de alta resolução para avaliação eletrônica de diversas partes do organismo e para cirurgias de boa qualidade. Eles se formam com a expectativa de fazer diferença para as pessoas num momento difícil. Esses médicos chegam ao mercado com generosidade e expectativas que não são correspondidas. Não são “mauricinhos” como a mídia coloca, em busca de ascensão social.

Acontece que o sistema público de saúde que evolui para a privatização seduz os corações e mentes desses jovens médicos, dizendo a eles que só poderão fazer a medicina com que sonham se forem trabalhar em hospitais do porte de um Albert Einstein, um Sírio-Libanês. E que no SUS estão destinados a atender pés descalços. Quem sai de uma faculdade pública de bom nível, como a USP e a Unicamp, sai com a frustração de ser jogado em um sistema sem recursos, sem equipamentos, com condições indignas de trabalho.

Aí entram em choque com o sistema, com a clientela e com o próprio coração, que não é o de alpinista social. Há um ranço contra os médicos. É fácil xingá-los, mas ninguém xinga o Congresso quando se tira o financiamento para o SUS. Essa imagem do médico é piorada pelo posicionamento político de direita das associações médicas e de especialistas. Seus líderes, sim, são influenciados pelo espírito de ascensão e alpinismo social, impondo seu ponto de vista e discurso corporativista.

 

 

redebrasilatual