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Segundo caso suspeito de sarampo é investigado na PB

Já são dois os casos suspeitos de sarampo investigados pela Secretaria de Saúde da Paraíba, conforme divulgado pela Pasta nesta segunda-feira (19). Neste ano, 10 casos suspeitos da doença já foram descartados no estado.

Segundo a Saúde, detalhes como cidade, idade e sexo do paciente, por exemplo, ainda não podem ser divulgados. A coleta de material é enviada para a Fiocruz, no Rio de Janeiro, e o resultado sai depois de 10 dias.

No Brasil, foram confirmados 1.388 casos de sarampo, sendo 1.322 (95,2%) nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Paraná, que estão com surtos de sarampo, e 66 (4,8%) nas demais Unidades da Federação, as quais não se encontram com surtos da doença.

Sintomas

Diante dos casos em todo o território nacional, a gerente de Vigilância em Saúde, Talita Tavares, alerta que deve ser notificado como caso suspeito “todo paciente que apresentar febre e exantema maculopapular morbiliforme (manchas avermelhadas), acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, independentemente da idade e situação vacinal; ou todo indivíduo suspeito com história de viagem para locais com circulação do vírus do sarampo, nos últimos 30 dias, ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou para local com circulação viral”.

Vacina

A vacina é a única forma de prevenção do sarampo. A tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba e está disponível nas salas de vacina dos municípios.

A Secretaria Estadual de Saúde ressalta a importância de finalizar o esquema vacinal para evitar casos da doença. A Paraíba apresenta 83,94% cobertura da primeira dose da tríplice viral. A meta é de 95%.  O secretário Geraldo Medeiros orienta os gestores municipais de saúde que “fortaleçam as estratégias, divulguem e implementem as medidas necessárias para, na ocorrência de casos suspeitos, desencadearmos as medidas em tempo oportuno”. O secretário convida a população para se “unir à Secretaria de Saúde com o objetivo de se vacinar e evitar mortes”.

A imunização com a tríplice deve seguir o seguinte esquema:

– Indivíduos de 12 meses a 29 anos de idade: 2 doses de tríplice viral com intervalo mínimo de 30 dias entre elas;

– Indivíduos de 30 a 49 anos de idade não vacinados: 1 dose de tríplice viral;

– Profissionais de saúde não vacinados: 2 doses com a vacina tríplice viral independente da idade, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

No momento, ainda é indicada a vacinação de crianças de 6 meses a menores de 1 ano que vão se deslocar para municípios que apresentam surto ativo de sarampo. A imunização deve ser feita pelo menos 15 dias antes da viagem.

Notificações

A Secretaria Estadual de Saúde, por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, segue o protocolo de investigação de todos os casos que forem notificados para o agravo e disponibiliza uma equipe de plantão para receber as informações devidas e auxiliar os serviços de saúde em qualquer necessidade mediante caso suspeito.

O secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros, explica que “a notificação de caso suspeito de sarampo é obrigatória e deve ser feita às autoridades sanitárias e de vigilância em até 24 horas. Apresentando essa sintomatologia, é importante ir ao posto de saúde mais próximo para receber a devida assistência”.

Os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Pará, Sergipe, Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco, Amazonas e Roraima apresentam casos confirmados de sarampo. A Paraíba apresenta um caso em investigação, de acordo com o boletim epidemiológico publicado pelo Ministério da Saúde nessa sexta-feira (16), aguardando confirmação laboratorial.

 

portalcorreio

 

 

Concurso na PB é investigado há um ano e situação de candidatos segue indefinida

Um ano após a realização das provas, a situação do concurso da Prefeitura de Santa Inês, no Sertão, segue indefinida. Em agosto do ano passado, o Ministério Público da Paraíba suspendeu o certame alegando uma série de irregularidades. Enquanto a empresa organizadora, Contemax Consultoria, se defende na Justiça, candidatos lidam com a incerteza e não obtém informações contundentes sobre o andamento do processo. A organizadora disse que o concurso não foi anulado e que não há irregularidades.

“Já liguei muitas vezes para a empresa porque eu gostei da prova e tinha relativamente poucos concorrentes. A funcionária sempre dizia que as provas já tinham sido corrigidas, mas que eles não poderiam divulgar os resultados, nem dizer o motivo que os impedia de fazer isso”, diz um candidato ouvido pelo Portal Correio.

“Dias depois, falaram que o Ministério Público estava investigando o concurso, mas isso já faz quase um ano. Recentemente liguei para a empresa de novo e me disseram que o processo segue em segredo de Justiça. Ou seja, continuo sem saber se vou ter meu dinheiro de volta e quando isso vai acontecer”, completa.

O concurseiro destacou ainda que nem mesmo no edital de abertura do certame havia previsão de divulgação do resultado final: “Depois fiquei me questionando como que eu tive coragem de me inscrever num concurso desses”.

O concurso da Prefeitura de Santa Inês ofertava 103 vagas, com remunerações de até R$ 2.672.

Impasse

Procurado pelo Portal Correio, o prefeito de Santa Inês, João Nildo Leite, contou que a intenção da gestão é manter a oferta de vagas mesmo se o concurso vier a ser anulado. O prefeito ressaltou, no entanto, que acredita na legalidade do certame.

“A situação depende do juiz e do promotor. Aconteceu que o Ministério Público pediu a nulidade do concurso com base em denúncias feitas por candidatos, mas a empresa organizadora fez um contra-argumento e apresentou sua defesa. A Justiça está alisando esse posicionamento e, infelizmente, não recebemos prazo para tomada dessa decisão”, explicou João Nildo.

“Acredito que as acusações contra a empresa organizadora não têm fundamento, nossa intenção é manter o concurso. Porém, caso ele seja anulado, a empresa terá que devolver todo dinheiro arrecadado com inscrições aos candidatos. E a prefeitura vai abrir um novo processo licitatório para contratar uma nova organizadora para o concurso. Iremos ofertar as vagas de todo jeito”, completou o prefeito.

De acordo com o MPPB, foi constatado que provas aplicadas para cargos de nível fundamental estavam com a mesma redação das voltadas para candidatos com nível médio, mesmo havendo no edital a previsão de que elas seriam realizadas em turnos diferentes. Para o juiz Antônio Eugênio Leite Ferreira Neto, isso desrespeita o princípio de isonomia.

Além disso, o Ministério Público alega que embora o edital determinasse que os candidatos apresentassem documento com impressão digital, no dia da realização da prova não foi realizada a colheita de impressões digitais. Outra suposta irregularidade apontada é que os editais e os atos publicados pela prefeitura e pela empresa não revelam os nomes e as respectivas qualificações dos examinadores do concurso.

“Isso impede o exercício do controle de legalidade dos atos praticados. Sem essas informações, não há como saber se há suspeição ou impedimento e as qualificações técnicas exigidas por lei para a execução do concurso”, argumentou, na época, o promotor Osvaldo Lopes.

Organizadora nega irregularidades

A Contemax disse, em nota, que o concurso não foi anulado e não tem irregularidades. Segundo a resposta enviada ao Portal Correio, a empresa aguarda citação para audiência, o que ainda não ocorreu. “Foram aplicadas as provas objetivas, logo após a aplicação recebemos uma recomendação do MPPB nara a não divulgação do resultado em virtude da proximidade das eleições, motivando assim a suspensão (e não cancelamento) de todo o processo seletivo”, disse a organizadora.

“Em conversa com o secretário de Administração do Município, Thayronne Cleberton Leite, dia 30/05/2017 houve uma reunião com o promotor de Justiça Osvaldo Barbosa, no MP da Comarca de Conceição, provocada pela população, sendo representada pela Câmara dos Vereadores, assim como prefeito e secretários, para esclarecimentos de diversos assuntos de interesse do município, inclusive o concurso público. Notadamente, segundo o promotor, a decisão referente ao certame aguarda decisão judicial, sendo próxima a designação de audiência com a empresa e prefeitura”, continuou a Contemax.

Como o concurso não foi anulado, mas somente suspenso, a organizadora explicou que não pode haver reembolso. Quanto a data de publicação dos resultados, que não consta no edital, a empresa disse que o resultado final será divulgado após o resultado preliminar e as demais fases.

“A análise dos títulos (cargos de nível superior), provas práticas (aos cargos que competem) e ainda realização do Curso de Formação Básica para os ACSs (Agentes Comunitários de Saúde), essas constituem a 2ª etapa do certame, sendo assim as datas a cada etapa são divulgadas em editais específicos, conforme previsão em edital regulador: ‘Item XVIII – DISPOSIÇÕES FINAIS/ 13. Todas as convocações das etapas, avisos e resultados oficiais, referentes a este Certame, até a homologação do resultado final, serão comunicados e/ou publicados no Diário Oficial do Estado da Paraíba, no site da Contemax Consultoria www.contemaxconsultoria.com.br e no site da Prefeitura Municipal de Santa Inês www.santaines.pb.gov.br sendo de inteira responsabilidade do candidato o seu acompanhamento, não podendo ser alegada qualquer espécie de desconhecimento'”.

Portal Correio

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Casos de abuso sexual na Igreja Católica da Paraíba serão investigado pela coordenação das Promotorias Criminais

palaciodobispoO Ministério Público decidiu na tarde desta segunda-feira encaminhar pedido para que as Promotorias Criminais em João Pessoa apurem indícios de abusos sexuais praticados por clérigos  da Igreja católica na Paraíba.

O documento tem 88 páginas e revela que os supostos abusos envolvendo adolescentes.

O expediente foi encaminhado no final da tarde desta segunda-feira (15) pelo procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Bertrand de Araújo Asfora, ao coordenador das Promotorias Criminais em João Pessoa, promotor de Justiça José Guilherme Soares Lemos.

As denúncias a serem apuradas no âmbito das Promotorias Criminais da Capital foram encaminhas ao Ministério Público pela Corregedoria da Polícia Federal (PF).

Em julho, antes de renunciar a Arquidiocese Metropolita da Paraíba, o então arcebispo Dom Aldo Pagotto admitiu ter acolhido padres investigados por envolvimento com crimes de pedofilia. Ao todo eram seis padres.

De acordo com Dom Aldo, os padres suspeitos da prática de pedofilia eram “padres em crise procurando um lugar para recomeçar a vida”.

clickpb

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Ex-ministro é investigado no STF por suspeita de lavagem de dinheiro

Sergio Lima - 11.dez.2014/Folhapress
Sergio Lima – 11.dez.2014/Folhapress

O senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia, é alvo de investigação do STF (Supremo Tribunal Federal) por suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

O processo teve início na Justiça Federal de São Paulo, mas foi encaminhado ao Supremo em fevereiro deste ano, uma vez que o ex-ministro de Minas e Energia tem foro privilegiado.

Lobão é suspeito, de acordo com “O Estado de S. Paulo”, que revelou o caso, de ser sócio oculto da holding Diamond Mountain, grupo sediado nas Ilhas Cayman, responsável por captar recursos de fundos de pensão, empresas que recebem dinheiro de bancos públicos, como o BNDES, e de fornecedores da Petrobras.

A defesa de Lobão nega que o ex-ministro tenha qualquer relação com a empresa, mas admite que no dia ministério de 2 de junho de 2011 o peemedebista recebeu no Ministério de Minas e Energia um executivo da holding, Marcos Henrique da Costa. No encontro, segundo o advogado de Lobão, Antônio Carlos de Almeida Castro, foram tratados apenas assuntos relacionados a investimentos do grupo no país.

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Também estaria presente no encontro o advogado maranhense Márcio Coutinho, ex-articulador político da campanha do filho do ex-ministro, Edison Lobão Filho (PMDB), a governador do Maranhão. Segundo o jornal, o ex-ministro seria representado na holding por Coutinho.

Costa é alvo das investigações da Justiça Federal de São Paulo, assim como Luiz Alberto Meiches, que são oficialmente responsáveis pela holding no Brasil. Diferentemente de Lobão, o processo que apura o envolvimento do dois não seguiu para o Supremo.

O processo está em fase de pré-inquérito no STF. Caberá ao ministro Luís Roberto Barroso definir se abrirá inquérito para apurar o envolvimento do ministro nas denúncias. A defesa de Lobão afirma que não foi notificada, nem teve acesso aos autos.

Lobão também é alvo de inquérito do STF por suposto envolvimento com o esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato. A abertura do inquérito foi autorizada em março pelo ministro Teori Zavascki.

OUTRO LADO

O advogado Almeida Castro nega que Lobão seja sócio da empresa ou tenha conhecimento detalhado de suas atividades. “O senador não tem qualquer relação com essa empresa”, afirmou o advogado. Também sustenta que Coutinho é amigo pessoal de Lobão, mas não tem conhecimento das acusações.

Em nota, os sócios da Diamond Mountain afirmam que o grupo não tem “nenhuma relação com o senador e ex-ministro” e que seus advogados jamais foram citados.

“Não há sociedade formal nem oculta entre a empresa e o político”, diz o texto. A nota diz ainda que Lobão recebeu representantes da empresa para tratar de linhas de crédito para fornecedores da Petrobras.

A holding também afirma que o fundo de crédito criado dispunha de R$ 500 milhões e que todos os recursos vinham de investidores privados.

 

 

Folha

Diarista é investigado por praticar sexo com menores oferecendo dinheiro e celular quebrado

Divulgação
Divulgação

A Polícia Civil abriu investigação para apurar denúncia de que um diarista de 28 anos estaria aliciando crianças e adolescentes para praticar sexo com ele tendo dinheiro como recompensa. O caso foi registrado na cidade de Alagoinha, no Brejo do estado. O suspeito é um homossexual. Ele é apontado como autor de cerca de cinco abusos sexuais.

O delegado Janduy Pereira, que preside as investigações, explicou que dez pessoas já foram ouvidas no inquérito e os cinco menores, entre 10 e 14 anos, que teriam sido vítimas do homem confessaram que mantiveram relações sexuais com o suspeito.

“Os menores confirmaram que mantiveram sexo e em troca recebiam R$ 1, R$ 2 e até celular quebrado. As vítimas são vizinhas do investigado. Estou finalizando o inquérito e remeterei a Justiça, que vai decidir sobre o rumo do suspeito que continua em liberdade”, adiantou o delegado dizendo que o homem negou que tenha praticado sexo com os adolescentes. “Ele foi ouvido e nega que tenha se relacionado com os garotos. O suspeito falou que dava dinheiro a eles quando o encontram no meio da rua. Mas, os depoimentos são fortes e as provas também”, finalizou Pereira.

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As investigações se iniciaram no dia 19 deste mês depois que mães dos garotos comunicaram o caso ao Conselho Tutelar da cidade, que formalizou denúncia à Polícia Civil local. O diarista já responde um processo onde é suspeito de manter relações sexuais com um adolescente.

Os menores abusados serão encaminhados para acompanhamento psicológico em um Centro de Referência da Assistência Social (Cras).

 

Por Hyldo Pereira

Filho de Lula é investigado pela PF por indício de enriquecimento ilícito com a Usina de Itaipu

Filho do ex-presidente foi monitorado por agentes da Polícia Federal Greg Salibian / Greg Salibian/Folhapress
Filho do ex-presidente foi monitorado por agentes da Polícia Federal Greg Salibian / Greg Salibian/Folhapress

Relatório da Polícia Federal relata as andanças de Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná. Produzido pelo Núcleo de Inteligência da PF, o documento afirma que Lulinha, como é conhecido, manteve encontros em janeiro de 2008 com diretores de Itaipu, a empresa binacional de energia. Na época, Lula era presidente da República. O relatório ganhou selo de confidencial e foi classificado pela PF como um caso de “enriquecimento ilícito”, apesar de não haver menção explícita ao crime no texto.

Segundo o documento, Fábio Luiz chegou a Foz em 22 de janeiro de 2008. O Núcleo de Inteligência Policial diz que ele teria ido à cidade em viagem de negócios. Foi acompanhado por três agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), como é a praxe da segurança da Presidência que protege familiares do chefe do Executivo federal. Os agentes da PF foram encarregados de apoiar o GSI; o trabalho foi registrado no relatório 7/08. O caráter confidencial do documento foi desclassificado. A referência ao relatório está exposta no site da PF numa lista de 77 documentos com sigilo revogado.

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O Núcleo de Inteligência fala de encontro entre Lulinha e o diretor-executivo de Itaipu, o brasileiro Jorge Samek. “Após uma reunião com diretores de Itaipu Binacional na data de 22 de janeiro de 2008, que se encerrou aproximadamente às 22 horas, Fábio Luiz dirigiu-se o hotel para um banho e aguardar o presidente de Itaipu Jorge Samek, o qual o acompanharia até a Argentina”, diz o relatório.

Após visita à usina de Itaipu, os dois foram jantar no país vizinho. Um agente da PF ficou de prontidão na ponte que liga os dois países. O fim da noite foi em Puerto Iguazu, no “El Quincho del Tio Querido”, restaurante que serve carnes. Segundo o documento, como eles retornaram na madrugada para o Brasil, o auxílio do agente da PF não foi necessário.

Desde o final de 2013, O GLOBO vem apurando detalhes da história. Itaipu Binacional confirmou a visita de Lulinha, mas negou que ela tenha sido de caráter comercial. Segundo a assessoria de Itaipu, Fábio Luís esteve em Foz do Iguaçu entre 21 e 23 de janeiro de 2008, e visitou a Usina Hidrelétrica de Itaipu, “a passeio, sendo recepcionado pelo diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek”. “Fábio fez uma visita institucional, também conhecida como visita técnica, que costuma ser mais demorada e diferente da visita turística pelo interior da usina, que tem duração de duas horas, em média. A visita foi conduzida pelo próprio Samek e passou pelas cotas 144 (condutos forçados) e 225 (topo da barragem), hall do Edifício da Produção, sala de comando central (CCR), sala de despacho de carga, catedrais, eixo de uma unidade geradora em funcionamento, estação blindada a gás hexafluoreto de enxofre (SF6), e cota 40 (antigo leito do Rio Paraná), dentre outros pontos estratégicos”. A assessoria informou que “Fábio nunca fez qualquer negócio com a Itaipu Binacional, seja direta ou indiretamente, por meio de nossos fornecedores. Portanto, inexistem contratos, convênios ou patrocínios da Itaipu com empresas de Fábio Luís Lula da Silva. Existe, sim, uma relação de amizade entre ambos (Samek e Fábio Luís)”, informou Itaipu.

Procurada pelo GLOBO, a PF disse que a resposta deveria ser buscada na delegacia de Foz do Iguaçu da própria PF. A delegacia da PF não respondeu às perguntas. O Instituto Lula não retornou até o fechamento da edição.

FRANCISCO LEALI  DE O GLOBO

Investigado pela PF apoiou Zavascki em eleição do Grêmio

Ministro Teori Zavascki durante o julgamento do mensalão, em 05/12/2012 (Carlos Humberto/SCO/STF)
Ministro Teori Zavascki durante o julgamento do mensalão, em 05/12/2012 (Carlos Humberto/SCO/STF)

Responsável pela decisão que concedeu liberdade ao doleiro Alberto Youssef, ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e a mais dez presos na Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki disputou uma vaga no Conselho Deliberativo do Grêmio numa chapa articulada e apoiada por um dos alvos da investigação.

Na eleição, no ano passado, Zavascki integrou a chapa Grêmio Maior, que tinha entre seus principais articuladores o dirigente gremista Eduardo Antonini, investigado na Lava-Jato sob suspeita de ter recebido 500.000 reais de Youssef.

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Tanto Antonini quanto Zavascki têm uma longa história relacionada ao Grêmio, um dos maiores clubes de futebol do Rio Grande do Sul e do Brasil. O ministro foi conselheiro da agremiação por duas décadas. Eduardo Antonini, membro do conselho, chegou a ser vice-presidente do Grêmio e, de 2011 até o ano passado, presidiu a empresa Grêmio Empreendimentos, encarregada da construção do novo estádio do clube gaúcho.

Na deflagração da Operação Lava-Jato, em março, a casa de Antonini, em Porto Alegre, foi um endereços visitados pela Polícia Federal ao cumprir mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. A residência, num condomínio de luxo da cidade, era o local onde Youssef teria mandado um emissário entregar 500.000 reais em dinheiro, segundo a PF.

Por meio da assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal, o ministro Teori Zavascki afirmou que “conhece o sr. Antonini, inclusive porque foi ele quem comandou a execução da obra da Arena Grêmio, mas não tem qualquer relação pessoal com ele”. O ministro declarou que, na última eleição para o Conselho do Grêmio, integrou mais de uma chapa – e não apenas aquela apoiada por Antonini – e que não chegou a ser eleito em nenhuma delas.

Zavascki disse ainda que não sabe se Antonini está sendo investigado ou não porque ainda não teve acesso aos autos da Operação Lava-Jato e que, mesmo que o dirigente gremista esteja entre os alvos, não se considera impedido ou suspeito de atuar no caso “porque não tem qualquer ligação pessoal” com ele.

A VEJA, Eduardo Antonini repetiu o que dissera Zavascki. Ele afirmou não ter relação pessoal com o ministro. “Sim, eu fui um dos apoiadores da chapa, mas o ministro Teori já era conselheiro do Grêmio. Em Porto Alegre, todo mundo me conhece por causa de minha ligação com o clube. Mas, privadamente, eu nunca estive com ele”. “A polícia não foi atrás de mim. O que fizeram foi uma busca no meu endereço. E não encontraram nada, tanto que eu nem fui indiciado”, afirmou o conselheiro do Grêmio.

Lava-Jato – Uma liminar concedida nesta segunda-feira por Zavascki suspendeu todas as ações penais e inquéritos relacionados à Operação Lava-Jato e deve resultar na libertação de doze investigados. Um deles, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, já foi solto. O ministro também ordenou que o caso, que até agora corria na Justiça Federal do Paraná, passe a tramitar no Supremo Tribunal Federal por envolver parlamentares que, por lei, só podem ser investigados e processados pela corte. Entre os envolvidos  estão os deputados André Vargas (sem partido-PR), Cândido Vaccarezza (PT-SP) e Luiz Argôlo (SDD-BA).

Veja

Padre é investigado por “pedofilia”; Arquidiocese confirma afastamento para “tratamento de saúde”

Reprodução/Expresso PB
Reprodução/Expresso PB

A Delegacia Seccional do Litoral Sul da Paraíba abriu investigação criminal contra o padre Jaildo Souto que foi denunciado nessa quarta-feira (19), por crime de pedofilia. O ‘termo de declaração’ foi registrado na delegacia da cidade de Pitimbu (na região metropolitana de João Pessoa, a 64 quilômetros da Capital), pelo delegado Elias José Rodrigues Silva. A informação foi confirmada pelo delegado Aneilton Castro, que está apurando a denúncia feita pela suposta vítima e pela mãe dela.

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A assessoria de imprensa da Arquidiocese da Paraíba confirmou ao Portal Correio o afastamento do padre Jaildo Souto, da Paróquia Nossa Senhora da Penha de França, de Taquara, em Pitimbu. No entanto, informou que o afastamento foi motivado “por problemas de saúde”.

Para o delegado, as suspeitas que recaem sobre o religioso são fortes. “Tudo indica que se trata de um crime de pedofilia. É um caso complexo e vamos investigar detalhadamente, tendo em vista que envolve um representante da Igreja Católica. O inquérito criminal contra ele foi instaurado e temos 30 dias para encerrar, podendo esse prazo ser estendido”, disse Aneilton Castro.

Conforme consta no ‘termo de declaração’ do jovem, que hoje está com 21 anos, o primeiro contato sexual com o padre teria ocorrido em 2008, quando residia em Pitimbu. Ele era menor de idade e o sacerdote teria lhe oferecido “bens valiosos em troca de carícias”.

“Eu residia no distrito de Acaú, em Pitimbu, e conheci uma pessoa pelo MSN, onde as conversas eram intencionais, com relação à sensualidade e ao sexo. Quatro meses depois, quando comecei a frequentar a igreja, o padre se apresentou dizendo que era a pessoa com quem conversa no MSN. No mesmo instante, fui convidado pelo padre a ir até uma igreja de Pernambuco e, mesmo de menor, dirigi o carro. Daí, a gente terminou dormindo em um motel, culminando com a relação sexual, porque ele dizia que me daria algo em troca”, disse o jovem.

Segundo as informações repassadas à polícia, o rapaz que diz ter sido vítima de abusos estaria morando na Europa e veio à Paraíba apenas para denunciar o caso. Conversas por redes sociais e aplicativos de mensagens comprovariam a ligação entre ele e o padre.

Portal Correio ligou várias vezes para o padre, tentando um contato telefônico. Na casa  paroquial, em Pitimbu, a informação repassada é de que o ele não aparece por lá há mais de uma semana. Também foi confirmado o afastamento do religioso de suas funções na Igreja Católica “para tratamento de saúde”, conforme divulgou a assessoria de comunicação da Arquidiocese.

Apesar do fato ter ocorrido em 2008, o delegado disse que, se for comprovado, o crime não prescreve. “Como o caso ocorreu quando o rapaz era menor de idade, o fato não prescreveu. O crime só passa a ter contagem da prescrição a partir do 18 anos”, afirmou.

 

 

portalcorreio

Hospital demite dois médicos por abandono de plantão e outro é investigado

hospitalDois médicos foram demitidos nessa quarta-feira (15) pela direção do Hospital Regional de Patos e um terceiro está sendo investigado por uma comissão de sindicância por terem abandonado o plantão. Foram afastados definitivamente dos quadros do HRP Wostenildo Crispim e Francisca Sonally.

De acordo com a diretora da unidade médica, Silvia Ximenes, os médicos eram prestadores de serviço e estavam de plantão no último domingo (15). Os dois teriam sido procurados durante o plantão e não foram encontrados. O terceiro médico do plantão, Antônio Segundo Neto, está sendo investigado, segundo Silvia, para saber se ele também teria se ausentado do hospital em horário de trabalho.

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“Nós estamos abrindo sindicância para apurar se houve abandono por completo do plantão, porque conduta como essa não será mais tolerada pela direção do hospital”, disse.

A diretora da unidade médica disse, ainda, que qualquer profissional que agir “fugindo da ética e dos princípios do Conselho Regional de Medicina será penalizado conforme a lei”.

Silva informou que os médicos que tiveram os contratos cancelados já estão sendo substituídos e que o afastamento não trouxe prejuízos ao atendimento à população.

Um dos médicos demitidos, Wostenildo Crispim, teve uma foto vazada no serviço de troca de mensagens por telefone, WhatsApp, quando supostamente teria abandonado o plantão para ir a um churrasco com amigos.

Quanto a Francisca Sonally, a diretora Silvia Ximenes disse que ela teria sido procurada durante o plantão e não foi encontrada no hospital.

Ela informou que a sindicância que apurará a conduta do terceiro médico terá 30 dias para apresentar uma resposta. A equipe será formada por funcionários da unidade médica.

Na tarde desta quinta-feira (19) o MPF divulgou nota sobre a demissão dos médicos. Segue nota divulgada pelo Ministério Público Federal.

“MPF é informado pelo Hospital Regional de Patos (PB) sobre demissão de médicos

Foram demitidas duas pessoas e solicitada abertura de sindicância para outra.

O Ministério Público Federal foi informado, ontem (18), por meio do Ofício nº 370/2013, assinado pelo diretor técnico do Hospital Regional Janduhy Carneiro, Adilson de Albuquerque Viana Júnior, sobre a demissão de dois médicos e solicitação de abertura de sindicância para apurar conduta de outro médico. O hospital está localizado na cidade de Patos (PB).

Os médicos afastados foram Wostenildo Crispim (CRM 6562) e Francisca Sonally (CRM 7184). Já a solicitação de abertura de sindicância é para avaliar a conduta profissional do médico Antônio Segundo Netto (CRM 4891).

As medidas levaram em conta ausências constatadas no dia 15 de novembro de 2013, informações veiculadas através da imprensa, mídia social e levantamento de fatos. “Estamos levantando os fatos e informaremos ao referido Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), como também a esta Procuradoria, quanto ao andamento da sindicância instalada”, afirmou o diretor técnico.

Para o procurador da República João Raphael Lima, a medida adotada pelo hospital “é salutar, mas apenas um pequeno começo. É preciso criar formas de efetivo controle das jornadas dos médicos, tanto pela administração do hospital como por parte da população que usufrui dos serviços. Do jeito que está não pode continuar”.

Na última terça-feira (17), o MPF solicitou ao CRM-PB que fiscalize o exercício profissional dos médicos que trabalham no Hospital Regional de Patos (PB), no sertão do estado. Pede-se que sejam adotadas as medidas cabíveis por parte do conselho, a exemplo de penalidades no âmbito funcional.”

 

 

portalcorreio

Plano Condor: o que ainda resta a ser investigado

soldadoO Coletivo Argentino pela Memoria com o apoio ativo da embaixada argentina na França e do senador ecologista Jean Desessard organizaram em Paris um esplêndido colóquio internacional sobre o Plano Condor. Três décadas depois da recuperação da democracia na Argentina e ao se completarem 21 anos da descoberta dos chamados “Arquivos do Terror” por parte do ativista e defensor dos Direitos Humanos paraguaio Martín Almada, o colóquio realizado no Senado francês abordou a cadeia polifônica deste “eixo do mal” composto pelas ditaduras da América do Sul.

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Os principais atores judiciais e os ativistas de Direitos Humanos que tentaram e tentam destravar os meandros ainda ocultos do Plano Condor estiveram presentes na capital francesa: desde o juiz espanhol Baltazar Garzón, Alicia Bonet-Krueger e Estela Belloni, respectivamente presidenta e co-fundadora do Coletivo Argentino pela Memória, o próprio Martin Almada, o jornalista norte-americano John Dinges, a Promotora da Audiência Nacional da Espanha, Dolores Delgado García, até a advogada francesa Sophie Thonon, o promotor argentino Miguel Ángel Osório e o advogado chileno Eduardo Conteras. Todos destacaram a transcendência que teve o Plano Condor, seu caráter multinacional e criminal, as vítimas que deixou e, de uma maneira paradoxal, o papel que desempenhou na reativação do conceito de justiça universal que desembocou na prisão do ditador Augusto Pinochet em Londres.

“O Plano Condor é parte de algo muito mais complexo”, disse o promotor Miguel Ángel Osorio, enquanto Eduardo Contreras, defensor das famílias das vítimas chilenas, destacou que “devemos ao Plano Condor a morte de muitas pessoas na América Latina”. Para Contreras, “este acordo sinistro urdido nos Estados Unidos e assumido pelos generais ditadores da época provocou muita dor, mas também nos uniu a todos na busca comum da recuperação da memória, da verdade, da justiça e da reparação”. Neste contexto preciso, o juiz espanhol Baltazar Garzón elogiou os avanços realizados na Argentina em matéria judicial: “a Argentina pode ter orgulho de ser um exemplo mundial”, disse.

Longe de ter terminado, o ciclo das investigações continua ao ritmo das novas descobertas. A este respeito, Martín Almada recordou que “inicialmente os arquivos do terror pesavam três toneladas. Hoje eles já são cinco toneladas”. Apesar das evidências, as justiças nem sempre estão dispostas a responsabilizar os culpados.
Almada disse à Carta Maior que “devido à impunidade que impera no Paraguai foi preciso recorrer à justiça argentina”. Almada também evocou o caso brasileiro e o atraso com que a justiça decidiu impulsionar uma comissão da verdade: “É lamentável que 50 anos depois o Brasil só agora tome uma decisão, e isso graças à intervenção de uma mulher muito valente como Dilma Rousseff. Ela assumiu a responsabilidade de conhecer a verdade”.

O jornalista norte-americano John Dinges, autor do livro “Os anos Condor, como Pinochet e seus aliados levaram o terrorismo a três continentes”, considerou que o “Brasil teve muito a ver com a metodologia e a estrutura do Plano Condor. O Brasil participou, junto com a Argentina e os outros países da região, de torturas e assassinatos”. Dinges ressaltou o caráter internacional do dispositivo repressor e as evidências que essa internacionalização permitiu resgatar. “O fato de o Plano Condor ter sido internacional fez com que ele escapasse do controle dos governos nacionais e isso propiciou os julgamentos internacionais”.

Esses julgamentos têm um ponto central de origem: o caso do ditador Augusto Pinochet assumido pelo juiz Baltazar Garzón. A promotora da Audiência Nacional da Espanha, Dolores Delgado García, lembrou com orgulho e nostalgia que essa intervenção de uma justiça exterior foi “um parêntesis que logo se fechou mas que marcou um antes e um depois”. Mas antes que esse parêntesis desaparecesse interveio um fato maior que o advogado Eduardo Contreras qualificou como transcendente: “a detenção de Pinochet em um país distinto consagrou o princípio da justiça universal”.

Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai, Brasil e Uruguai, as ditaduras daquela época se articularam para obter informação e deter adversários políticos, recordou Dolores Delgado García. “Essa coordenação os levou a atuar inclusive nos Estados Unidos”, assinalou Miguel Ángel Osorio se referindo ao assassinato do diplomata chileno Marcos Orlando Letelier, morto em Washington por agentes do regime militar de Pinochet em 1976. A promotora espanhola também lembrou o fato de que a detenção de Pinochet em Londres revelou em toda sua profundidade os aspectos mais escondidos da repressão ao mesmo tempo em que desferiu um golpe severo na imagem de Pinochet.

John Dinges observou, a esse propósito, que “o Plano Condor foi o argumento jurídico mais forte que se podia desenvolver para que o caso tivesse validade internacional. E assim ocorreu com um caso específico chileno”. Outra justiça que também promoveu julgamentos e investigações foi a francesa. A advogada Sophie Thonon disse à Carta Maior que a “justiça francesa foi muito valiosa e tinha limitações de base jurídica. Não se atuava a partir do princípio de uma justiça universal, mas sim sobre categorias individuais do direito penal. Apesar disso, ela se mostrou muito ativa”.

O melhor resumo do que ainda resta a ser feito foi feito pelo argentino Miguel Ángel Osório. Tudo sempre gira em torno da verdade enterrada: “é o próprio Estado que segue pagando aposentadorias que tem que encontrar os meios para que seus agentes, militares e policiais entreguem a informação que tem e que não querem entregar. Isso aportaria um ponto de inflexão que é romper o pacto de impunidade, com o qual se produziria um ato pedagógico para as futuras promoções de policiais e militares. Se eles não reconhecem os atos criminosos que ocorreram, é difícil entregar-lhes armas e pagar salários para que, teoricamente, nos protejam”.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

Créditos da foto: Arquivo
Carta Maior