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Assaltante preso após invasão no Fórum de Alagoa Grande morre no Trauma de Campina Grande

O assaltante Luciano dos Santos, de 36 anos, preso nesta terça-feira (26), após invasão do Fórum de Alagoa Grande, morreu na noite de ontem no Hospital de Trauma de Campina Grande. Durante a fuga o suspeito foi baleado na perna após uma troca de tiros com a Polícia.

De acordo com a nota do Hospital de Trauma, o suspeito veio a óbito após apresentar uma parada cardíaca súbita por volta das 22h15.

O corpo de Luciano foi encaminhado para o IML. 

 

 

clickpb

 

 

Grêmio é punido por invasão de filha de Renato Gaúcho e perde mando na final

LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

O Grêmio foi punido nesta quarta-feira pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) e perdeu o mando de campo da partida de volta da final da Copa do Brasil, contra o Atlético-MG, marcado para o dia 30 de novembro, na Arena.

“Por unanimidade dos votos, os auditores determinaram baixa dos autos para analisar conduta do treinador Renato Gaúcho e, por maioria, aplicar multa de R$ 30 mil e perda de um mando de campo ao Grêmio por infração ao artigo 213, inciso II, parágrafo 1º. A decisão cabe recurso com pedido de efeito suspensivo”, informou a corte.

A punição foi dada pela invasão de campo de Carol Portaluppi, filha do técnico Renato Gaúcho, após a partida de volta contra o Cruzeiro, válida pela semifinal da competição.

Segundo o jornal Zero Hora, inicialmente foram dados dois votos para que o clube gaúcho fosse apenas multado em R$ 30 mil. No entanto, um terceiro auditor pediu a perda do mando de campo, fazendo seus colegas mudarem de ideia e acompanharem o voto de retirar o jogo da Arena.

Ainda segundo o diário, o clube de Porto Alegre pedirá ao tribunal um efeito suspensivo até que o recurso do caso possa ser julgado pela entidade, o que permitiria à equipe gaúcha jogar a grande decisão em seu estádio. O duelo de ida é no próximo dia 23, em Belo Horizonte.

Vale lembrar que o Grêmio é reincidente em episódios de invasão de campo nesta temporada, já que, no final de setembro, a modelo Eridiane Morais Jeremias, candidata ao concurso “Miss Bumbum”, entrou no gramado durante jogo contra o Palmeiras, pelo Brasileirão. Na ocasião, porém, o “Imortal” foi absolvido de culpa pelo STJD.

espn

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Pressionado após invasão em CT, São Paulo empata sem gols com Coritiba

jogoPressionado após sofrer uma invasão no centro de treinamento, o São Paulo não se encontrou em campo e ficou no empate sem gols com o Coritiba na tarde deste domingo (28), no estádio do Morumbi. A partida foi válida pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, o time paulista chegou aos 28 pontos e ficou no 11º posto da tabela de classificação da competição nacional. Enquanto isso, a equipe paranaense terminou a rodada com 26 pontos e ficou na 15ª posição.

Na próxima rodada, o São Paulo encara o Palmeiras na quarta-feira (7), fora de casa, às 21h45 (de Brasília). Enquanto isso, o Coritiba recebe o Grêmio no estádio Couto Pereira, nos mesmos dia e horário.

Quem foi bem: Dá-lhe Chávez

O atacante Andrés Chávez assustou a defesa do Coritiba no primeiro tempo. O jogador do São Paulo chegou com perigo, mas perdeu muitas chances claras. Aos 27 minutos, o argentino recebeu bom cruzamento de Mena e, sozinho na área, mandou por cima do gol.

Quem foi mal: Michel Bastos desestabilizado

Após o fim do primeiro tempo do confronto, os torcedores são-paulinos se manifestaram contra Michel Bastos, que não teve uma boa atuação. Aos 16 minutos da etapa final, o jogador foi substituído por Luiz Araújo e foi para o banco de reservas sob vaias. O meia, que entrou como titular, foi um dos alvos do protesto da principal torcida organizada do clube, que invadiu o CT e agrediu três jogadores – além de Michel, Carlinhos e Wesley.

Coritiba sem Gladiador

O atacante Kleber foi poupado desta partida contra o São Paulo, porque sofreu um forte pisão na última rodada. Vinícius ficou no lugar do atacante, mas não agradou o técnico Carpegiani, que substituiu o jogador no início do segundo tempo por Iago.

Sem criatividade

A equipe do São Paulo não começou bem a partida, mas foi evoluindo e chegou com perigo ao gol adversário. Apesar disso, os jogadores não estavam com a pontaria calibrada e pecaram nas finalizações. Na volta dos vestiários, os comandados de Ricardo Gomes não conseguiam criar boas jogadas.

Coxa não aproveita

Se por um lado o time do São Paulo não aproveitou as oportunidades que teve de marcar, o Coritiba também não levou muito perigo. O time não encaixou os contra-ataques e deu pouco trabalho ao goleiro Denis.

Cadê a torcida?

A má fase e a derrota para o Juventude na Copa do Brasil espantou os torcedores são-paulinos. Foram 7.836 pessoas presentes.

Preocupação com emocional do São Paulo

O São Paulo foi para a partida deste domingo sob forte pressão. Um dia depois de ter seu Centro de Treinamentos invadido por torcedores organizados, que roubaram material esportivo do clube e agrediram jogadores como Wesley, Carlinhos e Michel Bastos, a preocupação com o estado emocional da equipe para uma partida importante no Campeonato Brasileiro era grande.

Invasão

Um torcedor tentou invadir o gramado do estádio do Morumbi para protestar, e foi impedido por seguranças.

Que fase

A situação da equipe tricolor não é simples. O São Paulo não vence sob os próprios domínios desde o dia 10 de julho, quando derrotou o América-MG por 3 a 0 pela 14ª rodada do Brasileirão.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 X 0 CORITIBA

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 28 de agosto de 2016, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (AL)
Assistentes: Esdras de Lima Albuquerque e Pedro Jorge de Araújo (ambos de AL)
Cartões Amarelos: Buffarini, Mena (São Paulo); Edinho (Coritiba)
Público: 7.836  Renda: R$ 182.596,00

SÃO PAULO: Denis; Buffarini, Maicon, Lyanco e Mena; Hudson, Thiago Mendes, Cueva, Kelvin (Pedro) e Michel Bastos (Luiz Araújo); Chavez
Técnico: Ricardo Gomes

CORITIBA: Wilson; Dodô, Luccas Claro, Juninho e Benítez; João Paulo (Walisson Maia), Edinho, Juan e Raphal Veiga; Vinícius (Iago) e Neto Berola (Jorge Ortega)
Técnico: Carpegiani

Uol

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Invasão de casa por polícia precisa de indício de crime em flagrante, diz STF

stfO Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (5) condicionar a invasão de residências pela polícia sem uma ordem judicial se houver “fundadas razões” que indiquem um crime em flagrante ou em execução dentro da casa.
Pela decisão, nestas condições, a invasão poderá ocorrer inclusive à noite, mas os policiais deverão sempre justificar a ação posteriormente, sob risco de anular as provas colhidas contra o suspeito e, assim, inviabilizar uma eventual condenação.

 

No julgamento, os ministros ressaltaram que a decisão valerá, por exemplo, para operações policiais em favelas em busca de traficantes. O objetivo, disse o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, é evitar abusos e ao mesmo tempo dar segurança jurídica aos policiais.

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A Constituição brasileira diz que a casa é um espaço “inviolável” do indivíduo. Sem a permissão do morador, alguém só pode entrar nela em caso de crime flagrante, num desastre ou para prestar socorro. Em regra, a polícia só pode entrar com uma ordem judicial.

Na exceção aberta pelo STF, se o policial não comprovar haver razões que indiquem o crime em flagrante, ele poderá responder pela invasão no âmbito disciplinar, penal e civil.
No caso analisado pelo tribunal, um homem de Rondônia contestou uma condenação por tráfico de drogas a partir de uma invasão policial, sem mandado judicial, que encontrou dentro de seu carro, estacionado na garagem de sua casa, 8,5 quilos cocaína.

 

A polícia flagrou a droga após prender outro homem que transportava 23 quilos de cocaína num caminhão que havia acabado de deixar a casa. No STF, os ministros consideraram que, no caso, foram encontradas as fundadas razões para invadir a residência sem a ordem judicial.

Ao ouvir gritos de socorro e ruídos característicos de uma briga dentro de uma residência, o policial tem fundadas razões para crer que algum crime está em andamento no ambiente doméstico. Não se deve exigir que busque confirmação adicional para agir”
Ministro Gilmar Mendes, do STF, relator do caso
Discussão
Ao defender a necessidade de justificar a invasão, o ministro Gilmar Mendes disse que, para evitar buscas arbitrárias, é necessário que a polícia avalie o que se sabe antes sobre o suspeito.
“Ao ouvir gritos de socorro e ruídos característicos de uma briga dentro de uma residência, o policial tem fundadas razões para crer que algum crime está em andamento no ambiente doméstico. Não se deve exigir que busque confirmação adicional para agir”, exemplificou.
“Por outro lado, provas ilícitas, informações de inteligência policial, denúncias anônimas, afirmações de informantes policiais – pessoas ligadas ao crime que repassam informações aos policiais, mediante compromisso de não serem identificadas – em geral, elementos que não tem força probatória em juízo não têm força probatória em juízo, não servem para demonstrar justa causa”, ressalvou em seguida.

 

Único a divergir no julgamento, o ministro Marco Aurélio Mello entendeu que “uma simples suposição” do policial não pode colocar em risco a “inviolabilidade do domicílio”. “O próprio juiz só pode determinar a busca e apreensão durante o dia, mas o policial então pode a partir da capacidade intuitiva que tenha, a partir de uma indicação, ao invés de recorrer à autoridade judiciária, simplesmente arrombar a casa, e fazer busca e apreensão e verificar se tem ou não o tóxico?”, questionou.

Ao final, oito ministros decidiram autorizar a invasão sem ordem judicial caso existam indícios do crime em flagrante, desde que demonstrados posteriormente pelo policial. A verificação desses elementos poderá ocorrer de forma rápida nas chamadas audiências de custódia, em que o preso em flagrante é levado à presença do juiz em até 24 horas.

G1

 

Zenóbio diz que organizadores de invasão de terreno da prefeitura são assessores de Raniery e do governador

Zenóbio_entrevistaO prefeito de Guarabira Zenóbio Toscano, que até então não havia se pronunciado sobre a invasão do terreno do estado, por vereadores de sua base e funcionários da administração municipal, quebrou o silêncio na tarde desta sexta-feira (7) e se pronunciou sobre o assunto. Durante entrevista  na sua emissora de rádio, a Constelação FM, ele disse que a invasão do terreno de propriedade da prefeitura local, onde será construído um parque de eventos, e consequentemente será realizada a Festa da Luz do próximo ano (2015), foi organizada por assessores do deputado Raniery Paulino e do governador Ricardo Coutinho.

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Os terrenos; um no bairro do Nordeste e outro no Parque de Exposição Animal municipal, estão tomados por dezenas de pessoas.

Zenóbio considera o ato extremamente partidário e oportunista por parte de tais assessores, que na visão dele, só estão se aproveitando das pessoas que realmente necessitam de casa e se deixaram ser manipuladas na ocasião.

O fato é que ambas as invasões; seja do terreno da prefeitura ou do estado, foram organizadas por assessores dos dois lados; tanto de Zenóbio quanto do governo. A opinião publica vem observando com certas desconfianças esses movimentos.

A justiça ja se manifestou sobre o assunto e deu ganho de causa ao Estado. A reintegração de posse será dada nas próximas horas, os invasores deverão ser forçados a deixarem o local. Do mesmo modo com o terreno da prefeitura. O prefeito disse que já tomou as providências na justiça, pedindo a reintegração de posse.

“A oposição não quer o progresso de Guarabira”. disse ZT.

Quanto ao organizador da invasão do terreno da prefeitura, Zenóbio disse: “É um preguiçoso que está à frente disso”.

portalmidia

Nova invasão de terreno em Guarabira. Desta vez o imóvel pertence a prefeitura

Mais uma invasão de terreno público, aconteceu na cidade de Guarabira, na manhã desta sexta-feira (7). O terreno é onde está o antigo Parque de Exposição Animal, do município, na saída para Pirpirituba. Neste local a prefeitura pretende fazer um parque de eventos.

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Dezenas de pessoas sem residência própria estão no terreno e dispostas a construir suas moradias. A invasão está sando organizada pelo Gilberto, popularmente conhecido como “Biqueira”, morador do Bairro do Rosário. Ele disse durante entrevista, que já tem a sua casa, apenas quer ajudar as pessoas que ainda sofrem com o problema do aluguel.

Um trator da prefeitura chegou ao local, segundo populares, a mando do secretário de Meio Ambiente, Alcides Camilo, para invadir o terreno e afugentar o povo. A PM impediu que o veiculo entrasse no local. As pessoas também foram para frente do trator para que o mesmo não fosse adiante. A polícia tenta controlar a situação para não deixar nenhum confronto físico acontecer.

portalmidia com imagens e informações de Ebert Henrique

Direito de resposta, multas a portais e blogs e denúncias de ‘invasão’ são as principais ações do jurídico, diz advogado do PSB

eleiçõesO coordenador jurídico da Coligação “A Força do Trabalho”, Fábio Brito, comentou que as representações mais comuns até agora foram contra portais e blogs por ‘propaganda negativa’ e destacou que a Justiça Eleitoral não concedeu direito de resposta para nenhum candidato.

 

Sem precisar a quantidade de ações, o adavogado explicou que são muitas das quais a coligação é autora e também réu de algumas. A principal foi de direito de resposta em relação aos guias eleitorais, mas Brito revelou que nenhum foi concedido ainda.

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Já as representações mais recorrentes até agora são contra portais e blog que, segundo Brito, estão ‘atacando a honra’ e/ou ‘dinfundindo propaganda negativa contra os candidatos da nossa coligação’. “O Tribunal tem sido bem rigoroso com isso”, diz.

Além disso, outra ação comum é a chamada ‘invasão’ que é quando o candidato a deputado, por exemplo, utiliza seu espaço, para fazer propaganda de outro candidato. Também sem revelar números, o advogado explicou que a coligação já entrou com ações contra este tipo de prática. “Estamos tentando fazer com que se respeite as normas eleitorais”, diz.

Marília Domingues

Alunos da zona rural de Bananeiras são enganados e induzidos a participar de invasão de terras na Bahia

A redação do Bananeiras Online tomou conhecimento de um fato envolvendo um professor do município de Bananeiras que atua na comunidade do sítio Riachão. Genilson, como é conhecido, está sendo apontado como alvo da denúncia, por ter levado seus alunos (que são todos adultos) ao estado da Bahia, induzindo-os a participar de invasão de terras.

Fomos informados que tinha dado entrada no Hospital de Bananeiras, com sinais claros de confusão mental, a senhora Vanês França Xavier, residente no sitio Riachão, sua acompanhante, Ana Clementino da Silva, ao conversar com a nossa equipe desabafou…

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“Eu, minha amiga Vanês juntamente com outras pessoas fomos enganadas pelo professor Genilson, fomos, por ele, convidadas a participar de um passeio gratuito que se realizaria no estado da Bahia, fomos iludidas, ele disse que era em comemoração ao dia do professor. Com a promessa de uma visitação à Universidade Federal da Bahia, visitas ao Museu da cidade e visitas a outros pontos turísticos, confiamos no professor Genilson, que mora no distrito do Tabuleiro, nós fomos! Ao desembarcarmos, agente não estava no lugar que ele disse.”

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“Depois de uma viajem muito cansativa e em condições desumana, fomos misturados a um grupo que, armados de facões, enxadas, foices e outras coisas, começaram a invadir umas terras e nós ficamos no meio desse povo, sem saber o que fazer, fomos enganadas, convidadas para um passeio quando na verdade não era, largou agente lá e juntamente com um grupinho ele foi para a praia e nos deixou só. Vimos coisas horríveis, e em meio ao desespero minha amiga Vanês, começou a perder os sentidos, ficou como louca, a levei para uma UPA lá da região, ela foi medicada e liberada, ao voltarmos para o acampamento ficamos sabendo que uma criança tinha morrido afogada, quando Vanês viu aquilo, o estado de saúde dela piorou, retornamos a Bananeiras, tudo isso aconteceu semana passada”, revelou  Ana Clementino.

 

Imagem2“No sábado, 19/10/2013, levei Vânes ao hospital de Bananeiras, a médica de plantão atendeu ela e encaminhou para um psiquiatra, ela não está falando nem com os filhos dela direito. Tudo depois desse passeio”.

Imagem3Com tom de revolta essas palavras foram proferidas pela senhora Ana Clementino que se sente enganada pelo professor citado acima e pede que esse fato se torne público para que não aconteça com mais ninguém o que aconteceu com elas.

O Bananeiras Online deixa o espaço aberto para que o professor Genilson possa exercer seu direito de resposta.

Bananeiras Online

Edição: Thiericlison Silva

Após tentativa de invasão, Polícia Federal faz perícia no Itamaraty

itamaratyA Polícia Federal iniciou logo no início da manhã desta sexta-feira (21) uma perícia no Palácio do Itamaraty, em Brasília, que na noite de quinta foi alvo de manifestantes que tentaram invadir o prédio. A ação do grupo deixou vidraças quebradas, pichações e marcas de sujeira. Funcionários do Itamaraty também iniciaram o dia com uma limpeza no prédio.

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Nesta quinta, em diversas cidades do país, milhares de pessoas foram às ruas em manifestações que criticavam, entre outros temas, a corrupção na política. Em Brasília, de acordo com a Polícia Militar do DF, cerca de 30 mil protestaram na Esplanada dos Ministérios. Um grupo minoritário, ao tentar invadir o Itamaraty, entrou em confronto com policiais e chegou, inclusive, a atear fogo em pilastras.

Fachada do Palácio do Itamaraty ainda tem vidros quebrados após manifestação da noite de quinta. (Foto: Reprodução/TV Globo)Fachada do Palácio do Itamaraty ainda tem vidros quebrados após manifestação da noite de quinta. (Foto: Reprodução/TV Globo)

O Palácio do Itamaraty, a exemplo de outros prédios na Esplanada e na Praça dos Três Poderes, é projeto do arquiteto Oscar Niemeyer. O prédio, que é sede do Ministério das Relações Exteriores, foi inaugurado em abril de 1970 e inicialmente era chamado de Palácio dos Arcos, devido aos arcos em sua fachada. É um dos pontos mais visitados da capital federal. Não só o prédio tem valor artístico, como também abriga em seu interior várias obras de arte, como painéis dos artistas plásticos Athos Bulcão e Alfredo Volpi. Nas partes de dentro e de fora do palácio, há jardins do paisagista Burle Marx.

A manifestação causou danos não só ao Itamaraty. Em toda a Esplanada, a polícia aponta que outros quatro ministérios foram pichados, 13 placas de sinalização foram destruídas, 15 holofotes que iluminam as fachadas dos ministérios foram quebrados e bandeiras dos 26 estados e do DF, que ornamentam a Alameda dos Estados, avenida em frente ao Congresso, foram arrancadas.

Tentativa de invasão ao Itamaraty
Na manifestação da noite desta quinta, que inicialmente se concentrava em frente ao Congresso, parte dos manifestantes seguiu para o Itamaraty, que fica ao lado do Congresso, e tentou invadir o prédio.

Eles ocuparam as rampas do Itamaraty, lançaram objetos contra a fachada de vidro do palácio, fizeram fogueiras e pressionaram para entrar.

Policiais que estavam no interior do prédio saíram pelas duas rampas usando extintores de incêndio e spray de pimenta para obrigar o grupo a recuar.

Alguns manifestantes chegaram a invadir o palácio, mas foram repelidos. Outros entraram no espelho d’água e subiram na escultura “Meteoro”. Alguns usaram a escultura como “trampolim” para se atirar no espelho d’água.

No Congresso, um homem foi detido pela Polícia Legislativa depois de furar o bloqueio policial e entrar no prédio. De acordo com a polícia, o homem preso tem cerca de 30 anos e poderá ser autuado por crime de desobediência.

Fogo em tenda e pedra na Catedral
Os manifestantes queimaram cartazes e faixas durante protesto em frente ao Congresso. Eles chegaram a colocar fogo em cones de sinalização de trânsito, logo após a tentativa de invasão ao Itamaraty.

Um grupo de pessoas ateou fogo em entulhos, cones, cartazes em uma caçamba de e em uma tenda que estavam próximas ao prédio da Ministério do Trabalho. Os bombeiros foram impedidos de conter o fogo. Os participantes do protesto começaram a gritar “deixa queimar”. As chamas atingiram a rede elétrica.

O policiamento demorou cerca de uma hora para chegar ao local. Enquanto isso, os manifestantes jogaram madeira para aumentar o incêndio. Algumas pessoas começaram a destruir uma cerca de metal no local.

Os manifestantes também arrancaram algumas bandeiras que ficam nos mastros instalados na Alameda dos Estados. Um vitral da Catedral Metropolitana ficou trincado depois que um participante do protesto arremessou uma pedra contra o templo.

Por volta das 23h45, os policiais militares começaram a deixar o Congresso Nacional.

 

 

G1

Por que a invasão do Iraque foi o maior erro da história da política externa americana

bushEu estava lá. E esse lugar era onde se deve estar se você quiser ver os sinais do fim dos tempos para o império americano. Era o lugar para se estar se você quiser ver a loucura e, oh, sim, foi uma loucura, não filtrada através de uma mídia complacente e sonolenta que fez a política de guerra de Washington parecer, se não sensível, pelo menos sensata e séria o suficiente. Eu estava no Ground Zero, que era para ser a peça central de uma nova Pax Americana no Grande Oriente Médio.

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Não querendo estigmatizar, mas a invasão do Iraque acabou por ser uma piada. Não para os iraquianos, claro, e nem para os soldados americanos. E aqui a mais triste verdade de tudo: no dia 20 de março, que marca o décimo aniversário da invasão infernal, nós ainda não entendemos seu propósito. No caso de você querer ir para o cerne da questão, ao invadir o Iraque os Estados Unidos fizeram mais para desestabilizar o Oriente Médio do que nós poderiamos ter imaginado àquela altura. E nós – e muitos outros – iremos pagar o preço por isso por muito, muito tempo.

A loucura do Rei George
É fácil esquecer quão normal a loucura pareceu naquela época. Em 2009, quando eu cheguei no Iraque, já estávamos no momento do último suspiro da possibilidade de salvar algo que já podia ser entendido como o maior erro da história da politíca externa americana. Foi então que, como um oficial do Departamento de Estado designado para liderar duas equipes de reconstrução provincial no leste do Iraque, eu entrei pela primeira vez naquela fábrica de processamento de frango que ficava no meio do nada.

Até então, o plano de resconstrução americano estava afundando em rios de dinheiro mal gasto. No centro dos esforços americanos – pelo menos depois de os Estados Unidos abandonarem a ideia de um governo interino para o Iraque, e de que nossas tropas invasoras seriam recibidas com doces e flores como libertadores – nós não tinhamos conseguido reconstruir nada de significante. Primeiramente concebido como um Plano Marshall para o novo século americano, seis longos anos depois tudo tinha se desenvolvido em uma farça.

Na meu período de atuação, os Estados Unidos gastaram algo entorno de 2,2 milhões de doláres para construir uma enorme instalação no meio de nada. Ignorando a dura realidade dos iraquianos que nasceram e vendiam frangos ali há cerca de 2000 anos, os Estados Unidos decidiram financiar a construção de uma unidade central de processamento (tendo os iraquianos como gerentes de compras locais) que cortará os frangos com máquinas complexas trazidas de Chicago, empacotaria os peitos e asas em filme plástico e, em seguida, transportaria tudo para supermercados locais. Talvez tenha sido o calor do deserto, mas isso fazia sentido na época, e o plano foi apoiado pelo Exército, o Departamento de Estado e a Casa Branca.

Elegante na concepção, pelo menos para nós, mas não se conseguiu lidar com algumas deficiências simples, como a falta de energia elétrica regularmente, um sistema logístico para levar as frangos para a fábrica, capital de giro, e… mercearias. Como resultado disso, os reluzentes 2,2 milhões investidos na fábrica não processaram nenhum frango. Para usar algumas das palavras de ordem do momento, nada foi transformado, não qualificou ninguém, não estabilizou nem promoveu economicamente nenhum iraquiano. Ele apenas ficou lá vazio, escuro e não utilizado no meio do deserto. Como os frangos nós fomos depenados.

De acordo com a loucura da época, no entanto, o simples fato que a fábrica não ter cumprido nenhum de seus reais objetivos não significa que o projeto não foi um sucesso. Na verdade, a fábrica foi um sucesso na mídia dos EUA. Afinal, para cada visita monitorada, com fins de propaganda, à fábrica, meu grupo abastecia o local às pressas com frangos comprados, preparávamos as máquinas e faziamos uma apresentação fantasiosa.

No humor negro daquele momento, nós batizamos o lugar de Fábrica de Frango Potemkin. Entre visitas públicas e privadas, tudo ficava às escuras, apenas ressurgindo com o cantar do galo a cada manhã que alguma equipe de filmagem vinha para uma visita. Nossa fábrica foi, portanto, considerada um grande sucesso. Robert Ford, então na embaixada de Bagdá e agora embaixador dos EUA para a Síria, disse que sua visita foi o melhor dia que ele esteve no Iraque. O general Ray Odierno, então comandannte de todas as forças dos EUA no Iraque, enviou blogueiros e civis, que acompanhavam os militares, para ver o projeto da vitória. Algumas das propagandas proclamavam que “ensinando os iraquianos a florescer sozinhos dá a eles a capacidade de fornecer a sua própria estabilidade, sem necessidade de contar com os americanos”.

A fábrica de frangos era uma história engraçada no começo, o tipo da piada interna que você precisa saber o que realmente ocorre pra entender. É, nós desperdiçamos algum dinheiro, mas 2,2 milhões de dólares é uma quantia pequena numa guerra que um dia irá custar trilhões. Realmente, ao final das contas, qual foi o prejuízo?

O dano foi este: nós queríamos deixar o Iraque (e o Afeganistão) estáveis para avançar nos objetivos americanos. Fizemos isso gastando nosso tempo e dinheiro em coisas obviamente inúteis, enquanto a maioria dos iraquianos não têm acesso a electricidade, água limpa, regular e assistência médica ou hospitalar. Como poderíamos ajudar a estabilizar o Iraque se nós agíamos como palhaços? Como um iraquiano me disse, “é como se eu estivesse pelado em uma sala com um grande chapéu na minha cabeça. Todo mundo entra e ajuda a botar flores e fitas no meu chapéu, mas ningúem parece reparar que eu estou pelado”.

Por volta de 2009, é claro, tudo isso deveria estar muito óbvio. Nós não estavamos mais dentro do sonho neoconservador de uma superpotência mundial incomparável, estávamos apenas atolados no que aconteceu neste sonho. Nós eramos uma fábrica de galinhas no deserto que ninguém queria.

Viagem no tempo para 2003
Aniversários são tempos de reflexão, em parte, porque é muitas vezes só retrospectivamente que reconhecemos os momentos mais significativos em nossas vidas. Por outro lado, em aniversários muitas vezes é difícil lembrar o que era tudo, realmente, quando tudo começou. Em meio ao caos do Oriente Médio hoje, é fácil, por exemplo, esquecer como as coisas pareciam no começo de 2003. O Afeganistão pareceu ter sido invadido e ocupado de forma rápida e limpa, de forma que os soviéticos (os britânicos, os gregos antigos…) jamais poderiam ter sonhado. O Irã estava assustado, vendo o poderoso exército americano na sua fronteira oriental e em breve na ocidental também, e estava pronto para negociar.

A maioria do resto do Oriente Médio foi enfiado em um longo sono com ditadores confiáveis o suficiente para manter a estabilidade. A Líbia era uma exceção, embora as previsões eram de que em pouco tempo Muammar Kadafi iria fazer algum tipo de acordo. E ele fez. Tudo o que era necessário era um golpe rápido no Iraque para estabelecer uma presença militar americana permanente no coração da Mesopotâmia. Nossas futuras guarnições militares lá, obviamente, supervisionariam as coisas, fornecendo os músculos necessários para derrubar todos os futuros elementos desestabilizadores. Isso fazia tanto sentido para a visão neoconservadora do começo da era Bush. A única coisa com a qual Washington não contava era que nós fossemos o primeiro elemento desestabilizante.

De fato, o grande plano estava se desintegrando até durante o período em que ele estava sendo sonhado. Com vontade de ter tudo em seus termos, a equipe de Bush perdeu uma oportunidade diplomática com o Irã que poderia ter feito o barulho de hoje desnecessário. Como parte do desastre, homens desesperados, blindados pela história, aumentaram o volume de medidas desesperadas: tortura, gulags secretos, dissimulações, uso de drones para assassinatos, e ações extraconstitucionais em casa. O mais frágil do acordos foi aparado para tentar salvar alguma coisa, incluindo ignorar a rede de proliferação nuclear paquistanesa A.Q Khan em troca de uma aproximação com Líbia, e uma foto brega da Condoleezza Rice com o Kadafi.

Dentro do Iraque, as forças do conflito sectário entre sunitas e xiitas foram desencadeadas pela invasão dos EUA. Isso, por sua vez, criou as condições para um confronto entre os Estados Unidos e o Irã dentro da política interna iraquiana, similar à crescente guerra na política interna do Líbano entre Israel e Irã.

Nada disso terminou. Hoje, de fato, a guerra na política interna desses países simplesmente achou um novo palco, a Síria, com várias forças usando “ajuda humanitária” para empurrar e impulsionar os seus alidados sunitas e xiitas.

Descontentando as expectativas neoconservadoras, o Irã emerge da década americana no Iraque economicamente mais poderoso, com o comércio não oficial entre os dois vizinhos sendo avaliado agora em cinco bilhões de dólares por ano, valor que continua crescendo. Nessa década, os Estados Unidos também conseguiram remover um dos contrapesos estratégicos do Irã, Saddam Hussein, substituindo-o por um governo dirigido por Nouri al-Malaki, que já encontraram apoio em Teerã.

Enquanto isso, a Turquia está agora envolvida em uma guerra aberta com os curdos do norte do Iraque. A Turquia é, naturalmente, parte da Otan, então imagine o governo dos EUA sentado em silêncio enquanto a Alemanha bombardeava a Polônia. Para completar o círculo, o primeiro-ministro do Iraque advertiu recentemente que uma vitória dos rebeldes da Síria vai desencadear guerras sectárias em seu próprio país e vai criar um novo refúgio para a Al Qaeda, que iria desestabilizar ainda mais a região.

Enquanto isso, militarmente queimado, economicamente sofrendo com as guerras no Iraque e no Afeganistão e sem qualquer moral no Oriente Médio pós-Guantánamo e Abu Ghraib, os Estados Unidos sentam sobre suas próprias mãos, com a faísca regional do que veio a ser chamada de Primavera Árabe se apagando, para ser substituída por desestabilização ainda maior dentro da região. E mesmo assim Washington não parou de procurar a versão mais recente da (agora sem nome) guerra global contra o terror em regiões cada vez mais novas que precisam de desestabilização.

Tendo notado a facilidade com que o entorpecido público americano patrioticamente olhou para o outro lado, enquanto nossas guerras seguiram seus caminhos específicos para o desastre, nossos líderes nem sequer piscam mais ante a possibilidade de mandar caças americanos não tripulados e forças de operaçoes especiais para lugares cada vez mais distantes, notavelmente mais para dentro da África, criando das cinzas do Iraque uma versão do estado de guerra perpétua que George Orwell uma vez imaginou em seu romance não-utópico 1984.

Feliz aniversário
No décimo aniversário da Guerra do Iraque, o Iraque continua, em qualquer nível, um lugar perigoso e instável. Até mesmo o sempre otimista Departamento de Estado aconselha viajantes americanos que vão para o Iraque, posto que esses cidadãos “continuam correndo risco de serem sequestrados… porque grupos rebeldes, incluindo Al Qaeda, ainda estão ativos”, além de notar que “a norma do Departamento de Estado para negócios americanos no Iraque aconselha o uso de ‘Detalhes de Segurança'”.

Numa perspectiva mais ampla, o mundo está muito mais inseguro e perigoso do que estava em 2003. De fato, para o Departamento de Estado, que me enviou para o Iraque para testemunhar as leviandades do imperialismo, o mundo tornou-se ainda mais assustador. Em 2003, no momento infame do “missão cumprida”, só a embaixada em território afegão foi considerada “extremamente perigosa” na lista de embaixadas além-mar. Não muito mais tarde, ainda, Iraque e Paquistão foram adicionados nesta lista. Hoje, Iemêm e Líbia, antes seguros para embaixadas, agora estão categorizadas como “extremamente inseguras”.

Outros lugares antes considerados tranquilos para diplomatas e suas famílias, como Síria e Mali, foram esvaziadas e não contam com nenhuma presença diplomática americana. Até mesmo a sonolenta Tunísia, uma vez calma o bastante para que uma escola de árabe fosse estabelecida na embaixada, conta agora com uma equipe reduzidíssima com nenhum familiar residente. No Egito isso é oscilante.

Explicitamente o grande apologista da estrátegia adotada no Iraque, com a ausência de George W. Bush e dos altos funcionários de seu governo, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair lembrou-nos recentemente de que há mais no horizonte. Admitindo que há “muito tempo desistiu de tentar persuadir as pessoas do Iraque que foi a decisão certa”, Blair acrescentou que novas crises estão se aproximando. “Você tem uma crise hoje na Síria, você tera uma outra no Irã em breve”, disse ele. “Estamos no meio dessa luta, que vai levar uma geração, e vai ser muito árduo e difícil. Mas acho que estaremos cometendo um erro, um erro profundo, se pensarmos que podemos ficar fora dessa luta”.

Pense nesse comentário como um aviso. Depois de algum modo ter transformado todo o Islã em um inimigo, Washington simplesmente atrelou-se a intermináveis crises nas quais não tem nenhuma chance de vencer. Nesse sentido, o Iraque não foi uma aberração, mas o auge histórico de um modo de pensar que agora está lentamente ruindo. Por décadas, os Estados Unidos terão uma força militar grande o suficiente para garantir que a nossa queda seja lenta, sangrenta, feia e relutante, embora inevitável. Um dia, porém, mesmo os caças não tribulados terão que aterrissar. Assim, feliz 10 anos de aniversário, Guerra do Iraque! Uma década depois da invasão, um caótico e instavél Oriente Médio é o legado não terminado da nossa invasão. Eu acho que o alvo da piada somos nós ao final, embora ninguém esteja rindo.


Tradução: Mailliw Serafim e Caio Sarack

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