Arquivo da tag: intolerância

Intolerância à lactose: tipos, sintomas e tratamentos

Tirolez, além de disponibilizar a linha Zero Lactose a quem possui restrição, ensina o modo de preparo de uma incrível receita para comer sem medo

A intolerância à lactose é um tema que desperta a atenção de muitas pessoas. Isso acontece, principalmente pelo fato de que, segundo a pesquisa da Datafolha de 2017*, 35% da população acima de 16 anos relataram algum tipo de desconforto após consumir derivados de leite.

A intolerância à lactose acontece quando há pouca ou nenhuma produção da enzima digestiva (lactase). De forma simples: o organismo é incapaz de digerir completamente ou parcialmente o açúcar do leite, denominado lactose.

Para evitar qualquer dúvida relacionada ao tema, a Tirolez, umas das mais tradicionais marcas de laticínios do País, apresenta e explica os diferentes graus de intolerância, principais sintomas e formas de tratamento.

Há três graus de intolerância e são eles:

  • Deficiência congênita: crianças que nascem sem condições de produzir lactose por um problema genético (crônica);
  • Deficiência primária: diminuição progressiva e natural na produção de lactase que acontece a partir da adolescência (16 anos) até o final da vida;
  • Deficiência secundária: nesses casos, por doenças intestinais, como síndrome do intestino irritável ou alergia à proteína do leite, por exemplo, a produção de lactase é influenciada e pode criar uma intolerância temporária, que pode ser tratada com remédios e desaparecer com o tempo.

Os sintomas da intolerância à lactose se concentram no sistema digestório, como diarreia, distensão abdominal e cólicas, por exemplo, e a intensidade varia de acordo com o grau de intolerância de cada um. Em grande parte, as manifestações surgem imediatamente após o consumo de leite in natura e seus respectivos derivados (creme de leite, leite condensado, requeijão, queijos, pudins, bolos, sorvetes, etc.).

Cabe destacar que esse problema não é uma doença! É apenas uma carência do organismo que pode ser controlada com medicamentos e dieta adequada. Como os derivados de leite são uma grande fonte de cálcio, nutrientes e vitamina D, não se recomenda retirá-los completamente da rotina, é aconselhável consultar um(a) médico(a) para obter o correto diagnóstico e orientações.

Hoje, existem diversas opções que atendem esses consumidores. A Tirolez oferece, em sua linha zero lactose, que é uma das mais completas do Brasil, os queijos Minas Frescal, Minas Padrão, Cottage, Creme de Ricota, Creme de Minas Frescal, Mussarela, Prato, Minas Padrão e Requeijão.

Se você for um apaixonado por queijo e não quiser deixar de consumi-lo, que tal experimentar a linha zero lactose da Tirolez? Gostou das nossas dicas? Prepare essa torta e delicie-se sem medo!

Torta de Folhas Verdes Escuras com Queijo Cottage

Ingredientes

Massa:
2 xícaras (chá) de farinha de trigo branca
2 colheres (sopa) de Manteiga sem sal Tirolez
1/2 xícara (chá) de leite zero lactose
1 colher (chá) de fermento em pó
1 colher (café) de sal
1 colher (sobremesa) de óleo vegetal (para untar a assadeira)

Recheio:
1 maço de espinafre picado
½ maço de escarola de picado
250g de Queijo Cottage Light Zero Lactose Tirolez (250g)
1 colher (café) de sal
1 pitada de noz-moscada

Modo de Preparo

Massa:
– Em uma tigela misture a farinha, a manteiga, o leite, o fermento e o sal até formar uma massa consistente. Com a ajuda de um rolo, abra a massa;
– Unte uma assadeira com óleo e coloque a massa, cobrindo o fundo e as bordas da assadeira; leve a massa ao forno pré-aquecido médio, por 10 minutos, para pré-assar; Reserve.

Recheio:
– Cozinhe o espinafre e a escarola no vapor;
– Em um recipiente, fora do fogo, misture as folhas cozidas, o queijo cottage e tempere com sal e noz moscada;
– Distribua o recheio sobre a massa e leve ao forno para terminar de assar, por 20 minutos. Sirva.

 

Fonte*: https://caras.uol.com.br/bem-estar/perlatte-intolerancia-lactose-atinge-35-dos-brasileiros-como-se-livrar-dela-leite-derivados.phtml

Saiba mais curtindo as redes sociais da marca ou acesse o site
www.tirolez.com.br
Apaixonados por queijo, amam Tirolez.

Sobre a Tirolez

Fundada há 38 anos, a Tirolez é uma das mais tradicionais marcas de laticínios do País. Com mais de 1.600 colaboradores, a empresa dispõe de seis fábricas e um Centro de Distribuição em São Paulo. Suas fábricas localizam-se em Minas Gerais (Tiros, Arapuá e Carmo do Paranaíba), em São Paulo (Monte Aprazível e Lins) e em Santa Catarina (Caxambu do Sul). Os produtos Tirolez possuem grande aceitação no mercado brasileiro em razão da elevada qualidade e tradição. Tais características decorrem, entre outras causas, da qualidade do leite, do cuidado artesanal e do carinho que dedica a seus produtos durante todas as etapas de produção. O portfólio da empresa é composto por mais de 40 tipos de produtos e mais de 100 SKUs, que podem ser encontrados em todo o Brasil.

assessoria de imprensa

 

 

Imagem de Iemanjá tem cabeça arrancada em João Pessoa e umbandistas denunciam intolerância

Reprodução/ Alexandre de Osun
Reprodução/ Alexandre de Osun

A estátua de Iemanjá – a divindade das águas para os umbandistas – foi alvo de vandalismo nesse domingo (20), em João Pessoa. A imagem instalava na praia de Cabo Branco, teve a cabeça arrancada por vândalos, mais uma vez. A imagem da estátua danificada foi divulgada nas redes sociais e provocou revoltada.

Fotos compartilhadas no facebook mostram a cabeça colocada no chão, ao lado da imagem de concreto, que tem cerca de 2,5 metros e mais de 20 anos. A divulgação das fotos foi feita pelo babalorixá, Alexandre de Osun, que encontrou a imagem depredada, quando foi entrar uma oferenda a Iemanjá.

“Quando chegamos na praia para entregar o presente a rainha do mar, nos deparamos com a imagem depredada. Isso foi um ato claro de intolerância religiosa com o povo de matriz africana. Não é a primeira que isso acontece. Essa atitude mostra que algumas pessoas na Capital ainda apresentam grande intolerância com a nossa religião”, lamentou o babalorixá.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Ao Portal Correio, o coordenador do Patrimônio Artístico e Cultural da Capital, Fernando Milanez Neto, lamentou o fato e confirmou que fará uma visita ao local ainda nesta segunda-feira (21) para avaliar a dimensão do dano a imagem. “Vamos fazer uma visita para analisar as condições da imagem. Essa não é a primeira que isso acontece. A Prefeitura fará a reforma o mais rápido possível. Dano ao patrimônio tem isso frequente”, disse.

Um boletim de ocorrência foi registrado na 2ª Delegacia Distrital, no Centro de João Pessoa, e a Polícia Civil vai investigar o ato de vandalismo.

 

 

Portal Correio

A cada 3 dias, governo recebe uma denúncia de intolerância religiosa

DENUNCIAA cada três dias, em média, uma denúncia de intolerância religiosa chega à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Entre 2011 e 2014, 504 queixas desse tipo foram relatadas à pasta pelo Disque 100 –canal de denúncias para violações dos direitos humanos, que são repassadas à polícia e ao Ministério Público.

O governo federal reconhece que a intolerância religiosa, na prática, tende a ser maior do que aquela denunciada –e que cenas como a da menina de 11 anos agredida na semana passada com uma pedrada na cabeça ao sair de um terreiro de candomblé na Vila da Penha, zona norte do Rio, estão longe de ser casos isolados.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Em 2013, 45 episódios relatados de intolerância religiosa envolveram violência física (20% dos casos do ano). Até julho de 2014, outros 18 haviam sido registrados (12%).

Fiéis de religiões de matriz africana (candomblé e umbanda) são os alvos mais comuns dos relatos de intolerância recebidos pelo serviço –um terço dos episódios em que há esse detalhamento.

A garota atingida com uma pedra no Rio foi atacada por dois homens que gritavam “Sai demônio, vão queimar no inferno, macumbeiros”.

Editoria de Arte/Folhapress

Segundo a avó da menina, os autores da agressão (não identificados) eram evangélicos. E são justamente os evangélicos que aparecem em segundo lugar entre as vítimas de intolerância –mais de um quarto dos casos detalhados.

A lista de atingidos não poupa nenhum tipo de fé. Embora em menor número, espíritas, católicos, judeus, muçulmanos e até rastafáris constam dos dados da secretaria, obtidos pela Folha. Nos últimos quatro anos, nem os ateus ficaram de fora.

“Queremos entender melhor o fenômeno, mas é preciso ter cuidado para que não se gere mais intolerância”, diz o ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da gestão Dilma (PT), Pepe Vargas.

Atitudes ofensivas a crenças e práticas religiosas podem render pena de um a três anos de prisão –que pode ser agravada se o alvo for uma criança ou um adolescente.
Entre esses casos, que não se restringem à violência física, alguns tiveram maior repercussão –como o chute que Sérgio Von Helder, então bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, deu em uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, em 1995, no dia dedicado à padroeira do Brasil.

AUTORITARISMO

O governo instituiu em 2014 o Comitê Nacional de Diversidade Religiosa. Até o começo do próximo ano, um relatório sobre essa situação deverá ser apresentado.

Segundo a diretora da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, Irina Bacci, o fenômeno não é novo, mas passa por uma exacerbação.

“Não dá para desvincular as intolerâncias de todos os tipos com a intolerância religiosa”, diz. “Talvez, por um discurso autoritário de determinados grupos da sociedade brasileira, outros grupos sofram cada vez mais com maior requinte de crueldade.”

Irina afirma haver relatos de evangélicos que se dizem vítimas de intolerância de pastores de outras igrejas.

Para a secretária-geral do Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil), a pastora luterana Romi Márcia Bencke, apesar de estarem entre os atingidos, os evangélicos não são o principal alvo das agressões.

“As perseguições que relatam são referentes ao uso dos símbolos do cristianismo, como a transexual crucificada na Parada LGBT.”

Segundo o diretor da Apameb (Associação dos Pastores e Ministros Evangélicos do Brasil), pastor Carlos de Oliveira, da Assembleia de Deus, há exageros da mídia, mas também dos evangélicos.

“Quem vê o alarde que a mídia faz e for a um culto dessas igrejas verá que não há intolerância. Nunca assisti um pastor dizer, por exemplo, que um pai de santo deve morrer.”

 

Folha

Pastor quebra imagens e MPF acusa intolerância religiosa

pastorO Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba denunciou pastor evangélico que quebrou objetos e imagens de entidades sagradas das religiões de matrizes africanas, fotografou o ato e publicou em seu perfil na rede social. Os objetos estavam num terreiro de umbanda e o acusado confessou ter quebrado uma das imagens para “acomodá-la melhor” no interior de um veículo modelo F-4000, a fim de transportá-la. Os fatos ocorreram em 2012.
Na ação, o Ministério Público Federal aponta que numa das fotos o pastor aparece segurando um machado e uma imagem e “faz ‘pose’ para a foto, com uma mão levantada, insinuando que quebraria aquela imagem”. Há toda uma sequência de fotos que retratam sempre a mesma conduta de profanação das imagens de religião diferente da professada pelo denunciado. “Ele não só pratica como também incita a discriminação religiosa aos adeptos das religiões de matrizes africanas”, argumenta o procurador regional dos direitos do cidadão, José Godoy Bezerra de Souza, que assina a denúncia.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

 Ao ser questionado sobre a publicação das fotos na rede social, o pastor denunciado justificou que a intenção era divulgar, entre os membros da igreja. Porém, a divulgação das imagens não ficou restrita apenas aos contatos da rede social do denunciado, ganhando repercussão e discussão regional, através de páginas na internet, como também em outras redes sociais.
Para o Ministério Público, restou comprovada a violação da garantia dada pela Constituição Federal que estabelece em seu artigo 5º, inciso VI a “liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”. “Ora, esta garantia fundamental foi explicitamente violada pelo denunciado, na medida em que este, em local, que já foi espaço para culto da religião umbanda, praticou atos discriminatórios, proferindo insultos às entidades sagradas da religião profanada”, argumenta José Godoy.
MaisPB 

Templos, igrejas e terreiros disputam espaços; religiosos convivem com racismo, homofobia e intolerância

Líderes religiosos promovem '‘guerra santa’
Líderes religiosos promovem ‘‘guerra santa’

O primeiro dia de culto de uma igreja evangélica ao lado de um terreiro de candomblé, no bairro Cuiá, em João Pessoa, terminou em caso de polícia, com denúncias de intolerância religiosa, racismo, homofobia e ameaça de morte.

Fazer o bem é o que pregam todas as religiões. Mas é justamente em nome da fé que seguidores de diversas crenças promovem uma “guerra santa” e, ao invés de amor ao próximo, geram discórdia, preconceito e violência. Para líderes das igrejas católica e evangélica, e das religiões espírita e afro-brasileiras, os ataques partem de uma fé clandestina, exercida por seguidores despreparados ou ‘falsos profetas’ que deturpam o verdadeiro significado de cada crença.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

No Estado, a fé se discute entre os 94% que possuem religião e os 5,6% que não são religiosos, são ateus ou agnósticos.

 

Por Álisson Arruda/ Jornal Correio

PSDB diz que ataque do PT a Eduardo Campos é “flagrante de intolerância”

eduardo-camposA Executiva Nacional do PSDB divulgou nesta quarta-feira (8) uma nota na qual classifica como “flagrante demonstração de intolerância” o texto publicado na página oficial do PT no Facebook com críticas ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e a ex-senadora Marina Silva (PSB).

De acordo com a nota dos tucanos, o PT mostra “sua face covarde e autoritária” e “confirma a incapacidade de conviver com adversários e ideias que se contrapõem ao atual projeto de poder”.

 

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

 

“Agora na oposição, o governador de Pernambuco e a líder do Rede-Sustentabilidade experimentam a face covarde e autoritária do ativismo petista, da qual outros líderes das oposições têm sido vítimas contumazes, nas redes sociais: ataques organizados, quase sempre encobertos pelo anonimato de uma suposta militância edicada a destruir reputações, e que atua como um exército especializado em tentar transformar mentira em verdade e calúnia em informação”, diz o texto da executiva tucana.

Eduardo Campos elogia papel dos pernambucanos na retomada da industria naval brasileira

BALADA DE CAMPOS

Na terça-feira (7), o PT nacional publicou um texto intitulado “A balada de Eduardo Campos”. O artigo diz, entre outros ataques, que o governador é um “tolo”, um “playboy mimado” e que “vendeu a alma à oposição” ao descartar aliança com o PT e decidir se lançar ao Palácio do Planalto.

Além de criticar Campos, o texto fez ataques à ex-senadora Marina Silva (PSB), neoaliada de Campos, chamando-a de “ovo da serpente”. Segundo o artigo, Marina virou uma “pedra no sapato”, em referência às divergências entre os dois frente à política de alianças adotada pelo PSB.

A publicação do artigo causou diversas reações no PSB. Em resposta, Campos escreveu nesta quarta-feira (8) uma mensagem em sua página na mesma rede social sobre “o ataque covarde” do partido da presidente Dilma.

“Enquanto os cães ladram, a nossa caravana passa”, escreveu o governador. “Sigo firme no debate de alto nível sobre o Brasil, sobre a construção de uma nova política que transforme verdadeiramente a vida das pessoas e do país”, concluiu o pernambucano.

O vice-presidente do PSB e líder do partido na Câmara dos Deputados, Beto Albuquerque (RS), que havia rebatido o texto em sua conta no Twitter logo após a publicação, divulgou nota no site do PSB em que dizia que o PT se tornou uma “seita fundamentalista”.

 

CONFIRA A ÍNTEGRA DA NOTA DO PSDB:

O PSDB manifesta solidariedade ao presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos, e à ex-senadora Marina Silva por mais essa flagrante demonstração de intolerância do Partido dos Trabalhadores em relação aos seus opositores, o que confirma a incapacidade do partido de conviver com adversários e ideias que se contrapõem ao atual projeto de poder.

Agora na oposição, o governador de Pernambuco e a líder do Rede-Sustentabilidade experimentam a face covarde e autoritária do ativismo petista, da qual outros líderes das oposições têm sido vítimas contumazes, nas redes sociais: ataques organizados, quase sempre encobertos pelo anonimato de uma suposta militância dedicada a destruir reputações, e que atua como um exército especializado em tentar transformar mentira em verdade e calúnia em informação.

Os brasileiros e a democracia brasileira reclamam um novo ambiente político, onde as divergências sejam respeitadas e as artimanhas de intolerância montadas para constranger adversários e impedir o debate democrático sejam desarmadas.

Executiva Nacional do PSDB.

Denúncia de intolerância religiosa cresce mais de 600% em 2012

Intolerância religiosaA quantidade de denúncias de intolerância religiosa recebidas pelo Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República cresceu mais de sete vezes em 2012, quando comparada com a estatística de 2011. Embora signifique um aumento de 626%, a própria secretaria destaca que o salto de 15 para 109 casos registrados no período não representa a real dimensão do problema.

O resultado foi divulgado a pedido da Agência Brasil, devido ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado nessa segunda (21).

Os dados do Disque 100 para a intolerância religiosa podem estar subestimados, de um lado, porque o serviço telefônico gratuito da secretaria não possui um módulo específico para receber esse tipo de queixa, de forma que nem todos casos chegam ao conhecimento do Poder Público.

Além disso, a maior parte das denúncias é apresentada às polícias ou órgãos estaduais de proteção dos direitos humanos e não há nenhuma instituição responsável por contabilizar os dados nacionais.

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) também não possui dados específicos sobre violações ao direito de livre crença religiosa, mas seu ouvidor, Carlos Alberto de Souza e Silva Junior, compartilha da impressão de que o problema tem crescido nos últimos anos.

Segundo o ouvidor, o número de denúncias de atos violentos contra povos tradicionais – módulo que envolve todo o tipo de violação aos direitos de comunidades ciganas, quilombolas, indígenas e os professantes das religiões e cultos de matriz africana relatadas à Seppir – também cresceu entre 2011 e 2012.

“Apesar dos avanços das políticas sociais e raciais, é perceptível uma reação intolerante, preconceituosa, discriminatória e racista e eu já percebo um certo recrudescimento de alguns direitos”, declarou o ouvidor da Seppir à Agência Brasil, citando, como exemplo, o aumento do número de denúncias envolvendo crimes raciais na internet.

Segundo a associação Safer Net, em 2012, a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos (CND) recebeu 494 denúncias de intolerância religiosa praticadas em perfis hospedados no Facebook.

“Não consigo avaliar o porquê de tanta intolerância, mas um dos indicativos que ainda precisamos verificar com cautela [é a atuação de] algumas igrejas neopentecostais, que vem pregando o ódio, inclusive na internet. Há ao menos um caso denunciado à ouvidoria de uma igreja cujo líder espiritual vem revelando esse ódio contra as religiões de matriz africana, associando-as à coisas do diabo. Sabemos que esse tipo de pregação, feita por um líder religioso, afeta [influencia] a muitos de seus seguidores”, acrescenta o ouvidor.

O integrante da Seppir aponta também as práticas discriminatórias vindas até mesmo de agentes públicos, como o promotor de Justiça de Santa Catarina que, em 2011, proibiu uma casa de umbanda de Florianópolis de realizar cultos e executar animais durante as cerimônias sem a autorização do Estado.

“Isso é um absurdo já que não existe lei que obrigue a casa de umbanda a pedir essa autorização. E a Constituição estabelece que não se pode embaraçar o culto religioso”, disse o ouvidor.

Carlos Alberto Júnior também expressa preocupação quanto aos projetos de lei que tentam criminalizar o abate de animais em  sacrifícios religiosos – algo que muitos especialistas consideram inconstitucional, já que a Constituição Federal estabelece que a liberdade de crença é inviolável, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos.

Além disso, o texto constitucional determina que os locais de culto e suas liturgias sejam protegidos por lei. Já a Lei 9.459, de 1997, considera crime a prática de discriminação ou preconceito contra religiões.

“Eu vejo tudo isso como um fenômeno umbilicalmente ligado ao racismo, algo que não pode ser desassociado da questão do preconceito racial. Tanto que, na Seppir, não recebemos nenhuma denúncia dando conta de que outras religiões, além daquelas de matriz africana, sejam alvo de discriminação”, concluiu Júnior.

 

Agência Brasil