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Médica de CG sugere que favoráveis a abertura do Comércio assinem termo abdicando de respiradores quando internados

Ao opinar sobre a possibilidade de reabertura do comércio em Campina Grande e outras cidades, medida essa defendida por alguns empresários, a médica campinense Adriana Melo, que é especialista em Medicina Fetal e referência no tratamento da microcefalia no Brasil, por meio das suas redes sociais deu um recado duro, sugerindo que estes apoiam essa medida abram mão de respiradores, quando foram internados com a suspeita do vírus.

“Sugiro que quem for favorável acabar com o isolamento social e abrir o comercio, assinar um termo dizendo que abre mão de um respirador quando nós, profissionais da saúde, tivermos que escolher quem vai morrer ou viver”, disse a médica destacando que acredita na ciência.

Não levando em conta os apelos da Organização Mundial de Saúde (OMS), bem como da Prefeitura Municipal de Campina Grande (PMCG) e do Governo do Estado que pedem o isolamento da sociedade, alguns comerciantes de Campina promoverão uma carreata hoje (27), atendendo ao pedido do presidente da República Jair Bolsonaro para a reabertura do comércio.

Segundo arte que circula nas redes sociais, empresários da cidade estão articulando uma carreata com a finalidade de pressionar o governo municipal para que libere o comércio local na próxima segunda-feira (30). A carreata está prevista para ocorrer às 15h desta sexta-feira (27), com concentração na frente do Partage Shopping, passando pelas principais ruas do Centro da cidade. Por motivo de segurança, ninguém deverá descer

A ação dos empresários começou após a fala do presidente Jair Bolsonaro que, em pronunciamento, minimizou a gravidade do avanço do coronavírus no Brasil, além do quadro de crise da economia local. Os empresários ponderaram que todas as precauções sanitárias para evitar qualquer tipo de disseminação viral serão tomadas.

 

pbagora

 

 

Paraíba tem 5 casos confirmados de Covid-19 e 31 pacientes internados

Em boletim divulgado no final da tarde desta quarta-feira (25), a Secretaria de Estado da Saúde confirmou mais dois casos positivos de Covid-19. Dentre as amostras analisadas pelo LACEN – PB, foram descartados 17.

De acordo com o Governo do Estado, 117 casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus já foram descartados. Não há registro de óbito pela contaminação do Covid-19 no estado.

Um dos casos confirmados no dia de hoje é o de uma mulher, de 55 anos, residente em João Pessoa, com histórico de contato com caso em investigação. Ela segue em isolamento domiciliar e é acompanhada pela vigilância municipal.

O outro caso positivo para o Covid-19 foi também de uma mulher, esta com 45 anos, moradora da Capital. Ele teve contato contato com caso em investigação. A paciente também encontra-se em em isolamento domiciliar, acompanhada pela vigilância municipal.

Ainda segundo a secretaria, a Paraíba possui 8 pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva e outros 23 em leitos regulares. Estas internações estão localizadas em:

Cajazeiras, Monteiro e João Pessoa – 23 (leitos regulares)
Sousa, Patos, Cajazeiras, Piancó e João Pessoa – 8 (UTI). Destes, 4 estão em hospitais privados na capital.

 

PB Agora

 

 

Dez recebem alta e dois continuam internados após acidente entre carro e ônibus na PB

(Foto: Jackson Rondineli/TV Paraíba)

Das 12 vítimas que deram entrada no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, após um acidente entre um ônibus e um carro na BR-230, em Soledade, no Cariri paraibano, 10 já receberam alta médica até 7h (horário local) desta sexta-feira (22) e duas continuam internadas. O acidente ocorreu na manhã desta quinta-feira (21) e deixou um casal morto.

Segundo a assessoria de imprensa do Hospital de Trauma de Campina Grande, continuam internados um jovem de 19 anos, que é filho do casal que estava no carro, e o motorista do ônibus de 24 anos. Entre as outras 10 vítimas que receberam alta, 9 estavam no ônibus e a outra é uma criança de 10 que também é filho do casal que estava no carro.

O acidente ocorreu na BR-230, quando um carro de passeio bateu de frente com um ônibus de turismo. No carro estava uma família com pai, mãe e dois filhos. Os pais morreram na hora. O filho mais velho teve uma fratura e por isso continua internado.

A família viajava no carro de São Paulo, com destino a Olivedos e não havia parado para dormir. O pai e o filho mais velho revezavam a direção. A suspeita da Polícia Rodoviária Federal (PRF) é de que o pai, que dirigia o carro no momento, tenha cochilado ao volante e invadido a pista contrária.

Depois do acidente, o velocímetro do carro ficou parado na marca de 200 km/h, mas, segundo a PRF, isso não significa que o carro estava trafegando a essa velocidade, no momento do acidente, pois pode haver pane no equipamento, com o impacto .

No ônibus, que havia saído de Juazeiro do Norte, no Ceará, com destino a Itapororoca, na Paraíba, estavam o motorista e cerca de 50 passageiros. Com o impacto o carro ficou destruído e o ônibus saiu da pista. As vítimas foram socorridas em uma ação conjunta do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e carros de Secretarias de Saúde de municípios do Cariri.

A família que estava no carro havia saído de São Paulo na tarde da última terça-feira (19) e já haviam trafegado mais de 2 mil quilômetros. Eles pretendiam chegar a Olivedos para passar o natal com a família e sofreram o acidente a cerca de 20 quilômetros do fim da viagem. Parentes que viajavam em um carro logo atrás viram o momento em que o carro invadiu a pista contrária e bateu de frente com o ônibus.

Ônibus ficou com a frente parcialmente destruída após acidente na BR-230, próximo a Soledade, na Paraíba (Foto: Jackson Rondineli/TV Paraíba)

Ônibus ficou com a frente parcialmente destruída após acidente na BR-230, próximo a Soledade, na Paraíba (Foto: Jackson Rondineli/TV Paraíba)

G1

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Dez feridos de incêndio recebem alta; 109 seguem internados no RS

Cartaz pede justiça após 236 mortes na boate Kiss(Foto: Iara Lemos/G1)
Cartaz pede justiça após 236 mortes na boate Kiss
(Foto: Iara Lemos/G1)

Dez pacientes do incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, receberam alta do hospital entre a noite de sexta-feira (1) e a manhã deste sábado (2). Agora são 109 as pessoas internadas em hospitais do Rio Grande do Sul, segundo a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul. A tragédia provocou a morte de 236 pessoas.

São 53 pessoas internadas em Santa Maria, sendo 29 em UTI e oito respirando por ventilação mecânica. Em Porto Alegre, 51 pacientes estão hospitalizados, sendo 44 em UTI e 33 precisando de respiração assistida. Ainda são mais três pacientes em Canoas, dois com ventilação mecânica, um em Caxias do Sul, também precisando de auxílio na respiração, e uma pessoa sendo atendida em Ijuí.

Para ajudar no tratamento dos feridos, lotes de um medicamento indicado para o tratamento de intoxicação por gás chegaram ao Brasil na manhã deste sábado (2).  A expectativa do Ministério da Saúde é a de que as doses, chamadas de “antídotos”, anulem os possíveis efeitos tóxicos do cianeto no organismo.

Os 140 kits do medicamento hidroxicobalamina (vitamina B12 injetável) serão transportados em uma caixa por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) até Porto Alegre e Santa Maria, onde serão distribuídos aos hospitais em que há sobreviventes internados.

Chamado de “antídoto de gás tóxico”, a hidroxicobalamina ainda não está aprovada no Brasil, que possui apenas uma versão similar, porém menos concentrada. Os medicamentos foram doados pelos Estados Unidos.

Entenda
O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, deixou 236 mortos na madrugada do último domingo (27). O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco. De acordo com relatos de sobreviventes e testemunhas, e das informações divulgadas até o momento por investigadores:

– O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso.
– Era comum a utilização de fogos pelo grupo.
– A banda comprou um sinalizador proibido.
– O extintor de incêndio não funcionou.
– Havia mais público do que a capacidade.
– A boate tinha apenas um acesso para a rua.
– O alvará fornecido pelos Bombeiros estava vencido.
– Mais de 180 corpos foram retirados dos banheiros.
– 90% das vítimas fatais tiveram asfixia mecânica.
– Equipamentos de gravação estavam no conserto.

 

Prisões

Quatro pessoas foram presas na segunda por conta do incêndio: o dono da boate, Elissandro Calegaro Spohr; o sócio, Mauro Hofffmann; o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo Santos; e um funcionário do grupo, Luciano Augusto Bonilha Leão, responsável pela segurança e outros serviços.

Investigação
O delegado Marcos Vianna, responsável pelo inquérito do incêndio na boate Kiss, disse ao G1 na terça-feira (29) que uma soma de quatro fatores contribuiu para a tragédia ter acabado com tantos mortos: 1) o fato de a boate ter só uma saída e a porta ser de tamanho reduzido; 2) o uso de um artefato sinalizador em um local fechado; 3) o excesso de pessoas no local; e 4) a espuma usada no revestimento, que pode não ter sido a mais indicada e ter influenciado na formação de gás tóxico.

O delegado regional de Santa Maria, Marcelo Arigony, afirmou também na terça que a Polícia Civil tem “diversos indicativos” de que a boate estava irregular e não podia estar funcionando. “Se a boate estivesse regular, não teria havido quase 240 mortes”, disse em entrevista. “Mas isso ainda é preliminar e precisa ser corroborado pelos depoimentos das testemunhas e os laudos periciais”, completou.

Arigony disse ainda que a banda Gurizada Fandangueira utilizou um sinalizador mais barato, próprio para ambientes abertos e que não deveria ser usado durante show em local fechado. “O sinalizador para ambiente aberto custava R$ 2,50 a unidade e, para ambiente fechado, R$ 70. Eles sabiam disso, usaram este modelo para economizar. Usaram o equipamento para ambiente aberto porque era mais barato”, disse o delegado.

O vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo Santos, admitiu em seu depoimento à Polícia Civil que segurou um sinalizador aceso durante o show, de acordo com o promotor criminal Joel Oliveira Dutra. O músico disse, no entanto, que não acredita que as faíscas do artefato tenham provocado o incêndio. Ele afirmou que já havia manipulado esse tipo de artefato por diversas vezes em outras apresentações.

A boate Kiss desrespeitou pelo menos dois artigos de leis estadual e municipal no que diz respeito ao plano de prevenção contra incêndio. Tanto a legislação do Rio Grande do Sul quanto a de Santa Maria listam exigências não cumpridas pela casa noturna, como a instalação de uma segunda porta, de emergência. A boate situada na Rua dos Andradas tinha apenas uma, por onde o público entrava e saía. Outra medida que não foi cumprida na estrutura da boate diz respeito ao tipo de revestimento utilizado como isolamento acústico.

A Brigada Militar informou nesta quarta que a boate não estava em desacordo com normas de prevenção contra incêndios em relação ao número de saídas. Segundo interpretação da lei, o local atendia as normas ao possuir duas saídas no salão principal. Mas as portas, no entanto, não davam para a rua, e sim para um hall. Este sim dava para a rua através de uma só porta. “Foi um ato possível que o engenheiro conseguiu colocar”, disse o tenente coronel Adriano Krukoski, comandante do Corpo de Bombeiros de Porto Alegre.

Jader Marques, advogado de Elissandro Spohr, um dos sócios da boate, disse que a casa noturna estava em “plenas condições” de receber a festa. Ele falou sobre documentação da casa, segurança, lotação, e disse que a banda Gurizada Fandangueira não avisou que usaria sinalizadores naquela noite. O advogado ainda afirmou que o Ministério Público vistoriou o local “diversas vezes”.

A Prefeitura de Santa Maria se eximiu de responsabilidade pelo incêndio e entregou alvará para a polícia que mostra data de validade de inspeção para prevenção de incêndio, feita pelo Corpo de Bombeiros. A prefeitura afirma que a sua responsabilidade era apenas sobre o alvará de localização, que é válido com a vistoria do ano corrente. O documento informa que a vistoria foi feita em 19 de abril de 2012.

O chefe do Estado Maior do 4º Comando Regional do Corpo de Bombeiros, major Gerson Pereira, disse na quarta que a casa noturna tinha todas as exigências estabelecidas pela lei vigente no Brasil. “Quem falhou, que assuma a sua responsabilidade. Nós fizemos tudo o que estava ao nosso alcance e não vou entrar em jogo de empurra-empurra”, afirmou.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul abriu um inquérito civil na terça para investigar a possibilidade de improbidade administrativa por parte de integrantes da Prefeitura de Santa Maria, do Corpo de Bombeiros e de outros órgãos públicos por terem permitido que a boate Kiss continuasse funcionando mesmo com as licenças de operação e sanitária vencidas.

 

 

G1

Contrariando a lei, estudantes internados não têm acesso a aulas nos hospitais

Desde 1995, a legislação brasileira reconhece o direito de crianças e adolescentes hospitalizados ao acompanhamento pedagógico-educacional. É obrigação dos sistemas de ensino e de saúde municipais e estaduais organizar o atendimento educacional especializado para estudantes impossibilitados de frequentar as aulas por motivos de saúde.

De acordo com profissionais da área, passados 18 anos, a classe hospitalar – nome da modalidade de ensino que possibilita esse aprendizado nos hospitais – ainda não se tornou realidade para a maioria das crianças e adolescentes com doenças crônicas.

Para a coordenadora do Núcleo de Apoio a Projetos Educacionais e Culturais, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Magdalena Oliveira, a classe hospitalar ainda “engatinha” no Brasil, sobretudo no preparo dos professores.

“A rede hoje precisa de uma estrutura mais ampla para atender essas crianças de forma mais integral. Falta tempo para o professor estudar. A grande maioria dos cursos é paga e a classe é absolutamente discriminada, com um dos piores salários do país. Faltam professores para dar uma atenção diferenciada a essas crianças e adolescentes,” disse.

Na capital fluminense, dez hospitais contam com o apoio de professoras municipais, resultado de parcerias da prefeitura com as instituições de saúde.

O governo do estado do Rio informou que ainda não oferece classe hospitalar, mas que o projeto está sendo discutido na secretaria de Educação.

O Ministério da Educação não soube informar o número de hospitais no país que oferecem classe escola. Por meio de nota informou apenas que o atendimento em classes hospitalares é ação intersetorial organizada entre as secretarias de Educação e Saúde de cada estado ou município, conforme demanda existente

Dados do Censo 2010 mostram que o Brasil tem hoje mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência: quase um quarto do total da população. Não existem dados específicos sobre doenças crônicas, de acordo com médicos da área.

Agência Brasil